G U A R D E A Ú L T I M A D A N Ç A AUTORA: Késsia Nina EMAIL: shipperx@gmx.net CLASSIFICAÇÃO: Super simples! Pra qualquer um! CATEGORIA: shipper super melosa... hehehehehe NOTA DA AUTORA e AGRADECIMENTOS: Obrigada à Bellefleur X que betou esta fic mesmo virando noroma! Agora me respondam como é possível uma pessoa escrever fics tão boas e tão shippers, viver no fórum shipper e virar noroma???????? É incrível ou não é? Bom, gente, a Bellefleur X escreveu a cena da Scully olhando e admirando o Mulder e ficou demais não???????? Como é que ela pode se declarar noroma??????? Brincadeira! ;) Vê, muito obrigada! Adorei a forma como você betou e a cena! Ficou linda demais! Minhas fics todas estão no Shipper X: http://www.shipperx.hpg.com.br, portanto, vão lá, ok? E leiam todas as estórias! Hehehehhee Aviso: Esta fic é bem simples, hein? ;) Outra coisa, vocês já repararam que eu não consigo mais escrever fics tão pequenas quanto antigamente? Por que será? Eu iniciei esta fic em 16/04/2001 e terminei em 10/05/2001. G U A R D E A Ú L T I M A D A N Ç A A sexta-feira iniciou-se como qualquer outra para todos os agentes do FBI, exceto para Mulder e Scully. Na semana anterior, um aviso foi anunciado em que o FBI estaria promovendo uma grande festa de confraternização na sexta-feira seguinte e todos os agentes do FBI, com sede em Washington D.C., deveriam participar. Teriam que trabalhar somente até a uma hora da tarde e depois estariam liberados para que se preparassem. O Diretor Assistente Skinner deixou bem claro aos seus dois agentes que eles não deveriam deixar de comparecer à festa, sob pena de suspensão. Após um interminável debate sobre o direito de ir e vir, os dois foram finalmente convencidos e aceitaram o convite. E por fim, a fatídica sexta-feira chegara. E, mesmo sem perceber, ambos estavam nervosos e angustiados. Passaram a manhã inteira sem produzir um único relatório dos cinco que deveriam ter entregado até o dia anterior. _ Sinceramente não sei porque me deixei convencer a ir a essa festa. _ reclamou Scully, enquanto se levantava e guardava na gaveta alguns dos arquivos que estavam em sua mesa. Não esperava necessariamente uma resposta do parceiro, estava praticamente falando sozinha, porém, em voz alta. _ Concordo. E você ainda concordou antes de mim. _ Mulder a provocou, embora fosse tão culpado quanto ela em ter aceitado ir à maldita festa. _ Não me venha com brincadeiras. Você estava doido para ir à festa. O problema, sr. Mulder, é que eu não tenho roupa, não tenho acompanhante e não estou com a mínima vontade de sair de casa hoje. Justo hoje que não temos que viajar. Eu tinha planejado ficar na minha banheira durante um bom tempo, ler um livro interessante, dormir. Fazer coisas normais, sabe? _ a melancolia tomava conta da sua voz. _ Primeiro, Scully, eu também não estou com vontade ir à festa. Segundo, você vai ter tempo de sobra para comprar roupas, daqui a vinte minutos estaremos liberados. Terceiro, podemos ir juntos. _ Olhou para ela e viu o olhar que já esperava encontrar. _ Não é um encontro ou algo assim, também não quero chegar sozinho. Além do que, somos amigos e não há nada demais nisso, certo? Ela acenou afirmativamente com a cabeça. "Talvez não seja má idéia no final das contas", pensou enquanto voltava calmamente para sua mesa. Pegou novamente o convite em suas mãos e parou pensativa quando viu as palavras "passeio completo". Precisaria de um vestido longo. Um dos que possuía em sua casa já estava bastante ultrapassado e o outro trazia más lembranças da sua experiência com o Canceroso. Um arrepio percorreu seu corpo ao lembrar do seu reencontro com Mulder e do modo como ele ficara abalado por aquela experiência, muito mais do que ela própria quando ele saía sem ao menos avisá-la, o que ocorria com certa freqüência. Seus pensamentos foram cortados pelo barulho da bola de basquete que quicava constantemente no chão. _ Precisa fazer tanto barulho? _ Desculpe se incomodei você, rainha. _ ignorando o pedido indireto dela para que ele parasse de bater a bola, ele continuou. Com um olhar fulminante, Scully levantou-se, andou até ele, agarrou a bola no ar e a jogou ao fundo da sala. _ Estou tentando pensar, Mulder! _ esbravejou. _ Ok, ok. Mas por que tanta preocupação? Não é que você vá encontrar o seu príncipe encantado ou algo do tipo... _ Quem sabe... _ Ela disse sorrindo enquanto juntava seus pertences e partia em direção à porta. _ A que horas você me pega, então? _ Ah, não. Nosso encontro é moderno e nesse tipo de encontro a dama pega o cavalheiro. _ Primeiro, não é um encontro. Segundo, você se ofereceu para ir comigo, então tem que me pegar. Ele se levantou rapidamente da cadeira, fazendo sinal de continência militar, enquanto observava o sorriso bastante natural da parceira ao vê- lo em tal posição. Scully terminava de arrumar seu cabelo quando a campainha tocou. Ainda de roupão, ela foi até a sala e abriu a porta para o parceiro. _ Entre. Só um minuto. Só falta colocar o vestido. Sem dar tempo que ele ao menos a visse, ela correu ao quarto e, em menos de um minuto, voltou à sala totalmente pronta. _ Uau, Scully! _ Foi o que Mulder conseguiu dizer. O vestido que ela usava era simples, porém, belíssimo. Com as costas nuas delineadas por tiras da mesma cor do vestido, pretas, o comprimento ia até os joelhos, deixando à mostra a panturrilha bem delineada e musculosa. Além do decote em V, que mostrava sutilmente a linha entre os seios da parceira. _ Está bom? Não tive muito tempo para procurar e esse vestido preto com tirinhas nas costas foi o que mais chamou minha atenção. _ Ela disse sem qualquer sombra de estar envergonhada pela reação causada ao parceiro. _ Com certeza vai chamar atenção. _ foi tudo o que pôde dizer antes de saírem. No carro, Scully percebeu que não falara nada sobre a roupa do parceiro. _ Mulder, desculpe. Você também está muito bem. Esse smoking ficou ótimo. _ Obrigada, mas não precisa falar só por falar. Eu sei que você está acostumada a me ver de terno todo santo dia. Eu é que não estou acostumado a te ver produzida e tão bonita. _ ele agradeceu sem tirar os olhos da estrada. Pela primeira vez na noite, ela enrubesceu. Fazia tempo que não era chamada de bonita ou que alguém ficasse tão impressionado com o que ela vestia. Gostou do que ouviu, especialmente por ter sido Mulder. Ele a conhecia, sabia que era uma mulher inteligente. Não era alguém que precisasse provar que era mais que um rosto ou corpo bonito. _ Obrigada, Mulder. _ Ela sorriu e tentou disfarçar em vão a vermelhidão do seu rosto. O resto do caminho foi vencido em silêncio absoluto. Scully, envolta em seus pensamentos a respeito do comentário do parceiro e ele, por sua vez, imaginando a quantidade de homens que viriam falar com a parceira. Ao chegarem ao local da festa, um frio percorreu a espinha dos dois. Não eram muito habituados a estarem em confraternizações, principalmente no que se refere ao FBI. Além de, há muito tempo, não terem uma vida social. Havia um enorme número de pessoas e uma grande fila de carros para serem estacionados pelos manobristas. À medida que o tempo passava, os dois ficavam mais e mais nervosos. Scully não agüentou e iniciou uma conversa. _ Mulder, sou só eu ou você também está um pouco nervoso sem motivo por causa dessa festa? _ Não é só você. Estou querendo entender o motivo disso. Ela sorriu. Gostava quando estavam em sintonia. _ Sabe o que poderíamos fazer? _ Ele cortou o silêncio. _ O quê? _ Temos que arranjar um código para salvamento. _ Código para salvamento? _ É, caso estejamos com alguém chato ou algo assim, nós usamos um código, um movimento para que o outro vá socorrer. O que acha? _ De onde você tirou essa idéia, Mulder? E por que precisaríamos ser salvos? _ A idéia veio de um episódio de Seinfeld que vi uma vez. E Scully, você não sabe do que os homens são capazes de fazer quando vêem uma mulher bonita como você. Sem reação, Scully somente pôde concordar com Mulder. O código seria dar dois tapinhas seguidos na própria perna, disfarçadamente. Finalmente entraram para o salão, dirigindo-se imediatamente ao Diretor Assistente Skinner a fim de marcar presença. Sem precisar dizer nada e somente pelo modo como Skinner a observou, Scully já sabia da sua opinião sobre ela. Sentiu-se um pouco desconfortável, desculpou-se dos dois e saiu em busca de algo para beber. O salão não estava muito cheio, mas provavelmente era por causa do enorme tamanho. Havia espaço suficiente para muitas pessoas, talvez todos o pessoal do Bureau em Washington reunido ainda fosse insuficiente para enchê-lo. De um lado estavam as mesas dispostas para quatro e para seis pessoas. E no meio do salão estava a pista de dança, naquele momento ocupada com quase todos os participantes da festa, que dançavam ao som da música que, felizmente, não estava ensurdecedora, mas num volume agradável. _ É melhor você olhar pela Scully, Mulder. Os homens vão ficar simplesmente malucos com ela vestida dessa forma. _ Acho que a agente Scully sabe tomar conta de si, senhor. _ Mulder respondeu irritado, imediatamente procurando com olhos a localização da parceira. De pé, esperando ser servida pelo barman, Scully foi cumprimentada por um colega que, sem perder a oportunidade, tocou em seu braço. "Já está pensando em se aproximar tanto dela assim, camarada?", Mulder pensou enquanto estudava os movimentos corporais dos dois. E, para seu deleite, Scully se afastava cada vez mais do colega de trabalho, demonstrando claramente não estar interessada. Por fim, ela deu os dois tapinhas na perna. Mulder sorriu consigo mesmo e pensou se ainda a deixaria passar pelo apuro enquanto ele se divertia olhando, mas decidiu que não seria justo. Partiu em direção a ela. _ Scully, achei você. Precisamos conversar. _ virando-se e estendendo a mão para o inoportuno homem à frente da parceira, ele completou. _ Olá. Não acredito que nos conhecemos. Sou Fox Mulder e vou precisar roubar sua companhia por alguns minutos. Há algum problema nisso? O rapaz negou e imediatamente Mulder, com as mãos nas costas de Scully, direcionou-a ao outro lado do salão. _ Obrigada, Mulder. Foi uma ótima idéia o nosso código. Gostei. _ De nada. E então, o que ele queria? _ Donald? _ Esse era o nome dele? _ perguntou sarcasticamente. _ Mulder, não quer que eu lembre você do seu próprio nome, quer? _ brincou. _ Não. Desculpe. _ falou rindo. _ Queria conversar e talvez sair para um bar mais tarde. _ Interessante. E isso é porque a noite começou agora. Acho que não vou poder fazer mais nada além de tomar conta de você. _ falou fingindo desapontamento. _ Eu não quero isso. Vá se divertir. _ Scully, estou brincando. Adorei ver você batendo na sua perna e acho que vou me divertir bastante esta noite. Ambos sorriram e Scully se sentia bem tendo seu parceiro como somente um amigo. O resto da noite aconteceu praticamente da mesma forma que o início. Diversos colegas de trabalho falaram com Scully e inclusive com Mulder amigavelmente. Inclusive um, depois de beber muito champagne, fizera uma proposta indiscreta a Scully, sendo prontamente respondido por Mulder. Scully achava graça daquela, até então, desconhecida faceta do parceiro: o macho protetor! Observava-o enquanto ele circulava pelo salão, parando ora aqui outra ali para conversar com algum conhecido. Parecia tão à vontade em seu smoking... De fato, Scully não pôde evitar de pensar no quanto lhe caía bem aquele traje, que realçava sua estatura, seus ombros largos, suas longas pernas... De fato, Mulder era um belo homem, embora, na maior parte do tempo, ela não o visse como tal, mas como o parceiro e o amigo de todas as horas. O garçom, que passava com uma bandeja repleta de canapés de aparência apetitosa, distraiu a atenção de Scully das andanças de seu parceiro por um momento. Depois que serviu-se de um daqueles deliciosos petiscos, ela voltou a procurar por Mulder com o olhar. Foi encontrá-lo conversando animadamente com uma mulher alta e esguia, de longos cabelos negros. Não era muito jovem, mas possuía um corpo extremamente bem feito, cujas curvas eram sensualmente reveladas pelo vestido vermelho muito justo que envergava. Scully não se lembrava de jamais tê-la visto antes no Bureau, mas, a julgar pelo modo com que a mulher e Mulder conversavam, trocando sorrisos e gracejos, deviam ser velhos conhecidos. A despeito de sua habitual frieza, a ruiva não conseguiu evitar que o frio punhal do ciúme se cravasse em seu peito, no momento em que o parceiro, no calor da conversa, tocou o cotovelo da desconhecida com intimidade, sorrindo seu sorriso mais sedutor, exatamente da mesma forma como já fizera tantas vezes com Scully quando queria fazer ruir seu lado racional e convencê-la de um de seus loucos argumentos. "Droga!", pensou Scully. "Não tenho o direito de ter ciúmes de Mulder dessa forma. Ele é meu parceiro, meu amigo e só. Mais que isso, ele é um homem livre! E, como tal, tem direito a ter seus relacionamentos. Muito feio o que você está sentindo, Dana Scully!", repreendeu-se. Talvez como uma forma de vingança infantil contra o que sentia, finalmente, Scully aceitou um convite para dançar. Era um homem alto, provavelmente uns quarenta e cinco anos, cabelos castanhos, porém com alguns fios brancos, e olhos incrivelmente negros. Mulder não tirava os olhos de Scully. Como ela estava bonita aquela noite. Não que não fosse sempre bonita, mas tantos anos de parceria e nunca haviam saído a um lugar assim. Pôde agora observar toda a sua beleza e ver que ela era uma mulher como todas as outras. Não se via sem Scully. Somente imaginar levar uma vida em que a parceira não estivesse ali, fazia seu estômago se embrulhar. Não sabia definir que sentimento era esse. Era profundamente grato por tudo o que ela fizera por ele e não se cansaria em agradecer. Ao longe, ele ouvia uma voz chamando-o para dançar. Não poderia ser Scully pois ela estava a alguns metros de distância e não estava falando nada. Finalmente, se deu conta de que havia alguém ao seu lado. _ Desculpe, o que falava? _ Quer dançar, agente Mulder? Ele assentiu e conduziu sua parceira de dança ao meio do salão, mas próximo o suficiente de Scully, caso ela precisasse de sua ajuda. _ Posso te chamar de Fox, agente Mulder? Imediatamente lembrou-se de Scully ao chamá-lo de Fox há muitos anos. Hoje arrependia-se da forma como a respondeu, especialmente depois do que ouviu. _ Desculpe, mas não gosto do meu primeiro nome. Prefiro Mulder mesmo. Mulder. _ Está certo, Mulder. E então, aquela ali fazendo sucesso com todos os homens é a sua parceira? _ Ele concordou com um movimento de cabeça. _ Por que você não tira os olhos dela? _ Eu tiro, sim, os olhos dela. _ respondeu rispidamente, tentando imaginar porque estava dançando com uma mulher tão baixa a ponto de fazer suas costas doerem. Enquanto dançavam, inconscientemente, Mulder aproximava-se cada vez mais da parceira e seu companheiro de dança. E, quando chegou bem perto, aproximou-se dela e sussurrou em seu ouvido: _ Guarde a última dança para mim. Ao sentir a respiração quente e os lábios do parceiro tão próximos a seu pescoço, Scully arrepiou-se dos pés à cabeça. Virou seu olhar para ele e o observou dançando. Um pequeno aperto formou-se em seu coração e novamente o ciúme se alojou. Várias foram as mulheres presentes na vida do parceiro e ela, de certa forma, sempre mantivera uma certa distância, tentando não demonstrar que se sentia triste pela forma como ele a tratava todas as vezes que havia outro alguém. Não considerava ciúmes exatamente, mas não se sentia confortável com a situação. Não gostava de vê-lo com mais ninguém que ela própria. A música finalmente acabou e ao olhar em volta, Scully não vira mais nem Mulder nem sua parceira de dança. Sem perceber, seus olhos tornaram-se tristes e ela se sentiu pequena no meio de tudo aquilo. Andou até a mesa de bebidas e educadamente informou a seu acompanhante que estava cansada e não se sentia muito bem para dançar. Dispensando qualquer ajuda, ela pegou seu copo de vinho branco suave e dirigiu-se até a varanda do grande salão de festas. Chegando lá, a primeira pessoa que viu, com os braços apoiados no pequeno batente e sentindo a leve brisa bater em seu rosto, foi seu parceiro. Caminhou lentamente até ele, observando como seus cabelos balançavam ao toque do vento. Era como se estivessem dançando uma música constante. Aproximou-se o bastante para se fazer notar. _ Scully. _ foi tudo o que disse. _ Ainda bem que não estava precisando de ajuda lá dentro. _ Eu tinha certeza que não. Por isso saí, não te abandonaria. _ E sua parceira de dança. O que aconteceu? _ Nada. Não estava muito interessado em dançar. E você? _ Estava cansada de dançar. Além do que, você me pediu para guardar a última para você, então eu guardei. Quando você vai querer? _ perguntou sorrindo. _ Que tal agora? _ ele finalmente postou-se de pé à sua frente. Pegou a mão da parceira na sua e tocou levemente suas costas nuas com a outra mão, fazendo-a estremecer, e finalmente começaram a se movimentar. _ Mulder, não tem música. O que você está dançando? _ Schhhh... Ouça... _ falou baixinho enquanto a puxava para mais próximo do seu corpo, abraçando-a completamente pela cintura e mergulhando o rosto em seu pescoço. A altura ali não era um problema, era como se completassem um ao outro. Scully calou-se e se forçou a ouvir. A varanda não recebia som nenhum da música alta de dentro do salão e, em princípio, não havia nada para ouvir. Antes que falasse alguma coisa, entendeu o que Mulder quisera dizer. Podia ouvir o barulho das respirações deles e, se se concentrasse bastante, era como se pudesse ouvir as batidas dos corações. E aquela música era mais que suficiente para que dançassem. Sentir o corpo do parceiro tão próximo e sentir o calor do seu corpo foi um momento único. Uma intimidade tão grande atingida através de algo tão simplório quando uma dança. Poder ouvir e sentir as batidas do coração de Scully era tudo o que precisava naquele momento. Ao vê-la sorrindo para outro homem, o fez perceber que ele gostava quando ela sorria para ele, das suas teorias a cada dia mais malucas e que também preferia que aquele sorriso fosse dirigido somente a ele. Que o sorriso mais bonito que já vira não fosse compartilhado com mais ninguém. Tomar coragem para pedir uma dança com ela, estar agora dançando com o objeto do seu afeto era um grande passo. Finalmente se separaram e olharam nos olhos um do outro. Aquele era o momento certo, o lugar certo e a hora certa. Lentamente seus rostos foram se aproximando. Os olhos sempre focalizados um no outro. Até que enfim, seus lábios se encontraram. Num primeiro momento, reconhecimento. Até então, apesar do singelo beijo no Reveillon, não haviam sentido a mágica que está por trás de se beijar alguém que se ama tanto, mesmo que até aquele momento não tivessem consciência de que o amor que sentiam não era apenas entre amigos. Sem movimentos bruscos, eles permaneciam praticamente parados, somente sentindo a respiração um do outro. Sentindo o sabor dos lábios da pessoa que agora compartilhava um momento tão íntimo. Tão lentamente quanto se encontraram, se separaram. E, com os olhos brilhando, pela repentina felicidade, ambos sorriram e não possuíam palavras para expressar o que acabara de acontecer. Mulder segurou a mão de Scully e a trouxe até os lábios, tocando-a com um beijo singelo que disse mais do que mil palavras poderiam. Caminharam até recostarem no batente da varanda e, observando a escuridão absoluta que se formava naquele lado do salão, ficaram durante algum tempo. _ Já está tarde. Vamos? _ Tarde, Mulder? _ Scully, nós não queríamos nem vir e você agora quer ficar? _ Claro que sim! Principalmente porque você estava errado. _ Brincou enquanto se dirigia à porta. _ Em que eu estava errado? _ Você vai ter que descobrir sozinho... Agora vamos, já brinquei com você... _ respondeu sorrindo ao ver que realmente as palavras de Mulder tornaram-se realidade, ela de fato encontrara seu príncipe encantado. Não era exatamente um conto de fadas, nem o príncipe era tão perfeito quanto o descrito nas estórias infantis, mas ele era Mulder. E só isso já bastava. ***************** Fim ***************** Ufa! Nem acredito que terminei! Por favor, mandem feedback, hein???????? Agradeço novamente à Bellefleur X! :) Meu email é: shipperx@gmx.net MANDEM FEEDBACK!!!!!!!!!!!!! ;) Kes