Aviso: Esta fanfic é a continuação de "Escolhas e destinos parte 2" Nome da autora: Luli E-mail: luli-x@bol.com.br Título: Escolhas e destinos parte 3 Sinopse: Mulder tem que tomar uma decisão e não sabe o que fazer. Até que algo digno de um Arquivo-x acontece para ajudá-lo a tomar uma decisão. Classificação: História Categoria: UST/MSR Disclaimer: Os personagens dessa história não pertencem a mim e sim aos seus respectivos criadores. Mas a velhinha é minha, minha , só minha!!! Essa fanfic não visa lucro. É apenas diversão para os fãs. Obs: Dedico esta fanfic a minha mãe e editora ( sem o aval dela eu não envio nenhuma fanfic) . Mesmo não sendo excer como eu ela me dá a maior força. Valeu mãe!!! Escolhas e destinos parte 3 Mulder percebeu que era tarde demais e a abraçou forte dando um leve beijo em seus lábios ainda quentes. Ele ficou ali, chorando por ter perdido o grande amor de sua vida, por não ter podido viver esse amor e a culpa por não ter conseguido protegê-la provocava-lhe uma dor insuportável. Até que tudo escureceu... XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mais uma vez de volta ao parque Mulder abriu os olhos e sentiu que lágrimas ainda escorriam-lhe pelo rosto. O pânico tomou conta dele ao se lembrar do que tinha vivido momentos antes. _ Meu Deus, Scully!!! _ Calma, Fox. _ disse a velhinha, que estava parada diante dele._ Nada aconteceu com ela, pelo menos ainda não. Ela está bem. Lembre-se de que o que você viu foi apenas uma possibilidade, não foi real. Não ainda. _ Como assim, ainda? _ Isso pode vir a acontecer se você escolher o caminho que o leverá a isso. _ Era tudo tão real, tão vívido! _ Eu sei, mas geralmente as pessoas ficam todo o tempo conscientes de que não é real. Agora a pouco você perdeu totalmente essa consciência... _ Eu não suportaria perdê-la. O que acontece agora? _ Você terá que escolher seu caminho. _ Mas eu lembrarei de tudo o que eu vi para poder fazer a escolha certa? _ Não, se você ficasse com essas lembranças do modo como elas estão agora em sua mente, elas tirariam seu livre – arbítrio e o das pessoas perto de você. Você acabaria tentando recriar exatamente uma possibilidade que o agradou e isso influenciaria no poder de escolha de todos a sua volta. Acabaria com a espontaneidade dos acontecimentos. Você acabaria criando uma vida artificial, feita exatamente do modo que viu, sem dar espaço às variações. _ Então como serão essas lembranças? _ Você não lembrará de mim ou do que aconteceu com você. Apenas saberá intuitivamente se está fazendo a escolha correta. Terá que seguir o seu coração. _Afinal , quem é a senhora? _ O que eu posso dizer é que eu ajudo as pessoas cujas decisões poderiam afetar de alguma forma o destino de muitas outras. _ E a colonização, quer dizer que se eu me declarar a Scully, eu não poderei mais lutar contra isso? _ Depende de como você define lutar contra isso. Se para você , significa estar na linha de frente, fracamente armado, e só, então escolha o segundo futuro. Mas se significa estar no meio do campo de batalha juntamente com os outros soldados, lutando armado e ao mesmo tempo invisível aos olhos do inimigo, então a primeira opção é a ideal. _ Entendo. Mas e as variações das quais a senhora falou? _ Sempre ocorrem justamente pelo fato de que você não conservará as lembranças do que viu. Você só terá que escolher entre as essências das opções que lhe apresentei. _ Como assim? _ Na primeira delas você tinha uma família, amor, paz e continuava fazendo quase que o mesmo trabalho que você faz hoje no FBI, mas sem os Arquivos-X. Já na segunda, você conquistou poder e prestígio no Bureau como jamais sonhou. Com acesso a coisas as quais você nunca pensou poder ter. Porém, a solidão veio como conseqüência. A dor de ter sido obrigado a afastar Scully , a dor de vê-la casada com outro. O fato de que um simples contato entre vocês poderia acarretar a morte dela...Além disso você nunca mais pôde ter paz. A sua vida constantemente arriscada, a incerteza sempre em sua mente. A velhinha ficou esperando que Mulder dissesse alguma coisa. Como ele não o fez, ela continuou: _ Agora eu tenho que ir, e lembre-se: siga a sua intuição como você sempre fez que tudo dará certo. Ela se aproximou do agente e mais uma vez tocou-lhe a testa, fazendo este cair desacordado. Apartamento de Mulder Manhã seguinte- Sábado 10h35min Mulder acordou em sua cama. Sua cabeça doía como se ele estivesse de ressaca. Não lembrava-se, porém, de ter bebido na noite anterior. Na verdade não lembrava de nada do que fizera na noite anterior. Nem de como havia ido para casa . A sua última lembrança era de estar saindo para ir ao parque pensar um pouco já que estava indeciso em relação a sua parceira. De repente sentiu uma tristeza , uma necessidade angustiante de ver Scully, de saber se ela estava bem. Tomou um banho rápido, se arrumou e saiu para o apartamenbto dela. Sua mente lhe dizia que era uma bobagem, que ela estava bem e que ele estava fazendo papel de bobo, preocupando-se a toa. Mas seu coração o obrigava a continuar, Ele TINHA que ver como ela estava. Era como quando ela se recuperou do câncer, ele sentia o mesmo alívio que sentiu naquela ocasião. Mas desta vez não sabia o por quê. Apartamento de Scully 11h02min Mulder tocou a campanhia e esperou. Não sabia ao certo o que fora fazer ali. O que diria para ela. Scully atendeu. _ Mulder, o que faz aqui? Ele não conseguiu se conter e a abraçou com força , surpreendendo a agente com esse gesto. _ Scully, eu não sei porque mas eu tinha que saber se você estava bem. _ Eu estou bem, Mulder. O que o fez pensar que eu não estaria? _ disse ela desvencilhando-se dos braços dele mesmo quando a vontade dela era de continuar ali. Ela o fez entrar e ele sentou-se no sofá, com o rosto assustado. Ela sentou-se ao lado dele e segurou-lhe as mãos. _ Mulder, me diga o que houve. Você teve um pesadelo? _ Eu não sei , Scully, eu não sei. Ele lhe contou da saída ao parque para pensar um pouco e de acordar em seu apartamento sem saber o que teria acontecido. Apenas sentindo uma necessidade enorme de vê-la. Ela ficou o observando. Um pequeno sorriso em seus lábios. _ Scully, eu não sei o que aconteceu comigo. A única certeza que eu tenho é a de que eu não poderia viver sem você. Eu renunciaria a tudo por você. Com você eu sou forte, completo, eu não temo os meus inimigos. Podem vir colonizadores, sindicatos, Cancerosos, o que for que eu não sinto medo, basta você estar ao meu lado. Scully já não conseguia conter as lágrimas, que lhe escorriam pelo rosto incessantemente. Eles ainda mantinham as mãos unidas e se olhavam nos olhos. _ Eu te amo, Scully. _ Eu também te amo muito, Mulder. Eles trocaram um terno sorriso e se abraçaram. Mulder segurou o rosto da agente em suas mãos e a beijou carinhosamente. Ela retribuiu o beijo e eles ficaram alguns minutos apenas se beijando. Depois se abraçaram de novo e continuaram assim, um segurando o outro como que para nunca mais soltar. Realmente , 20 de setembro de 2005 18h30min O Diretor Assistente Mulder pegou seu casaco e deixou a sua sala apressadamente. Tinha um compromisso às 19h00min e não podia se atrasar. Entrou no teatro e começou a procurar por alguém. Viu alguém acenando para ele na quinta fileira e dirigiu-se para lá. Scully levantou-se com alguma dificuldade por causa da gravidez adiantada e foi beijada apaixonadamente por seu marido, que a ajudou a sentar-se novamente na poltrona. _ Como estava ela? _ perguntou Mulder . _ Ansiosa, tadinha. Eu não sabia mais o que fazer para acalmá-la. _ Qual será a apresentação dela? _ A primeira e a última. _ Trouxe a filmadora? _ Trouxe sim. Mulder, você está quase tão nervoso quanto Melissa! Ele sorriu para Scully que encostou a cabeça em seu ombro, no mesmo momento em que as cortinas se abriram e as pequenas bailarinas vestidas de borboleta entraram no palco, dançando. Mulder sentiu-se imensamente feliz: graças a sua intuição e à ajuda de Scully, sua esposa e melhor amiga, havia conseguido tudo o que desejou. Tinha uma família maravilhosa que em breve estaria maior, um cargo alto no FBI que lhe possibilitava investigar os casos do seu interesse ,o mundo estava livre da ameaça da colonização ( com a ajuda dele e de sua esposa, que lutou contra ela a seu lado) e paz. A paz que nunca sonhou poder ter. FIM E aí pessoal, gostaram??? ADORO FEEDBACK!!!! É isso que me estimula a continuar escrevendo e faz meu dia mais feliz. Contem o que acharam ,o.k.?