Título: Eu desejo... Autora: Lucy Mattos Sumário: Se as mesas de autópsia pudessem falar, Scully estava perdida! Esta é especialmente pras pessoas que vivem me pedindo uma tradução de The Game. Spoiler: Je Souhaite (Os três desejos) Faixa etária: NC-17, proibida para menores de 18 anos. Mas ninguém liga mesmo... Classificação: MSR Disclaimers: Eles não me pertencem, infelizmente. E a mesa de autópsia foi usada sem autorização prévia também. Mas isso aí é com o Mulder. Feedback: Claro, por favor! Ficarei muito feliz! Mandem para lucymattos@hotmail.com ou writing_machine@bol.com.br Notas da autora: Esta fic segue "The Game", que segue "The queen of New Orleans". Para quem não leu, em "The Game" Mulder diz a Scully que gostaria de fazer sexo em uma mesa de autópsia e ela gosta da idéia. Como em Je Souhaite ela estava de bom humor... Ah, antes que me perguntem, não sei porque escrevi esta fic em português, já que as outras estão em inglês. Quando percebi isso já havia escrito grande parte da história e resolvi ignorar. Eu tenho a impressão que algumas pessoas podem não gostar desta história, digamos que ela é, hãn, um pouco... diferente do que eu costumo escrever (e do que eu tenho lido em português por aí). De qualquer forma, não façam muitas caretas e nem me recriminem muito, viu? Dedicatória: Essa é pra minha miga Polly. Espero que isso te inspire a fazer 'coisinhas'. Eu desejo... "É a primeira vez que eu me sinto assim querendo alguém tão perto de mim vejo o mesmo amor brilhar no teu olhar ah, como é bom se apaixonar... Cada movimento do meu pensamento Todo dia, toda hora eu quero te ver só mais um pouquinho, só mais um beijinho Vai chegando a hora de dizer..." (Baby eu já sabia) Scully estava sentada naquele necrotério há um bom tempo, guardando seu "homem invisível". Ela ficara tão empolgada com aquele corpo que nem prestava atenção no que Mulder lhe dizia. Quando ela chamou os especialistas para verem o corpo que não estava lá... Bem, as coisas mudaram um pouco e sua empolgação foi por terra. Mulder segurou o impulso de cair na gargalhada ao ouvir a história, mas sabia que provavelmente iria ouvir um fora, ou pelo menos dormir sozinho naquela noite. Então o que lhe restara era consolar sua parceira, que continuava sem querer sair do necrotério (mas desta vez por um outro motivo, além do fato de que veria os funcionários rindo dela) e muito menos procurar a gênia que Mulder dizia ter achado. Gênia? Provavelmente era mais alguma teoria maluca de Mulder, que deve ter visto muito Aladim quando pequeno. "Mas o que eu estava pensando? Homem invisível..." ela repetia, com as mãos no rosto. "Isso tem algo a ver com a mulher misteriosa, Scully. Vamos procurar o irmão de Anson Stokes, ele deve ter as respostas." Ele repetia pela sétima vez, sem sucesso. "Vá você, Mulder, eu vou ficar por aqui pra ver se o chão se abre e me engole." "Scully... eu já passei por situações como essa milhares de vezes... você se acostuma." Scully tirou as mãos do rosto e olhou para ele, erguendo as sobrancelhas. "Porque você acha que eu quero me acostumar? Isso é pra eu aprender, de uma vez por todas, a parar de seguir suas teorias." "Tudo bem, você não precisa se acostumar. E nem precisa seguir minhas teorias. Afinal, um parceiro serve pra que mesmo, não é? Aliás, você nem precisa mais ser minha parceira, se isso lhe faz passar tanta vergonha." Ele falou, fingindo estar magoado. "Mulder... para de ser dramático." Ele puxou uma cadeira e sentou-se em frente a ela, aproximando seu rosto do de Scully. "Então vamos lá falar com o tal Stokes. Você vai ver como eu estou certo." Ela suspirou e olhou para o rosto de Mulder. Haviam umas ruguinhas a mais ali desde a última vez que ela havia reparado. Mesmo assim ele continuava lindo e encantador como sempre. Ela sorriu quando Mulder levou sua mão ao rosto da parceira, tirando um pouco do pó amarelo que ainda estava ali. "Onde você arrumou esta pó de Homer Simpson?" "Estava numa daquelas gavetas ali." Mulder ficou pensativo por uns instantes. "Scully..." ele foi se aproximando mais ainda dela "Os funcionários do necrotério ainda estão no horário de almoço, não é?" "Acho que sim... ainda é meio-dia e quinze..." Mulder levantou-se e foi até as janelas de vidro. Olhou para fora, para um lado e para o outro. Não havia ninguém. Fechou as persianas e foi até a porta. "O que você está fazendo?" Mulder fechou a porta com a chave e encostou-se nela, olhando para Scully. "Tem uma coisa que eu queria fazer aqui, antes que aquelas pessoas voltem." Ela arqueou as sobrancelhas, daquele modo que ela faz quando não consegue seguir o raciocínio de Mulder. Ou pelo menos finge não conseguir. "Mulder..." Ele se aproximou dela e abaixou-se em frente a Scully. "Lembra daquele jogo de semana passada? O da revista?" "Claro que eu me lembro" ela disse, sorrindo. "Pois é. Lembra que eu ganhei e deixamos o meu prêmio pra depois?" "Deixamos, é?" "Pois é." Ele beijou-a nos lábios, suavemente. "Vamos continuar agora?" Scully tentou se afastar dele, mas estava encurralada entre a mesa de autópsia e Mulder, sem ter para onde ir. "Mulder..." Ele a puxou para si e a beijou outra vez, mais intensamente. Scully tentou se afastar, mas não conseguia. Mulder levou as mãos até o pescoço de Scully, acariciando seus cabelos e descendo pela sua nuca, ombros e parando nas costas. Um arrepio subiu por todo o corpo de Scully quando Mulder beijou seu pescoço e começou a desabotoar a calça que ela usava. "E se alguém chegar aqui?" "Aí as pessoas vão saber que a agente Scully sabe fazer umas coisas bem interessantes. Vou ter concorrência" Scully sorriu quando Mulder desceu os lábios pela sua barriga, parando em seu umbigo. "Por que eu ainda ouço o que você me diz?" "Porque eu sou irresistível... e você sabe muito bem disso." Ele levantou a blusa que ela usava deixando seu sutiã à mostra e sorriu para ela. "Vermelho?" "Eu sei que você gosta." "O que mais eu vou encontrar aqui?" "Ah, eu não sei. Porque você não tenta descobrir?." Mulder acariciou seus seios e tirou a blusa que ela usava, sem que Scully reclamasse ou o impedisse. "Espere aí, aqui nesta cadeira não tem graça." Ela falou. "O que?" ele ergueu a cabeça, olhando para ela. "Na mesa, Mulder." Ele a ergueu e praticamente jogou-a sobre a mesa de autópsia que estava vazia. Scully o puxou e o beijou, envolvendo-o com seus braços, trazendo-o para mais perto de si. De repente eles ouviram um barulho do lado de fora da sala. "O que foi isso?" ela sussurrou, parando de repente. Mulder ficou em silêncio alguns instantes, tempo suficiente para perceber que não era nada demais. E voltou-se para seu lugar favorito, o pescoço de sua parceira. "Espera, Mulder. E se alguém chegar?" ela disse, seriamente preocupada. "Scully..." ele reclamou. "É melhor a gente continuar isso depois." "Ah, mas você não vai querer parar agora..." Mulder deslizou seus dedos para dentro da calça de sua parceira, acariciando-a, Scully fechou os olhos e gemeu, um pouco mais alto do que deveria. Mulder continuou a acaricia-la, e sorriu quando a viu se contorcer em suas mãos. "Mulder..." sua voz saía baixa, quase não se ouvia. "Mas tudo bem, se você quiser eu paro" "Se você tirar essa mão daí... eu mato você" ela sussurrou, ofegante. Mulder sorriu de novo e começou a puxar a calça dela, deixando-a nua da cintura pra baixo. O contato de sua pele com o metal frio da mesa a fez soltar um som, que era entre gemido de dor e prazer. Scully puxou-o pela gravata, trazendo-o para mais perto de si. Procurou os botões da sua camisa com as mãos e abriu-os depressa, enquanto sentia os dedos dele intensificando a carícia entre suas pernas. "Ah... Mulder..." gemeu, nos lábios dele. Ele tirou seu sutiã e inclinou-se para beijar seus seios, puxando um mamilo para entre seus lábios. Scully segurou os cabelos dele entre seus dedos, descendo as mãos até o zíper da calça, abrindo-a, que escorregou até seus tornozelos. Ela tocou sua ereção com uma das mãos e ouviu o gemido dele vibrando por entre seus seios. Mulder ergueu o rosto e procurou os lábios de Scully em um beijo, apaixonado, ávido. "Scully..." sussurrou, ao se afastar, fitando os olhos dela. Scully sorriu ao ver o brilho daqueles olhos verde-escuros, o desejo que brilhava neles e parecia refletir o seu próprio. Ela levou sua mão para entre suas pernas e segurou a de Mulder, fazendo-o parar com as carícias, e guiando-o para dentro dela, num movimento brusco e rápido, fazendo Mulder parar e prender a respiração por uns instantes. Ela estava quente e úmida, e também prendia a respiração sem perceber, até sentir Mulder se movimentando dentro dela, num ritmo progressivo, que ela começava a seguir também. Scully mordeu os lábios para segurar um gemido, sentindo a respiração quente e ofegante de Mulder em seu pescoço, os lábios procurando seu ombro e mordendo levemente. Ela segurou os cabelos dele com as duas mãos, fazendo-o virar o rosto e olhar para ela. "E... se... alguém chegar?" ela sussurrou "Ninguém vai chegar... O que eu tenho que fazer pra você relaxar e esquecer isso?" ele disse, ofegante Mulder mudou de posição, mudando também o ângulo da penetração, tocando em um ponto mais sensível dela. Scully abafou uma tentativa de grito. "Isso... hum, assim... continua assim..." Scully fechou os olhos e, com os lábios entreabertos, soltou mais um gemido, um pouco mais alto dessa vez. Ela estava chegando ao seu auge. "Mulder... ah..." Ele virou o rosto para poder olhar para ela, sua expressão de prazer era inconsciente, linda, e ele sentiu os músculos internos de Scully se contraindo e todo seu corpo tremer, e ele também chegou ao clímax, fechando os olhos e escondendo o rosto entre os cabelos dela. Scully ainda vibrava ao redor dele e respirava ofegante. Depois de alguns instantes Mulder finalmente conseguiu erguer o rosto e olhar para Scully, que acariciava suas costas com as pontas das unhas. "Uau..." ele disse, com um sorriso nos lábios. Scully o envolveu com seus braços e pernas, num forte abraço, puxando-o para perto de si o máximo que pôde. "Mulder... eu nunca falei isso pra ninguém e não quero que você fique tirando sarro da minha cara, mas... quando eu era criança, com uns onze ou doze anos..." "Lá vem você com mais uma historia do Ahab..." ele disse, sonolento. "Mulder! Eu vou parar de contar essas coisas pra você..." ela deu tapinha nas costas dele. "Ai!" e ele se afastou um pouco e olhou para ela "Estou brincando com você. Pode falar o que quiser, eu nunca vou te recriminar." Scully sorriu. Mulder sorriu também ao ver o brilho dos olhos azuis dela, suas bochechas avermelhadas. "Você sabe que toda menina sonha com um príncipe encantado, um homem perfeito, lindo, charmoso e apaixonado por ela..." Ele a olhava com curiosidade. Scully abaixou os olhos antes de falar. "Minha concepção de príncipe encantado sempre foi um pouco diferente, eu sabia que o meu não viria num cavalo branco e não seria perfeito, mas eu sabia que iria reconhecer meu príncipe quando eu ficasse de quatro por alguém... entende o que eu quero dizer?" Mulder sorriu e acariciou o rosto dela. "Mas você nunca ficou de quatro pra mim." Disse, malicioso. Scully sorriu e suas pupilas se dilataram um pouco. Ela empurrou Mulder e desceu da mesa, abaixando-se em frente a ele. Scully se ajoelhou e segurou o membro de Mulder com uma das mãos, enquanto a outra acariciava sua base delicadamente. Mulder prendeu a respiração. "Eu não costumo fazer isso sempre, portanto aproveite..." e inclinou o rosto, escondendo-o entre os cabelos. Mulder sentiu os lábios de Scully e um calor subiu por todo o corpo. "Scully... eu não..." ele tentava falar, mas a sensação dos lábios de Scully, a língua quente e úmida lhe tirava a concentração. Ele gemeu e procurou apoio na mesa fria. Segurou-a com as duas mãos. A visão de Scully, ajoelhada a seus pés, seus cabelos cobrindo o seu rosto e parte de seu membro era maravilhosa e ele não conseguiu segurar um gemido. Mulder sentiu a ereção crescer e rapidamente ele estava pronto outra vez. "Eu estou de quatro por você, Mulder... literalmente. Eu nunca amei ninguém assim antes..." ela sussurrou, a voz baixa e rouca, sexy. Ela acariciava os quadris de Mulder, enquanto falava. Ele levou as mãos aos cabelos dela, acariciando suavemente. "Scully..." ele a puxou e a fez sentar-se sobre a mesa outra vez. "Já te disse que te amo?" Ela sorriu, seus olhos com um brilho úmido de lágrimas que ameaçavam se formar. "Se eu fosse uma gênia, que foi escolhida pra satisfazer os seus desejos, o que você pediria?" Os olhos dele brilharam. "Está falando sério?" Scully balançou a cabeça confirmando. Mulder sorriu e passou a mão pelas costas nuas dela. "Eu quero você... de quatro pra mim..." Scully prendeu a respiração, sem perceber, mais uma vez. Subiu na mesa e ficou de quatro, apoiada nas mãos e nos joelhos, esperando por ele. Mulder abriu a boca para falar algo, mas ficou apenas olhando para ela. "Você não vem?" ela sussurrou, a voz rouca e sexy. "Eu acho que estou sonhando... não acredito nisso..." "Então vem logo antes que você acorde... ou que acabe o horário de almoço." Mulder também subiu na mesa, indo por trás de Scully, pressionando sua ereção contra ela. Ela respirava ofegante e abafou um gemido quando o sentiu penetrando-a por trás, devagar, dando-lhe tempo para que se acostumasse com ele. As mãos de Mulder procuravam os seios dela, acariciando com a mão espalmada. "Mulder..." ela gemeu, quando ele estava por inteiro dentro dela, imóvel. "Se eu machucar você, me avise que eu paro." "Pode continuar..." ela suspirou, quase sem som. Ele começou a mover-se atrás dela, devagar, aumentando a intensidade de acordo com os sons que ela emitia. "Assim... assim..." Mulder desceu uma das mãos, indo acariciá-la entre as pernas, tocando um ponto mais sensível. Scully mordeu o lábio inferior e fechou os olhos. "Scully..." ele inclinou a cabeça, afastando os cabelos que cobriam o pescoço de Scully, coberto de suor, beijando e subindo os lábios até chegar na orelha dela, contornando-a com a ponta da língua. Mulder ia aumentando a intensidade aos poucos, e logo estava movendo-se freneticamente, tentando se controlar para não machucá-la. Mas Scully não parecia sentir dor, parecia estar em transe, seus olhos fechados e mordendo os lábios. "Queria poder ver o seu rosto agora" ele murmurou, quase sem fôlego, no ouvido dela. Os músculos de Scully se contraiam contra Mulder, que aumentou a intensidade, indo o mais rápido que conseguia. Em poucos instantes ele chegou ao clímax dentro dela. Mulder ficou imóvel alguns instantes, sentindo suas pernas e seu corpo inteiro tremer, deixando grande parte de seu peso cair sobre Scully, que deitou-se sobre a mesa. "Mulder? Você está bem?" perguntou, preocupada com o silêncio dele. "Isso foi ótimo, Scully... uau!" Scully sorriu. "Isso nunca foi tão bom pra mim como hoje." Mulder olhou para ela e levantou-se, sem afastar o olhar, e segurou as coxas dela. "Mas está faltando uma coisa..." Ele afastou as pernas dela e a puxou para perto de si, inclinando-se sobre ela. Scully ergueu os quadris ao sentir a língua quente e úmida de Mulder tocando-a ali, na área que estava mais sensível, como se fosse um choque, mas delicioso. "Mulder..." ela gemeu. Ele contornava toda a área que ele já conhecia tão bem de um modo que Scully esquecia até mesmo quem era. Ela fechou os olhos e abriu a boca, soltando um longo e baixo gemido. Mulder a segurava pelos quadris com uma das mãos, enquanto a outra descansava sobre a barriga dela, que subia e descia no ritmo descompassado de sua respiração. Scully chegou ao seu clímax rapidamente, seus músculos se contraindo. Mulder se afastou dela e olhou pra Scully, que, de olhos fechados, ainda respirava ofegante. Ela era a visão mais linda ele que podia imaginar, seu corpo nú sobre a mesa de autópsia, respirando ofegante, os olhos fechados e o rosto avermelhado, o suor brilhando em sua testa, mesmo com o forte ar-condicionado da sala. Seus braços estavam na altura da cabeça, as mãos perto do seu rosto avermelhado. E seu corpo ainda tremia pelo orgasmo. Mulder inclinou-se sobre seu rosto e a beijou nos lábios, suavemente. Scully abriu os olhos e sorriu para ele, a sua versão de Bela Adormecida. "Que horas são?" "Uma e quinze. Eu acho." "Acho melhor sair daqui, os funcionários do necrotério devem estar chegando" Scully colocou a mão sobre os olhos "Eu não acredito que a gente fez isso num necrotério! Numa mesa de autópsia! Que falta de profissionalismo..." Ele riu, acariciando as bochechas de Scully com o nariz, sentindo o perfume de seus cabelos. "Hummmm... Mulder, assim eu não consigo levantar daqui. Vai se vestir, vai." Mulder se afastou e começou a recolher suas roupas. Scully sentou-se na mesa, olhando ao redor de si. A sala parecia girar, o mundo parecia girar e piscar ao seu redor. Scully levantou-se também e começou a se vestir. "Sabe, Scully, nós esquecemos de um detalhe." Disse Mulder, ajeitando a gravata. "O que?" "E se esta sala tiver uma câmera de segurança?" Scully parou, imóvel, vestindo apenas sua calça. "O que? Você está brincando, não é?" Ele riu de novo. "Acredito que não, mas é uma hipótese. Não se preocupe, se eles tiverem gravado alguma coisa eu consigo uma cópia pra você." "Mulder!" Ele a puxou para entre seus braços e beijou seu pescoço. "Deixa eu me vestir de uma vez." Em poucos minutos eles já estavam prontos para sair. Scully tentava ajeitar os cabelos e a roupa. "Eu pareço alguém que acabou de fazer sexo?" "Parece. E está linda. As mulheres lá fora vão morrer de inveja." Scully sorriu. Ela se aproximou dele, abraçando-o outra vez, erguendo o rosto para beija-lo. Mulder capturou os lábios dela com os seus, procurando sua língua, em um beijo apaixonado, molhado e longo, como dois adolescentes. "Scully, eu gostei muito daquela história que você me contou sobre príncipe encantado." "Eu imaginei que você fosse gostar." "E já que sou o seu príncipe, posso chamar você de minha princesa?" Scully fez uma careta. "Não! Eu detesto esses apelidinhos." "E que tal benzinho? Docinho? Lindinha?" "Também não." "Então posso chamar você de neném?" Scully tentava manter uma expressão séria no rosto, mas não conseguia. "Mulder, não abuse da sorte. Vamos embora." Os dois saíram pela porta, com destino ao trailer de Anton Stokes. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FIM Depois do que eu passei lá na Cobal, no Rio de Janeiro, eu preciso dizer: Isso é uma ficção, portanto alguns detalhes foram, digamos, adaptados. E como toda ficção tende a ser perfeitinha, apenas divirtam-se e não pensem muito nos detalhes técnicos. Agora vou tomar um banho gelado... feedback, por favor, em lucymattos@hotmail.com ou writing_machine@bol.com.br . Bem, agora você já sabe porque a Scully estava tão feliz no final de Je Souhaite, não é? Beijos, Lucy Mattos