Arquivos X Espionagem Por: Ðånå danna_ax@yahoo.com.br Classificação: Shipper Disclaimer: As personagens pertencem unicamente a Chris Carter e à FOX. Espionagem . . . . . . . . . . . Durante a II Guerra Mundial, a espionagem era uma das armas usadas pelos alemães nazistas. Imagine que Scully torna-se uma espiã e Mulder, um oficial inglês. Comentário: Durante esta fic, andei ressuscitando algumas personagens, espero que apreciem. Ðånå . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apartamento de Mulder 01:20 a.m. Scully está sentada, lendo algumas páginas. Ela muda de posição, com sono, passa a mão pelo rosto. Mulder chega, trazendo uma xícara de café quente. _ Café? _ Mulder oferece. _ Não, obrigado. Mulder senta-se e liga a televisão. Scully olha para ele. _ Mulder, e os relatórios? _ Scully. _ Ah, Scully. Deve estar passando algo mais interessante na TV. Scully boceja, Mulder bebe um gole de café, enquanto assiste à um filme. Scully coloca as folhas em pé e as arruma. Guarda. Inclina a cabeça sobre a mão, cansada, quase dormindo. Mulder já não presta mais atenção ao filme, olha para Scully. Vai se aproximando dela no sofá. Scully não percebe, cochilando. Mulder recosta sua cabeça no ombro dela. Scully acorda-se depressa e se levanta, Mulder cai no sofá. _ Ai... _ Mulder. _ Mulder, já é tarde... estou cansada. _ Scully. _ Não quer ver o final do filme? _ Mulder. _ Não, Mulder. Eu não quero ver o final de nada. _ Scully. _ Porquê não? _ Porquê não, Mulder. Temos que... _ Não diz que tem que trabalhar amanhã, porque não é verdade. Scully olhou para Mulder, sem saber o que dizer, Mulder segurou um sorrisinho de vitória. Ela cruzou os braços. _ Mulder, abre essa porta. _ Scully. _ E se eu não abrir? _ Mulder... Mulder ergueu a chave e a sacudiu no ar, Scully tentou pegá-la. Eles ficaram disputando a chave. _ Mulder, me dá essa chave. Agora! _ Scully, fazendo de tudo para tirá-la de Mulder. _ Não. _ Mulder! Eles se encararam por um minuto, trocaram um beijo. Mulder deixou a cair a chave e abraçou Scully. Apartamento de Mulder 01:37 a.m. A televisão ainda está ligada, som de tiros vindo dela. Mulder deitado no sofá, Scully sobre ele, que lhe acariciava os cabelos ruivos. Ambos ainda vestidos, mas sem os sapatos. _ "Um espião?" _ alguém dissera, no filme. _ "Não. Talvez seja... uma mulher!" _ "Não pode ser!" _ Scully? _ Mulder. _ Hum? _ Nada. Silêncio por parte dos dois. Somente o ruído da televisão. Scully, por fim, falou: _ Mulder? _ O quê? _ Consegue se imaginar nessa época? Durante a Guerra? _ Scully pergunta, subitamente. _ Não sei... seria estranho... acho que tudo foi estranho. _ Mulder divaga. _ Que quer dizer? _ Acho que Hitler conseguiu dominar os outros países por muito tempo, e, tão inesperadamente, foi vencido pelos ingleses. Churchill tinha estruturado tudo muito bem, mas acho que já planejara isso desde o início... Mulder parou de falar, percebendo que Scully adormecera. Ele a observou por segundos, depois voltou a lhe afagar-lhe os macios fios de cabelo cor de cobre. Londres, Inglaterra _ 1938 08:30 p.m. Scully está vestida num robe vinho, saíra do banheiro naquele momento. Entrou no quarto e sentou-se na cama. Sobre o criado mudo haviam algumas jóias. Ela tirou uma corrente dourada, com uma cruz como pingente e colocou no pescoço. Escutou batidas à porta. Voltou-se na direção da mesma e ergueu as sobrancelhas. Levantou-se e foi até a cômoda do outro lado do quarto. Abriu a primeira gaveta e, debaixo de algumas roupas, tirou uma pequena arma. Estava agora na sala, ainda vestida no roupão. Abriu a porta. Um rapaz entregou-lhe um bilhete, ela fechou a porta. Scully voltou para dentro e caminhou de volta para o quarto, enquanto procurava na carta um remetente. Abriu-a. Havia uma escrita ininteligível, um código. Ela franziu o rosto. Levantou-se depressa e fechou a janela, correu para a sala e também fechou a janela lá. Ligou o rádio. Colocou os fones. O que ela não esperara durante muito tempo, mas assim mesmo se preparara, estava prestes a acontecer. Ela arregalou os olhos ao decodificar. Londres 09:00 p.m. Mulder estava sentado em uma poltrona na sala, olhava, com o olhar perdido, para a varanda, dali se podia ver o jardim. Ele mantinha, apreensivamente, o dedo indicador entre os lábios. Skinner entrou, feições sérias, vestindo um sobretudo. Mulder ergueu-se. _ O que houve? _ indagou Mulder, mais nervoso que antes. _ Recebemos informações de que Hitler pretende levar à frente sua loucura. _ falou Skinner. _ Desgraçado. O que vai acontecer agora? _ Não há tempo a perder. Previmos isso. cumpra sua missão, precisamos impedi-los. E Skinner saiu. Mulder o observou partir, imaginando o que estaria por vir. Berlim _ Alemanha Março de 1938 O Canceroso fumava um charuto sentado, observando os presentes, um a um. Alex Krycek, usando uma farda do exército alemão, com o símbolo nazista no braço esquerdo. Spender, sentado uma farda semelhante à de Krycek, com menos distintivos, e o símbolo nazista no lado esquerdo do peito. Scully os encarava, vestia um sobretudo por sobre a roupa, que, como a dos demais, tinha um símbolo alemão nazista estampado. _ O que você quer? _ Krycek falou, quebrando o silêncio que durara minutos. _ O trabalho de vocês começa agora. _ disse o Canceroso, entre uma baforada e outra. _ O que quer dizer? Nada foi comunicado, apenas um código... _ Spender falou, nervoso, sem querer acreditar que era verdade o que imaginava. _ Dentro de poucos dias a Áustria nos pertencerá. Ampliaremos território alemão. Nada mais nos impedirá. _ continuou o Canceroso, ignorando Spender. _ A Guerra começou. _ disse Krycek. _ Vou voltar para a Inglaterra, assumirei meu posto e farei meu trabalho. _ disse Scully, inexpressiva. O Canceroso deu outra baforada. Scully saiu do recinto. Spender olhava para os outros dois, como que esperando que dissessem algo mais. Também se retirou. _ O que está havendo? _ perguntou Krycek, assim que se viu à sós com o general. _ Sabe o que está havendo. Hitler pretende alcançar o poder, teremos esse poder dentro de pouco tempo. _ Os ingleses têm calculado nossos passos há anos, já devem estar sabendo à esta altura. _ Ela terá que agir rapidamente, vencê-los com agilidade. _ o Canceroso deu outra baforada, inspirando tranqüilidade. _ Acha que ela vai conseguir? _ Isso é uma Guerra, não um jogo. _ o Canceroso se levantou _ Ela foi treinada. Tem o sangue puro e é uma espiã. Áustria Março de 1938 Tropas do exército alemão garantem a posse das terras austríacas. Marcham pelas ruas de Viena. O povo assiste e aplaude a chegada do nazismo à sua pátria. Da janela de um prédio, o Canceroso assiste à tudo, fumando um charuto. O povo grita, aplaude de pé na rua. O Canceroso suspira. Londres, Inglaterra 1944 07:45 p.m. Scully caminhava de volta para casa em meio ao blecaute noturno. Viu que não poderia continuar na escuridão, abriu a bolsa e passou a procurar sua lanterna de blecaute. Continuou andando com a cabeça baixa, remexendo na bolsa. Mulder vinha caminhando na direção contrária, a lanterna ligada. De repente, a luz apagou-se, ele se viu num blecaute, sem lanterna. Mulder e Scully se esbarraram. Ela ergueu a cabeça, ainda com a mão dentro da bolsa, tocou em um canivete, fechou a bolsa. _ Desculpe-me. _ Mulder. _ Não, a culpa foi minha, eu estava procurando minha lanterna... _ Scully observando Mulder. _ Eu tenho aqui a minha, mas acho que faltam baterias. Eles riram durante um instante. Scully pegou a lanterna, suas mãos e as de Mulder se tocaram. Ela puxou a lanterna dele. _ Pronto. _ ela acendeu. _ O que você fez? _ Mulder perguntou, sem tirar os olhos dela. _ Prática com lanternas quebradas. Os dois continuaram rindo. _ Mas para onde ia com tanta pressa? 3/4 Mulder perguntou. Na verdade, Scully queria chegar em casa o mais rápido possível, com o intuito de ligar o rádio e receber alguma mensagem, o que já não acontecia havia tempo. _ Eu... _ Já imagino. Deixou seu marido esperando. _ Meu marido foi para a guerra há três anos. Perdemos o contato. Já deve estar morto. Ela pareceu fria quando disse isso, depois percebeu o erro e mudou o tom de voz. _ Sinto. Posso acompanhá-la até em casa, se quiser. _ Mulder falou. _ Não, obrigada. Não será necessário. Scully tirou da bolsa a lanterna e foi embora, desaparecendo na escuridão. Mulder a observou se afastar, até só restar um vulto. Residência de Scully 08:20 p.m. Scully entrou em casa e trancou a porta rapidamente. Deixou a bolsa sobre uma mesa e olhou pela janela. Suspirou, fechou os olhos e os abriu novamente. _ Acho que estou perdendo a prática. Cometi uma grande erro hoje. Ela se dirigiu para o quarto e ergueu as sobrancelhas ao perceber que Alex Krycek estava esperando-a lá. _ O que está fazendo aqui? Quer colocar tudo a perder? _ disse Scully, irritada. Krycek se aproximou e a beijou. Scully permaneceu quieta e séria. Não acreditava que aquilo estivesse acontecendo. _ Temos um novo problema. _ disse Krycek. _ O que é tão importante assim para que venha aqui pessoalmente? _ Tem mais alguém infiltrado. _ Um dos nossos? _ Uma mulher. Uma espiã italiana. _ explicou Krycek. _ Hitler tem um acordo com Mussolini. Qual é a preocupação neste caso? _ Scully ainda não entendera. _ Traição. Há indícios de planos de traição por parte dos italianos. _ Além dos ingleses, italianos! O que querem que eu faça? _ Descubra o que ela quer. _ E se tiver que matá-la? _ Scully. _ Não faça. É mais útil viva. Não sabemos o que está acontecendo ainda. _ Krycek virou-se para sair. _ E quanto ao major? Pensei que meu trabalho fosse com ele. _ E vai ser. Pegue os dois coelhos numa única armadilha. Eles trabalham juntos. Krycek saiu, Scully cruzou os braços, indignada. Aquilo não era problema seu. Seu trabalho era com o major inglês, não com uma traidora italiana. Mas e se ela atrapalhasse seus planos? Não, ela precisava saber quem era. Londres 11:30 a.m. Scully caminha naquela manhã um tanto ensolarada na velha Londres. Tinha um encontro com outro agente, Spender. Entrou num trem e desceu na próxima estação. Havia um lugar seguro onde podia encontrar Spender. Ela procurou com os olhos o restaurante onde marcara o encontro. Entrou e sentou-se a uma mesa que havia reservado. Não haviam muitas pessoas ali. Ela esperou pacientemente, lendo um livro qualquer que trouxera consigo para disfarçar. Spender chegou e sentou-se à mesa. Ela abaixou o livro e o guardou na bolsa. Eles se encararam. _ O que está havendo? _ ele murmurou. _ Há uma outra espiã, italiana. Está infiltrada na Inglaterra. Precisamos mantê-la fora do caminho. _ Scully falou baixinho. Eles conversavam num tom bastante baixo para não ser escutados. _ E quem é ela? _ Spender. Spender fora pego de surpresa. Não esperava que fosse tão complicado assim seguir com aquela operação. _ Teremos que descobrir. Ela e o oficial inglês trabalham juntos. Churchill conta com eles, mas nem mesmo sabe que ela é uma traidora. _ disse Scully. _ Está dizendo que sequer sabe quem é ela e espera eliminá-la? _ Não recebemos ordens de eliminá-la. Mas sim de entregarmos à ele. _ Como pretende fazer isso? Como fará para levá-la à Alemanha? _ Não vou levar. Spender não entendeu, o que estava acontecendo agora? De um minuto para outro os planos mudam. _ Eu disse que recebemos ordens de levá-la, mas não disse que faria isso. Só a quero fora do caminho, não irá nos atrapalhar. Se for preciso, eu mesma a executo, mas por enquanto não será necessário. Mulder entrou no restaurante. Ele se dirigiu até uma mesa. Scully e Spender perceberam. _ É ele. _ disse Spender. _ Ele o quê? _ Ele é o major inglês. Scully ficou boquiaberta, olhou para Mulder. _ Ele não pode vê-lo aqui comigo. _ falou Scully, nervosa _ Saia, eu vou distraí-lo. Spender levantou-se e saiu sutilmente por uma porta do lado esquerdo. Mulder foi até a mesa onde estava Scully. _ Então nos encontramos novamente? _ disse Mulder. _ Não pensei que Londres fosse tão pequena assim. _ disse Scully, sorrindo. _ Espera alguém? _ Não, não. Pode sentar-se. Mulder sentou-se de frente para ela e eles pediram o prato. _ E então, o que faz, senhor Mulder? _ perguntou Scully. _ Pode me chamar somente de Mulder. Trabalho para o exército inglês. _ Esta guerra é realmente horrenda, não? _ Scully falava, cinicamente. _ Sim, mas, e o que a senhora faz? _ Faço trabalhos domésticos para ajudar as exilados. Scully sempre usava isso como "álibi", pois, na verdade, em nada trabalhava, recebia o dinheiro que precisasse da Alemanha, afinal, era requisitada para a espionagem e não trabalharia sem capital. 02:00 p.m. Spender estava sentado, num ônibus. Ele olhou, com o canto do olho, alguns passageiros que estavam atrás. Percebeu também estar sendo observado, vigiado. Frohike estava sentado acompanhando com o olhar cada movimento do espião. Spender saltou do ônibus. Se enfiou no meio da multidão. Frohike atrás dele, se atrapalhou um pouco com uma senhora que atravessou em sua frente. Spender sabia que estava sendo seguido e vigiado, havia sido muito perigoso se encontrar com Scully num local público. Caminhou mais rapidamente. Entrou em um táxi. Frohike ficou parado na rua observando, acenava, nenhum carro. Finalmente Langly e Byers passam dirigindo um carro, Frohike entra e seguem o táxi, com certa dificuldade. Spender desce. Paga a corrida. A estação de metrô. Ele entra em um metrô. Langly e Frohike chegam, o metrô parte, eles podem ver Spender entre os rostos lá dentro. Spender respirou fundo, aliviado. Unknown _ Inglaterra 06:00 p.m. É uma sala grande, com muitos móveis e objetos caros da época. A lareira acesa, numa poltrona estava sentado, fumando, o Canceroso. Krycek entrou, vestido com o sobretudo, na noite fria. Os dois se encararam por um instante. O Canceroso voltou a fumar tranqüilamente. O calor na sala era devido às chamas vindas da lareira, mas a frieza estava presente nos olhos de ambos. _ Quem é ela? Quem é a espiã? _ perguntou Krycek. _ Ela trabalha pra nós. Krycek o olhou desconfiado, afinal, não colocaria suas mãos no fogo dando crédito àquele homem. _ E quanto à Scully e Spender? _ Diana fará o serviço mais rápido. Ela conhece bem o major... Eles sorriram. Residência de Mulder 08:00 p.m. Mulder estava sentado em uma poltrona na sala. Ele separava alguns papéis na mesa de centro. Diana Fowley estava sentada de frente à ele. Mulder parecia compenetrado enquanto trabalhava, já Diana parara e agora o observava. _ Precisamos descobrir quem são os espiões, ou estará tudo perdido. _ disse Mulder. Diana rapidamente levantou-se, como se houvesse se engasgado, mas Mulder não percebeu. Diana caminhou de volta pela sala até a poltrona onde Mulder estava sentado. _ São espiões alemães. _ disse Mulder. _ Fox, você está trabalhando demais ultimamente. _ disse Diana, com uma voz doce. _ Estamos em guerra, Diana! Precisamos deter os nazistas. _ disse Mulder, ele ergueu-se. _ Eu sei, Fox. Mas isso não faz bem à sua saúde mental, talvez se descansasse um pouco... _ ela lhe massageou os ombros _ amanhecesse mais disposto. Mulder fechou os olhos. _ Vá dormir, "major" Fox Mulder. _ disse Diana _ eu vou buscar um café. Mulder nem a ouviu. Diana Fowley foi na direção da copa, passou pelo corredor, escutou os passos de Mulder subindo as escadas principais da casa. Ela tirou do bolso da saia um pequeno canivete, com ele conseguiu arrombar a porta do escritório. Entrou. Fechou a porta. Olhou em volta e foi até o birô. Abriu algumas gavetas da mesa e tirou uma pasta. A abriu. Diana tirou algumas folhas dali e saiu. Fechou a porta do escritório e foi para a sala. Subiu a escada e entrou no quarto de Mulder. _ Fox, meu caro. Devo dizer-lhe que estou realmente muito cansada e devo voltar para casa e descansar. E Diana saiu. Mulder, deitado na cama ainda vestido, Virou-se para a porta por onde ela passava, sem compreender. Residência de Scully 08:00 p.m. Scully estava em seu quarto, sentada na cama, usando um vestido. Ela abriu uma pequena gaveta e de lá tirou uma caixa vermelha e pequena. Abriu um fundo falso e tirou uma pequena chave. _ Agente Scully! _ chamou Spender da sala. Scully, apressadamente, fechou a caixa e a colocou no lugar novamente. Foi até a sala. Spender estava lá, usando um sobretudo, olhava pela janela. _ Aqui está. _ disse Scully, estendendo a mão com um bolo de notas. _ A guerra irá terminar logo. _ disse Spender. _ Sim, eu só permanecerei aqui enquanto precisar obter as informações, retornarei à Alemanha. _ disse Scully. _ Eu terei que sair de Londres, mas continuarei na Inglaterra. Trarei informações. Scully assentiu e Spender saiu, tomando a precaução de colocar um chapéu negro com abas compridas, para não ser reconhecido, embora estivesse em meio à escuridão devido ao blecaute noturno. 08:30 p.m. Scully vinha pelas ruas de Londres na noite, estava próxima à casa de Mulder, apagou a lanterna. Viu uma mulher se afastar a passos largos. Logo Mulder saiu da casa à procura de Diana. Esbarrou em Scully que estava ali parada. _ Ah, você novamente. _ Mulder, sem graça. _ Sim, acho que me perdi no blecaute. _ ela justificou-se, sorrindo, também sem graça. _ Não a machuquei, não é? Estava distraído. _ Não. Estou bem. _ Scully disse. Pensando em tudo que já houvera passado em sua vida, não seria esbarrando com o inimigo que iria se ferir. _ Entre, por favor. _ ofereceu Mulder. _ Não, não é preciso. _ respondeu-lhe Scully, que tentava parecer o mais amável quanto fosse possível. _ Já está tarde para uma dama andar em, meio a um blecaute. Scully entrou e Mulder a guiou diretamente para a sala. A fez sentar-se. Scully olhou em volta. _ Aceita uma taça de vinho? _ ofereceu Mulder se dirigindo ao bar e erguendo uma garrafa e duas taças. _ Oh, sim, obrigado. Mulder entregou uma taça a ela e ficou com a outra, sentou-se ao lado dela. _ O que exatamente faz no exército, Mulder? _ falou Scully, tentando descobrir como faria para pôr as mãos nos documentos, sem saber que já haviam sido levados. _ Me desculpe, mas não posso falar. _ Tudo bem, eu entendo _ Scully disse, pensando: "grande coisa você falar o que eu já sei". _ Seu marido trabalhava no exército também? _ Sim. Ele era... _ Scully ficou olhando fixamente para Mulder, não conseguia pensar no que deveria dizer, parecia haver esquecido _ tenente. Mulder aproximou seu rosto do de Scully, eles se olharam, trocaram um beijo. "Isso não está acontecendo." Pensou Scully, "não posso perder tempo, preciso daquela pasta! Meu Deus, o que irei fazer agora?" Suffolk _ Inglaterra 10:02 p.m. Spender desceu do táxi que havia tomado até ali, se assustara por Ter sido seguido anteriormente e agora teria de fazer tudo para despistá-los. Gravara bem o rosto de seu perseguidor, certamente inglês. Tinha de ser mais meticuloso sempre que estivesse na velha Londres. Vinha caminhando agora na noite. Vestia um sobretudo que deixava imperceptível a mauser que levava consigo. Era muito perigosos continuar em Londres. Talvez, como Scully fizera, pudesse assumir uma identidade qualquer. Quem sabe, sem uma cidade de interior, não precisasse matar alguém para assumir sua identidade? Só seria preciso mudar de nome e sobrenome. Temporariamente. Ele parou e ficou observando o rio Orwell. Era uma paisagem bonita, a lua, alta, iluminava o lugar. Um carro parou a seu lado, ele virou-se. Não havia tempo para fugir. Alguns homens desceram, ele arregalou os olhos. Sua mauser talvez não o salvasse desta vez. Residência de Mulder 10:40 p.m. Mulder estava deitado de bruços em seu quarto. Scully estava de pé, vestindo um robe, o amarrou. Olhou para Mulder deitado na cama. Tirou os chinelos e saiu do quarto, descalça, para não fazer nenhum ruído que pudesse acordá-lo. Scully atravessou o corredor e desceu as escadas até a sala principal. Entrou por outro corredor até a Segunda porta, o escritório. Para sua surpresa, a porta já estava aberta. Havia sido arrombada. Scully ergueu as sobrancelhas e puxou sua mauser, para o caso de haver alguém lá dentro. Nas pontas dos pés, entrou, cuidadosa e meticulosamente. Nada nem ninguém a impediria de fazer seu trabalho. Ela vasculhou no birô, que era a primeira coisa que qualquer um que entrasse veria. Cada gaveta era trancada com um pequeno cadeado. Scully olhou para o relógio de pulso, contava cada minuto. Com algo, que mais parecia um grampo de cabelos, ela abriu a primeira gaveta. Nada. A Segunda. Nada. A terceira. Nada. Scully franziu a testa, preocupada e ao mesmo tempo confusa. Onde mais deveria procurar? _ Droga! _ disse ela. A porta havia sido arrombada, alguém estivera ali, alguém levara os documentos antes dela. Não havia calculado isso. Era a primeira vez que perdia. Unknown - Inglaterra 11:10 p.m. O Canceroso ainda fumava em frente à lareira acesa, para aquecer o lugar, pois a noite estava fria e úmida. Diana Fowley entrou, trazia algo consigo, uma pasta, talvez. O Canceroso não prestou muita atenção à ela, mas sim ao que ela trazia. Havia uma bandeja com objetos de prata, reluzentes. Lhe serviram como espelhos, espelhavam o resto da sala. Sim. Ela levava uma pasta, uma pasta negra, certamente os documentos estariam ali. _ Aqui está. _ disse Fowley, entregando-lhe a pasta. _ Agora, deixe-me sair da Grã-Bretanha. _ Todos os documentos estão aqui, não estão? _ falou o Canceroso, desconfiado. _ ... _ Diana. _ Sabe que não pode ocultar nada de mim. Você não seria tão estúpida. Volte para a Itália e dê lembranças minhas à Mussolini. Diana saiu e o Canceroso sorriu, vitorioso. Residência de Scully 09:30 a.m. Scully fracassara. Seguramente a italiana havia levado as informações antes dela. Fora tola em não estudá-la antes de completar o serviço. Mas agora era tarde. Só havia uma coisa que poderiam fazer. Ela estava sentada em uma cadeira na sala. Olhava fixamente para a janela, não sabia como havia falhado de tal forma, era inadmissível que algo assim pudesse Ter acontecido. Sentia-se culpada, como se houvesse traído a Alemanha. Residência de Mulder 05:30 p.m. Mulder estava sentado, lendo um livro, como era seu costume. Foi quando Krycek irrompeu pela porta principal e chegou à sala, acompanhado de Scully e mais alguns homens. Scully e Krycek, vestindo sobretudos, estavam sérios, inexpressivos. Scully sentia remorso em fazer aquilo, por algum motivo, nada aparente. Parecia tristonha. _ Boa-noite. _ disse Krycek, sorrindo, sarcástico. _ Scully! _ gritava Mulder, de olhos fechados. _ Scully! Scully virou-se para ele sem entender nada. Ergueu as sobrancelhas, numa expressão de susto. Mulder olhou para ela sem saber o que estava acontecendo. _ O que foi, Mulder? _ Scully perguntou, aflita. Mulder esfregou os olhos. Scully sentou-se no sofá. Mulder também. Riu. _ Mulder, eu sabia que você era louco, mas nem tanto. _ disse Scully, sem saber porque ele ria. _ Scully, Scully... _ Mulder falava enquanto ria sem parar. Scully olhava para ele. Mulder levantou-se, ainda rindo, e saiu. Scully cruzou os braços olhando para a porta, abaixou a cabeça e a sacudiu. (*) Dedico esta fanfic à uma pessoa mais que especial, que tem o Dom de me deixar feliz.