DISCLAIMER: OS PERSONAGENS DESTA FANFICTION PERTENCEM A SEUS CRIADORES E NÃO HÁ NENHUMA INTENÇÃO DA AUTORA EM OBTER LUCRO COM ELA QUE DESTINA-SE APENAS À DIVERSÃO DOS FÃS. CATEGORIA: SHIPPER, IMPRÓPRIA PARA MENORES DE 16 ANOS. AUTORA: SILVIA PENHALBEL e-mail: silviapenhalbel@uol.com.br NOTA: EU BEM QUE TENTEI ESCREVER UMA FIC NC-17 A PEDIDO DA MINHA AMIGA KÉSSIA NINA MAS INFELIZMENTE NÃO FOI DESTA VEZ. MESMO ASSIM, SE VOCÊ NÃO SE SENTE BEM COM CENAS MAIS SENSUAIS É MELHOR NÃO LER ESTA HISTÓRIA. NÃO TEM NADA GRÁFICO, MAS AS DESCRIÇÕES NÃO DEIXAM NADA SUBENTENDIDO. DE QUALQUER MODO KES, ESTA FIC É DEDICADA AVOCÊ. CONTINUE TORCENDO POR MIM. SINOPSE: O QUE ACONTECEU DEPOIS QUE SCULLY VOLTOU DE SUA "AVENTURA" COM O CANCEROSO? COMO MULDER REAGIU DIANTE DAS EXPLICAÇÕES DE SUA PARCEIRA? INIMIGOS A porta foi aberta ruidosamente. Ele não conseguia se acalmar. Durante todo o trajeto de volta do falso escritório, ele tentara encontrar respostas lógicas e racionais para as atitudes recentes de sua parceira e não conseguia. Parecia piada, Dana Scully agindo por instinto enquanto que ele, Fox Mulder tentava ser racional e lógico. Deus! Isso não estava acontecendo. E sua parceira não estava ajudando em nada com suas explicações desencontradas. Só o estavam irritando ainda mais. Mulder tirou a jaqueta de couro e jogou-se no sofá cobrindo o rosto com as mãos. Escutou a porta ser fechada devagar e trancada. Ele teria preferido que ela fosse embora mas Scully parecia fazer questão de se justificar a todo momento. Os passos delicados se aproximaram e o sofá afundou ao seu lado quando ela se sentou. Como uma mola, ele levantou-se, irritado com a proximidade dela. _ Mulder...precisamos conversar. Ele parou na entrada da sala, apoiando as mãos nos dois lados do batente, de costas para ela. _ Mulder... _ É melhor você ir para seu apartamento Scully. _ Precisamos conversar e precisa ser agora! Ele voltou-se para ela, a raiva estampada em seu rosto mas eram seus olhos que a machucavam mais pois expressavam uma profunda tristeza. _ Eu não tenho nada para conversar com você Scully. Você já me disse tudo o que podia ser dito. Vá embora, por favor. Ela respirou fundo e levantou-se aproximando-se dele. _ Mulder, eu sei que agi de maneira estranha. Sei que está magoado por que menti para você mas acredite... _Acreditar?_ Ele se voltou bruscamente fazendo-a dar um passo para trás assustada. _ Eu sempre acreditei em você Scully. Sempre confiei cegamente em você. Você mentiu para mim. E mentiu para poder ajudar aquele homem. Nosso pior inimigo. _ Não! Eu não o ajudei! Eu acreditava que estava ajudando nossa causa, Mulder . Acreditava sinceramente que poderia encontrar algo que finalmente encerrasse nossa busca pela verdade. _ Mentira Scully. Você foi com ele pela chance de conseguir o poder de curar todas as doenças do mundo. Em sua arrogância você achou que poderia ser a salvadora do mundo. Mas esqueceu-se de que estava lidando com um homem que mentiu e enganou as pessoas durante toda sua vida. Por que ele mudaria justamente agora? Ela olhou-o nos olhos por mais dor que isso lhe causasse. Ver tanta mágoa nos olhos verdes a deixava desolada e perdida. _ Mulder, não é nada disso! Eu fui com ele por que queria descobrir os planos dele. Mas também porque senti que ele estava sendo sincero. Eu não posso ter me enganado desta maneira com ele. Não desta vez. Ele está morrendo Mulder. Eu acreditei sinceramente que ele poderia ter mudado. Ela virou de costas para que ele não visse as lágrimas que teimavam em subir a seus olhos. No fundo ela sabia que merecia a raiva dele. Havia sido muito idiota e ingênua achando que ele seria honesto com ela. Na verdade, ela quisera acreditar em tudo o que havia dito. Ela enganara a si própria e agora estava tentando convencer seu parceiro de algo que nem mesmo ela acreditava mais. Mulder afastou-se dela mas Scully estava decidida fazê-lo entender seu ponto de vista e segurou-o pelo braço obrigando-o a encará-la. _ Você precisa me ouvir. Precisa entender minha atitude. Eu não traí você! Eu precisava ..... Mulder afastou a mão dela com um gesto brusco e segurou - lhe os dois braços enquanto a encarava com hostilidade. _ Você insiste tanto que não me traiu Scully mas não me contou o que estava acontecendo enquanto foi procurada por aquele homem. Ela baixou os olhos e não respondeu. Ele a sacudiu furioso. _ Se você não pode confiar em mim, como quer que eu confie em você? _ Mulder, você está me machucando.... Ele a soltou de repente e ela quase caiu no chão. _ Talvez você prefira ficar com seu novo amiguinho. Eu não sou uma boa companhia no estado em que estou. Vá embora Scully, me deixe sozinho. Mas ela não estava disposta a desistir. A amizade e a confiança deles no podia ser destruída daquela maneira. _ Não Mulder, eu não vou embora. Não até você se acalmar e entender minha posição. Não até voltarmos a ser parceiros como éramos antes disso acontecer. Ele respirou fundo e a encarou. _ Não voltará a ser como antes, você não percebe? Não percebe o que fez? Você tem idéia do quanto eu fiquei desesperado com a possibilidade de você ser morta nas mãos daquele crápula? Eu morreria se alguma coisa acontecesse com você. Scully o encarou incrédula. De repente a verdade dos fatos a atingiu como um raio. Mulder ficara aterrorizado com a hipótese de perdê-la e externava seu medo em forma de raiva. Deus! O que ela poderia fazer para apagar dos olhos dele aquela mágoa toda? _ Mulder, isso não é justo! Quantas vezes você fez a mesma coisa comigo? Quantas vezes você me deixou sozinha, sem notícias suas, me fazendo correr desesperada de um lado para outro tentando ajudá-lo? Quantas vezes você me deixou para seguir as mentiras que Diana Fowley contava para você? Foi preciso você quase morrer para descobrir quem ela era de verdade. Ela a olhou com raiva. _ Você acha que enumerando minhas faltas vai diminuir seu próprio erro... _ Não Mulder, não estou me justificando e sim mostrando a você que eu também já fui magoada e perdoei você. Porque você me trata e maneira diferente? _ Scully, pela última vez, eu preciso ficar sozinho, vá embora. Ela começou a se irritar com ele. _ Mulder eu não vou aceitar essa sua atitude imatura. Ele a olhou espantado _ Imaturo? Então me preocupar com você é imaturidade? _ Você não está preocupado comigo Mulder, está tentando fazer - me sentir culpada com o único propósito de me punir para poder se sentir melhor! Mulder deu um passo e agarrou-a novamente pelos braços. _ Acha então que não me importo com o que acontece com você? Meu Deus, Scully! Eu quase morri de desespero tentando encontrar você quando descobri que estava com aquele canalha! Acha mesmo que não me importo? Se eu o encontrasse agora seria capaz de matá-lo por ter usado você daquela maneira! Mas você não consegue entender isso. Você detesta ter que admitir que está errada e não vai reconhecer seu erro na minha frente nem que o inferno congele! Ele apertava seus braços com força mas ela recusou-se a admitir que ele a machucava. Na verdade estava apreciando a dor pois lhe dava um motivo para poder agredi-lo sem remorso. _ Eu não errei Mulder, agi por conta própria só isso. Sabia dos riscos e decidi assumi-los e não tenho que dar satisfações de minhas ações para você nem para ninguém! O que pensou que eu faria? Que pediria sua permissão? Eu não preciso de sua autorização para tomar decisões Mulder! _ Quando estas decisões envolvem a minha pessoa você precisa sim! _ E o que você tinha a ver com este caso? Nada! Não havia nada lá para você Mulder! Ele a puxou para mais perto de seu corpo e percebeu que a machucava. Percebeu também a obstinação dela em não deixar transparecer a dor. Droga! Porque ela tinha que ser sempre tão forte? Tão auto suficiente? E por que diabos ela não admitia que errara em seguir aquele homem maldito? Eles estavam tão próximos que Scully podia sentir sua respiração em seu rosto. Seus braços doíam com a força das mãos dele e um alarme em seu cérebro começou a soar avisando que ele estava bem próximo de perder o controle. _ Mulder, me solta, me solta agora ! Ele apertou seus braços com mais força até que ela gemeu de dor. _ Eu a mandei embora Scully mas você preferiu ficar. Agora vai ter que agüentar as conseqüências. Ela começou a responder mas não houve tempo. Mulder tomou sua boca com violência, abraçando-a com força mantendo o corpo pequeno colado ao seu. Não era um beijo gentil. Ele pretendia humilhá-la, machucá-la e Scully se debateu tentando se soltar mas foi inútil. Ele não iria parar, ela sabia disso e quase entrou em pânico por um instante. Então ela percebeu que ele estava fazendo exatamente o que ela vinha desejando há tanto tempo. Ela a estava beijando. Beijando de verdade, com um homem deve beijar sua mulher. Com paixão. Não se comparava àquele beijo casto e delicado que eles haviam trocado no Ano Novo e a deixara verdadeiramente desapontada. Ela parou de resistir e permitiu a carícia violenta até que ele separou suas bocas ofegante. Mulder esperava um tapa, um grito indignado ou mesmo um olhar gélido de ódio mas nada disso aconteceu. Ela o encarou impassível por alguns segundos e então, para surpresa total dele, agarrou-se a seu pescoço e o beijou com paixão. Ele hesitou apenas um instante, logo a abraçava novamente esquecido de todas as razões que tinha para se manter afastado dela. Ele sabia que não deveriam estar fazendo isso mas o calor do corpo dela colado ao seu o fazia arder de desejo. Um desejo que ele sentia há muito tempo mas que procurava ignorar. Há tempos ele descobrira que o sarcasmo era um bom remédio para manter este desejo afastado. Desta vez, ele encontrara consolo na raiva. Mas naquele momento ele sentia a raiva se desfazer em um desejo incontrolável que dominava seu corpo e sua mente afastando qualquer pensamento lógico e racional que ele poderia vir a ter em uma situação como aquela. Scully só percebeu que ele a carregara até o sofá quando sentiu o couro macio afundar com seu peso. Ela já não raciocinava mais, apenas queria sentir o calor dele junto a si. Ele a encarou sério, como que pedindo sua aprovação para continuar e ela sorriu puxando sua cabeça a seu encontro beijando-o novamente mas desta vez com delicadeza. _ Mulder, tem certeza de que quer fazer isso? O semblante dele relaxou e ele riu. _ Não seria eu quem deveria fazer esta pergunta Scully? _ Ainda está com raiva pelo que eu fiz? _ Não quero falar sobre isso, não agora. _Mas precisamos. Não quero que faça amor comigo se sentindo assim. _ Scully, eu não faria isso. Não estou com raiva de você mas ainda vamos conversar sobre isso mais tarde. Ela sorriu maliciosa _ Bem mais tarde? _ Bem mais tarde_ ele repetiu antes de voltar a beijá-la enquanto suas mãos abriam impacientes, os botões da blusa que ela usava. Para Scully, o mundo poderia ter parado de girar que não importaria. Ela não saberia dizer quando e como havia ficado nua sob o corpo dele. Sabia apenas que estava adorando ser tocada por ele daquela maneira, com uma paixão quase reverente e ao mesmo tempo exigente e possessiva. Teria que acontecer um dia, ela sabia disso e havia sido preciso uma briga entre eles para desencadear esse desejo enlouquecedor que tomava conta dos dois nesse momento. A sala escura do pequeno apartamento já presenciara entre aquele casal, momentos de alegria, de tristeza, demonstrações de amizade, carinho e confiança mas naquele momento, era testemunha de uma entrega incondicional e completa. O silêncio era quebrado apenas pelos sussurros e suspiros que escapavam de suas bocas enquanto seus corpos se uniam em um crescente de paixão que culminou em uma explosão de prazer tão grande que nem mesmo eles acreditavam que estava acontecendo. Horas depois ela sorria adormecida nos braços dele que permanecera acordado, apenas observando-a dormir. Com o indicador, ele traçava suavemente o contorno do rosto delicado feliz por tê-la ali consigo. Todas as mágoas esquecidas. Scully provara, de maneira indubitável, que ele era importante para ela e isso bastava. Seu dedo continuava a exploração do rosto e pescoço, descendo para o colo alvo até que ela acordou sorrindo, com um convite explícito nos olhos azuis. Convite que ele não recusou. E a sala escura continuava como testemunha muda daquela paixão há tanto tempo represada que agora se despejava em ondas avassaladoras sobre os corpos dos amantes apaixonados.