AUTORA: Karen Scully DISCLAIMER: Os personagens citados ao longo da história não pertencem a mim, mas a Chris Carter e seus colaboradores. Espero que gostem! E-MAIL: karen.biotec@zipmail.com.br GEORGETOWN, VIRGINIA. 9:13 PM. Scully chega em casa depois de mais um dia cheio no FBI. Havia concluído seu relatório do último caso que ela e seu parceiro Mulder investigaram e o deixou na mesa de Skinner antes de sair. Agora ela só queria tomar um bom banho e cair na cama. Mas algo fora do comum a deteve. Enquanto ela separava a chave que abria a porta de seu apartamento, notou um brilho intenso passando por debaixo da porta. "Estranho... não me lembro de ter deixado a luz acesa..." Pensou consigo mesma. Empunhou sua arma e rapidamente abriu a porta, apontando seu revólver para o interior da sala. O que ela viu com certeza a espantou. Bem no meio da sala havia um raio de luz branco, o qual tomou a forma de um homem diante de seus olhos. "Parado! Sou agente federal!" Gritou Scully enquanto ainda podia falar. O homem misterioso aproximou-se dela, mas Scully não conseguia se mexer. O homem então colocou as mãos sobre os ombros de Scully e sussurrou algo em seu ouvido que a fez desmaiar, fazendo com que suas chaves e sua arma voassem longe. Depois disso o homem a carregou até a cama, colocou a arma da agente sobre a cômoda e desapareceu sob a forma inicial de um raio de luz. SEDE DO FBI, WASHINGTON DC. 7:49 AM. Mais um dia agitado nos corredores da sede do FBI, com agentes correndo por todos os lados com pastas nas mãos ou desesperados ao celular. Mas nos porões do FBI estava tudo calmo e quieto. Mulder estava sentado em frente à sua mesa lendo e relendo alguns arquivos de casos um tanto quanto estranhos: os arquivos X. Ao estender a mão para apanhar uma semente de girassol percebeu que eram quase oito horas da manhã e Scully ainda não havia chegado. Não era do feitio dela se atrasar. Scully acabara de acordar, sem se lembrar do que aconteceu na noite passada e também percebeu seu atraso. Rapidamente se vestiu, pegou sua arma e sua insígnia. Enquanto dirigia-se até a porta, lembrou-se que não havia pegado as chaves do carro. "Só pra me atrasar ainda mais..." Pensou ela. Scully não conseguia se lembrar onde havia colocado as chaves, pois não estavam no lugar de costume. Por ser uma mulher extremamente organizada isso era realmente estranho. Seu celular toca. É Mulder. "Scully" Ela atende. "Scully, onde você está? Estou te esperando há um tempão, preciso de sua opinião médica nesse caso que o Skinner nos passou!" Diz Mulder, com ar de preocupação. "Eu sei, Mulder... Me desculpe... Não sei o que há de errado comigo! Perdi a hora e ainda por cima não consigo achar as chaves do meu carro!" Diz Scully enquanto revira o apartamento. "Ora, ora! A senhorita "cada coisa no seu lugar" não consegue achar as chaves do carro... Onde estamos, hein Scully?" Diz Mulder com seu típico ar sarcástico. "Achei!" Ela grita. "Estarei aí em 20 minutos!". Ela desliga o celular e sai correndo. Quando Scully entra na sala de Mulder, ele diz (para não perder o costume): "Você precisa ver isso, Scully!" Scully se senta e Mulder lhe entrega a pasta contendo os arquivos. "Duas mulheres saíram de casa parecendo zumbis, como se estivessem hipnotizadas. Pelo menos foi esse o relato das testemunhas." Conta Mulder com empolgação na voz. "Até agora não vejo nada de estranho nesse caso, exceto pelo exagero por parte das testemunhas..." Diz Scully num tom melancólico. "Qual é, Scully! Dê uma olhada no laudo do médico legista! Você nem sequer abriu o arquivo, Scully! O que há de errado com você? Está estranha desde que cruzou aquela porta!" Diz Mulder. Scully então passa a folhear o arquivo e a observar as fotos da necropsia. Em ambos os casos o útero e os ovários das vítimas foram removidos com precisão cirúrgica, mas os corpos haviam sido encontrados em lugares muito isolados, longe de qualquer clínica ou hospital, de modo que foi difícil para a polícia locar reunir pistas. Sendo assim o caso foi parar no FBI, e Mulder e Scully são os agentes mais indicados para o serviço. Mulder começa a andar de um lado para outro da sala, enquanto Scully observa atentamente as fotos e o laudo do legista, mas sem pronunciar uma palavra. Scully finalmente fecha a pasta e a coloca sobre a mesa. "E então?" Pergunta Mulder impaciente. "Podem ter sido vítimas de algum ritual ou seita religiosa, Mulder." Diz Scully com frieza. "Como é que é? Scully... Depois de tudo o que vimos nos arquivos X você vem me dizer isso? Qual o problema com você?" Diz Mulder indignado com a frieza de sua parceira. "É a explicação mais plausível que vejo para esse caso, ou talvez mercado negro de órgãos." Diz Scully. Mulder fixa o olhar em Scully, balançando a cabeça. "Scully! Você é médica! Sabe muito melhor do que eu que não se fazem transplantes de útero ou ovários! E eu andei pesquisando e não há nenhum ritual envolvendo esses órgãos!" "Então eu não sei o que dizer..." Diz Scully virando-se e saindo da sala, deixando para trás um atônito e confuso Mulder. Realmente há algo errado com ela. Scully apanha uma xícara de café, com creme e açúcar como sempre, e está voltando para a sala de Mulder quando de repente ouve uma voz dizendo que ela estava sendo uma boa menina por não contar ao parceiro o que aconteceu na noite passada. Scully para e olha para os lados, mas não vê ninguém. Ela pergunta: " Contar? Mas contar o que?" Mulder a ouve e sai à porta dizendo: "Scully, tudo bem?" "Não sei, Mulder... Estou me sentindo estranha desde que acordei... Não me sinto... Eu mesma! Ali no corredor ouvi alguém falando comigo, mas não havia ninguém lá!" Desabafa Scully. "Não se preocupe, deve ter sido só uma péssima noite de sono. Vamos, precisamos falar com as famílias das vítimas e tentar descobrir algo." Diz Mulder. "É... Pode ser... Vamos então..." Murmura Scully ainda confusa. MARYLAND, VIRGINIA. 10:42 AM. Mulder estaciona seu carro em frente a uma casa em um bairro de classe média. Scully está adormecida no banco do passageiro. Mulder olha para ela e pensa no que pode ter acontecido para que ela tenha dormido tão mal. Mulder então toca levemente seus ombros e ela desperta, perguntando onde eles estão. Ele diz que eles chegaram na casa da família de uma das vítimas e que eles precisam interrogar todos em busca de qualquer explicação que ligue os dois casos. Eles saem do carro e batem na porta. Uma mulher de meia idade os atende. É Mary Parker, mãe da primeira vítima, Shannon Parker. Eles se apresentam como sendo agentes do FBI, mostrando suas insígnias, e ela os convida a entrar. Sentados no sofá, Mulder começa dizendo que sente muito pelo que aconteceu, e que entende o sofrimento dela no momento, mas que eles precisam interrogá-la para que possam pegar quem o que tenha feito isso a sua filha. A mulher concorda em responder a todas as perguntas. Mulder olha para Scully, que desvia o olhar, dando a entender que ele pode começar da maneira que ele achar melhor. "Sra. Parker, a senhora notou algo de diferente, ou estranho no comportamento de Shannon antes do seu desaparecimento?" Pergunta Mulder. "Ela andava meio cansada ultimamente... Estava fazendo muitas horas extras no trabalho desde o mês passado... Mas... Agora que mencionou, ela andava meio alheia a tudo cerca de uma semana antes de desaparecer. Não estava mais se interessando pelo seu trabalho, não queria mais sair com os amigos... Só queria saber de ficar em casa... lendo ou dormindo." Relata Mary. "Por acaso ela comentou sobre algum fenômeno estranho, como luzes ou vozes, ou até mesmo pesadelos sem sentido?" Pergunta Mulder. "Não que eu me lembre, agente... Por que?" Responde Mary, confusa. Scully começa a ficar pensativa, como se tentasse se lembrar de algo. Mulder nota a atitude de sua parceira, e pergunta se ela tem algo que queira dizer a eles. Ela diz que o que ele falou parece fazer sentido, mas ela não sabe porque. Mary olha para os agentes, sem entender o que está acontecendo. Mulder diz a Mary que já viu casos parecidos com o de Shannon, em que pessoas começam a agir de forma estranha e depois desaparecem. Quando reaparecem, geralmente mortas, estão com cicatrizes de múltiplos ferimentos ou com algum órgão faltando. "E o que isso significa, agente Mulder?" Pergunta Mary nervosa. "Abdução por alienígenas..." Responde Mulder com convicção. Scully olha para Mulder. O mesmo olhar de todas as vezes que ele vem com suas teorias de abduções por alienígenas. Mary fica agitada e pede aos agentes que se retirem. "Por favor, agentes. Eu não posso aceitar isso!" Implora Mary chorando. Quando eles chegam até o carro, Scully pergunta a Mulder de onde ele tirou essa idéia de abdução por alienígenas. "Scully... Estamos nos Arquivos X há muitos anos para saber com o que estamos lidando aqui. Esse caso não se encaixa nos padrões normais, admita!" Diz Mulder. "Mulder... Quando você mencionou sobre luzes ou vozes... Eu tive a clara sensação de que já vivi isso..." Diz Scully. "Isso é fácil de se entender porque. Você já foi abduzida uma vez, lembra?" Diz Mulder. "Não, Mulder... Isso foi há anos, estou dizendo que vivi isso recentemente, mas não sei dizer exatamente quando." Diz Scully agitando as mãos como se estivesse tentando desesperadamente se lembrar de alguma coisa. "Do que você está falando Scully?" Pergunta Mulder. "Eu não consigo me lembrar de nada do que aconteceu na noite passada, Mulder... só me lembro que saí da sede do FBI perto de umas oito e meia, mas não consigo me lembrar de como cheguei em casa, ou se cheguei em casa. Só sei que acordei esta manhã atrasada e sem ânimo para me levantar." Conta Scully com lágrimas nos olhos. "Foi o mesmo que aconteceu com Shannon... Vamos, Scully! Temos que falar com a família da outra vítima... Acho que você está correndo perigo." Diz Mulder correndo para entrar no carro, fazendo sinal para que sua parceira faça o mesmo. Ele liga o carro e sai a toda velocidade rumo à Rodovia 203, endereço da família Padgett. 203 ROAD DRIVE, VIRGINIA. 11:23 AM. Os agentes chegam à casa da família Padgett. Mike Padgett (avô da segunda vítima, Rose Padgett) recebe os agentes, observando atentamente suas insígnias. Ele pergunta rudemente o que eles querem lá. Mulder diz que precisa de informações sobre o desaparecimento de Rose porque eles têm outra vítima encontrada nas mesmas condições. O velho parece mais calmo, e permite que os agentes entrem em seu trailler. Mike pergunta o que eles precisam saber além do que ele já informou à polícia. Mulder faz a mesma pergunta sobre o comportamento da moça antes do desaparecimento, mas Mike diz que não se lembra de nada. Patty, irmã de Rose ouve a conversa e diz ao agente que talvez saiba de algo, mas que tem medo de contar. Scully pede a Patty que conte tudo o que sabe, que seja o que for ela estará protegida. Patty então olha para o avô, que sai do trailler irritado. Sentada numa cadeira, Patty começa a explicar o que houve. "Eu tinha saído com Rose para comprar algo para o jantar. Quando chegamos, a porta do trailler estava aberta, e uma forte luz branca estava vindo de dentro dele. Fiquei com medo de entrar, e sugeri que chamássemos a polícia, mas Rose disse que aquilo não era nada, e que não tinha perigo entrarmos". Patty estava visivelmente agitada com as lembranças, mas Mulder insistiu que ela continuasse, pois era muito importante para eles descobrirem tudo o que pudessem. "Quando entramos, vimos que era só um raio de luz, bem no meio da sala... Estranhamente esse raio tomou a forma de um homem e começou a se aproximar de Rose. Ela ficou estática, não se mexia. Eu gritava com ela pra corrermos, mas ela parecia não ouvir! Eu corri para trás do sofá, pois ele continuava se aproximando. Ele a tocou, e sussurrou algo em seu ouvido... Depois disso ela desmaiou. Ele a pegou no colo e a colocou deitada no sofá. Então ele novamente se transformou naquela luz e desapareceu..." Continua Patty, chorando atormentada pelas lembranças. Mulder ouve cada detalhe atentamente, ligando um ao outro... Finalmente, depois de um tempo pensativo ele diz: "Isso se encaixa nos padrões de casos de abdução por alienígenas, Scully. Exceto pelo fato de que o ser não a levou com ele." "Patty, você contou à Rose o que aconteceu com ela?" Pergunta Scully. "Contei, mas ela não quis acreditar... Disse que eu estava vendo coisas, que eu precisava de férias, essas coisas... Achei muito estranho ela não se lembrar de nada! Ela começou a agir de maneira estranha, e eu insisti em contar o que aconteceu, mas ela insistia que era tudo invenção de minha cabeça. Mas eu sabia que havia algo errado, pois ela não se lembrava nem que havíamos ido ao supermercado!" Responde Patty. "Começou a agir estranho como, Patty? Por favor, conte-nos tudo o que sabe!" Pede Mulder. "Ela começou a ficar distante, quase não falava, não queria mais ir trabalhar, foi até despedida. Aí ela disse que não se importava com isso, que não ia mais trabalhar, embora dependêssemos do dinheiro que ela ganhava. Começou a não sair mais de casa, passava o dia todo pensativa, ou dormindo... depois disso... ela... ela desapareceu." Responde Patty aos prantos. Mulder tenta acalmá-la dizendo que tudo ia acabar bem, que ela não precisava temer nada. Eles com certeza não iam trazer Rose de volta, mas iam impedir que isso acontecesse novamente. Mal sabia ele que isso estava mais próximo de ocorrer do que ele imaginava. E com a agente Scully, por quem tem muita admiração. Eles agradecem a cooperação de Patty e vão embora. Mulder e Scully estão no carro, dirigindo-se para a sede do FBI. Mulder diz a Scully que achou muito interessante o relato de Patty Padgett. Scully diz que achou tudo muito estranho. Ela começou com seu clássico papo que tudo não passava de um exagero, e que nada do que ela falou tem fundamento científico, e que eles deveriam dar o caso por encerrado ali mesmo. Mulder finalmente chegou ao ponto que ele queria e diz: "Scully, você tem agido de forma estranha desde cedo, me diz que não consegue se lembrar de nada do que aconteceu na noite passada e agora você vem com essa de encerrar o caso aqui? Scully! Você não é assim! Tudo bem que você queira colocar a ciência acima de tudo, mas você não é de desistir de um caso, mesmo que pareça estranho!" "O que você quer dizer com isso, Mulder? Que eu posso ser a próxima vítima, é isso? Qual é, Mulder! Vai me dizer que você acreditou no que aquela perturbada nos contou?" Pergunta Scully irritada. "Não precisa falar mais nada, Scully. Eu já sei o que preciso saber. Só me falta saber quando ele voltará para levá-la." Diz Mulder. "Como é que é? Mulder, você não acredita mesmo que vai vir um homenzinho verde e me levar ao seu líder, remover meu útero e meus ovários e me deixar morta em algum matagal, acredita?" Pergunta Scully, ainda mais irritada. "Minha teoria é a de que os alienígenas estão entrando na mente das mulheres, para que elas façam o que eles querem. Ao invés de abduzí-las pelos métodos tradicionais, eles as fazem ir a algum lugar seguro, onde possam proceder à remoção dos órgãos. Não deve ser a mesma raça de alienígenas que te abduziu daquela vez, Scully. O interesse deles nos úteros e ovários deve ser porque eles estão querendo criar uma nova raça... Uma espécie de híbrido humano-alienígena. E eu sei quem pode estar por trás disso..." Diz Mulder. Scully balança a cabeça em sinal de desaprovação à teoria do seu parceiro. Ele diz que vai ficar de olho nela, caso esteja certo. Chegando na sede do FBI, Mulder e Scully vão até o escritório de Skinner, para contar a ele o que descobriram. Skinner também não concorda muito com a teoria de Mulder, dizendo que é um absurdo. Mulder diz a Skinner que ele sabe tanto quanto ele quem está por trás disso. Mulder sai enfurecido, batendo a porta. Mulder está em sua sala, escrevendo seu relatório oficial, quando Scully entra. "Achei que você poderia estar com fome, e lhe trouxe um sanduíche." Diz Scully. Mulder agradece o gesto de Scully, mas diz que não tem fome... Não tem tempo a perder, ele quer descobrir o que está acontecendo, e está preocupado com a segurança dela. Scully diz a Mulder que está se sentindo muito cansada, e que vai pra casa dormir um pouco. Mulder pede a ela que espere alguns minutos, que ele irá com ela. Ela diz que não precisa, que ela estará muito segura confortavelmente instalada em sua cama. Scully entra em seu apartamento e se assusta com um barulho seco. Tem um homem sentado em seu sofá, que acabara de acender um cigarro Morley. Ela sabe muito bem quem é esse homem asqueroso e pergunta, ameaçando a sacar sua arma: "O que você quer aqui?" "Eu sei o que aconteceu com você, agente Scully. A luz que você viu aqui na sua sala na noite passada. O homem que falou com você e depois a colocou na cama." Diz o Canceroso, depois de uma longa tragada. "Você é louco. Por favor, vá embora antes que eu me irrite e atire em você, seu homem nojento!" "Com certeza não lhe interessa saber porque você não se lembra do que aconteceu, ou o que vai acontecer logo, não é mesmo agente Scully?" Pergunta o Canceroso ao caminhar até a janela. Alguém bate na porta. É Mulder, que havia seguido Scully e ouvira a conversa por de trás da porta. Scully abre a porta e ele entra enfurecido como um animal, agarrando o Canceroso pelo colarinho, dizendo: "O que você fez com elas? O que você fez com a Scully? Você é doente!" "Eu não fiz nada, agente Mulder! Por que você sempre acha que sou o culpado de tudo?" Pergunta o Canceroso tirando as mãos do agente de seu pescoço. "Eu te conheço, e sei que você está por trás disso, seu maldito! Eu não quero que aconteça a Scully o mesmo que aconteceu com aquelas duas mulheres, e Deus sabe quantas outras!" Grita Mulder, apontando sua arma para o Canceroso. "Eu não posso salvar a agente Scully, Mulder. Mas posso explicar o que aconteceu, se caso você estiver interessado, agente." Diz o Canceroso. "Estou ouvindo." Diz Mulder, ainda apontando a arma. Scully senta-se para ouvir o que ele tem a dizer sobre tudo isso, pois ainda não faz nenhum sentido para ela. "Você está certo, agente Mulder. Isso está sendo feito por alienígenas. Uma raça diferente de tudo o que conhecemos atualmente. E você estava certo também no que diz respeito ao que eles pretendem fazer com os órgãos reprodutores das mulheres que eles escolhem." Conta o Canceroso. "Onde conseguiu essas informações?" Pergunta Mulder curioso. "Tenho minhas fontes no FBI... Como estava dizendo, eles pretendem mesmo criar uma espécie de híbrido humano-alienígena. Estão selecionando mulheres da Terra para dar início a seus experimentos. De preferência as que já foram abduzidas anteriormente, pois não teriam que realizar os testes preliminares." Continua o Canceroso. Mulder começa a apelar para sua excelente memória, e lembra-se de que nas suas pesquisas realizadas sobre as vítimas quando Skinner lhe passou o caso, descobriu que ambas as moças aparentavam ter sido abduzidas alguns anos antes, ao que conta de seus registros médicos. Ambas apresentavam implantes metálicos semelhantes ao de Scully. "Então por isso eles vieram atrás de Scully! O que vai acontecer agora? Vamos ficar aqui esperando que eles voltem e a levem? Precisamos fazer alguma coisa!" Diz Mulder agitado. Scully parece se lembrar do que aconteceu. "Espere! Mulder... Eu estou me lembrando! Eu vi um homem aparecer de um raio de luz, bem aqui no meio da minha sala! Ele se aproximou de mim, e disse que logo ele viria me buscar, para que eu não me preocupasse, que ele não me faria nada de mal. Mas que eu não deveria contar a ninguém que ele esteve aqui, então ele iria injetar algo no meu sangue que faria com que eu me esquecesse de tudo. Disse também que eu saberia quando o momento chegasse." Conta Scully. Mulder olha para ela com os olhos arregalados. O Canceroso não poderia estar mais espantado. "Não pode ser! Você não poderia se lembrar disso em hipótese nenhuma!" Diz o Canceroso. Mulder se vira para ele, perguntando o que mais ele sabe sobre isso, e novamente aponta a arma para ele. Ele diz que não sabe nada além do que já falou, mas que Scully não poderia se lembrar do que aconteceu. A porta se abre subitamente, e uma luz intensa ofusca a vista de todos. O homem misterioso novamente aparece e Scully fica apavorada. Mulder coloca-se na frente dela e diz, apontando a arma: "Afaste-se! Você não vai levá- la!" O homem continua se aproximando, como se não tivesse ouvido nada do que Mulder disse. Mulder insiste: "Pare aí mesmo ou vou atirar!" O homem então para, mas diz a Mulder que ele não pode fazer nada. Ele veio buscar Scully e nada vai impedí-lo de fazer isso. Scully começa a gritar: "Eu me lembro de tudo! Você esteve aqui ontem a noite. Você me dopou para que eu não me lembrasse de nada, mas eu me lembrei! Eu sei quem você é e o que você quer, mas aviso que você não vai conseguir aqui!" O homem olha para o Canceroso, que desvia o olhar. O homem então olha para Scully e diz que ela precisa ir com ele. Mulder diz que ele não vai levá-la e está prestes a disparar. O homem empurra Mulder com força e ele vai ao chão. Ele se aproxima de Scully que, como da primeira vez, não consegue se mexer. Mulder assiste a tudo deitado no chão. O ser alienígena novamente sussurra algo no ouvido de Scully: "Não foi desta vez, mas eu voltarei. Prepare-se, pois isso será em breve. Você não vai escapar tão fácil na próxima." Scully desmaia enquanto o homem desaparece num raio de luz. Mulder consegue se levantar e suspende a cabeça de Scully, apoiando-a em sua perna. "Scully... Scully, você está bem?" O Canceroso diz a Mulder que ela ficará bem, mas não por muito tempo. Se ele quiser salvá-la, terá que agir rápido. Dito isto, ele sai pela porta da frente acendendo mais um cigarro. Scully acorda, e Mulder pergunta se ela está se sentindo bem. Ela diz que sim... E que ele vai voltar em breve... FIM