Nome da autora: Luli E-mail: luli-x@bol.com.br Título: Escolhas e destinos Sinopse: Mulder tem que tomar uma decisão e não sabe o que fazer. Até que algo digno de um Arquivo-x acontece para ajudá-lo a tomar uma decisão. Categoria: UST/ MST Classificação: História Disclaimer: Os personagens desta história pertencem a seus respectivos criadores e não há intenção alguma de se obter lucro através desta, que serve apenas para divertir os fãs. Obs: Dedico esta fanfic a minha mãe e editora ( sem o aval dela eu não envio nenhuma fanfic) . Mesmo não sendo excer como eu ela me dá a maior força. Valeu mãe!!! Escolhas e destinos Sede do FBI –Washington DC Sexta-feira 8h32 a.m. Mulder entrou em sua sala e começou a procurar por uns arquivos. "Droga"_ pensou ele _ "Eu tenho certeza que os deixei aqui ontem..." _ Bom dia, Mulder! _ Scully entrou na sala. _ Bom dia, Scully! Recebeu o meu e-mail com o relatório preliminar sobre o caso daqueles garçons assassinados na cozinha do restaurante? _ Recebi sim, Mulder. Acho que não precisamos escrever mais nada. Já mandei entregar uma cópia para o Skinner. _ Quanta eficiência! Ela deu um sorrisinho e sentou-se ao computador , digitando algo. Mulder ficou observando a parceira, que usava um tailler cor de vinho com uma camisa de seda branca. Ele sentia que precisava tomar coragem logo e se declarar para ela, mas o medo de estragar uma amizade tão forte era enorme. E se ela só sentisse amizade por ele? Alexandria 22h43 Mulder resolveu dar uma volta para esfriar a cabeça e talvez encontrar uma forma de descobrir se Scully retribuía os sentimentos dele. Caminhou até um parque perto de sua casa. O local estava deserto. Foi seguindo pela pista de corrida com a intenção de completar a volta no parque. Ouviu alguém chamando por ele. Era uma velhinha trajando roupas surradas: _ Fox? _ Me desculpe, mas como a senhora sabe meu nome? _ Eu sei de muitas coisas além do seu nome, Fox. _ É tarde, se a senhora quiser eu posso acompanhá-la até sua casa... _ Você está confuso, não é? Você está pensando em tomar uma atitude mas está com medo de estragar algo que você muito preza em sua vida... Mulder a olhou assustado. Como ela poderia saber dessas coisas que ele tanto lutava para esconder em seu coração? _ Como a senhora sabe dessas coisas? _ Bem, digamos que eu tenho minhas fontes... _ Como assim? _ Você tem dois caminhos, duas diferentes escolhas ... _ Quem é a senhora afinal? _ Você quer ou não saber o que eu sei? _ Claro que sim... _ Eu não só vou contar para você como mostrarei pessoalmente . Não são todos que têm a chance de ver as conseqüências de suas decisões antes de tomá-las para poder escolher corretamente... Dizendo isso, a senhora se aproximou de Mulder e encostou a mão na sua testa . Tudo desapareceu. Lugar desconhecido Tempo indeterminado Mulder acordou e olhou a sua volta. Estava em um hospital. Sentia-se confuso e um pouco tonto. "Estranho , não me lembro de ter vindo para cá..."_ pensou. De repente, a porta abriu e uma garotinha de uns quatro anos , cabelos avermelhados, lindos olhos verdes e usando um vestidinho florido cor de rosa entrou correndo : _ Papai!!! Mulder ficou estático enquanto a garotinha subia na cadeira que estava ao lado da cama e lhe dava um beijo. _ Você tá bem? Mamãe disse que você ia se sentir tonto e que era para eu cuidar de você se você acordasse antes de ela chegar. Mamãe já vem, ela está falando com o médico agora. A garotinha olhava para ele com tanta certeza e carinho que Mulder não achou que ela pudesse ter se enganado de quarto mas ainda não entendia nada do que estava acontecendo. A garota desceu da cadeira e ficou olhando pela janela, que se localizava do lado oposto ao da porta do quarto. Mulder a ficou observando. A porta abriu de repente e a garota sorriu e falou antes que Mulder tivesse tempo de ver quem tinha chegado: _ Mamãe, o papai já acordou! Mulder virou-se e viu quem chegara. Seu coração deu um salto: era Scully, que sorria para ele. Ela se aproximou, deu-lhe um beijo rápido nos lábios deixando o agente mais confuso ainda. _ Como você está querido? Sente-se tonto?_ disse ela enquanto acariciava os cabelos dele. _ Scully? O que aconteceu? _ Acho que o efeito da anestesia ainda não passou completamente. Você teve que fazer uma endoscopia. Eu já falei com o seu médico . Correu tudo bem e hoje mesmo nós vamos levá-lo para casa. Não é, Melissa? _ É mamãe. _ Scully eu não sei o que está havendo, mas eu estava agora mesmo num parque em Alexandria e agora eu acordei aqui. Havia uma velhinha e de repente eu desmaiei...Eu não estou entendendo o que está havendo... _ Acho que você precisa descansar. Eu vou te levar para casa . O médico disse que você já pode ir e aí nós vamos cuidar de você. Mulder ficou olhando para Scully: ela trajava um vestido longo de verão azul e seus cabelos estavam um pouco mais compridos, e ela parecia um pouco mais velha, porém mantinha a mesma beleza. E só então reparou: ela estava grávida! E, ao julgar pelo tamanho de sua barriga ela deveria estar com uns seis meses de gestação. Scully , notou o olhar de Mulder: _ Por que você está me olhando assim? _ perguntou sorrindo. Ele fez um sinal para que ela se aproximasse e falou: _ Eu já te disse o quanto você é linda? _ Hoje ainda não. _ respondeu ela rindo _Querido, eu ... O telefone celular de Scully tocou dentro da bolsa dela: _ Alô? ... _ Sim eu estou aqui no hospital. Meu marido fez um exame hoje de manhã. ... _ Sim ele está bem. ... _O senhor Richards? ... _ Eu sei. ... _ Aumente a dose de analgésico no soro que eu vou passar aí para vê-lo. ... _ Não tem problema. Diga a ele que eu estou indo... Ela desligou o telefone e olhou para ele e falou : _ Mulder, eu tenho que ver um paciente que não está nada bem. Vou deixar a Melissa com a enfermeira Jones para que você possa se vestir sossegado para nós irmos para casa o.k.? Acha que consegue se arrumar sozinho? Ele sentou na cama. Sentia um pouco de tontura mas achou que dava para levantar e assentiu com a cabeça. _Melissa, quer ir no berçário ver os bebês com a enfermeira Jones? _ Oba! Eu quero. Vou tentar adivinhar com qual deles o meu irmãozinho vai se parecer. A garotinha mandou um beijo para Mulder e saiu de mãos dadas com a mãe. Mulder levantou-se e procurou suas roupas no armário. Vestiu-se e sentou na cama para esperar Scully. Tentou imaginar o que poderia ter acontecido. Será que teria perdido a memória? Só então lembrou-se da velhinha tocando sua testa. A porta do quarto se abriu e a velhinha entrou sorrindo para ele, que a olhava assustado. _ Como está se sentindo, Fox? _ O que aconteceu? Eu lembro da senhora no parque. Como a senhora fez isso ? _ Calma, meu filho. Você precisava de respostas e eu resolvi lhe ajudar. Certas decisões podem mudar radicalmente as nossas vidas. Se fizermos a escolha certa, podemos ter uma vida maravilhosa mas, se fizermos a escolha errada... _ Quem é a senhora? Como faço para minha vida voltar ao normal? _ Ainda não é hora para isso. Você ainda tem coisas para ver por aqui...Quando chegar a hora virei lhe buscar para que você veja as conseqüências da decisão contrária. _ Mas... _ Eu tenho que ir. Dizendo isso ela saiu do quarto apressadamente. Alguns minutos depois Scully entrou com Melissa. _ Pronto, querido? _ Hã...Sim, estou. _ Papai, eu vi os bebezinhos lá no berçário. Eles eram muito fofos... _ É? Legal, hã...Como é mesmo o seu... Ah, que bom, Melissa._ Ele respondeu aliviado por ter conseguido lembrar o nome da filha a tempo. A viagem de carro aconteceu em um silêncio que só era quebrado pelo comentário de Melissa sobre um cachorro que ela teria visto passar ,um parquinho no qual ela ainda não tinha brincado ou uma casa que ela achava bonita. Scully dirigia e Mulder olhava pela janela. Ele sabia que estavam em Washington mas a cidade estava bem mudada. E eles estavam indo para Georgetown . Entraram na garagem de uma casa. Não era luxuosa mas era grande e confortável o bastante para uma família com poucos filhos. Scully entrou seguida por Melissa, que correu escada a cima. Mulder reconheceu alguns móveis da casa da parceira e alguns objetos da sua própria. Sentiu- se abraçado por trás: _ Fox, suba, deite-se na nossa cama e descanse que eu vou preparar algo para nós comermos ,o.k.? Ele permaneceu imóvel, estranhando as palavras dela "nossa cama". Como era estranho ouvir isso! Dana sorriu e beijou-o no rosto. _ E não saia de lá. Você precisa descansar. Ele limitou-se a dizer "tudo bem" e foi subindo as escadas, enquanto ela entrava na cozinha. No andar de cima havia um corredor e quatro portas fechadas. "E agora, qual será o quarto?" pensou ele. Percebeu que teria que abrir uma por uma. Abriu a primeira porta e viu que era um banheiro cuja decoração tinha motivos alegres e coloridos. Havia uma banheira cheia de brinquedos e uma toalha de banho da Branca de Neve pendurada. Fechou e foi à segunda porta. Abriu-a : era um quarto de bebê. De menino. O papel de parede era azul com desenhos de ursinhos, móveis brancos e brinquedos de bebê pelas prateleiras. Havia até um pequeno bastão de beisebol e uma bola de basquete em miniatura. Ele olhou os brinquedos e sorriu. Isso tudo lhe parecia tão familiar de alguma forma... Foi até a próxima porta. Com certeza era o quarto da Melissa: a decoração cor de rosa com motivos de bichinhos, brinquedos por toda a parte e um pôster com a foto da pequena sorridente em sua roupa de balé . A dona do quarto estava deitada no chão, brincando com algumas bonecas. Quando percebeu a presença dele no quarto sorriu: _ Papai, vamos brincar de nave alienígena de novo? _Hã... Agora não dá Melissa, sua mãe me mandou descansar. _ Então tá. Mas e amanhã? _ Pode ser. _ Ele sorriu para a garota e fechou o quarto indo para a última porta no final do corredor. Era um quarto de casal, espaçoso e aconchegante. A decoração era tipicamente ao gosto da Scully. Havia um banheiro com uma grande banheira e tanto no quarto como no banheiro a arrumação era impecável. Sobre uma das mesinhas de cabeceira havia dois porta- retratos. Mulder ficou pasmo ao ver , em uma das fotos, Scully em um vestido de cetim branco, simples mas muito bonito. Ele, de frente para ela , com um terno cinza. Ambos se olhavam nos olhos sorrindo. O agente tirou a foto do porta- retrato com cuidado e olhou atrás: "Casamento- 12 de dezembro de 2000". As últimas lembranças de Mulder, no parque e seu encontro com a misteriosa senhora aconteceram em 18 de fevereiro de 2000!!! A outra foto mostrava Scully com um bebê nos braços. Mulder olhou o verso: "Melissa aos 2 meses- 14 de janeiro de 2001". Mulder olhava perplexo para as fotos . Percebendo que estava muito cansado, tirou os sapatos e deitou-se na espaçosa cama, cobrindo-se com o edredom. Dormiu. Acordou e percebeu alguém ao seu lado: era Scully. Era estranho tê-la ali, na mesma cama .Lá fora caía uma tempestade, trovões e relâmpagos não paravam e ele sentia-se totalmente a salvo e em paz ali com ela. Como se nada nem ninguém pudesse atingi-lo. Scully, ao percebê-lo acordado, virou-se de frente para ele: _ Querido, está com fome? Eu tentei te acordar para jantar mas você estava com um sono tão pesado que não consegui._ disse ela sorrindo_ Você quer alguma coisa? Está se sentindo bem? _ Não, obrigado, não estou com fome. Estou bem sim...Scully , que dia é hoje? _ Hã?! 20 de setembro. Por quê? _ Mas de que ano? _ 2005 ,Mulder, você tem certeza de que está se sentindo bem? Ele ficou olhando para ela, assustado "2005!!!Como pode?!" Percebeu o rosto preocupado da parceira. _ Eu estou bem, Scully, não se preocupe. Ela afagou-lhe os cabelos e começou a rir. _ O que? _ ele perguntou. Ela pegou a mão dele e a pôs sobre sua barriga. _ Acho que nosso filho herdou seus hábitos noturnos. Sinta . Ele está fazendo a festa aqui dentro e já passam da meia - noite. Ele sentiu, maravilhado, o bebê chutar e virar dentro da barriga de Scully. O filho deles. Era incrível. Algo que ele jamais imaginou ter. Ele era pai! A porta do quarto se abriu e uma carinha assustada apareceu . Com um pijama amarelo e um urso de pelúcia debaixo do braço. _ Mamãe, papai, posso dormir aqui com vocês? Estou com medo da chuva... _ Claro, querida. _ disse Scully _ Não precisa ficar com medo. É só uma chuva forte. A garotinha subiu na cama e deitou no meio deles. Algumas horas depois, Mulder ainda estava acordado. Não conseguia parar de pensar que estava com a sua família ali. O amor e a paz que ele sentia eram algo que ele nunca imaginou poder ter. Era incrível! De repente tudo escureceu... De volta ao parque Washington DC Mulder acordou e , confuso, percebeu onde estava. A estranha senhora estava parada diante dele. _ O que aconteceu? Como eu voltei para cá? _ Eu trouxe você de volta. O que você achou do que viu? _ Você me avançou no tempo? Foi isso que aconteceu, não foi? Então esse é o meu futuro? _ Não, essa é uma das possibilidades para o seu futuro. Depende da decisão que você tomar. _ Mas, como aquilo aconteceu, isto é, a Scully não podia ter filhos... _ Bem, logo depois do casamento de vocês, sua parceira submeteu-se a um delicado exame e descobriram que ela ainda possuía alguns óvulos viáveis. Ela tomou um medicamento para estimular a ovulação, e, com a sua ajuda , é claro, ela engravidou. Após quatro anos ela fez o mesmo tratamento e vocês conseguiram de novo. Foi isso. _ Quer dizer que se eu me declarar para Scully será exatamente assim que as coisas acontecerão? _ Não exatamente assim, mas basicamente assim. Podem ocorrer pequenas variações. Mas, a essência é a mesma. _ Mas eu terei descoberto a verdade que procuro? _ Você terá outras prioridades. Irá sim, buscar a verdade, mas, não será como antes. A sua parceira sairá do FBI e trabalhará no hospital , como você deve ter percebido. E você continuará no FBI, mas , o Arquivo-x terá sido fechado por coisas que acontecerão antes. Mulder apenas ouvia, espantado. _ Agora você tem que ver as conseqüências caso você tome uma decisão diferente. Dito isto, a mulher novamente encostou na testa de Mulder que, desfaleceu. CONTINUA