TÍTULO: O fantaXma da ópera. AUTORA: Mariana Bonfim RESUMO: Mulder e Scully investigam uma série de mortes de cantoras em NY. E o que um teatro esconde em seu interior com sua misteriosa música vinda de um piano? CLASSIFICAÇÃO: shipper E-MAIL: Não se esqueça de dar a sua opinião sobre esta fanfic (seja ela boa ou má). Meu e-mail é ma_bonfim@bol.com.br . Feedback faz muito bem, obrigado. New Yourk. 21 de outubro de 1927 10:35 PM Vê-se a fachada de um antigo teatro. Ouve-se uma voz de soprano cantando uma opereta. Também há um grande luminoso à porta, e em letras garrafais o nome da casa e da estrela da noite: Teatro Kuhne apresenta: Janette diVinni.Provavelmente ela é uma ex-cantora de um cabaré chinfrim e que foi descoberta por um "caçador de talentos". Depois de muita luta, seu empresário conseguiu marcar uma temporada de apresentações num teatro, que ainda não era muito conhecido. Quanto maior o sucesso, maior o público, maior a bilheteria, maior o lucro, maior seria seu cache e sua temporada na casa. A um mês de apresentações, Janette conseguiu juntar um público razoável e os lucros já estavam começando a chegar a ela e a seu empresário.O dono do teatro tinha comprado a casa não fazia muito tempo. Inaugurado em 1897 o Teatro Kuhne tinha apresentado importantes e luxuosos espetáculos de famosos cantores e cantoras. Mas o último dono não soube escolher bem os espetáculos que iria apresentar. O público sumiu e o teatro faliu em 1922.Estava completamente abandonado, jogado ás traças. O novo dono pagou por um preço baixíssimo, fazendo com que o espetáculo de Janette fosse 100% lucrativo. Além do sucesso financeiro, a crítica começava a notar Janette. A propaganda boca a boca tinha sido muito eficiente. Entramos do teatro ainda ouvindo a bela voz de Janette. Passamos pela bomboniere, pela chapelaria e finalmente adentramos a sala de espetáculos, que por sinal está cheia. O público pertence à alta sociedade. Os homens vestem fraques enquanto as mulheres vestem vestidos nos modelos e cores mais variados possíveis, respeitando a moda da época. Cada uma procura exibir suas jóias finíssimas, seus chapéus suntuosos e seus casacos de pele legítimos. Avistamos o palco onde Janette diVinni encerra a sua última canção da noite. O público se levanta e aplaude de pé a talentosa cantora. Ela, emocionada, chora ao receber um buque de rosas vermelhas de seu empresário. Agradece muito ao público, afinal graças a ele, ela pôde ter seu talento reconhecido. De repente as luzes do teatro se apagam. O público fica apavorado a ponto de algumas mulheres começarem a gritar. Mas logo a luz volta e o público se acalma. A cortina no palco está fechada, mas pode-se ouvir uma música tocada ao piano, que acompanhou Janette em todo espetáculo. O público, pensando se tratar de uma última surpresa da cantora, novamente se senta. As cortinas se abrem. As luzes do palco estão apagadas, mas vão voltando lentamente. Aos poucos se vê um vulto sob o piano. O público novamente fica apavorado, alguns correm, outros gritam, mulheres desmaiam, as rosas vermelhas estão espalhadas pelo palco e o piano continua tocando com Janette morta sobre ele. Sede do FBI – Washington D.C. 73 anos depois. Scully está sentada sobre a mesa debruçada sobre um livro grosso. Mulder está muito atrasado, e como ela não tinha nenhum caso a resolver, decidiu ler um livro que tinha se interessado muito quando foi a uma livraria. O livro contava a história do fantasma da ópera. Scully pensou que se tivesse tempo iria até NY para ver o musical do mesmo na Broadway.Mas para sua infelicidade logo, logo Mulder entraria por aquela porta com algum caso bem chato pra se resolver. Qual foi sua surpresa quando Mulder entrou pela porta dizendo: ----- Vamos à NY. ----- Porque?! - perguntou Scully com um sorriso nos lábios. ------ Porque você acha que viajamos de costa a costa neste país?! Para investigar... Mulder derrubou um imenso livro preto sobre a mesa. Nele mostrou a Scully vários recortes de jornais das décadas de 20 e 30. Todos falavam do teatro Kuhne, onde desde 1927 ocorrem mortes de cantoras que se apresentavam no teatro. Elas apareciam mortas no palco, coxia ou camarote.Sempre quando alguém morria, os espectadores ouviam alguém tocar uma mesma música no piano.Ninguém conhecia a tal música. ------ Eu já tinha dado uma olhada neste caso a um tempo atrás- explica Mulder- mas o tinha deixado de lado.Nesta manhã li no jornal que até hoje os vizinhos do teatro escutam aquela música. Na mesma reportagem dizia que havia um homem interessado em comprar o teatro e reforma-lo então o interesse pelo caso voltou. ----- Quem é esse homem? ------ Erich Buttlar, dono das empresas Buttlar e Associados. ----- E qual é o grande crime?! Um solitário homem que toca ao piano quando tem vontade. Só se o crime for invasão de propriedade. ----- Toda vez que se houve o piano alguma cantora aparece morta! A última delas foi Christine Santiago, uma cantora de um restaurante que fica no Central Park chamado "Tavern on the Green". ----- Tudo bem... Mas se vier dizendo que uma entidade em forma de espírito está matando essas mulheres vejo que você já não tem o menor senso de nada. ------ Mas foi você que concluiu isso, Scully!- provoca Mulder com um sorriso nos lábios. Hotel Soho - NY 10:45 PM Os dois agentes chegam na entrada luxuosa do hotel. O telhado é de vidro, há um jardim suspenso em cada andar e uma imensa fonte com imagens de anjos no meio do saguão. Scully, impressionada, só consegue dizer. ------ Meu Deus... ! Um funcionário do hotel pega as malas dos dois e os levam até o balcão, onde uma simpática recepcionista entrega uma chave a Mulder. ----- Quarto 205.Tenham uma boa estadia em nosso hotel. Scully já no elevador pergunta a Mulder. ----- Neste hotel costumam se hospedar artistas como Madonna e Gisele Bündchen.A diária desse hotel não é $350? ----- Por isso vamos ficar os dois em um único quarto. Só você está gostando de ficar aqui porque odeio ter que dormir no chão. -----Como se dormir no sofá também não fosse agradável... ----- Que saudades do me colchão de água... ----- Até hoje você não me explicou onde conseguiu aquele colchão... ------ Foi presente da minha mãe... ------ Estranho uma mãe também dar de presente pro filhinho uma cama com espelho no teto. ----- Esqueça isso, Scully. Quem sabe para sua alegria o Brad Pitti está hospedado no quarto ao lado. Eles sorriem e saem do elevador. Andam um pouco até o quarto. Mulder abre a porta do quarto, entra e se joga na cama. ----- Scully, o chão parece tão macio... Deixe-me dormir aqui só por uma noite. ----- Eu tenho bico de papagaio na coluna, você não sabia?! - mente ela descaradamente. ----- Já que insiste! Mulder pega um travesseiro e vai rolando na cama até cair no chão. Ele aproveita e puxa toda a coberta que estava sobre a cama, deixando Scully com apenas um travesseiro. Ele ainda tenta se explicar dizendo que tem muito frio durante a noite. ------ Eu ligo o aquecedor pra você! – revida Scully puxando a coberta de Mulder. Ele não solta a coberta. Os dois sobem na cama e cada um puxa a coberta com força de um lado pra outro... Scully está em desvantagem, pois está segurando apenas a ponta da coberta, enquanto Mulder já puxou mais da metade dela. De repente Scully consegue puxar o cobertor com tanta força que Mulder cai pra fora da cama segurando apenas a ponta da manta. Quando Scully já estava comemorando sua vitória Mulder a puxa e ela cai no chão em cima dele. Os dois riem sem parar como duas crianças. Começam a encarar um ao outro e param de rir. Apenas sorriem e flertam um ao outro. Scully se aproxima de Mulder e lhe da um beijo na bochecha, um no pescoço, outro na outra bochecha, dois no pescoço, um no queixo e quando percebe que Mulder está de olhos fechados, com a boca entreaberta e respiração ofegante, lhe dá um beijo nos lábios. Um beijo leve e apaixonado. Mulder se vira de lado e para o lado abrindo os olhos encarando Scully. Eles se entendem apenas com o olhar e Scully balança a cabeça de maneira afirmativa. Ele lhe dá um beijo mais intenso e demorado... O jogo de sedução prossegue pela noite. Não é preciso explicar que ninguém dormiu no chão. Central Park 12: 30 PM. Eles andam pelo parque calmamente. Pessoas fazem Cooper ou exercícios físicos enquanto uma infinidade de crianças corre e brinca de um lado pro outro. Bolas, discos, bonecas, pás e baldinhos. Todo tipo de brinquedo e brincadeiras. As babás mães ou pais sentam no banco para conversar. Cada um se gabando do próprio filho. Mulder e Scully andam mais um pouco e se depararam com um palácio de cristal. É o restaurante Tavern on the Green. Ao entrar sentam e pedem algo para comer, pois nem tomar café, tomaram. Depois da refeição eles se levantam até o balcão. O garçom pergunta se querem mais alguma coisa. Eles mostram os distintivos e dizem que querem apenas saber da cantora Christine Santiago. O garçom conta que na última noite que cantou, Christine vez uma apresentação excepcional. O restaurante estava cheio e todos aplaudiam e pediam mais e mais. Um homem de terno preto, chapéu e óculos era o mais animado. Chegava a aplaudir de pé, assoviar e gritar. Ele pediu uma música, da qual não me lembro o nome. Ela cantou esta música encerrando seu show. Agradeceu muito dizendo que se aquele fosso seu último show na vida ela poderia morrer feliz. Depois disso recebeu seu dinheiro e foi embora para nunca mais voltar. Os agentes agradecem, pagam a conta e vão embora. ------ E agora, Mulder... O que fazemos? ------ Tem alguma idéia? ------ Seguindo a ficha de todas as cantoras mortas vamos ver se elas também tiveram uma última apresentação excepcional como Christine. Eles vão a todas as casas de show, barzinhos e boates que as cantoras se apresentavam. Realmente seus últimos shows tinham sido excepcionais. Algumas pessoas interrogadas notaram a presença de um homem exaltado, que tinha trajes escuros, óculos e chapéu. Alguns afirmavam que havia tanta gente presente que não dava pra saber da presença desse homem. ----- Pelo menos temos um suspeito. – dizia Mulder. ------ Vamos então até o teatro onde podemos encontrar nosso homem, isso se ele realmente for o pianista do lugar. – propõe Scully Eles entram derrubando a porta do teatro, levantando uma verdadeira nuvem de poeira. De arma em punho e lanterna iluminam o ambiente. Há teias de aranha, ratos e baratas. Um cheiro de mofo impregna o local. As cadeiras estão destruídas e a madeira do chão está podre. A cada passo uma nova rangida. Pelo teto descem pesadas goteiras. ------ Não sei pra que Erich Buttlar quer este lugar caindo aos pedaços. Como reformar esse lixo? – indagam um ao outro. Andam mais um pouco e Mulder ouve apenas os seus pés se rangendo. Para e nada mais ouve.Silencio total.Apenas o barulho das goteiras. Olha para trás, mas Scully não está lá. Ele ilumina e procura em todos os lugares, chamando por seu nome. De repente ele escuta o barulho do piano tocando e corre em direção ao palco. Passa pela cortina e encontra Scully parada em frente ao piano. Ele dá um suspiro de alívio e a abraça de lado. ------ Veja, Mulder... As teclas do piano tocam sozinhas. Ela se aproxima e quando toca uma das teclas o piano para de tocar. Ela o abre, olha em baixo, revista cada canto. ------ O que procura, Scully? ------ Algum dispositivo que o faça tocar sozinho, mas não encontro nada. Eles ouvem alguns rangidos. Parece que vem de debaixo do palco... Eles correm até lá. Tudo parece estar vazio e escuro. Quando iluminam um dos cantos da sala encontram um homem de chapéu e terno preto. Ao se virar podemos ver uma máscara branca cobrindo metade do seu rosto. Mulder corre em direção ao homem que se deixa prender. Quando dá dois passos a roupa preta e o chapéu caem no chão e o homem não está mais lá. Podemos ouvir novamente o barulho do piano. Eles correm em direção ao palco e avistam o homem com uma capa preta tocando ao piano. Eles sacam as armas e Mulder grita. ------ Pare de tocar! Levante-se com as mãos pra cima que nada vai lhe acontecer. O homem continua e brada com uma voz rouca: ----- Eu nunca vou parar de tocar!! Os agentes vão se aproximando cada vez mais e pedem novamente que ele pare de tocar. Ele finalmente para e se vira. ------ O que querem de mim? ------ Queremos saber porque está matando essas cantoras! – pergunta Mulder ------ Por que elas se recusaram a cantar comigo ao piano. ----- Você deve ter pedido com uma delicadeza incrível! - provoca Scully. ------ Eu quero apenas continuar procurando e tocando! ------ Procurando o que? – indaga Mulder enquanto coloca a arma na cabeça do pianista, este se vira para ele e responde a pergunta com um sorriso cínico. ------ A minha amada Alice. Sua voz e espírito devem ter encarnado em uma dessas cantoras... Mas eu nunca a encontro... ----- Já que está admitindo que matou essas mulheres iremos lhe prender. – disse Scully ------Nunca!!! O homem grita, sai correndo pula do palco e some no meio das cadeiras da platéia. ----- Peça reforço, Scully... Ele não vai muito longe! Scully pega o celular e liga...Em minutos a polícia chega e vasculha o prédio. Nada é encontrado. Mulder pede que fique alguém vigiando o teatro para ver se o homem volta. Um dos policiais disse que fará a ronda só até de manha, pois o prédio será explodido a pedido do Sr. Buttlar. 9:00 AM do dia seguinte. Mulder e Scully estão abraçados em frente ao teatro. Ao tocar de um sinal. Um homem aperta um botão vermelho e a antiga construção vai abaixo. Mulder e Scully saem andando ainda abraçados pela rua. ------ Podemos ir a Broadway está noite?- pergunta carinhosamente Scully dando um leve beijo em Mulder. Este afirma com a cabeça e lhe dá um intenso beijo abraçando-a fortemente, passando as mãos em seus cabelos. Eles param, sorriem um para o outro e voltam a andar abraçadinhos pela calçada. Broadway Espetáculo "O fantasma da Ópera". 10:50 PM Eles estão assistindo ao espetáculo em uma fileira próxima ao palco. Mulder segura a mão de Scully enquanto ela sorri. Podemos ainda ouvir a música do espetáculo enquanto passeamos pelas ruas de NY. Chegamos até o local onde estava o teatro explodido pela manhã onde só se vê entulho. Um barulho de piano está ao fundo e quando a música do espetáculo cessa, a música ao piano continua... xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxfimxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxx Feedback, por favor... Se não nunca eu vou melhorar. Meu e- mail é ma_bonfim@bol.com.br