Arquivo X – uma.mens@agem.para.meu.amor.com Escrita por Rubens Japa e-mail: rubens.truth@bol.com.br Mudei meu e-mail, antes era (rubens.truth@zipmail.com.br) Espero que gostem. Ela foge um pouco da realidade que vivem nossos agentes. Uma "Comédia Romântica". Quem não for Shipper, com certeza não vai gostar dessa FF. Eu me inspirei no filme "Mens@gem Para Você". Sinopse: Férias, festa de aniversário surpresa, cachorro de estimação, Mulder e Scully se correspondendo por e-mail com pessoas estranhas. O que isso tem haver com Arquivo-X? Fan Fiction dedicado aos Shippers. Categoria: Shipper! "Autorizo a publicação dessa história no site do I Concurso Dimensão X/Sci-Fi News de Fan Fictions" Apartamento de Scully Georgetown 18 de fevereiro de 2000 8:00h Scully está sentada no sofá da sala, vendo o noticiário na TV. Estava de férias, como seu parceiro, o agente especial Fox Mulder. Tinha acabado de tomar seu café, estava delicioso. Torradas e uma xícara de café com leite. Mesmo não comendo muita coisa, foi o café mais demorado que tomou. Suas férias estão mais do que atrasadas, passou todas as datas comemorativas trabalhando. Não pode visitar seus parentes, não pode descansar. Então agora, tentava aproveitar o máximo de tempo possível de suas merecidas férias. Prestar atenção nas noticias anunciadas na TV parecia um desconforto. Mas isso não era um problema, nunca gostou de assistir mesmo. Então olha para seu notebook, em cima da mesa de jantar. Se levanta e liga o computador. Um som característico de telefone é escutado. Ela está on-line. Então verifica seus e-mails. [Mensagem para você!] _Diz uma voz metálica no computador. Scully queria verificar uma mensagem em especial. Seu nick era: "Oneman" Ela clica sobre o ícone e começa a ler a mensagem: [Assunto: Jack ] [Tenho uma grande vontade de comprar um cachorro, até escolhi um nome para ele: "Jack". Por que esse nome? Eu não sei. Talvez eu tenha escolhido um nome assim por ser simples. Mas para um cachorro? Pode ser estranho, mas eu gosto do nome. Já não gosto do meu por ser "diferente". Gostaria de algo para me distrair de vez em quando, meu trabalho é um pouco estressante. Um bichinho de estimação seria perfeito.] Logo após Scully ao ler a mensagem, sorri. _Há certos pontos em sua vida que me são muito parecidos. Ela então aperta o botão de resposta e começa a digitar: [Faz apenas alguns dias que começamos a conversar. Não sei o eu nome, não sei como você é, mas eu sinto como se o conhecesse a muitos anos. Você também pensa assim? Durante um bom tempo não sentia algo diferente. Como você, meu trabalho também é muito estressante. Nunca tenho algo diferente para fazer, apenas o mesmo caminho, todos os dias. Do trabalho para casa e de casa para o trabalho. As vezes nem isso… Por isso, você foi alguém que me ajudou a sair um pouco dessa rotina. Muito obrigada. Mas quero que isso seja esclarecido: Estamos apenas conversando. Nada mais…] Sede do FBI Ginásio de esportes Mesmo horário O ginásio do FBI é realmente muito grande. As piscinas olímpicas ocupavam quase todo o espaço e esse lugar ficava no subsolo. Em cima tinha um enorme centro de treinamento muito bem estruturado. Mulder está tendo um rigoroso treinamento de natação. Ele está de férias, mas isso não o impedia de trabalhar um pouco o seu corpo. Gostava de nadar, mas nesse momento queria estar em casa dormindo. Ouve-se muita gritaria na piscina. _Vai!! Mais rápido! _Quem estava aos gritos era o treinador Jorge Adams. Faz apenas algumas semanas que Adams tinha entrado no FBI para treinar os agentes. Todos diziam que esse tal Adams era meio maluco. Mas, educadamente dizemos que esse homem é rigoroso. Aliás… Ninguém se arriscava em ter umas "aulinhas" com o novo treinador. Mulder se ofereceu e se arrependeu. _Agente Mulder, seu molenga! O que está pensando?! Está nadando como uma moça! Vamos! Mais rápido! Mulder termina a primeira sessão, está ofegante e nervoso como o homem. _Você é louco?! Não está vendo que eu estou dando o melhor que posso?! O treinador dá uma risada. _Para ser um agente do FBI, também precisa ter preparo! Você está horrível! Nunca vi um agente tão lento quanto você! _Diz o homem mostrando autoridade em cima de Mulder. _Mas quem você pensa que é?! _Mulder já tinha perdido a paciência. _Agente Mulder! _Chamava um homem perto da piscina. _Fala! _Seu celular está tocando. _Só um segundo. _Dizia Mulder saindo da piscina. _Velho maluco. _Dizia baixinho para o treinador. _Hei! Eu ouvi isso! Da próxima vez, você não sai vivo da piscina! _Dizia ele observando Mulder sair dali. Mulder ignora o treinador e pega sua toalha. Entra dentro do vestiário, abre o seu armário e pega seu telefone celular dentro da mala. _Mulder. _Dizia ele meio ofegante. _Fox? _Quem dizia isso era a Sra. Scully. _Oh Sra. Scully! Como vai? _Dizia ele meio surpreso. _Eu precisava conversar com você, se estiver muito ocupado… _Dizia ela. _Não! Tudo bem! Estou livre! _Diz ele, imaginava que a Sra. Scully queria falar algo sobre Dana. _Poderíamos nos encontrar em algum lugar? _No parque de Washington pode ser? _Sugere Mulder. _Claro! Pode ser daqui a pouco? _Sim, eu vou estar lá, vou estar perto do lago, tudo bem? _Tudo bem. Até logo. _Dizia ela desligando o telefone. _Até. _Dizia ele. Mulder está preocupado, de repente, começa a surgir em sua cabeça várias suposições a respeito do que a Sra. Scully conversaria com ele. Mas então percebeu que não poderia ser algo ruim. A Sra. Scully não aparentava estar preocupada ou aflita. O único jeito de descobrir, realmente, seria conversando com ela. Supermercado Arredores de Washington Algumas horas depois Muitas pessoas circulam no supermercado nesse instante. Scully é uma delas. Está comprando algumas coisas que estavam faltando em sua geladeira. Uma coisa meio cansativa, mas estava adorando. Quase nunca fazia isso porque não tinha tempo. Isso até fazia se sentir como uma pessoa normal, bem, isso no sentido de se sentir como qualquer outra pessoa. Era a sua vida e como todos temos o direito de dar o rumo que quisermos em nossas vidas… Ela a considerava uma vida normal, claro! Qualquer pessoa que passasse uns meros três dias no FBI como parceiro do agente especial Fox Mulder caçando alienígenas, desvendando sujeiras feitas pelo governo, sendo picados por abelhas infectadas com um vírus alienígena, sendo perseguidos por homens-mutantes no meio da selva… Bem… "etcétera" e "etcétera"… Ficaria simplesmente louco. Enquanto escolhia que marca de suco de laranja comprar, pensava no que escrever para seu novo e "discreto" amigo. [Minhas férias mal começaram e eu estou sentindo um tédio terrível. Por que isso acontece? Juro para você, nunca esperei minhas férias serem tão cansativas. Elas nem deveriam estar numa época tão inoportuna. Onde estão minhas férias de fim de ano? Será que só os estudantes, funcionários em geral merecem isso menos eu? Estou até acostumada em perder as datas comemorativas: Natal, Ação de Graças… Isso talvez seja minha sina. Trabalhar até não restar nada mais de mim nesse espaço. ] Apartamento de Scully 22:00h Depois das compras Scully escreve o que pensou e lê a mensagem que recebeu de seu amigo. Sentada em frente o computador vemos uma Dana Scully diferente, muito relaxada e tranqüila. A sala está escura, apenas o abajur que ela colocou em cima da mesa de jantar está ligado. [Mensagem para você] _Diz seu computador [Assunto: Festa] [Você se imaginaria fazendo uma festa surpresa para um amigo? Pois é! Vou fazer uma. Acho até engraçado e estranho fazer algo desse tipo pois já estou com uma idade, digamos, avançada demais. Fico até imaginando os balões coloridos cheios de gás hélio voando pela sala. Chapeuzinhos de papel coloridos. Um bolo enorme com algumas velas em cima. Parece até uma festa para alguém de poucos anos de idade. Mas não é! Então imagino uma festa para alguém que nunca gostou de uma. Como seria?] Agora Scully é quem escreve: [Escute: Estava eu tomando um drinque com um amigo no bar menos freqüentado de Washington, o nome é menos convidativo ainda: "Bar da Mulher sem Cabeça". Ainda não entendo o por quê desse nome tão grotesco. Era dia de meu aniversário, então ele tinha me preparado uma festa surpresa, bem, pelo menos essa era a intenção. Todos no bar cantavam o "Parabéns Para Você" em alto e bom som. Claro, fiquei encabulada demais para dizer: Meu Deus! Parem! Eles me trouxeram um pedaço de bolo com uma vela em cima. Eu não acreditei no que estava acontecendo. Mas de certa forma, estava adorando aquele momento. De presente, ele me deu um chaveiro. Para muitas pessoas não significava nada, mas para ele, aquele presente parecia dizer algo para mim. Ele tinha razão, aquilo transmitia algo mágico. Algo especial. Ele nunca tinha lembrado de meu aniversário, por isso, acho que foi mais especial ainda. Então eu digo que não importa o jeito que você faça a festa, tenho certeza que ele vai achar especial também] Loja de presentes Arredores de Washington 19 de fevereiro 8:00h Mulder estava escolhendo algo para dar a Scully. Não sabia o que escolher, estava indeciso. Ontem, depois da natação, Mulder foi se encontrar com a Sra. Scully. O aniversário de Scully estava chegando, então combinaram de fazer uma festa surpresa para ela. Mulder andava pelos corredores da loja, não conseguia encontrar algo que tivesse a "cara" dela. Ele então encontra um pequeno cachorrinho de pelúcia encostado em uma das prateleiras, era o último que estava à venda. Era da raça akita. Tinha uma cor branca, seu rabo era enrolado, sua língua ficava para fora e tinha uma cara muito simpática. "Esse mesmo" _Pensa ele. _Por favor, esse cãozinho não tem preço, poderia me dizer? _Perguntava Mulder para a funcionária. _Claro! Vou ver para você, um segundo… _Dizia ela pegando a tabela de preços. _Aqui… São… 20 dólares. O preço era meio "salgado" para um bichinho daquele tamanho, mas Mulder não se queixou. Era o presente que ele queria dar para Scully: Pequeno, bonito e por que não charmoso? _Eu vou levar, poderia embrulhar para presente? _Claro! _Dizia a funcionaria esboçando um sorriso, estava paquerando Mulder. Enquanto esperava o embrulho ficar pronto, Mulder olha algo muito interessante em uma das prateleiras de brinquedos. _Por favor. _Chamava a funcionária devolta. _Poderia me dizer o preço disso? _Mulder tinha pegado um porta lápis, tinha o formato de um ET, media aproximadamente uns 25 cm, era de cor branca. A funcionária volta com o mesmo sorriso nos lábios. _Esse porta lápis custa… 3 dólares. _Diz ela consultando a tabela de preços. _Nossa! Que ótimo! Eu vou levar. _Para presente também? _Perguntava a funcionária, imaginava que o presente seria para alguma criança. _Não, não precisa. É para mim mesmo. _Dizia Mulder pegando sua carteira. A mulher de repente retira o sorriso dos lábios e faz uma careta. Ela vai até o balcão e continua a arrumar o embrulho de Mulder. _Será que você poderia… _Mulder tinha abaixado a cabeça para olhar a carteira e pegar a quantia necessária para pagar o presente e seu porta lápis, quando ele levanta a cabeça, percebe que a funcionária está bem longe dele. Ela está fazendo uma careta olhando para o porta lápis. [Você já se sentiu um ser de outro planeta? Pois eu me sinto assim todos os dias. Não sou deformado ou tenho problemas mentais, apenas tenho uma crença diferente. Isso, as vezes, chega a ser muito chato. Acreditar em coisas das quais não tem uma explicação cientifica é ser… Louco?] Dia seguinte Scully lê a mensagem e escreve. [Você acha que acreditar em algo que não pode ser explicado cientificamente é ser louco? Acho que não. Todos temos crenças e nos firmamos nelas. Eu sinto uma certa inveja de você. Sempre fui muito céptica, não acredito em muitas coisas até que me provem o contrário. Sinto até um certo desconforto, gostaria de acreditar em certas coisas, só que eu não consigo.] 21 de fevereiro 9:00h Resposta do Oneman [Assunto: Uma Idéia] [E se eu transmitisse para você um pouco dessa minha facilidade em acreditar nas coisas e você me dava um pouco de seu ceticismo. Assim eu poderia duvidar de certas coisas e apenas ser crente quando me provarem, quando tiverem provas irrefutáveis e você poderia acreditar em certos fenômenos que seu ceticismo não admite. Assim, nós dois seriamos felizes. Mas só deixo uma ressalva: Não fique muito bitolada com certas coisas que você gostaria de acreditar, isso faz um mal danado.] Enquanto Scully lê atenta a mensagem, Mulder aparece no apartamento. Scully faz uma careta ao ouvir o som da campainha. Ela se levanta e caminha até a porta. _Scully! Você está ai? _Pergunta Mulder. Scully abre a boca e arregala os olhos de espanto, ela sai correndo para a sala e apaga a mensagem de seu amigo. _Já vai! Só um segundo! _Dizia ela correndo arrumando as coisas na sala. Logo após ouvimos um espirro. _Athoooooo!!! _Está tudo bem? _Preocupasse Mulder. _Sim! Eu já vou! _Grita ela, no quarto se trocando. Por incrível que pareça, Scully estava de pijama. _Espere um pouco! _Grita ela. A mesa de jantar estava toda ela cheia de lenços de papel. Scully não tem tempo de se vestir, ela vê o seu sobretudo em cima da cama, o coloca e sai correndo até a porta. _Olá Mulder! _Diz ela abrindo rapidamente a porta. _Scully? Por que demorou? Aconteceu alguma coisa? _Não eu… Peguei uma gripe. _Está se sentindo bem? _Pergunta ele. _Sim, tudo bem, não se preocupe. _Diz ela, com os olhos cansados e o nariz vermelho. _Seu rosto demostra outra coisa. _Observa ele. _Vamos! _Fala Mulder empurrando Scully para dentro. _Precisa descansar. _Mulder, o que está fazendo? _Pergunta ela. _Vai se deitar, eu preparo um chá quentinho para você. _Diz ele indo para a cozinha. _Mas eu já fiz… _Diz ela. _Tá legal! Eu levo para você na cama. _Fala Mulder alegremente na cozinha. Scully vai para o quarto sorrindo. Ela sobe na cama e fica sentada, cruza as pernas e espera Mulder chegar. _Mulder, o que está acontecendo? _Pergunta ela, vendo Mulder chegar com uma xícara de chá bem quente. Estranha seu comportamento. _Comigo? Nada. _Diz ele chegando no quarto. _Pegue, tome cuidado porque está bem quente. _Diz ele se sentando na beira da cama, do lado de Scully. _Obrigada. _Diz ela. _Mulder, sua visita tem algum propósito? _Ah! Eu vim lhe chamar para dar uma volta no parque. Já que estamos de férias, pensei que você gostaria de ficar… _Agora diz baixinho. _…Um pouco comigo, quer dizer, fazer um cooper comigo. _Diz ele se arrependendo um pouco do que disse, seu rosto fica vermelho. Scully dá um sorriso terno para ele. _Obrigada Mulder. Só que eu não posso dar um passo se quer para fora de casa. Estou de "molho". _Diz ela colocando a xícara de chá em cima do criado-mudo. _Eu sei. Cuide-se. _Diz ele se levantando e cobrindo ela com o cobertor. _Eu vou. _Diz ela. Mulder sai lentamente do quarto, indo em direção à porta da frente. Então ele passa em frente ao notebook de Scully, estava ligado. Como a curiosidade de Mulder era gigantesca, começou a fuçar nas mensagens de Scully. Percebe que ela vem se correspondendo com alguém. Ele clica sobre o ícone, então tem uma surpresa. _Starbuck? _Mulder então abre um leve sorriso. "Q.G. dos Pistoleiros Solitários" Algumas horas depois _Eu quero mais um pedaço. _Pede Langly. _Ótimo! Por que você não pega? _Pergunta Frohike nervoso. _Tá legal. _Você tem que pedir com educação. _Diz Byers. Logo após, ele faz uma careta. _Da próxima vez que pedirmos uma pizza, quero uma de calabresa. Essa aqui tá com um gosto esquisito. _Você não gosta de anchovas? _Pergunta Frohike. A campainha toca. _Vou ver. _Diz Frohike. Observa pela camera de vigilância. Era Mulder. Frohike destrava a porta. _Mulder, que surpresa. _Diz Frohike. _Você quer pizza? _Pergunta Langly. _Byers disse que não quer mais comer. _Não, eu estou sem fome. _Diz Mulder entrando no Q.G. _Precisa de ajuda em algo? _Pergunta Byers. _Preciso sim. Será que vocês poderiam me ajudar a descobrir com quem Scully está conversando? _Conversando? _Pergunta Frohike. _Na Internet. _Está querendo violar as correspondências de Scully. Sem chance eu não ajudo. _Diz Frohike. _Pelo amor de Deus Frohike, está agindo como uma criança. É por uma boa causa. _A pessoa com quem ela está conversando é um maníaco? _Pergunta Langly. _Algum Bode expiatório? _Pergunta Byers. _Ou um tarado. _Frohike não pergunta, ele afirma. _NÃO!!! _Grita Mulder. _Acho que sou eu. _Como eu estava dizendo… _Continua Frohike. Mulder olha feio para Frohike. _Como assim, acha que é você? _Pergunta Langly. _Eu venho me correspondendo com uma pessoa na Internet. Eu acho que é a Scully. _Coincidência? _Pergunta Byers. _Pode ser. _Qual o Nick que você usava? _Oneman. Os três seguram uma risada. _O que foi? _Pergunta Mulder. _Isso é Nick que se use. _Comenta Frohike. _ E a bela Scully, qual nick que ela usa? _Starbuck. _Você quer que nós entremos na caixa de correio dela, só para você ter certeza que ela está conversando com você? _Pergunta Byers. _Mulder, é muito difícil acontecer isso, milhares de pessoas se conectam na Internet, no mundo todo, deve existir alguém que esteja usando o mesmo Nick que Scully usa, até mesmo o seu, que é difícil de encontrar, por sinal é de péssimo gosto. Mulder faz uma careta. _Não fique chateado Mulder, talvez você esteja conversando com uma garota linda… Ou talvez, esteja conversando com um homem. _Observa Frohike. _Frohike tem razão, as pessoas mentem descaradamente na Internet, não se pode confiar em ninguém quando o assunto é conversação via e-mail ou até mesmo num chat de bate-papo. _Não creio que seja homem, suas palavras pareciam tão sinceras… _Está apaixonado por alguém que nem conhece? _pergunta Frohike. _Não. Só acho que a pessoa com quem eu me correspondo não é homem! _Grita Mulder. Byers faz uma careta. _Mulder eu tenho uma noticia meio ruim para dar. _Byers estava em frente ao computador. _Não é a Scully? _Pergunta Mulder. _Não é isso! Estão dando falhas no sistema de correio, só vou poder verificar isso para você depois de amanhã. _Eu não vou agüentar! _Diz Mulder. _Por que vocês não se encontram? Assim você tira essa dúvida de uma vez. _Sugere Langly. _Vou pensar nisso. Quando ficar pronto me avisem. _Diz Mulder saindo do Q.G. Apartamento de Mulder Alexandria Alguns minutos depois Mulder tinha chegado em casa com aquela duvida que não saia de sua cabeça. Quem seria sua amiga virtual? Liga o seu computador e verifica os e-mails. [Mensagem para você] _Dizia o seu computador. [Assunto: Eu gostaria…] […de acreditar, mesmo que isso fosse prejudicial. Já me prejudiquei muito por não acreditar em muitas coisas, acho que eu não irei me machucar tanto se conseguir acreditar, assim poderia saber como me comportar em certos momentos. Creio que você não pode entender, é complicado.] _Pode me dizer o que é, minha amiga, eu posso ajudar. _Diz Mulder lendo a mensagem atentamente. Apartamento de Scully 23 de fevereiro 18:00h Scully está tomando um chá quente. A gripe estava melhorando, tinha alguns relatórios em sua escrivaninha, isso mostrava que ela estava voltando ao normal. Estava olhando algumas anotações de alguns casos que Mulder deixara com ela antes de tirarem férias. Hoje é uma data importante, ninguém lembrou, nem mesmo seus parentes mais queridos, já do Mulder, Scully teria certeza de que ele não se lembraria. Ele anda meio sumido, depois de aparecer em seu apartamento dois dias atrás, não apareceu mais. Já estava acostumada, já estava crescida, isso não era motivo de ficar chateada. O telefone tira a concentração de Scully. _Alô? _Scully? _Pergunta Mulder do outro lado da linha. _Olá Mulder, estou revisando os relatórios que você me deu. Achei algo interessante em um deles, gostaria de saber? _Agora não Scully. Preciso falar com você urgentemente! _Dizia ele nervoso. Scully se preocupa. _O que houve? _Você já melhorou de seu resfriado? _Pergunta Mulder. _Mulder, aconteceu alguma coisa? _Pergunta ela, ignorando a pergunta de Mulder. _Eu estou aqui em frente ao seu apartamento. _Mulder, não seria mais fácil você entrar aqui e me explicar o que está acontecendo? _Não posso, você pode vir aqui? Scully suspira. _Estou indo. Scully já estava imaginando que seria mais uma maluquice de Mulder. Mulder estava esperando onde tinha dito à Scully. Já estava escuro, batia um vento gelado na rua. Mulder estava do lado de dentro do carro, comendo suas preciosas sementes de girassol e ouvindo uma música da banda "U2". Ele se abaixa e vê Scully fechando a porta do prédio. Ela estava tremendo de frio, seu resfriado ainda não tinha ido embora. Ela saiu correndo quando percebeu que estava ventando. _Abre a porta! _Dizia ela correndo até o carro. Ela entra rapidamente e fecha a porta na mesma velocidade. _Mulder, eu ainda estou doente, se eu voltar a ter esse resfriado, eu te mato! _Diz ela _Tudo bem Scully, você é forte, não pega essas coisas com facilidade. _Observa Mulder, ele percebe que Scully não está muito contente com a situação. _Acho que eu não devia ter incomodado você. _Mulder, eu já estou aqui. Está feliz? Agora me diga: O que você queria falar comigo urgentemente? _É bem… Preciso levar você para um lugar. _Onde? Não estou podendo sair ainda. _Não tem problema Scully, sei que você não vai se arrepender. _Dá uma pausa, percebe que Scully está nervosa com ele. _Se você não quiser… Não, precisa… _Já me arrependi, mas, agora que você me fez descer, gostaria de saber do que se trata, tudo bem? _Foi encontrada uma pessoa carbonizada numa área de construção aqui perto. _Dizia ele, foi a única desculpa que conseguiu arrumar. _E? _Pergunta ela desinteressada. _Me chamaram para olhar o corpo. _Dá uma pausa. _Skinner me chamou, parece que antes do ocorrido, avistaram um OVNI pairando o local. _E você acha que o tal indivíduo foi abduzido? _Pergunta Scully ironicamente. _Por favor Scully, o corpo está em Quântico para ser examinado. _Quântico? Mulder… _Scully fica fula com ele. Ela começa a olhar para a janela e suspira. _Vamos. _Dizia ela já conformada. Mulder sorri disfarçadamente. _Skinner adiantou mais alguma coisa? _Pergunta Scully. _Não. Ele apenas me telefonou. Ele vai estar em Quântico nos esperando. Mulder arranca com o carro rapidamente. Casa da Sra. Scully Alguns minutos depois [Está lembrado que você estava pretendendo dar uma festa surpresa para um amigo? Pois é, estou tendo uma agora! Faço aniversário hoje. Nunca liguei para esse tipo de coisa, não tenho muito tempo para pensar nisso, mas, apesar de nunca gostar de festas, bem, estou adorando a surpresa que me deram, está sendo uma noite maravilhosa.] Scully abriu a porta da casa de sua mãe. Não entendia por que Mulder a levou até lá. Mas já estava imaginando o que seria… _Mulder aconteceu alguma coisa com… _Começava a perguntar, abrindo a porta. A sala está escura. De repente tudo fica iluminado, a sala está enfeitada, todos os familiares estão lá. _PARABÉNS!!!!! _Gritam todos na sala. Scully fica boquiaberta e seus olhos arregalaram de espanto e surpresa. _Mulder eu não acredito! _Dizia ela colocando as mãos no rosto. _Feliz aniversário Scully! _Dizia Mulder alegre. [Nossas vidas devem estar se refletindo num espelho mágico. Passamos por uma festa surpresa no mesmo dia, não é estranho? Espero que você tenha gostado da festa surpresa que lhe deram, minha amiga ficou muito contente com a festa que demos, você tem razão, foi especial.] Apartamento de Mulder Dia seguinte 23:00h Mulder estava digitando um mensagem para sua amiga Starbuck. Tudo o que se passava em sua mente, escrevia no computador, a festa de Scully, principalmente, mas claro, nunca citando nomes. A regra de não dizer nada pessoal, foi quebrada por ambos, mas isso não quer dizer que sabem tudo um sobre o outro, apenas, digamos, o necessário. Mulder tinha pensado muito no que Frohike dissera. Seria um erro se encontrar com sua amiga virtual? Ele queria muito saber quem é a sua "parceira de teclado". Tinha a ilusão, tinha imaginado que seria Scully, será mesmo? Scully sempre foi tão céptica. Nunca se aventuraria numa conversa pela Internet. Nunca escreveria coisas tão sinceras para alguém que ela se quer conhece. Fatos de sua vida, seus sentimentos… Mulder lembra de muitas coisas que ela escreveu, ela falava de um amigo, com quem ela tem uma certa "queda", falou sobre suas aventuras em lugares "onde nenhum ser céptico jamais estaria". Esse amigo poderia ser Mulder, poderia ser o parceiro de Starbuck, poderia ser o amigo que deu a festa surpresa no "Bar da Mulher sem Cabeça", poderia ser ele que dera aquele chaveiro, poderia ser ele com quem ela esteja apaixonada. Ele criou coragem e digitou; [Você gostaria de se encontrar comigo?] Washington's Cafe Dia seguinte 20:00h As ruas estão bem movimentadas e bem iluminadas. Está fazendo frio em Washington, o vento é gelado, muitos estão cumprindo o seu dever ficando em casa, dormindo ou assistindo um bom filme na TV. Mulder está na rua, andando com passos largos, quem não está conseguindo acompanha-lo é Frohike, devido a sua baixa estatura, mas sua personalidade é muito maior do que seu minúsculo corpo. Para Mulder, esse dia seria especial, vai se encontrar com sua amiga virtual. Por incrível que pareça, ela concordou. Mulder pensara: "Não pode ser Scully, esse não é o seu jeito, nunca iria se aventurar dessa forma. Mas por via das duvidas, vou verificar" Está realmente frio, percebia-se isso pois estavam usando roupas muito pesadas, Mulder usava seu sobretudo, aliás estava muito bem arrumado, já Frohike, vestia sua tradicional jaqueta preta, "Nunca saia de casa sem ela!". _Mulder, espero que não tenha uma desilusão! _Dizia Frohike. _Espero que não. Como você disse, há uma pequena chance de que seja Scully… Frohike faz uma careta. _Mulder, como você é teimoso! Escute o que eu vou dizer: Não é a S-C-U-L-L-Y! Mulder olha para Frohike surpreso, não sabia que estava tão preocupado. Mulder sabia que ele gostava dela. _Eu sei que as chances são pequenas, mas, você nunca ouviu falar na palavra "esperança"? _Nem sua fé por OVNIS pode admitir que Scully esteja naquele bar. _Retruca Frohike. _O máximo que pode acontecer é você estar conversando com uma garota, olha que eu estou descartando a hipótese de ser um homem gorducho e feio. Mulder da uma risada. _Não mesmo. _Dá uma pausa. _Mas, se não for ela, tentarei ser… Gentil, talvez, poderemos ser amigos, afinal de contas conversamos há um bom tempo. _Eu tenho que acreditar nisso também? Os dois já estão em frente ao Washington's Cafe, um lugar muito bonito, dois andares. O bar fica na parte de cima de um prédio e embaixo uma livraria muito bem conceituada, aliás, a melhor de Washington. As paredes brancas, as vitrines com os livros expostos, mais parecia um shopping. Ambos olham para cima, afim de contemplarem as janelas do bar, percebia-se que tinha muita gente ali. Eles entram, sobem até o andar do bar, com passos curtos, chegam até a entrada. _Frohike? _O que é? Eu já acompanhei você até aqui, está feliz? _Você poderia olhar? Só para saber se ela é… _Você é patético! _Diz Frohike nervoso. Mulder dá um sorriso amarelo. _Eu sei… Frohike então dá uma espiada na janela da entrada. De acordo com as características dadas por Starbuck, estaria vestindo uma roupa branca e teria um livro em mãos, tinha cabelos curtos e avermelhados, isso alimentava mais a esperança de Mulder, de que seja realmente Scully Frohike achou alguém com as características, bem, quase todas. _E então? _Perguntava Mulder. _Oh! Sim, eu encontrei. _Ela é a Scully? _Não! _Dizia Frohike dando um sorriso. _Droga! Pelo menos ela é bonita? _Sim, ela é muito bonita! _Dá uma pausa. _Espere! Ela não está com o livro nas mãos! _Não é ela? _Infelizmente não! _Isso! _Comemorava Mulder. _Espere! Eu achei a garota com o livro! _E então? _Espera o garçom está na frente. Mulder está impaciente. _Você está me matando do coração! Frohike arregala os olhos. _Mulder, você tem que ver com seus próprios olhos. Ele corre até a janela. Mulder sorri. _Scully… _Está feliz? Agora me deixe ir, tenho coisas mais importantes para fazer. _Dizia Frohike, triste. _Eu não posso ir lá. _Como é? Você vai furar? Scully estava linda, mas informal. Estava preocupada. Se encontrar com o seu amigo virtual seria um erro? Scully teria traçado vários perfis psicológicos do homem, devia ter descoberto que o seu amigo, Oneman, seria alguém responsável. Estava impaciente, olhava o relógio, acabara de tomar um chá quente. O garçom apareceu. _Gostaria de mais chá? _Não, obrigada. _Dizia Scully dando um meio sorriso para o rapaz. Mulder entrou, tomando cuidado para que Scully não o visse. Ele se sentou numa mesa próxima. _Gostaria de tomar alguma coisa? _Perguntava o garçom. _Sim, um chocolate quente. Mulder estava olhando fixamente em Scully. O que estaria sentindo? Medo? Se conhecem há muito tempo, por que sentiria esse tipo de sentimento? Mulder percebia que Scully estava preocupada. Uma mulher chegou perto dela e perguntou: _Por favor, eu poderia pegar essa cadeira? _Não, eu… Estou esperando alguém. _Tudo bem, me desculpe. Scully dá um sorriso amarelo para ela. Isso é totalmente injusto! Deixa-la esperando seria a pior coisa a se fazer. Ele se levanta e vai até ela. _Scully? Scully olha para Mulder num espanto. "Mulder o que você está fazendo aqui?" _Se perguntava. A surpresa em seus olhos é inconfundível. _Está esperando alguém? _Perguntava ele. _Na verdade, eu estava, parece que foi um erro eu ter vindo. _Dizia ela se arrumando para ir embora. _Poderia perguntar quem é essa pessoa? _Você não conhece Mulder, bem, na verdade, nem eu o conheço. Está sem ação, queria dizer quem seria seu amigo virtual, mas não conseguia. _E você Mulder? Está esperando alguém? _Não, eu, vi você e pensei, por que não convida-la para tomar um café ou chá ou talvez um chocolate quente? _Dizia ele. Scully acha seu comportamento muito estranho, aliás, estava muito estranho desde a semana em que ele apareceu em seu apartamento. Ela dá um sorriso. _Acho que eu não vou poder aceitar, estou cansada. Estou precisando tomar um belo banho quente e descasar bastante, estamos de férias, certo? Devo estar conseguindo aproveitar um pouquinho desse privilégio. _Dá uma pausa. _Mulder, está tudo bem com você? _Sim. Por quê? _Você está tão estranho ultimamente. Aconteceu alguma coisa? _Eu acho que eu estou passando por uma crise de identidade temporária, talvez seja o tempo. _Espero que isso passe logo, não gostaria de vê-lo de outra maneira. _Ela se despede. Com passos lentos, ela sai do estabelecimento. Mulder percebe que ela está abatida, ainda não sabe por que não revelou que seria ele o homem com quem ela estava esperando. Definitivamente, Mulder estava concordando com Scully, ele realmente não conhecia seu amigo. Na rua, vemos Scully caminhando com passos lentos, está perto de sua casa. Por que ele não veio? Estaria arrependida de ter esperado? Claro que sim. Talvez, ele sabia que ela estaria ali, talvez estivesse brincando com seus sentimentos, ou aconteceu algo muito ruim, algo que o impedisse de aparecer no local combinado. Mas o que isso importa? Ele não apareceu, ele furou. Ela abre a porta de seu apartamento, liga a luz e vai até o seu Notebook. [Não há mensagens novas para você] _Dizia o computador. Ela então entra em seu quarto e cai na cama. Não se trocou, deitou-se e ficou ali até amanhecer. Isso já dizia tudo, seria o começo do fim. Q.G. dos Pistoleiros Solitários Dia seguinte. 1:00h _Você furou?!? _Quem perguntava isso era Langly. _Bem, não necessariamente. _Dizia Mulder abatido. _Como assim? Deixou a Scully esperando? Como você pode deixar ela ali? _Perguntava Frohike Furioso. _Eu conversei com ela. _Mas, não contou, certo? _Afirmava Frohike. _É… _Pelo amor de Deus Mulder! O que você está esperando para falar com Scully? Vocês se conhecem a mais de sete anos! Sabe o que é isso? Sete anos! Vocês se conhecem há mais tempo que um casal que está comemorando bodas de ouro! Ninguém acreditaria que você nunca tentou… Olha serio para Byers. _…Conversar com ela, e dizer tudo o que sente. Agora que você, por mais incrível que pareça, conseguiu conversar com ela pela Internet e por tanto tempo, ela foi capaz de dizer sim há um encontro maluco que quase nuca dá certo, que como seu, não fugiu da regra. Isso deve ser destino! Sabe o que você é? Um cagão! Ou talvez não curta mulheres. Mulder fica espantado com Byers. _Desde quando você entende dessas coisas? _Cagão. Apartamento de Mulder Algumas horas depois Mulder estava arrependido, quem não estaria? Teria que se explicar com ela, teria coragem de pedir desculpas? Essa seria a parte mais fácil, a parte difícil, seria ela aceitar essas desculpas. Teria que arranjar uma bem convincente, uma que só Fox Mulder inventaria, não! Nada de OVNIS ou Abduções. Algo mais perto da realidade. Mulder estava esquentando seu leite. Na cozinha, refletia, por que não contou a verdade? Por que foi tão… Cagão? Ele então sai da cozinha e vai até a sua sala, olha atentamente para o seu computador. "Tenho que me explicar" _Pensa ele. Então corre até a sua escrivaninha e liga o seu computador. Começou a digitar. [Cara amiga, eu não pude ir, por que estive no transito] Mulder faz uma careta. _Não é isso! _Diz ele apagando o que tinha escrito. [Estive trabalhando muito, quando percebi, estava atrasado ao encontro, peguei o elevador do meu escritório e ele parou! Nós estávamos no décimo andar! E a luz do prédio tinha se apagado! Por mais incrível que isso tenha acontecido, foi verdade.] Mulder balança a cabeça negativamente. _Mas o que é isso?! _Ele novamente apaga a mensagem. Por alguns instantes fica parado, começa a refletir. "Scully não merecia aquilo. Por causa do meu medo idiota a deixei ali, não consegui dizer. Não consegui dizer que eu era Oneman, eu estava conversando com ela pela Internet e fui eu quem deixei isso acontecer." Respira fundo e escreve. [Cara amiga, me desculpe não ter ido ao nosso encontro. Tive um imprevisto, não posso dizer o que é, só posso pedir desculpas. Creio eu que você me esperou muito. Por tudo o que nós passamos, nos correspondendo juntos, por tudo o que você me fez sentir. Peço mais uma chance. Eu estarei aqui, enquanto isso, por isso. Diga-me, escreva-me.] Depois de mandar sua mensagem, Mulder sente um cheiro estranho vindo da cozinha. _O leite! Livraria de Washington Algumas horas depois Scully estava olhando alguns livros interessantes em uma instante da loja. Gostou de alguns romances. Enquanto refletia sobre o que Oneman dissera. Estaria mesmo arrependido? Por que de tanto segredo? "De uma vez por todas, quero saber quem é você!" _Pensa ela. [Só vou lhe perdoar se você vier para o nosso próximo encontro. A minha espera alimentou mais a minha curiosidade de saber. Quem é você?] Loja de animais Dia seguinte _Antes de levar o animal, terá que assinar alguns papéis. _Dizia a funcionária da loja. _Claro. _Dizia Mulder. Ele estava comprando um cachorro. Como dizia em suas mensagens para Starbuck. O nome já estava escolhido. Parque de Washington 8:00h O dia esta calmo, em pleno sábado. Algumas pessoas correndo na pisa de cooper, algumas crianças brincando na grama. Mulder estava passeando com seu novo amigo, um cachorro da raça Akita. As crianças estavam encantadas com o cachorro, ele era grande, mas, não assustava. Mulder está ansioso, precisava se desculpar, precisava dizer o que estava sentindo quando a encontrou naquele bar. Também seria difícil Scully acreditar que ele era Oneman. _Scully… Mulder encontrou Scully andando pelo lago. Ela estava linda: Vestindo uma roupa clara, os cabelos estavam soltos, estava como ela tinha descrito. Mulder tinha deixado seu cachorro correr um pouco, então o chamou de volta. _Vem aqui garoto! O cachorro obedeceu imediatamente. _Jack? _Pergunta Scully, sorrindo para Mulder. _Gosto do nome… _Um Akita… Devia ter imaginado. Esse tipo de cachorro é muito bagunceiro, xereta… Combina com você. Vai conseguir cuidar dele? _Claro! Ele já virou meu melhor amigo… Fica um silencio breve. _Scully, eu sinto muito. _Não precisa se desculpar Mulder, também está sendo uma surpresa para mim. _Como sabia, que eu era… _Eu não sabia, queria que fosse você. Queria muito. _Dá uma pausa. _Eu conheci um lado seu que eu nunca imaginaria existir. Sentia que essa pessoa seria especial. _Você me fez sorrir, me fez refletir, a principio, não imaginaria que fosse você, foi tão sincera, mas depois de tantas coisas ditas, tantos fatos que você até tentou escurecer, para não parecer até ridículo, pois, o que nós passamos por todos esses anos, quer dizer, pelo o que você passou, uma pessoa normal não agüentaria, nem acreditaria. Devo pedir desculpas por isso também, pois você sofreu por minha culpa, eu me via em suas palavras, um homem sem caráter sem coragem de dizer o que sentia realmente. Acho que eu via o seu rosto enquanto as palavras apareciam no meu computador. Scully sorri. _Não foi culpa sua. Não foi eu apenas, nós vivemos por um propósito, que eu acredito ser o certo. Não adianta nós termos esse tipo de ponto de vista. Tudo o que fizemos, foi o mais certo a se fazer. Foi o melhor a se fazer. Não se arrependa nunca. Mulder sorri. _Me parece que os nossos meios de comunicação estão ultrapassando as fronteiras do bom censo. Acho que não deu muito certo nós conversarmos pela Internet, mesmo que por coincidência…. _Está errado Mulder, já está dando certo há muito tempo… _Diz ela, dando um imenso sorriso. Fim? [Criticas? Escrevam para mim, obrigado!] Notas do autor: [Ficou meio fora do ar, mas espero que tenham gostado. Na FF deve ter alguns erros de português e de concordância (como sempre). Por favor! Feedback!] "Os personagens desta história são de propriedade de seus respectivos criadores e empresas e não há intenção alguma de obter lucro através deste conto e que se destina unicamente à diversão dos fãs. (eXcers)" The X-Files Criado por Chris Carter