Título: FRATERNIDADE Nome do Autora: Mariana Lima E-mail:marianaxfiles@yahoo.com.br Disclaimer: Arquivo x não me pertence ,blá ,blá, blá, etc.. Classificação: Shipper Resumo da história: Terrorismo. Projetos Secretos. Um Homem misterioso do passado de Scully. Mulder enciumado, e mais... Observação: Essa é a primeira fic que eu escrevo, e faz quatro anos que eu não escrevo nada do tipo, então me perdoe se esta fic lhes levar ao coma, devido ao excesso de tédio : ) De qualquer forma mandem suas criticas! Agradeço ao meu amigo Ale, de 14 aninhos, que pacientemente digitou essa fic, enquanto eu ditava por telefone! Norte de Belfaste, Irlanda do Norte, 1h22m Um homem corre desageitosamente , pelas ruas de um bairro católico na periferia de Belfaste. Entra cambaleante em um beco, avista a porta dos fundos de um "pub". Olha para todos os lados, aparentando um grande esforço ergue a mão esquerda, bate uma...duas...três vezes antes de cair no chão. Um homem alto abre a porta e diz: - Mas que diabos é isso! -Gr...Grrraco! SSScully!!!!!!!- grita o homem caído como se reunindo suas ultimas forças. -Ei fique quieto! Seja lá quem você for.! Cale a boca, não fale mais esse nome. Eu te levo até ele. Mas fique quieto! Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Logo depois o homem estava carregando, pelas ruas, o primeiro homem, que resmungava: -Graco...Gr-Graco...eles...eu tenho que contar... Finalmente chegaram a uma porta, o homem bate, e um jovem, alto ,de olhos azuis abre. -Graco! Esse cara esteve no pub atras de você ele sabe seu nome... -Entre logo! Ordena xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Aeroporto JFK, Nova York 8h am O homem de olhos azuis, que vimos pela a ultima vez, na Irlanda do Norte, caminha ate o posto da alfândega. - Passaporte , por favor! O homem entrega o passaporte Irlandês. -Senhor J. Jay, natureza da viagem? -Turismo. -Tudo em ordem, tenha uma boa estadia. O homem de olhos azuis andou então em direção do giche de uma companhia aérea. -Por favor uma passagem para Washington. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Porão do FBI, 12h34m -Sabe Scully, de todas as coisas horríveis , que eu já vivi, nada, absolutamente nada é pior que trabalho burocrático! -Pense no lado bom Mulder isso serve para nos dar perspectiva, nos trazer para a realidade. -Perspectiva, realidade! Você deve estar brincando Scully, a única coisa que isso me dá é dor de cabeça e chateação. Mas se você realmente gosta disso, eu deixo você fazer minha parte . Antes que Scully pudesse responder o telefone toca, Mulder automaticamente atende: - Mulder. -Por favor eu poderia falar com a ag. Dana Scully? -Quem deseja?- Pergunta um Mulder intrigado , enquanto olha para a parceira. -Um velho amigo! - Responde rispidamente a voz masculina- Ela esta ai? Posso falar com ela?- insiste. -Só um minuto- Mulder tapa o bocal do telefone e o aponta para Scully. - É para você. - Quem é ? -Não sei , disse que é UM VELHO AMIGO- diz Mulder com sarcasmo. e se dirige para o outro lado da sala aonde finge que esta lendo arquivos, quando na verdade esta tentando prestar atenção na conversa da parceira ao telefone. -Alo!- Diz Scully, quem fala? Scully escuta a resposta e fica visivelmente abalada. -Deus! Eu...Você não devia ter ligado para cá........Como assim esta aqui?...Não tudo bem eu te encontro. Aonde?.......Certo estou indo...Não eu não estou furiosa, estou surpresa , e preocupada, te vejo em 10 minutos. Scully desliga o telefone, esta visivelmente perturbada. Pega seu sobretudo se dirige `a porta, antes de sair se volta para dentro e diz: -Mulder eu vou ter que sair , volto assim que puder. E sai não dando chances para um atônito Fox Mulder, dizer qualquer coisa. Mulder não disse nada , mas agiu ,aquele telefonema foi muito estranho, sua parceira estava agindo muito estranho, e investigar coisa estranhas era sua especialidade, por isso tratou de seguir Scully. Aquilo era muito estranho, nunca tinha visto Scully agir assim. Quem diabos era aquele homem? "Um Velho Amigo"! Por isso o incomodava tanto?. Seus pensamentos foram interrompidos quando , viu Scully parar o carro, sair , e se dirigir ao parque. Aonde um homem que estava sentando num dos bancos da frente do parque, se levantou ,reconhecendo Scully. Quando Scully se aproximou do homem eles se abraçaram, durante um bom tempo...Para só então se afastarem e ficarem se olhando por alguns instantes, o homem então segurou o rosto de Scully entre as mãos e enxugou suas lagrimas. Mulder estava em uma posição que lhe garantia uma ótima visão, principalmente com o auxilio de um pequeno mas potente binóculo , com tudo não podia escutar a conversa. E na verdade nem queria- "Uma imagem vale mais do que mil palavras!"- Pensou, enquanto observava. -Eu não acredito! Não acredito que é você aqui minha frente ! -Sou eu mesmo, Dana, em carne e osso, o primeiro e único Charles Scully...Que espera que você esteja chorando de alegria.- disse sorrindo. -Charles...eu... -Certo, pôr que não vamos sentar. Eu não posso ficar chamando atenção. Mulder viu os dois sentarem e o homem segurar carinhosamente as mãos de Scully. Aquilo o incomodava bastante, mas do que ele queria admitir . -Você esta linda Dana! Eu tive tanta saudades, de você, da mamãe, até do Bill. - Eles vão adorar te ver. -Dana, você sabe que não...Eu não devia nem estar falando com você! Você sabe que é perigoso...Ninguém pode saber que eu estou aqui, é serio ninguém! Você sabe, não é só a minha vida que vai estar em perigo... -Por que então você me procurou- disse tristemente Scully -Desde que eu sai de Belfaste eu fiquei tentando pensar num modo de fazer isso sozinho, sem te envolver...Eu estava decidido a não meter você nisso. Você nem ninguém iria saber que eu passei por aqui...Mas aconteceu uma coisa hoje que me fez mudar de opinião- Charles suspirou e olho diretamente nos olhos da irmã- Dana, escute, se não fosse inevitável eu te pediria isso mas....Eu preciso da sua ajuda ... -O que é Charles- Disse friamente Scully -Inferno! De todos você é a ultima pessoa que eu queria ver metida nisso, eu sei sua opinião a respeito do que eu faço, do que eu sou...Eu sinto muito, mas eu preciso da sua ajuda, Dana . - Charles... -Não , deixe- me terminar! Eu realmente preciso de sua ajuda, mas se você achar que não deve...Você é uma agente do FBI, eu sei que você leva essas coisas de lei à serio...O que eu quero dizer, é que a despeito do quanto eu precise da sua ajuda, eu não vou aceita- lá se você achar que não é a coisa certa a fazer. É só você dizer para mim, eu não vou ficar magoado ou com raiva de você, se você não achar que é a coisa certa a fazer , não faça, eu me viro, não tem problema...Eu tinha que tentar... -Eu te conheço o suficiente para saber que provavelmente não é a coisa certa à fazer...Eu não faria. Você sabe o que eu penso sobre o que você faz, sobre o que você esta envolvido ...Mas você é meu irmão- Sorriu Scully- E não a nada mais certo do que ajudar um irmão...por tanto seja lá o que for, você pode contar comigo. -Obrigado , Dana !- Disse Charles, beijando sua bochecha, e a abraçando pôr um bom tempo. Depois ficaram sentados lado a lado no banco, com Scully apoiando a cabeça no ombro do irmão. Mulder pegou uma pequena maquina fotográfica, focou no rosto de Charles e bateu uma foto dizendo para si mesmo - "Seja lá quem for você eu vou descobrir" E continuou observando. -Eu preciso que você verifique umas coisas para mim -disse Charles entregando um envelope. Scully abriu o envelope, que continha a foto de um homem aparentemente morto. -Esse é o responsável pela minha vinda aqui, ele era meu informante...É uma longa historia, o que você precisa saber é que ele apareceu um dia quase morto, me passou algumas informações, entre elas um nome; Dr. T. Parsons, a quem eu devia procurar. Acontece que ontem pela manha quando eu fui ao apartamento do Dr. Parsons, ele estava morto, um tiro na testa, execução, o apartamento dele estava todo revirado. Será que você poderia... -Quanto ao Dr. Parsons vai ser fácil. Quanto a essa foto eu não sei. Você não sabe nada? -Nada que possa esclarecer sua identidade. Só sei que ele era medico ,cidadão norte americano, e que trabalhava num projeto secreto do nosso governo em colaboração com o governo inglês, na Irlanda do Norte. -Eu vou tentar ...Agora vou te levar ao meu apartamento, volto para o F B I e assim que eu voltar você vai me explicar direitinho o que esta acontecendo. -Tudo bem Ag. Scully! -Disse sorrindo- Mas não precisa me levar até seu apartamento, eu sei aonde você mora. -Espertinho!- Disse Scully retribuindo o sorriso- aqui estão as chaves. -Ei Dana, eu sou do IRA, não preciso de chaves para entrar em lugar nenhum, eu dou um jeito- Disse Charles mantendo o sorriso no rosto. -Obrigada pôr me lembrar deste detalhe revoltante da sua vida- Scully estava visivelmente contrariada- Me espere lá e não faça nenhuma besteira! Dizendo isto Scully se virou e caminhou na direção de seu carro, se afastando de Charles. Esse deu uma corridinho segurou a irmã pôr traz e a pegou no colo. -Você não está zangada comigo, está Dana ?- disse fazendo beicinho- Pôr que se estiver eu vou ser obrigado a fazer cosegas em você! -Nem se atreva Charles, eu sou agente do FBI, estou armada- sorriu Scully -Eu ainda sou maior- Disse colocando Scully no chão. -E eu ainda sou mais inteligente, ou pelo menos era até essa manha! -Ora! Ora! Ora! Mas pelo o que eu fiquei sabendo você andou fazendo um monte de coisas "não inteligentes" pelo seu parceiro. -A não! Você também! Já não basta Ter que escutar as implicâncias do Bill , em relação ao Mulder, agora você? Nem comesse Charles, nem comesse! -Ei, não fique na defensiva, eu não estou implicando, não. Na verdade eu até que gostei do resultado da parceria de vocês. Sabe eu pensei que você ficaria igual ao Bill! Mas esse Mulder te salvou. -Me salvou?! -Exatamente! Te salvou de se tornar uma versão feminina do nosso irmão "porre"! E o fato do Bill não gostar dele já demostra que ele deve ser um cara legal. -Ele é...E eu quero deixa- lo fora dessa historia. Te vejo a noite. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Edifício Edgar A Hoover , Porão, Divisão dos Arquivos X Scully já havia requerido informações sobre o caso do Dr. Parsons e agora pretendia passar a foto do informante de Charles pelos computadores do FBI. Pegou o envelope e ia saindo no momento que Mulder entrava. -Resolveu voltar para nosso maçante trabalho Scully- disse sarcasticamente. -Na verdade eu só vim pegar minhas coisas. Eu liguei para o Diretor assistente Skinner, e falei que teria que atrasar a entrega dos meus relatórios...Então eu vou indo- Disse sem conseguir olhar para o parceiro. Mentir para Mulder era algo que não a agradava em nada, mesmo que fosse para segurança dele. -Algum problema Scully! -disse demonstrando uma preocupação genuína. -Não Mulder. Eu estou bem, esta tudo bem...Eu só tenho uns assuntos pessoais para resolver. -Algo com o que eu deva me preocupar? Você sabe que pode contar qualquer coisa para mim, contar comigo para qualquer coisa! -Não se preocupe Mulder, esta tudo sobre controle. Assim que Scully saiu Mulder se enterrou em sua cadeira e ficou perdido em seus pensamentos. "Quem seria aquele homem? Porque parecia tão intimo de Scully? Qual seria a importância dele para ela? Porque ela estava escondendo coisas dele?" Como não obteve sucesso no computador do FBI, Scully resolveu , buscar uma fonte alternativa de informações. Ou seja , foi ao QG dos Pistoleiros Solitários. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx QG dos Pistoleiros Solitários -Você entendeu bem Frohike, é um favor pessoal! É sigiloso, o Mulder não pode ficar sabendo de forma alguma! -Eu não me sinto bem com isso ! -Eu sei, mas isso não tem nada haver com o Mulder. Por favor eu preciso da ajuda de v vocês, e principalmente de sua descrição. Frohike olha para Scully, sorri e diz: -Considere feito. Eu vou falar com os outros. Não se preocupe, Sigilo absoluto. Lembrasse essa é nossa especialidade -Obrigada! Mesmo ! Diz Scully dando um terno beijo na bochecha de Fronrick, deixando- o sem fala, enquanto se retira do QG. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Residência de Dana Scully. -Oba, Pizza! Lombo canadense? -A sua preferida, Charles. E enquanto come , comece a falar! -Isso é chantagem- Brincou, para depois ficar serio- Você conseguiu alguma coisa? -Ainda não , mas logo vou receber informações sobre o Dr. Parsons, quanto a foto, não encontrei nada no FBI, mas tenho gente cuidando disso. Enquanto falava, Scully puxou o fio do telefone, e desligou seu celular. -Eu não quero que nada te atrapalhe. Agora, fale! -Você sabe que eu trabalho na área de inteligência do IRA... -"Trabalho"! É uma forma de encarar, o que o IRA faz... -Olha, eu sei qual sua opinião sobre isso, e... -Minha opinião?! Charles qual pessoa normal não consideraria o terrorismo algo abominável! -Certo, certo. Mas se você ficar me interrompendo eu não vou conseguir falar. -Está bem , eu vou ficar calada. -Além do que o meu trabalho junto ao Sinn Féin. -O fato deles serem oficialmente um partido não os torna menos responsáveis pelo atentados terroristas cometidos pelo IRA. -Posso continuar........ Scully faz que sim com a cabeça. -O serviço de inteligência, do Sinn Féin, utiliza adolescentes para a coleta de informações pela cidade -Charles o observa o olhar de desaprovação de Scully- Acontece que as vezes alguns são presos ..Eu conhecia bem 5 desses garotos, eles começaram no "movimento" sobre minha tutela...Eu sei Dana não precisa dizer nada.....Eles foram presos, 3 meses depois estavam de volta mas......... -Mas? -Eles não eram os mesmos, estavam muito diferente, se desligaram do IRA, voltaram para a escola, não entenda mal eu não fiquei chateado deles terem se acertado, pôr andarem na linha, mais é que...os olhos deles Dana, pareciam sem vida...como se tivessem perdido a vontade de viver. Um deles Patrick Thompson , tinha um irmão John, que também esta envolvido com o IRA, ele e mais um garoto acabaram se metendo em uma briga com uns garotos protestantes. O John foi atingido na cabeça por uma pedra... ele acabou morrendo... -Deus, Charles!- Disse Scully visivelmente transtornada. -Se prepare, Dana, a coisa só piora! Você sabe como as coisas funcionam por lá, o pessoal do IRA, começou a pressionar o Patrick, para que ele vingasse o irmão. Mas como eu te disse, o Patrick já não era mais o mesmo, ele só ficava calado, não chorava, nada. Um dia o Patrick foi até um dos nossos depósitos de explosivos. Pegou uma grande quantidade de explosivos- Nesse momento Charles não pode mais conter as lagrimas_ ele os amarrou no corpo...Deus! Ele, ele detonou os explosivos. Nesse momento Scully se levanta e abraça o irmão. -Dana, eu não queria trazer você para dentro desse mundo. Deus, eu me sinto tão culpado... Ele era só uma criança, só uma criança...16 anos... -Charles...Eu não sei o que dizer. A única coisa que posso dizer, é que eu estou aqui! -Não importa o que aconteça, ou o que você faça , você vai sempre ser meu irmão, e eu... eu te amo Charles. Charles se afastou um pouco , beijou a testa da irmã e disse: -Eu sinto tanto a sua falta! Mas me consola saber que você estava aqui, longe desta coisa toda, longe de mim. Eu ainda acredito na causa, naquilo o que eu faço, no objetivo da nossa luta. Eu lamento muito Ter te envolvido nisso. Bom é melhor eu continuar... -No enterro , que foi um pesadelo, um homem, que eu nunca tinha visto me abordou. Ele disse que sabia o que tinha levado o Patrick a se matar. Nós marcamos um encontro naquela noite atrás do "Oscar Wild's Pub". Charles, parou de falar, olhou para a irmã, suspirou, como se tomando coragem. -Você não sabe como me dói te decepcionar assim, Dana.- Respirou fundo- Mas continuando... Ele me disse que o Patrick fazia parte de um programa, que quando ele foi preso ele foi direcionado a uma especial de "Programa de reabilitação". Na verdade se tratava de um programa de mudança artificial de comportamento. Que por sua vez fazia parte de um projeto , uma aliança entre o nosso governo e o governo inglês, para tentar resolver os conflitos na Irlanda do Norte , os jovens eram usados como cobaias para terem seu comportamento recondicionado. -O que? -É verdade Dana, eu vi com os meu próprios olhos, como aqueles garotos estavam...O Patrick, o que ele fez... O homem, eu o chamava de Doutor, disse que foi mandado pelo nosso governo, para trabalhar na Irlanda, e que quando ele soube o que aconteceu com o Patrick, ele se sentiu muito culpado e resolveu contar tudo, e disse que me traria provas . E mostraria como era feito o processo de mudança de comportamento. Mas 5 dias depois ele apareceu quase morto atrás de mim. Não consegui me disser nada de relevante, apenas me deu um envelope, que continha uma substancia, que ele disse ser usada no projeto, e um papel aonde estava escrito o nome do Dr. Parsons e seu endereço aqui . E aqui estou eu. -Nossa Charles...É muita coisa para absorver... -Eu sei .Posso tomar um banho, depois a gente continua? -Certo, eu vou pegar uma toalha. Enquanto isso o telefone toca no porão dos Arquivos x -Mulder. -A Ag. Scully esta ai? -Quem fala? -É a sargento Linda Block. Ela esta? -Não ela já foi para casa. -Mas ela não atende o telefone da casa dela, e nem o celular. Ela me pediu um informação com urgência , então eu vim até aqui no F B I e.......... -Eu sou o parceiro dela, deixe o que consegui na portaria , eu entrego para ela. -Está bem. -Obrigado. Mulder se dirigiu até a portaria e pegou o envelope. No caminho abriu e viu que se tratava de informações relativas a investigação de um homicídio, que vitimou tal de Dr. Parsons. Resolvei ir logo ao apartamento de Scully. Apartamento de Scully, um tempo depois... Scully ouve a campainha, caminha até a porta, se estica para olhar no olho magico, e diz em voz alta: -Mulder! O que você esta fazendo aqui? -Nossa que recepção! - Ironiza Mulder- Uma tal de Sarg. Bloc, deixou uma encomenda para você. Posso entrar? Relutante Scully abre a porta . -Boa noite, Scully? -Boa noite, Mulder. Obrigada por Ter vindo até aqui me trazer isso. -Quem é Parsons? Esse nome não faz parte de nenhum dos nossos casos. -E como você sabe Mulder? Como você sabe que eu estou investigando isso- Disse Scully irritadíssima . -Eu li. O que esta acontecendo? Isso tem alguma coisa haver com aquele cara que te ligou hoje, e com quem você se encontrou no parque?- Mulder também estava visivelmente irritado. -O Que ?! Que Inferno Mulder! Você ando violando minha correspondência? Anda me seguindo? Quem te deu esse direito?- Scully nesse momento estava mais do que irritada, estava indignada, furiosa. Nesse momento Charles sai do quarto de Scully, enrolado apenas em uma toalha. -A água estava ótima Dana, eu...Ups! Temos visitas... -Eu... Eu não queria atrapalhar Scully... Desculpe, isso não vai se repetir- Dizendo isso Mulder saiu visivelmente desnorteado, em seguida pode-se ouvir o cantar dos pneus do carro de Mulder saindo em disparada. -Droga! Eu não acredito! Que Inferno! Esbravejou Scully. -Acho que seu namorado entendeu mal minha presença aqui. -Mas que droga!... Ele não é meu namorado, ele é Fox Mulder, meu parceiro. Droga! -Eu sei quem ele é. Minha especialidade é inteligência. Eu sei de tudo o que acontece com o minha família... Mesmo estando longe, eu olho por vocês. E se me permite, o olhar que se "parceiro" me lançou, era o olhar de um homem traído...." -É claro, eu menti, eu omiti. Você não entende Charles, eu sou a única pessoa em que ele confia, e eu o decepcionei- Disse tristemente Scully. -Então o que você esta esperando. Vá atrás dele. Diga para ele que você continua digna da confiança dele. Conte para ele por que você mentiu, pode contar, se você confia nele, eu também confio. -Não existe ninguém em que eu confie mais do no Mulder. Mas eu não posso, não posso envolver o Mulder nisto. Charles, você é meu irmão e, eu te amo, mas você é um terrorista, e mesmo que eu ache a causa do IRA justa, eu não posso aceitar seus métodos. Deus, Charles! Vocês matam pessoas! E te ajudando eu estou compactuando com isso...Eu não posso permitir que o Mulder se suje com isso! -Você gosta muito dele, não? -Ele é meu melhor amigo.... É a pessoa mais próxima... -Ora, ora, ora! Parece que esse tal de Fox fisgou seu coração! Sorriu Charles. -Não importa o quanto o tempo passe, você não perde essa mania de falar besteiras. -E você não perde a mania de esconder seus sentimentos. Quanto mais forte, mais é difícil para você racionalizar, por isso mais fundo você enterra. E não adianta erguer as sobrancelhas e revirar os olhos, que você não me engana. E se você que saber, seja qual for sua relação com o Ag. Fox, você devia ir atrás dele, ele saiu daqui muito abalado, e é melhor.... -Eu não posso! Não posso contar a verdade para ele, e não quero Ter que mentir de novo para ele. O melhor agoira é ficar distante. Amanha eu peço uma licença ao diretor Assistente Skinner- Scully respira fundo- Agora continua! -Certo! Certo! Mas nos vamos voltar a esse assunto. Bom, eu resolvi vir para cá, descobrir o que estava acontecendo. A substancia que ele me deu eu mandei pelo correio para uma fonte que eu tenho aqui na capital, essa fonte trabalha no ministério da defesa, e atende pelo codnome "Publius". -Você é louco, Charles! Pelo Correio? Ministério da Defesa? Como você faz uma coisa dessas? -Não se preocupe a fonte é confiável. Alem do que era a única forma, e a mais segura, de trazer a substancia para o país . Quando nós recuperarmos a substancia você pode descobrir o que é ,Senhora Ciências...Ei Dana, Você esta me ouvindo? -Estou! Assim que recuperarmos a substancia nós vamos analisa- la -Você devia falar com ele! -Com quem? -Com o Fox. Ele parecia muito mau quando saiu daqui. -Não, eu já decidi. -Você não precisa contar nada, e nem mentir. Diga somente que esta resolvendo problemas pessoas, familiares, e que quando puder você o põe a parte de tudo. E isso não é mentira, e nem o compromete, com minhas atividades terroristas. Dana, você não vai ficar tranqüila enquanto a situação entre vocês dois estiver assim. -Eu não sei , não Charles!- Disse Scully relutante. -Vai logo, antes que seu namorado morra de desgosto, o pobre Fox deve estar morrendo de dor de cotovelo. -Ele não é meu namorado! E ele odeia quando é chamado de Fox, o nome dele é Mulder. Passaram- se 3 horas, Charles já estava ficando preocupado, tentou varias vezes ligar para o celular da irmã, mas não consegui nada. Finalmente perdeu a paciência, não podia ficar parado, e "se algo tivesse acontecido?". Resolveu então ligar para Fox Mulder. -Mulder! Do outro lado da linha silencio.... -Alo! Alo!...Quem fala! -Boa noite Ag. Mulder... Eu queria saber se a Da.., se a Ag. Scully esta ai? -E que deseja saber? "Um Velho amigo ?"- disse Mulder sarcasticamente. -Isso mesmo- Disse secamente Charles- Escuta é importante, eu estou tentando o celular dela a umas 2 horas e nada, se ela estiver ai deixe eu falar com ela! -Eu não sei que diabos é você, e nem sua relação com a Scully, mas ela não esta aqui, eu não a vejo desde essa tarde. -Inferno! Maldição! Eu não devia te- lá metido nisso! Se algo acontecer a ela...! ...Escuta aqui Fox, se ela aparecer ai peça para ela me ligar urgente!- Dizendo isso desligou o telefone Algum tempo depois, na entrada do prédio de Scully, vemos Fox Mulder correndo alucinado ate a porta. Ele pega sua chave e entra gritando -O que diabos esta acontecendo? No que você meteu a Scully seu canalha! -Ei calminha ai Fox! Eu estou tão preocupado com a Dana , quanto você! Ela saiu à três horas para falar com você e até agora não deu noticias. -Ela não apareceu no meu apartamento. No que você a meteu? Que diabos você é? Que direito você tem de coloca- lá em risco? -Abaixa o tom de voz Fox! O que foi você se acha o único com direito a colocar a vida de Dana em risco? E para ser sincero o tipo de relação que eu tenho com ela, na verdade, me dá mais direito do que a você -Você é um cretino! Você tem a sorte de Ter uma mulher maravilhosa como ela apaixonada por você e arrisca a vida dela! Você é um desgraçado!- Disse Mulder se aproximando de Charles. -Apaixonada?! Como você sabe que o que você atrapalhou hoje não foi só uma trepada descompromissada! -Disse Charles se divertindo. Mulder então avança em Charles e lhe dá um soco no rosto, enquanto gritava: -Seu filho da mãe eu vou te matar!!! Antes de conseguir dar o segundo soco. Charles imobiliza Mulder, e o joga contra a parede. Machucando sua testa de encontro com a parede. -Que droga! Fique calminho ai! Quieto! Eu estava brincando. Entendeu, brincando. Meu nome é Charles Patrick Scully, irmão da Dana. Eu só estava me divertindo, provocando você . E Fox, se você me socar de novo, eu vou ser obrigado a deixar minha irmão muito triste, mas eu vou quebrar sua cara. _ disse enquanto soltava Mulder -Você é o irmão da Scully? -Isso, Charles Scully, o irmão mais bonito! Escuta, desculpe, eu só queria curtir com a sua cara. Eu sou assim mesmo, faço brincadeiras estúpidas nas piores horas. Agora é serio, eu estou preocupado com a Dana . -Charles Scully....- Mulder ainda parecia surpreso -Exato, e tire esse ar de idiota da cara! -O que diabos esta acontecendo? -É uma longa historia... Charles então, contou a Mulder o que havia contado a Scully. -Ela não queria te envolver nisso, ela obviamente não concorda com o que eu faça, e não queria que você se sujasse com essa historia... -Você acha que alguém possa Ter descoberto o que você esta fazendo aqui e pego a Scully? -Eu não sei... Espero que não. Quase ninguém sabe que eu Charles Scully e o terrorista Graco, são a mesma pessoa... Mas eu não sei... Neste momento Scully entra em seu apartamento e pergunta intrigada: -O que esta acontecendo aqui? -Aonde você estava Dana? -Você esta bem Scully? -Mulder o que é que você esta fazendo aqui? E o que aconteceu? Mulder sua testa esta machucada! O que houve com seu olho, Charles? Charles e Mulder contaram a Scully o que tinha acontecido. -Sai daqui Mulder! -Scully! -Mulder isso não tem nada haver com você. É problema meu. Isso é...Sai daqui Mulder! -Scully eu não vou a lugar nenhum! -Droga Charles! Você não tinha o direito de envolver Mulder nisto! -Agora já era Scully. Você não vai se livrar de mim. Você acha que pode de encontro a aventuras e me deixar fazendo serviço burocrático- Sorriu Mulder- Scully eu sei que estou me metendo e tudo mais....Mas você não vai conseguir me deixar de fora. -Mulder...Você não tem idéia... -Eu acho que vocês dói tem muito o que conversar. Então eu vou vigiar a casa da minha fonte, para saber se ela já chegou de viagem, para que nos possamos testar aquela substancia logo, principalmente porque é a única pista que nos sobrou -Charles, você tem certeza que essa fonte...Publius, Certo? -Isso , Publius. -Que esse Publius é confiável? -Eu te garanto isso. Publius, sempre me ajudou, não só nos assuntos do IRA, mas sempre me passou informações sobre como as coisas estavam aqui, com a família. Alem do que nós temos uma historia juntos, nós namoramos, e... -Charles parou e olhou para o rosto surpreso de Mulder- Publius é uma garota, não faça essa cara , Fox! -Eu não disse nada Charles, alem do mais, você que é o terrorista machão, e pode sair com quem quiser- Brincou Mulder. -Engraçadinho- Charles pegou as chaves do carro de Scully e saiu. -Mulder por favor, não se comprometa, vá embora, não se envolva! -Scully eu já estou envolvido. Eu estou envolvido a sete anos. Eu perdi a conta das vezes em que você se meteu em encrencas, pelas minhas loucuras. Eu posso te ajudar agora, posso retribuir, poso ajudar o seu irmão. Não me tire essa oportunidade! -Não é simples assim Mulder. Isso é diferente. Se pegarem a Charles, se provarem que ele é na verdade o Graco, ele vai cumprir prisão perpetua na Inglaterra, e eu serei presa por acobertar um terrorista procurado, e se você estiver nisso, você também poderá sofrer as conseqüências dos crimes do Charles. -Você acha que eu me importo. Quando foi que eu me preocupei com esse tipo de coisa. Na verdade se preocupar com isso é sua função na nossa parceria- Se esforçando para sorrir. Scully se sentou no sofá e colocou o rosto entre as mãos. Mulder se sentou na mesinha de centro enfrente Scully -Ele, ele é um terrorista, Mulder. Ele foi para Irlanda para se tornar um terrorista... -Scully você sabe que pode se abrir comigo... -Nós ainda éramos criança, estávamos passando as ferias na República da Irlanda. O Irmão do meu pai., era padre, na Irlanda do Norte; tio Charles. Meu pai deu o mesmo nome para meu irmão. Nós fomos visitar, o tio Charles, na Irlanda do Norte. Uma noite ele e meu irmão Charles saíram para passear. Uma gangue de garotos protestantes, começou a persegui- los. Eles espancaram meu tio até a morte. O Charles viu tudo. Depois de um tempo ele decidiu entrar para o seminário, disse para meus pais que queria seguir os passos do tio Charles. Mas o que ele já tinha em mente era entrar par ao IRA, e foi isso que ele fez... -Eu sinto muito ! Sinto pelo seu tio. -Mulder nós somos agentes do FBI, nós somos treinados para prender esse tipo de gente... "Gente". Eles são uns animais, que matam inocentes de forma brutal! -Mas ele é seu irmão. -Eu sei.. - Scully já não conseguia mais segurar as lagrimas- Eu odeio o que ele faz, é horrível, se fosse outra pessoa eu pessoalmente prenderia o filho da mãe, e deixaria apodrecendo na cadeia! Mas ele é meu irmão...Ah Mulder! Eu já tentei odiar- lo, eu odeio o que ele se tornou, mas eu não consigo odiar- lo. Mulder se aproximou de Scully e à abraçou. -Você não tem que odiar- lo Scully. Ele é seu irmão. E isso é a única coisa que importa, ele precisa da sua ajuda e nós vamos ajuda-lo. Eu sei que tudo isso, tudo no que ele esta envolvido é horrível, mas isso não tem nada haver com você, com seu relacionamento com ele. Nós vamos ajudar o Charles e tudo vai dar certo. Eu estou aqui... Dizendo isso Mulder se afastou e segurou o rosto de Scully entre as mãos enxugou suas lagrimas com os polegares. Ela Sorriu, ele retribuiu o sorriso. -Obrigada Mulder! -Eu é que tenho que agradecer. Obrigado. Obrigado por aparecer na minha vida à sete anos. Obrigado por me fazer finalmente viver de verdade. Nesse momento Mulder afasta uma das mãos que permaneciam no rosto de Scully e busca a mão dela, entrelaçando seus dedos aos dela. Sua outra mão continua no rosto dela, à acariciando. Derrepente seu polegar desliza em direção os lábios de Scully, que fecha suavemente os olhos, enquanto Mulder começa a traçar as linhas dos lábios dela. Como que consentindo com a caricia, ela aperta mas sua mão contra a dele. Os olhos de Mulder também se fecham, como se ambos buscassem não perder nenhuma sensação daquele momento. Mulder então abre os olhos, quando surpreendido pelo toque delicado dos dedos de Scully em seus lábios. Ela então repete nele as mesmas caricias que recebeu. Então a mão de Scully desliza para o pescoço de Mulder, buscando sua nuca, buscando aproximação . Ele logo percebe sua intenção e também a puxa para perto de si. Seus rostos estão agora à milímetros de distancia, seus perfumes se confundem. Finalmente seus lábios se tocam, um toque suave, tímido, que logo se torna, mais confiante, mais intenso. Suas línguas finalmente se encontram, se explorando num misto de descobrimento e intimidade. Sim eles eram íntimos, mais íntimos um com outro do que já tinham sido com qualquer pessoa. Mas nunca, se permitiram expressar dessa forma, nunca se permitiram compartilhar essa intimidade dessa forma. Mulder foi o primeiro a se afastar. Parou e ficou observando Scully. -Abra os olhos Scully- Diz entre um sorriso enorme e radiante. -Algum problema? - Pergunta Scully insegura -Eu... Eu só queria te olhar , ter certeza de que é real. -É real Mulder! Sempre foi real. Mesmo quando estava guardado dentro de cada um de nós. E agora é mais real do que nunca. É e sempre foi a única coisa verdadeiramente real- Sorriu Scully. -Mulder retribuiu o sorriso ,se inclinou e beijou a testa de Scully, que fechou os olhos. Mulder então deslizou delicadamente seus lábios até os lábios dela, mas não a beijou, desceu ate seu pequeno queixo aonde depositou um delicado beijo, subiu em direção ao nariz de Scully aonde novamente depositou um delicado beijo, então voltou as lábios dela , mas antes de beija- lá disse: - Eu te amo Scully! Novamente suas bocas se encontraram .Mas dessa vez a magia foi quebrada pelo som da campainha . CONTINUA.............................. Ei! Ei! Dana sou eu ! Abra a porta. Relutantemente os dois se separaram, Scully então se dirigiu a porta e disse: -É melhor eu atender logo antes que o Charles arrombe a porta. -Crianças! Crianças o que vocês estavam fazendo, que demoraram tanto para abrir a porta? Brincou Charles. Ignorando a pergunta do irmão, Scully pergunta: -Como foi? Sua fonte já chegou? -Antes, me responda você por onde você andou, você tinha saído para ir falar com Fox, e sumiu. -Eu não sumi, a meu carro pifou, eu usei o restinho de bateria do meu celular para chamar o Automovelclub. A minha sorte é que era só um fio solto, o mecânico resolveu na hora, eu resolvi então voltar para casa, pois tinha perdido a coragem de ir falar com o Mulder. -Você poderia ter ligado, eu quase morri de preocupação. Sobre minha fonte, sim ela esta aqui, eu vou falar com ela.. Eu só queria trocar de roupa antes, ficar mais apresentável, já que o "adorável Fox", me acertou o olho em cheio. -Eu também não sai ileso do nosso encontro. -Esse arranhãozinho?! Você não duraria 10minutos na Irlanda. -Ele não precisa, na verdade nem você. -Você já vai começar Dana?! -Ta legal. Paz! Quem é essa fonte? -Publius. Publius, é o codnome de Simone Weber, coordenadora geral da área de pesquisas de conduta terrorista do departamento de defesa. -Nossa! Scully, sem sombra de duvidas seu irmão é bem relacionado- Disse Mulder sarcasticamente. -Charles, que diabo de fonte é essa? -Eu sei. Tecnicamente ela é a pessoa que tem por função prender pessoas com eu. E na verdade era o ela fazia, e ainda faz, e muito bem na verdade. Mas eu e o pessoal mas ligados a mim gozamos de uma certa imunidade. -Como assim? -É uma longa historia, que resumindo...Bom , em uma das missões da Simone, o IRA a capturou. Nós a mantivemos como refém, durante um tempo, mas ela seria executada, mas eu meio que... eu me apaixonei por ela. Então convenci meus colegas a não mata- lá, nós a mantivemos no cativeiro...Eu e ela conversávamos muito, acho que ela acabou se apaixonando, não só por mim mais principalmente pela causa. Quando percebi o comprometimento dela com a causa, convenci meus colegas a solta- lá .Desde então ela tem sido de grande ajuda. Agora se me dão licença vou me trocar. Charles saiu em direção ao quarto de Scully, deixando ela e Mulder sozinhos, na sala, que agora estava imersa no silencio. Scully fitava os próprios pés, por mais que Quisesse, ela não conseguia encarar Mulder, que à observava de rabo de olho sentado no sofá. Mulder então suspirou fundo come se reunisse toda sua coragem, se levantou e se dirigiu a Scully, ficou parado na frente dela, ate que Ela finalmente olhou com um tímido sorriso. -Eu, eu não me arrependo do que aconteceu, eu não quero te pressionar, Scully....Só quero que saiba que foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Aconteça o que aconteça eu não quero te perder. Quando Scully ia abrir a boca para falar, Charles saiu do quarto e disse sorrindo. -Ups! Eu vivo atrapalhando vocês, Eu sinto muito... Mas sabe de uma coisa Fox, eu sei que essa tensão entre vocês dois é até divertida, mas se você não tomar uma providencia logo vai acabar explodindo, ou pior ainda se você ficar marcando bobeira o próximo cara que você encontrar aqui só de toalha não vai ser nenhum irmão dela. -Duas coisas Charles- Disse Scully, olhando seriamente par o irmão- Em primeiro lugar, eu já te disse que é Mulder e não Fox. Em segundo lugar, você não acha que já esta grandinho demais para ter como passatempo ficar irritando as pessoas com suas brinacadeirinhas bobas. -Eu dirijo, eu sei o caminho- Disse Charles ignorando completamente a repreenda da irmã, e saindo em direção ao carro. -Pelo menos ele é mais simpático do que o Bill jr.- Disse Mulder, no corredor enquanto esperava Scully trancar a porta. Após trancar a porta Scully passou por Mulder e segurou uma de suas mão e disse: -Depois, quando essa loucura toda terminar Comprimiu seus pequenos dedos contra os de Mulder e em seguida soltou sua mão e se dirigiu à porta de saída do prédio. Já de costas para Mulder disse, sorrindo: -Eu também não me arrependo. Mulder não pode conter o sorriso que apareceu em seu rosto. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Residência de Simone Weber. O carro dirigido por Charles, para em frente a residência que Charles identifica como sendo de Simone Weber. -Certo, vocês dois batem, quando você disser seu nome Dana, a ficha vai cair, a Simone vai entender do que se trata, se for seguro vocês me fazem sinal e eu entro. Mulder e Scully, seguem em direção a porta, mas antes de baterem Scully diz: -Última chance Mulder. Você ainda pode ficar fora disso... -Você não vai me deixar fora dessa, sem chance. -Eu só não quero que você se arrisque por mim. -Convencida!- Sorriu Mulder- Eu estou fazendo isso pelo Charles, ele é um cara legal. -Ele te bateu, te provoca sem parar, implica com você sempre que tem chance, e ainda por cima te chama de Fox, tem razão ele é muito legal com você.- Disse Scully retribuindo o sorriso. -Viu só é dez vezes melhor do que a forma que o Bill me trata. Disse enquanto batia à porta. Uma mulher atraente de uns 30 anos atende à porta. - Pois não ? -Eu sou a Ag. Dana Scully, e esse é meu parceiro, Fox Mulder... -Eu sei quem vocês são. Por que estão aqui? - Aparentemente a senhora recebeu uma encomenda e... -É seu irmão lá no carro?! Eu não acredito! tirem esse idiota da rua, antes que alguém o veja- Disse entrando e deixando a porta aberta. -Eu pensei que eu é que tinha o Dom de irritar as pessoas, mas seu irmão é realmente um "doce"- Disse Mulder fazendo sinal para Charles entrar. Já na casa de Simone Weber. Sentem-se por favor, acho que vocês vieram buscar uma "encomenda". Dizendo isso se dirigiu a outro como da casa , e retornou deste com um envelope nas mãos. Então se dirigiu à Charles. - Foi uma tremenda sorte Charles, minha secretaria é quem abre a correspondência que chega ao meu escritório. Por sorte naquele dia eu chegai cedo, e quando eu vi o cela da Irlanda, peguei a carta e vi o remetente: J. Jay, eu percebi que era coisa sua. Aonde você Estava com a cabeça? -Eu achei que seria mais seguro mandar para o seu escritório do que para sua casa, eu não tenho culpa que você é descuidada, ou preguiçosa ao ponto de deixar sua secretaria abrir sua correspondência! -É que eu não costumo receber substancias ilegais de terroristas. Aqui está o que você veio buscar. Você que mais alguma coisa? -Simone, você está visivelmente irritada, e..... -É claro, a coisa funcionava comigo ajudando com informações, facilitando acesso, como uma fonte incógnita. Receber "encomendas" suas, Ter você rondando e vindo à minha casa, quebra todo o esquema. -Simone, eu sinto muito! E sinto mais ainda por precisar, mais de sua ajuda. -O que esta acontecendo? Charles contou toda a historia para Simone, e a participação de Mulder e Scully nisto. -Nós vamos levar a substancia e testa-la, é a única pista que nos restou. -E quanto ao assassinato do Dr. Parsons? -Eu chequei para o charles, não deu em nada, a policia concluiu que foi latrocínio, que isso ocorre todos os dias, e que não estava entre as prioridades... -E nem que fosse prioridade, Scully, nós já vimos esse tipo de serviço, essa gente não deixa pista. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Q.G. Do Pistoleiros Solitários. -Eu não entendi Scully, o que você quer dizer com:"Não é possível determinar os componentes da substancia"? -É isso mesmo Mulder, só foi possível identificar alguns componentes, mas são tão comuns que não servem de pista para nada. Alem do mais, com o pouco que temos é impossível identificar, qual era o objetivo dessa substancia. -E se a despeito dos riscos, levarmos a substancia para analisar nos laboratórios do F B I ? -Não Mulder, não vai fazer a menor diferença, os equipamentos que temos aqui são suficientes, no F B I, iremos obter o mesmo resultado... -Que é......................? -Indeterminada...A maioria dos componentes desta substancia não é classificável. -Não classificável !? Como se não existisse na nossa natureza? -Eu sei aonde você quer chegar Mulder! Mas o fato de não ser classificável não significa que é de procedência extraterrestre! -Mas se não é classificável significa que não faz parte da nossa natureza? -Significa que não se enquadra em qualquer classificação conhecida. Mas isso significa que tenha origem extraterrestre. Ë apenas algo com o que ninguém se confrontou anteriormente, é possível que tenha sido criada em laboratório......... -Nesse caso seria identificável -Não necessariamente, teríamos que saber o que estar procurando, e... -Eu não quero interromper a discussão existencial do casal...Na verdade eu quero sim! Essa briguinha para descobrir o "sexo dos anjos, é bem cansativa!...O que eu quero saber é se obtivemos algum progresso? -Nenhum Charles! -Droga!...Certo...deixe- me pensar...Pensar... ....A foto!. Isso, a foto. A foto Dana! -Nada Charles, eu não consegui nada, no FBI, aqui, nada! -Então está na hora de pedir ajuda ao alto escalão. -A sua fonte? Charles você está se arriscando e, à arriscando! -Não se preocupe Dana, é por uma boa causa, e eu nunca vi a Simone vacilar diante de uma boa causa. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Residência de Simone Weber -Charles é surpreendente que você trabalhe para a inteligência, pois eu não conheço ninguém menos discreto que você!- Ironizou Simone Weber. -Essa é minha estratégia! Percebe como é brilhante- Disse Charles retribuindo a ironia- Temos um trabalho para você. Espero que possa Nos ajudar pois estamos atolados, é nossa ultima chance! -Nada com a substancia? -Como eu disse estamos atolados, empacados. Mas isso pode mudar se você conseguir descobrir algo dessa foto! Charles entregou o envelope para Simone, que retirou a foto, observou- a e, sorriu dizendo: -Inacreditável!!!!!!!! -Você sabe de algo? Você o conhece? -Não Faz sentido.... -O que? Você o conhece ou não? -Conheço, mas esse cara não tem nada haver com o seu pessoal! -Como assim? -Esse homem é o Doutor Herberth Marcuse, ele trabalha para o "Repressão as Drogas". Ele atuava na América Latina, era bioquímico, desenvolvia pragas para atacar as plantações de coca, de maconha, coisas assim...Não tem nada haver com o IRA. A única coisa...Ele era meio fora do normal...Tinha umas idéias meio loucas, por isso me lembro dele. -Como assim? -No Departamento de Defesa, está-se sempre realizando essas series de seminários, com os vários sub-departamentos, relatórios de progresso, cenários prospectivos, etc. Mas uma parte desses seminários sempre fica reservada para a apresentação de novos projetos. Eu considero esses seminários profundamente maçantes, principalmente, quando é a vez do pessoal do Departamento de Repressão as Drogas, é sempre a mesma coisa.... -Você pretende chegar em algum lugar Simone? -As vezes eu me esqueço do quanto você é irritante Charles! O que ocorre é que a três anos, quando eu estava quase entrando em coma devido ao tremendo tédio que estava o seminário, esse cara, Dr. Herberth Marcuse, começa a expor seu projeto, para o qual estava buscando verbas. Basicamente, ele queria desenvolver uma espécie de antídoto para todas as drogas, algo como uma vacina, aonde a substancia dessa vacina, impediria que os efeitos das drogas se tornassem ativos, ou seja, faria com que as drogas perdessem seus efeitos, e dado esse fato, ninguém ira mais usar, ou ficar viciado em drogas. Como eu disse, eram idéias malucas. O que eu não entendo é o que ele estava fazendo na Irlanda do Norte?! - Talvez ele tenha mudado o foco da pesquisa, pelo o que eu pude entender do pouco que ele me falou, e do que eu vi, ele estava metido num projeto de Mudança de Comportamento, recondicionamento de conduta... -Certo., O que temos até agora é: Garotos associados ao IRA, que foram presos e voltaram totalmente diferentes. Um deles não agüenta a pressão decorrente da morte do irmão e se mata. Temos também, um cientista que se diz arrependido , do seu envolvimento num projeto, do nosso governo, em associação com o governo Inglês, destinado ao recondicionamento de conduta, ele se sente culpado, e resolve procura o Charles, e começa a passar informações. Provavelmente alguém descobriu que esse homem, que agora sabemos ser o Dr. Marcuse, estava traindo o projeto, e o matam. -Isso mesmo Mulder. Ele me disse que foi injetado com uma dose letal da mesma substancia que ele me deu como prova. Mas porque não me mataram também? -Não sei Charles, o que eu acho é que eles acreditavam que membros do IRA não conseguiriam descobrir nada com aquela substancia. -E foi o que aconteceu, mas por que o Dr. Marcuse me daria uma substancia que nada Prova. -Por que ele sabia quem você era, que a Scully é sua irmã, e como ele trabalhava para nosso governo, certamente ele conhecia, nossa fama, por isso, ele lhe deu essa sustância, pois sabia o que iríamos encontrar, ou melhor o que não iríamos encontrar. -Aquele papo de substancia marciana?! O que é isso Fox? -Isso pode parecer estranho, Charles, mas eu acho que é isso mesmo, sua irmã não concorda comigo- Disse olhando para Scully- Mas o que eu acho, é que essa substancia tem componentes de origem extraterrestre... A despeito disso o que ainda temos é...O Dr. Marcuse lhe entregou essa substancia e um nome para procurar em Washington, o Dr.Parson, que também foi Assassinado e , tem sua casa revirada. E é isso o que temos até agora. -Ou seja, nada , estamos no mesmo lugar. -Não necessariamente, Charles. Alem do Dr. Herberth Marcuse, eu conheci também o parceiro de pesquisa dele, o Dr. Joseph Marcuse, irmão do falecido Dr. Marcuse...Eis meu plano. Vou convocar o Dr. Joseph Marcuse ao meu escritório amanha e, vou tentar descobrir o que ele sabe. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Departamento de Defesa. Escritório da Supervisora do Sub-departamento de Repressão ao Terrorismo, 12h30. -Certo, o Dr. Joseph Marcuse chegará as 13horas. Vocês ficarão na ante sala, e poderão ver e ouvir tudo graças a esse equipamento que possui uma camera e um microfone escondidos e que transmite para a ante sala. 13 horas. A secretaria anuncia a chegada do Dr. Marcuse. O Dr. Marcuse entra e diz: -Supervisora Weber, Queria me ver? -Sente-se por favor . Na verdade eu gostaria de falar com o seu irmão. -Então somos dois. -Disse secamente. -O Senhor também? -Sim, eu não consigo me comunicar com ele à um bom tempo, ao que parece ele desapareceu no ar.- Diz num tom claramente irritado se aproximando de Simone - Srt. Weber, eu não sei o que aconteceu. Mas eu sei como as coisas funcionam. Seja lá o que foi que meu irmão fez para ser agraciado com um "desaparecimento sem pistas", eu não tenho nada com isso, eu não falava com ele à um bom tempo, eu não tenho a menor idéia do que ele se meteu ou do que ele fez para irrita-los o suficiente para irrita-los ao ponto de desaparecerem com ele, mas pode acreditar, eu não estou envolvido. Simone Weber pegou a foto do Dr. Herberth Marcuse morto e entregou- a . -Eu não tive nada haver com isso Dr. Marcuse, na verdade o que eu quero é descobrir porque ele morreu. -Ele não morreu, ele foi morto! -Exatamente, e de uma forma bem poética, foi envenenado com uma dose mortal da substancia na qual trabalhava. -Droga! Ele não queria! Sabe? Eu insisti para que ele entra-se na minha pesquisa. Eu soou psiquiatra, tinha algumas teorias, precisava do conhecimento dele em bioquímica, não era o tipo de trabalho que eu poderia confiar à qualquer um. Eu devia saber, que ele não agüentaria a pressão. -Então o tal projeto em que seu irmão trabalhava era seu? -Recondicionamento Comportamental, Reversão, Anulação de comportamentos socialmente nocivos. -Lavagem cerebral?! -Eu prefiro a minha definição. O que fazemos é, através de uma serie de estímulos áudio- visuais, reconcondicionar o comportamento, eliminando qualquer conduta nociva à vida em sociedade. Neste momento Charles entra na sala, totalmente fora de controle, e avança em direção ao Dr.Marcuse , dizendo: -COMPORTAMENTO NOCIVO À VIDA EM SOCIEDADE? SEU CANALHA, VOCEÊS ESTAVAM CRIANDO ZUMBIS, ESTAVAM TIARANDO A VIDA DAQUELES GAROTOS........ -Tirando a vida? E o que eles fazem no IRA? Que eu saiba tirar vidas é a especialidade desses terrorista! Charles, tentou avançar sobre o Dr.Marcuse, mas Mulder chegou por trás e o segurou. -Ei calma ai! Fique calmo! Deixe- o falar! Ele vai falar. Você vai nos contar tudo, não é Dr. Marcuse? O senhor vai cooperar, não vai? Por que se não , eu vou ser obrigado a soltar meu amigo aqui! -Deixe- o longe de mim, que eu falo. Agora estavam todos na sala. Simone contou ao Dr. Marcuse tudo o que eles sabiam até agora. -Pobre garoto! Não era para isso acontecer. Eu sinto muito. Crianças! Meu Deus, crianças! -Que tal parar de se lamentar e começar a falar- Disse Charles. -Isso não era para acontecer. Eu e o Herberth só trabalhávamos com macacos. O governo achava que devia-mos testar em seres humanos. Nós não queríamos, existem muitos efeitos colaterais. O composto, a mesma substancia que o Herberth te deu, vinha pronto, nos disseram que era de outro projeto, que encalhou, o Herberth analisava os efeitos bioquímicos da substancia no corpo humano. Sem essa substancia o recondicionamento não funcionava. Com ele os resultados eram fantásticos. Por fim concordei com os testes em humanos, mas somente em presidiários, em condenados a prisão perpetua, e à pena de morte. -O que os desqualifica como seres humanos- Ironizou Simone . -Eu sei que não é a coisa mais certa, mas nos fizemos. O nosso governo, se associou ao governo britânico, eles queriam testar a substancia na Irlanda do Norte. Eu não sou ingênuo, por isso convenci o Herberth a ir para lá, e cuidar par que o trato fosse cumprido. -Que trato? -O trato era que a substancia só seria testa em terroristas condenados, sem chance de recuperação, nos mais perigosos e letais, sem chance de recuperação.. Mas não crianças- disse visivelmente abalado- Não, nunca! Deus! Não era para isso acontecer. Eu sinto muito, é tudo minha falta! Eu, eu, Deus! Vou denuncia- los, eu vou à publico, estou disposto a assumir minha responsabilidade, e exijo que o governo cumpra com a dele! -E como você pretende fazer isso? Você tem provas? Ou vai só contar sua historia para os tabloides? -O Charles tem razão. O Senhor precisa de evidencias que corroborem o que está dizendo, evidencias medicas irrefutáveis, do contrario, suas denuncias vão cair no vazio- Disse Scully. -Eu tenho provas, mas elas estão no meu laboratório na cedi do projeto .Não s e pode retirar nenhum material de lá, todos são revistados na sadia. -Então temos que roubar essas provas. Dr. O senhor consegue nos colocar lá dentro? -É possível, mas eu não sei como tirar qualquer material de lá , Ag.Mulder. Eu tenho amigos que adoram brincar de espião e, eles tem um vasto equipamento que nos ajudará. -Vocês vão precisar de um passe nível 3, com o código do projeto. Então vocês devem entrar como o resto do pessoal na troca de turno. Minha sala é fica no segundo andar, um passe nível 3 dará acesso à esse andar a sala é a D2. Mas vocês precisam conseguir os passes. -Se o senhor me der o código do projeto, eu posso conseguir. -Então pode arranje um eu vou! -Nesse caso, Srt. Weber arranje dois pois eu vou com a Ag. Scully! -Espera ai Fox, se alguém vai com a Dana, esse alguém sou eu! -Mas não vai mesmo Charles, na verdade eu acho que nem o Mulder devia ir. Após muita discussão e argumentação ficou decidido que apenas Scully e Mulder iriam. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Portão do prédio do projeto. -Até que eu não fico tão ruim de jaleco branco, em Scully? -Realmente...Só espero que isso não nos faça ter que usar uniformes laranja de presidiários. -Veja pelo lado bom, vai combinar com o seu cabelo! Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Já dentro do prédio do projeto. -Segundo andar, sala D2, é aqui!- Disse Mulder batendo na porta, uma duas, três vezes sem obter resposta alguma- Droga! -Mulder, veja se a porta esta aberta. Se nós ficarmos muito tempo aqui parados, vai acabar levantando suspeitas. Mulder gira a maçaneta, e os dois entram. As luzes estavam apagadas, quando Scully as acendeu, tiveram uma surpresa... -Mulder! -É o Dr. Marcuse? Scully se abaixa e vira o corpo, que estava de Bruços. Confirmando a identidade do morto. -Eu não sou medico, Scully, mas pela poça de sangue eu diria que ele esta morto. -Isso mesmo, assim como nossa investigação. Derrepente a porta se abre, e um homem começa a falar: -Parados ai! Não se movam! Mãos atras da cabeça! AGORA! -Disse o homem vestindo a farda da policia do exercito. -Sou a Ag. Dana Scully, esse é meu parceiro Ag.Fox Mulder, somos agentes federais, o que está acontecendo? -Agora são agentes federais presos! -Isso não é de minha alçada! Levem- os para o furgão disse acenando para os outros soldados. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Algumas horas depois o furgão, com Mulder e Scully chega ao que parece uma base militar. Os agentes são retirados do furgão e Encaminhados a uma sala, aonde são interrogados sobre o que faziam na cedi do projeto e o que sabem à respeito. Na sala adjacente o Canceroso observa tudo. Ascende mais um cigarro, traga, joga a fumaça e diz: -Eles não tem nada, se eles forem estúpidos de vir a publico, o que eu duvido, será apenas mais uma historia maluca e paranóica do estranho Mulder. Vamos cuidar para que tudo fique encoberto e seguir com nossos negócios. Prenda-os aqui, incomunicáveis, por mais 10 horas, isso vai nos dar tempo de limpar tudo, aqui e na Irlanda do Norte. Apagou o cigarro e saiu. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Q.G. dos Pistoleiros Solitários, 13 horas depois... -São eles!- Diz Fronrick Assim que a porta se abre Charles corre e abraça Scully. -Dana! Você está bem? Desculpe te meter nisso, eu fiquei desesperado...se algo te acontecesse, eu.... -Eu estou bem Charles, não se preocupe. Mulder e Scully contam o que aconteceu. -Não conseguimos nada, nada. -Talvez ainda tenhamos uma chance Ag. Scully! -Ah Simone, você tem um plano, não?- Sorriu Charles -Exato. E eu vou precisar de você. Você ainda é bom em bater carteiras e coisas do gênero, não é Charles? -Você me conhece querida! -Ótimo. Eu quero que você vá ao parque e roube um celular. Sr. Bayers, nós vamos precisar de alguns equipamentos...Aquele aparelho que altera a voz...e o despistador de localizadores de chamadas. -Simone, qual é seu plano? -Você, na verdade o Graco, vai usar esse equipamento e o celular roubado, para avisar a policia sobre uma bomba que vocês malucos do IRA colocaram no prédio do projeto. A regra para ameaça de bombas é a averiguação imediata. O que vai nos dar não apenas acesso ao prédio como também vai nos dar permissão de recolher qualquer coisa que consideremos "evidencia". É arriscado, vai chamar atenção , mas nós não temos o que perder. -Mas como nós vamos entrar lá? -Bom Ag. Scully, eu acredito que hoje seja o dia perfeito para você e o Ag. Mulder fazerem uma visita ao esquadrão ant. -bombas , e se aparecer alguma ocorrência, digamos em algum prédio federal...vocês podem oferecer sua ajuda. -Ninguém pode me acusar de não ser prestativo. Vamos Scully. Tudo ocorreu como planejado, a chamada sobre a bomba, a convocação do esquadrão ant. bombas, Mulder e Scully conseguiram acompanhar o esquadrão... O que não ocorreu conforma o plano foi o que encontraram quando chegaram ao local do projeto. O prédio estava abandonado. Tudo fora retirado de lá, não havia mais sinal do que se fazia naquele prédio, todas as evidencias foram destruídas, todos os rastros foram apagados. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Residência de Simone Weber. -Nada! Tudo isso e não conseguimos nada! -Eu sinto muito Charles! -Dana... Não Dana, não sinta. Nada? Eu disse nada? -Sorriu Charles- Eu estou errado, pelo menos consegui passar um tempo com a minha irmã, que se tornou uma pessoa maravilhosa, da qual eu me orgulho muito de ser irmão...Eu só me sinto um pouco frustado de ter estado tão perto e ver tudo ruir na minha frente. -Essa é uma sensação cotidiano no que eu e sua irmã fazemos...É como se eles estivessem sempre 5 passos à nossa frente... -"Eles" Mulder? Você acha que os nossos "eles", são os mesmos "eles" do Charles? -Pense bem Scully aquela substancia era de origem alienígena, e quem você conhece que tem acesso a esse tipo de substancia? Não é o tipo de coisa que se encontre por ai! -Mulder nós não temos provas de que aquela substancia era de fato de origem extraterrestre...Isso tudo é apenas um monte de conjecturas teorias sem base alguma... Alem do que tudo foi apagado, a unidade do projeto na Irlanda também deve ter sido desativada... -O que não significa que o projeto parou, você conhece essas pessoas Scully, sabe que eles não desistem facilmente, que nós fomos apenas um contratempo e... -"Eles"? Nós os conhecemos? Mais uma vez você está tirando conclusões sem base alguma... -Scully...- Nesse momento Mulder foi interrompido por Charles. -Terapia de casal, você já pensou nisso Fox! Essas crises entre vocês já estão ficando cansativas...Vocês já pararam para pensar que isso seja apenas uma caso de muito café e pouco sexo...Alem disso, não importa mais, ó que eu tinha de fazer eu fiz, eu tentei o máximo que deu, agora está na hora de voltar para a Irlanda, e continuar com a minha vida. Você já acertou tudo Simone? -Acertei. Você vai pegar um vôo diplomático, como Padre Thomas Hobbes. E se ficar quietinho e não fizer nenhuma coisa estúpida, logo estará entrando na Irlanda do Norte em segurança. -Obrigado Simone, é serio obrigado. Scully se aproxima de Charles e diz: -Charles não vá! -Dana...Eu tenho que ir... Eu não posso! Disse Charles evitando olhar diretamente para a irmã. -Deixe isso prá lá Charles, reconstrua sua vida aqui, sua família está aqui! -Dana eu te amo, amo a mamãe, e até o Bill, mas...não Dana eu não posso..., foi minha opção, não tem mais volta, eu pertenço aquele lugar.... Minha vida está lá! -A única coisa que existe lá é morte! -Isso vai mudar Dana, nós vamos vencer. E então vamos poder viver em paz e, livres. E quando isso acontecer talvez eu possa voltar. -Charles... -Dana eu sinto muito. Eu sei que você não aprova o que eu faço...Deus! As vezes eu mesmo me odeio pelo o que tenho que fazer, mas eu preciso continuar lutando. Não vê, eu tenho que continuar pois só assim fará sentido todo esse sangue, só assim todas essas mortes terão sentido, se eu desistir, seria como se tudo o que eu fiz tivesse sido em vão...E eu tenho que acreditar, que o que eu fiz foi por uma causa, teve um propósito, foi um mal necessário. Charles se aproximou da irmã e à abraçou. -Dana, eu sinto muito te decepcionar, e sinto mais ainda por ter te envolvido nessa sujeira toda. Você tem todo direito d eme odiar, na verdade eu acho que é a coisa certa a fazer- Disse soltando Scully- Seria o certo, e tornaria tudo mais fácil! -Eu não te odeio Charles, eu não consigo- Scully se aproximou mas do irmão se ergue nas pontas dos pés e beijou seu rosto- Você é meu irmão e isso é a única coisa que importa, a única coisa que é certa, eu te amo a despeito de qualquer coisa. -Dana, você consegui o que os interrogadores da policia inglesa nunca conseguiram, fazer esse terrorista aqui chorar igual a uma criança- Disse enxugando as lagrimas- Eu não posso mudar quem eu sou ou o que faço, mas posso prometer que antes te tomar qualquer atitude eu vou procura para e pensar: "O que minha irmã sabichona faria?"- Charles se inclinou e beijou a irmã- Não se preocupe comigo eu vou me cuidar, alem disso você já tem preocupação suficiente com seu namorado pirado...Sabe? O Papai sabia no que eu estava envolvido a ultima vez que ele esteve na Irlanda, nos encontramos, foi apenas alguns meses antes dele morrer...Ele me deu aqueles sermões de sempre...E disse o quanto lamentava o fato de eu não ser mais parecido você, que eu devia seguir seu exemplo...Era engraçado, por que ele sempre deixou claro que não ficou nada feliz quando você largou a medicina, mas ele falava de você com tanto orgulho...E agora eu entendo o porque pois eu me sinto da mesma forma. -Charles, eu nem sei o que dizer..eu... -Diga que vai me convidar para o casamento e que vai entrar comigo na igreja, até por que eu acho que o Bill não vai estar muito afim de entregar nossa irmazinha para o Fox aqui. Charles foi então em direção a Mulder e estendeu a mão. O aperto de mão logo se tornou um abraço. -Obrigado Fox! -Não foi nada. Se cuida Charles! -Foi muito Fox. E cuide bem da minha irmã. Você é um cara legal, mas se pisar na bola eu vou ser obrigado a continuar aquela nossa briga cunhadão. Dizendo isso Charles saio da sala e subiu as escadas indo para o segundo andar da casa. -Não se preocupe Ag. Scully, eu vou cuidar par que ele chegue inteiro à Irlanda. -Vamos Scully, eu te levo para casa. -Na verdade eu te levo, o carro é meu. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Carro de Scully, em frente do prédio de ] Mulder. -Scully porque você não sobe comigo? -Eu sei que nós precisamos conversar... é que.... -Seria ótimo, conversamos sobre...sobre o que ocorreu...mas não precisa ser agora. Nós vamos encontrar o momento certo para isso. A gente não precisa falar nada, só fazer companhia um para o outro. Os últimos dias não foram nada fáceis, e ficar sozinha olhando para o teto da sua casa não ajudar. -Mulder... -Vamos lá! Daqui a meia hora vai passar um jogão de basquete na tv...Nós pedimos uma Pizza, dá uma força para os Nicks- Mulder sorri para Scully- Eu deixo até você xingar os jogadores, o que você acha? -Não consigo imaginar um programa melhor- Disse Scully retribuindo o sorriso. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Apartamento de Mulder, alguns minutos mais tarde. Scully está sentada no sofá enquanto Mulder procura algo na escrivaninha. -Aqui está, como você é convidada você escolhe a pizza- Disse entregando um panfleto com os vários de pizza e o telefone da pizzaria. -Deixe-me ver, qual sabor é melhor par me provocar um enfarto- Brincou Scully -Vamos lá Doutora Scully, viva perigosamente! -Você é quem está acostumado pedir nessa pizzaria, qual é a especialidade deles ? -Eu não sei eu sempre peço o mesmo sabor meia calabresa, meia portuguesa. -Então vai ser essa. E me lembre de fazer um exame de colesterol em você. Mulder pediu a Pizza e foi em direção a cozinha e voltou com uma garrafa de vinho e duas taças nas mãos. -Eu sei que basquete e pizza pedem cerveja...Mas isso estava na geladeira, e se alguém não beber logo vai acabar virando vinagre, então? -Pode servir. Após alguma dificuldade Mulder consegui tirar a rolha da garrafa, e serviu primeiro o copo de Scully que estava sentada no sofá, depois serviu seu próprio copo e sentou-se na mesinha de centro ficando de frente para Scully. Os dois permaneceram imóveis e silenciosos por alguns minutos. Quando Scully finalmente quebrou o silencio. -Mulder...eu...-A campainha toca- Acho que é a pizza. -É bom mesmo pois o jogo já vai começar... Enquanto Mulder pegava a pizza Scully ligou a TV. Mulder foi até a cozinha e de lá gritou: -Você vai querer talher? -Pizza e basquete Mulder, nada de talheres! Mulder então foi se sentar ao lado de Scully. -O jogo vai começar, eu não sei qual o nível de seu conhecimento de basquete...Vamos lá, o objetivo do jogo é fazer aquela bola laranja, passar por aquele arco com a redinha lá em cima. -Eu não sou totalmente tapada em esporte Mulder. Eu sei como se joga basquete. -Certo, certo. Os Nicks são os de azul, é para eles que nós estamos torcendo... -Nós?! -Por favor Scully, você não vai torcer contra vai?- disse fazendo carrinha de ursinho de pelúcia abandonado. -Não, alem do mais o retrospecto deles é muito bom, é bem provável que ganhem. -Então a Dr. Scully acompanha basquete. Quem diria? -Como eu disse eu não sou completamente tapada em basquete, alem disso o Bill também é fã dos Nicks. -Ele tem bom gosto! Scully ficou em silencio por alguns instantes, tomou um gole de vinho, colocou a taça sobre a mesinha, e se virou para Mulder , olhou em seus olhos que a encaravam com extrema atenção, então abaixou seus olhos e ficou fitando as próprias mãos. -Algum problema? -Não...é que eu me lembrei de umas coisas ,não é nada é bobagem. -Duvido que seja bobagem. É sobre o Charles, não é?- Ela responde afirmativamente com a cabeça.- O que foi? Me conta? -São só lembranças, nada demais. Vamos assistir ao jogo. -Eu não ligo para o jogo. Um conselho de a quem só restaram as lembranças, acredite elas não são bobagem, são muito importantes. Alem disso se ficar muito chato eu deixo você falando sozinha e me concentro na TV. Disse sorrido. -Está bem...Quando eu tinha uns 11 anos meu pai me deu um microscópio. Eu fiquei fascinada e, obcecada. Eu vivia no meu quarto "analisando" no meu microscópio, tudo o que eu encontrava. O Charles , ele sempre vinha para casa com alguma coisa, com uma "espécime" para meus testes, eu tinha também um Kit de química , você pode imaginar... -Nossa devia ser uma gracinha...Trancinhas ruivas, sobrancelha erguida, mergulhada nos mistérios da ciência, sobrancelha erguida, olhar de cetica. Você não mudou muito...só as trancinhas...deve continuar quase a mesma...- Brincou Mulder. -Engraçadinho, você já ouviu falar que tamanho não é documento- fingindo- se de chateada. -Você não me deixou terminar...Eu ia dizer que realmente não mudou muito continua uma gracinha...viu só como eu me sai bem. Continue... -Vou deixar passar dessa vez...Um dia o Bill o Charles estavam jogando basquete e eu estava "consultando" as bonecas da Melissa. O Charles acabou caindo e ralou o joelho. Então ele veio correndo até o meu quarto, para que eu recolhesse amostras do machucado. Naquela época eu não era muito habilidosa com a espátula, deve ter doido um bastante mas ele não disse um ai, ficou lá se fazendo de durão. -Deve ser um comportamento típico na sua família, "Srt Eu-Estou-Bem" - brincou e depois ficou serio- È por isso que eu me sinto muito feliz quando você se abre comigo, eu me sinto bem...como se eu tivesse realmente algum propósito. Deixa pra lá, continue -Você é especial Mulder, você não idéia o quanto... -Eu admito que eu sou um assunto extremamente interessante, mas você não vai escapar, continue. -Não tem mais nada...É isso eu sei que o Charles faz, eu acho...ah Deus! É horrível é errado, eu sei que se ele não fosse meu irmão, eu o odiaria, mas eu não consigo....eu...eu vejo o terrorista, o assassino, mas não é isso que eu sinto, eu sinto...que ele é meu irmão, meu querido irmão Charles...-Scully enxugou as lagrimas que teimavam vir a seus olhos e então deu um leve sorriso- Um tempo depois daquele dia...eu nem sei por que estou me lembrando disso...O Bill e os amigos foram acampar na praia e, meu pai insistiu para que o Bill leva- se o Charles, que por ser mais novo ficou deslocado, então ele aproveitou que não tinha nada para fazer e coletou um monte de "espécimes" para que minhas "analises". E enquanto eu fazia isso a Melissa e o Charles e ficaram fazendo colagens com as conchinhas...Eu sinto falta disso... Scully paro de falar quando percebeu que Mulder estava parado olhando para o nada, com os olhos cheios de lagrimas. -Mulder você está bem? -O que?...Sim, sim -Pois não é o que parece. Depois sou eu que tenho dificuldades de me abrir. Esse é um jogo para ser jogado por dois Mulder. -Tipo "você-mostra-o-seu-que-eu-mostro-o-meu"- brincou Mulder. -Não adianta vir com piadinhas, sua vez! -Eu...o que você disse, me fez lembrar da Samantha...Da ultima vez que estivemos na praia, ela resolveu que queria coletar conchas na praia, para fazer colagens...meu pai pediu, pediu não, ordenou, que eu fosse com ela...Eu já tinha 12 anos, sabe? Já estava começando a "descobrir" as garotas...e coletar conchas com minha irmã caçula, não era nada bom para minha imagem... -Imagem? Mulder, você tinha uma imagem?- Brincou Scully -Pode parecer mentira, mas nem sempre eu tive a reputação de "Estranho Mulder"- Continuou em tom jocoso- Pois saiba Ag.Scully Que eu era um cara bem normal, e tinha uma imagem muito boa entre as garotas. -Pode até ser, mas eu prefiro o "Estranho Mulder"- Disse desviando os olhos para o chão. -Você sabe que eu tenho memória fotográfica, e isso vai ficar guardado e no momento certo vou usar isso contra você- Sorriu -Bom, aonde eu estava? -Considerando seus deveres como irmão um perigo para sua "imagem". -Isso...Eu me lembro que aquilo foi a gota d'água, eu já não queria ter ido para a casa da praia naquela semana. Viajar com a família! Eu não conseguia imaginar nada mais chato...Agora...Agora, estou assim ,aqui sozinho...se eu soubesse naquela época...eu...eu- Mulder já não podia mais conter as lagrimas, que teimavam em escorrer por seu rosto . Scully se aproximou de Mulder, com as costas da mão secou o lado direito do rosto de Mulder, então aproximou a outra mão do lado esquerdo do rosto de Mulder e enxugou as lagrimas que ali estavam com o polegar. Segurou então o rosto de Mulder entre as mão e disse: -Eu já devo Ter dito essa frase um milhão de vezes: "Você está enganado Mulder- Sorriu- E dessa vez você está realmente enganado. -Sobre o que?- Retribuiu o sorriso Sorrindo Scully se aproximou seu rosto ao rosto de Mulder. -Sobre estar sozinho. Você não está sozinho, não mais desde que me deixou entrar no seu mundo, quando seu mundo se tornou o meu. Quando minha vida só passou a Ter sentido por causa da sua. Não desde que a sua causa, a sua luta. A sua verdade passou a ser a minha também . A essa altura ambos estavam com os rostos cobertos pelas lagrimas e estampando com um largo sorriso. Mulder colocou suas mãos sobre as de Scully, puxou o ar para o peito, e disse: -Scully você não sabe o quanto eu sonhei em ouvir isso...Eu não tinha ninguém não confiava em ninguém. E eu estava bem com isso, estava conformado e acostumado com a situação, era uma situação segura. Então um belo dia chega ao meu porão essa baixinha ruiva, metida a sabichona. Eu pensei, tudo bem, eu já estou acostumados a lidar com aqueles que não entende e ridicularizam o meu trabalho. Mas você, você não concordava comigo, mas não era como os outros, você me tratava como igual, como alguém que colocou uma teoria, a qual você discutia através de argumentos, e não como se eu fosse um louco, uma criança que falou uma bobagem...Você me respeitava....Isso era novo para mim. Você compartilhava da minha paixão por descobrir a verdade, mesmo que não concordasse com minhas conclusões...Você foi ocupando todos os espaços da minha vida...e por fim tomou por completo meu coração, de uma forma que eu pensei ser impossível , eu nunca pensei que eu seria capaz de amar tanto assim alguém, que poderia sentir algo tão forte tão intenso. E eu o mais crente dos crentes, nunca me permitir acreditar que você um dia poderia sentir o mesmo por mim, eu desejava isso como um louco, mas nunca me permitir acreditar que você corresponderia...Scully, eu te amo! Scully se aproximou de Mulder e falou bem Próxima à orelha de Mulder: -Feche os olhos! Scully então depositou um delicado beijo em cada uma das pálpebras de Mulder depois aproximou seu s lábios da canto direito da boca de Mulder, e percorreu todo o contorno dos lábios de Mulder depositando pequenos e delicados beijos, enquanto isso Mulder procurou pelas mãos de Scully e as entrelaçou com as suas. Scully então afasta seus lábios dos de Mulder, que abre os olhos assustado. -O que foi Scully? -Nada...e tudo. É tão intenso...Eu te amo Mulder CONTINUA........ . FRATERNIDADE PARTE 3 AUTORA: MÔNICA ALMEIDA CLASSIFICAÇÃO; SHIPPER, NC17 Mulder puxou-a para perto, acariciando-lhe as costas. Ela permitiu que as mãos gentis dele deslizassem pelo rosto soltando um suspiro quase imperceptível. Lentamente, Scully abriu a camisa dele. Mulder não disse nada, apenas deixou-se abandonar pelos toques delicados. Ela o libertou da camisa e, sem pudor, abriu-lhe o zíper da calça. As mãos buscaram o peito nu, massageando-o. Mulder tentou adverti-la. "Scully, eu..." Mulder, me beija, por favor..." Ele dobrou a cabeça até que os lábios sedentos tocassem a boca de Scully. A boca úmida e quente de Mulder buscou a superfície aveludada do pescoço dela, viajando da garganta até os ombros. Scully emitiu um gemido rouco quando ele chegou aos seios protegidos pela blusa. Mulder continuou a viagem pelos caminhos da pele macia, vasculhando os braços e o peito dela com os lábios. Ardendo de desejo, Scully o puxou para si fazendo com que ele afagasse os seios rijos. Mulder levantou-a nos braços e carregou-a até o quarto, deitando-a na cama com extrema suavidade. E beijou-a apaixonadamente. Nada poderia interromper aquele beijo cheio de doçura. O beijo foi ardente, avassalador e imprevisível. Ele arrancou-lhe a saia, revelando a calcinha de tecido macio. Deitou-se sobre ela, apoiando-se nos braços, de modo que seus corpos se tocassem. Scully tremeu quando Mulder acabou de tirar as peças de roupa que ainda a cobriam. Ela fez o mesmo com as roupas dele. As mãos de Mulder passeavam pelo corpo dela provocando arrepios de prazer. Scully não agüentou esperar mais. Com beijos ardentes e apaixonados ela o guiou para dentro dela. Eles deixaram-se levar pela paixão até que ela explodiu como mil fogos de artifício no dia da independência. Mulder a beijou com extremo carinho e eles dormiram abraçados e serenos, felizes como só duas pessoas apaixonadas podem ser. FIM