Título: Infinita Highway Autora: Nanda Starbuck Disclaimer: Fox Mulder, Dana Scully e todos os personagens pertecentes a AX, pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Categoria: Shipper/Mitológica (Mas tem de tudo, inclusive muito Angst) Classificação: Tem uma parte NC-17, mas é leve. Spoilers: Tentei não usar muitos spoilers, mas aproveitei alguns sobre a nona temporada. Também usei inumeras informações de todas as temporadas de AX. Nota da Autora: O título, além de ser o nome de uma música dos Engenheiros do Hawaíí, que todos sabem que amo, é a definição perfeita da busca de Mulder. "Highway" quer dizer estrada, rodovia. Uma infinita estrada percorrida atrás da verdade. Vamos ver o que Mulder encontrou "numa das curvas da Highway". Feedback: Sempre! Mesmo que vc tenha odiado, me fale o que achou. INFINITA HIGHWAY Apartamento de Scully 8h p.m. "A Verdade ambos sabemos." Certamente Scully jamais se esqueceria dessa frase, ainda mais porque ela havia sido dita por Mulder. Tanto tempo correndo atrás da Verdade, com "V" maiúsculo mesmo, para no final descobrir que eles já a conheciam a muito tempo. Tantos perigos que enfrentaram, tanto sofrimento por que passaram... Talvez não só soubessem a verdade, também sabiam da coragem, da determinação e da inteligência que possuiam. "É o nosso amor." Pensou Scully finalmente, quando se deu conta da verdade a qual Mulder tinha se referido, enquanto amamentava o pequeno William. Tentava não pensar muito sobre o que ele representava, mas isso era quase impossível. Na realidade, seu coração só se importava em dedicar o máximo de amor ao filho, o verdadeiro milagre, e talvez a recompensa por tanto sofrimento. Scully foi interrompida de suas divagações quando ouviu a fechadura da porta se abrindo. Quase sem fazer barulho, Mulder entrou e contemplou com um sorriso a imagem da bela mulher a sua frente, amamentando seu filho. "Pensei que você não viria mais." Scully sorria e seus olhos irradiavam felicidade. "Eu não posso ficar muito tempo." A tristeza tomou conta da face de Mulder. "Mulder, você não pode ir embora. Não agora. Nós já conversamos sobre isso, analisamos todos os riscos e tínhamos decidido que íamos continuar lutando. Você não pode nos abandonar agora." Mulder estava quase sem fala. Ele se sentia um desertor. Abandonar a mulher que amava, com seu filho nos braços, não era uma decisão fácil. Os olhos de Scully seguravam algumas lágrimas e ela se levantou para colocar o filho no berço. Caminhou para o quarto da criança e foi seguida por Mulder. Um silêncio desconfortável foi partilhado por eles, até que Mulder o quebrou. "Ele é tão lindo... tão frágil." E olhava insistentemente para dentro do berço. Scully não disse uma palavra, só permitiu que as lágrimas descessem por sua face alva. Mulder percebeu a respiração entrecortada da parceira e a tomou nos braços, aninhando-a junto ao seu peito. Ele sabia que aquela não era uma situação agradável e ambos estavam sofrendo muito pela tensão do momento. "Scully, me escuta. Se eu ficar, vou colocar a vida de vocês em risco. Eu não posso fazer isso. Se eu perder vocês, eu não sei o que seria de mim. Eu vou embora porque te amo... e amo meu filho também." Era a primeira vez que Mulder se referia a William como "seu filho". Scully o encarrou, com os olhos azuis brilhando pelas lágrimas. "Tem certeza que não tem outra solução?" ela perguntou esperando uma resposta animadora. Em vez de respondê-la verbalmente, Mulder a beijou, com paixão e urgência, como se aquele fosse o último momento que passaria com ela. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Scully Manhã seguinte "Eu te amo." Disse Scully com um sorisso forçado na face triste. "Eu volto. Eu juro que eu volto. Vou conseguir descobrir tudo, Scully. Vou fazer valer a pena tudo que nós passamos. Eu te amo." Um beijo apaixonado selou as juras de amor. "Você sabe onde me encontrar." Mulder disse antes de dar um beijo na testa do filho, que dormia calmamente nos braços da mãe. Antes de virar as costas, Mulder ainda passou a mão no rosto de Scully, tirando uma mecha de cabelo que insistia em cair sobre seu olhos. Um olhar profundo ainda foi compartilhado pelos dois. Mulder saiu e deixou Scully só, chorando com seu filho nos braços. O garoto pareceu sentir a dor e o desespero da mãe e acordou, chorando também. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FBI Headquerters Uma semana depois Doggett era realmente um agente exemplar. Chegava sempre cedo ao Bureau e não reclamava da quantidade de trabalho. Com Scully de licença-maternidade, o trabalho tinha sobrado todo para ele, mas ele não ligava. Trabalhar era um modo de se desligar das batalhas internas que travava com seu coração e sua cabeça. Folheava uns arquivos pendentes quando algum bateu na porta. "Quem é?" perguntou sem levantar os olhos do papel. "Sou eu, Jonh. Mônica." Respondeu a agente Mônica Reyes Ela não esperou a permissão para entrar e abriu a porta. "O que faz aqui?" perguntou ele secamente. "Fui designada para trabalhar com você." Ela respondeu. Doggett estava confuso. Claro que gostava de Mônica, mas não sabia até que ponto a convivência diária deles influenciaria na amizade. 'E Scully?' seu pensamento deu um voô, indo parar nas indagações sobre o destino da parceira. Mônica pareceu ler seu pensamentos e respondeu. "Ela vai voltar, Jonh. É só por um tempo." "Mas... você foi designada ou..." "Pedi esse cargo. Na verdade, foi uma sugestão que o Agente Mulder me fez um tempo atrás. Ele disse que tinha uma vaga nesse escritório e que eu deveria me candidatar. Segui seu conselho, só isso." "E Nova Orleans? Você ainda não tinha sido transferida para D.C." "Meu pedido de transferência foi promulgado ontem. Agora estou definitivamente em Washington. Eu prometo que vou fazer o melhor trabalho que eu puder, Jonh. Com sua ajuda, é claro." Doggett forçou um sorriso. Não por estar desapontado, mas por estar com dificuldades para digerir tudo, e completou: "Aprecio sua vontade de trabalhar, Mônica, porque nós vamos começar agora mesmo. Já temos um caso." XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Mulder 3h p.m. Scully embalava alguns objetos pessoais de Mulder e os ajeitava carinhosamente em uma caixa de papelão. Eram apenas alguns papéis, poucas fotos e até alguns cards e flâmulas de times de basquete e baseball. Scully sorriu quando viu uma bola de baseball, feita de um certo couro de cavalo que já mostrava sinais de envelhecimento. William repousava calmamente sobre a cama, cercado por macios travesseiros, parecia sorrir para algo que Scully não conseguiu identificar o que era. Talvez fosse só uma brincadeirinha de bebê... ou não. Definitivamente Scully não queria pensar nessa possibilidade. Um dos objetos chamou sua atenção. Era um diário de menina, que ela tinha a nítida sensação de já ter visto antes. "O diário de Samantha." Ela reconheceu. Abriu e começou a reler os trechos finais, que Mulder já havia lido para ela. Um aperto no coração surgiu naquela hora e ela percebeu um fato curioso: Mulder havia continuado a escrever no diário da irmã. A data era da noite em que ele solucionou o caso da sua irmã e viu o fantasma dela na floresta. Embora envergonhada pela indescrição, mesmo que ela e Mulder não tivessem mais segredos um para o outro, decidiu ler. Assim começava: "Hoje estou livre. Ou acho que estou, não sei ao certo. Tantos anos com a esperança de achar minha irmã viva e quando finalmente chego perto da verdade, descubro que tudo foi em vão. Encontro minha irmã morta. Não posso tê-la ao meu lado, não posso viver o que idealizei durante toda a minha vida. Quantos natais ao lado dela eu planejei? Talvez venha daí a minha aversão a tal festividade. A única coisa que me conforta é saber que ela está em paz. Seu espírito está feliz e realmente livre. Depois de tanto sofrimento, ela conseguiu enfim a libertação." Os olhos de Scully estavam menos resistentes às lágrimas ultimamente. Talvez foi a maternidade que desequilibrou seus hormônios e por isso ela estava tão vulnerável. Saltou algumas páginas e foi para a última em que encontrou algo escrito. Ela datava da noite anterior ao dia que ele tinha partido. Enxugou os olhos e leu calmamente. "Pensei que minha vida não tinha muitos objetivos. Na verdade, ela só tinha um: revelar a verdade. Acho que nem eu sei qual verdade eu queria revelar. Queria não, ainda quero, mas não sei como. E se eu conseguisse provas o suficiente para provar ao mundo todas as minhas palavras, como eu o faria? Não sei. Estou tão determinado que vou começar a pensar nisso. Tenho certeza que agora vou fazer minha busca valer a pena. Minha não, nossa busca. Scully, você escreveu para mim em seu diário uma vez e agora estou fazendo o mesmo. Se um dia você ler estas páginas saberá que eu fui embora porque não podia arriscar sua vida e do nosso filho. Se eu não conseguir me manter vivo, pelo menos morrerei em paz sabendo que você e ele estarão a salvo. Me perdoe se eu não conseguir, entenda que se eu falhar a culpa será só minha e de mais ninguém. Quando ele crescer, ensine que teimosia não é uma virtude e não deixe que ele cometa os mesmo erros que cometi. Não sei se essa minha decisão é um erro ou um acerto, mas vou fazer de tudo para descobrir. Eu te amo, Scully. E amo o William, nosso filho. Amo vocês dois, para sempre, aconteça o que acontecer." O desespero tomou conta de Scully. "Ele não vai voltar." Foi a única coisa que seu cérebro assimilou e foi a única coisa que conseguiu balbuciar entre os soluços do seu choro. Deixou o diário cair das mãos, se levantou bruscamente e foi em direção a cama. William dormia. Ela o tomou nos braços e saiu. Ainda chorando, bateu a porta do apartamento e foi embora com o filho e com o diário. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Casa de Margaret Scully Baltimore, Maryland 5h p.m. "Oi, Dana. Veio trazer meu netinho querido para visitar a avó mais coruja do mundo?" Margaret Scully pegou William dos braços de Scully e começou a brincar com ele, não reparando nos olhos inchados de Scully. "Pode cuidar dele pra mim hoje, mãe?" Scully perguntou sem sair da porta. Margaret percebeu a presença da filha e olhou para ela. "Por que?" perguntou já percebendo que a filha não estava bem. "Eu preciso sair, mãe, e não posso levá- lo." A mãe de Dana ficou em silêncio algum tempo esperando que a filha lhe contasse o que estava acontecendo, mas Scully não fez menção nunhuma de falar uma só palavra. "Tudo bem, Dana. Não se preocupe, eu cuido dele com o maior prazer." Scully deu dois passos a frente e alcançou o filho. Deu-lhe um demorado beijo na testa e passou a mão suavemente pelas bochechas rosadas do bebê e fitou- lhe por alguns instantes. Talvez a característica de William que mais se assemelhava à Scully fosse o olhar. O garoto puxou os expressivos e penetrantes olhos azuis da mãe e retribui seu o olhar dela, como se estivesse entendo o que estava escrito neles. Scully deu também um beijo na mãe e saiu. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FBI Headquarters Mesmo dia "Ainda não entendi, Jonh. Você quer que eu identifique cada uma das pessoas que estava naquela casa no dia do nascimento do bebê da Scully?" Reyes estava confusa. "Basicamente, é isso. Mônica, nós não sabemos o que eles queriam e a segurança da Scully e do seu filho estão em nossas mãos." Jonh foi em direção aos arquivos e ficou a remexer algumas pastas. Mônica se levantou ainda confusa e começou a gesticular nervosamente pelo apertado escritório do porão. "Pense bem, Jonh. Se eles quisessem fazer algum mal à ela ou ao bebê teriam feito naquele dia, mas não. Eles foram embora totalmente indiferentes a situação. Além do mais, eu dificilmente vou lembrar de algum rosto." "Não 'sentiu' nada lá?" perguntou Doggett quase que ironicamente. "Senti. A alegria da Scully em ter seu filho nos braços." "Isso é bom. Temos que garantir que ele continue nos braços dela." Os dois ficaram se encarando por um tempo e decidiram deixar aquele assunto de lado, pelo menos por enquanto. Seria melhor para os dois e para Scully. Não seria nada bom para ela reviver aqueles momentos de angústia. O olhar profundo que trocaram selou o pacto silencioso de proteger Scully até que algo acontecesse e então agir. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FBI Headquarters Sala do Skinner O prédio do Bureau estava pouco movimentado naquele dia e Scully chegou a sala do diretor-assistente sem cruzar com muitos agentes, o que foi um alívio para ela, que não estava a fim de ver ninguém. Não viu a secretária na mesa da ante-sala e foi logo entrando no gabinete de Skinner. Encontrou-o sentado, lendo alguns papéis. Ele de fato assustou-se ao vê-la, ainda mais porque ela se encontrava em um estado de nervos bastante exaltados. "Ele mentiu pra mim. Mentiu pra nós. Ele não vai voltar." Scully disse em meio ao choro. "Foi melhor assim, Scully. Melhor pra ele, pra você e para o seu bebê." Skinner respondeu levantando os olhos do papel. "Você sabia?" O choque da revelação podia ser notado no rosto de Scully. "Traição, mentiras, jogos. É tudo que me rodeia, só isso. Eu não aguento mais não poder confiar em ninguém!" Scully estava muito exaltada. "Acalme-se, Dana. Eu vou te contar tudo se você prometer se acalmar. Tudo bem agora?" Ela assentiu com a cabeça e tentou se portar da forma que Skinner pedira. "Scully, em primeiro lugar, ninguém mentiu pra você. Nós só te poupamos e ao seu filho também. Dana, o Mulder seria incapaz de mentir pra você a menos que fosse para o seu próprio bem. "Isso não justifica ele ter me abandonado." O ressentimento era notado na voz da agente. "E ter abandonado o filho dele." Scully completou. "Antes de ter transmitir o que o Mulder me disse, você vai ter que fazer um juramento, para o bem do Mulder, o seu e o do seu filho." "Juro o que você quiser, desde que você me fale onde ele está." "Isso não posso lhe dizer porque não sei. Scully, a determinação do Mulder em achar a Verdade foi o que o levou a ir embora. Ele deve ter lhe dito que estaria por perto, mas isso foi pra te proteger. Ele irá até o fim do mundo se achar necessário, você o conhece. Ele me disse que não poderia arriscar sua vida e a do seu filho levando vocês junto com ele, até porque ele não sabe pra onde está indo." Scully ouvia atenta tudo que o diretor assistente lhe falava, mas não conseguia conter as lágrimas que rolavam incessantemente pela face rosada. Skinner completou: "Ele sabe se cuidar e vai fazer tudo para voltar para vocês. Volte pra casa, cuide do seu filho e deixe que do resto nós cuidamos. É o melhor que você tem a fazer." Scully ficou muda por alguns instantes e quando Skinner achou que ela finalmente havia se acalmado e entendido tudo que ele havia dito, ela teve um rompante. "Não!" gritou. "Ele não sabe se cuidar. Ele não vai ficar sozinho. Eu vou com ele até o fim do mundo." Scully saiu furiosamente da sala e ignorou o chamados de Skinner para que ela voltasse. Entrou no elevador e foi em direção ao porão. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FBI Headquarters Escritório dos Arquivos X Reyes tinha saído há alguns minutos e Doggett ficou organizando alguns relatórios no computador. Poderia ter ido para casa, já que Skinner havia falado que ele poderia terminar os relatórios atrasados em casa, mas ele preferiu ficar. Parecia que algo estava sempre o prendendo aquele porão. É como que se ele saísse por um momento, os Arquivos X acabariam e ele sabia que deveria manter aquele escritório, para fazer valer os esforços de Mulder e Scully. Foi interrompido de suas divagações pelos passos rápido no corredor. "Scully!" Exclamou surpreso quando viu a parceira entrar na sala. "Oi." Ela disse simplemente e entrou na sala, atenta a todos os objetos, como se estivesse conferindo se eles estavam todos no lugar. "O que faz aqui?" Doggett não queira forçar a barra, mas desejava saber o motivo pelo qual Scully tinha retornado ao FBI. "Eu preciso encontrá-lo, Agente Doggett. Eu tenho que encontrá-lo." Scully disse enquanto remexia uma gaveta da antiga mesa de Mulder. "Encontrar quem?" Doggett definitivamente não estava entendendo nada. "Mulder." respondeu taxativa. Doggett ficou a olhar para a parceira que parecia ter achado o que procurava, uma chave, talvez de algum móvel, ele não sabia ao certo. Sculy colocou isso na bolsa do casaco e fez menção de sair. Doggett a impediu, pondo os braços em seu caminho. Ela parou contrariada. "Se precisar de ajuda, me fale." Dizendo isso, Doggett a libertou e ela seguiu apressada para a porta. Doggett ficou parado, olhando para um ponto fixo e sem expressão alguma. Não poderia conter Scully então a única coisa que poderia fazer é ficar de olho nela, caso algo acontecesse. "Tomara que nada aconteça." Pensou. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX QG dos Pistoleiros Solitários 22h p.m. "Você não está nos pedindo isso." Frohike dizia andando de um lado para o outro. "Não deixar que a Scully te ache? Você ficou maluco, Mulder. Definitivamente. De quem está fugindo? Dela ou dos homens que tentaram inúmeras vezes te matar?" "De mim mesmo." Mulder respondeu, sentando em um sofá e com a feição bastante triste. "Eu não posso arriscar a Scully e muito menos o filho dela. Vocês precisam me ajudar." "Filho dela ou filho de vocês?" Langly quis saber. Os três olharam para Mulder esperando pela resposta. Ele não disse nada, apenas devolveu outra pergunta. "Vão me ajudar ou não?" Quis saber. "Vamos. Quando você quer que a gente começe?" Byers perguntou. "Agora mesmo, já esperei demais." Langly, Byers e Frohike foram para frente dos computadores e seguiram atentamente as instruções de Mulder. Ele estava mais determinado do que nunca e dessa vez nada o faria desistir. A única opção que restava ao pistoleiros era ajudar o amigo. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Teena Mulder Greenwich, Connecticutt 22h p.m. "Ele me disse que estaria aqui." Scully pensava enquanto entrava no apartamento que havia pertencido a mãe de Mulder. Milhões de pensamentos passavam pela sua cabeça enquanto ela entrava pela casa, procurando seu alvo. "Nunca procuram um ladrão atrás da delegacia." Mulder havia dito isso à ela antes de partir e ela não pode deixar de sorrir diante do comentário. Onde já se viu? Esconder-se no apartamento da própria mãe e achar que não iriam procurá-lo lá. "Você pode correr, mas não pode se esconder, Mulder!" Pensou Scully. "Muito menos de mim." Deu mais um par de passos em direção ao quarto e achou o que finalmente procurava: a velha cômoda. Pegou a chave no bolso do casaco e rapidamente girou isto na fechadura da última gaveta, que abriu sem problemas. De dentro ela retirou um envelope pardo, envelhecido, que continha alguns documentos das propriedades da família Mulder. Ele havia deixado isso lá, junto com a maioria dos pertences de sua mãe e comentou por alto com Scully sobre o conteúdo do envelope. Ela correu os olhos atentamente pelos documento, colocou-os de volta no envelope, trancou novamente a gaveta e saiu do quarto. Ainda deu uma última olhada no apartamento, para certificar-se se Mulder tinha estado lá ou não. Infelizmente, nem sinal dele. Saiu na portaria e mal notou uma caminhonete preta parada do outro lado da rua. Dentro, Doggett olhava para Scully entrar em seu carro e sair em disparada. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Pentágono Madrugada (por volta de 2h a.m.) "Será que dá pra vocês andarem rápido." Mulder sussurava nervosamente no microfone estratégicamente colocado na sua roupa. "Mulder, entrar no Pentágono não é como entrar no FBI. Lá entra quem quer, aqui não. É como a Área 51, se te pegarem, negarão até sua existência." Respondeu Frohike. "Preciso de coordenadas. Estou no térreo, indo em direção ao subsolo. O que vou encontrar lá?" "Sete galeria. Duas delas te levam a 4 galpões. Você deve procurar pelo 'Galpão 1', é lá que provavelmente você vai encontrar o que procura. Os outros galpões tem seu conteúdo listado na rede, o único que não conseguimos relação do conteúdo é o que você vai tentar entrar." Byers lhe passava atentamente as instruções. Mulder ia caminhando a passos largos, até que finalmente atingiu o subsolo. Seu olho correu pelas enormes portas e indentificou a que dizia 'Galpão 1'. Avisou aos rapazes e esses lhe instruíram a aguardar que até que abrissem a trava eletrônica. Longos minutos se passaram até que a luz vermelha transformou-se em luz verde. O caminho estava livre. "Fácil até demais." Pensou Mulder. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Scully 2:30 a.m. Scully tinha saído do apartamento da Sra. Mulder e tinha ido direto para a casa de sua mãe, apanhar seu filho. Voltou se lá com o garoto dormindo como um anjo. Colocou-o no berço e foi para o computador. Georgetown era relativamente silencioso durante a noite e o único barulho que podia ser ouvido era o modem do computador conectando-se a Internet. Scully não era uma lá uma internauta, mas tinha bons conhecimentos de informática. "Até que valeram aquelas lições com os Pistoleiros." De fato, aqueles três haviam despertado nela o interesse por computadores. Com a habilidade de uma hacker, Scully conseguiu invadir o computador de Mulder. Descobrir suas senhas não foi um empecilho. Checou os e-mails do parceiro e seus arquivos pessoais, mas não encontrou nada significativo, apenas textos e mais textos de relatórios e pesquisas de Mulder. "Ele não vai me escapar assim tão fácil." Scully desligou o computador e foi para o quarto de William. Viu que o bebê estava dormindo calmamente e foi para o seu quarto. Restavam poucas horas até o nascer do dia e ela precisava descansar. Chorou um pouco, abafando o som com o travesseiro e acabou adormecendo. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Pentágono 2:40 a.m. "Tá esperando o que pra entrar, Mulder. Se estiver esperando alguém aparecer, me avise para eu poder dar o fora." Frohike estava impaciente. Já tinha deixado o caminho livre e Mulder estava parado, totalmente inerte, diante do galpão. "Tudo bem. Eu vou entrar agora." A voz de Mulder estava em um tom absolutamente nervoso. Com passos meticulosamente calculados, entrou no galpão. A primeira vista, nada significativo. Apenas caixas e mais caixas de cor parda e prateleiras extremamente altas. Mulder parecia estar se decidindo sobre qual prateleira vasculhar quando um alerta de Frohike o interrompeu. "Sai daí, Mulder! Quatro brutamontes aramdos até os dentes estão pra aí." "Certo. (Calma, Mulder! Calma!) Quais minhas opções." Mulder tentava se mater calmo para raciocinar. "Pela mesma galeria que entrou, você poderá sair ser sem visto. Sai do galpão e leia a placa na porta. Nela está escrito as instruções para sair em caso de emergência. Observe o traçado e faça exatamente o caminho inverso." Mulder foi até a porta do galpão e a fechou. Olhou com atenção a placa, passando o dedo por cima do traçado. Olhou para a direção oposta e começou a correr. A escuridão o ajudou a sair incógnito pelo corredor e dobrar a primeira galeria, exatamente no momento em que os guardas se aproximavam. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Scully Dia Seguinte Scully analisava atenta os papéis que havia pego no apartamento da mãe de Mulder. Parou apenas uma vez, para amamentar o filho. Todos os documentos eram cartas de posse, que listavam inúmeras propriedades da família Mulder, a maioria nos Estados de Maryland, Virginia, Carolina do Norte, Rhode Island e Massachusets. Após a análise atenta, Scully preparou uma lista das propriedades que ainda existiam e estavam no nome de Mulder, após a morte de seus pais. "Ele tem que estar em algum lugar." Murmurava enquanto decidia seu primeiro alvo: a residência de Quonochontaug, em Rhode Island, uma das casas onde a família Mulder morou. Na manhã seguinte deixaria William sob os cuidados de sua mãe e partiria para Rhode Island. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Residência da Família Mulder Quonochotaug, Rhode Island Dia Seguinte, 4h p.m. Após horas dirigindo, Scully chegou a casa. O aspecto negligenciado da residência sugeria que ninguém ia lá a muitos anos. Se lembrava quando a mãe de Mulder e o Canceroso se encontraram lá e quando Mulder achou o estilete alienígena de seu pai. Tantos acontecimentos, tantas tristezas para uma família só. Entrou na casa e assustou-se mais ainda com o seu interior. A sujeira e o pó acumulados tornavam o lugar inábitável. Andou por entre os comodos, um pouco enojada, e chegou até um dos quartos. Parecia que ninguém tinha estado ali, muito menos Mulder. Ia continuar a minunciosa investigação quandoum barulho a interrompeu. Uma porta rangia e ela ouvia passos. Sacou sua arma e se pôs a caminhar cautelosamente de volta a sala. O som dos passos estava cada vez mais próximo. Chegou próximo ao batente da porta e quase desmaiou quando viu quem estava lá. Seu corpo congelou quando viu Mulder. Inicialmente, pensou se tratar de uma alucinação, mas era real. "Scully?" Perguntou Mulder incrédulo. "O que você está fazendo aqui?" Scully não coneguia ter reação nenhuma, a não ser deixar lágrimas escaparem de seus olhos. Não sabia se amava ou odiava Mulder. "Por que?" Foi a única coisa que conseguiu dizer. "Scully, você não devia ter vindo. É perigoso. Me perdoa, eu não podia te colocar em risco. Arriscar sua vida e do nosso filho. Me perdoa, por favor. Eu não queria mentir pra você, eu juro. Eu te amo." "Isso não justifica sua traicão, Mulder. Você mentiu pra mim, se escondeu de mim. Eu te amo, droga! Será que você não percebe que eu iria até o fim do mundo desde que estivesse ao seu lado?" Um brilho entre amor e ódio era notado nos olhos da bela ruiva. "Você não pode ir comigo, Scully. Não deve. Eu te amo tanto... que não posso deixar que você se sacrifique mais uma vez por mim. Eu não mereço." "Desiste, Mulder. Pro nosso bem, desiste. Essa atitude não vai te levar a nada e eu ainda tenho esperanças de ver o William aprendendo a jogas baseball com o pai. Não estrague esse sonho, Mulder. Nós custamos tanto a realizá-lo que nõa pode acabar assim. Não pode acabar nunca!" Nessa altura do campeonato, até Mulder chorava. A face de Scully estava muito avermelhada e seus olhos com um azul tão profundo quanto o céu. Mulder caminhou até ela e a abraçou. Scully resistiu no início, mas logo se deixou acalentar pelo abraço morno do parceiro. Ele quebrou o abraço para dar um beijo na testa de Scully e ela se acalmou. Estava receoso em tocar-lhe os lábios, mas o medo foi embora quando ela se rendeu ao apaixonado beijo. Aprofundaram a exploração de suas bocas e esqueceram por um tempo o resto do mundo. "Até o fim do mundo?" Perguntou Mulder quebrando o beijo. "Até o fim do mundo, para sempre, aconteça o que acontecer." Scully respondeu. E ficaram ali, abraçados. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FBI Headquarters Escritório do Kersh Dois dias depois "Eu não vou esperar nem mais um dia." Kersh bradou furiosamente para os agentes que estavam em sua sala. Doggett, Reyes e Skinner ouviam contrariados as ordens do diretor delegado. Ele entregava aos três a missão de encontrar Mulder e Scully. "Custe o que custar." Completou o diretor. "Senhor, o agente Mulder não está mais no FBI. Por que procurá-lo?" Doggett indagou. "Eu estou pouco me lixando pro Mulder. Eu quero encontrar a Scully. O Mulder foi um problema para o Bureau e não quero que ele influêncie Scully a se tornar um. Ela é uma excelente agente, ótima para o Bureau e nossa reputação. Se ela seguir a ideologia daquele lunático será um caso perdido." "Não podemos controlar a vida pessoal da agente Scully, Senhor. É contra as normas do Bureau invadir a privacidade de qualquer agente." Disse Skinner. "Não estou pedindo para vocês vigiarem a agente Scully, estou pedindo para vocês a encontrarem. Eu não consegui localizá-la por nenhum meio. Seus telefones estam desligados, não tem ninguém em seu apartamento e a família dela diz que a dois dias ela não dá notícias. Só quero achá-la." "Tudo bem. Nós os encontraremos, Senhor." Disse Reyes. Kersh fez sinal para que saissem e os três se levantaram. No corredor, discutiram sobre o local onde Mulder e Scully poderiam estar. Reyes disse que ela nõa devia estar longe, ou não deixaria o filho. Ficou acertado que Doggett e Reyes os localizariam e Skinner coordenaria tudo de Washington. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Pentágono Madrugada daquele dia, 2:30 a.m. "Definitivamente, não sei qual de vocês dois que é o mais maluco. Se é você, Mulder, por se arriscar tanto, ou se é você, Scully, por vir com ele." Frohike dizia enquanto Mulder e Scully caminhavam pelo mesmo corredor onde Mulder já tinha estado. "Cala a boca, baixinho. Maluco é você, que publica um excelente jornal de ficção." Mulder tripudiou. "É melhor tomar cuidado com a palavras, Mulder. Ou deixo você preso aí. Tirarei só a Scully, claro." "Tome cuidado com a palavras você, Frohike. A Scully só sai comigo, ok?" Scully riu do comentário de Mulder. "Ok! Frohike, estamos na porta do galpão. Caminho livre?" "Só um instante... e pronto! Vai em frente." Mulder e Scully entraram cautelosos. Dessa vez Mulder foi rápido e entrou no corredor que estava em sua frente. Seguiu, com Scully ao seu lado, observando as caixas devidamente numeradas. "Olha essa, Mulder." Chamou Scully. Eles analisaram a caixa e viram inúmeros chips metálicos guardados em pequenos recipientes de vidro. Os olhos de ambos brilharam. Eles conheciam aqueles objetos muito bem. Scully apanhou um e colocou isso em seu bolso. Caminharam mais um pouco. Mulder visualizou uma caixa que, de relançe, mostrava um feto devidamente conservado em formol. Já ia em direção a caixa quando Frohike o alertou. "Mulder! Scully! Saiam daí. Dessa vez tem o dobro de homens atrás de vocês." A cara de pânico de Mulder encontrou o olhar de medo de Scully. Ele a pegou pela mão e saíram pelo mesmo caminho que Mulder tinha escapado da outra vez, novamente, quando os homens estavam quase os alcançando. Os homens, fortemente armados, entraram no galpão e vasculharam tudo. No chão, próximo a uma prateleira, reluzia uma cruz em um cordão de ouro. Um dos homens abaixou-se e pegou isto entre os dedos, analisando-o. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Mulder 4h a.m. "Tudo bem. Eu fico aqui e vocês levam a Scully para a casa da mãe dela." Mulder ordenou aos Pistoleiros Solitários. "Mulder, é perigoso você ficar aí. Podem estar te vigiando..." Scully disse. Mulder não respondeu nada, apenas olhou para ela e deu um leve beijo em sua testa. A porta da van se fechou e eles saíram em disparada pelas ruas. Mulder subiu para seu apartamento. Não parecia estar sendo seguido ou vigiado e isso o deixou mais calmo. Entrou e tudo parecia como antes. Exceto por uma estar arrumado, provavelmente obra de Scully. Ainda observou todos os cantos da casa e finalmente foi em direção a sala. Um taco meio solto o fez tropeçar. "Ah! Mer...!" Xingou e amaldiçoou o assoalho. Pegou um chave de fenda e um martelo na gaveta da cozinha e começou a tentar pregar o taco, mas ele não se encaixava. Terminou retirando este por completo e surpreendeu-se com o que encontrou. Dobrado, no fundo do assoalho, um papel bastante amarelado e envelhecido com apenas um nome "Fox", rabiscado com caneta preta. Sentou-se no chão e desdobrou o papel, que tinha a aperência de uma carta. Leu. "Fox, Você certamente ainda se pergunta se tudo que aconteceu na sua vida é verdade ou se ela ainda está por vir. Acredite, a verdade que procura ainda não chegou, mas lhe será revelada. Não sei quando achará esta carta, mas sei que quando o fizer é porque provavelmente não estou mais aqui. Tenha certeza de que sua coragem e sua determinação me influenciaram e fizeram com que eu o considerasse um filho. Invejo aqueles que te deram a vida e almadioçou os que por ventura lhe derem a morte. Por muitos anos, achei que seria como você até descobrir que sozinho não poderia combater o futuro. Mas você não está sozinho. Você tem a Scully e tem a você mesmo. Escute-a, Mulder. E isso lhe salvará. Scully tem consciência de que a vida só vale a pena se formos livres. Eu não pude ser livre e por isso não vivi. Passei toda a minha existência escondido atrás das sombras e dos homens que me tiraram a liberdade. Não quero isso para aquele que considero um filho, não quero isso pra você, Fox Mulder. Não te peço para desistir, nem posso. Só te peço para que considere que há pessoas no mundo que precisam de você, inclusive você mesmo. Não se preocupe com o futuro, pois ele demorará a chegar e talvez nunca aconteça. Viva o presente, porque talvez seja o seu último dia. Nos encontraremos de novo... Garganta Profunda" Lágrimas. Choro. Revolta. Amor. Um mar de sentimentos bombardeava o cérebro de Mulder. Aquela revelação... Uma carta de sua antiga fonte Garganta Profunda e o teor das palavras contidas nela deixaram- o zonzo. Dobrou a carta novamente e colocou-a no bolso. Decidiu que não a mostraria para ninguém, nem para Scully. Pelo menos por enquanto. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Residência de Margaret Scully 8h a.m O tumulto na porta da casa da mãe já causou um aperto no coração de Scully. É como se ela já soubesse o que tinha acontecido. Desceu correndo da van e parou em frente a mãe. O olhar que ela lhe dirigiu fez com que entendesse tudo. "Não!" Gritou. "Meu filho não!" E gritava e chorava a beira de um rompante psicótico. Doggett, Reyes e a Sra. Scully tentaram acalmá-la. Os Pistoleiros ficaram atônitos. "Calma, Dana! Nós vamos encontrá- lo, confie em mim!" Reyes dizia suavemente. Ela e Scully se abraçaram e Scully chorou mais ainda. Doggett se aproximou dos Pistoleiros que o indagaram sobre o que tinha acontecido. "Sete homens vieram aqui e forçaram a Sra. Scully a entregá-lo. Ela tentou resistir, mas não teve escolha." Doggett explicou. "Homens ou..." Langly não chegou a terminar. "Homens. Definitivamente eles eram humanos, segundo a Sra. Scully." Doggett respondeu. "Precisamos avisar o Mulder." Disse Byers. "Eu aviso. Onde ele está?" Doggett perguntou e ficou esperando pela resposta. Langly, Byers e Frohike olharam uns para os outros e depois para Doggett. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Apartamento de Mulder 9h a.m. "Mulder! Apareça! É Jonh Doggett!" Ele gritava enquanto entrava no apartamento. "O que quer, Doggett?" Mulder perguntou calmamente enquanto entrava na sala. "Canalha!" Foi tudo que Doggett gritou antes de partir para cima de Mulder. Agarou-o pelo colarinho da camisa e encostou-o na parede, empurrando forte a cada palavra. Mulder não teve como reagir e bateu tão forte na parede que acabou perdendo um pouco os sentidos. "Seu canalha!" Continuou Doggett. "Como você foi capaz de mentir para a Scully, heim, desgraçado? Você não sabe o quanto ela te ama e você não merece nem que ela tenha pena de você. Sabe o que acabou de aocntecer, Mulder? Por sua culpa e por causa dessa busca idiota? Eles levaram o filho dela. Eles levaram o William, seu imbecil! Pode imaginar o estado que a Scully está agora? Heim? Não, não pode. Você é egoista demais para pensar em alguém que não seja você." As palavras de Doggett foram duras o suficiente para fazer Mulder refletir. Ainda tonto pelos golpes, só conseguiu dizer uma coisa. "Eu vou encontrá-lo. Eu vou encontrar o filho da Scully... o nosso filho." Doggett ficou um pouco chocado com a revelação de Mulder, mas no fundo desejava que esse laço familiar ajudasse Mulder a encontrar o bebê. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Casa de Margaret Scully 3h p.m. Depois de muito esforço, Reyes e Margaret conseguiram acalmar Scully e fizeram com que ela dormisse, após ministrarem uma generosa dose de calmantes à ela. Sabiam que se deixassem Scully naquele estado ela poderia até ter uma complicação séria, devido ao estado de nervos em que se encontrava. Embora dopá-la não fosse a melhor solução, era a mais rápida e eficaz. "Sra. Scully, tem alguma coisa mais que a senhora presenciou durante o sequestro?" Reyes perguntou. "Como assim?" Sra. Scully estava confusa. "Algo como vozes conhecidas, energias desequilibradas... Não sei se a senhora sente esse tipo de coisa." "Não sei se sinto. Tenho sonhos. Sonhos premonitórios. Uma vez sonhei que Dana era levada à força e ela foi realmente sequestrada. Sonhei com a ida de Melissa... Dana lhe contou da irmã?" "Contou sim. Eu sinto muito." "Mas eu não sinto energias. Não sei distinguir essas coisas. O que foi?" Sra. Scully perguntou depois que percebeu que Reyes não se movia. Mônica Reyes estava estática no meio da sala. Fechou os olhos e passou a respirar mais pausadamente, como se quisesse captar algo. No andar de cima, Scully dormia. Embora tivesse ingerido uma grande quantidade de calmantes, Scully não estava relaxada. Mesmo dormindo estava anciosa e apreensiva, com medo de nunca mais encontrar seu filho, seu milagre. Em seus tumultuados sonhos, parecia ver a carinha rosada do filho, sorrindo para ela. Sorrindo e olhando profundamente para ela, com os olhos azuis brilhando e parecendo lhe dizer algo. Ou será que estava realmente dizendo? Scully acordou sobresaltada. Saiu da cama, calçou os sapatos e correu para as escadas. Já ia passando como um furação pela sala quando Margaret e Reyes a interceptaram. "Dana! Onde você vai?" As duas perguntaram quase em unísono. "Meu filho. Eu sei onde William está. Eu tenho que buscá-lo." Scully respondeu, tentando se desvencilhar das duas. "Democrat Hot Springs." Disse Reyes. "Como sabe?" Perguntou Scully incrédula. "Eu senti, Dana. Eu senti seu filho. Mas você é a mãe, se sentiu também, é porque é verdade. Vamos avisar o Doggett e o Mulder." Sem maiores explicações, as duas saíram deixando Margaret Scully e foram em direção ao carro de Reyes, estacionado na porta da casa. Ela tirou o celular e avisou Doggett. Em pouco tempo eles se uniram na estrada e foram a caminho da cidade-natal de Jonh Doggett. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Vila Abandonada Democrat Hot Springs, Geórgia Dia Seguinte, 6h a.m. Chegaram na cidade cantando pneus e levantando poeira do chão ressecado. Não havia nenhum carro lá, nem pegadas ou qualquer sinal que indicasse que alguém estivera ali. Mas Scully estava tão certa do que sentira que se adiantou e correu em direção a casa onde havia dado à luz. Entrando, não viu ninguém. Olhou para os lados e nada, até que um choro a despertou. Olhou para a cama onde tinha ocorrido o parto e viu seu filho, William, são e salvo, deitado confortavelmente. Correu até a criança e a pegou nos braços, abraçando-a tão forte que teve receio de machucar o frágil bebê. Chorou e riu, sentimentos contrários à primeira vista mas que se fundiam na alegria de ter seu filho de volta em seus braços. Mulder se uniu à Scully e ao filho e os abraçou também, esqueçendo-se da presença de Doggett e Reyes e beijando a parceira nos lábios. Reyes se emocionou com o lindo quadro que eles formavam. A família perfeita. Ele e Reyes saíram, para deixá-los a sós. Chegando a porta, foram impedidos de continuar. Uma luz com o brilho de mil sóis os paralisou completamente e quase os cegou. Scully tentou olhar para a luz, na direção da porta, mas não conseguiu, apenas apertou o filho no braços o mais forte que pode. Incrivelmente, o garoto não chorava. A luz foi diminuindo a intensidade e Mulder olhou na direção do foco luminoso e viu o que pareciam ser silhuetas alienígenas. "Não" Gritou. "Vocês não vão levar mais ninguém de mim. Nunca mais." E continuou olhando. A luz voltou muito mais intensa e ele não conseguiu ver mais nada. Tão repentinamente quanto veio, o clarão foi embora. A primeira coisa que Mulder e Scully fizeram simultâneamente foi verficar se William ainda estava com eles. Graças a Deus, sim! O bebê ainda estava nos braços de Scully. Mulder olhou pra o chão, a frente da porta e viu uma caixa de aparência metálica. Caminhou até ela e travou uma batalha interna sobre se deveria abrí-la ou não. Sua curiosidade foi maior. Lentamente, abriu a caixa, um pouco pesada, e contemplou seu conteúdo. A primeira coisa que viu foi o crucifixo de Scully, sob um frasco de vidro. Pegou o crucifixo e deu à ela, que se ajoelhava ao seu lado para ver o conteúdo da caixa. Reyes e Doggett também se aproximaram. Mulder pegou com cuidado o frasco e viu que ele continha um feto alienígena, conservado em formol, como o que vira nas instalações do Pentágono. Era só o começo. Retirando os ítens, um por um, Mulder foi descobrindo maravilhado que ali dentro havia tudo que ele sempre procurou. Sua jornada estava cumprida. Sua estrada completamente percorrida. Dentre os outros objetos estavam: um chip idêntico ao que Scully apanhou do Pentágono, um estilete alienígena, pastas e mais pastas com títulos como "Majestic Project" ou surpreendentemente "X-73317, Scully, D.", entre muitos outros. Sem dúvida, a verdade estava toda ali e lhe fora revelada. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Casa Branca Washington D.C. Uma semana depois "Agente Mulder, o senhor e o presidente estaram no ar em cinco minutos." Avisou a estagiária. "Obrigado." Agradeceu Mulder enquanto ajeitava a gravata, ao lado do presidente. Hora da verdade. Com tantas provas na mão, o próprio presidente garantiu a Mulder o direito de expor à nação algo que envolvia a vida de todos os americanos. Ninguém tinha tentado impedí- lo de ir a público. Nenhum sinal dos membros do Sindicato ou de seus contemporâneos, ou de algum super-soldado alienígena. E ainda havia sido readmitido no FBI pelo próprio Kersh. "Fácil até de mais. Agora vem a parte difícil." Mulder pensou. O secretário anunciou: "Atenção. Transmitiremos agora um pronunciamento oficial do Excelentíssimo Senhor Presidente dos Estados Unidos da América." "Cidadãos americanos!" Começou o presidente. "Um homem de importância singular na história vai relatar agora algo que mudará a história de vida de muitos de vocês. Se pronuciará agora o Agente Especial Fox William Mulder, do Bureau Federal de Investigações." Mulder estava um pouco apreensivo, nervoso mesmo. Mas venceu todas as dificuldades e começou a falar. Com certeza estava sendo visto por todo o país e com uma pequena amostra dos olhares curiosos dos que estavam no gabinete do pronunciamento, ele podia imaginar vagamente a expressão de dúvida de milhões de americanos que estariam assistindo-o naquele momento. Decidiu, enfim, começar. "Eu passei a minha vida inteira procurando algo, mas nunca havia pensado na forma de apresentar isso caso eu encontrasse. Agora que encontrei, vejo que minha missão acabou e talvez acho que minha vida tenha perdido o sentido." Olhou ternamente para Scully, com William nos braços, e continuou. "Ou não. A minha vida não perdeu o sentido porque eu tenho uma família, pessoas que eu amo e me amam também. Não interessa se aquilo que busquei, e finalmente encontrei, influenciaria a vida de cada um. Basta ter influenciado a minha, da forma mais negativa e devastadora possível. Não posso fazer com a vida dos meus compatriotas o que fiz com a minha e com a das pessoas que me amavam. Não dediquem sua vida a um ideal que não tenha sentido. Dediquem sua vida simplesmente a viver, livres. Livres de qualquer coisa ou de qualquer pessoa. Não se aprisionem em suas próprias metas e nem façam disso um martírio para aqueles que te acompanham. Minha importância na história é simplesmente um dia ter amado, e amar, ainda hoje. Porque finalmente eu sou livre e posso dedicar o resto de vida que eu tenho à minha família e ao amor." Mulder deixou o palanque com uma gota de lágrima no canto dos olhos, assim como muitos dos que assistiram ao pronunciamento estavam. Milhões de telespectadores, da costa leste à costa oeste, se emocionaram com o discurso do homem que lhe dizia para viver amando. Em todos os lares da nação, crianças, jovens, adultos e idosos refletiam sobre a palavras de Mulder. Ele, por sua vez, abraçou Scully e deu um beijo na testa do filho. Seu gesto foi acompanhado pela câmera. Ele então subiu para os lábios de Scully, que recebeu o beijo que ele ternamente depositou lá. Não sentiram vergonha de demonstrar todo seu amor perante a nação e só interromperam o beijo quando uma salva de palmas, iniciada pelo presidente, encheu de som o gabinete. Os dois sorriram e olharam para o filho, que parecia sorrir também. "Por que você não falou tudo?" Quis saber Scully. "A Verdade está lá fora, Scully. E é lá que ela deve continuar. Nós vamos ficar com a nossa verdade, o nosso amor." Respondeu Mulder selando as palavras com outro beijo, ainda sob as palmas da nação. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Residência de Mulder e Scully Baltimore, Maryland Meses depois Aniversário de 1 ano de William "Deixe doces para as crianças." Scully repreendeu Mulder enquanto ele comia mais um docinho. "Pode deixar que eu vou ter sempre um corpinho sarado, só pra você, Scully!" E se beijaram. Depois de todos os acontecimentos e depois que se mudaram para uma casa bem ampla próxima à da mãe de Scully, a vida da família era só alegria. Era o primeiro aniversário do filho e ambos estavam radiantes com o acontecimento. A festa estava super divertida. Balões e adornos coloridos enfeitavam o jardim da casa. Um bolo em forma de estrela estava no centro da mesa, rodeado por doces de diversas qualidades. William sorria como nunca enquanto brincava com Doggett e Reyes. Eles haviam sido escolhidos por Scully para serem os padrinhos do bebê e Mulder não tinha feito nunhuma objeção à isso. Doggett e Reyes também estavam felizes. Embora não admitissem publicamente, Scully já tinha visto os dois trocarem um beijo no FBI e Reyes já tinha confidenciado à amiga que eles estavam se acertando. Alguns agentes do FBI estavam lá com suas família, inclusive Skinner, trocando olhares insinuosos com sua secretária. Kersh havia deixado de pegar no pé de Mulder e Scully e, apesar de não comparecer a festa, enviou um presente. A seção dos Arquivos X tinha ficado famosa no Bureau, depois que o super time de agentes estava trabalhando lá. Por insistência de Mulder, ele, Scully, Reyes e Doggett continuaram no porão. Mas este andava muito apertado ultimamente. Antigos colegas de Mulder também estavam lá, incluindo Chuck Burns, que trouxe um pequeno gravador de presente para William. Mulder chegou por trás de Scully e a abraçou, enquanto ela ajeitava alguns presentes na caixa. "Vamos cantar logo o parabéns porque eu quero você só pra mim hoje à noite." Sussurou no ouvido de Scully. "Eu quero você pra mim todas as noites." Disse Scully. Cantaram o parabéns, comeram, se divertiram, tiraram muitas fotos, enfim, tiveram um dia inesquecível. Um fato curioso aconteceu: a vela do bolo apagou se que ninguém soprasse, mas resolveram não dar importância ao fato. A noite, Mulder, Scully e William estavam exaustos. O garoto dormia profundamente no berço e Scully e sua mãe acabavam de arrumar as coisas. Mulder juntava as cadeiras e as mesas. Após algum tempo, já tinham acabado. Margaret Scully se despediu e foi embora. "Ainda têm energias, agente Mulder." Perguntou Scully sensualmente. "Você duvida?" Rebateu Mulder. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX No quarto... "Scully, você nunca se cansa não?" Mulder pergunta retirando quase violentamente a blusa a parceira. "Não. Nunca." Respondeu Scully enquanto abria com destreza o zíper da calça de Mulder. Tamanha era a urgência de verem seus corpos unidos que se livraram da roupa em segundo. Completamente nus, desabaram sob o colchão e começaram a se acariciar em todos os lugares possíveis. Mulder tomou um seio de Scully com uma mão e com a outra segurava firmemente a coxa da parceira. Abaixou-se parcialmente para sugar um dos seios, dando depois atenção ao outro. Scully gemia initelingivelmente e seu corpo se contorcia debaixo de Mulder, ancioso para sentí-lo dentro dela. "Agora, Mulder!" Disse entre gemidos. "Não quero ser rude. Vamos com calma." Mulder respondeu, ainda sugando o seio direito. "Eu te quero rude, Mulder. Rápido e violento, o máximo que você puder." "Não me incentive dessa maneira, Scully. Pode ser perigoso." "Adoro correr riscos!" Atendendo ao pedido da ruiva maravilhosamente nua à sua frente, Mulder preparou-se para penetrá-la. Scully separou um pouco mais as pernas e clamou alto quando o sentiu dentro de sim. O movimento frenético dos quadris de ambos estava enlouquecendo-os e levando-os rapidamente ao clímax. Mais um par de empurões e o orgasmo chegou para eles, juntos, quando gritaram seus respectivos nomes. Mulder desabou em cima de Scully, que ainda sentia os tremores do extremo prazer, e ficaram ali, deitados, juntos e felizes, por um bom tempo. "Eu te amo." Disse Mulder levantando a cabeça apenas o suficiente para dar um rápido beijo em Scully. "Também te amo." Respondeu Scully, fechando os olhos e girando o corpo para ficar por cima de Mulder. Ele a aninhou entre seus braços e assim adormeceram. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FBI Headquarters 9h a.m. Um mês depois Doggett e Reyes haviam se mudado para Nova Orleans e pediram sua transferência para o FBI de lá. Scully ficou um pouco abalada por perder os dois amigos, mas compreendeu que o lugar deles não era ali. Foi uma despedida difícil, com muitos pedidos de agradecimento e um bom começo de amizade entre Mulder e Doggett, depois que eles chegaram a um ponto comum: ambos queriam o bem de Scully. Novamente só com os dois, como tudo começou, os escritórios dos Arquivos X não era mais a prioridade de Mulder e Scully. Os casos haviam se escasseado, ou talvez não estivessem dando tanta atenção assim aos casos que tinham. Geralmente, relatos de avistamentos de óvnis e abduções eram praticamente ignorados por Mulder. Ele decidira que não queria mais se envolver com assuntos do espaço depois que descobriu vida no planeta terra. Decidiu no exato momento em que destruiu tudo que tinha na caixa. A única coisa que não destruiu foi uma foto de Samantha, que estava anexada a um arquivo. Um dos maiores mistérios acabou por se resolver com a ciência. Tantas especulações a respeito de William, tanta insegurança, até uma médica falar que a fertilidade de Scully havia sido restaurada durante o tratamento para engravidar. O que não fazia do filho deles menos que um milagre. Scully, com uma feição eternamente alegre, caminhava em direção ao armário de arquivos quando sentiu-se zonza e caiu. Mulder correu a tempo de evitar que Scully batesse fortemente contra o chão. "Scully! Scully! Acorda, meu amor!" Disse Mulder tentando reanimá-la. Scully abriu os olhos lentamente e encontrou os de Mulder, extremamente preocupados. Localizou-se, respirou fundo e conseguiu se sentar. "Não comi nada hoje de manhã. Foi só isso, Mulder. Não se preocupe." Respondeu a pergunta silenciosa do parceiro. "Vou agora mesmo buscar um lanche reforçado, agente Scully!" Disse Mulder, ajudando Scully a sentar se cadeira e saindo, depois de trocarem um rápido beijo. Já se sentindo bem melhor, Scully relaxou na cadeira e deu um enigmático sorriso. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Residência de Scully e Mulder 8h p.m. Scully não era lá uma cozinheira, mas sabia preparar alguns pratos apetitosos para o jantar. Sempre muito naturais, claro. Com o tempo, Mulder foi mudando um pouco o hábito alimentar e alguns outros hábitos também. Organização ainda não era seu lema, mas estava caminhando para isso. Depois de dar comida ao filho, Scully estava ninando-o enquanto Mulder acabava de comer. Ele estava bobo com a cena linda a sua frente. A bela e jovem mãe ninando seu bebê, com tamanho amor que saltá-lhe nos olhos um brilho inigualável. O bebê finalmente dormiu e Scully subiu para colocá-lo no berço. Mulder terminou de comer e levantou o prato sujo, para colocá-lo na pia. Parou o serviço quando percebeu que havia algo embaixo do prato. Um envelope branco, parecendo conter um exame. Abriu e leu. Quase chorou quando assimilou as informações que continham ali. Era uma exame de gravidez com resultado positivo. Scully estava grávida de novo. Subiu correndo para o quarto e achou Scully andando de um lado para o outro. Ela percebeu que ele entrou e parecia ter se assustado um pouco. Mulder sorriu, somente sorriu. Ela se acalmou e ele caminhou até ela, se ajoelhando e beijando apaixonadamente sua barriga. Scully soriu também. Estava apreensiva quanto a reação de Mulder sobre ser pai novamente, mas a recepção dele para a notícia foi a melhor possível. "Menininho... ou menininha?" Perguntou Mulder. "Ainda não sei. Quem sabe uma menininha ruiva de olhos verdes?" "Eu te amo cada vez mais, sabia?" Mulder diz. A resposta de Scully é um beijo apaixonado. "Sem dúvida essa é a verdade." Scully disse. "O nosso amor." Completou Mulder. E ficaram ali, se beijando, comemorando a chegada de um novo membro na família. Enquanto isso, no quarto ao lado, o quarto de William, o garoto estava bem desperto, sorrindo para o móbile de estrelas que girava sob sua cabeça. FIM (Ou não...) _________________________________________ ______________________________ Gente, essa ficou enoooooooooooooorme! Se vc leu até aqui é um héroi. Por isso, mande feed dizendo o que achou, ok? A parte que o Doggett dá um surra no Mulder foi escrita especialmente para minha super amiga Maria Clara, a Cacá (Dana Scanner). Ela o ama o Doggett e então fiz uma homenagem.