THE X-FILES A Minha Extinção Fanfic de Lucas Zago E-mail para feedback: luxfiles@zipmail.com.br Categoria: Shipper Sinopse: O momento mais dramático do episódio "A Sexta Extinção" é narrado por Mulder, revelando seus poderes psíquicos. Hospital Memorial de Georgetown Eu estava deitado, ainda, na cama, imóvel. A droga não fazia mais efeito. Precisava de uma dose maior. Aliás, eu precisava mesmo era sair dali. Dizer a todos sobre o que tinha descoberto... e expor a verdade. Eu sabia qual o propósito de Diana... ela não estava do meu lado... canalha... estava do lado daquele Fumante... ela só me queria por interesse... e pensava que eu ainda o amava. Fingida, dissimulada de sua própria imagem fazia papel de amante sedutora. Mas eu sabia que não. Eu realmente sabia. Ouvi uma voz familiar, que me fez acordar de meus sonhos irregulares e muito estranhos. Era alguém que eu já conhecia, que me fez voltar a pensar... mas eu não podia falar nada. Estava impossibilitado. Passos. Ela chegou perto de mim... e começou a falar, desesperada por me ver ali, como um vegetal na cama do hospital. Podia senti-la, sua presença era marcante... não havia como não senti-la. - Mulder, sou eu... eu sei que pode me ouvir... faz um sinal se puder. Eu... quero que saiba onde estive, o que descobri... eu creio que, se souber, pode ajudá-lo a achar um meio de agüentar. Eu preciso que agüente... eu descobri uma chave... a chave para cada pergunta que já foi feita... é o quebra- cabeças, mas as peças estão lá pra nós encaixarmos... e eu sei que elas podem salvar você se conseguir agüentar. Mulder... – entre lágrimas – por favor, agüenta... Eu não agüentava vê-la sofrer daquele jeito. Não suportava vê-la chorar tão incontrolavelmente... eu podia agüentar aquilo que estava em minha cabeça, mas não aquilo que estava em meu coração. Em nossos corações. Senti, além da presença de Scully, algo impregnado no ar... não era perfume... poderia até ser, mas era um perfume chamado paixão. Ela me envolvia como uma armadilha impossível de se escapar. E eu não podia me mover... queria beijar Scully, desenfreadamente, abraçá-la e dizer "Eu te amo" quantas vezes pudesse. Mas não, ali estava eu, parado, como que jogado numa cama... um verdadeiro inválido. Somente sob efeito de droga conseguia recobrar os sentidos. E que melhor droga senão o amor? Essa droga que nos mata por dentro, corroendo pouco a pouco o coração. Mas eu não podia fazer nada. Apenas ouvi-la chorar, ao meu lado, desesperada por me ver naquele estado. Meu consolo era saber que ela me amava, também. Li seus pensamentos. Um por um, e a palavra amor aparecia em todos eles... e um tal de Mulder, também. E pudesse, lhe diria para não chorar, que eu estava ali para consolá-la... mas era ela quem podia me consolar. Ela me consolava sem dizer nada, apenas pensando... pensando na minha própria extinção.