Título:LEMBRANÇAS (Parte 2) Subtítulo: PERGUNTAS E RESPOSTAS Disclaimer: Esta fic não visa fins lucrativos e esses personagens não pertencem a mim (infelizmente) são de Chris e da 1013 Classificação: livre Categoria: Shipper Autora: Lora Mulder E-mail: loramulder@bol.com.br Feedback: Por favor mandem feedback, é muito bom saber o que vcs acham de minhas histórias. Elogios e críticas à vontade. Resumo da parte anterior: Mulder recebe uma ligação misteriosa que lhe leva a cidade de Frisburg, ao voltar Mulder sofre um acidente e perde a memória. Desmemoriado e fora de si, Mulder conhece Lucy uma mulher atraente, que acaba grávida dele. _ O que ?! --- Mulder não conseguia acreditar no que acabara de ouvir. _ É isso mesmo Fox, eu estou grávida --- Lucy falava agora olhando para Scully. Scully apenas saiu sem dizer nada, Mulder tentou ir atrás dela, mas Lucy o impediu. _Fox esse filho é seu --- Disse ela segurando o braço de Mulder --- Você não pode ir atrás dela e me deixar aqui falando sozinha. Mulder não queria, mas teve que ficar. Precisava conversar com Lucy, precisava saber se aquilo era mesmo verdade. Mulder pôde constatar que Lucy não estava mentindo, pois ela lhe mostrou exames que comprovavam sua gravidez. _ Vejo que você não mente sobre sua gravidez. Não quero ser rude, mas como você pode ter certeza de que esse filho realmente é meu? Lucy ficou bastante ofendida com a pergunta de Mulder: _Você acha que eu vou para cama com o primeiro que conheço? Naquele dia eu estava bêbada e você também Fox. Veja o tempo da minha gravidez,eu não estou mentindo. Mulder admitiu que o tempo da gravidez batia com o dia em que eles tinham passado a noite juntos. _Se você ainda não acredita eu posso fazer um exame de DNA se você quiser. --- disse Lucy com convicção Mulder percebeu que ela não estava mentindo, o filho que ela esperava era realmente dele _ Desculpe Lucy não foi minha intenção te ofender. Eu acredito que esse filho é meu. Continuaram conversando por mais algum tempo. Logo depois que Lucy foi embora Mulder, sem nem pensar duas vezes, foi até a casa de Scully. APTO DE SCULLY Mulder não teve nenhuma dificuldade para entrar, pois Scully tinha deixado a porta aberta novamente, desta vez talvez porque sabia que ele viria. Mulder entrou sem fazer barulho e viu que a luz do quarto estava acesa. Scully estava sentada na cama com a cabeça apoiada nas mãos, ela não ouviu Mulder entrar e só percebeu que havia alguém ali quando sentiu a mão de Mulder em seus cabelos, ela levantou a cabeça para encara-lo. _O que você fez Mulder? Você estragou nossas vidas --- Scully estava com um olhar triste como Mulder nunca tinha visto antes em seu rosto. _Me desculpe Scully. --- Mulder sentou-se do seu lado --- Por favor Scully me perdoe. Eu me odiava pelo que tinha feito, e agora me odeio mais ainda por saber o que aquela loucura me causou. Eu juro que se pudesse voltar naquele dia tudo seria diferente, nada disso teria acontecido e tudo estaria bem _Você não pode voltar no tempo Mulder --- Scully se levantou da cama --- Tudo está feito agora, e você não tem como consertar, você não pode pensar assim agora. Há um inocente nessa história toda, e você não pode ignorá-lo. _Eu sei Scully, eu não posso e não vou ignorá-lo, esse filho é meu e eu sei das minhas responsabilidades. --- Mulder levantou-se e olhou nos olhos de Scully --- Mas não é isso que me preocupa agora, estou preocupado por te ver assim. Eu queria que você entendesse que nada do que fiz foi com a intenção de te machucar. _Claro Mulder, é muito fácil falar. --- Scully desviou o seu olhar do dele --- Como eu posso entender que você vai ter o filho que eu não posso te dar? Mulder não disse nada, ficou pensando em como aquilo tudo era difícil para Scully e no quanto ela gostaria de ter um filho. Ela nunca havia dito isso a ele com todas as letras, mas ele sabia que um dos seus maiores sonhos era ter um filho, e isso ela não poderia ter. _Scully, nada do que Lucy faça vai mudar o que eu sinto, eu não a amo --- Mulder a abraçou --- e não me importa se você não pode ter um filho, eu tenho você e isso já me basta, eu amo você Scully, é só isso que espero que você entenda. Scully o encarou seriamente, ele pôde ver o quanto ela estava sofrendo. Ela o abraçou e suspirou profundamente. _Você tem idéia do quanto eu te amo, Mulder? Eu te amo mais do que tudo. _Eu sei Scully. --- disse ele acariciando os cabelos dela. --- Me perdoa, eu nunca quis te magoar. _Não vamos falar sobre isso agora. Por favor. --- disse Scully --- Eu sei que você não queria me magoar, mas isso me machucou, me feriu, e eu não sei quando essa ferida vai sarar. Agora tudo o que eu quero é que você fique aqui, abraçado comigo. Eles se deitaram na cama, ela deitou sua cabeça no peito dele e adormeceu, Mulder ficou pensando no que iria fazer de sua vida a partir daquele dia. Mulder saiu de seu carro e algo lhe chama a atenção. Um homem gritando seu nome corria em sua direção e caui, quase como num desmaio, aos seus pés. O homem sagrava abundantemente, parecia estar perto da morte. Mulder abaixou-se para socorrê-lo e o homem o puxou pela camisa, era como se quisesse lhe dizer algo. "Você não devia estar em Frisburg" disse ele sem tirar os olhos de Mulder, que pôde olhar com mais detalhes o rosto ensangüentado do homem no chão "Quem é você?" Perguntou Mulder "Não interessa quem sou e sim o que sei." Disse ele a Mulder. "Então, me conte o que está acontecendo. Por que não consigo encontrar nada aqui?" disse Mulder com raiva "Você não encontra porque está procurando no lugar errado." o homem tirou as mãos da camisa de Mulder "Enquanto conversamos alguém em Washignton está muito feliz com sua ausência, só assim terão oportunidade de lhe roubar o disquete" "Que disquete?" Perguntou Mulder "Você receberá um disquete em seu escritório esta manhã." Disse quase sem voz."O que tem nesse disquete?" "ele lhe mostrará tudo que você deseja saber há tempos. Encontre-o e descubra a verdade" "Vamos! Me diga mais, eu preciso saber mais" "Fuja Mulder ou eles te matarão também." Como se tivesse gastado todas as suas força para dizer aquelas últimas palavras o homem fechou os olhos e morreu. Mulder olhou para a estrada e avistou dois homens correndo em sua direção, então entrou no carro rapidamente e deu a partida. Mulder acordou assustado. Tudo tinha sido um sonho, mas ele ainda estava preocupado, o sonho lhe pareceu tão real que ficou pensando se não teria sido uma lembrança. LUGAR DESCONHECIDO Vários homens estavam reunidos, sentados ao redor de uma grande mesa, pareciam agitados e nervosos. Um deles levantou-se e disse: _Isso não podia ter acontecido! Perdemos nossa chance de reaver a fórmula. Me pergunto como aquele homem consegui chegar até Frisburg e avisar Mulder de que tudo era uma armadilha. _Falha de nossos homens. --- disse um outro sentado ao lado do homem que se pronunciara. _Isso é gravíssimo. Não entendo por que você não permitiu que nós fossemos buscar o disquete que está com Mulder? – disse o homem fixando o olhar a outro que estava na extremidade da mesa. _Isso não ia ajudar. Podíamos por tudo a perder dessa forma. --- respondeu o homem tranqüilamente _Podíamos ter conseguido o tal disquete quando Mulder estava desmemoriado, mas novamente falhamos. Alguém vai ter que pagar por isso! --- disse outro homem, este estava bastante nervoso, parecia ser um homem de idade bastante avançada e não se mostrava satisfeito com o que tinha ouvido até aquele momento. _Mas os senhores sabem que havia alguém daqui que impediu de que conseguíssemos fazê-lo. --- disse o homem da extremidade da mesa, ele fumava um cigarro fedorento que espalhava fumaça por toda a sala. _Ela atrapalhou nossos planos mais uma vez. --- disse o homem que havia se pronunciado por primeiro --- Já devíamos tê-la matado há muito tempo. _ Agora que ela fugiu isso vai ser mais difícil, --- disse o fumante --- mas garanto que ela sofrerá por ter atrapalhado nossos planos. Afinal, foi ela que roubou nossa fórmula e começou com todo esse problema. APTO DE SCULLY Dia Seguinte _Bom dia --- disse Mulder ao vê-la abrir os olhos. _Bom dia --- Disse ela --- Mulder, você está com uma cara abatida..--- Scully colocou sua mão no rosto dele. _Quase não dormi esta noite. Tive um sonho estranho, me pareceu uma lembrança. --- Mulder parou de falar, parecia estar lembrando de algo. _Um disquete! --- exclamou ele depois de uns segundos. --- Scully, quero que me diga se você está com algum disquete,--- Mulder levantou-se --- preciso saber se chegou algum disquete em suas mãos nos dias em que fui a Frisburg. A pergunta dele a fez lembrar do dia em que chegou em sua sala e percebeu que havia um disquete em cima da mesa. _Sim Mulder. Acho que sei do que você está falando. Este disquete chegou no dia em que você sumiu. --- Lembrou Scully --- Mas não tenho certeza de onde ele está agora. _Você precisa encontrá-lo --- Mulder levantou-se da cama. _Espera, Mulder! --- falou Scully --- O que está acontecendo? O que tem nesse disquete? Por que tanta urgência em encontrá-lo? _Eu te conto enquanto você procura. _Tudo bem. Mulder contou seu sonho enquanto procurava o disquete. Não demoraram muito para encontra-lo. Mulder colocou o disquete no computador de Scully e ao abri-lo a única coisa que eles viram foram números embaralhados que não tinha nenhum sentido para eles, pareciam estar codificados, mas ninguém poderia dizer isso com certeza. _O que é isso, Mulder? --- Perguntou Scully sem tirar os olhos da tela do computador. _Se eu soubesse poderia te dizer Scully. --- Mulder tirou o disquete e guardou no bolso --- Não acho que seja uma boa idéia deixar isso por aí. Meses Depois Scully voltava para casa em seu carro, estava pensando nas coisas que haviam acontecido em todos aqueles meses. Mulder estava se recuperando e já conseguia lembrar-se de boa parte de sua vida, a gravidez de Lucy estava indo bem e Mulder estava muito empolgado com a possibilidade de saber o sexo do bebê, Scully ainda se incomodava com o fato, mas Mulder sempre estava mostrando que a amava cada dia mais e isso fazia com que ela se sentisse um pouco melhor. Apenas uma única coisa não havia mudado, o mistério que envolvia o disquete. Nada tinha acontecido desde o dia em que eles viram aquele disquete, eles não tinham descoberto nada, a não ser no dia em que levaram o disquete até os pistoleiros solitários, mas estes não puderam dizer muita coisa. Decodificaram os números e destes surgiu um texto estranho que eles nunca tinham visto, com letras complexas e totalmente novas para eles. Desde esse dia Scully não obtiveram mais nenhuma informação sobre o disquete. De repente uma luz de faróis acendeu-se na frente de seu carro e a fez parar bruscamente, Scully saiu do carro para ver o que estava acontecendo. Algo estava errado, e ela percebeu aquilo assim que saiu do carro, mas era tarde demais. SALA DOS ARQUIVOS X Dias Depois Mulder estava preocupado com o desaparecimento de Scully. O FBI estava a sua procura, mas já fazia quatro dias que ela tinha sumido sem deixar nenhum rastro. O telefone tocou, Mulder atendeu apressado. _Alô! _Ag. Mulder? _Sim, quem está falando? --- Mulder reconhecia a voz, mas não conseguia lembrar-se de quem era. _Estou com a Ag. Scully. _Quem é você? _Não está lembrando da minha voz? --- respondeu com tom irônico --- Você tem algo que me pertence e eu quero de volta. _Não sei do que você está falando. --- Disse Mulder _Não tente me enganar Mulder, eu sei que você tem o disquete e quero que me entregue, em troca prometo devolver sua parceira sã e salva. Mulder ficou calado por um tempo, sabia que aquele disquete era importante, mas não fazia idéia do quanto. Ele precisava descobrir que informações haviam ali, precisava saber o que estava em suas mãos, ele queria saber o que era aquele disquete afinal. _Eu preciso de um tempo. _ Mulder você é um tolo. Não vamos esperar a vida inteira até que você consiga decifra-lo. Se você não nos entregar esse disquete sua parceira morre. --- O homem parou por um instante. --- daqui a duas semanas eu volto a ligar para marcarmos o lugar onde faremos a troca. _Como posso ter certeza que Scully está mesmo com você? --- Perguntou Mulder, antes que o homem desligasse. _Me entregue o disquete e você verá que não estou mentindo. --- E desligou. CASA DE LUCY Lucy estava em sua casa, descansava no sofá. Pensava em como Mulder estava sendo dedicado e como ele a tratava bem. Ela o amava. Todos aqueles meses de convivência serviram para que ela pudesse conhecê-lo melhor e acabasse se apaixonando por ele. De repente Lucy se sentiu enjoada, aquilo estava começando a acontecer com mais freqüência no último mês, e saiu em disparada até o banheiro. Depois de alguns minutos, ela saiu do banheiro e foi em direção ao quarto que havia preparado para o seu filho que logo iria nascer. Começou a olhar as coisinhas do bebê, pegou um ursinho que Mulder havia comprado nos primeiros meses de sua gravidez e lembrou-se do dia em que ganhara o presente. Ouviu um barulho na sala que a tirou de seus pensamentos, parecia que alguém havia entrado na casa. Lucy foi em direção de onde supunha que o barulho tinha vindo, olhou ao redor, verificou a porta da casa, estava tudo em ordem. Ela então voltou ao quarto. Começou a caminhar pelo quarto, mas assim que parou na janela, para olhar para fora, sentiu algo impedir sua respiração. Era alguém que a sufocava com um lenço, mas ela não conseguia ver o rosto, por mais que tentasse, e quanto mais tentava respirar era pior. Sua vista escureceu, ela perdeu os sentidos e caiu nos braços de Alex Krycek, ele a levou para fora e a colocou dentro do seu carro. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXLEMBRANÇAS PARTE 2XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX ALEXANDRIA Mulder caminhava lentamente pela rua, parecia distante. Estava pensando em como faria para resolver seus problemas, era só no que ele conseguia pensar, e ultimamente seu problemas haviam se multiplicado. Ao chegar a porta de seu prédio Mulder escutou uma voz familiar. _Fox! – disse uma voz fraca atrás dele. Mulder se virou e a pessoa que havia lhe chamado caiu desacordada, ele ainda conseguiu pegá-la, antes que caísse no chão. Ao olhar para o rosto da pessoa que segurava Mulder a reconheceu imediatamente. E lembranças, sobre ela, fluíram em sua mente _Diana?! --- Disse ele sem perceber que Fowley já não o escutava mais. Mulder não sabia o que fazer, era completamente impossível que Diana Fowley estivesse viva, no entanto, ali estava ela desmaiada em seus braços. Levou-a para seu aptº e colocou-a deitada na sua cama, mas antes de sair do quarto ele escutou a mesma voz fraca o chamar. _Fox! --- Fowley tinha acabado de voltar de um desmaio, mas o que ela tinha para falar para ele era importante demais para esperar. Mulder virou-se de volta para a cama e viu Fowley tentando sentar-se. _Diana, eu não acredito... ---Disse Mulder, indo em sua direção --- me disseram que você estava morta. _Eles te disseram muitas coisas, Fox. --- Fowley quase não tinha forças para falar, estava com uma aparência muito debilitada, estava pálida, tinha olheiras nos olhos vermelhos, que pareciam duas poças de sangue. _Não! Quem me disse foi Scully, ela não mentiria para mim. --- Mulder sentou-se na ponta da cama. _Eles a enganaram também, mas agora você deve saber a verdade... toda a verdade, Fox. --- Ela estava com um olhar triste _Que verdade preciso saber? _Você tem que saber que tem a cura em suas mãos e que você pode me ajudar, ajudar a todos nós. _Do que você está falando, Diana? _O disquete, Fox, ele é a cura. --- Fowley parou de falar repentinamente, buscava forças para continuar. _A cura para quê? _Um vírus...--- esperou mais um pouco --- Um vírus será lançado na Terra e transformará quem for infectado em seres que eles chamam de "escravos", seres que irão ajudar na colonização. Mas para que o vírus pudesse ser lançado era necessário criar uma vacina contra este, para que só as pessoas certas fossem contaminadas. E eles fizeram uma fórmula para essa vacina, mas, antes que pudessem desenvolvê-la, eu consegui rouba-la e destruí todas as informações que eles tinham sobre ela. Mandei um disquete para o seu escritório com as informações que roubei. --- Fowley parou novamente _Como você fez isso? --- Mulder esperou um pouco, mas logo continuou --- Você estava lá? Você fazia parte disso Diana? _Sim, eu estava lá.... --- Fowley respirou fundo. --- Eu fui uma cobaia Fox. Eles me usaram para testes com outras vacinas que não deram certo e que me deixaram assim...--- disse Fowley, seus olhos tinham um ar de imensa tristeza e dor --- Me arrisquei muito para impedir que eles conseguissem o disquete antes que eu pudesse falar com você. E ainda corro perigo, eles me perseguem Fox. _Por que você mandou o disquete para mim? _Porque eu sei que você não vai permitir que os homens do sindicato façam seu serviço sujo, e porque sei da sua busca pela verdade. _Você queria então que eu ficasse sabendo de todo o plano deles? Agora eu já sei, mas não sei no que isso ajudará. _ Você pode me ajudar agora Fox. Não posso mais deixar que o disquete fique com você. _ Por que? _Eu estou morrendo, estou doente e outras pessoas também sofrem do mesmo mal que eu, mas sei que a fórmula que você tem pode nos curar, essa fórmula pode nos manter vivos. Preciso que você confie em mim, que me entregue o disquete. Fox, por favor... _Eu não posso fazer isso... --- Agora todas as peças se encaixavam na cabeça de Mulder. _Por que? --- ela olhou fixamente para Mulder --- É a minha vida em jogo Fox! A minha e de outras pessoas. _Você não é a única que está correndo perigo, Diana. --- Ele pensou em não lhe contar, mas desistiu logo da idéia, era óbvio que ela não estava mentindo. --- Eles estão com Scully, e vão matá-la se eu não entregar o disquete para eles. _Mas você não pode entregar o disquete para eles. Se você o fizer não haverá mais esperança. Será o fim. Mulder se levantou da cama, estava cansado e precisava colocar seus pensamentos em ordem. _Eu vou dormir no sofá, você fica na cama. _Fox... ---Disse ela ao vê-lo saindo pela porta do quarto--- O que você vai fazer? _Eu não sei. --- Mulder se virou e foi para a sala. --- Aconteceram muitas coisas à minha vida nesses últimos tempos, coisas que ainda não me deixaram em paz e que me atormentam até hoje. _Eu sei. Soube da sua perda de memória. Fiquei muito preocupada, pensado que o acidente tinha sido obra do sindicato, mas depois soube que não. Isso fez com que eu me atrasasse, por isso só agora vim falar com você. Mulder assentiu com a cabeça e saiu do quarto, não queria mais conversar naquela noite. Ao chegar na sala avistou um envelope no chão, parecia ter sido jogado por baixo da porta. Mulder se abaixou para pegá-lo e ao abrir viu uma mensagem. VOCÊ TEM O QUE EU PRECISO E EU TENHO SEU FILHO E A MÃE DELE. PROPONHO UMA TROCA JUSTA.DAQUI A UMA SEMANA NO ENDEREÇO ABAIXO. (...) Logo abaixo havia o endereço em que Mulder deveria comparecer dentro de uma semana, era pouco tempo para uma decisão tão complicada, mas era o que ele tinha. Ele se perguntou se Lucy tinha sido levada pelas mesmas pessoas que levaram Scully.Mas por que levariam Lucy se já tinham como fazer chantagem com Scully? Tudo estava lhe rondando a mente e ele tinha que decidir logo o que fazer. Não tinha descoberto mais nada sobre como decodificar o disquete, talvez Fowley pudesse ajudá-lo nisso, e ele estava com medo de que o homem que havia ligado estivesse mentindo. Ele não tinha garantia nenhuma de que o homem falara a verdade quando disse estar com Scully. E se fosse mentira? Não sabia o que fazer, e ainda havia Fowley, como ele poderia ajudar sem ter que entregar o disquete para ela? Muitas perguntas ele tinha em sua mente, todas sem respostas. XXXXXXXXXXXXXXXXXXX LEMBRANÇAS PARTE 2 XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX LUGAR DESCONHECIDO Lucy acordou com uma imensa dor de cabeça, aos poucos se lembrou do que tinha acontecido. Olhou ao redor, estava em um quarto escuro e úmido, a porta era de ferro e parecia ser bem resistente. Só havia uma pequena cama, que caía aos pedaços, no fundo do quarto. _Meu Deus, onde estou? --- disse Lucy assustada Nesse instante a porta se abriu e Alex Krycek entrou no quarto com um sorriso maléfico. _Quem é você? --- perguntou Lucy _Eu sou um velho amigo de Fox Mulder --- disse Krycek ironicamente. _O que você quer comigo? Eu não fiz nada para você. --- disse Lucy amedrontada, Alex se aproximava enquanto falava. _De você nada, mas de Mulder eu quero algo. E você é minha garantia de que ele me entregará o que quero. Na verdade você e seu filho são minhas garantias. --- disse ele segurando no rosto de Lucy _Eu não posso ficar aqui, falta pouco para o bebê nascer. Não posso ficar aqui. _Não tenha medo Lucy, se Mulder não fizer a troca comigo seu bebê nem vai nascer. - -- disse Krycek acariciando a barriga dela. --- Não sei por que você se envolveu com Mulder, ele só vai te causar dor e sofrimento, isso eu garanto. _Deixe-me ir embora por favor. Por favor!! – implorou Lucy _Nem pensar, você é minha companhia até Mulder decidir o que fazer. ---Krycek beijou o rosto de Lucy e saiu rindo alto. Lucy desesperada começou a chorar. XXXXXXXXXXXXXXXXX LEMBRANÇAS PARTE 2 XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX QG DOS PISTOLEIROS 00:30 am _Mulder? O que houve? --- perguntou Byers estranhando a presença de Mulder ali tão tarde. _Preciso de ajuda. --- disse ele entrando _O que houve? --- perguntou Frohike ao avistar Mulder. _Scully foi seqüestrada e Lucy também. Eles querem o disquete em troca. --- disse Mulder pesaroso _Elas foram seqüestradas pela mesma pessoa? --- perguntou Langly. _Não sei. Pelo que parece, não. --- disse Mulder _Como podemos te ajudar? --- perguntou Byers _Tentem decifrar o disquete mais uma vez. O disquete contém o antídoto contra um vírus que conspiradores pretendem lançar e infectar a população. Eles o querem para continuar a operação. Sem o disquete eles não podem lançar o vírus, pois não estarão protegidos dele. --- disse Mulder _Mulder você sabe que nós tentamos, mas tudo é muito complexo. --- disse Langly _Eu sei, mas dessa vez uma pessoa vai ajuda-los. --- disse Mulder _Quem? --- perguntou Langly _Diana Fowley. --- disse Mulder seriamente. APTO DE MULDER Fowley estava preocupada, não tinha certeza de que Mulder a ajudaria. Ela estava decidida a ajudar Mulder, mas não queria morrer, e se deixasse o disquete com Mulder por mais tempo, se não o decifrasse logo e conseguisse o antídoto, ela morreria. Mulder entrou no apto rapidamente junto com os pistoleiros que traziam consigo laptops e vários cabos. _Fox? O que é isso? --- perguntou Fowley surpresa. _Você disse que me ajudaria se eu te ajudasse, pois bem, me ajude a decifrar o código desse disquete e eu juro que te ajudarei de qualquer maneira. Diana, mostre que posso confiar em você. Decifre o disquete. --- disse Mulder encarando Fowley profundamente Os pistoleiros rapidamente ligaram os aparelhos que traziam consigo, colocaram o disquete em um dos laptops. _Muito bem. O que devemos fazer? --- perguntou Frohike ainda abalado por saber que Diana Fowley estava viva. Fowley se aproximou da tela do computador, observou o texto, totalmente sem sentido, por alguns minutos. _Pensei que vocês conseguiriam decifra-lo, mas pelo jeito me enganei. Bem, é tudo uma questão de tradução. --- disse ela. --- Esse texto precisa ser traduzido. _Traduzido? Então em que língua ele está? --- perguntou Mulder _Não é bem um idioma. Não está entre aqueles que conhecemos. Esse é um dialeto muito antigo, utilizado por pessoas que faziam parte de um grupo restrito. -- disse Fowley _Você quer dizer de um grupo que já existe há muito tempo? --- perguntou Mulder _Mais tempo do que você imagina Fox. Muito mais tempo. --- disse Fowley enigmática. --- Eu posso traduzir o texto. _Você o conhece? Você o aprendeu? --- perguntou Mulder _Sim...--- Fowley aproximando-se do computador. _Mulder... --- sussurrou Frohike --- Não temos como saber se ela está falando a verdade. Como podemos confiar nela? Mulder ficou pensativo por alguns minutos depois sussurrou para Frohike _É a única chance que temos. --- disse ele Fowley estava concentrada olhando para o laptop, traduzia o que estava escrito. Mulder se aproximou dela e sussurrou em seu ouvido. _Estou confiando em você Diana, não me decepcione e nem traia a minha confiança, pois se você o fizer eu não a deixarei em paz. Fowley o encarou assustada, o rosto de Mulder estava com um ar que ela nunca tinha visto antes. Ele estava determinado e altivo, Fowley não mentiria e nem trairia Mulder, sabia que se o fizesse estaria escrevendo sua própria sentença de morte. Ao terminar a tradução, Fowley estava exausta e seu estado havia piorado. Mulder a ajudou e levou-a até o quarto. Olhou para ela quase ternamente e disse: _Você se esforçou muito e vejo em seus olhos que não mentiu para mim. Você me ajudou e sou grato por isso, tentarei de todas as formas conseguir a vacina para você. Agora que temos acesso as fórmulas talvez isso seja mais fácil, mas meus problemas ainda nem começaram. --- ao dizer isso o rosto de Mulder formou uma expressão de tristeza. _Fox, você está carregando um peso maior do que pode suportar. Você sabe que não pode entregar o disquete para eles, mas não quer perder seus entes queridos. --- disse Fowley num esforço. _Sei que se entregasse estaria dando um fim ao mundo que conhecemos. Não tenho idéia de como evitar isso, de como salva-las sem entregar o disquete a eles. --- Mulder suspirou, era clara a preocupação em seus olhos. --- O que você faria se eu te entregasse o disquete? Fowley surpreendeu-se com a estranha pergunta de Mulder. _Eu iria encontrar pessoas capazes de produzir a vacina. --- disse ela _E você conhece pessoas capazes disso? Eles te ajudariam? Não te trairiam, Diana? --- perguntou Mulder _Fox.. --- ela fez uma pequena pausa --- Não sei se estou fazendo bem em falar isso para você, mas... --- deu um longo suspiro --- você sabe aqueles homens que lhe falei? Aqueles que me ensinaram o dialeto para o qual eu transcrevi a fórmula antes de lhe enviar o disquete? _Sim, eu sei.... --- Mulder não conseguia entender onde Fowley queria chegar. _ Eles me ajudarão se eu conseguir a fórmula. _E por que fariam isso? Fowley fechou os olhos. _Há muito tempo atrás, muito antes de você nascer, muito antes de seu pai ter nascido, os colonizadores tentaram tomar a terra, mas não conseguiram, graças a essas pessoas. Eles eram como protetores do mundo. --- Fowley ficou calada por uns segundos, parecia muito cansada --- E quando tudo parecia estar resolvido surgiu o sindicato e recomeçou a negociação com esses colonizadores, isto iniciou uma guerra entre o sindicato e esse grupo de defensores do planeta, conhecidos pelo próprio sindicato como "os opositores". --- Fowley abriu os olhos e encarou Mulder --- Mas, infelizmente, eles não conseguiram vencer o poder do sindicato. E os que restaram dessa guerra, hoje vivem escondidos, eles temem por suas vidas e a vida de suas famílias. Eles tornaram-se apenas pessoas que, assim como você, um dia acreditaram que poderiam descobrir a verdade, e que poderiam enfrenta-la... --- disse Fowley --- E eu sei que nunca me trairiam, pois também passaram pelo o que eu passei. Há um grande número deles infectado pelo vírus, pois muitos foram presos e utilizados como cobaias. Mulder ficou pensativo, olhava para a parede, mas parecia que conseguia ver através dela, como se olhasse para algo mais além. _E quantos são, mais ou menos, esses opositores a quem você se refere? --- perguntou ele, seus olhos emitiam um brilho estranho,como se no fundo de sua mente começasse a surgir uma vaga e pequena esperança. _Não são muitos, já foram muito mais do que são hoje. Acho que restaram uns 20. --- disse Fowley tossindo em seguida. _É o suficiente. --- Mulder se virou para Fowley ---Você poderia falar com eles? Falar para eles virem até aqui? _O que você pretende fazer Fox? --- perguntou ela, não entendia aonde Mulder queria chegar. _Uma idéia maluca passou pela minha cabeça Diana. E eu acho que até pode dar certo, mas vou precisar de muita gente e você sabe que não posso contar com o FBI. _ Não é seguro para eles saírem de onde estão. Os homens do sindicato poderiam acha-los. _Tente convence-los, por favor Diana. Diga que se eles realmente são contra o sindicato e querem viver em paz, que venham para cá ou então que me deixem falar com eles. -- - disse Mulder --- Agora descanse um pouco, mais tarde você entra em contato com eles. _Não. Vou contata-los agora. Não há tempo a perder. Mulder assentiu com a cabeça, ficou surpreso coma atitude de Fowley. _ Não posso falar com eles daqui, seria perigoso demais. --- disse Fowley – Precisamos ir até um lugar. _Que lugar? --- perguntou Mulder _Não é seguro eu te dizer. Leve-me e quando chegarmos perto eu te aviso onde devemos parar. --- disse Fowley levantando-se. Eles saíram e deixaram os pistoleiros com o disquete, Mulder lhes pediu para que ficassem lá até ele voltar, pois teria um trabalho para eles. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX LEMBRANÇAS PARTE 2 XXXXXXXXXXXXXXXXXX LUGAR DESCONHECIDO Scully estava em um lugar parecido com um laboratório. As paredes e o piso eram brancos, e só havia uma mesa sobre a qual estava ela. Ela estava presa, seus pés e mãos estavam amarrados. Não tinha idéia de quanto tempo estava ali, nem quem a tinha seqüestrado. A porta do laboratório lentamente se abriu e Scully pôde ver um rosto bastante conhecido. _Seu canceroso desgraçado, sabia que você devia estar envolvido nisso. --- disse ela com muita raiva _É muito bom ver você também agente Scully. --- disse o Canceroso ironicamente _ O que você quer? --- perguntou Scully _ O disquete que está com Mulder. Mais dois homens entraram no laboratório, usavam roupas brancas e traziam seringas e alguns frascos. _O que você vai fazer? --- perguntou Scully amedrontada ao ver os homens se aproximarem dela _Apenas dar um pequeno incentivo para que Mulder entregue o disquete. Um dos homens se aproximou de Scully , segurando uma seringa. _Devemos aplicar agora? --- Perguntou ele. _Sim. --- disse o Canceroso virando-se e saindo do laboratório. _O que vocês vão aplicar em mim? --- Scully perguntava desesperada Ela tentou resistir, mas estava bem amarrada e não pôde evitar que o homem lhe aplicasse a injeção. Tudo escureceu diante dela, mas ela ainda conseguiu ouvir o homem falando. _ Espero que seu parceiro seja razoável e nos entregue o disquete. Fowley não nos atrapalhará dessa vez. Agora, bons pesadelos para você. Depois disso mais nada que a escuridão assustadora ao redor dela. MULGERTOWN 8:10am Mulder e Fowley tinham andado vários quilômetros até chegarem aquela cidade, Fowley estava bastante abatida devido a viagem, Mulder estava muito cansado, havia dirigido por horas, mas a esperança que surgiu em sua mente e em seu coração o faziam permanecer acordado e alerta. _Estamos perto. --- disse Fowley ansiosa. --- O que estamos fazendo é muito arriscado. Não sei se eles poderão falar conosco. _Pelo menos vamos tentar. --- disse Mulder, atento na direção. _Fox, não podemos ir direto ao local onde eles estão. Primeiro, temos que desviar um pouco a nossa rota. Vire a direita na próxima rua. Eles andaram mais algum tempo pela rua que Fowley havia indicado, a rua levava para uma saída alternativa da cidade. Ao chegarem em uma área totalmente deserta Fowley disse: _Pare aqui. --- ela desceu do carro _Não há nada aqui. Por que você me trouxe para cá? --- perguntou Mulder confuso Fowley não deu atenção a Mulder. Ela foi em direção a mata que existia ao lado da estrada. Mulder sem entender foi atrás dela. _Onde você está indo? --- perguntou Mulder _Calado! --- disse Fowley Ela sussurrava algo que Mulder a principio não conseguiu entender. Depois de alguns minutos andando ele entendeu o que ela dizia. Parecia que ela estava contando alguma coisa, ele imaginou que fossem as árvores, mas não entendia por que ela estava fazendo aquilo. Eles estavam adentrando cada vez mais na mata, Mulder começou a pensar que Fowley não sabia para onde estava indo. Ele surpreendeu-se quando ela parou repentinamente. _É aqui. --- disse ela _Aqui o quê? --- perguntou Mulder cada vez mais confuso --- Estamos no meio do nada. Aqui é Lugar Nenhum, Diana. Fowley se dirigiu à árvore que estava ao seu lado. Abaixou-se examinando a terra. _É aqui mesmo. --- disse ela começando a cavar, com as mãos, o lugar. Mulder observava sem reação. Fowley tirou da terra uma pequena caixa de metal. A caixa devia ter aproximadamente dois palmos de comprimento, estava lacrada pelo que Mulder pode perceber, mas tinha um pequeno painel que ele supôs que fosse a trava. Fowley digitou algo no painel e a caixa logo em seguida se abriu. Fowley então, tirou de dentro da caixa um celular, um revólver e alguma munição para este. Ela então discou alguns números no celular. Alguém atendeu do outro lado da linha _Aqui é Diana Fowley. Estou com Mulder, ele quer falar com vocês. Tem uma proposta para fazer-lhes. --- disse ela. Aguardou um pouco, ouvindo a resposta da pessoa com quem falava, e em seguida disse: _Entendo. Ele sabe que é arriscado, mas me disse que quer muito falar com vocês. Não, ainda não sei o que é. --- ela aguardou mais um pouco --- Tudo bem então. O local de sempre? Ok. Tchau. Fowley desligou, parecia aliviada. _E então? --- perguntou Mulder ansioso _Primeiro você vai falar com três deles. Eles não acham seguro reunir todo o grupo, sem saber o que você tem a dizer. Se você convence-los poderá falar com todos. Agora vamos, já ficamos tempo demais nessa mata. SALVATION BAR'S 9:20am Ao entrar, Mulder percebeu a estranheza do lugar. Não parecia um bar comum, havia apenas duas pessoas ali. Uma estava sentada em uma mesa no canto do salão do bar, era um homem de idade, tinha cabelos grisalhos e seu rosto era bastante marcado pelo tempo, a outra,bebendo um uísque no balcão, era uma mulher jovem, de cabelos loiros e longos, tinha o rosto muito magro e seus olhos eram de um verde extremamente claro. Mulder surpreendeu-se com aquele par de olhos que o encaravam ameaçadoramente. Um homem que estava atrás do balcão aproximou-se deles assim que os avistou. _Por aqui. --- disse um homem alto de cabelos claros, cor de mel, sua pele era pálida, o que lhe deixava com uma aparência doentia. Eles caminharam através do amplo salão do bar, entraram em uma pequena sala, cuja porta se encontrava em uma passagem atrás do balcão. _Muito bem Sr. Mulder. Comece a falar. --- disse seriamente o homem que acabara de lhes conduzir até àquela sala. _Onde estão os outros que você disse que viriam? --- Perguntou Mulder para Fowley que estava ao seu lado. _Eles estão ouvindo você. --- disse o homem Mulder assentiu com a cabeça e falou: _ Eu queria falar com vocês, pois preciso da sua ajuda para deter o sindicato. Sei que vocês são perseguidos por eles e que se arriscam me recebendo aqui, mas para deter esse vírus só vocês podem me ajudar. Diana traduziu a fórmula, mas ainda não entreguei esta para ela porque tenho grandes motivos para mantê-la comigo. _Sabemos de seus motivos. Sua parceira foi seqüestrada, ela e a mãe do seu filho. _Então vocês entendem o por quê de eu não entregar o disquete a ela. _Entendemos sua situação, mas você também não pode entregar o disquete a eles. Nem ao seqüestrador de sua parceira, nem ao seqüestrador de Lucy. Mulder surpreendeu-se com o quê aquele homem sabia. Ele estava a par de toda a situação de Mulder, e até sabia o nome das pessoas envolvidas. _Como você sabe que Lucy e Scully não foram seqüestradas pela mesma pessoa? _ Sabemos que Scully está em poder do sindicato e sabemos que Lucy não está com eles. _Como vocês sabem isso? _Temos espiões dentro do sindicato, mas está cada vez mais difícil conseguir informações. Infelizmente não sabemos onde Lucy está, nem quem a seqüestrou. _Eu também não tenho idéia de quem possa ter seqüestrado Lucy. --- lamentou-se Mulder _O que você pretende fazer agente Mulder? Em relação ao sindicato. --- disse o homem, deixando as lamentações de Mulder de lado. _Eu quero enganá-los. --- disse Mulder. Mulder explicou detalhadamente seu plano ao homem que o olhava incrédulo, mas logo seu rosto mudou para uma expressão de admiração. Ao terminar de explicar sua idéia, Mulder encarou o homem, esperando por uma resposta dele. Este permanecia imóvel, sentado com as mãos juntas em frente ao rosto, parecia analisar o plano de Mulder. Depois de alguns minutos ele se pronunciou: __Sua mente é muito engenhosa Mulder. Achamos que seu plano pode funcionar, por isso decidimos que vamos ajuda-lo. O homem se levantou, e estendeu a mão para Mulder. _Meu nome é Sean. --- disse o homem apertando a mão de Mulder. --- Esperava conhece-lo em uma situação melhor que está, mas nem sempre o destino age como nós queríamos. _Muito obrigado por me ajudar. --- disse Mulder _Como você está Diana? --- perguntou o homem virando-se na direção onde Fowley estava. _Não muito bem. --- disse ela. --- As crises aumentaram de freqüência e os sintomas estão cada dia mais fortes. _Vou providenciar um chá para você Diana. --- disse o homem indo em direção a porta. Fowley encarou Mulder. _Você conseguiu, parabéns. Logo você falará com os outros dois. _Eles virão aqui? --- perguntou Mulder _Fox, você ainda não percebeu? _O que? _Eles já estão aqui. --- disse ela. _As pessoas no bar.... --- disse Mulder se dando conta do que estava acontecendo. --- Eram eles. _Sim, são eles. Fox, aqui é um dos lugares onde eles se escondem. O bar é apenas uma fachada, há muito mais aqui. _ Mas então onde estão as outras pessoas do grupo? --- perguntou Mulder. _Eles estão escondidos. Não era seguro para eles, ficarem no bar enquanto você está aqui. Há outros locais nessa cidade onde eles podem ficar. Assim que Fowley terminou de dizer essas palavras, as duas pessoas entraram na sala onde eles se encontravam, eram as pessoas que estavam no bar quando eles chegaram. _Agente Mulder. Você tem um belo plano. --- disse o homem de cabelos grisalhos _Mas precisa ser cuidadoso. --- completou a mulher. _Eu sei disso. --- disse Mulder encarando a mulher. Ele ficou imaginando se ela também não estava doente, assim como Fowley. _Meu nome é Jocelyn. --- disse ela cumprimentando Mulder com um aperto de mãos-- - E não estou doente. Mulder ficou muito surpreso, a mulher a sua frente tinha acabado de adivinhar o que ele estava pensando. _Desculpe, eu não quis ... --- Mulder tentou se desculpar mas foi interrompido pelas risadas do homem de cabelos grisalhos _Ninguém nunca está preparado para as habilidades da nossa bela Jocelyn. Ahahaha. -- - disse ele entre risadas altas e calorosas. --- Você não é o primeiro nem o último a ter essa reação de espanto. _Eu já conheci alguém que lia mentes. --- disse Mulder. --- Ele era parte alienígena. Esse é o seu caso? _Não leio mentes. Não como você imagina. --- disse ela --- Eu pude entrar na sua mente, quando toquei a sua mão. Não é algo que eu possa controlar. Acontece sempre quando toco alguém. Vejo e escuto coisas. Posso ouvir o que pensam, posso ver o que viram. _E o que você viu quando me tocou? --- perguntou Mulder espantado _Eu vi muitas coisas. Vi dúvidas, vi a confusão de suas lembranças e sua tentativa desesperada de recupera-las todas. Vi amor.... --- ela fez uma pequena pausa --- ....Scully. Mulder a encarava, ela havia penetrado na mente dele, sabia de seus medos e angústias. Aquilo o assustava. _Você viu lembranças minhas, as que eu não me lembro ainda? O meu passado? – perguntou ele _Não funciona dessa maneira. --- disse Jocelyn ---O que vejo é uma confusão de imagens, de todos os tipos e de todas as épocas de sua vida, desde sua infância até 5 minutos atrás. Mulder ficou desapontado, tinha esperanças de que ela revelasse a ele algo do seu passado que ele ainda não lembrava. _E o que você ouve? --- perguntou Mulder _Eu escuto o que você está pensando no exato momento em que toco você. Não posso saber o que você pensou antes disso. Como eu disse antes, não leio mentes. _Acho que já chega dessa conversa. Todos ficam surpresos com Jocelyn, e você já fez perguntas demais a ela.--- disse o homem --- E afinal de contas, ainda não me apresentei a você. _É mesmo. --- disse Mulder tentando esboçar um sorriso, mas ainda encarando os intrigantes olhos verdes de Jocelyn. _Meu nome é Jack. --- disse o homem num enorme sorriso estendendo a mão logo em seguida. – Não se preocupe Ag. Mulder, eu não posso entrar na sua cabeça tocando sua mão. Mulder sorriu. Apertou a mão de Jack e disse: _Prazer. Muito obrigado por vocês concordarem em me ajudar. Nesse instante Sean voltou a sala. Trazia uma xícara com um líquido quente que ainda soltava fumaça. _Vejo que vocês já se conheceram. E então Mulder, surpreso com Jocelyn? – disse ele sorrindo _Ele já a encheu de perguntas. --- disse Jack. Sean foi até onde Fowley estava sentada, ela tinha sua aparência cada vez pior. _Eu trouxe um chá. – disse ele _Você não devia gastar as ervas comigo. Já estão tão escassas, é melhor guardar para os que realmente precisam. --- disse Fowley _ Você está precisando. --- disse ele seriamente. Fowley então aceitou o chá, pegou a xícara da mão de Sean e bebeu um pouco do líquido que esta continha. _Ag. Mulder, você precisa nos contar os detalhes de seu plano. --- disse Jack. --- Precisamos nos apressar porque o tempo está contra nós. _Eu sei, mas eu preciso voltar para Washigton. Preciso falar com uns amigos que também vão me ajudar. Eles estão no meu apartamento. _Nós compreendemos, mas fique e coma conosco. Assim você nos conta os detalhes do seu plano e também descansa um pouco. --- disse Sean. Mulder aceitou, estava faminto. Nem se lembrava da última vez que comera algo. Passaram por uma porta que dava para outra sala onde havia uma mesa, já pronta, para o almoço. Mulder sentou-se junto com os outros. _Então Mulder, você acha mesmo que seu plano pode dar certo? --- Perguntou Jack se servindo. _É a minha única saída, eu preciso tentar, Jack. --- Respondeu Mulder _Mas você não acha arriscado demais? O Sindicato é muito poderoso, eles são capazes de tudo para ter o que precisam. E nós sabemos disso mais do que ninguém. _Eu sei e foi por isso que resolvi procurá-los, porque eu tenho certeza que vocês são as pessoas certas para enfrenta-los. Sei da sua luta para manter o mundo a salvo. _Mas acho que você não sabe de tudo Mulder. Vou contar-lhe um pouco mais de nossa história para que você consiga entender melhor nossas razões em querer ajuda-lo. Uma história que começa a anos atrás com o primeiro grupo a impedir a colonização e seu o líder era o John Foelker, meu pai, que morreu para salvar o mundo. E eu jurei em seu túmulo que iria continuar o que ele começou e que nunca deixaria que sua morte fosse em vão. --- Os olhos de Jack passavam por todos à mesa. --- Eu estava cumprindo minha promessa até o Sindicato aparecer e recomeçar as negociações com Eles. Tentei impedi-los, em nome do meu pai. Mas falhei e o resto você já deve saber, Mulder... _Sim, eu sei, Jack...--- Mulder ficou impressionado com o que acabará de ouvir.---E a minha história começa onde termina a sua,também com meu pai e com Samantha, a irmã que eu perdi... _ Mulder, eu conheço sua história e sei que perdeu muito por culpa da verdade, mas saiba que você não foi o único...---Jack fixou seu olhar num ponto qualquer da sala.---Muita gente perdeu muita coisa...Uns perderam a vida e outros, com eu, perderam o que mais prezavam...a família. --- Jack piscou como quem acorda de um sonho e olhou ternamente para Sean. --- Sean, meu filho mais velho... ---Disse ele tocando no ombro do filho, seus olhos se encheram de lágrimas.--- foi o único que conseguiu resistir aos ataques.--- Jack e Sean se olharam por uns segundos Sean chegou esboçar um leve sorriso, mas Jack continuou com seu semblante sério e sereno olhando o filho. Sean olhou para Mulder e continuou. _E anos depois, não estando satisfeitos com o mal que nos fizeram, eles me levaram e, por dois anos, me mantiveram sob testes como fizeram com Diana.--- Sean desviou seu olhar para Fowley que estava sentada ao seu lado. Diana olhou para Mulder e disse: _Quando fizeram os primeiros testes em mim, Sean já estava lá há muito tempo. --- Fowley estava com um olhar triste --- Ele me ajudou a enfrentar as dificuldades e foi graças a Jack e aos outros que consegui mos sair daquele lugar pavoroso. _Nós descobrimos onde Sean estava sendo mantido e fomos até lá resgata-lo. Neste dia conhecemos Diana e ela nos contou sobre você e nos pediu ajuda. --- Disse Jack _Você já havia roubado o disquete Diana? --- perguntou Mulder _Não, eu o roubei no dia em que nós fugimos. Sean disse que iria me ajudar, e me disse que estavam vindo resgata-lo. Então nós conseguimos fugir de nossas celas e fomos até o computador central. Copiei todas as informações em um disquete e depois destruí o computador e tudo que eles tinham sobre a vacina e o vírus. --- disse Fowley _Foi muito difícil resgatarmos os dois pois eles não estavam nas celas como os nossos espiões haviam dito. Até encontra-los perdemos muitos homens, mas no final conseguimos cumprir nosso objetivo. --- disse Jack _Mas por que vocês não ficaram com o disquete e o destruíram? --- perguntou Mulder intrigado _Por que sabíamos que eles fariam outra vacina. Sabíamos que não podíamos destruir as informações e apenas retardar a colonização. E se destruíssemos o disquete isso iria acontecer. --- disse Sean com convicção. --- Nosso objetivo, ao roubar aquelas informações, era conseguir a cura para aqueles que passaram por testes e expor os planos do sindicato. Sabíamos que você não permitiria que o disquete caísse em mãos erradas e que você faria de tudo para expor o plano deles, por isso resolvemos deixar Diana enviar o disquete para você, infelizmente não prevíamos que eles pudessem seqüestrar sua parceira e Lucy. _Infelizmente isso aconteceu. --- disse Mulder com tristeza. Nesse momento Jocelyn se levantou e saiu da sala. _O que houve com ela? --- perguntou Mulder _Não se preocupe, ela sempre faz isso. Fica calada a refeição inteira e quando termina sai sem avisar. É o jeito dela. --- disse Jack olhando para a porta pela qual Jocelyn havia saído. Continuaram a refeição em silêncio, todos com suas próprias preocupações. Mulder não parava de pensar em Scully, sentia um aperto no coração, como se algo de muito ruim estivesse acontecendo a ela. Após alguns minutos aquela sensação havia aumentado e ele já começava a ficar inquieto. Não queria mais comer, se levantou e foi em direção ao salão do bar, queria ficar sozinho. Ao sentar em uma das mesas Mulder percebeu que não estava sozinho ali. Avistou Jocelyn sentada no outro lado do salão, ela parecia bastante preocupada. Mulder então decidiu ir conversar com ela. Olá. --- disse ele sentando-se ao lado dela. --- Você não falou muito durante o almoço. Está preocupada com algo? Jocelyn o encarou por um momento. _Vocês é que falam demais. --- disse ela. _Eles me contaram suas histórias, seus passados. Você não falou nada sobre você. Por que? Gostaria muito de saber mais sobre você. --- disse Mulder calmamente _Não falo sobre mim. --- respondeu ela secamente _Você não acha isso injusto? --- perguntou Mulder _Injusto? O que você quer dizer com isso? _Você pode entrar na mente das pessoas, pode ouvir o que pensam, pode conhecer até os seus mais íntimos segredos, mas não permite que conheçamos nem se quer um pouco sobre você. _Você não tem o direito de falar isso. Eu não pedi para ter esses poderes. Se você quer saber eu os odeio, odeio ser assim...ser anormal. --- disse Jocelyn furiosa _Desculpe, eu não quis ofender você. Mas não acho que você seja anormal, você tem um dom não uma maldição. _Você diz isso porque não sabe como é ser assim. Não sabe como é horrível, cada vez que você toca em alguém, ver imagens e ouvir pensamentos. As pessoas que sabiam dos meus poderes, antes de eu encontrar Jack, tinham medo de mim, me evitavam, me tratavam como um bicho. – Jocelyn tinha a voz cheia de rancor. _Eu sinto muito. Mas não acho que você deva encarar seus poderes dessa maneira. Assim você está agindo como essas pessoas que te tratavam mal. --- disse Mulder encarando-a _Você não entende. --- disse Jocelyn com um ar distante _Então me faça entender. Conte-me sobre você. Como você conseguiu estes poderes? Você os tem desde que nasceu? --- Mulder queria ajudar aquela mulher a sua frente. Ela parecia tão magoada e ferida. Ele queria entende-la, não sabia por que, mas precisava ajudar Jocelyn. _Meu passado só interessa a mim. --- disse Jocelyn se levantando e indo embora em seguida. Mulder a observou ir embora sem dizer nada. Ele podia perceber que Jocelyn sofrera muito por causa de seus poderes, que carregava uma imensa tristeza em si. Tinha pena dela. Tão bonita e tão ferida. Logo em seguida Mulder foi ao encontro dos outros. _Devo ir, preciso falar com meus amigos, eles irão nos ajudar. --- Disse Mulder ao avistar Jack. _Diana ficará conosco, ela está muito fraca para fazer a viajem de volta. --- Disse Sean _Também acho melhor ela ficar. Diana já se arriscou muito me trazendo aqui. --- disse Mulder _Você precisa tomar cuidado. Eles estão atrás de você e vão fazer de tudo para conseguir o disquete. --- disse Jack _Sei disso. --- disse Mulder pensativo _Mulder, leve esse celular. Assim você vai poder falar conosco . Não se preocupe, a linha é segura, mas você só poderá fazer uma ligação apenas. --- disse Sean _Entendi, entro em contato assim que chegar em Washigton. --- disse Mulder indo em direção a saída do Salvation Bar's. Jocelyn o viu ir embora de longe. Tinha lágrimas nos olhos. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXLEMBRANÇAS PARTE 2XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX APTO DE MULDER Horas depois Mulder estava exausto, fazia dias que não dormia direito. Ao abrir a porta de seu aptº tomou um susto, o lugar estava todo revirado, livros, papéis, pastas, tudo jogado no chão. Sua mesa totalmente desarrumada, o quarto mais ainda. Mulder ficou sem reação por um tempo, depois lembrou-se de que quando havia saído os pistoleiros estavam lá, com o disquete. O que teria acontecido? Alguém poderia ter entrado e...Mulder não queria nem pensar nessa possibilidade. _Como vai, Mulder? --- Disse alguém sentado no escuro da sala. Mulder acendeu a luz do lugar e viu um homem com cigarro nos lábios sorrindo cinicamente. _Quem é você? O que você está fazendo aqui?--- Perguntou Mulder assustado _Seu tempo está acabando. --- Disse o Canceroso sem tirar o cigarro dos lábios. _E você veio aqui para me dizer isso seu desgraçado? _Calma! É claro que não, eu não vim aqui só para isso, Mulder --- Canceroso tirou o cigarro da boca e falou soltando a fumaça. --- Eu vim aqui para dizer que sua parceira foi infectada e que morrerá daqui a uma semana, só queria que você soubesse...para ajudar na sua decisão. Mulder tomado pelo ódio agarrou o Canceroso pela camisa e jogou contra a parede _Quem é você seu desgraçado? _Ora, você não se lembra de mim? --- disse o Canceroso ironicamente _Eu devia... ---- Mulder foi interrompido antes de terminar _ Não seja idiota Mulder! Pense muito bem no que vai fazer, mas se realmente o que você quer é me matar, então o faça. Me mate e mate sua parceira junto comigo! Mulder então soltou o fumante e se afastou dele. Sentia-se totalmente incapaz. _Pelo menos você não esqueceu do seu bom senso. --- disse o fumacinha --- Já fiz o que tinha que fazer aqui. A decisão é sua, meu filho. --- Depois disso ele foi embora, deixando Mulder com seus terríveis pensamentos. CONTINUA.... E então, o que vocês acharam??? Por favor não esqueça de mandar feedbacks. Esperem pela continuação. Prometo que vai ser bem interessante. Bjos Lora