Título: "Meu mundo é você" Autora: Déia Mulder e-mail: deiamulder@ig.com.br Disclaimer: Os personagens desta história, Fox Mulder, Dana Scully, pertencem à Chris Carter, se pertencessem a mim, eles já teriam se casado à muito tempo. Categoria: Shipper Classificação: Livre (Eu acho!) Resumo: Mulder e Scully acabam indo parar em uma antiga cabana no meio da floresta, para investigar mortes misteriosas. Assim que chega lá, Scully já começa a implicar com a falta de organização de Mulder. Nota da Autora: Feedback, please, nem que for só prá dizer que a história ficou melosa demais. Afinal o amor já é meloso por natureza. Quem nunca se derreteu toda(o) só de ouvir o nome da pessoa que ama? Dedico essa fic à minha amiga Luana Mulder, sem ela eu não teria conseguido enviá-la. X-Beijos! "Meu mundo é você" A noite estava fria. O céu estava encoberto por inúmeras nuvens negras que anunciavam a chegada de um temporal muito em breve. Scully não sabia exatamente como Mulder conseguiu convencê-la a ir até aquele fim de mundo. Todo aquele matagal já estava lhe dando nos nervos. Mulder sabia que ela estava irritada. Na verdade gostava disso. Gostava de vê-la irritada e da forma como a veia de sua testa saltava. Isso o deixava ainda mais apaixonado. "Scully, eu sei que isso te incomoda, mas..." "Mas nada, Mulder. Nós já estamos aqui, não estamos, então vamos até o fim." Disse irritada. Mulder não disse mais nada. Apenas permaneceu em silêncio, sentindo as primeiras gotas de chuva caírem sobre si, se transformando logo em um temporal, que balançava as árvores de um lado para o outro por causa do vento que trazia consigo. "Ai!" Exclamou, Scully. "Meu pé prendeu aqui!" Ela gemia de dor, enquanto Mulder, soltava gentilmente, carinhosamente e apaixonadamente, o pé dela, que havia se enroscado em uma das raízes de uma das árvores, fazendo-a cair e torcer o pé, arranhando seu braço em um galho pontiagudo que chacoalhava de um lado para o outro. "Scully!" Exclamou carinhosamente o nome dela. "Você acha que pode andar, ou melhor, correr, nós vamos acabar pegando uma pneumonia." Ela gemia baixinho, enquanto Mulder massageava o pé dela. As mãos grandes e gentis dele, encontrando a pele macia dos pés de Scully, a fez tremer e ela fechou os olhos por um instante, recordando os bons momentos que vinha vivendo com Mulder, desde que ele a pediu em namoro. Mulder sabia das sensações que estava provocando nela e resolveu fazer uso, por mais alguns instantes, de seus dotes de massagista. Enquanto seu rosto esboçava um sorriso safado, pousou seus olhos nas roupas molhadas de Scully. "Ela está linda" pensou Mulder por alguns instantes. Quando ele se inclinou para beijar os lábios dela, seus olhos avistaram uma cabana, com as paredes já corríadas pelo tempo em que ficou exposta a tempestades como aquela que estava caindo. Sem pensar duas vezes, tomou Scully nos braços e a levou até a cabana. Chegando lá, depositou-a na cama e cobriu-a com seu sobretudo, já que ela tremia de frio. "Obrigada." Disse ela gentilmente. Mulder sorriu e tirou a camisa encharcada que estava usando, arremessando-a no chão. Scully o encarou furiosa, mesmo estando em uma cabana que não lhe pertencia. Detestava essa falta de organização de Mulder. Nesses dois meses em que estavam morando juntos, no apartamento dela, que sempre fora todo arrumadinho, ir juntando suas roupas e outros de seus pertences, que ele ia jogando a medida que passava, à deixava furiosa. Olhou prá ele muito irritada. "O que foi, Scully?" perguntou ele engolindo-a com o olhar. "Você podia ser mais organizado e não esse arrastão ambulante em forma de gente. Por onde você passa, deixa um sinal de que esteve ali." "O quer dizer exatamente com isso?" "Que você podia colocar suas roupas em algum lugar que não fosse o chão. Qualquer dia desses você ainda acaba tropeçando em alguma coisa e vai se arrebentar no chão." "Scully!" Exclamou o nome dela irritado. "Você já reparou como vêm implicando comigo estes últimos dias? Uma hora são as cerejas que eu guardei no pote das azeitonas, outra hora são as meias brancas misturadas com as azuis. Qual vai ser meu castigo, ajoelhar no milho? "Mulder, eu só estou pedindo prá você ser mais organizado!" Scully falou, ou melhor, berrou. "Você acha que eu gosto de catar tudo que você joga pelo chão do meu apartamento?" "Chão do seu apartamento?" Repetiu as palavras dela indignado. "Eu pensei que agora aquele apartamento fosse nosso?" "Eu não quis dizer isso, Mulder, é só que..." "Tudo bem!!" Interrompeu ele irritado e gesticulando sem parar. "Tudo bem, senhorita organizada, assim que nós chegarmos em casa, quer dizer, na sua casa, eu pego minhas coisas e me mando, está bem assim prá você?" "Eu não te mandei embora, é você que quer ir." Scully fez cara de espanto. "Agora eu já entendi tudo! É você que quer ir embora. Isso que está acontecendo agora é só uma desculpa, não é? Você estava procurando uma desculpa prá ir embora. É isso?" "E chamam a mim de paranóico!" Mulder disse prá si mesmo. "Você é que está distorcendo tudo, Scully. Eu quero continuar morando com você, afinal de contas foi por sua causa que nós começamos essa briga e você está levando essa discussão pro outro lado." Scully irritou-se ainda mais com o modo como ele falava com ela. De repente, levantou-se como um furacão, atirou o sobretudo dele em cima da cama e saiu da cabana, quase quebrando o que ainda restava da porta, quando a abriu com força. Mulder ficou parado olhando-a sair. Na verdade nem lembrava exatamente o por que daquela briga. Imediatamente lembrou- se, quando foi sair atrás de Scully e enroscou os pés na camisa que ainda permanecia no chão e caiu, batendo as costas com força no chão. "Ai!!!" Exclamou, fechando os olhos e gemendo por causa da dor que o impacto causou. A queda não o impediu de ir atrás de Scully, que corria no meio da chuva. Ele gritava seu nome desesperado, mancando e correndo ao mesmo tempo. Chegou perto dela e agarrou seu braço, puxando-a em direção a si. Ambos estavam ensopados e a chuva não dava trégua. "Ei. Não faz isso comigo!" Implorou Mulder, enquanto olhava profundamente nos olhos dela. "Eu te Amo! E agora eu sei que você tem razão. Por questões de segurança, nunca deixe roupas, nem objetos, espalhados pelo chão." "Como assim?" Mulder sorriu maliciosamente. "Por causa disso!" Ele mostrou prá ela o arranhão que tinha no braço e o hematoma que havia se formado em sua perna direita. "Eu tropecei na minha camisa e caí no chão, acho que eu vou precisar ficar em pé durante uma semana, minha bunda está latejando." Divertiu-se ele. Scully retribuiu o sorriso que ele lançava prá ela. Num gesto carinhoso, ele depositou as mãos na cintura dela e a puxou apaixonadamente, colando o corpo dela junto ao seu. Scully o tórax molhado dele roçando sua pele e tremeu. Ele a apertou ainda mais em seus braços e beijou-lhe ardentemente os lábios. A medida que o desejo aumentava, o beijo se tornava cada vez mais intenso. A chuva parecia não importar mais. Mulder passeava com as mãos todo o corpo de Scully, enquanto suas línguas travavam uma batalha uma com a outra. Ela passava as mãos nos cabelos ensopados de Mulder, e se aconchegava ainda mais nos braços dele. Num gesto súbito, ele a encostou em uma árvore e ela entrelaçou as pernas em sua cintura. "Eu amo você, Scully!" Mulder disse baixinho no ouvido dela. "Eu não quero ir embora da sua casa, nem da sua vida." Ele beijou o pescoço dela com paixão, que se posicionava novamente no chão. "Eu quero você. Só você!" "Eu nunca iria pedir prá você ir embora, Mulder." Scully fazia força para que as palavras saíssem, afinal, Mulder sabia seu ponto fraco. O pescoço. Na verdade, qualquer toque dele, tanto com as mãos, como com o corpo, a deixavam louca, mas quando ele beijava seu pescoço ela perdia totalmente a sanidade e se entregava de corpo e alma. "Eu amo você demais prá deixar que isso acontecesse." Ele lhe deu mais um beijo nos lábios e segurou o rosto pequeno dela entre as mãos. Sorriu apaixonado. "Meu mundo é você, Scully!" Disse com lágrimas nos olhos ao vir a emoção dela e as lágrimas que escorriam de seu rosto, misturando-se com as águas da chuva. "Sem você eu simplesmente não existo, eu não respiro, eu não como, não durmo, não trabalho, porque sem você eu não tenho mais motivos prá isso. Eu acordo todos os dias só prá você, só prá te sentir, prá ver seu rosto. Eu quero você cada dia mais." "Eu também quero você e só vivo prá você, todos os dias." Ambos sorriram um para o outro e se beijaram ardentemente, deixando-se acariciar pelas águas da chuva que caíam sobre eles. "Fim."