Many Things AUTORA: Kessia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net DISCLAIMER: Bom, todo mundo já sabe disso. Eles não são meus! Quem dera!!!! :) SPOILERS: all things. CATEGORIA: MSR CLASSIFICAÇÃO: NC-17 (ou seja, proibida para menores de idade!) FEEDBACK: Adoro e sempre respondo!!! NOTA DA AUTORA: Todas as minhas histórias estão no meu site: http://go.to/shipperx/ Muitíssimo obrigada à minha grande amiga e ÓTIMA escritora de fics AleXandra Morgilli por ter betado essa história para mim e me fazer rir muito ao dizer que fica com um risinho sacana ao ler esse tipo de história no trabalho! Bom, gente, eu escrevo no trabalho e, de acordo com a Ale, eu sou uma atriz!!! Hehehehehe RESUMO: O mistério da besta chifruda é resolvido por Mulder e Scully. heheheheehe ----------xxx-------------- A noite estava clara e bonita. Fria, mas aconchegante. Dormir no sofá do apartamento de Mulder não era o meu plano para hoje, mas o sono não me permitiu. Não me levem a mal, meus planos eram dormir em casa. Mas novamente as escolhas e talvez o destino me fizeram dormir aqui. São três horas da madrugada e o silêncio, que há muito não *escuto*, está me permitindo quase ouvir a respiração de Mulder no seu quarto. Depois de tanto pensar na minha vida nas últimas 63 horas, estou cansada e com vontade de finalmente viver a minha própria vida e não viver a vida de outra pessoa ou me deixar levar pela vida dessa outra pessoa. O chão do apartamento faz barulho à medida que ando e estou com medo de que isso possa acordá-lo. Sua porta está aberta. Talvez justamente para me ouvir partir ou somente para poder me ver enquanto estivesse dormindo. Me ouvir partir? Por que me ouvir partir? Por que eu partiria? Eu sempre vou embora. Não importa o que aconteça estou sempre no meu pequeno grande mundo pessoal e não deixo ninguém entrar. Talvez Mulder tenha sido o homem que mais conseguiu penetrar na minha alma e me conhecer tão bem. Às vezes até melhor do que eu mesma me conheço. Mas ele nunca fez tanta parte desse mundo como agora. Percebi, depois de tanto pensar, que todas as estradas que segui em minha vida me levaram a Mulder. Homem nenhum conseguiu me conhecer como ele e homem nenhum fez parte da minha vida tão intensamente por tanto tempo quanto ele. Sentada na beira da cama, fico a observá-lo. Ele dorme com um anjo. E de fato ele foi o anjo enviado para me salvar do Muro que eu mesma criei em volta do meu coração. Ele foi o único capaz de quebrar esse muro. Tijolo por tijolo. Tijolo por tijolo. Um por um. Durante oito longos anos. Só bastam algumas palavras para tudo o que sentimos um pelo outro, especialmente tudo o que eu sinto por ele, seja declarado. E eu sei que ele está somente esperando que eu me decida. Que eu dê a palavra final. Que estará tudo bem em estar junto dele como amiga, como parceira e como amante. Amante. "O que você está fazendo?" Sua voz me assustou e eu levantei rapidamente da cama. Meus pensamentos estavam tão concentrados na palavra amante que não percebi que ele havia acordado. "Nada... Desculpe... Eu só estava pensando." Não precisava perguntar, porque eu sabia que tinha que responder. "Eu estou pronta." "Pronta? Pronta para o quê?" Ele sabia do que eu estava falando, mas devo admitir que depois de tanto tempo era mais do que seu direito ouvir-me falar o que eu queria em alto e bom som. "Pronta para levar o nosso relacionamento adiante. Pronta para dizer que eu escolhi esse caminho mesmo não tendo plena consciência dele. Pronta para dizer que é com você que eu quero ficar. Pronta para dizer que eu te amo." ===== Fim da Parte I (permitida para menores) ======= Many Things AUTORA: Kessia Nina CLASSIFICAÇÃO: NC-17 (ou seja, proibida para menores de idade!) Parte 2 = O que eles de fato fazem!!! Hehehhe As três palavras mais esperadas por Mulder saíram perfeitamente e sem hesitação da sua parceira. Um momento muito esperado por ele. Apesar da sonolência, ele apoiou seu corpo em um dos braços, inclinou- se para frente dela ainda deitado e a beijou. Um beijo intenso e apaixonado. Aos poucos seus lábios iam se encontrando e se ajustando as formas do outro. Suas línguas finalmente se encontraram fazendo com que ambos suspirassem alto. A posição, ela sentada na borda da cama e ele deitado, não estava ajudando. Scully levantou-se e tirou seu casaco, jogando-o no chão perto da cama. Com uma perna em cada lado do parceiro e ela pegou no primeiro botão de sua calça fazendo-o estremecer ao sentir o toque de suas leves e delicadas mãos. Aos poucos ela conseguiu tirar sua calça deixando-o somente com a boxer. O grau de excitação aumentava a cada segundo. Ela ameaçou tirar sua blusa mas foi impedida por mãos fortes. "Me dê esse prazer." Ele retirou sua blusa com o máximo de carinho fazendo-a pensar que nunca em sua vida se sentira assim. Era a primeira vez que ia fazer amor com alguém que a conhecia muito bem e a quem ela confiava a própria vida. Era diferente. Muito diferente. Mas seria perfeito. Após retirar sua blusa, ele tentou o sutiã. Obviamente com a ajuda dela, conseguiu finalmente tocar em seus seios. A sensação de poder tocar na pele macia e quente daquela região eram indescritíveis. Ele estava se sentindo mais feliz do que nunca em sua vida. E assim como ela, era a primeira vez que fazia amor com alguém que realmente amava e devotava a vida. Scully deitou-se e o beijou com paixão. Os cabelos macios do parceiro eram tocados por suas mãos assim com todo o rosto bem delineado e masculino dele. Seu avantajado lábio inferior era mordiscado por ela que queria sentir tudo o que pudesse e ter tudo o que pudesse daquele homem. Queria senti-lo dentro de si imediatamente. Precisava saber como era possuir Mulder. Como era senti-lo completando-a. "Mulder... Eu quero você dentro de mim agora." Era uma ordem. Mulder tentou não chegar a esse ponto ainda. Ainda. Mas não resistiu. Isso era tudo com que ele sempre sonhara também e ouvir de Scully que ela o queria sentir era o maior afrodisíaco já encontrado na face da terra. Aos poucos ele foi se ajustando à sua parceira. Não queria machucá-la por causa da diferença de tamanho entre eles. Percebendo sua preocupação, ela comentou. "Não se preocupe com isso. Nós somos perfeitos um para o outro." De uma vez só ele se colocou dentro dela fazendo a gemer de prazer. Finalmente podia estar o mais próximo possível com o homem que amava. Ela estava muito feliz. E à medida que a excitação aumentava, mais perfeitamente os dois se completavam e encaixavam. Alguns minutos depois, o clímax atingia ambos de maneira estrondosa. Muitas seriam ainda as vezes que estariam na mesma situação e os dois sentiam a felicidade irradiar de seus corpos. Mulder deitou-se e trouxe Scully para seu peito. Obedientemente ela deitou ali e ficou a receber afagos e carícias até que conseguiu adormecer. Já eram seis horas da manhã quando acordou. Levantou-se cuidadosamente para não acordar Mulder. Pegou suas roupas do chão e dirigiu- se ao banheiro. Mulder, por sua vez, acordou ao ouvir o barulho de pingos que caíam da torneira do seu banheiro e nesse momento sentiu a falta do calor humano em sua cama. Calor esse que tanto desejou ter nos últimos anos. Percebeu, pelo barulho, que Scully deveria estar trocando de roupa e por um momento pensou se ela não havia se arrependido da noite passada. Mil pensamentos passaram por sua cabeça ao vê-la saindo vestida do banheiro. E se ela fosse embora para sempre porque percebera que tudo não passou de um erro? Que nada daquilo era certo. Que eles não foram feitos para estarem juntos. Esperou que ela pegasse e vestisse seu casaco e quando já estava na porta, não agüentou de ansiedade e perguntou. "Onde você vai?" Sua voz saiu embargada de emoção. Emoção que não queria demonstrar. Gostaria de poder ser tão frio às vezes como Scully. Mas não era de sua natureza agir assim e gostaria de saber porque ela estava saindo sorrateiramente. "Vou para casa. Temos que estar no FBI daqui a uma hora e eu nem sei se vou conseguir. Se eu chegar atrasada, não se preocupe e cubra para mim." Ela virou-se em direção à porta sem lhe dar ao menos um tchau. Era como se as coisas estivessem como antes. "Só isso?" "O quê?" "Só isso?" "O que você está pensando, Mulder?" "Eu não sei. Por que não me diz?" Sua voz agora saíra como quisera desde o início, firme. "Você está achando que estou fugindo?" Ela andou rapidamente de volta ao quarto e lhe deu um rápido beijo nos lábios, deixando-o sem ação. "Eu não estou fugindo. Eu vou para casa para me trocar e não tive coragem de acordar você. Só isso. Não se preocupe que eu não vou fugir. Vou ficar do seu lado por muito tempo ainda, ou seja, não vai se ver livre de mim tão fácil assim." Ela sorriu e com a mesma rapidez com que veio beijá-lo foi até a sala e saiu. Não sem antes mandar um beijo e acenar para ele, que voltou imediatamente a dormir. Traqüilo. Muito tranqüilo. ------- The End ----------