FAN FICTION DISCLAIMER: Os personagens desta estória pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e a Fox Network, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo. CLASSIFICAÇÃO: Shipper SINOPSE: O desfecho de um caso faz com que Mulder e Scully reavaliem seus sentimentos. SPOILER: KITSUNEGARI (5x08 - "Caça a Raposa") NOTAS DA AUTORA: Bom, esse é o primeiro Fan Fiction que eu escrevo e, devo avisar que eu tinha tomado uma excessiva dose de glicose na veia (proveniente de um CD de músicas românticas que eu estava ouvindo enquanto escrevia a estória), então me perdoem os diabéticos hehehehe FEEDBACK: parker_ax@yahoo.com.br Serão muito bem-vindos e respondidos com carinho. HOW DO I LIVE? por Miss Parker QUARTEL GENERAL DO F.B.I. WASHINGTON, D.C. Escritório do Diretor Assistente Skinner O diretor assistente examina uma tomografia computadorizada do cérebro de Linda Bowman, que mostra claramente a bala alojada, bem como outras anomalias. _Ela tem um tumor no lobo temporal em estado adiantado_ diz Scully. _Como Modell. Parece ser de família. _Ela e Modell são parentes?_ pergunta Skinner. _Gêmeos fraternos_ diz Scully. Skinner suspira. _Ele queria proteger a irmã. Scully explica que os dois foram separados quando tinham apenas duas semanas de idade e só souberam um da existência do outro há seis meses. _Sua caça à raposa_ acrescenta Scully. _Eu imagino que ela queria vingança pelo que ela sente que fizemos com seu irmão. Skinner pergunta a Mulder se ele tem mais alguma coisa a declarar. Mulder balança a cabeça. _Isso cobre tudo_ diz o agente. Ele e sua parceira levantam-se para ir embora, mas Skinner pede a Mulder para ficar. Mulder vira e vê o diretor assistente aliviado. _Eu só queria dizer_ enfatiza Skinner _que você fez um bom trabalho. _Como é que é?_ pergunta Mulder, mais cético que surpreso. Skinner diz: _Ninguém poderia Ter descoberto isso a não ser você. Você sabia que era Linda Bowman e não Modell. Você estava muito mais à frente que eu. Mulder considera esse reconhecimento ainda problemático. _Eu quase matei minha parceira_ afirma. _Mulder, apesar disso, você foi o vencedor_ diz Skinner. _Você ganhou no jogo dela. Mulder pensa nisso por um longo segundo. Então, sorri tristemente. _Então, por que_ ele pergunta finalmente _eu me sinto como se tivesse perdido? Sem esperar por uma resposta, Mulder vira-se e deixa a sala. Já no corredor, ele encontra Scully que o encara preocupada. _Mulder, está tudo bem? Sem conseguir olhá-la diretamente, ele responde: _Sim, o Skinner queria apenas dizer que eu fiz um bom trabalho. _Mulder, não foi isso que eu perguntei. Eu quero saber se está tudo bem COM VOCÊ_ enfatiza ela. Ainda sem encará-la, ele responde com falsa tranqüilidade: _Não se preocupe Scully, eu estou bem. Apenas preciso de uma boa noite de sono. Venha, eu te levo para casa. Apesar de não acreditar muito na resposta, Scully resolve não insistir no assunto. Talvez tudo de que ele precisasse fosse realmente de uma boa noite de sono e, caso ainda estivesse desse jeito pela manhã, ela voltaria a insistir e, então, ele não teria como escapar de lhe contar a verdade. _Está bem Mulder, vamos para casa. APARTAMENTO DE FOX MULDER ARLINGTON _Deus, o que eu fiz?!? Essa era a pergunta que vinha atormentando seus pensamentos desde que deixara a parceira em casa. Agora em seu apartamento, estirado no sofá, Mulder se torturava, imaginando um sem números de "e se..." para o que havia acontecido naquele galpão. _Como pude me deixar influenciar daquela maneira? Sabia do que aquela mulher era capaz. Sabia quais eram suas intenções. Modell me avisou para não entrar no jogo... e mesmo assim eu fiz exatamente o que ela queria. E quase matei a Scully!!! Somente cogitar esta possibilidade já o deixava apavorado. Dentre todas as pessoas, Scully era a única por quem ele daria a própria vida. _Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a ela, e só de pensar que por uma estupidez minha ela poderia ter morrido.... E o pior, seria EU quem teria apertado o gatilho.... Completamente desnorteado, Mulder começa a andar de um lado para o outro, tentando controlar suas emoções. Pensava em Scully, no quanto ela lhe é importante. Depois que ela entrou em sua vida nada foi o mesmo. Antes ele se achava totalmente auto-suficiente, não confiava e nem precisa de ninguém. Mas então seus superiores no Bureau a designaram para trabalhar com ele nos Arquivos X e, apesar de saber que a estavam usando para desbancar seu trabalho não conseguiu resistir. Com o passar do tempo, Scully acabou por conquistá-lo de todas as maneiras possíveis. No trabalho ele aprendeu a respeitar e admirar a agente dedicada, honesta e inteligente que, mesmo sem concordar com suas teorias nada convencionais, o seguia. E que contra todas as possibilidades, até mesmo contra seus superiores, buscava uma explicação de base científica para os casos nada ortodoxos que investigavam. Ela inúmeras vezes o salvara de monstros, assassinos, pragas, doenças e até de si mesmo. Scully era sua consciência, o freio para seu espírito irrequieto, seu alicerce, seu porto-seguro. _Por muito tempo eu tentei negar o que sentia. Tentei me convencer de que era amizade, gratidão... Mas a quem eu quero enganar? Não é gratidão o que sinto toda vez que ela me olha e sorri, o calor que invade meu corpo quando ela me toca não é sinal de uma mera amizade... O desejo que sinto de tê-la em meus braços, de beijá-la não é nada fraternal. É o desejo de um homem pela mulher que ele ama mais do que a si mesmo, por quem de bom grado daria a vida... Admitir que amava Scully teve o efeito de um raio em Mulder. Subitamente ele parou ao perceber que pela primeira vez confessava a si mesmo o que sentia. Talvez a situação toda o tivesse levado a isso. Os últimos acontecimentos em suas vidas (o câncer de Scully; sua "cura" convenientemente oferecida pelo mesmo homem que a fez ficar doente; e mais recentemente o fato de Linda Bowman, em sua vingança, querer fazê-lo matar a parceira), tudo isso contribuiu para que ele percebesse o que realmente sentia. Mas como dizer à Scully? Como ela reagirá a isso? Não ia ser nada fácil declarar-se, disso Mulder tinha certeza. Estaria arriscando alto, muito alto. Arriscava-se a perder a única pessoa que realmente amava em sua vida. Sentindo-se sufocar por seus medos e dúvidas, Mulder recomeça a andar de um lado para o outro. Sem saber ao certo o que fazia, dirigiu-se até o aparelho de som e o liga. Neste momento uma nova canção se inicia. A suave melodia envolve-o, fazendo com que preste atenção na letra... "How do I get through the night without you (Como eu passo a noite sem você?) If a had to live without you (Se eu tivesse que viver sem você) What kinda life would that be (Que tipo de vida seria?) Oh, I need you in my arms, need you to hold (Oh, Eu preciso de você em meus braços, preciso segurar você) You're my world, my heart, my soul (Você é meu mundo, meu coração, minha alma) If you ever leave (Se você partisse) Baby you would take away everything good in my life (Baby, você levaria embora tudo de bom em minha vida) And tell me now (E me diga agora) How do I live without you (Como eu vivo sem você?) I want to know (Eu quero saber) How do I breathe without you (Como eu respiro sem você?) If you ever go (Se você for) How do I ever, ever survive (Como eu vou, vou sobreviver?) How do I, how do I, oh, how do I live (Como eu, como eu, oh, como eu vivo?)" _É exatamente assim que me sinto em relação à Scully. Não consigo imaginar minha vida sem ela. Mas.... será que ela sente o mesmo? Às vezes penso que sim. Há momentos em que ela me olha com um brilho diferente nos olhos, só para no momento seguinte me tratar de maneira fria e indiferente. Ela sempre me deixa na dúvida.... Mas, afinal de contas, essa era a sua Scully! A mulher mais intrigante que já conheceu. E isso o fascinava. Scully sem perceber, e até mesmo sem querer, o enfeitiçara e agora ele lhe pertencia. _Preciso saber se tenho alguma chance. E vai ser agora! Decidido, Mulder pega as chaves do carro e, sem pensar duas vezes, dirige-se ao apartamento da parceira. APARTAMENTO DE DANA SCULLY GEORGETOWN Scully preparava-se para ter sua merecida noite de sono, porém seus pensamentos estavam tumultuados. Pensava em Mulder e, em como ele parecia abatido depois da resolução deste último caso. _Mulder parecia não estar nada bem... eu devia ter insistido em saber o que estava acontecendo... Scully conhecia bem seu parceiro, sabia que Linda Bowman havia atingido seu ponto fraco. Mulder era uma pessoa formidável, inteligente e corajoso. Porém seu parceiro era extremamente suscetível à culpa, e ela sabia que neste momento ele devia estar se sentindo culpado por quase ter atirado nela. _Deus, eu devia ter ficado com ele! Agora ELA sentia-se culpada por tê-lo deixado ir sem conversarem. Sabia que morreria se algo acontecesse à ele. Há muito tempo que deixara de nutrir por Mulder uma simples amizade. Ela o amava com todo o seu coração. Ele era seu apoio, seu protetor, já a salvara tantas e tantas vezes. Se alguém lhe tirava algo, ele era o único que movia céus e terra para trazer de volta o que lhe fora tirado. Mulder devolveu sua fé, quando achava que a tinha perdido para sempre. _Eu o amo tanto, mas tenho medo do que esse sentimento possa fazer conosco... Temo por ele, temo por mim. Precisando mudar o rumo de seus pensamentos, pois os mesmos parecem querer sufocá-la, Scully vai até a sala e liga o rádio. Ao mudar para uma outra estação, um trecho de uma música chama sua atenção: "Without you there would be no sun in my sky (Sem você não haveria nenhum sol no meu céu) There would be no love in my life (Não haveria nenhum amor na minha vida) There'd be no world left for me (Não sobraria nenhum mundo para mim) And I, baby, I don't know what I would do (E eu, baby, eu não sei o que faria) I'd be lost if I lost you (Eu estaria perdida se perdesse você) If you ever leave (Se você partisse) Baby you would take away everything real in my life (baby você levaria embora tudo de real em minha vida) And tell me now (E me diga agora)" _É assim que me sinto. Se por algum motivo um dia eu perdê- lo, vou ficar completa e irremediavelmente perdida, pois a minha constante é ele. Precisava falar com Mulder, ouvir sua voz, saber se estava tudo bem... Com uma urgência nada comum em seu modo de agir, Scully pega o telefone e, esta discando o número do parceiro, quando ouve baterem em sua porta. _Quem será a uma hora dessas?_ pensa irritada. Mas ao abrir a porta, seu coração dispara e suas pernas ficam bambas. Como que materializando seus desejos em realidade, Mulder encontrava-se parado a sua frente, com a mão erguida prestes a bater de novo. Ele estava mais encantador do que nunca, e a olhava de uma maneira tão intensa que fez com que Scully percebesse que estava de pijama e enrubescesse. _Mulder o que faz aqui a uma hora dessas? Aconteceu alguma coisa?_ perguntou para disfarçar o embaraço. Por um momento Mulder não soube o que responder. Viera até a casa dela num impulso, mas ao vê-la parada à sua frente, somente de pijama e o olhando com os incríveis olhos azuis cheios de espanto, ficou sem ação. Aquela era a mulher que ele amava. E ela estava bem ali na sua frente, enrubescendo ante o seu olhar insistente, deixando-o mais fascinado ainda. _Preciso falar com você Scully, posso entrar?_ pergunta recuperando a voz. _É claro que sim!_ fala dando passagem para ele. _Está tudo bem?_ insiste. Mulder parecia estar nervoso e, isso a estava deixando nervosa também. Algo deve ter acontecido para que ele viesse procurá-la tão tarde. Apesar de tudo era bom poder vê-lo, falar com ele, saber se estava bem. _Errr....hummm..... Sim está. Podemos conversar?_ responde nervoso. "_Céus o que está acontecendo comigo? Pareço um adolescente que esta prestes à convidar para o baile a garota mais popular da escola! Scully deve estar pensando que eu enlouqueci de vez! Mulder você precisa se acalmar. Você TEM que se acalmar!"_ pensa um Mulder cada vez mais nervoso. _É claro! Vamos nos sentar. Você quer beber alguma coisa?_ pergunta Scully. _Não Scully, obrigado. Quero apenas falar com você_ responde Mulder. _Ok, sou toda ouvidos!_ fala Scully, achando aquela situação cada vez mais estranha. "_O que está acontecendo? Mulder está estranho, nervoso... Nunca o vi assim"_ pensa ao sentar-se ao lado dele no sofá. Mulder respira fundo para recuperar o controle e a olha diretamente nos olhos. "_É isso. A hora da verdade chegou. Mulder, meu chapa, chegou o momento de contar a verdade para ela. E que Deus me ajude!" _Scully, você sabe que é minha melhor amiga, não sabe?_ ela apenas concorda com a cabeça e, ele continua_ Sabe também que eu não deixaria nada de ruim te acontecer? Ah, agora ela estava começando a entender. Mulder viera até ali por sentir-se culpado pelo que quase acontecera no galpão com a irmã de Modell. _É claro que sei Mulder!_ responde Scully. _O que aconteceu hoje, de maneira nenhuma foi culpa sua. Aquela mulher queria vingar-se de você e estava tentando me usar para isso. Mas ela não conseguiu e, eu tenho certeza Mulder, mesmo que eu não tivesse atirado nela, você nunca teria sucumbido às suas ilusões. Você é mais forte do que todo o poder de sugestão dela_ declara convicta. _Eu não tenho tanta certeza disso Scully,_ fala tristemente _eu estava prestes a atirar em você! E não sei o que faria se o tivesse feito.... _Pois eu tenho certeza absoluta de que você NÃO o teria feito_ fala Scully enquanto segura em sua mão. _Mulder, eu te conheço melhor do que ninguém, melhor do que você mesmo, e sei que jamais faria algo assim. Sei que nunca me machucaria, ao contrário, você me defende, me protege. E é porque eu confio em você que tenho tanta certeza no que estou te dizendo. Carinhosamente, Mulder leva a mão de Scully até os lábios e a beija. _Obrigado Scully! Obrigado por confiar em mim, por acreditar em mim... Mas o que aconteceu hoje me fez perceber outras coisas... _Que coisas? _Me fez reavaliar meus sentimentos. Me fez tomar uma decisão. _Qual decisão?_ pergunta Scully de respiração suspensa ante a intensidade de suas palavras e de seu olhar. _Eu decidi que não vai se passar mais um dia, sem que eu diga à mulher que amo, o quanto ela significa para mim. Não vou deixar que se passe mais um instante sem que ela saiba que se algo lhe acontecesse, eu morreria, porque para mim não valeria a pena continuar vivendo sem a minha razão de ser. Pois ela é o ar que respiro. É por ela que me levanto todos os dias. É por ela que luto por um mundo melhor, porque ela me fez um ser humano melhor, me fez completo. O amor que sinto por ela é louco e apaixonado, queima a minha pele com um calor mais intenso do que o do sol. Seu sorriso tem o poder de afastar as trevas que me cercam. Seu toque, o dom de me acalmar.... Scully ouvia aquela declaração de olhos arregalados e com o coração disparado. Lágrimas desciam suavemente por sua face ao perceber que seu maior desejo estava tornando-se realidade. Mulder olhava carinhosamente para a parceira, que o encarava com os olhos muito abertos e de sobrancelhas erguidas, parecendo não acreditar no que estava ouvindo. Lágrimas corriam por sua face e, gentilmente ele as secou. Segurando com as duas mãos o rosto de Scully e, sem desviar seus olhos dos dela, continua: _Scully, eu pensei muito a respeito disso tudo. Pesei os prós e os contras. Sei o risco que estaremos correndo se nos envolvermos dessa maneira. Mas o que eu sinto por você não pode mais ser mantido em segredo. Eu te amo! Amo sua mente lúcida, seu coração nobre e generoso, a maneira firme com que você me trata quando pareço estar ficando fora de controle. Amo até mesmo o jeito de você dizer que minhas teorias são malucas. Você me tornou um ser humano completo, me manteve honesto e não deixou que eu me perdesse. Preciso de você como preciso do ar que respiro e, estou disposto a arriscar tudo, somente para tê-la em meus braços. Quero passar meus dias e minhas noites a seu lado. Quero sentir seu corpo junto ao meu, seu perfume a me envolver...Quero você, por todos os dias de nossas vidas. O que você me diz? Scully estava atordoada. Seu sonho transformara-se em doce realidade. Mulder a amava! Tanto quanto ela o amava. Isso fazia com que se sentisse flutuando num mar de sensações tão poderosas que a faziam perder o fôlego. Mas ele esperava por uma resposta. Mulder a olhava apreensivo, sem saber o que se passava com ela, sem ter idéia de como ela estava feliz. Lentamente, como em um sonho, ela levou uma de suas mãos até o rosto dele, numa carícia suave, e foi aproximando seus lábios sem desviar de seu olhar. Quando apenas alguns centímetros separavam suas bocas, disse com uma voz estranha até para seus próprios ouvidos: _Mulder eu te amo! Sempre te amei e sempre vou te amar, até o fim dos meus dias. E mesmo quando eu me for, vou continuar te amando, por toda a eternidade.... Ao ouvir as palavras de Scully, Mulder abriu o mais lindo e radiante dos sorrisos. Então seus lábios se uniram, selando com um apaixonado beijo aquelas declarações de amor incondicional e eterno. E o que aconteceu depois, foi a sublime consumação de um sentimento que cresceu e se fortaleceu com o tempo e com a confiança que um depositava no outro. Um sentimento que a partir de agora os uniria ainda mais e os alimentaria para sempre. FIM