Aviso: Esta fanfic é a continuação de "Escolhas e destinos" Nome do autor: Luli E-mail: luli-x@bol.com.br Título: Escolhas e destinos parte 2 Sinopse: Mulder tem que tomar uma decisão e não sabe o que fazer. Até que algo digno de um Arquivo-x acontece para ajudá-lo a tomar uma decisão. Categoria: UST/MSR Classificação: História Disclaimer: Essa fanfiction não visa a lucro e serve apenas para divertir os fãs. Os personagens não pertencem a mim , e sim, a seus respectivos criadores. Obs: Dedico esta fanfic a minha mãe e editora ( sem o aval dela eu não envio nenhuma fanfic) . Mesmo não sendo excer como eu ela me dá a maior força. Valeu mãe!!! Escolhas e destinos parte 2 Dito isto, a mulher novamente encostou na testa de Mulder, que desfaleceu. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder acordou e viu que ainda estava no parque, só que a velhinha não estava mais ali. Resolveu voltar para seu apartamento. Estranho, ela havia dito que ainda tinha outra possibilidade de futuro para ver e simplesmente sumiu daquele jeito. Chegou lá e viu que o apartamento estava uma bagunça . Não lembrava de tê- lo deixado assim antes de ir ao parque. Foi então que algo veio a sua cabeça. Foi à cozinha e olhou num calendário que lá havia: 20 de setembro de 2005! Então ele estava realmente na sua outra possibilidade de futuro! "Scully!" _ pensou ele. Pegou o telefone e discou o número dela: ninguém atendia. Foi até o apartamento dela. Chegando lá, tocou insistentemente a campanhia sem obter resposta alguma. Tocou na casa da vizinha e perguntou pela parceira. _ A senhorita Scully não mora mais aqui. Ela se mudou há mais de três anos! Ele voltou a seu apartamento e checou em sua agenda telefônica. Achou o nome dela, um telefone e um endereço: em Maryland. Nem pensou duas vezes: arrancou a página da agenda e partiu para procurá-la. Mulder procurava o endereço até que viu que era de uma grande casa. Tocou a campanhia e atendeu uma mulher com uniforme de empregada. _ Pois não? _ Eu estou procurando pela Dana Scully. _ A doutora Scully e o doutor Reynolds estão no trabalho. _ Doutor Reynolds? _ É, o marido da doutora Scully. _ Você pode me dizer onde ela trabalha? _ Quem é o senhor? _ Um amigo dela. _Bem, eles trabalham no Hospital Geral de Maryland. _ Obrigado. O agente ficou arrasado. Então Scully estava casada! Por que ela o teria abandonado nos Arquivos- X? De qualquer forma precisava encontrá-la. Só ela teria as respostas de que ele precisava. Chegou no hospital e perguntou pela Doutora Scully. _ O senhor pode seguir por esse corredor .Ela trabalha na oncologia. _ Obrigado. Ele foi pelo corredor e perguntou à recepcionista que lhe indicou a sala da parceira. "Puxa! Agora ela até tem sua própria sala !" Chegou à porta indicada e leu a placa: Doutora Scully, D. K. – Oncologista Pediátrica. Hesitou por um momento antes de bater: não sabia o que teria acontecido antes e não tinha como saber se ela gostaria de vê-lo. Ao bater, ouviu a voz tão conhecida : _ Entre! Ele entrou e olhou a sua volta: a sala tinha decoração alegre e colorida com alguns brinquedos . Scully estava deitada no sofá com os olhos fechados. Usava roupas claras e um jaleco branco. Parecia cansada e seu rosto já apresentava sinais do tempo. Ele ficou de pé ao lado do sofá, não sabia direito o que fazer. Até que ela, estranhando o silêncio , abriu os olhos. _ Mulder??!! _ Scully, oi. _ O que você faz aqui? _ Eu precisava te ver... _ Depois de todo esse tempo, Mulder. Eu pensei que você não quisesse mais falar comigo... Você não retornava mais as minhas ligações ... _ Como assim? _ Bem, você ficou distante de mim desde que eu mudei de Washington , há três anos! _ Scully , eu preciso saber, por que você deixou os Arquivos-X? _ Mulder, você está bem? Você pediu que eu saísse dos Arquivos-X! Você me afastou. _O quê? _ Você está se sentindo bem? Tem certeza? A porta da sala abriu e entrou um homem de jaleco branco . Ele tinha mais ou menos a altura do Mulder , olhos azuis e cabelos claros grisalhos. _ Oi , querida... Mulder? _ Oi Brian. _disse Scully sorrindo. O homem chegou perto de Scully, pôs o braço em seus ombros e deu um rápido beijo na boca dela. Mulder assistiu a cena com ciúmes. _ Acho que já vou indo... _ Mulder, você está estranho.... _ disse Scully, ainda nos braços do marido. Ele não respondeu, apenas saiu da sala dando passos rápidos. Não entendeu aquilo: como ele poderia ter afastado Scully? Ele sabia que não poderia continuar sem ela. Voltou para Washington e foi direto à sede do FBI. Precisava de respostas. Entrou no prédio e dirigiu-se à sua sala no porão . Entrou e viu que estava deserta, a não ser por caixas empilhadas por todo o local. Era um depósito. Mulder ficou intrigado e resolveu procurar o Diretor Assistente Skinner. Chegou ao andar da sala de Skinner e qual não foi a sua surpresa ao perceber que todos o cumprimentavam respeitosamente. Na ante- sala do escritório do Diretor Assistente a secretária o saudou: _ Senhor Mulder, boa tarde. O Diretor Skinner ligou e disse que precisa falar com o senhor sobre a reunião com os representantes dos núcleos de pesquisa alienígena no Ártico. Ele disse que é importante. A agente Jensen e o agente Mitwell pediram para marcar uma reunião com o senhor sobre os avistamentos de naves nas fazendas de milho no Arizona. Deixei o relatório deles em cima de sua mesa. Ele olhou a secretária assustado: "De que ela estaria falando??!!" Até que reparou na placa na porta da sala : Diretor Assistente Mulder, F.W.- Departamento de Assuntos Extraterrestres. Ele quase caiu para trás. Respirou fundo, entrou rapidamente na sala que agora, ao que tudo indicava era dele, e fechou a porta atrás de si. A sala tinha uma decoração mais moderna do que ele lembrava, e ele se apressou em sentar-se na mesa e remexer nas gavetas para tentar encontrar alguma pista daquilo tudo. Ligou o computador digitou a senha de praxe: "trustno1" e começou a ler os arquivos agradecendo o fato de não ter resolvido inventar outra senha. Uma pasta de arquivos lhe chamou a atenção. Era um diário, o diário dele. Ele nunca foi dessas coisas, por que teria resolvido escrever isso? Mas agora até que poderia vir a calhar. Começou a ler: "23 de março de 2002 Resolvi escrever este diário pois é a única forma de assegurar que, se algo me acontecer, existirão pistas do que eu fiz e com quem eu falei nos últimos dias. Um telefonema estranho me fez tomar essa decisão. O homem pediu que o encontrasse, sozinho, pois ele tinha algo para me contar e o que ele sabia era de meu interesse. Porém seria perigoso já que ele estava sendo vigiado constantemente Disse à Scully que precisava resolver um problema e, sem dar muitas explicações, saí. .O homem me contou da iminente ameaça de colonização que a Terra estava sofrendo e disse que ele conhecia os alienígenas que tentavam nos ajudar. Os detalhes não poderei escrever aqui. O Informante, como vou chamá-lo daqui para a frente, trabalhava para o Departamento de Estado e alertou para o fato de que todos que soubessem do que ele me contou estariam correndo sério risco de vida.Nesse instante eu soube que não poderia arriscar a vida de Scully, ela não poderia saber de nada..." Mulder esticou-se na cadeira para aliviar a tensão e continuou lendo: "25 de março de 2002 Scully está desconfiada de algo. Eu sei que não posso deixá-la desconfiar de nada mas ela me conhece como ninguém e sabe que há algo de errado comigo. Nos últimos dias eu tenho me encontrado com O Informante que tem me passado informações sobre nossos aliados na batalha contra os que querem a colonização." "27 de março de 2002" Eu sei que estou sendo seguido. Estou também recebendo telefonemas anônimos que ameaçam minha vida. Dizem que se eu tentar algo contra a colonização eles não hesitarão em me matar. Mas eu sei que tenho que continuar. Tenho que lutar mesmo que me custe a vida." "29 de março de 2002 Scully está aborrecida comigo, ela foi ao meu apartamento ontem e tentou convencer-me a contar o que está havendo. Eu mantive-me em silêncio. Um longo e torturante silêncio. Fiquei ali, parado, enquanto ela ia embora achando que eu não confiava mais nela, quando na verdade eu queria poder abraça-la e dizer que tudo estava bem, que tudo ficaria bem se ela estivesse ao meu lado, mesmo que apenas observando, de longe, a salvo..." "2 de abril de 2002 Compareci ontem a uma reunião com os líderes da rebelião. Foram estabelecidos planos de ação , porém não sei até onde estes poderão nos ajudar ao menos que consigamos aumentar nossas forças, já que o inimigo é poderoso e nosso grupo é pequeno, se comparado ao deles. Ao voltar para casa meu apartamento tinha sido arrombado. É a segunda vez esta semana. Reviraram tudo em busca de provas da existência de nosso grupo rebelde. Provas estas que não tenho. Os telefonemas continuam, porém, sei que eles não arriscariam me matar agora . Perderiam a oportunidade de seguir-me e tentar descobrir o grupo." "4 de abril de 2002 Eles não tem esse direito! Bastardos. Eles estão ameaçando Scully. Eu não posso deixar isso acontecer. Agora eles estão me ligando e dizem que se eu não cooperar com eles, eles a matarão. Querem que eu a afaste. Eles sabem que se eu não a tiver perto de mim metade do trabalho deles estará feito, já que parte da minha alma estará morta. Tenho que fazer algo. Talvez a coisa mais difícil da minha vida." "5 de abril de 2002 Hoje foi o dia mais difícil da minha vida. Afastei-a de mim. Falei com Skinner e disse que não a queria mais comigo. Disse a ela a mesma coisa. Meu coração queimava por dentro ao dizer isso. Falei que ela estava me atrapalhando e que tinha chegado a hora de ela procurar fazer algo melhor com a sua carreira. Ela me olhou nos olhos e eu pude sentir que ela não acreditava no que estava ouvindo. Ela me conhece tão bem! Ela simplesmente disse que sabia que havia algo errado e que eu estava tentando protegê- la e que ela sempre estaria lá para mim quando eu precisasse dela, depois disso pegou suas coisas e saiu, indo provavelmente pedir à Skinner sua tranferência imediata. Eu fui para um bar e depois voltei para casa ,só para encontrá-la arrombada de novo." "20 de abril de 2002 Ela se foi. Em vez de pedir apenas transferência como eu havia pensado, ela pediu demissão, a qual Skinner custou a aceitar. Mas ela tinha outros planos. Soube que ela conseguiu vaga num curso de especialização em oncologia em um hospital de Maryland. Não sei se a verei de novo .Não retornei seus telefonemas. Um simples telefonema meu poderia colocar sua vida em risco. A única coisa que me faz querer continuar vivendo é pensar que o que eu estou fazendo poderá não apenas salvar a vida dela como a de todos." Mulder notou que muitos arquivos haviam sido apagados . Arquivos correspondentes aos dias após 20 de abril. "Parece que eu não queria correr o risco de ter estes arquivos lidos por ninguém. " pensou. O próximo arquivo correspondia a 19 de setembro de 2005. Exatamente um dia antes de ele acordar nessa realidade alternativa. Abriu o documento: "19 de setembro de 2005 Agora, como Diretor Assistente e com tantas verdades reveladas ao longo desses anos, consegui prestígio, meu trabalho foi finalmente reconhecido e tenho acesso a coisas que jamais sonhei. Mas , minha vida nunca terá paz, eu sei disso. Toda vez que eu saio de casa para o trabalho, não posso ter certeza da minha volta. Eles ainda estão a espreita. Mesmo com o cancelamento do programa de colonização eu sei que eles só estão esperando uma chance de começar de novo. E eliminarão qualquer um que entre no seu caminho. E eu com certeza estarei no caminho deles, afinal agora meu trabalho no FBI é evitar que tudo recomece. Investigar qualquer indício de que isso esteja começando de novo. Porém, quando chego em casa, estou só. Mesmo estando cercado de pessoas no trabalho, ainda assim estou só. Pois não confio em ninguém e aquela em quem eu confiava está longe de mim , seguindo a vida dela. Já cansei de pegar o telefone na intenção de ouvir a sua voz mas, se o fizer, a dor será maior. E, além disso, qualquer um que se aproxime de mim , mesmo que por telefone, corre risco de vida. Eles não hesitariam em ameaçar a vida dela de novo para me chantagear, se soubessem o quanto ela significa para mim. E agora ela tem uma nova vida, um emprego excelente, até mesmo um marido que parece gostar muito dela...Mas duvido que o amor dele por ela seja maior do que o meu..." A porta se abriu no mesmo instante em que o agente acabava de ler o último arquivo do diário. A secretária disse que havia um telefonema para ele .Ela havia tentado avisá-lo pelo intercomunicador mas ele nem ouviu este tocar tão absorto estava na leitura. A voz ao telefone disse que ele deveria voltar para o apartamento dele o mais depressa possível para tentar evitar que algo terrível acontecesse. Mulder permaneceu imóvel por um instante até assimilar o que tinha ouvido , levantou-se e correu para casa. O agente encontrou seu apartamento aberto. Mesmo que o fato de encontrar a casa arrombada e revirada já fosse rotina, havia algo estranho ali. Um frio percorria-lhe a espinha e ele sabia que não era como das outras vezes. Empunhando a arma, entrou. Chegou à sala e pôde ver que havia sangue no chão. Havia alguém deitado ali, sangrando. Só então ele percebeu quem era. Um grito involuntário atravessou-lhe a garganta. Seu coração batia descompassadamente quando ele finalmente ajoelhou no chão e segurou o corpo inerte em seus braços. Lágrimas escorriam-lhe pelo rosto sem parar. O choro veio em meio a soluços . A dor cortava-lhe a alma. O pensamento de que aquilo era apenas uma possibilidade de futuro parecia-lhe distante, tamanha era a realidade daquilo tudo. Scully estava ali, aninhada em seus braços, inerte.Havia levado um tiro no peito. Ela abriu os olhos com dificuldade e sussurrou: _ Mulder. Ele, que a tinha tomado como morta, olhou-a surpreso em meio ao choro que ainda persistia. _ Scully, você vai ficar bem, eu vou chamar a emergência. Ele assim o fez. _ O que aconteceu? _ Eu fiquei preocupada ...com seu jeito ao me visitar ...no hospital e resolvi vir para ver se...se você estava bem. Quando eu cheguei ...aqui, a porta estava aberta e havia alguém ...aqui dentro. Ele atirou antes mesmo que eu... eu pudesse ver quem era. _ Tudo bem , você vai ficar bem. Eu estou aqui e não vou deixar nada acontecer com você. _Eu... eu senti sua falta. _ Eu também. Tente não falar, não faça nenhum esforço . A ambulância deve estar chegando. _ Eu estou tão cansada.... _ disse ela quase fechando os olhos. _ Scully, não! Fique comigo. Não se entregue tão fácil! Lute! _ Ele acariciava –lhe os cabelos, o pânico tomando conta do agente. _ Eu ...te... amo ... Mulder. Sempre te...amei. Ele a sentiu dar o último suspiro e morrer ali, em seus braços. _ Scully! Fale comigo, você não pode me deixar assim, eu te amo. Eu te amo. Mulder percebeu que era tarde demais e a abraçou forte dando um leve beijo em seus lábios ainda quentes. Ele ficou ali, chorando por ter perdido o grande amor de sua vida, por não ter podido viver esse amor e a culpa por não ter conseguido protegê-la provocava-lhe uma dor insuportável. Até que tudo escureceu... CONTINUA