in den Wald AUTORA: Késsia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net CATEGORIA: Krycek/Outra FEEDBACK: Por favor!!!!!!!! :) NOTA DA AUTORA: Todas as minhas histórias estão no meu site: http://go.to/shipperx/ Esta história é um presente para minha grande amiga Silvia por ter me tornado uma das terroristas!!! Ela tem uma quedinha pelo Krycek e eu achei que esse seria um presentão, não é? :) Espero que goste, Sil! Bom, para entender melhorzinho a história, leia também as histórias Traição da Silvia Penhalbel e Até o fim do mundo da Silvia Penhalbel e da Alexandra Morgilli! Ambas são maravilhosas!!! Vocês já viram que eu adoro esses nomes chatos de se lembrar, não é?? Hehhehee Para não mudar a tradição, esse significa Na Floresta! :) Ah! E mais uma vez, obrigada à minha amiga Clá que betou esta história pra mim!!!:) Seus comentários me fizeram rir muito, Clá!!! Beijos! DISCLAIMER: O Krycek pertence a 1013 e à Fox Network. Mas as personagems Sil e Claudia pertencem à Silvia Penhalbel (que chique, hein, Sil??). Espero que ela não se importe por eu ter pego suas personagens assim! No alto de uma colina muito verde e muito fria havia uma pequena cabana. Não havia nada por perto, nenhuma alma viva e quem quer que morasse ali provavelmente gostaria de bastante tempo sozinho. O vento chegava a quarenta quilômetros por hora em algumas épocas do ano e a neve chegava a trinta centímetros no inverno, deixando quem quer que fosse o morador totalmente isolado da realidade. A velha cabana servia de abrigo a Sil que havia se separado de Claudia por uns tempos para se recompor depois de tudo o que havia passado na prisão. Seu corpo precisava de descanso e sua mente também. Não sabia se agüentaria por muito tempo se voltasse à ativa com a amiga, dessa forma, decidiu que seria melhor se se isolasse completamente de tudo e de todos. Às vezes sentia falta da amiga. Muita falta dela. Especialmente porque mesmo sem se conhecerem direito, Claudia esteve sempre próxima dela. Sabia que ambas tinham grande chances de se tornarem agentes da KGB, mas precisava de um tempo para si própria. Umas férias do mundo que quase a tornara uma pessoa fria. Quase. Ela poderia ser tudo, menos fria. Seus sentimentos estavam, mais do que nunca, à flor da pele e ao mesmo tempo que precisava de outro ser humano para compartilhar aquele momento consigo, sabia que era necessário que ele fosse feito por ela somente. E ficou ali por mais alguns dias sozinha. Um carro seguia sozinho pela estrada perto da Colina. Não havia sequer uma alma viva ali e ele se perguntava se realmente a pista que conseguira era certa. De qualquer forma, teria que andar ainda um dia inteiro para alcançar o local de destino. Rezava para que sua fonte estivesse certa. Deixou o carro encostado perto de um arbusto, colocou a mochila com mantimentos e saco de dormir nas costas e começou a caminhada. Era cedo e o frio o deixava mais cansado do que já estava, mas tinha esperanças de encontrar o que estava procurando. A caminhada durou mais algumas horas até que a fome o abateu e ele parou para comer. Um barulho entretanto o deixou apreensivo. Algumas folhas se mexiam. Poderia ser o vento. Mas não era. Subitamente ele viu o vulto de uma mulher e se escondeu. Não queria ser visto. Não sabia ainda quem estava ali. A mulher tinha cabelos bastante compridos e vestia um enorme casaco de pele. Por um momento, imaginou ser Sil, a mulher que tanto procurava. Mas não era possível reconhecer. O casaco e os cabelos estavam dificultando o reconhecimento, além de não ter caminhado todo o planejado até onde ela fora vista pela última vez. Não, não era mesmo ela. Não poderia ser. O dia amanheceu ensolarado mas o frio era intenso e o vento quase cortava seu rosto. Precisava de lenha para aquecer-se e precisava urgentemente. O seu pequeno estoque estava se esgotando rapidamente. Vestiu seu maior e mais quente casaco e saiu. O vazio da floresta a deixava tranqüila. Não tinha medo de estar sozinha. Era muito bom ter controle de sua vida e não ter que se importar com mais ninguém. A caminhada durou algumas horas atachar a lenha boa para a fogueira. Estava abaixada juntando mais pedaços de madeira quando ouviu um barulho. Um barulho diferente do usual naquela floresta. Olhou ao redor e viu um vulto perto de um tronco derrubado. Quem quer que estivesse ali se escondendo, não sabia com quem estava se metendo. Ela estava forte. Estava correndo todos os dias e fazendo exercícios. Além de sempre andar armada. Começou caminhando vagarosamente em direção ao vulto. Nenhuma folha se mexia e o silêncio da floresta fazia parecer que até as árvores estavam tensas com a situação. No caminho, retirou a arma do bolso do casaco e apontou em dção ao vulto que não se movia. Por um momento pensou ser apenas um animal selvagem, mas animais selvagens não ficariam tanto tempo imóveis. Não com um perigo iminente à sua frente. "Parado!" Gritou Sil ao encontrar a pessoa escondida. "Levante-se! Agora!" Sil imediatamente reconheceu quem era. Pelo próprio modo de levantar-se ela soube. Conhecia bastante aquele homem que tanto a ajudara quando ela mais precisou. "Alex! O que você está fazendo aqui?" "Sil?" Perguntou espantado. "Não havia te reconhecido. Seu cabelo..." "É, eu deixei crescer. Estar sozinha aqui não me faz ficar tão vaidosa. Apesar de que eu nunca tive oportunidade de estar sempre arrumada. Ainda mais com uma visita tão ilustre. Não respondeu à minha pergunta: o que você está fazendo aqui?" "Eu vim te ver. Vim saber se você está bem." "Estou ótima." Foi tudo o que disse antes de começarem a caminhada para casa. Sil entrou e acomodou Krycek em uma cadeira. Estava contente por vê-lo. Gostou de saber que ele sentira sua falta. "Aceita um café?" Perguntou da cozinha e recebeu um sim como resposta. Ela os serviu e ambos sentaram em frente à lareira quase artesanal da casa. Conversaram durante um bom tempo e ela pôde ver que Krycek, assim como ela própria, era um homem bastante solitário que talvez só quisesse um pouco de sossego. Mas também como ela própria, sabia que não poderia nunca ter uma vida que muitos consideravam normal. Já haviam visto e feito coisas demais. A noite chegava rapidamente naquele lugar e Sil habituara-se a dormir cedo para melhor aproveitar o dia. Um problema, no entanto, havia. Havia somente uma cama no local e Sil não gostava da idéia de deixar Krycek dormir no chão depois de tudo o que ele fizera por ela. "Quero que durma na cama comigo. Não vou me sentir bem te deixando dormir nesse frio nesse saco de dormir." Apesar da proposta tentadora, não queria invadir o espaço de Sil. Fora até ali para ver se ela estava passando bem ou necessitando algo. "Não posso, Sil. Eu trouxe meu saco de dormir e ele dá perfeitamente conta do recado." "Sou eu quem não posso, Alex. Eu te devo a minha vida e acha que eu vou deixá-lo dormir nesse saquinho de dormir? Não tem jeito. Você vai dormir aqui na cama comigo e não tem mais discussão." Ela era teimosa. Muito teimosa. Não adiantaria discutir mesmo, então Krycek desistiu e juntou-se à Sil na cama que realmente era bastante quente e também confortável em comparação com seu saco de dormir. Os dois deitaram-se e, apesar da timidez de ambos, logo trataram de acomodarem-se como bem entediam e dormiram como dois amigos. Como dois amigos durante duas horas somente. A proximidade com o corpo de Krycek deixava Sil perturbada. Não queria perder a tão recente amizade de Krycek, mas nunca estivera tão próximo dele quanto agora e sentia uma necessidade quase incontrolável de beijá-lo e sentir seu corpo o mais próximo que dois corpos podem estar. Acomodou-se mais perto do homem a seu lado e pôde sentir o calor do seu corpo. Não podia dizer se ele estava acordado ou dormindo, porém podia sentir que sua respiração estava descompassada. Subitamente Krycek virou-se e começou a beijar Sil. Ofegante, tudo o que ela podia e queria fazer era retribuir o gesto tão esperado. O beijo, mesmo que contido há pouco tempo, continha uma paixão arrebatadora. Os dois, entretanto, sabiam que nada mais poderia e iria acontecer, então se deixaram levar pelo momento. Krycek agarrava os cabelos negros de Sil e ela se deixava levar. Mesmo não sendo de uma natureza violenta e ela gostou do modo como Krycek a tratou. Não como uma boneca de porcelana, mas como uma mulher. A noite que se seguiu foi uma das melhores na vida de Sil até agora. Melhor do que quando estava com Mulder. Krycek a tratou de uma maneira única, diferente. Ele fora atrás dela para saber de sua situação. Ele a ajudara sem pedir nada em troca quando mais precisara de ajuda na prisão. Mulder praticamente a esquecera. Não o culpava por isso, mas ainda estava sentida com tudo o que lhe aconteceu. Entretanto, Krycek, a fez sentir-se diferente. Mais forte. Mais poderosa. Ele a fez perceber o quanto ela poderia fazer em sua vida sem depender de ninguém e ao mesmo tempo contar com a ajuda de amigos. O destino trataria de ditar sua vida. Não sabia ainda quem seriam seus amigos ou se os teria. Por enquanto, Claudia era a única que bastava. Talvez sua amizade com Krycek não durasse muito tempo, porém ele fizera mais por ela naquele momento do que todas as pessoas que passaram na sua vida até ali. Seguiria seu destino assim que a maravilhosa noite de amor com seu amigo acabasse. Assim que seus gritos abafados pela floresta finalmente cessassem e ela pudesse voltar à vida cotidiana que tanto a esperava. ----------- The End ------------- Espero que tenha saído legalzinho. Eu ia escrever uma NC-17 mas não consegui. A Sil é minha amiga e eu não consegui visualizar as cenas. Além de não conhecer o Krycek tão bem. Só sei que ele é um gato!!!!!! :) Bom, como sempre, feedback é super bem-vindo!!!