OS EXCERS NOS BASTIDORES DE "REQUIEM" Fanfic de Lucas Zago. Sinopse: Esta é uma fanfic sobre a descoberta de Mulder e Scully que existem fãs seus espalhados na internet. As situações são absurdas e cômicas. Mulder e Scully... encontrando David Duchovny, Gillian Anderson e Chris Carter nos bastidores de "Requiem"?? Só lendo pra crer. Categoria: Metafanfic/Cômica Classificação: PG Spoilers: "Requiem", "Millennium", "Sein Und Zeit", "Closure", "A Paciente X, partes 1 e 2", "Dois Pais", "Um Filho", "Piloto". Nota: Os nomes aqui citados são, na maioria, reais e usados sem intenção de obter-se lucro com sua utilização. Qualquer semelhança NÃO será mera coincidência... Disclaimer: "Arquivo X" e seus personagens pertencem à 20th Century Fox , TenThirteen e a Chris Carter e a fanfic que segue não possui fins lucrativos, bem como destina-se somente à diversão dos leitores. O uso da imagem das pessoas citadas no textos faz-se sob motivo da diversão dos fãs, e não visa ofender as mesmas, nem infringir qualquer lei de Copyright, nem mesmo obter qualquer lucro com sua utilização. SEDE DO FBI, WASHINGTON D.C. 10:13 AM No escritório de Mulder, ele está disperso, apoiado sobre a mesa e observando algo em seu laptop. Scully, séria, entra na sala e pergunta: "Mulder, que está fazendo aí?" "Scully, eu achei um negócio muito interessante." "O quê? O segredo da beleza da Vera Fischer?" "Não, Scully..." Mulder pára e raciocina. "Mas qual é o segredo da beleza da Vera Fischer?" "Lipo." "Ah..." "Mas isso não vem ao caso. Você tinha algo a dizer." "Vem cá." Ele chama-a ao seu lado e ela dirige-se à escrivaninha, onde está o laptop. Mulder ajeita-o e mostra algo a Scully, apontando com o dedo. "Vê isso?" "Isso aqui?" "Não." "Isso?" "Não." "Isso?" "Não, Scully! Aqui é o meu dedo! Scully, você tá cega?" "Não. Espera um pouco." Ela leva a mão à sua roupa e, dentro de seu blazer, escondido no sutiã, está seu óculos. Ela o veste e observa. "Ah sim... agora está melhor." Mulder faz uma careta engraçada. "Aqui?" "É. É o nome de uma mulher, uma terrorista." "Mulder! Modell! Ela é parente do Robert Modell??" "Não, Scully. É só um pseudônimo. Claudia Modell." "Graças a Deus! Pensei que a terceira temporada iria recomeçar.", diz Mulder numa alusão ao caso que investigaram há quatro ano e que, depois de anos, foi reaberto, como se falasse de um seriado de TV. Mulder sorri discretamente. "Mas ela é uma terrorista?" "Digamos que sim..." "Como assim??" "É uma terrorista de ficção. Ela só foi a inspiração de uma autora que usou seu nome para escrever um texto." "Que texto?" " 'Traição'." "Nunca ouvi falar." "Eu também não tinha ouvido, mas fuçando na internet, descobri alguns sites com histórias como essa." "Que tipo de histórias?" "Histórias que possuem uma dupla de agentes do FBI como protagonistas." "Que legal! Parece até a gente!" "Não parece não Scully." "Ah não?" "Não. É a gente." "Ahn? Como assim?" Mulder se aproxima de Scully e mostra sites na internet nos quais, ao averiguar, encontrou coisas interessantes sobre si mesmos. Eles descobrem sites na net sobre si próprios. "Veja, Scully. Encontrei sites que comentam nosso dia-a-dia ficcionalmente, como este de uma moça chamada Késsia Nina, 'The Shipper X'. Tem também o 'Arquivo X – O Site Que O Governo Nega Ter Conhecimento', o 'Fonte de Pesquisas', o 'Conspiração X' e muitos outros..." "Mulder! Como eles sabem sobre isso? O governo... as conspirações?", ela fica intrigada e ao mesmo tempo aborrecida ao descobrir tal fato. "Não sei." "Estamos sendo monitorados??" "Tomara que não, senão vai ser uma espécie de 'O Show de Mulder e Scully', ao invés de 'O Show de Truman'." "Não entendo. O que nossas imagens estão fazendo na internet... e veja! Estamos na cama... juntos!" "É, Scully. Isso é obra dos Shippers..." "De quem? Do Chico?" "Não. Shippers. São aqueles que torcem por nosso relacionamento amoroso". Silêncio momentâneo. Scully hesita em falar algo. Mulder investiga mais sites e encontra: "Veja... eles citam nomes como DD, CC, GA... o que será isso?" "Não sei, Mulder. Mas temos que tirar isso a limpo." "É, realmente. Eu quero minha comissão nos direitos autorais." "Mulder!" "O que, Scully? Nós somos artistas agora! Eles dizem que fazemos parte de um seriado de tevê, que vai ao ar pela Fox." "Oh! A sua rede, Mulder?" "Não. É uma empresa que possui os direitos dos filmes de X- Men e Guerra Nas Estrelas." "Ok. Mas isso não vem ao caso. Quero nomes. Provas de que estamos sendo alvo de uma conspiração não secreta, mas sim explícita, que ninguém nunca descobriu." "Como não? Existem até revistas que falam da gente!" "Ahn?", ela fica pasma. "Você nunca ouviu falar da 'Sci-Fi News'?" "Que é isso?" "É a revista brasileira de ficção, ação e aventura. Não necessariamente nessa ordem." "Brasileira?" "É. Nós possuímos uma legião de fãs no mundo todo. Até no Brasil, sabia?" "Só falta agora a gente ter aparecido no Carnaval." "Não, Scully. Ainda não li nenhuma fic conosco no Carnaval. Mas daria uma bela vignette cômica." "Fic? Vignette?? Que diabos é isso, Mulder?" "São histórias escritas por fãs nossos, que escrevem fanfictions – abreviando fanfics – abreviando mais fics – cômicas, angst, MST, UST, MSR, slash, mitológicas, MOTW, vignette... por que você não fuça na rede pra se informar?" "Não, obrigado. Só entro na internet pra saber informações do Mel Gibson e aquela bundinha sexy." "Você tem que fazer parte das tarADAS." "O quê????" "ADAS – Amazonas do Apocalipse Shipper." "Cê tá falando grego? É código??" "Não, Scully. Tem também o CDAS, que é o Lucas." "Lucas? Lucas Black?" "Parente do Frank Black?" "O do Millennium?" "Não, Scully. Ele se torna farto das indagações da parceira. "Scully, esquece!" "Nossa Mulder!" "Você é desinformada pra burro!" "Eu? Você quer discutir assuntos fúteis ou prefere fazer uma tese de doutorado? Ahn? Ahn?" "Ai, meu pai do céu... tô vendo que você vai ter que fazer calos no dedo de tanto mexer no mouse." "Ah mas não vou mesmo." "Então, fica aí, com a sua ignorância. Quer ver como você não sabe nada? Responde uma coisa: você conhece o Sam?" "Daniel Sam, do 'Karatê Kid'?" "Não, não é nada disso. O Sam, o Mr. X. E o Lucas, conhece?" "Lucas...?" "Lucas Zago. É um escritor de fanfics que possui uma fic na temporada virtual da Christy Carter." "Quem é Christy Carter?" ''..." "Mulder?" "..." "Ei, Mulder, responde!" "Deixa pra lá." "Mulder, eu quero respostas!!" "Elas estão lá fora." "Então vamos procurá-las." "Não, eu já achei um atalho." "Qual?" "A internet." "Não sabia que você gostava tanto do mundo cibernético." "Não gostava. Agora estou gostando, por recomendação de uma amiga minha." "Quem?" "A Clá. Conhece?" "Clá? Outra Cláudia?" "Não, Scully. É Clarissa. E 'Claudia' não tem acento. Não essa Claudia." "Como não? É nome americano? Você não disse que ela era brasileira?" "Scully! Nós não estamos aqui pra discutir acentuação, estamos?" "Não, estamos aqui porque você descobriu algo." "É. E algo muito intrigante, diga-se de passagem. Esse mundo fictício é muito legal. Já tenho até alguns autores dos quais não perco uma fic sequer." "Quais?" "A One, a Paty, a Fê... ih, são vários! O Mário, o Rubens, o Lucas..." ? A SEGUIR, UMA BREVE PAUSA PARA REFLEXÃO... O autor desta fic pede um espaço para tirar isso a limpo. "Ei, Mulder! Como é que você sabe tanto de mim?" "Ahn? Falou comigo?" "É, você mesmo. Como é que você está tão a par da minha vida?" "Eu?? Mas eu só..." "Não interessa. Volta pro rumo da fic que o autor não tem importância." "Como não?" "As personagens são o foco da história e não quem as escreveu." "Mas se não fosse você eu estaria naquela mesmice de sempre..." "Eu não quero falar contigo. Só se for com essa ruivinha fofa aí do seu lado..." "Eu?? Tá falando comigo?? Mulder, do que esse palhaço está falando?" "Cê me xingou de palhaço, Skeptical?" "Ahn? Mulder, ele sabe..." "O quê? O que ele sabe?" "De nós dois." "É claro que sei. Dãããh!! Eu sou o autor dessa história, sua boba..." "Mulder..." Scully começa a se entristecer. Ela começa a chorar. Começa a derramar lágrimas incessantemente, como um bebê perdido. "O que foi, Scully?" "Ele me xingou de boba... Buáááááá!!...." ela faz beicinho de pobrezinha coitada. "Eu? Eu te xinguei de boba?" "É! Você, seu novato!", Mulder se exalta. "EU sou NOVATO????? Sabe quantas fanfics eu já escrevi??" "Sei. Mais de vinte. Contando com aqueles poeminhas idiotas..." "Idiotas???" "É. Se fossem tão bons, você teria ganho a Maratona." "Acontece que a Wanilda é uma chegada minha e eu tive que dar chance pra ela." "Seu mentiroso de uma ova! Ela é boa, isso sim!" "É. Tenho que admitir que isso é verdade." "Você não é nada comparado a ela e outros escritores de fanfics por aí..." "Olha lá como fala comigo Mulder! Você não sabe do que sou capaz!!" "Você e esse seu sotaque de interiorano só demonstram que você é um idiota. O Sam fala muito menos o 'r' forçado do que você." "Mas do que é que você está reclamando?" "Desse seu sotaque estúpido." "Ah é? Então diga pra mim, como é o seu nome?" "Mulder." "Arrá!! Tá vendo, você não diz 'Mulder' como paulista, você diz Mulderr como um interiorano. É coisa de interiorr." "Mas todo americano fala com o 'r' puxado. É comum." "Nem todo americano. Eu também sou americano e não falo assim como você." "Você é americano?" "Claro! Eu nasci na América! O que esperava, que eu fosse africano?" "Não, mas..." "Vocês, estadunidenses têm a mania de referirem-se a si mesmos como únicos americanos no mundo. Nós, brasileiros, também somos americanos. Somos da América do Sul, é certo, mas de qualquer forma estamos na América." Scully interrompe a discussão. "Mulder! Lucas! Isso aqui não é aula de geografia!" "Não mesmo. Eu nem sei por que esse autorzinho de quinta categoria tinha de estar fazendo essa interrupção." "Autorzinho? Eu?? Você tem certeza do que está dizendo??" "Ele pode não ter, mas eu tenho! Você não tinha nada que difamar a nossa imagem!", aborrece-se ela. "Ei! Você não te mete que isso aqui é briga entre homens... se bem que eu tenho minhas dúvidas." "Ei! O que é que você está insinuando com isso?", Mulder não compreende mas capta um sinal de ambigüidade. "Você com essas suas teorias escabrosas nem sequer percebe que do seu lado tem uma mulher que te adora... e se fosse homem mesmo, já tinha ido pra cama com ela." Que baque! Eles não sabem o que dizer. Mulder está sem reação. Pálido, gelado, trêmulo. Scully se impõe na conversa. "Se eu e o meu parceiro devemos ou não ter uma relação mais íntima isso é algo que diz respeito a nós dois e mais ninguém. O que você tem a ver com isso?" "Eu só acho que vocês tinham que dar uma bimbadinha. Só isso." "'Bimbadinha'???", a frase foi uníssona e veio de ambos. Mulder não agüenta e começa a rir-se. "É. Afinal, já faz mais de sete anos que vocês estão juntos. E nenhum beijo de verdade.' "Como não? Como você pode ter tanta certeza?" "Ah... aquele beijinho do episódio 'Millennium' não conta." "Episódio? Mulder, do que ele está falando?" "E eu sei lá!" "Deixa pra lá. Vocês têm que falar com alguma das Mulderistas pra ter certeza do que digo. Você sabe que eu sou Scullysta, né? Aliás, Scully, você hoje não disse nenhum Scullysmo." "Que é isso??" "Esquece. É melhor a gente voltar pra história porque isso aqui ainda vai dar muito pano pra manga." O autor, com suas corriqueiras interrupções abruptas, não me deixou terminar de contar a cena que se passava no... "Ei, peraí! Eu te conheço! Você não é...? Você sou eu!!!!" "Qu'é isso? Tá pirando? Do que você tá falando? Você é o autor; eu o narrador. Nós somos pessoas diferentes. Aliás, se essa fanfic é sobre o Mulder e a Scully, o que nós estamos fazendo nela?" "Sei lá. Mas só sei que você e eu somos um só." "Meu Deus!! Não pode ser! Eu tenho um irmão gêmeo!!!" "Ai meu Deus! Não é nada disso! A gente não tá fazendo um crossover com Friends pra você dar uma de Phoebe, sabia?" "..." "Ei, responde, narrador. Tu taí ainda?" "..." "Gente, pra onde foi o narrador?" "Tô aqui." "Onde você foi?" "Minha conexão caiu. Essa internet grátis é uma droga." "Mas você não está na internet." "Como não? Esse texto não vai ficar exposto nos sites?" "Vai, mas..." "Então, como você diz que eu não tô na net?" Lucas torna-se farto de toda aquela ladainha e baboseira e se irrita. "Cala a boca!!!!!" "Cala você!!!" "Não, cala você!!" "Cala você!!" "Cala você, seu Cid Moreira enrustido!!" "Cala você, seu CDAS!" "Sou CDAS mesmo e daí?" "E daí que você tem que ser half!" "Half? Eu?? Nem que a vaca tussa!!" Eles não ouvem, mas ao fundo ouve-se um ruído incomum... "Cof! Cof!" Voltando... "Pois eu não vou deixar você botar nenhum beijinho nessa história. Nenhunzinho viu?" "Isso é o que vamos ver... você não sabe do que eu sou capaz! Às vezes me baixa um espírito fanático por cenas melosas e eu escrevo-as bem adocicadas." "Pois eu não vou tomar uma dose de insulina!" "Vai sim! Se quiser continuar daqui pra frente, vai ter que aceitar o que imponho!" "Eu não sou seu empregado!" "Mas quem é que manda aqui??" "..." "Sou eu! Eu é que sou o autor dessa história!" "Mas eu sou o narrador!" Lucas o faz parar por um segundo. Ele interrompe-o advertindo: "Olha lá! Enquanto nós estamos aqui brigando os dois estão lá, na maior lengalenga..." "E você não vai fazer nada?" "Eu não. Mas você vai." Enquanto as duas pessoas que vieram a descobrir que são uma só discutiam, Mulder e Scully buscavam uma forma de cessar o uso de sua imagem para a realização destas histórias. "Mulder, o que vamos fazer? Se todos os escritores forem malucos como esse daí, nós estamos perdidos!" "Não, Scully. Acho que tem gente mais civilizada." "Nomes. Quero nomes." "A Clá, a Késsia, a Mon, a Ale, a Claudia, a Sil, a Lu, a Fê, a Cris, a Déia, a Telma, a Anna, a Mariana, a Sky, a Juli, a Small, o Fábio, o Márcio e mais um montão de gente..." "Todos esses são escritores?" "Não, mas é tudo uma grande tchurma." "Ah... mas peraí! Todos são shippers, como você diz?" "Não. Tem alguns halfs. Eles travam uma batalha sem fim: ADAS versus HALFS. Eu quero ver no que vai dar." "E o que pregam exatamente os halfs?" "Eles são half-shippers, ou seja, são uma espécie de shippers moderados. Mais até do que isso. Não chegam a ser noromos, mas eles não querem que a gente dê uma... 'bimbadinha', entendeu?" "Essa bimbadinha é..." "É. É aquilo." "Ok. Entendi, mas por que eles escolheram justo a gente? Tem tanta coisa na tevê..." "É, mas eles dizem que a gente faz parte de uma série coincidentemente chamada 'Arquivo X' e que já está há sete anos na tevê." "Mas como, Mulder? Nunca vi essa série!" "Scully, eu tenho uma teoria." "Pra variar um pouco..." "É sério. Acho que alguma entidade corporativa poderosa criou uma espécie de universo paralelo para que fôssemos enganados esse tempo todo." "Mulder, não viaja..." "Talvez haja câmeras escondidas por aqui..." 'Mulder! Acorda! Pra que eles iam fazer isso conosco? Pra que tanto trabalho em nos excluir do mundo real, como você diz? Pra quê?" "Não sei, Scully. Mas acho que tem algo muito estranho nisso." "Ah, Mulder... quer saber? Eu vou procurar provas enquanto você fica aí, divagando." "Scully, espera! Eu vou com você." Ela está saindo quando Mulder a acompanha e ambos saem em busca de respostas. Mais uma vez. DOIS DIAS DEPOIS ESTÚDIOS DA 20TH CENTURY FOX, HOLLYWOOD, CALIFÓRNIA 3:16 PM "Mulder, quer me dizer o que estamos fazendo aqui?" "Investigando, Scully. Investigando." "Num estúdio de TV? O que é agora, um alienígena abduziu o Jay Lenno? Ou seria o David Latterman?" "Não, Scully. Não é nada disso. Veja, ali é a entrada." "É claro que sim. Com aquela multidão de gente você esperava que fosse o quê?" "É dia de gravação em 'Arquivo X'." "Eu preferia ir ver o estúdio do 'Barrados No Baile'." "Scully, já faz algum tempo que esse seriado acabou." "Já? Mas ninguém me avisou!" Mulder hesita antes que possa aborrecer-se com a parceira. E, ao virar-se, avista duas mulheres completamente distintas uma da outra, uma baixinha e a outra alta. "Sil? Lu? Vocês aqui??" "Oi, Willy! O que faz por aqui?" Ele a cumprimenta e Scully olha de soslaio para a mulher ao seu lado e diz, esnobe: "Estamos investigando um caso." "Caso? Que caso? Não vai me dizer que se trata de mais uma baixaria em 'Who Wants To Marry a Multimillionaire'..." "Não. Na verdade eu descobri algo que vai interessar a vocês duas." "O quê?" "Um acordo entre o Chris Carter, o David Duchovny e a Gillian Anderson para enganarem todos os fãs fingindo que eles são nós." "É verdade? Mas isso é crime..." "Não, não é. Se eles contam com o apoio de milhões de eXcer em todo o mundo não é." "Tem razão. E nós somos duas deles." "É. Mas vocês me falaram a verdade." "Tem razão. Ei, Kat, você sabia que fomos eu e a Lu quem mostramos ao Willy os sites de Arquivo X?' "É. Já estava sabendo." "Eu e a Lu viemos aqui pra cobrir as filmagens do último episódio da sétima temporada, intitulado 'Requiem'." "É verdade. Nesse episódio parece que vai acontecer muita coisa importante. Acho que o Canceroso vai morrer." Mulder vibra: "Êba!!!!!!!!!! Até que enfim o Fumacinha vai parar de encher o nosso saco." "Calma... isso é só no seriado." "Mas e quanto a nós? E eu e a Scully?" "O que tem vocês dois?" "Nós... você sabe, nós...?" Scully fica encabulada e cora-se. Com um sorriso malicioso na boca, Silvia responde: "Aí eu já não sei. Só na oitava temporada. Mas parece que teremos mais um ajudante na sua busca pela Verdade." "Quem?" "Segredo..." "Ah, fala vai? Por favor!" "Não. Tem gente que não gosta de spoiler." "Que é isso?" "É alguma revelação que estraga a surpresa sobre o que ainda vai acontecer." "Sil, chega de ladainha. Vamos entrar!", diz Lu Costa, a mais nova colunista da revista "Sci-Fi News". E o resto... é pura imitação!! Eles caminham até a entrada e deparam-se com um grandalhão que mais parece uma múmia do que um segurança. "Quem são vocês?" "Somos agentes do FBI.", Mulder retira o distintivo e Scully também, enquanto Silvia e Lu mostram seu crachá onde vê-se escrito "IMPRENSA". "Eu estou cobrindo a cobertura de 'Requiem'. Pode perguntar pro Carter que ele vai te dizer." "Ok. Podem entrar." Eles convencem o homenzarrão e obtêm permissão para adentrarem o local, onde deparam-se com inúmeras pessoas dentre câmeras, maquiadores, figurinistas... e entre eles, o homem por trás de tudo: Chris Carter. Numa breve pausa das gravações, Gillian e David conversam. "Parabéns. Aquela cena ficou ótima." "Obrigado, mas eu achei que podia fazer melhor..." "Que nada, o resultado foi bom. Com a pós-produção, o episódio vai ficar bem legal. Você vai ver." Carter, que conversava com um dos membros da equipe, ao virar-se, observa quatro pessoas caminhando lentamente quando percebe quem são. "Silvia!! Lu!! Que prazer ter vocês aqui no estúdio!!" "Imagina, o prazer é nosso. A gente veio fazer a cobertura do making of do episódio. Estamos muito atrasadas?" "Na verdade não. A gente só rodou a última cena pra liquidar logo, assim ninguém fica sabendo o que acontece." "E o que acontece?", Mulder indaga. "Ah, deixa eu apresentar: esse aqui é o Mulder e essa é a Scully, Chris sente um frio congelar-lhe o estômago, quando um impulso de fuga invade- lhe por completo, mas ele encontra uma forma de acobertar o nervosismo. Mesmo assim, gagueja: "V... v... vocês são... Fo... Fox e... D... Dana? "Somos. Viemos aqui para tirar a limpo o que vocês estão fazendo com nossa imagem." "Veja bem, nós só as pegamos emprestado." "E a bufunfa? Onde está o nosso pagamento?" "Ora, o seu pagamento é o reconhecimento dos fãs. Quer mais do que isso?" Ele sua cada vez mais. "Isso é crime, sabia? É ilegal. Vocês fizeram a gente de bobo. E agora vão pagar por isso." "Mas você não entende! A fama e o sucesso não são nada sem antes terem o reconhecimento!" "Tá, mas a gente não quer reconhecimento. Se quisesse, a gente falava logo com o Spielberg e não com um diretor fraquinho que nem você...", Scully estava uma fera. "FRAQUINHO?? Veja como fala!! Eu posso muito bem matar você a qualquer episódio!!" "Que se dane. Nós queremos a Verdade, nada mais que a Verdade.", desta vez Mulder é quem diz. Ele hesita um pouco, mas logo percebe que não pode mais enganá-los. "Ok. Eu digo a verdade. Mas com uma condição..." "Qual?" "Vocês têm que jurar que não vão nos delatar." Mulder não tem certeza e demora um pouco a encontrar uma resposta, mas depois de pensar diz: "Tudo bem." "A Verdade é a seguinte: há quase oito anos, fiquei conhecendo o Mitch Pileggi, o ator que interpreta o Diretor-Assistente Walter Skinner. Ele nos disse que tinha um irmão gêmeo que coincidentemente era Diretor-Assistente no Bereau. Ele nos contou que ele havia acabado de recrutar vocês como seus mais novos agentes. Seu nome era Walter Skinner e foi daí que surgiu a idéia de uma série sobre uma dupla de agentes investigando casos estranhos, comandados por Skinner, e foi baseado nisso que o episódio-piloto foi ao ar. Eu e o Frank..." "Frank...?" "...Spotnitz, um dos produtores e roteiristas da série, nos reunimos e decidimos que esta seria uma idéia ótima e, baseando-nos na vida de vocês, resolvemos arriscar tudo com a série que, aos poucos, decolou. Por isso, se tem alguém que é a nossa fonte, esse alguém é o Skinner." "Safado!!!" Mulder se irrita. "Não pode ser, ele não faria isso conosco.", Scully mostra-se incrédula. "Então como nós teríamos tido essa idéia? Vocês foram nossa inspiração, nossa luz, e achamos que o melhor a fazer era deixá-los sem saber. Daí foi só contratar dois atores desconhecidos e esperar que a série fizesse sucesso." Silvia, que até agora estava quieta, tomou a palavra, com seu bloquinho de anotações. "Mas a mitologia ao longo das temporadas não seguiu um rumo linear. Por que houve tantas mudanças e poucas informações? Quando vocês irão nos revelar as respostas há tanto desejadas?" "Logo. Muito logo. Você deve ter visto que no último episódio duplo, 'SUZ/Closure', foi revelado o mistério sobre a Samantha e que episódios-chave como "A Paciente X, 1 e 2" e "Dois Pais, Um Filho", trouxeram reviravoltas e algumas respostas para os fãs mais ardorosos. Daqui pra frente, todos os episódios mitológicos vão trazer informações." "Você deve estar a par do fato que o script vazou na internet. Sendo assim, já sei sobre o sucedido com Mulder." "Já?" "Já." "Que droga... deve ter sido culpa do Gilligan ou do Shiban..." "Qual será o destino de Mulder?" "Olha, se você não contar pra ninguém eu te digo." "Juro pelas minhas clones." "Pois bem. O Mulder vai encontrar o Elvis Presley no além e a Scully vai se apaixonar pelo Gibson." "Ahn?? Eu o quê??" "Não você. A personagem interpretada pela Gillian. Ela vai descobrir que o Gibson tem já trinta e um anos e que não cresce mais por causa do sangue alienígena. Ela vai sentir um afeto por ele que evolui para a paixão." "E o Canceroso?" "O Canceroso vai descobrir que o Skinner é seu filho. Ele é irmão do Mulder que, por sua vez, ao retornar à Terra, volta mais lunático, cantando 'Tutti Frutti'." "Nossa... uma trama e tanto!" "Hehe... acabei de inventá-la..." "O quê??", a Lu fica indignada "Lu, você devia saber que isso é jogo de marketing... é tudo mentira." Nesse momento, David Duchovny se aproxima do grupo e frisa: "Todas mentiras levam à verdade." Gillian também aparece. "Não confie em ninguém. E, num coro, todos, incluindo as moças da imprensa, não evitam o inevitável... "A VERDADE ESTÁ LÁ FORA." E Chris completa: "E o Mulder também!" Eles riem e Mulder, após o momento de descontração, lembra do pagamento. "Ei, Chris! Você me disse a Verdade , mas em troca do nosso silêncio, a gente recebe o quê?" "Hummm, que tal souveniers?" "Bah... só isso?" "Você é um mercenário, isso sim!" "Eu só quero algo em troca. Não disse que quero dinheiro." "Então o quê?" "Não sei. Sil, Lu, o que vocês sugerem?" "Ah sei lá..." "Hummm.... deixa ver..." Gillian Anderson, linda como sempre, grita ao constatar: "Já sei!!" "O quê?" inquire Duchovny. Ele veste chinelos de dedo e seu peito à mostra arranca suspiros de Silvia, que não perde a oportunidade de "secar" aquele corpo bem torneado. Enquanto que Mulder, o verdadeiro, não tira os olhos dos peitos da atriz, que ao desabotoar a camisa, deixa à mostra a cor de seu sutiã: vermelho! "Que tal se eles participassem de alguma cena do episódio?" "Boa idéia!", Chris consente imediatamente. "Mas tem que ser uma cena que não está no roteiro..." "Que cena?" "Já tenho algo em mente especialmente pra vocês." "O quê?", Scully já desconfiava. "Vocês vão ver..." Mais tarde... "Luzes, câmeras... Ação!" Gillian Anderson e David Duchovny, devidamente em seus papéis, rodam a última cena do dia. Passa-se na Sede do FBI, no escritório de Mulder. Na pós- produção, eles adeririam a locação do episódio: "SEDE DO FBI, WASHINGTON D.C." E com um devido 11:21 ou 10:13 marcando o horário, logicamente à noite, quando a cena se passa, pois o clima sombrio da noite é mais propício para o que se seguirá. ? A SEGUIR, UMA BREVE PAUSA PARA INDIGNAÇÃO... O narrador se revolta. "Eu me recuso a continuar!" O autor responde: "Não! Logo agora que aquilo vai acontecer!" "Ah, mas não vai mesmo!" "Como não?" "Eu não vou deixar. Não vou seguir com essa baboseira." "Vai sim!" "Não vou não!" De repente, chega alguém civilizado para pôr ordem no barraco. "Que é que tá acontecendo aqui?" Um rapaz de óculos, mochila nas costas e a fala mansa em um de seus raros momentos de irritação. "Graças a Deus! Sam, você quer falar pra esse idiota continuar com a fic?" "E por que ele não quer?" "Porque ele vai levar Mulder e Scully pros finalmentes.", justifica o narrador, aborrecido. "Não é bem assim. Vai ser só uma bitoquinha..." "Ah, vai sim! Eu conheço você!" "Sam! Fala pra ele!" "Ué, mas por que ele é obrigado a continuar?" "Porque sem narrador, não tem história." "Claro que tem. É só você arranjar outro." "Mas quem? Quem poderia... Já sei! Você podia ficar no lugar desse incompetente!" "Eu!" "É." "Justo eu?" "É! Você nunca escreveu fic, por que não começa agora?" "Eu?" "É!! Você!" "Ok. Tudo bem... eu continuo." "Você não pode.", o narrador se indigna. "Claro que pode!", Lucas argumenta. "Não!" "Sim!" "Não!" "Sim" "Não! "Sim!" "Nãããão!!" "Siiiiim!!!!" "CHEGA!!!!!!!!! Vocês parecem duas crianças brigando!!" "´É esse tonto aqui!" "Você é que é tonto! Pelo menos eu não fico pondo mel em colméia cheia de abelha!" "Eu?? Mas é só um beijinho!" "Mas..." "Tá bom. Chega! Chega vocês dois! Eu assumo daqui pra frente!" "Ok. Vai que é tua Samuel!" "Humpf!", o enfado e revolta do Lucas-narrador é total. "Vamos ver..." Bem, como o antigo narrador ia dizendo... O clima é propício para o que sucederá ali. Mas o que sucederá? Só Chris Carter poderia responder. E se depender dele, essa dúvida vai levar mais uns sete anos pra ser sanada. De qualquer jeito, Mulder (o personagem) está em sua sala, perante seu laptop, observando algo, quando Scully, caminhando a passos firmes, chega. Ela dirige- se até Mulder, que, disperso, não a vira chegar. Permanece observando seu transe momentâneo e caminha até ele, que ao ouvi-la se aproximando, acorda. "Scully... nem vi você aí." "Eu vim aqui pra te dizer algo." "Eu também tenho algo pra dizer a você." "E o que é?" "Diga você primeiro." "Não, diga você." "Eu insisto, Mulder. Faço questão que você me conte o que tinha pra dizer." "Pois bem.", Mulder se ajeita na cadeira e puxa uma cadeira para a parceira. "Sente aqui." Ela senta-se. E pergunta: "O que você tem pra me dizer?" "Veja. Alguém me enviou esta fotografia via e-mail." Ela observa a foto e se espanta com o que vê. Na foto, ambos estão se beijando, nus, deitados numa cama. "Mulder! O que é isso?!" "É uma montagem, Scully. Muito bem feita, por sinal. Deve ser obra de um profissional." "Mas por quê? Que interesse eles teriam em nós?" "Não sei. Talvez eles tenham algum intuito com isso..." "Mas qual intuito? O de nos ver juntos? Na cama?" "Talvez. Ou talvez queiram sentir apenas o gostinho de como é usar a vida dos outros. Talvez eles não saibam que somos amigos e nossa parceria ultrapassa os limites do prazer. Talvez não saibam que nossa paixão é muito mais que carnal. E ultrapassa os limites a serem impostos. Eles querem respostas, assim como nós. Eles fazem perguntas, e nós também. Mas pra quê? Pra quê? Quando o que importa é ter a certeza que temos alguém do nosso lado... e só isso já basta." Scully ficara estupefacta. Ela não tem palavras. Está sem reação e Mulder percebe que ela está exacerbada. Ele pergunta: "Mas... você não tinha algo pra me falar?" Encabulada e espreitada pelo que Mulder dissera, Scully procura uma saída. "N... não, na verdade eu... bem, eu... eu só queria te dizer que..." "Que...?" "Que... que..." e encontra uma saída ligeiramente: "que gostei muito da sua gravata. Ela é muito bonita! Onde você comprou?" "Oh, obrigado! Eu ganhei de minha mãe antes de ela morrer..." "É muito bonita..." "Mas... era só isso que você tinha pra me falar?" "Só... só isso..." O clima reticente permanece no ar e a câmera se afasta, deixando os dois sem se olhar e permanecendo pensativos e sem coragem de tomar alguma iniciativa. O episódio termina. ? BREVE MOMENTO DE INFONFORMIDADE... O autor se revolta. "Mas peraí! Ei, Samuel! Não é assim que era pra terminar!! A Scully fala pra ele que o ama e dá um beijo em Mulder..." "E você acha que eu deixar a história acabar assim?" "E por que não?" "Ora, porque eu sou HALF!" "Mas Sam! Eles têm que se declarar!!" "Não têm não. É só deixar como está." "Não!! Você não entende?? E o meu lado shipper, onde fica??" "Fica de escanteio." "NÃO!! MIL VEZES NÃO!!! NÃO É ASSIM QUE TERMINA!! Cristo! Será que você não entende???" "Então como deve ser o final?" "Assim..." Após o que Mulder acabara de dizer, Scully percebe que é a deixa para a revelação que ela tanto esperava. "Mulder..." "Sim, Scully? O que você tinha pra me dizer?" "Eu... bem, eu... te amo." Mulder fica surpreso. Scully vê que Mulder está espantado e aproveita para aproximar-se lentamente até que... quando ela está cada vez mais perto... "Chega!!" "NÃÃÃÃÃO!!!!!! Pára, Samuel! Eu tenho que terminar a fanfic! Chega de enrolação! Vamos logo pro beijo!!" "Mas não pode ser assim!" "Quem disse?" "Eu." "E o que é que você sabe sobre finais de fanfics? Você nunca escreveu uma!" Continuando... Scully está aproximando-se de Mulder, enquanto esse se rende ao encanto daquela face maravilhosa. Está completamente hipnotizado e rende-se cada vez mais esperando a consumação do beijo suceder.. E ali, naquela sala, os dois enfim selam a paixão que parece ser maior do que si próprios. Enfim, um beijo sucede. E o calor toma conta de seus corpos, numa paixão mútua e que não podia mais esperar para ser exposta. Eles se beijam, louca e desenfreadamente. E confiam na porta trancada, que ninguém poderá abrir. A sala torna-se mais quente. E ambos sentem que é hora... é a hora pela qual tanto esperavam. é a hora da Verdade. "Assim é que tem que ser. Além do mais, os agentes são os próprios Mulder e Scully, e não Gillian e David, como aquele estúpido disse. É por isso que eles têm que ir pros finalmentes..." "Mas... não era só um beijo?" "E você acreditou?" "Bem, eu..." "Você não sabe do que nós, shippers, somos capazes de fazer para ver os agentes juntos!" "Mas..." "Sem mais nem menos. A fanfiction acabou." "Não acabou não. Essa história não fica assim." "Acabou e pronto." "Não acabou não." "Acabou sim! E fim de papo." "Não acabou, não! Esse fim é muito manjado..." "E daí? A fic é minha, eu termino como quiser!" "Você ainda me paga." "Haha... é aí que você se engana." "Como assim?" "Quer saber como?" "Quero." "Assim... Bye, pessoal, espero que tenham gostado. Feedback para luxfiles@hotmail.com ok? "Mas..." FIM. Sam, você não tinha saída. Além do mais.. Mulder e Scully também são shippers.