FAN FICTION AUTORA : Sky E-MAIL : selmasky@ig.com.br / pisosul@uol.com.br DISCLAIMER : Os personagens desta estória pertencem aos seus criadores e divulgadores, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo. CLASSIFICAÇÃO : Shipper SPOILER : all things SINOPSE : O que aconteceu na cena perdida de all things e suas conseqüências. OBSERVAÇÕES : Espero que gostem e aguardo um feedback. EVERYTHING "Vê-la adormecida ao meu lado me causa uma agradável sensação de bem estar. Me satisfaz saber que está aqui, comigo, e não num hospital, ao lado de alguém que eu sequer conheço, mas que não gosto por saber o poder que ele já teve sobre você e, o que é pior, que eu não tenho certeza se ainda não tem. Hoje conheci um lado seu que jamais pensei existir. A mulher passional que, sem reservas, sem medir consequências, se entrega , não ao trabalho, não à racionalidade, não à sua preciosa ciência, mas sim a um homem, a um sentimento grande demais para avaliar riscos, considerar preconceitos. Uma mulher que me assusta porque não sei quem é. Me vejo invadido por um estranho sentimento, que até então, nunca havia se aproximado de mim. Sempre temi te perder por causa das minhas insanidades, da minha busca, das minhas escolhas, mas nunca, jamais, para alguém que ousasse te conhecer melhor do que eu, que a houvesse tocado como você nunca me permitiu. Talvez agora eu seja capaz de entender as suas reservas quanto ao que sente, porque é tão difícil expressar sentimentos e emoções. Só espero que esse homem não tenha consumido toda a sua paixão, todas as suas emoções porque, sinceramente Scully, você reacendeu todas elas dentro de mim. ¨ Todos esses pensamentos, um sem número de perguntas, surgiam na mente de Mulder enquanto, recostado ao batente da porta, observava o sono da parceira que, de repente, como se percebesse que estava sendo analisada, se agitou e abriu os olhos, tentando se localizar. Fitou o parceiro, meio desconcertado por ser pego em contemplação. __ Desculpe Mulder, acho que estava mais cansada do que imaginava __ ela falou sentando-se ereta e tirando os pés da mesa, porém continuou enrolada na coberta com que ele a havia cobrido. Mulder aproximou-se, já de pijama, o peito descoberto e, vendo que ela demonstrava intenção de se levantar, falou apressado. __ Não vá embora... quer dizer.... é tarde... você está cansada.. e... No fundo, ele temia que ela voltasse ao hospital, ainda não havia dado nome ao que estava sentindo, mas não queria que ela voltasse a ver aquele homem. Queria que ela soubesse que ele estava ali, com ela. Parecia meio tarde, meio sujo jogar dessa forma com ela, num momento em que estava tão frágil, mas ele tinha medo de perdê-la e, seus instintos falavam mais alto. Mas a resposta dela pareceu acalmá-lo. __ Não estava pensando em ir, Mulder, apenas... seu sofá ... __ ela falou fazendo uma careta __ Como é que você consegue dormir aqui ? Ele sorriu. __ Deite-se na cama, Scully. Eu fico aqui. Mas não vá furar meu colchão com essas unhas enormes. __ Não...quer dizer... não quero atrapalhá-lo, está cansado da viagem... Acho melhor eu ir. __ Não __ ele quase gritou __ Estou acostumado com o sofá, Scully. Pode ir __ disse apontando para o quarto. Ela se levantou e Mulder a imitou. Ele parecia encabulado, aflito, havia algo estranho nele que ela não conseguia identificar. __ Algum problema Mulder ? __ Não !! __ ele respondeu assustado __ Eu... tudo bem...__ sorriu meio sem jeito, os braços cruzados sobre o peito nu __ Pergunte Mulder ! __ ela falou , adivinhando-lhe os pensamentos__ O que quer saber ? __ Eu ?? Nada Scully !! __ Mulder, eu conheço você ! __ disse, aproximando-se__ Sei que está intrigado e... depois do que lhe contei hoje, acho que nada do que me perguntar irá me surpreender, não há muita coisa que você já não saiba sobre mim . Ela o fitava com olhos indagadores e compreensivos. Realmente havia algo especial na forma como se comunicavam. Não precisava palavras para que soubessem quando havia alguma dúvida, algum receio, qualquer coisa para ser dita . Ele considerou aquilo como um sinal de que, talvez, houvesse algo mais que a amizade que os unia. __O que ...? __ ele começou inseguro__ Scully... o que você vai fazer agora ? Ela franziu a testa sem compreender. __ Como assim ? __ Quer dizer... Ele estava tenso, nervoso e ela colocou a mão sobre o braço dele intrigada, pedindo com os olhos e um gesto de cabeça que ele continuasse. __ Você... ele__ Mulder respirou fundo __ O que ele significa agora, Scully ? Ela permaneceu quieta, piscou lentamente. Pensava em como responder àquela pergunta, no que ele realmente gostaria de saber. "Nada acontece por acaso__ pensava__ Talvez ela estivesse novamente numa encruzilhada de seu destino, sendo obrigada a fazer escolhas, retomar o passado ou seguir adiante. Para trás, ficou um homem infeliz, que abdicara de dez anos de sua vida, uma família, cuidados, atenções, para segui-la sem nunca Ter coragem para se aproximar. À frente, mais precisamente, na sua frente, estava um homem, cujo dorso nu não permitia que ela pensasse direito, que havia mostrado a ela um caminho diferente, intenso, que a obrigava a arriscar altíssimo, ma que recompensava isso com uma devoção tão grande a ela que nada poderia atingi-la se ele estivesse ao seu lado, por maiores que fossem as provas, as dores, as escolhas, ele sempre estava lá. Pensava na alegria que sentira ao vê-lo naquela manhã, como a angústia que a envolvia se dissolvera ao voltar a fitá-lo. Sempre fora assim, bastava que ele estivesse ao seu lado para que se sentisse forte, sensata, completa. E, afinal, ele havia ficado com ela de alguma forma, talvez na visão da mulher que a impedira de bater o carro, que a guiara ao templo budista onde ela reencontrara seu equilíbrio e vira flashes de sua vida, na qual, Mulder sempre aparecia como personagem principal. Sim ele estivera ali, com ela, não tinha dúvida. Mulder tinha dificuldade para respirar, ela agora estava mais próxima, perdida em pensamentos, seus belos olhos brilhavam intensamente e ele se perdeu naquele azul. Quando ela voltou a falar, sua voz era serena e tranquila. __ Ele significou muito. Foi uma escolha feita num momento em que eu precisava de afeto, precisava me sentir especial e ele me deu isso, mas... hoje não vejo da mesma forma. Abandonamos a luta. Fomos fracos. Ele representa uma parte da minha vida que não quero mais retomar. Há responsabilidades, pessoas envolvidas que, agora, eu seria incapaz de magoar... __ Entendo suas decisões, Scully, elas são a essência do que conheço de você. Responsabilidade, lealdade, mas não é isso que eu estou perguntando. Quero saber o que você está sentindo aí dentro__ disse, apontando para o peito dela __ Já sabia a escolha que você faria hoje, mas já se perguntou se essa escolha é feita por opção ou por obrigação ? Scully se desfez do cobertor e passou as mãos pelo cabelo, numa atitude de quem toma decisões. Sentou-se na mesa em frente a ele, que voltara a se sentar no sofá. __ Quer saber se ainda o amo ?__ ela perguntou com olhar perdido___ No começo foi difícil, sabia que precisava me afastar, que era a atitude mais correta, mas sofria com isso. Depois vieram os Arquivos X, começamos a trabalhar juntos e isso absorveu completamente minha vida. __ Substituiu amor pelo trabalho, Scully ? Mau negócio, posso dizer com segurança __ Mulder interrompeu, sorrindo. __ Acho que não vi os sinais ao longo do caminho, Mulder. Nem sei se houve algum, mas não me imagino em outro lugar que não aqui, com você. __ Quer dizer que os Arquivos X te salvaram ? __ falou em tom de brincadeira. __ Nos últimos anos e até há dois dias atrás, Daniel não existiu pra mim. __ Fico feliz que nosso trabalho tenha te trazido algum beneficio, Scully, se é que isso possa ser considerado bom__ falou, dando de ombros. __ Não o trabalho, Mulder__ ela o fitava profundamente__ Foi você quem me afastou dele. Eles se contemplaram por um longo momento, sem palavras, nenhum gesto, não havia nada para acrescentar. Subitamente eles estavam muito próximos. Ele a beijou na testa, desceu os lábios para o rosto e, encheu-se de coragem quando ela, lentamente cerrou as pálpebras ao sentir o contato da boca dele. Acariciou-lhe a face, tocando de leve e Scully sorriu abrindo os olhos para sentir o hálito quente dele. Seus lábios se encontraram sem pressa, com cuidado, os olhos ,muito abertos, fechando-se para sentir o calor apaixonado que se espalhava entre eles. As bocas se abrindo com paixão, sentindo as línguas ávidas por se conhecerem. Ele empurrou o corpo contra o dela e a segurou nos braços, sentando-se com ela sobre os joelhos. Tinham medo de interromper, não queriam parar, as mãos hesitavam em se mover. Foi ela quem se afastou, colocando as mãos no peito dele, observando-o enquanto Mulder vagarosamente abria os olhos. Sorriu. __ O que estamos fazendo ? __ murmurou __ Não sei, Scully, mas estou adorando e não queria parar__ falou envolvendo o pescoço dela e voltando a beijá-la. Os corações acelerados, batiam com força. Era quase possível escutar a pulsação, na intensidade que envolvia o ambiente. Scully acordou ainda nos braços dele. Sorriu ao vê-lo tão tranquilo, poucas vezes o vira assim. Afastou-se com cuidado para não acordá-lo e seguiu para o banheiro. Enquanto se arrumava, sua mente se perdia em divagações e ela se via novamente envolvida por escolhas. Agora, porém, esperava ter escolhido o caminho certo, mas havia algo que ainda precisava fazer. Mulder abriu os olhos devagar, acostumando-se à claridade que invadia o quarto. Olhou para o despertador e não acreditou ao ver que ele marcava dez horas. Não se lembrava de ter dormido tanto. Um belo sorriso iluminou suas feições de menino, na verdade quase não dormira durante a noite. Sentia-se tão bem e olhou ao redor, procurando a responsável pelo seu atraso e bem estar . Sentiu-se incomodado por não encontrá-la ali. Levantou-se rapidamente e pôs-se a caminhar pelo apartamento. Scully se fora. Voltou ao quarto e encontrou um bilhete sobre a cama. "Bom dia, Nos vemos depois. Amor. S" Apesar da assinatura carinhosa, ele não estava satisfeito por não encontrá- la. Havia tanto coisa que queria dizer, principalmente após aquela noite e, por mais que tentasse, não conseguia se livrar da estranha sensação que o invadia. Chegou ao escritório e apresentou seu relatório para Skinner. Aliás não havia muito a dizer, apenas um gasto desnecessário para o FBI e ele teve que ouvir as reprimendas do diretor, mas desta vez não conseguia prestar atenção, nem se sentia com ânimo para rebater as críticas, seus pensamentos não se encontravam ali. Passou o resto da manhã e o começo da tarde imerso em pensamentos, em sua sala no porão. Scully não retornara, não respondia ao celular e ele ainda se sentia inquieto. Tomando uma decisão. Pegou o casaco sobre a cadeira e saiu apressado. Hesitou vários minutos antes de entrar, andando de um lado para o outro em frente ao prédio. Pareceu decidir-se e informou-se junto à recepcionista. Enquanto o elevador percorria os andares ele sentia crescer a angústia dentro de si. Não sabia, ou melhor, sabia porque estava agindo daquela forma e se sentia mal por isso, mas era mais forte do que ele. Parou a alguns passos de distância para observar a mulher amada, sentada ao lado do leito, tendo a mão sobre o braço do homem que descansava.. Mulder não sabia como reagir, uma tempestade de emoções se formava em seu peito e ele concluiu, pela forma como a parceira se debruçava sobre o leito, os ombros caídos, a imobilidade dos membros, que ela havia feito sua escolha. Talvez ela já se arrependera do gesto impensado a que ambos se entregaram num momento de fragilidade e ele sentiu-se tomado pelo ciúme. Agora que conhecia o outra lado dela, queria-a completamente para si, se até a noite anterior não imaginava sua vida sem a companhia dela, agora a dor aumentava em grandes proporções. Sentiu o peito oprimido, queria fugir dali e se esconder em algum lugar para pensar. Talvez após terem feito amor, após as palavras cálidas e ternas que ela lhe dirigira, após os toques carinhosos com que ela o havia envolvido, tivesse se decidido a voltar ao passado e recuperar algo que jamais havia saído realmente de sua vida. Ela havia dito que ele a salvara, mas Mulder pensava que, talvez, ele apenas tivesse feito com que aqueles sentimentos reprimidos voltassem à tona. Saiu dali apressadamente, precisava respirar. Chegou ao lado de fora sentindo-se sufocar. Entrou no carro e ficou imóvel por vários minutos, a cabeça descansando sobre os braços apoiados ao volante. Esperou que seus sentimentos se acalmassem, tentando dar alguma ordem à confusão de pensamentos . Ligou o carro e saiu lentamente. Não sabia dizer como havia chegado em casa, o percurso que fizera, o que acontecera desde que saíra do hospital e se jogara no sofá. Apenas uma cena gravara-se em sua mente, apenas um pensamento torturava seu coração. ¨Iria perde-la ¨. Scully colocou a chave na fechadura e girou lentamente, entrou para ver o ambiente envolvido na penumbra. Era tarde, mas ela queria vê- lo, precisava conversar. Muita coisa acontecera nos últimos dias e apenas durante aquela noite, ela pudera colocar todos os seus sentimentos e pensamentos em ordem. Aproximou-se e debruçou-se sobre o homem adormecido, viu sua face úmida e o tocou com cuidado. Mulder abriu os olhos e a fitou sem parecer entender o que estava acontecendo, mas lembrou-se imediatamente ao vê- la. Passou as mãos pelo rosto e tentou manter-se sereno para ouvir o que já acreditava saber. Ela iria embora. __ Scully não precisa me dizer nada, eu ...__ ele falou rapidamente, queria guardar na memória, como as últimas palavras que ela lhe dissera, aquelas que ela lhe assoprava ao ouvido enquanto se entregava a ele. ___ Mulder , eu fui ao hospital, passei o dia lá... __ Eu não quero saber Scully, por favor, não me deve satisfações, eu... sei onde esteve e... __ Você me seguiu ?? __ ela o fitava surpresa. __ Não...eu... Scully tomou o rosto dele entre as mãos, obrigando-o a olhar para ela. __ Foi atrás de mim, Mulder ? Porquê ?__ ela o olhava inquisidora, mas, de repente, pareceu compreender__ Estava com ciúme ? O que imaginou ? Ele apenas a fitava com olhos úmidos. Scully sorriu, puxando-o para ela e o abraçando com força. __ Era isso que eu temia, que me julgasse leviana. Acha que, após tantos anos, me entregaria a você pensando em outra pessoa ? Que esperaria tanto pra admitir o que sinto só para abandonar tudo e abraçar um passado que me incomoda ? __ Scully, eu... __ Mulder me escute __ ela voltou a falar__ Precisava voltar lá. Não me pareceu justo deixar sem uma explicação razoável, sem um pedido de desculpas, um homem que me espera há dez anos, que agora está numa cama, doente. Simplesmente desaparecer dizendo a ele que assuma as responsabilidades pelo que fez. Essas responsabilidades também são minhas. Fizemos isso juntos. Conversei com Meg, precisava dizer a ela que isso era passado, que por mais que Daniel quisesse, não havia mais lugar para ele em minha vida e que ela precisava ajudá-lo, se ela realmente se importava com ele, era preciso que se dedicasse, que esquecesse o passado e tentasse recuperar o tempo perdido porque ele só teria a ela agora. Scully parou para fixar o rosto dele, a barba cerrada dando a ele um ar melancólico. __Enquanto conversávamos__ continuou__ Daniel teve outra parada cardíaca e pensamos que ele não fosse sobreviver. Fiquei com ela, foram momentos difíceis, me sentia uma estranha ali. Rezamos juntas, tive que ficar. Felizmente, ele é um homem forte. Disse a ela que não voltaria mais lá. Não pude dizer a ele que o caminho que eu escolhi me fazia feliz agora, que, de certa forma, o que eu tinha era o bastante para mim e que, depois de ontem, acho que poderei ter, um dia, tudo o que qualquer pessoa gostaria. Não queria mais magoá-lo mas preciso enterrar esse passado. Ela desviou os olhos dele, estava com medo de estar sendo tão sincera, temia que ele não compreendesse, mas não poderia haver dúvidas. __ Devia a Meg esse pedido de perdão. Devia a ele meus cuidados depois de tudo o que fez por mim, mas finalmente, acabou. Se já não queria mais nada antes, agora... __ falou, acariciando o rosto dele __ Agora que conheci um homem gentil, carinhoso, integro, que me faz sentir forte, especial. Você Mulder é tudo o que eu quero agora, já era antes. Você é minha escolha. Minha constante, meu ponto de apoio, lembra disso ? Não imagina como isso ficou claro pra mim quando acordei e senti seus braços sobre mim. Que deliciosa sensação a de estar com você ! Foi um momento mágico de entrega e sedução que ainda conservo gravado na pele. E eu nunca me senti assim. Quero ser a mesma coisa pra você, se você me quiser.. __ Se eu quiser, Scully ?__ ele a abraçou, escondendo o rosto nos cabelos dela __ Você não avalia o inferno que eu vivi hoje. Novamente a confiança nascida de algo mais que a convivência, algo maior que os momentos amargos que passaram juntos, talvez um sentimento relembrado por almas que se conhecem e se procuram durante várias existências, se fez presente. Mulder a puxou para si, acomodando-a nos braços e ficaram durante quase toda a noite, trocando confidências, carícias, relembrando momentos em que a necessidade e o desejo de estarem juntos eram tão grandes que eles intuitivamente se encontravam, mesmo em sonhos, visões ou algo elaborado pelas mesmas mãos que os havia reunido naquele momento, um momento decisivo em que várias pessoas encontraram um novo caminho a seguir. __ Não sei como estaremos amanhã, Mulder, mas posso dizer que estou muito feliz com a escolha que eu fiz agora. Você é muito mais do que eu esperava do homem a quem eu viesse a admirar, respeitar, amar. Mais do que eu imaginava encontrar com a mudança que eu dei à minha vida. __ Você foi um presente, Scully. Um presente que ainda não tenho certeza se mereço. Em você eu depositei minha fé. À você eu entrego meu passado, minha vida, minha alma, tudo o que eu sou, tudo o que eu procuro está em você, só faz sentido com você. Permaneceram abraçados, entregando-se à consumação de um antigo desejo, à realização de um sonho, até que , os raios do sol penetraram o ambiente, envolvendo com seus raios dourados o cabelo da mulher que, serenamente, se deixava conduzir para o quarto. FIM