Título: Loucos de Amor Autora: Rafaelly Regis Categoria: Crossover (Arquivo X e Mad About You), mas eu particularmente diria que é uma homenagem ao seriado Mad About You, que eu sempre gostei muito. Classificação: livre Disclaimer: Os personagens Fox Mulder e Dana Scully não pertencem a mim, e sim a Chris Carter, 1013, Fox. Assim como os personagens Jamie Buchman e Paul Buchman pertencem a Columbia Tristar em parceria com a rede NBC. Nota da autora: Gente, é minha primeira fic. Por favor tenham paciência e não me joguem tomates. Aguardo feedback .Meu e- mail é jamiebuchman@ig.com.br ou Faelly_Regis@shipperx.zzn.com Não sei o que fizemos de errado. Provavelmente tem o dedo sujo do Mulder nisso. Trabalhávamos na seção mais criticada do FBI, e sinceramente já estava conformada...mas, por ironia do destino nos designaram para um trabalho de rotina. Há nove anos atrás eu daria gritinhos de alegria, porém, depois de tudo o que presenciei, achava que nada mais me impressionaria...até cruzar com esse casal... Aeroporto de New York 3:34 P.M Não aguentava mais de sono. Tinha ficado a madrugada toda fazendo relatórios. Meu parceiro sempre teve dessas coisas. Ia caçar o alienígenas dele, e depois era eu que ficava horas e horas escrevendo coisas que sequer acreditava para entregar na manhã seguinte para o Skinner. Pensei que iria encontrá-lo abatido e desmotivado, afinal normalidade não era com ele, tal qual foi minha surpresa ao vê- lo sentado confortavelmente em uma cadeira, segurando em uma das mãos um saquinho com sementes de girassol, que devorava de uma maneira assustadoramente nojenta. "Oi Scully! Como foi de viagem? Mas, poupe- me dos detalhes sórdidos, por favor." Ele estava incrivelmente bem- humorado, o que já estava me deixando com os nervos à flor da pele. "Bem. Do que se trata esse caso?" "Meu Deus! Que mal humor. Bem, temos que investigar um homem chamado Hal McKenzie. Ele é suspeito de contrabandear armas. "E isso é problema nosso?" "Só se uma das armas for um sabre de luz" "Há... há... há" Ironizei- o, tentando resistir ao impulso de esganá-lo ali mesmo. Prédio onde mora o suspeito 4:50 P.M Já que não tinha outra escolha, acompanhei Mulder até o prédio onde o homem morava. "Apartamento 11-C. É esse aí" Batemos... batemos...mas, não tinha ninguém em casa. Resolvemos perguntar aos vizinhos. Foi assim que conhecemos o excêntricos moradores do apartamento 11-D. "Sim..." Uma moça loira atendeu a porta. "Somos do FBI. Estamos procurando seu vizinho, Hal..."Mulder apressou-se em falar. "Oh... o Hal. O que houve? Finalmente descobriram que ele não é boa coisa?" "Por que diz isso?" Agora foi minha vez de perguntar, intrigada. "Entrem. Eles são ingleses, sabe como é. Humor britânico...Odeio eles!!! Vocês não são ingleses, né?" "Não." Respondi, tentando parecer simpática e com a certeza de que havia entrado em casa de marimbondo. É de praxe: a primeira impressão é a que fica. Era um apartamento espaçoso, mas um tanto desarrumado. Em um canto da sala havia uma estante com muitas fitas de vídeo e juro que por um momento pensei que um dos habitantes desta casa fosse algum amigo pervertido do Mulder, mas essa impressão passou logo. A mulher se chamava Jamie Buchman e seu marido que apareceu na sala logo depois que chegamos, Paul Buchman. Ele disse que era cineasta, e ela relações públicas. Porém, ela decidiu parar de trabalhar para cuidar da filha, que tinha pouco mais de dois anos. Só então reparei na menininha linda que estava nos observando do corredor. Pensei em William e pedi para ligar para casa de minha mãe, ver se está tudo bem...essas coisas. "Eu vi o filme que você fez, em que relata as loucuras da sua família. Adorei. Pensei assim: mesmo com todas as conspirações, assassinatos... existem famílias mais loucas que a minha." "Isso é um estilo FBI de se elogiar alguém?" O homem já estava meio enjoado do Mulder, mas agüentou firme. Mulder parecia um fã retardado. As expressões que ele fazia eram hilárias. Meu filho estava bem e se tivesse como saber disso antes seria bem melhor. Tive que ouvir milhões de recomendações de minha mãe. Come direito, não demora muito, bota casaco para não pegar resfriado...Às vezes isso me incomoda. Depois de tantas aventuras nos Arquivos X, depois de passar por tanta coisa, será que alguém pode cometer o sacrilégio de pensar que uma simples gripe me mataria? Sem falar que não tenho mais dez anos de idade. A conversa caminhou para um lado mais feminino, e quando vimos, estávamos conversando sobre mamadeiras e fraldas. Até os homens participaram. Jamie me contou que quando chegou da maternidade, não sabia colocar fraldas, então, prendia com uma fita adesiva laranja. Tadinha da criança. Minha experiência foi mais simples, graças a Deus. Aprendi algumas coisas com minha mãe , mas a maioria delas foi sozinha mesmo. Mulder não pôde me ajudar no começo já que ele tinha ido embora e coisa e tal..., mas depois, até que se saiu muito bem. Um verdadeiro paizão. Falando em ir embora, meu relacionamento com Mulder esfriou um pouco nos últimos dois meses. Não sei se tem a ver com o fechamento dos Arquivos x, ou com o bebê, mas a verdade é que não temos ficado muito tempo juntos. Estranho, já que as pessoas que mais víamos era um ao outro. Os trabalhos ficaram cada vez mais escassos, e consequentemente não precisávamos ir todo dia ao Bureau. Parecíamos free lancers do governo. Conversa vai, conversa vem, Mulder resolveu que devíamos ir embora e voltar no dia seguinte para conversar com o tal de Hal. Devia estar cansado de puxar tanto o saco de Paul. "Bem, nós já vamos! Já passam das nove horas. Muito obrigada por tudo." Despedi- me. Mas... como tudo é mais difícil para nós, a maçaneta emperrou e a porta não abria de jeito nenhum. Jamie resolveu chamar o zelador, Sr. Winckler, que não se encontrava no bendito edifício. "Bem, acho que vocês terão que ficar por aqui esta noite" Constatou minha mais nova carrasca. "Vou pegar uns cobertores para vocês, mas não deite sobre o sofá que seu parceiro está sentado, certo?. Murray, meu cachorro fez umas coisas nojentas em cima dele hoje a tarde." "Minha nobre educação me impede de dizer palavreados chulos a esta altura" Mulder falou sussurrando para mim que estava a ponto de gargalhar. Eles foram dormir e nós fizemos o mesmo. Mulder deixou que eu dormisse no sofá, o limpo é claro, e ele se deitou no chão. Estava quase pegando no sono quando ouvi gritos do quarto dos Buchmans. Achei esquisito, porque eles gritavam "bolo, quero mais bolo", sem parar, e pareciam que estavam atirando coisas no chão. "Não acha melhor vermos o que está acontecendo, Mulder?" Eu realmente estava assustada. "Eles só estão transando." Falou um sonolento Mulder, mas eu insisti. "Mulder??" "O que é!?" Ele já estava ficando irritado, mas acordou de vez. "Tem certeza?" "Em que planeta você vive, Scully? Tem certeza que você teve um filho mesmo?" "Não precisa ser grosso também!" Agora eu tinha ficado irritada. Virei para o outro lado. Então ele se levantou e sentou no sofá, me obrigando a levantar da minha já desconfortável posição. "Desculpe. Sei bem como você teve um filho...eu estava lá." Fazendo aquela cara de safado. Típica dele e irresistível na minha humilde opinião! "Vou pensar se aceito suas desculpas. Quando vai aparecer lá em casa para ver seu filho, seu desnaturado?" Aproveitei a deixa e fiz uma brincadeira. "Assim parece que eu sou um canalha. Que horror! Estava esperando você me convidar..." Ele estava usando as melhores expressões que tinha e quando ele faz isso é porque vai dar o bote logo, logo... "Precisa convidar?" Entrei no jogo e comecei a fazer charminho também. "Eu queria muito ir mais vezes, mas depois que você se tornou mãe, parece que as coisas ficaram mais difíceis pra nós" Ele ficou sério de repente. "Não fui eu que mudei, Mulder. Foi você .Eu não entendo. Estávamos tão bem." "Preciso que você diga... "Dizer o que?" "O que sente por mim." "Já disse" "Você nunca vai dizer, né? Tudo bem...eu sou paciente. Por enquanto eu me contento com um beijinho..." Disse abrindo um sorriso daqueles. É incrível a capacidade que o Mulder tem de acabar com uma situação tensa em minutos. Nunca gostei de discutir a relação. Qualquer relação que seja. E tenho certeza que ele não vai descansar enquanto não arrancar um "eu te amo" da minha boca, porém tudo o que ele pretendia arrancar no momento era um beijo. Quando eu ia finalmente beijar aquele homem, Jamie e Paul saem gritando do quarto e vão em direção à cozinha totalmente descabelados. "Eles são deste mundo?" Perguntei perplexa "Quem liga pra eles?" Ele disse, já foi querendo me beijar novamente. Quando nossas bocas estão a milímetros de se encontrar, Paul e Jamie passam novamente por nós, gritando e descabelados. Mulder perde a paciência. "O que está havendo aqui? Como é difícil beijar essa mulher meu Deus!!!" Agora era eu que não conseguia mais. Olhava para ele e pensava nos nossos anfitriões descabelados, gritando pela casa, e começava a rir. Acho que nunca havia rido tanto em toda a minha vida. Percebi que iríamos ficar no zero a zero, então fui dormir e aconselhei que ele fizesse o mesmo, porém não resisti a uma piadinha básica. "Dana Imaculada Scully. São avisos celestiais, Mulder!!!" "Muito engraçada..." Dia seguinte 7:34 A.M "Conseguiu dormir, por um acaso?" Ele me perguntou. "Com essa bateria de escola de samba nos meus ouvidos? Pensei até que estava no Brasil." "Será que eles já consertaram a maçaneta?" "Eu quero sair daqui já. Quero ver meu filho..." Neste momento os pombinhos acordaram e foram até a sala. Eles estavam tão felizes com a noite magistral que tiveram, que até me deu vontade de gritar também. Só que nos ouvidos deles. Colocaram um café da manhã assombroso. Tinha de tudo. De tudo mesmo. Meu fígado, coitado, estava pedindo clemência. Depois que terminamos eles pediram para o zelador consertar a porta. Enfim, saímos daquele pardieiro. Batemos rapidamente na casa do Hal McKenzie, para terminar logo com isso e voltar logo para casa. "O senhor é Hal McKenzie?" "Não! Meu nome é Hal Thompson. Por que? "Como? Posso ver sua identidade?" Mulder que até então parecia um morto- vivo, conferiu a identificação do homem e constatou que havíamos cometido um grande engano. Pedimos desculpas, e nos despedimos. "Que pena...Perderam tanto tempo...,as foi muito bom conhecê –los. Voltem mais vezes." Disse Paul. "Oh... com certeza. Tchau!" Mulder falou me cutucando e fazendo sinal para irmos embora. Aeroporto de Washington 8:23 P.M "Não acredito que estamos em casa." Ele disse "Você acha realmente que podemos comemorar? Você nos fez perder um tempo precioso naquela casa dos horrores. Esse tal de Hal, o certo é claro, não havia feito nada, ou seja, eu perdi o meu tempo! Nunca mais me chame para resolver um caso normal, ok?" Eu estava realmente irritada. "Ok, desculpa. Pode mandar a estrela da morte disparar sobre mim. Mas eu posso ir na sua casa hoje?" Falou com aquela carinha de cachorro sem dono. "Pode...E aí podemos resolver aquele nosso probleminha." Aceitei em tom mais brando. "Combinado. E se prepara porque vamos colocar os Buchmans no chinelo, mas... antes de eu ir pra sua casa eu vou pra minha tomar um banho e dormir um pouquinho, porque eu estou morrendo de sono." Ele foi indo em direção ao táxi e eu fiquei olhando- o, parada, como uma idiota. E então eu vi que essa era a minha chance. "Mulder?" Chamei. "Que é?" "Sou louca por você!" Minha voz saiu um pouco mais alta do que eu esperava, no entanto por incrível que pareça eu nem me importei. "Eu quero ouvir eu te amo." Ele gritou enquanto entrava no táxi. "Mais tarde...mais tarde..." Falei pra mim mesmo. Na volta para casa, fiquei pensando se exista diferença entre os Buchmans e Mulder e eu. Acho que não. Eles apenas se amam. Se amam loucamente. E quanto a mim? Eu amo. E um dia direi isso a ele, sem medo. Fim Obrigada por ter lido esta fanfiction. E espero que tenham gostado. Aguardo feedback ansiosamente. E se tiver alguma dica pode mandar também, afinal meu objetivo é melhorar cada vez mais. Beijos!!!