Titulo- I don't want to miss a thing ( Para os shippers, shipermente) Autora: Meggie Feedback para: wm3@uol.com.br Spoilers- Nenhum e todos Disclaimer- Os personagens da história que se segue não pertence a mim e sim a quem os criou. CC e a Fox, etc e tal. Sem fim lucrativos, viso apenas a diversão do leitor. Resumo: Mais ou menos um ano depois de Requiem, já com a filha nos braços, Scully finalmente tem uma pista de Mulder. Lembranças de um passado mais feliz a atormentam. Classificação: Shipper ( Acho que alguém de nove anos já pode ler isso, talvez menos já que a novela das sete é muito mais ... ahn, digamos ... liberal) Parte I . Lembranças Depois, muito tempo e lágrimas depois da abdução de Mulder, numa madrugada fria em Geogetown Scully olhou para o bebê deitado a seu lado na cama. Os olhos, grandes e verdes, estavam fechados. A pequena Samantha dormia. Sentiu as lágrimas rolarem. Scully não tivera coragem de registra-la, parecia- lhe uma traição, um ato derrotista, sabia que o pai dela voltaria para fazer isso. Mesmo assim as lágrimas não se cansavam de correr ( Esperar é reconhecer-se incompleto, já dizia Guimarães Rosa). Lembranças, vivia de passado e futuro, pequenos e grandes momentos, vivia por Samantha e porque tinha esperanças. Mesmo assim estava frio, Deus, estava mesmo muito frio. Quantos graus? Não saberia dizer. Tocou de leve os cabelos vermelhos da garotinha, era quente. Precisava de calor. Se os tempos fossem outros ligaria para Mulder, ouvir a voz dele ajudava. Mas, agora, não havia Mulder para escuta-la nem fazer piadinhas cretinas. Podia apenas pensar nele, em um dia distante, a onze meses atrás. Um dia esquecido entre casos bizarros, alienígenas, desejos e morte. Um dia em que não havia nada pra fazer. Domingo, 2000 Georgetown A campainha continuava incessante. Olhou para o relógio, 11:21AM. Não costumava acordar tão tarde, mas a culpa era de Mulder, que a chamara de madrugada para pesquisar um falso Arquivo X. Já estava acostumada, mas o corpo ainda clamava por uma cama macia. Ouviu o clique da fechadura, passos no hall e a voz familiar do parceiro. - Scully! Scully, você está bem? - Não Mulder. Me acorde daqui a algumas horas quando meu cérebro voltar a funcionar. Ele abriu a porta do quarto, só para encontrar uma Scully descabelada com cara de sono. - Desculpe a invasão, mas já são quase meio dia. Eu achei estranho que você ainda estivesse dormindo. - Mulder, você se esqueceu que me acordou ontem duas da manhã, me fez viajar quilômetros só pra encontrar aquela doida e ter que voltar? Ele fez cara de coitadinho. - Como é que eu podia saber que ela tinha problemas mentais? - Pesquisando, Mulder. - Tudo bem, eu mereço. De qualquer forma eu vim pra me desculpar mesmo. - Mulder, será que pode esperar que eu tome banho e fique apresentável para me pedir desculpas? - Você parece apresentável pra mim. - Tenho certeza que sim, agora dê o fora. Ele levantou as mãos, sorriu e bateu em retirada. Scully o encontrou meia hora depois, vendo televisão em seu sofá. Estava passando Harry e Sally, pela milésima vez. - Mulder? Tem certeza que é você? Nunca pensei que Meg Ryan fizesse seu tipo. - Gosto de baixinhas, Scully. Nunca percebeu, não? Antes que ela pudesse pensar em algo para dizer ele continuou. - Além do que, nunca assisti esse filme. Parece interessante. - Tudo bem Mulder, vou pegar alguma coisa para gente comer. - Nada muito saudável para mim, tá? Meu organismo rejeita coisas a que não está acostumado. Ela foi pra cozinha já se conformando em não receber as prometidas desculpas. Não se importou, porém. Era muito difícil passar algumas horas normais com Mulder fora do Bureau. E como dentro do FBI era mais difícil ainda, nunca passava horas normais com ele. Bem, quase nunca, completou ao se lembrar de natais e jogos de beisebol. Pegou um pacote de frango frito e pôs no microondas, tirou uma coca cola da geladeira. Parecia que seu irmão estava adivinhando, quando deixara aquelas coisas ali em sua última visita, que o corpo de certos indivíduos rejeitava alimentos com alta taxa de nutritividade. Quando a comida ficou pronta, levou tudo para a sala e se sentou ao lado dele, lhe passando um copo de refrigerante. - Chegou em boa hora, Scully. Meg está tendo um orgasmo no restaurante. Foi então que ela se lembrou do filme que iriam ver. Bom, diria que Harry e Sally era no mínimo inapropriado para ser assistido com Mulder. Se tratava de um casal de amigos, que se conheciam a muito tempo e tinham dúvidas eternas se deveriam ir para cama ou não. A pergunta central era: Um homem e uma mulher jovens e atraentes podem ser amigos sem sexo no meio? Não sabia porque, mas história lhe parecia familiar. E se conhecia o parceiro, tinha a impressão de que aquele Domingo não passaria sem uma pergunta indiscreta. Estava absolutamente certa. A bomba veio em um dos comerciais. - Scully, somos amigos... - É, somos. - E não fazemos sexo... - É, acho que não. - Você acha ,então , que invalidamos a teoria do filme? Ela não achava. Não iam para a cama mas isso definitivamente não queria dizer que não houvesse sexo entre eles. Aquilo era um problema que tentava evitar se esquecendo dele, só que ficava difícil quando Mulder decidia discutir a relação. - Hein, Scully, você acha ou não? E agora, será que teria coragem de mentir descaradamente para seu melhor amigo? A resposta era tão clara que a fez sorrir.( Clarice Linspetor já dizia: Ás vezes, só a mentira salva) - Eu acho que sim, Mulder. - Você acha? – Ele parecia surpreso. - Bom, somos amigos e não vamos para cama.- Ela completou olhando para a TV. - Por que não vamos para cama, Scully? ( Não era um convite, viu?) Pronto, a situação estava fora de controle. Como em um Domingo tão calmo pudera acabar em seu sofá comendo frango frito e discutindo sexo com seu parceiro doido e lindo? - Somos amigos, amigos não fazem sexo, amantes sim.- Respondeu mais para ganhar tempo do que por saber o que estava falando. - Agora você parece o Harry, Scully. Resolveu fita-lo. Não havia mais como voltar atrás, nem fugir mesmo. Sem contar que aquela conversa já fora adiada vezes sem contas, por sete longos e movimentados anos, era hora de falar. Os olhos dele mostravam incerteza mas determinação, esperavam impacientes uma resposta. - Tudo mudaria. - Por que isso é ruim?- Ele indagou, suavemente. - Porque é desconhecido. – O coração dela estava disparado, suas mãos frias e as pupilas dilatadas. Pânico. - Gosto do desconhecido, Scully. Ela permaneceu em silêncio, ele continuou. - Talvez, só talvez, devêssemos experimentar. - E se não der certo? São coisas demais para jogarmos para o alto. Mudar é difícil. As pessoas relutam até em escolher outro tipo de sanduíche, diferente do que sempre costumam pedir, por medo do que pode dar errado. É sempre assustador para a natureza humana não saber se o chão pode ruir no próximo passo. Scully não sabia se estava preparada para enfrentar as conseqüências. - É só uma tentativa. E o controle sempre esteve nas suas mãos. – O problema de Mulder, ela concluiu pela milionésima vez, era sua impetuosidade. Ele nunca pensava no depois, fazia tudo parecer simples, como se tentativas não desviassem rios. Aquele momento, no meio da tarde de um Domingo qualquer, Scully tomou a decisão mais importante da sua vida. Cruzou o ponto sem retorno, desligou Billy Cristal e Meg Ryan e jogou o saco de frango no chão. Aproximou-se do homem a seu lado. Talvez fosse hora de se aproveitar da inconseqüência de seu parceiro. - Acho que quero passar o controle para você.- Disse, meio tremula. Ele tocou seu rosto, seus cabelos. Ambos cheiravam a galinha frita, mas não importava, o cérebro já tinha coisas demais para absorver. Lábios, línguas, pele, dentes. - Eu já te disse, Scully. Eu te amo. Acredite desta vez. - Eu acredito. Já estavam próximos demais para que ela não acreditasse. As roupas logo se fizeram sentir e se tornaram desagradáveis. Tudo foi para o espaço. Camiseta, inibições, calças, blusa, dúvidas, calcinha, sutiã, cueca, medos. Tudo até que não restasse nada além de corpos exaustos no sofá ( Gente, eu até que queria fazer uma fic NC-17, mas não tenho idade para isso...hehe.). Tempo suficiente para que o bater do coração parasse de ser escutado no Japão se passou, antes de Mulder cortar o silencio. - Como é que o filme acaba, Scully? Ela estava de bruços sobre ele, uma mão masculina em sua cintura, outra em seus cabelos. - Eles fazem amor e a amizade acaba. Eles ficam constrangidos e deixam de se ver… Mulder pareceu não gostar da resposta. Franziu a testa. - Não termina assim, termina? Ela sorriu. - Não, depois ele não suporta de saudade, volta correndo para ela, eles se casam e vivem felizes e brigando até o fim da fita. - Parece bom pra mim. - Pra mim também. Mas será que a gente pode pular a parte da separação? - Sim, senhorita. Mas vamos para a cama. Estamos parecendo adolescente, nus aqui neste sofá. E horas se foram, a noite já caia suave no céu. Acordou com Mulder cantando baixinho em seu ouvido o refrão de uma música que ela não se lembrava de Ter ouvido: "I Don't wanna close my eyes I don't wanna fall asleep 'Cause I'd miss you, baby and I don't wanna miss a thing" - Acorda, bela adormecida. Pra mim, parecem cem anos que temos que por em dia. - Eu te amo.- Murmurou sonolenta. - Eu sei. Parte II – Welcome A realidade desabou em forma de campainha. Scully esfregou os olhos, procurou o relógio. 04:17AM. Não conseguia pensar em ninguém que tivesse o despeito de aparecer em sua casa aquela hora...a não ser...Correu, a esperança fazendo o peito ficar pesado. Escancarou a porta, ofegante e corada, nem se lembrou de conferir seu palpite no olho mágico. Era Dodget. O desapontamento transpareceu cristalino em seu olhar azul. Ele percebeu mas preferiu não comentar. Foi direto ao assunto. - Temos novidades, Scully*. ( Não faço nem idéia de como eles vão se tratar, por isso, considerem como licença poética e perdoem-me se eles já estiverem mais íntimos) - O que? - Skinner e os pistoleiros estão no carro nos esperando. Deixe os detalhes pro caminho. - Certo, só vou trocar de roupa. - Eu pego a Sammie. Dodget já estava acostumado a filha da parceira. Amava a menininha de olhos verdes como se fosse sua. Aprendera a trocar fraldas e dar de mamar, fora nomeado o pai honorário oficial. Claro que tinha que dividir o titulo com quatro homens ciumentos, mas não se importava. Quem o preocupava realmente logo estaria de volta, se tudo desse certo. Mas não havia nada que pudesse fazer, Mulder chegara primeiro. E se havia se apaixonado por duas ruivas que já tinham dono, a culpa não era de ninguém. Dez minutos depois, Jonh, Scully, Skinner e Frohike rumavam para o aeroporto. Langly e Byers, que ficaram com Samantha, foram para o QG passar e receber as informações necessárias enquanto tomavam conta do bebê do amigo. - Muito bem, vão me contar ou não o que está havendo? - Acho que encontramos o Mulder. – Detonou Frohike, excitado. - Como é? - O Mulder. Langly identificou muita movimentação em Montana, ontem a noite. E adivinha quem foi pra lá? A coisa está fedendo, Scully. O exercito em peso cercou uma área de mais de 600 m² . Achamos que nosso amiguinho voltou. - Tudo bem, mas você disse que o exercito em peso estava lá. Como é que vamos entrar? Os três homem se encaram, como se só agora estivessem pensando naquilo. - Que ótimo! Não temos como entrar. - Calma, Scully. Vamos pensar em alguma coisa. Horas depois Área deserta Montana A neve manchava de branco a paisagem, dando a todos os passageiros da camioneta azul um sensação pura de solidão. O plano para entrar na base militar era meio louco, vindo de Frohike não se podia esperar muita racionalidade de qualquer forma, mas não tinham tempo para bolar outro. Mulder podia estar naquele lugar. O transito de soldados era intenso e estava um frio de rachar as almas mais calejadas. Contavam com isso para entrar. O celular, que funcionava ali por milagre, tocou. Dodget atendeu, eram os pistoleiros. - Muito bem, vocês já estão prontos? Jonh olhou para os colegas, todos fardados, pareciam preparados para o Vietnã. - Estamos, Langly. Pode começar a operação, já estamos conseguindo ver o inimigo. Scully riu da escolha de palavras, mas era apropriada. Eram realmente o inimigo. A base era enorme, cercada de soldados, areia, arame e caminhões. Pararam atrás de uma fila de outras camionetas azuis, com símbolo do US Army . - Tá legal, Dodge. Entrei. Preparem-se para ver o circo pegar fogo. – Comentou Langly antes de desligar, e não estava exagerando. Logo um monte de homens armados começaram a correr de um lado para o outro e gritar, alguns caminhões explodiram, os computadores centrais pararam por exatos dez segundos, tudo ficou escuro e barulhento. Skiner, que dirigia, aproveitou a situação para furar a fila, estacionou ao lado da guarita de entrada e começou a gritar com os oficiais encarregados. Parecia o dono do mundo. Ainda meio tontos e assustados, os guardas os deixaram entrar. - Conseguimos. – Gritou Frohike. - Tudo bem, pode dizer isso pra eles. - Desculpa, cara. Me empolguei. Nossa, olha pra eles, parecem formiguinhas desesperadas. Pareciam mesmo. E quando tudo voltou ao normal, minutos depois, os quatro já estavam dentro da construção central. Era grande, mas ainda meio incabada. Parecia Ter sido construída as pressas e a pouco tempo. O que queria dizer que o que quer que fosse que estava acontecendo ali era inesperado. Scully gostou disso, tudo ainda estava meio desorganizado, o que aumentava as chances de sucesso do plano. Soldados sérios iam e vinham, ocupados demais com o que tinham que fazer para se preocuparem com qualquer outra coisa. O quarteto parou. - Muito bem, vamos nos dividir. Eu e Scully vamos para a direita, vocês dois para o outro lado. Qualquer coisa vocês já sabem, usem o rádio. - Por que ele tem sempre que ficar com a Scully?- Reclamou Fhohike para Dodget quando os outros dois já tinham partido. - Porque ele é esperto. Agora vamos. O numero de portas para serem conferidas eram intermináveis, mas não se podia abrir todas sem chamar atenção. Skinner e Scully logo tiveram que se separar também. Os corredores estavam ficando mais estreitos e vazios. Eram frios e impessoais, lembravam à agente ruiva corredores de anos atrás, quando estava desesperada atras do mesmo homem. Foi então que viu, era uma porta diferente das outras, bem maior e havia dois guardas barrando a passagem. Voltou antes de ser vista, ligou para os amigos. - Achei pessoal. Venham para cá. Minutos depois estavam todos lá. Telefonaram para o QG. - Langly, precisamos de ajuda. - O que aconteceu? - Tem duas montanhas nos impedindo de entrar, não dava para apagar tudo de novo e cortar o sistema de câmera e alarme da sala 13? - Estamos com sorte, garotos. Esse sistema é novo e ainda não está perfeito. Eles costumam ser bem mais cuidadosos. - Então, vai conseguir? - Claro, mas não é por muito tempo. Cinco minutos no máximo, e estou sendo otimista, da ultima vez não consegui nem um minuto. Scully tirou o celular das mãos de Skinner. - Está cuidando bem do meu bebê, Langly? - Não se preocupe com a Sam, parece uma rainha. - Tudo bem, diga a ela que já estou voltando. - Boa Sorte. - Obrigada. Pouco tempo depois de desligar o caos havia novamente se instalado. Scully, começou a gritar por ajuda, Frohike correu até os soldados. - Ei, temos invasores e uma agente ferida ali, venham ajudar, corram. Sem pensar duas vezes a dupla de guardas foi atrás do homem baixinho. Caíram desmaiados na primeira esquina. Dodget e Skinner guardaram suas armas e retiraram as dos homens inconscientes, largaram os corpos inanimados no chão e partiram atrás de Scully e Frohike que já se dirigiam para a porta recem- desprotegida. O sangue da agente circulava desesperado nas veias, fazendo o cérebro trabalhar mais depressa . Sabia, naquele momento, que estava muito mais perto da verdade do já estivera naqueles anos todos. Sabia que ele estava ali, só a adrenalina não permitia que chorasse ali mesmo. A sala estava escura e aparentemente vazia, alguém ligou uma lanterna mas a mente dela não registrou quem foi, tinha olhos apenas para a forma que o feixe de luz iluminou. Era um homem. Agora nem seus mais básicos instintos de sobrevivência entrando em colapso com seus hormônios a impediu de chorar. As lágrimas desciam suaves enquanto se aproximava do corpo deitado na maca. Afastou o lençol devagar. Tremia, teve certeza que o mundo parou de girar naquele segundo, no momento que o viu. Estava pálido, trazia os lábios arroxeados e um filete de sangue escorria do nariz. Ela colocou uma mão fria em seu pulso e conferiu se vivia. Era só pra confirmar, sabia que Mulder não estava morto muito antes de ver. Sentia. Deixou as mãos subirem para o rosto adormecido, já nem percebia mais as lágrimas ou a presença dos outros. Eram só Mulder e ela. Teria desmaiado se alguém não tivesse lhe tocado naquele momento. Era Dodget. Se abraçou a ele, enquanto Skinner e Frohike tentavam fazer Mulder acordar. Em vão, ele estava sedado. - Se vamos tira-lo daqui é melhor fazermos isso agora, antes que as luzes voltem. Scully nunca soube dizer direito o que aconteceu depois, teve consciência apenas de terem colocado um dos soldados desmaiados na maca e terem vestido uma das fardas em Mulder. Quando as luzes retornaram à base, a camioneta azul já ia longe, com um passageiro a mais. QG dos pistoleiros Dia seguinte Mulder sentia tudo doer. Sua mente estava confusa e não conseguia abrir os olhos. Só tinha consciência de estar próximo a um corpo quente e macio. Scully. Se pudesse teria sorrido, ou chorado. Não sabia aonde estava mas não tinha mais medo. Agora tudo estava bem, ela estava lá, era tudo o que importava. Sua mente parecia dormente, não se lembrava direito do que havia acontecido a ele nos últimos tempos. Mas tinha uma certeza, não era bom e ela não estava lá. Se esforçou para abrir os olhos e se mover. Queria vê-la, toca- la. Nossa, como era difícil, seus músculos pareciam implodidos. Mas era por uma boa causa, o cérebro obrigou o corpo a obedecer. Devagar, muito devagar, levantou as pálpebras. Ela estava lá, dormindo abraçada a ele. Tocou os cabelos vermelhos e começou a cantar, baixinho, uma música que lhe trazia boas recordações . "I could stay awake just to hear you breathing Watch you smile while you are sleeping While you're far away and dreaming I could spend my life in this sweet surrender I could stay lost in this moment forever" Ela abriu os olhos. Eram azuis, lindos, seus, azuis. Mulder sentiu lágrimas nos seus. Parou de cantar. Scully não conseguia fazer nada, nem rir, se mover ou chorar. Ele estava ali. Podia vê-lo. Tinha medo de acordar e descobrir que tudo não passara de um sonho bom. Mas as mãos dele continuavam em seu rosto. - Eu te amo. - Eu sei – Ela soluçou – Senti sua falta. - Ninguém consegue pular a parte da separação, amor. - Pelo menos, temos até o fim da fita para brigarmos e sermos felizes. - Parece bom pra mim. – Ele completou, aproximando os lábios dos dela. - Pra mim também. Muitos beijos depois... - Mulder? - Sim? - Você tem trabalho a fazer. - Ah é? O que? - Conhecer e registrar certa pessoinha. Finish Bom pessoal, obrigada pela paciência e por terem chegado até o final. Não tenho Fox, por isso se houver algum erro de roteiro ou algo não estiver batendo com a série. Me perdoem, valeu a intenção. Ah, feedback, please!!! Foi minha primeira fic, preciso de incentivo, criticas ( Só não sejam muito duros, tá? Estou sensível) Ah, se alguém não conhece a musica, dê uma passadinha no www.mp3.com e escutem. É meio melosa mas muito romântica. I don't want to miss a thing Aerosmith I could stay awake just to hear you breathing Watch you smile while you are sleeping While you're far away and dreaming I could spend my life in this sweet surrender I could stay lost in this moment forever Well, every moment spent with you Is a moment I treasure I don't wanna close my eyes I don't wanna fall asleep 'Cause I'd miss you, baby And I don't wanna miss a thing 'Cause even when I dream of you The sweetest dream would never do I'd still miss you, baby And I don't wanna miss a thing Lying close to you Feeling your heart beating And I'm wondering what you're dreaming Wondering if it's me you're seeing Then I kiss your eyes and thank God we're together And I just wanna stay with you In this moment forever, forever and ever I don't wanna close my eyes I don't wanna fall asleep 'Cause I'd miss you, baby And I don't wanna miss a thing 'Cause even when I dream of you The sweetest dream would never do I'd still miss you, baby And I don't wanna miss a thing I don't wanna miss one smile I don't wanna miss one kiss Well, I just wanna be with you Right here with you, just like this I just wanna hold you close Feel your heart so close to mine And just stay here in this moment For all the rest of time Don't wanna close my eyes Don't wanna fall asleep 'Cause I'd miss you, baby And I don't wanna miss a thing 'Cause even when I dream of you The sweetest dream would never do 'Cause I'd still miss you, baby And I don't wanna miss a thing I don't wanna close my eyes I don't wanna fall asleep 'Cause I'd miss you, baby And I don't wanna miss a thing 'Cause even when I dream of you The sweetest dream would never do I'd still miss you, baby And I don't wanna miss a thing Don't wanna close my eyes Don't wanna fall asleep, yeah I don't wanna miss a thing I don't wanna miss a thing