Título: Luta Sem Fim Autor: Rodrigo Fernandes Santos E-mail: rodsantos@directnet.com.br Disclaimer: Os personagens dessa história são propriedade de seus respectivos autores – distribuidores - e estão sendo utilizados por entretenimento, sem visar nenhum fim lucrativo. Classificação: Shipper – (O que deveria ter acontecido...) Resumo: Nesse texto eu desenvolvo o que acredito ser as consequências do episódio Tithonus (6 X 09) onde o fotógrafo Fellig foi esquecido pela morte e com isso não só não pode morrer, como também sente quando as pessoas estão próximas da morte. Ainda se soluciona o desaparecimento de Samanta Mulder, na época ainda não esclarecido. E surge um crossover que os meus Beta leitores acharam no mínimo inusitado. Data do término: 4 de agosto de 2000 Observação: Apesar de Ter escrito esse meu primeiro fanfic a algum tempo, eu nunca o postei para nenhum lugar. Até hoje ele não só é inédito, como também foi lido por apenas três pessoas. Gostaria de agradecer a minha namorada Midori que não só me fez voltar a trabalhar no texto, como também me encorajou a postá-lo para que outras pessoas o lessem. Espero todo tipo de feed back para que possa fazer melhores trabalhos caso eu resolva um dia fazê-los. Espero que se divirtam, Rodrigo Um sedan preto típico dos alugados pelos agentes do FBI descendo uma rodovia com campos gramados de ambos os lados. Dentro do carro os agentes Mulder e Scully. Rodovia 119 Maine 10:30A.M. Mulder: _Eu juro que ainda não acredito. Você trazendo um Arquivo X? Scully (nitidamente nervosa): _Um possível Arquivo X, e na verdade eu estou apenas preocupada com um velho amigo. Mulder (ironia, ciúmes velado): _Espero que não seja só mais um antigo namorado com saudades. Scully: Na verdade eu o conheci na Universidade e não acredito que ele tenha tido alguma namorada. Ele era bem estranho e vivia isolado dos outros... M (interrompendo): _Estraaaaanho???? (Spooooky????) Scully: _Ele afirmava ter sonhos, visões... De qualquer forma ninguém parecia acreditar nele. Mulder (irônico): _E você parece estar arrependida? Scully: _Acredito em várias coisas hoje que não acreditava naquela época. – Mulder levanta a sobrancelha com ar de surpresa, mas ainda irônico – Surpreso... a culpa é sua. – Scully fala como se estivesse se divertindo – De qualquer forma ele me ligou muito apreensivo e disse que eu havia estado em suas últimas visões, ele precisa falar comigo em pessoa no entanto é uma pessoa reclusa e não sai da pequena cidade onde vive desde a morte de seus pais de quem recebeu uma grande herança. Nesse momento aparece um rapaz com aproximadamente a mesma idade, e com certa semelhança física com Scully, acenando do outro lado da estrada. Scully (enquanto freia até parar o carro): _É o Paul, falavam na Universidade que nós devíamos ser irmãos e só agora eu me lembro pôr que? Ambos descem do carro. Enquanto Scully desce do carro ela está distraída pensando porquê não o procurou da última vez que esteve no Maine. Scully começa a atravessar a rodovia enquanto Mulder dá a volta no carro. Mulder pensa no motivo pelo qual Paul Herbert não parou ainda de acenar com os braços, Scully no entanto, pensa no passado e sua luta com a boneca amaldiçoada durante sua estada no Maine. O barulho de uma buzina muito alta e o brilho de um par de faróis a traz de volta ao mundo real tarde demais. Scully (assustada sussurra): _Fellig... O guincho dos freios sendo acionados emoldurava o rosto dos dois homens em cada lado da estrada sem conseguir se mover. O primeiro a voltar a si foi Mulder. Ele começa a andar incrédulo e devagar na direção da estrada. Ao alcançar a estrada Paul também se dirige a ela e segue de perto Mulder que começa a correr. Mulder encontra jogado contra o asfalto primeiro o celular. Continua a correr e vê a arma de sua parceira. Fica mais assustado ao ver logo a frente um sapato, no entanto só saca seu celular para pedir ajuda ao ver o corpo, ainda a alguma distância, a frente do caminhão em um ângulo que lhe parece impossível. Mulder (ao celular): _Aqui é o agente Mulder do FBI. Agente ferida, precisamos de ajuda na Rodovia 119 na altura da cidade de Castle Rock. Luta sem fim Rodovia 119 Maine 10:43A.M. Mulder se abaixa ao lado do corpo. O motorista desce do caminhão praticamente ao lado de Paul repetindo: Motorista (em estado de choque): _Eu não pude fazer nada, eu juro... Ela apareceu do nada, do nada, do nada – e continuou murmurando sentado em um dos degraus que leva a cabine do caminhão. Mulder (com o dedo no pescoço de Scully): _Ela está viva!!! Scully fique comigo! A ambulância já vem. – surge som de sirenes se aproximando. Os paramédicos olham aquela cena sem acreditar. Não conseguem acreditar naquele agente que jura que sua colega, em uma posição impossível, ainda está viva. Pelo menos até verificarem por si mesmos. Logo após eles põe de forma cuidadosa a ruiva na maca e a levam em direção a ambulância. Mulder (levantando): Sr. Herbert por favor leve o carro ao hospital. – joga a chave para Paul enquanto se dirige para a ambulância. Dentro da ambulância, Scully sob os cuidados de um dos paramédicos, a ambulância ruma em alta velocidade. Mulder segura a mão de Scully enquanto fala com tristeza e ternura em sua voz ligeiramente embargada: _Scully, você não pode morrer, fique aqui comigo. – Pausa – Tenho tanto a lhe contar... coisas que não saem da minha cabeça desde aquela picada de abelha, maldita abelha... Scully abre os olhos, mas é impedida de falar pelo paramédico a princípio e em seguida por Mulder. Logo em seguida seus olhos se fecham novamente com evidente sofrimento. Mulder olha preocupado para o paramédico que se limita a fazer um aceno com ar alegre e tranquilizador sem interromper por um instante sequer os cuidados com a agente. Hospital Municipal Alan Pangborn Castle Rock 11:07A.M. Vista externa do hospital, a ambulância estacionada junto a porta principal. Mulder (andando em círculos no lobby enquanto fala ao celular): _Isso, a Agente Scully sofreu um acidente grave no Maine. Nós estamos no hospital. – Pausa – Ela parece fora de perigo, mas de qualquer forma o acidente foi grave. – Pausa – Não, talvez seja melhor esperar até amanhã para avisar a mãe dela. – Pausa, surge Herbert sorrindo aliviado ao lado de Mulder – Sim, espero o Senhor aqui a qualquer momento Diretor Skinner. Herbert: _Acabo de falar com o médico, ela se encontra fora de perigo e logo poderá falar conosco. É praticamente um milagre, mas faz sentido... Mulder (surpreso): Como? ...Precisamos conversar! Sede do FBI Sala do Diretor Walter Skinner Uma nuvem de fumaça deixa o canto escuro da sala. Canceroso: _O que houve com a Agente Scully, Skinner? Skinner (ligeiramente nervoso e apressado): _Nada que lhe diga respeito, saia já daqui que eu estou de saída. Canceroso: _Todo o Arquivo X me diz respeito. Skinner: _A vida de meus agentes não, saia!! – Enquanto já deixava a sala apressado em direção ao aeroporto. Cafeteria do Hospital 2:23P.M. Mulder e Paul sentados em uma mesa ligeiramente afastada. Conversam enquanto Paul almoça. Mulder tem um café a sua frente, no entanto não almoça, mas come sementes de girassol que nota-se está quase no fim. Mulder: _Você comentou com Scully ao telefone que havia tido visões com a pessoa dela. Agora na sala você disse que isso fazia sentido, como? Que sentido há nisso? Paul: _Eu sou um fã de cinema, eu tenho tido visões da Dana em diversas épocas históricas. Sempre com o cenário de um filme ao fundo, isso tem me ajudado a localizar o período em que ela se encontra naquela visão. Mulder: _E o que isso significa? Paul: _A última visão teve como fundo o Futurama, um desenho que se passa mil anos no futuro. Eu acreditava que ela estaria lá de alguma forma, talvez viajando no tempo, talvez viva até então. Mulder(surpreso, de certa forma divertido): _Você está dizendo que viu Scully com mil anos de idade? Paul: _Não, eu a vi daqui a mil anos, mas ela parecia Ter a mesma idade que hoje em dia. Além disso eu já a vi em cenários do 2010, O sobrevivente, Rollerboys... todos tem em comum se passar no futuro. A garçonete se aproxima e pergunta: _Por favor, Sr. Mulder? – Mulder acena com a cabeça – A sua amiga está acordada e quer falar com o senhor. O médico já autorizou e fui avisada pelo telefone nesse momento. Antes do fim da frase Mulder já se encontrava de pé, acenou para Paul e se afastou da mesa enquanto este acabava seu almoço. Quarto da Scully, ela se encontra ligada a diversos aparelhos, no entanto além de acordada ela parecia tranquila. Mulder (sorrindo nervoso enquanto entrava): _Não te ensinaram a atravessar a rua quando criança parceira. Scully (falando bem e com desenvoltura para alguém que acabou de passar pelo que ela passou): _Acho que me distraí, mas não é sobre isso que eu queria falar. – Pausa – O que você vê aqui? – acenando em volta – Nesses equipamentos. Mulder: _Muitos deles, - Pausa – na verdade poucos para o que você sofreu, mas muitos para alguém que aparenta tanto ânimo. Scully: _Todos eles dizem o mesmo. Eu estou perfeitamente bem, quase como se eu pudesse levantar e sair andando agora mesmo. Algumas fraturas e pequenas escoriações, mas viva. Mulder: _Isso!! Se você tivesse visto! Você foi realmente abençoada!! Scully (com o olhar vago, pensativo): _Abençoada não, esquecida. – Volta ao olhar firme e sério - Enquanto eu estava desacordada tive a impressão que ia morrer, você me segurava e aos poucos ia comigo. Mulder (com uma expressão enigmática): _Talvez eu realmente fosse com você se você... se morresse... eu realmente te segurava aqui. Mas ainda não entendo, o que você quis dizer com esquecida? Scully: _Apesar dessa visão, na hora do atropelamento eu tive outra visão. Eu não vi a minha vida diante dos meus olhos nem nada parecido, mas vi o Fellig. Mulder: _Quem? O nome não me é estranho. Arredores do hospital, os cavaleiros solitários se aproximam como se estivessem em uma praça de guerra, um fazendo corta luz para o outro enquanto se escondem atrás de árvores. Até alcançarem a entrada do hospital. Sede do Sindicato Canceroso: _Ao que parece Scully se tornou muito difícil de morrer. Alguns meses atrás ela teve uma recuperação miraculosa após ser baleada por um agente de Nova York por engano, agora ela sobrevive a um atropelamento fatal... Todos os presentes olham incrédulos, no entanto aquele que parece ser o presente mais graduado fala: Strunghold: _Verifique a história, se houver alguma verdade, ela pode ser muito útil. Canceroso: _Pretende testar a vacina nela? Strunghold: _Vá! E traga Scully. Alguma movimentação, Canceroso deixa a sala com alguns outros menos graduados dispensados com um aceno de cabeça. Quando ficam apenas os líderes: Strunghold: _O que vocês acham? Tenente1: _Talvez possamos usá-la... Tenente2: _A pergunta é qual seria o melhor método para aproveitá-la. Strunghold: _Com isso tudo,.. acreditando que seja verdade. Acredito que o melhor seja infectá-la com o vírus. Todos acenam em concordância. Quarto de Scully 6:45P.M. Mulder e Scully sozinhos no quarto ainda. Mulder: _Você está dizendo que o assassino fotográfico de alguns meses atrás tinha sido esquecido pela morte? Scully: _Eu te disse que aquilo era um arquivo X! Mulder (ligeiramente incrédulo): _Além disso, quando você foi baleada, ele morreu no seu lugar. E com isso você ficou esquecida pela morte. Scully (ligeiramente divertida com a situação): _Mulder você está parecendo comigo... Mulder: _Você é imortal? Scully: _Talvez, não sei quais os limites disso. Mas acredito poder morrer no lugar de outra pessoa. Possuo a cicatrização normal de um ser humano, mas não regeneração ou algo assim. Entra Paul Herbert no quarto, seguido pelos pistoleiros solitários. Scully parece um pouco contrariada, mas apenas Mulder percebe. Langly: _Não te ensinaram a atravessar a rua quando criança? Scully (olhando para cima com ar de tédio): _A mesma piada? Ah... Frohike: _Você parece bem para quem foi atropelada por um caminhão. Mulder: _Parece ser uma longa história... Os quatro recém chegados começam a se apresentar entre si enquanto Scully conversa reservadamente com Mulder. Scully: _Paul está para morrer. Mulder: _Assassinato? Scully: _Não sei? É outro poder do Fellig, eu sinto a proximidade da morte. Ele pode tomar um tiro ou escorregar e bater a cabeça, eu só sei que ele irá morrer. Eu senti quando ele entrou. Frohike: _O que vocês estão sussurrando? Mulder: _Nada de importante, como vocês nos acharam. Langly: _Mantemos vigilância na Internet para o nome de vocês, e achamos o prontuário da Scully sendo transferido, não foi difícil. Estávamos aqui perto em uma convenção, por isso chegamos tão rápido. Mulder e Scully se entreolham. Scully: _Precisamos sair daqui. Mulder: _ Dessa vez é a sua roupa que vai servir, - enquanto olha para o Frohike – por favor. Frohike só de cueca samba-canção e camiseta entra sob os cobertores, Paul Herbert se dirige para a porta, enquanto os outros pulam a janela. Vista do corredor Paul parado ao lado da porta. Vem pelo corredor um homem fumando com dois acompanhantes vestidos de preto e usando óculos escuros. Estes se dirigem para o quarto de Scully. P: _Hei! Você não pode fumar aqui. Canceroso (com um pequeno meneio de cabeça): _Me desculpe... Eu já vou apagá-lo. Som de tiro. Assustado o Frohike pula rapidamente a janela usando apenas roupa de baixo. Quarto vazio, o Canceroso entra com seus acompanhantes e vasculham rapidamente o quarto. Saem apressados. Na recepção do hospital, Skinner tenta descobrir o quarto da Agente Scully. Canceroso sai por uma porta com dois homens vestidos de preto, Skinner fala para Canceroso: Skinner: _Como você chegou aqui tão rápido? O aeroporto estava fechado com problemas. Canceroso sorri enigmaticamente, atira o cigarro no cinzeiro e responde sarcasticamente: _Eu tomei o expresso. – enquanto fala ele se afasta. Enfermeira: _O quarto é o número 2, corredor U logo ali. – apontando para o corredor por onde havia saído o Canceroso já ausente. Skinner entra no corredor e grita enquanto corre em direção ao baleado: S: _Temos um ferido aqui chamem ajuda. – enquanto se abaixa verificando que Paul já se encontrava morto. Levanta com ar desanimado e se encaminha para o quarto que encontra vazio. Esconderijo dos Pistoleiros Solitários Dia Seguinte Langly: _Acabamos de descobrir que seu amigo faleceu. O que está acontecendo? Mulder: _Scully é imortal. Byers: _Você não pode estar falando sério! Scully: _ Mulder, agora todo mundo é cético? Langly: _Eu quero acreditar... – se cala pensativo. Entra o Frohike. Com roupas de tamanhos ligeiramente diferentes do seu. Frohike: _Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu ouvi tiros no hospital. Byers: _Foi o Sr. Herbert, ele está morto. Silêncio constrangido todos se entreolham. Mulder: _Vocês tem uma linha segura? Seria bom conversar com o Diretor Skinner. Scully: _É melhor você falar, ninguém parece acreditar em mim. Mulder senta –se a um canto com um aparelho estranho que lembra vagamente um telefone celular antigo. Mulder: _Skinner, aqui é o Agente Mulder. Tenho más notícias. {Corte de cena} ________________________________________________________________ __ Scully: _Que idéia é essa de me deixar em estado de coma. Mulder: _De alguma forma devem ter descoberto o que aconteceu com você. O Sindicato deve querer você para testes. Se acreditarem que você não é tão imortal assim, aumentam as suas chances. Scully: _E o que eu faço enquanto estou em coma? Mulder: _Veja o que descobre sobre sua nova condição. – E sai. Langly: _Você pode ficar escondida aqui por quanto tempo quiser. Sede do FBI 2 meses depois A agente Scully andando pelo corredor até a sala do Diretor Skinner onde a esperam o Agente Mulder, Diretor Skinner e uma fumaça em um canto escuro da sala. Logo após a entrada da Agente Scully, muito abatida aparentemente, o Canceroso balança a cabeça lentamente de um lado para o outro e sai por uma porta lateral. Skinner: _Agente Scully, você tem certeza que já quer voltar. Scully: _Sim senhor, eu já me sinto bem melhor, e gostaria de voltar. Skinner: _Eu gostaria que você ficasse algum tempo trabalhando dentro da sede até acabar de melhorar. Scully(ligeiramente contrariada): _Sim senhor. Washington D.C. Muitos anos depois Um quarto nunca visto, espaçoso com uma cama de casal onde se encontra uma pessoa deitada que não pode ser vista pois está com outra pessoa sentada na cama a sua frente. Pode-se notar que o lado da cama com a pessoa deitada se encontra bagunçado, com livros e outros objetos espalhados, enquanto isso o outro lado se encontra profundamente arrumado. Ao se aproximar vemos que a figura deitada é na verdade o Mulder muito envelhecido e a pessoa de costas a Agente Scully, aparentemente com a mesma idade. Mulder parece muito doente. Mulder: _Nós fizemos valer a pena. Scully(visivelmente preocupada): _Não fale, você não deve fazer esforço... Mulder: _Isso já não faz diferença, eu vivi uma ótima vida... Graças a você, Obrigado. Scully: _Eu também fui muito feliz. Nós vencemos tudo. O sindicato, a invasão, vírus, agora acabou. Mulder: _Não, o mais importante é que não acabou. Temos o grupo, eles vão continuar, e você poderá orientá-los... Mas agora eu estou tão cansado. Scully se curva e beija Mulder ternamente, já a algum tempo ela pensava em cada beijo como o último, dessa vez ela tinha certeza que estava certa e Mulder dormiu para não mais acordar. Cemitério de Arlington 10 Anos depois Scully vestida com roupas de cor sóbria, com óculos escuros e um sobretudo preto está de pé diante de um túmulo. Está um dia bonito e ela parece perturbada. Scully ainda aparenta ter a mesma idade atual. Scully: _Mulder, já fazem dez anos. O grupo deu certo e não parece precisar mais de mim. Depois de tudo que descobrimos juntos, o Arquivo X é um dos mais respeitados departamentos no FBI. Estou começando a entender o que o Fellig quis dizer. Pausa Scully: _Dói ficar sozinha...Todos se foram e eu começo a querer ir também. Se... Fora de cena, voz desconhecida: _Dana!!! Scully se volta e vê um homem negro já um pouco velho e uma mulher com aproximadamente a mesma idade que ela na aparência e que a lembra vagamente Fox Mulder por um instante. Ela não precisa de mais que isso para reconhecer a mulher do casal vestido de negro com óculos escuros nas mãos. Scully(muito surpresa): _Samantha? Samantha(calma): _Oi Dana, eu sabia que te encontraria aqui hoje. Scully: _É você mesma? Você parece jovem, e eu já vi diversas vezes os seus clones. Samantha: _Sou eu mesma, eu só estou muito bem conservada... Devo isso ao meu amigo. – aponta o senhor negro ao seu lado Will: _Meu nome é Smith, mas os meus amigos me chamam de Will. Nós estamos aqui para lhe fazer um convite. Nós queremos que você trabalhe conosco. Samantha: _Mas para isso você precisa vir conosco. Scully: _Eu só queria ficar aqui mais um minuto. Os dois se afastam deixando Dana Scully sozinha junto ao túmulo. Scully: _Onde você está? - pausa – Você viu quem estava aqui? Você tem alguma coisa a ver com isso? Nesse instante uma nuvem encobre o sol que brilhava, e ela sente no ar que precisa ir. Os três seguem para um carro aparentemente comum parado em uma alameda próxima, Dana Scully olha rapidamente seu carro que está deixando para trás. Samantha nota e fala. Samantha: _Não se preocupe, ele vai ficar bem. Após ter dito isso o carro sai em uma velocidade que ninguém suspeitaria que ele pudesse ter. Sede local dos Homens de Preto 3 minutos depois Nada indica qual a utilidade daquele prédio e ao entrarem dirigem-se a uma sala de reuniões aparentemente comum. Will: _Agente Scully, essa é uma agência não governamental criada a muito tempo, nós controlamos o fluxo de alienígenas no nosso planeta. Nós temos acompanhado a sua luta a muitos anos. Samantha(interrompendo): _Na época o meu irmão ainda era vivo, enquanto você não envelhecia. Will: _Sim, e nós percebemos que você poderia ser de grande valor para a nossa equipe. Scully(para Samantha): _Mas por que você nunca nos procurou? Por quê? Samantha: _É um dos preços a pagar. Ao se tornar um de nós você não tem mais nome, não tem mais família ou qualquer tipo de passado. Scully: _Will Smith? Will: _É uma brincadeira. Eu me chamo agente J. Samantha: _ E eu sou a agente S. Will: _Nós já percebemos que você não pode morrer. Nós já conseguimos atrasar o envelhecimento. Mas ainda não o paramos. Samantha: _Eu realmente apreciaria trabalhar ao seu lado. Scully: _Eu não tenho mais família ou passado para deixar para trás. Eu ... - (pausa)- aceito trabalhar com vocês. Will: _Então a partir de agora não existirá mais Dana Scully. Apagaremos qualquer traço que você possa ter deixado. Você receberá roupas como as nossas, não deve ter nenhum contato com pessoas que conheceu e trabalhará com a Agente S que se encarregará de lhe mostrar tudo. Scully: _E se eu vou deixar de ser Dana Scully qual será o meu nome. Agente T? Will(já deixando a sala se volta):_Não, já existe um agente T, você será a Agente X. X: _Eu devia ter imaginado. FIM