Título: Definindo o Indefinível Autora: Alice J. Foster Disclaimer: Não são meus, são do tio CC e seus comparsas. Palavras-chaves: pós-episódio para First Person Shooter (acho que é O Mundo Virtual em português) Classificação: shipper (Surpresa! Como se eu escrevesse outra coisa...) Sinopse: Mulder e Scully definem seu indefinível relacionamento... Censura: Uns 14... Mas não tem nada gráfico, nada de mais. +++++ APARTAMENTO DE SCULLY 11:22 PM (acharam que seria 11:21?) "Mulder, que que houve?" Mulder entrou e jogou a mala dela em cima do sofá e sentou-se na poltrona com bico grande. "Eu estou me sentindo humilhado, Scully." "Mulder, não foi um ataque à sua masculinidade." Scully tira a jaqueta de couro. Ela esfrega os músculos do pescoço e rola a cabeça de um lado para outro. "Scully, eu entrei para salvar Os Pistoleiros e você que teve que me salvar." "Mulder, era a natureza do programa. Era a natureza da personagem. Ela foi criada para acabar com os homens." "Mesmo assim, Scully." "Mulder, eu acho melhor você parar com isso. Quantas vezes eu já te salvei antes?" "Mas isso foi diferente. Você estava no nosso território." "Nosso?" "É, nosso, o território masculino, diversão virtual." "Mulder, eu não acredito nisso." Scully olhou incrédula para ele. "O que?" "Eu sabia que você era um pouco machista, mas não a esse ponto." "Eu, machista? Quando eu te tratei inferiormente?" "Não estou falando em relação a mim e sim à população geral feminina." "E você, Scully?" "Que que tem?" "Você também foi feminista demais." "Eu?" "Com a Srta. Afterglow." "Mulder, aquilo é uma desgraça para as mulheres." "Viu? Você nem a conhece. Não julgue o livro pela capa. E que capa... Ai!" Ele gritou quando ela bateu na cabeça dele com uma almofada. "Mulder, aquela mulher era apenas mais uma mulher para transformar adolescentes em bulímicas e anoréxicas. Todos julgam um livro pela capa de vez em quando." "Eu não." "Ah, não?" "Não. Nem a Srta. Afterglow." "Como você tem certeza?" "Ela estava certa quanto a você. Você é certinha demais." "Mulder, isso não foi o que eu ouvi quando estávamos no carro do lado de fora da delegacia. Acho que foi: Ai, meu Deus, Scully, não pare...vai, ah..." ele abaixou a cabeça envergonhado mas com um sorriso de orelha a orelha. "Scully!" "O que, Mulder? Você vive falando que eu sou certinha, mas você sempre muda de idéia tão rápido." "Tá bom, Scully, você não é certinha, mas também não é como a J. Blue." "Mulder, também não é fácil me surpreender ou você já esqueceu? Pelo que eu me lembre, quem vem se surpreendendo é você." "Como assim, Scully? O que você já fez?" Scully disfarçou, ignorou seu parceiro, olhou para o teto, assobiou... "Scully?" "O que, Mulder?" "Me responde." "O que?" "Você sabe o que." "Eu não sei de nada." "Scully, você não vai fazer como naquele caso do mágico, vai?" Ele fez um biquinho. "Aliás, você ainda precisa me explicar como você fez aquilo." "Mulder, esqueça, eu nunca vou contar nem aquilo e nem o que eu já fiz ou deixei de fazer." Ela levantou-se e foi em direção á cozinha. Ela pegou duas xícaras e as colocou em cima da pia. Ela pegou água e colocou para ferver. Ela estava tentando alcançar a caixa de chá mas não conseguia. Mulder chegou por trás dela e alcançou. "Quem manda ser baixinha?" "Foi você que guardou ali, Mulder." "Ok, eu confesso, eu coloco lá só pra poder ver você tentando alcançar." "Idiota." Ela se moveu para pegar as xícaras e colocar os sachês de chá nelas. Mulder a seguiu e a prendeu entre o gabinete e o corpo dele. "Agora você vai me contar." Ele sussurrou no ouvido dela. "Não vou não." "Vai sim. Eu quero saber, você me deixou curioso." "Eu não fiz nada, a culpa é sua." "Scully, pára de suspense!" "Eu não estou de suspense, só não quero conversar sobre isso." "Quando você vai querer conversar?" "Um dia, quem sabe, talvez." "Que droga, Scully." Ele se separou dela e ela se virou e o puxou para si. Ele a colocou sentada no gabinete. "Todos os casais conversam sobre isso." "Mulder, nós não somos como qualquer casal." "Eu sei." Ele encostou os lábios no pescoço dela. "Nós estamos juntos há anos e ninguém desconfia." "Desconfiar, desconfiam. O tanto de conversas que eu ouço no banheiro feminino." "Mas as conversas já existiam antes que nós fizéssemos qualquer coisa." "Minha mãe sabe." "Você contou, Scully?" "Não. Ela descobriu sozinha. Ela não consegue entender muito bem como nós conseguimos às vezes passar tanto tempo longe e às vezes parecer tão juntos." "O que você disse?" "A verdade. Nós não somos como outros casais que podem se dar ao luxo de ir ao cinema, ir a um restaurante chique, andar de mãos dadas. Mas ao mesmo tempo nossa ligação é mais forte que isso. Nós não podemos dormir sempre juntos, mas quando podemos, vale a pena. Quanto tempo fazia que estávamos dormindo juntos para poder finalmente nos beijar em público e isso porque era Ano Novo?" "Scully, você não entrou em detalhes com a sua mãe, entrou?" Mulder parecia realmente assustado. "Não, Mulder." Ela o beijou levemente. Depois ela riu discretamente. "Eu não entrei em detalhes com ela. Mas ela disse que viu que eu estou mais feliz. Chegou até a dizer radiante." "Radiante? Vou aceitar isso como um elogio." "Você aceita tudo como elogio, Mulder." Scully beijou a ponta do nariz dele. "Mas ela só foi perceber agora." "Scully, acho que nós tentamos tanto esconder nosso relacionamento que qualquer tipo de toque ou gesto era reprimido na presença de outras pessoas. Só depois do beijo no hospital é que nós estamos nos permitindo agir mais livremente." "E até agora o mundo não acabou." "E espero que não acabe nunca. Não enquanto estivermos juntos." Eles se beijaram por um longo momento. Eles se separaram e ela colocou a cabeça no ombro dele. "Mas, Scully?" "Quê, Mulder?" "Você não quer agir como um casal normal e me contar?" Ela riu alto. "Só quando você começar a agir como um namorado e me trazer flores." "Eu já te dei flores." "Sob a desculpa de tê-las roubado de um cara com a perna quebrada." "Desculpa, eu te trago flores algum dia." "Mulder, olhe para mim." Ele o fez. "Eu não quero flores. Eu não quero um relacionamento vazio e desonesto como existem tantos aí fora. Eu quero você. Do jeito que você é. Sem tirar nem pôr. Eu quero só nós dois, nada mais. Sem flores, chocolates, bombons, nada." Ele pensou por um momento. "Mas se eu te levar para jogar baseball de novo no seu aniversário você vai atirar em mim?" Ela sorriu "Eu vou atirar em você se você não me levar." Ela o beijou levemente. "Ótimo. Talvez nós pudéssemos jogar também basquete. Mano a mano como eu sugeri e você me ignorou." "Mano a mano? Não é o que nós fizemos depois do baseball no ano passado?" "Scully!" ele a silenciou com um beijo. "Mulder, eu estou falando sério. Não quero uma relação normal. Mas eu gostaria de algumas coisas mais. Eu gostaria de ser livre para dormir na sua casa todos os dias e você aqui. Gostaria de poder dividir meu almoço com você no escritório. Gostaria de poder ajeitar sua gravata no elevador. Gostaria de pequenas coisas." "Eu também, Scully. Eu também. Vamos aos poucos. Vamos com calma. Nós já andamos uma distância inimaginável. Logo nós vamos poder fazer essas coisas." "Eu não abriria mão dessa distância que já percorremos por nada nesse mundo." "Nem eu." Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, apenas aproveitando a presença um do outro. "Mulder?" "Que?" "Você pode me ajudar a descer? Já estou com dor nas costas e outras regiões de ficar aqui em cima." "Eu ainda estou dolorido da surra que eu levei no jogo." "Mulder, me tira daqui agora!" "Eu gosto de você aí." "Mulder, não vamos poder fazer nada aqui." "Como você pode ter certeza?" "Eu não tenho. Mas eu tenho planos melhores para nós na minha cama." Mulder parou para pensar e em um movimento brusco tirou sua parceira do gabinete para seus braços. "Scully?" "Quê?" "Eu te amo." "Ai, Meu Deus!" Ela o beijou no pescoço enquanto ambos caíram na risada. +++++ Feedback, por favor!!!!!! Qualquer notinha qualquer palavrinha, qualquer coisa! E-mail da autora: alice_j_foster@hotmail.com