Título - Feitiço Autora - « Mel X » E-mail - juliana@plisnet.com.br Disclaimer - Os personagens dessa história pertencem exclusivamente a Chris Carter, e a Fox Produções. Só estou pegando-os emprestado um pouquinho. Spoilers - Essa história é uma "discreta" mistura de Arquivo X, com Sabrina Aprendiz de feiticeira. Resumo - Mulder e Scully têm que investigar casos de feitiçaria na região de Nova Jersey. O que eles não sabem, é que vão topar com um trio de bruxas muito divertidas, que tentam viver uma vida "normal". Elenco - Fox Mulder e Dana Scully. Participações Especiais - Sabrina Spellman, Zelda Spellman, Hilda Spellman, Harvey, Salem e Drell da série Sabrina Aprendiz de Feiticeira - Sabrina the teenage witch. Residência dos Spellman Nova Jersey 22:34 PM Sabrina Spellman, está deitada na cama de seu quarto, e lendo um monótono livro de feitiçarias, quando seu gato pula em cima dela. _ Salem! Já falei para não fazer isso. - bradou ela. Salem se aninha entre as pernas dela e diz: _ Tem gente chegando aí Sabrina, e a Hilda e a Zelda saíram. _ Onde a tia Hilda e a tia Zelda foram? _ Jogar tênis com a convenção de feiticeiros. _ Por que não me chamaram? _ Você é aprendiz ainda Sabrina, tem que ter calma. _ Quem está vindo aí? _ São dois agente federais. _ O que eles querem? _ Sei lá, é bom ir atender a porta. Sabrina joga Salem no chão, e desce as escadas rapidamente até a porta da frente. _ Sim. - atende ela suando. _ Agentes do FBI, Scully e Mulder. - diz Scully. Ambos mostram as insígnias. _ O que desejam? _ Podemos entrar? _ Claro que sim. Sabrina dá espaço para os dois agentes passarem, e se senta num sofá, um pouco distante da sala. _ Suas tias estão? - pergunta Mulder. _ Não, elas saíram. _ Onde foram? _ Jogar tênis. _ Interessante. - resmunga Scully, com ar de cansaço. _ O que desejam? - pergunta Sabrina. _ Gostaríamos de falar com as suas tias, porque ouvimos dizer... _ O que? - Sabrina estava nervosa. Tinha medo que tivessem descoberto a verdade sobre elas. _ Que elas estava vendendo doce de mamão. - continuou Mulder, um tanto confuso com a reação da menina. _ Ah claro, doce de mamão - riu ela sem jeito - temos sim. Vai querer quantos potes? _ Dois. - respondeu Scully. _ São quatro dólares cada um. _ Eu pago. - disse Mulder. _ Não, eu pago. - disse Scully. _ Por que cada um não paga metade? - interferiu Sabrina. Os dois olharam para a menina estranhamente. _ Disse algo que não devia? - Sabrina estava suando de novo. _ Claro que não - Mulder sorriu - boa idéia. Os dois agentes pagaram pelo doce, e saíram da casa logo em seguida. No caminho de volta ao hotel onde estavam hospedados, Scully disse indignada: _ Não tinha desculpa melhor Mulder? Doce de mamão? _ Ora Scully, o que você queria que eu dissesse? Olá Sabrina, viemos prender suas tias porque achamos que elas são bruxas, e você também, e o seu gato falante, e o seu vizinho louco... _ Mulder, não se empolga! _ Desculpe. _ E agora, como vamos fazer para descobrir se elas são ou não bruxas mesmo, como você diz? _ Vamos olhar para o céu a noite. Se virmos três mulheres, voando em vassouras, e usando chapéus pontudos, vamos saber que são elas. _ Dá um tempo Mulder. _ Você tem outra idéia? _ De todas, a que me parece mais normal, é a menina, a tal de Sabrina. O que podemos fazer, é vigiá-la. _ Onde e quando? _ Amanhã, na escola dela. _ Boa idéia Scully. Está vendo, quando você quer, fica do jeito que eu gosto. Scully sorri sem jeito, e pára o carro em frente ao hotel três estrelas em que eles estavam. Cada um segue para seu quarto, e a noite se segue adiante, sem nenhuma preocupação. A única diferença, é que no quarto 71, Scully pensava em Mulder, e no quarto 72, Mulder pensava em Scully. No dia seguinte, na residência dos Spellman. _ Acorda Sabrina! - dizia Salem, puxando com os dentes afiados, a coberta da amiga. _ O que foi Salem? _ Suas tias querem falar com você, a respeito dos dois agentes que estiveram aqui ontem. _ Onde elas estão? _ Lá embaixo, na cozinha. Sabrina se levanta para trocar de roupa, mas antes, olha para Salem e diz: _ Saia por favor. _ Por que? Sou só um gato. _ Salem! _ Tá bom, tá bom. Salem sai do quarto, e Sabrina se troca rapidamente, e vai até a cozinha. _ Bom dia tia Hilda, bom dia tia Zelda. _ Bom dia! - respondem as duas juntas. _ O que queriam falar comigo? Zelda, que era a mais séria das tias, resolveu começar: _ Soubemos através de Salem, que dois agentes federais estiveram aqui ontem a noite, enquanto estávamos no clube de tênis. Sabrina olha ameaçadoramente para Salem, e ele fala assustado: _ Não tive culpa, elas me seduziram com um pote de sardinhas. _ O que eles queriam Sabrina? - pergunta Hilda. _ Comprar doce de mamão. Levaram dois potes. _ Tem certeza disso? - Zelda estava preocupada. _ Tenho. _ Eles mentiram. _ Como sabe? _ Acabamos de saber, que dois agentes do FBI estão na cidade, caçando pessoas que possam estar fazendo rituais de bruxaria. Somos bruxas, porém, não somos más, mas eles nunca vão acreditar nisso, e se nos descobrirem, estaremos mortas, com certeza. _ Não desconfiaram de nada, tenho certeza. _ Que bom. Agora, tome o café e vá para a escola. _ O Harvey está esperando. - riu Hilda. _ Tia! Sabrina virou um copo de café na boca, pegou os livros, e saiu apressada para a escola. Enquanto isso, no Hotel de Mulder e Scully _ Anda Mulder, acorda! - Dizia Scully, puxando a coberta dele. _ O que foi? _ Já vão começar as aulas da Sabrina. Temos que vigiá-la, esqueceu? _ Não, não esqueci. Mulder se trocou, e saiu atrás de Scully, esquecendo até as credenciais no quarto. Scully notou a credencial dele jogada em cima da cama, e colocou-a no bolso. Colégio de Nova Jersey 9:10 AM Mulder e Scully chegaram atrasados. As aulas já haviam começado. Quando Mulder chegou na portaria, e disse que era agente federal, colocou a mão dentro do casaco, mas não achou a credencial. _ Mostre sua identidade. - disse a recepcionista. _ Scully, perdi minha credencial. - disse Mulder desesperado. _ Espere um pouco. Scully tirou a credencial dele de dentro do bolso, e a dela também. _ Ah bom, assim está tudo bem. Podem passar. - disse a recepcionista. Enquanto andavam pelo corredor, Mulder disse: _ Como conseguiu minha credencial Scully? _ Você largou em cima da cama. Foi sorte eu ter pego. Pararam em frente a classe do segundo colegial, onde Sabrina estava, e ficaram observando pelo vidro como a menina se comportava. Parecia uma garota perfeitamente normal no meio das outras. O sinal no intervalo bateu, e os alunos saíram alvoroçados da sala. Mulder e Scully procuraram se perder entre a multidão, para não serem reconhecidos por Sabrina. Sabrina saiu, caminhou até seu armário, mexeu em alguns livros, até ser interrompida por um rapaz alto, loiro, de corpo bem definido, e rosto muito bonito. _ Oi Harvey. - disse ela sorrindo, após receber um longo beijo do rapaz. Mulder olhava tudo com água na boca. Como queria fazer o mesmo com Scully. Os dois namorados saíram de mãos dadas, e despercebidamente, Sabrina deixou um livro cair em meio aos alunos. Novo sino bateu, e todos voltaram as suas salas. Mulder e Scully, saíram todos descabelados de dentro da sala de faxina, e correram até o livro que estava caído no chão. Scully pegou-o e leu: A ARTE DA MAGIA - SÓ PARA APRENDIZES _ Você estava enganado Mulder, ela não é uma feiticeira. - disse Scully. _ Como não? Essas palavras não dizem nada pra você? _ Ela não é uma feiticeira. Ela, é uma aprendiz de feiticeira. Mulder fez que sim com a cabeça, e pegou o livro das mãos de Scully. Abriu numa página que estava marcada e leu: COMO PLANTAR FLORES INSTÂNTANEAS _ O que é isso Scully? - disse Mulder, mostrando a frase pra ela. _ Nunca ouvi falar de bruxas aprenderem a plantar flores. _ Só se ela for uma bruxa boazinha. _ Isso não existe Mulder. Já basta você ter me convencido, de que existem bruxas, agora quer me convencer de que existem bruxas boas a más. Faça me o favor. _ Só há um jeito de descobrir. _ Como? _ Falando com as tias dela. Não conseguimos ontem a noite, mas agora vamos conseguir. _ Mas por favor, não compre mais doce de mamão, estava horrível. Mulder riu, e os dois foram até o carro, mas não abriram mão do livro. Residência dos Spellman 10:59 AM Hilda tocava desafinadamente seu violino, Zelda terminava uma palestra sobre Biologia no seu computador, e Salem comia o resto da torta de frango na cozinha, quando a campainha tocou. _ Hilda, pare com esse barulho infernal, e vá abrir a porta! - gritou Zelda. _ Eu não, da última vez fui eu quem atendi, é a sua vez. _ Eu atendo! - Salem já ia correndo em direção a porta, quando foi interrompido por Zelda. _ Salem, lembra quando eu disse para tentarmos parecer normais diante dos outros? _ Lembro. _ Então, acho que não vai ser muito normal, um gato falante ir atender a porta. _ Droga! Salem voltou para a cozinha, e Zelda foi atender a porta. _ Pois não. - disse ela. _ Agentes Mulder e Scully, do FBI. - disse Mulder. Zelda gelou. Não sabia o que fazer. Fez sinal para os agentes entrarem e sentou na frente deles. _ O que desejam? - disse ela sem jeito, enquanto Hilda escondia o violino embaixo da estante. Mulder estendeu o livro para Zelda e disse: _ Gostaríamos que a senhora nos explicasse, o que significa isso. Zelda pegou o livro com as mãos tremendo, e quando Hilda o viu, também, quase desmaiou. _ O que é isso? - pergunta Hilda cinicamente, diante dos olhares reprovadores de Zelda. _ É um livro de bruxarias - explica Mulder - Só para aprendizes. Acredito que é da sua sobrinha, já que tem o nome dela aí na frente. Zelda leu com muita dificuldade o nome "Sabrina Spellman" na primeira página do livro, e o fechou. _ Não sabemos o que dizer. - disse ela. _ Não tem que dizer nada - falou Scully, com pena das mulheres - Isso acontece. Mas nossa missão aqui, é descobrir e prender "bruxas". Desculpe. _ Pode nos prender. - disse Hilda estendendo os pulsos. Scully já tirava as algemas do bolso, quando foi interrompida por Mulder. _ Espera um pouco Scully - disse ele sorrindo - Nós vimos uma magia aqui, sobre flores. Bruxas não gostam de flores, mas se vocês gostam, então, é porque não são más. _ Não somos. - disse Zelda. _ Por que não falaram antes? - Scully estava sorrindo também. _ Pensamos que vocês não iam acreditar. Scully soltou os braços de Hilda, e em seguida, olhou para Mulder, como se esperasse que ele dissesse algo. _ Existem mais bruxas aqui, além de vocês? - perguntou ele. _ Não - respondeu Zelda - Nossa sobrinha é aprendiz. Somos únicas na cidade. Mas na Califórnia existem muitas, e pouquíssimas são boas. _ Então é pra lá que temos que ir Mulder. - disse Scully, já levantando do sofá. _ Scully, Califórnia fica do outro lado do país. Vamos demorar muito tempo pra chegar lá. _ Não com a nossa ajuda. - disse Hilda. _ O que quer dizer com isso? - perguntou Scully. _ Num passe de mágica - completou Zelda - Vocês vão estar lá. As duas irmãs fizeram juntas, vários movimentos com as mãos, e rapidamente, Mulder e Scully sumiram da sala. Convenção Mundial de Feiticeiros Sacramento, Califórnia Uma hora depois Quando Mulder e Scully, caíram sentados, no meio de uma reunião de bruxos, todos se levantaram assustados, sem saber o que dizer. _ Quem são vocês? - perguntou Drell, o Mestre dos Feiticeiros. Scully perdeu a fala, só conseguia apontar para Mulder, como se ele tivesse a resposta pra tudo. E realmente ele tinha. Ele tirou a credencial do bolso, e apontou para eles dizendo: _ Agentes Mulder e Scully do FBI. Estamos aqui, para prender todos o feiticeiros desse lugar. Drell riu, e levantando as mãos disse: _ Na verdade, acho que nem vão ter tempo de tirar as algemas do bolso. Mulder olhou para Scully e sussurrou: _ Foi bom te conhecer. Vários raios começaram a sair das mãos de Drell, mas nenhum deles acertavam os dois agentes. _ Algo está errado! - gritou ele. _ Vamos resolver isso. - disse um homem no canto da sala. O resto dos feiticeiros se levantaram, e apontaram os dedos para os agentes. _ Adeus Scully. - Mulder tremia. Scully olhou para ele, e pôde perceber que ele estava chorando. Drell estava decidido, e ordenou aos feiticeiros, que começassem a eliminação. Enquanto isso... Sabrina entra em casa, e é recebida pelas tias, que gritam sem falar coisa com coisa. _ O que houve? - pergunta a garota assustada. _ Os agentes Mulder e Scully. - diz Hilda gaguejando. _ O que tem eles? _ Estão em perigo - completou Zelda - estão na Califórnia. _ Como chegaram lá tão rápido? _ Mandamos eles pra lá. _ Vocês? _ É uma história longa Sabrina, não dá pra falar mais agora, mas você tem que ajudá-los. _ Como? _ Precisamos do poder de uma bruxa jovem. Só nós três juntas podemos derrotar Drell e seus aliados. _ Mas meus feitiços estão destreinados. Vocês viram a última vez que fui tentar fazer um feitiço, e tudo o que consegui foi um abacaxi. Salem corre em direção a Sabrina, e grita a todos: _ A situação está piorando lá. Drell já vai começar a matança. Rápido!!! Hilda puxa Sabrina, e as três entram juntas, num portal do segundo plano, que vai dar direto na Califórnia. Na convenção... Mulder segurava a mão de Scully, que também chorava. Estavam já rezando por suas almas, quando foram surpreendidos por um clarão que vinha do teto. _ Ets aqui não! - disse Mulder, tentando se animar, mas era impossível. Hilda, Zelda e Sabrina caem bem no meio de todos. _ O que estão fazendo aqui??? - Grita Drell. _ É o seu fim! - Gritou Hilda, já apontando os dedos para o feiticeiro. As outras duas fizeram a mesma coisa. _ Não tão rápido. - riu Drell brutalmente. A Guerra começou. Mulder e Scully só sabiam olhar para os milhares de raios que voavam pela sala, e atingiam cada vez mais os aliados de Drell. Meia hora se passou, e Drell havia perdido todos os seus súditos, já as três bruxas, estavam intactas. _ E agora, o que vai fazer? - riu Zelda. Drell colocou as mãos no bolso, e sumiu diante de todos. Sabrina olhou para os dois agentes e disse: _ Estão salvos. Scully não conseguiu dizer nada. Abraçou Mulder, e assim os dois ficaram até Hilda dizer: _ Temos que ir. Os cinco deram as mãos e passaram pelo portal que havia reaberto. De volta a casa dos Spellman... Os dois agentes sentam junto com Sabrina no sofá, enquanto Hilda e Zelda vão até a cozinha prepararem um suco de maracujá, para acalmar os ânimos de todos. _ E aí? - Sabrina diz, tentando aliviar a tensão. _ Foi estranho. - disse Mulder. Sabrina olhou para os dois, e rapidamente pensou que eles poderiam estar apaixonados. Pediu licença, e disse ao Salem: _ Salem, fica aqui conversando com eles, que eu tenho que ir lá na cozinha. _ Pode deixar Sab. Quando Salem pulou em cima do sofá, Scully quase teve um ataque de asma. _ Desculpe... - disse ela tossindo - Mas eu sou alérgica a gatos. _ Não esquenta. Os três ficaram conversando sobre vários assuntos, enquanto Sabrina na cozinha, dizia as tias: _ Eles se amam. _ Quem se ama? - disse Hilda. _ O Mulder e a Scully. Eles se gostam. _ Como sabe? - perguntou Zelda. _ O abraço. O jeito que eles se olham. Mas não são namorados. Percebi, porque nem se tocam quando estão conversando. Temos que juntá-los. _ Não começa Sab - disse Zelda preocupada - Você lembra da última vez que tentou fazer isso, entre a Valery e o Pete? _ Lembro, mas eles não se conheciam muito, por isso que não deu certo, mas esses dois se conhecem há sete anos, posso sentir isso. Por favor tia. _ Não. - Zelda foi curta e grossa. Ela sabia como o feitiço do amor era perigoso. Sabrina saiu da cozinha desconsolada, quando ouviu Hilda, que era super liberal, chamando-a num lugar escondido. As duas foram até atrás da escada e Hilda disse: _ Posso te ajudar. _ Sério? - Sabrina estava saltitando de felicidade. _ Claro, mas não conte a Zelda. _ Não vou contar. _ Vá até o porão, e pegue a garrafa do suco do amor. Depois, me espere dentro do armário do seu quarto. Já estou indo pra lá. _ Valeu tia. Sabrina beija o rosto da tia, e sai correndo em direção ao porão. Enquanto isso, Salem dizia aos dois agentes, que já estavam cansados da conversa: _ Eu queria conquistar o mundo, mas a polícia me descobriu, e aqui estou eu, condenado a viver cem anos como gato. Já se passaram setenta, mas mesmo assim, quero voltar a ser homem. _ Quantos anos Hilda tem? - perguntou Mulder. _ Ela tem quinhentos, e a Zelda seiscentos. Deu pra perceber que a Zelda é mais racional? _ Estilo a Scully? - riu Mulder. _ Isso, estilo a Scully. Sabrina já esperava dentro do armário do quarto dela, com o suco, quando Hilda chegou. _ Preste atenção no que você vai fazer Sab. - disse Hilda. _ Pode falar. _ Vá até a cozinha, e diga a Zelda, que vai levar o suco pra sala. No caminho, você coloca duas gotas do suco do amor, dentro do copo deles. _ Só duas gotas? _ Só. Se colocar mais, o amor vai ficar meloso e enjoativo. Logo vão se separar. _ Mais uma vez, obrigada tia. _ Não tem de que. Sabrina esconde a garrafa de suco debaixo da blusa, e volta para a cozinha. _ Posso levar o suco para a sala? - perguntou ela a Zelda. _ Claro que pode Sab. Pegue a bandeja e os biscoitos. _ Tá. Sabrina pega tudo direito, e vai até a sala. Coloca a bandeja em cima da mesa e diz: _ Podem se servir. Quando Mulder já estende a mão para pegar um dos copos, ela grita: _ Olhem lá!!! Os dois agentes se viram para fitar a lareira, enquanto Sabrina coloca as gotas do suco. _ O que foi? - pergunta Scully. _ Achei que fosse algum bandido. Desculpe. _ Tudo bem. Mulder serve Scully, e depois bebe também. Sabrina levanta do sofá, e pegando Salem no colo diz cinicamente: _ Temos que sair, é rápido. Não precisam se preocupar. _ Podem ir. Assim que os dois saem, Mulder deita a cabeça no encosto do sofá, e uma estranha dor de barriga lhe ataca. _ Nossa Scully!!! - ele só consegue dizer isso. Scully sente a mesma dor. Mas ela logo passa, e antes que pudessem perceber, ambos estavam nos braços um do outro, se beijando apaixonadamente. Da porta da cozinha, Hilda, Sabrina e Salem observam tudo sorrindo, quando Zelda chega. _ O que significa isso? - diz ela furiosa. Sabrina e Salem correm para o andar de cima, deixando Hilda carregar a barra. _ Ora Zelda. Veja que lindo. Eles se amam. Zelda olha para o casal abraçado no sofá, e sente seu coração se desmanchar. Era mesmo lindo de se ver, o quanto os dois se amavam. E assim foi. Mulder e Scully assumiram um relacionamento, e se casaram dois meses depois. Sabrina e Salem foram os padrinhos do casamento, e Hilda e Zelda, foram as madrinhas do primeiro filho do casal, que veio um ano depois. Scully havia recuperado sua fertilidade, graças a outro feitiço. Todos estavam felizes, e no fim, Zelda, Hilda e Sabrina puderam contar a todos que eram bruxas, e não foram discriminadas, pelo contrário, eram muito respeitadas. Para Bill aceitar Mulder na família, o trio de bruxinhas usaram mais um de seus feitiços, e tudo ficou bem. Nada poderia estar melhor. A Convenção de Feiticeiros nunca mais existiu. Drell perdeu seus poderes. Harvey casou com Sabrina, e Salem conseguiu um adiantamento do Conselho de Bruxos Policiais, e voltou a ser homem. Dez anos depois... Mulder e Scully estavam sentados num restaurante, junto com o filho Paul, que tinha nove anos, com Zelda ( que agora estava casada também ), com Hilda ( que estava noiva ), Sabrina que já tinha uma filha de quatro anos, o marido dela, Harvey, e Salem, que também havia arranjado uma bela noiva. E pensar que tudo isso só aconteceu por causa de um simples "feitiço". FIM