Título: Epidemia: Entre a vida e a morte Autoras: Luli e Emily Maybe E-mails:luli-x@bol.com.br / angela.m@uol.com.br Disclaimer: Não são nossos, os usamos apenas por diversão. Obs: Qualquer semelhança com o filme Epidemia não é mera coincidência. Categoria: Shipper Sinopse:Uma epidemia em uma pequena cidade leva Mulder e Scully a travarem uma luta entre a vida e a morte. Consideração: Essa fic se situa após a nossa fic em parceria Mistério no Mar, mas não é propriamente uma continuação. Apartamento da Scully 9h30 p.m. Mulder e Scully estavam no sofá abraçados em frente à televisão. Passava um documentário sobre animais e nenhum deles estavam prestando realmente atenção ao que era mostrado. Ambos estavam perdidos em pensamentos. De repente, Scully quebra o silêncio: _ Mulder... _ Ahn? _ Eu estava pensando no que aconteceu lá no navio... _ E... _ Você acha que aquele casal está junto agora? Será que ele ainda vai ter que esperar muito para ficar com ela? _ Não sei, Scully. Mas eu espero que eles estejam juntos..._ ele deu um sorrisinho. _ O quê? _ É estranho ouvir você falar assim em fantasmas, você sabe... Acreditando... _ Claro que eu acredito, Mulder... Eu também vi. Puxa, ele quase nos matou aquela noite. _ ela respondeu com um olhar triste. _ O que foi? _ A tristeza naquele homem era tanta...Espero que ele não esteja mais sozinho. _ Eu posso imaginar o que ele deveria estar sentindo, Scully. Eu não suportaria perder você. _ ele deu um leve beijo nos lábios dela. Scully segurou o rosto de Mulder com suas mãos e o beijou demoradamente, depois abraçou-o. _ Você não vai me perder, meu amor. Eles permaneceram abraçados, depois Mulder desligou a televisão, pegou Scully no colo e, com um sorriso maroto, levou-a para o quarto. Green River City 9h40 p.m. Paul Twine saiu de casa para o trabalho, ele era vigia noturno de um laboratório de pesquisas biomédicas no centro da cidade. Estava atrasado, tinha que correr se quisesse entrar no horário certo, às 10. Mal teve tempo de se despedir da esposa e do filho. Quando chegou, o vigia anterior já o estava esperando para trocarem de postos, ele não estava nada feliz pelo atraso do colega, pegou sua mochila e saiu apressadamente. O laboratório estava em silêncio, o que incomodava Paul. Ele ligou a pequena televisão na sala do vigia, sentou- se e ficou procurando algo para assistir. 11h00 p.m Paul assistia a um filme antigo enquanto tomava um café. Em certo momento, ouviu um barulho vindo do final do corredor. Achando que era impressão, baixou o volume da televisão e viu que o barulho havia parado. Olhou na câmera de monitoramento e viu que todas as salas e laboratórios estavam em perfeita ordem. "Se alguém estivesse tentando entrar o alarme já teria tocado." _ pensou. Voltou a assistir ao filme. Mas, quinze minutos depois, ouviu o barulho novamente. Parecia metal caindo, algo assim. Levantou, pegou sua arma de cima do balcão e foi ver o que era. O ruído parecia vir da sala onde ficavam os animais. Com a arma em punho, ele foi caminhando lentamente e com cuidado em direção ao local. O ambiente continuou com o total silêncio, o que fez com que a tensão nervosa sobre Paul fosse ainda maior. Quando chegou em frente a porta da sala de onde vinha o ruído, a encontrou fechada a chave. Paul ficou relutante por algum tempo, decidindo se o que tinha ouvido havia sido apenas sua imaginação e se deveria mesmo entrar na sala das cobaias, mas por fim decidiu verificar. Retirou um molho de chaves de seu bolso e foi procurando dentre tantas chaves a que abria a sala. Assim que conseguiu, empurrou a porta, apontando a arma para o caso de encontrar algum intruso. Estava tudo escuro e o vigia procurou, tateando pela parede, o interruptor que acendia a luz. Assim que a luz se acendeu, Paul não encontrou nenhum invasor, apenas viu os vários animais em suas jaulas, dentre eles macacos, ratos e coelhos, que serviam de cobaia para as experiências feitas naquele laboratório. Paul olhou para todos os lados para certificar-se de que não havia ninguém e assim que constatou, riu consigo mesmo. _ Foi apenas imaginação. _ disse, já se virando para a porta de saída, mas ao virar, viu que uma das jaulas dos macacos estava vazia e aberta, caída num canto da sala. _ Mas que diabo aconteceu aqui? _ Paul falou em voz alta, aproximando-se da jaula, e inclinando-se sobre ela para verificar o que acontecera. Foi quando escutou um ruído, com um grunhido agudo, atrás de si. Assustado, ele virou-se apontando a arma, e viu um macaco não muito grande pulando sobre seu rosto. Não teve tempo de esboçar nenhuma reação, o macaco parecia enfurecido, agarrado em seu rosto e o arranhando e mordendo sem cessar, emitindo seus altos e agudos grunhidos, enquanto Paul gritava de dor. VINHETA Apartamento de Scully 7h02 a.m. Mulder estava no banho, preparando-se para o seu primeiro dia de trabalho após o retorno do navio Majestic. Scully ainda estava dormindo. Ele saiu do banho e enrolou-se em uma toalha, entrou no quarto de Scully, e a beijou nos lábios. _ Vamos acordar? Bom dia. _ ele falou, carinhoso. Scully abriu os olhos e se deparou com Mulder parado na sua frente, sorrindo. _ É segunda-feira. Já descansou demais, você teve até umas férias! Agora é hora de trabalhar. _ ele falou debochado. _ Bom dia, Mulder. _ ela falou, sonolenta, olhando para ele, que já se vestia. _ Quero ver o que vamos falar para o Skinner, e como vamos explicar que um "fantasma" matou aqueles casais. _ Se você falar o Skinner acredita. Se você, a cética Scully, falar que o Elvis está na sua sala de estar, qualquer um acreditaria. _ Mulder falou, debochado. _ Eu não vou falar nada sobre fantasmas, Mulder. _ ela retribuiu no mesmo tom, vendo que ele já estava pronto para sair. _ Te vejo no Bureau, Scully. _ ele falou, despedindo-se com um beijo. FBI Washington-DC 9h00 a.m. Mulder e Scully saíram do elevador em direção à sala deles. Tinham acabado de falar com Skinner a respeito do caso do navio Majestic. Mulder ria. _ Scully, eu queria ter uma filmadora para gravar a cara do Skinner quando você mencionou espíritos! _ Bom, Mulder, é melhor que fantasmas, você não acha? Além do mais, eu disse o que vi, não estaria sendo honesta se não o fizesse... Ele abriu a porta do escritório e esperou que ela entrasse. _ Você sabe... _ Mulder foi falando, mas parou assim que viu que havia alguém na sala. Era um homem alto, de cabelos claros que aparentava ter uns quarenta anos. _ Dana! Puxa, quanto tempo! Quando soube que falaria com Dana Scully quase não acreditei que era você! _ ele disse abrindo um sorriso e aproximando-se de Scully, abraçando-a. _ Brian, como está?_ falou Scully desvencilhando-se do abraço. Mulder observava a cena com cara de poucos amigos. "Afinal quem era esse cara para ficar abraçando-a desse jeito e ainda por cima a chamando pelo primeiro nome?" _ Mulder, esse é Brian Homerstein. Nós estudamos juntos na Escola de Medicina. Brian, este é o meu parceiro, Fox Mulder. Mulder cumprimentou o sujeito com má vontade. _ Então, Brian. O que te traz aqui? _ perguntou Scully sinalizando para que ele se sentasse enquanto ela sentava- se também. Mulder permaneceu de pé, apoiado no arquivo. _ Eu estou aqui em nome do Centro de Controle de Doenças. _ Certo. _ Bem, estamos com um problema em uma cidadezinha no estado de Utah. Encarregaram-me de trazer o caso ao conhecimento do FBI e me foi indicada Dana Scully como patologista. Você não imagina minha surpresa ao saber que trabalhava aqui! Na época da faculdade eu poderia apostar que você entraria para a Marinha, ou algo assim, mas para o FBI... Puxa! _ Pois é, Brian... _ disse Scully forçando um sorriso. _ Bom, hoje de manhã um homem foi encontrado morto após ser atacado por uma cobaia em um laboratório de pesquisas biomédicas que existe na cidade. Ele era vigia noturno do lugar e quem o encontrou foi o vigia diurno, que chegava para rendê-lo logo cedo, antes da chegada dos funcionários. O problema é a condição do corpo, Dana. Parecia que o homem fora morto há pelo menos três meses pelo elevado grau de decomposição e os tecidos do cadáver estavam em um estado de liquefação elevadíssimo! _ disse Brian, que agora adquirira uma postura totalmente séria, entregando a Scully uma fotografia. _ Meu Deus! _ falou Scully assustada. _ Hanta vírus, Brian? Mulder aproximou-se dela para ver a foto. _ Ainda não se pode ter certeza, pois os testes estão sendo feitos nesse momento para detectar exatamente a doença. O pior é que o problema não para por aí, Dana. Scully ficou a olhá-lo, esperando pelo que estava por vir. _ O vigia diurno que encontrou o corpo começou a apresentar sintomas da doença esta manhã. Menos de 2 horas após ter tido contato com o corpo. E os paramédicos que recolheram o corpo de Paul Twine também adoeceram. _ Uma epidemia! _ Sim, a cidade está sendo cercada e o FBI foi chamado para auxiliar o CCD. Estão mandando uma equipe para lá, você foi requisitada como patologista. Scully assentiu séria e Mulder saiu da sala, chamando Scully para conversar com ele lá fora. Ela pediu licença a Brian e saiu. _ O que foi, Mulder? _ Você vai, Scully? _ Mulder perguntou, tentando esconder sua irritação. _ Claro que vou, Mulder. _ Scully respondeu, calma _ Eu fui requisitada, é o meu trabalho. _ É uma epidemia, Scully. Você não deveria ir! _ Quer parar, Mulder! _ Scully falou, um pouco contrariada pelo modo como ele falava _ Só porque temos um relacionamento, não quer dizer que você vá controlar o meu trabalho. _ Você sabe que não é isso, Scully. É que eu me preocupo com você, e não estou tendo um bom pressentimento. Segundo o seu amiguinho, todos que estiveram em contato com o corpo foram contaminados, e você como patologista... _ Nós tomaremos todas as precauções, Mulder. _ ela o interrompeu _ Você sabe como é o procedimento em caso de uma grave epidemia por algo desconhecido. É o meu trabalho. Mulder fez uma expressão, demonstrando estar irritado. _ Quem é esse cara, Scully? _ Como assim...? _ Scully falou, sem entender onde Mulder queria chegar, mas logo em seguida entendeu, pelo modo como ele a olhava. _ Eu nem vou responder a essa pergunta, Mulder! _ ela falou, entrando na sala. Mulder entrou na sala logo em seguida, seguindo Scully. _ Quando partimos, Brian? _ Scully perguntou. _ O mais rápido possível, Dana. Todos os acessos à cidade estão sendo fechados pelo exército. Temos apenas que aguardar a autorização do seu superior e o tempo para você se preparar. _ Eu também gostaria de ir, Dr. Homerstein. _ Mulder intrometeu-se na conversa. Scully olhou para Mulder, demonstrando aborrecimento. _ Acredito que não seja permitido, agente Mulder. _ Brian falou educadamente. _ Apenas Dana foi requisitada, e vamos com uma equipe especializada. O acesso está proibido para outras pessoas, e não sabemos por quanto tempo será necessária a nossa permanência por lá. _ É melhor você não ir, Mulder. Podemos ter uma epidemia, e quanto menos pessoas estiverem por perto, menos riscos terá dela se espalhar. _ Somos parceiros, Scully _ Mulder argumentou _ E se for o Hanta Vírus que contaminou essas pessoas, eu gostaria de saber mais. Eu já vi isso antes... Brian olhou para Scully sem entender, e ela nada disse, sabia que Mulder insistiria em acompanha-los a cidade de qualquer modo. _ Eu não sei, agente Mulder... _ A que horas temos que estar no aeroporto, Dr. Homerstein? _ Mulder falou, decidido. _ Vamos em um helicóptero do exército, e eu não sei se vão permitir a sua entrada. _ Brian disse, relutante. Tinha percebido que o agente do FBI não desistiria. _ Posso tentar, não é? _ Mulder falou, com um sorriso irônico. _ Partimos ao meio-dia, da base aérea. _ Brian disse saindo. Quando os dois agentes ficaram sozinhos na sala, Mulder, para evitar qualquer comentário de Scully, adiantou-se, debochado: _ Vamos arrumar nossas malas, Scully. Uma epidemia nos espera! _ Por que fez isso, Mulder? _ Scully perguntou irritada. _ Fiz o quê? _ Você não precisa ir, Mulder. Você não é especialista. _ Eu tenho medo de ficar longe de você e alguma coisa te acontecer, Scully. _ Mulder falou totalmente sério. _ Você não poderia fazer nada a respeito, Mulder. _ Mas pelo menos eu fico mais tranqüilo. _ Mulder argumentou, sorrindo. _Tudo bem, Mulder. Mas você sabe que não vai conseguir me impedir de ir se não te deixarem embarcar, né? Ele não respondeu, apenas beijou-a de leve nos lábios. _ Vamos arrumar nossas malas, Scully. Base Aérea 11h40 a.m. Mulder e Scully chegaram na base aérea e viram que o local estava bem movimentado. Havia cinco helicópteros do exército prontos para levantar vôo e várias equipes preparavam-se para embarcar. Também estavam sendo embarcados pelos soldados numerosas caixas de equipamentos e suprimentos. Os agentes desceram do carro ambos carregando uma mochila. Usavam roupas informais, Scully uma calça jeans e uma blusa de lã e Mulder também usava calça jeans, mas com uma jaqueta. Brian, ao vê-los, veio até eles e falou, dirigindo-se a Scully. _ Está quase tudo pronto para irmos. Depois dirigiu-se a Mulder: _ Agente Mulder, você terá que falar com o Coronel Watkinson para ver se poderá ir. É ele quem está no comando dessa operação. _ Brian olhou para um homem que estava se aproximando. _ Ele está vindo aí. _ Dr. Homerstein _ disse o senhor de cabelos brancos, roupa de militar e rosto severo. _ Eu preciso que o senhor assine o certificado de entrega dos remédios que o CCD mandou. As caixas acabaram de chegar. _ Com licença._ disse Brian saindo apressadamente. _ Acho que deve ser a Dra. Scully. _ falou o coronel, cumprimentando Scully. _ Sim, senhor. _ E o senhor é? _ perguntou dirigindo-se a Mulder. _ Sou parceiro da Dra Scully no FBI, senhor. Sou o agente Fox Mulder. _ respondeu Mulder cumprimentando o coronel. _ O senhor faz parte da equipe? _ Não, senhor. Mas eu sou psicólogo e vim até aqui, pois gostaria muito de ir para ajudar no que precisar. _ Olhe, agente Mulder. Isso seria contra o protocolo. Eu não posso incluir alguém que não esteja na lista previamente estabelecida pelo exército e pelo CCD. _ Não tem algum jeito, senhor? Eu realmente gostaria de ir para ajudar._ falou Mulder, olhando rapidamente para Scully com um ar de preocupação. O coronel pareceu perceber o olhar de Mulder para a parceira. _ Eu vou ver o que posso fazer, está bem? Não garanto nada. _ Obrigado, senhor. O coronel distanciou-se, indo falar com alguns membros de outras equipes. Base aérea 11h54 p.m. Todos já estavam quase prontos para partir e o coronel ainda não tinha dito a Mulder se ele iria ou não. O agente estava começando a ficar preocupado, já tinham embarcado a mochila de Scully no helicóptero e os passageiros já começavam a embarcar. Um soldado aproximou-se de Scully. _ Dra Scully, a senhorita deve embarcar com os outros passageiros, daqui a pouco iremos partir. Scully assentiu ao soldado, que se afastou para pedir aos passageiros que faltavam que embarcassem. _ Mulder, acho que eu tenho que entrar. _ Scully, eu vou ficar louco de preocupação aqui, sem saber o que está acontecendo... Eu não quero nem pensar se algo acontecer a você... _ Vai dar tudo certo, Mulder. Não se preocupe, eu sei me cuidar e tomarei todas as precauções necessárias. O agente puxou Scully para trás de um dos hangares. _ Mulder, o que está fazendo? Eu tenho que ir! Ele a beijou apaixonadamente e depois a abraçou com força. _ Eu te amo, Scully. Por favor, se cuida, tá? _ Eu também te amo, Mulder. Eu te ligo, ok? Eles caminharam até o helicóptero e Scully subiu no aparelho. Mulder ficou parado a certa distância, vendo as hélices começarem a girar. O Coronel Watkinson aproximou-se correndo de Mulder. _ Agente Mulder, eu acabei de receber a autorização para o senhor embarcar, pode ir. _ falou o coronel enquanto apressava-se para embarcar em outro helicóptero. Os soldados abriram a porta do helicóptero, cujas hélices já estavam em movimento e Mulder entrou, surpreendendo Scully. O agente sentou-se ao lado dela sorrindo como uma criança. _ Eu falei que conseguiria! _ Como conseguiu? _ falou Scully sorrindo. _ O Coronel conseguiu uma autorização. _ Mulder falou, demonstrando estar mais aliviado por conseguir ir junto com Scully para a cidade de onde ele não tinha certeza o que iria encontrar. Scully também sorriu, contente em saber como Mulder se preocupava com ela, e principalmente agora que estavam realmente juntos, como um casal, mesmo sabendo que ninguém poderia saber. Todas as seis pessoas que estavam no helicóptero militar ficaram em silêncio, apreensivos com a chegada na cidade cercada. Um tempo depois, um homem de meia-idade, vestindo uniforme do exército usado por oficiais superiores e um bigode escovinha, o estereotipo de um militar, deixou claro que era o comandante de todos os presentes naquele helicóptero, mas subordinado ao coronel, e comentou o que desejava das ações de seus subordinados. Após uma hora de vôo, chegaram à cidade, e antes de aterrissarem puderam ver vários carros do exército, e muitos homens uniformizados andando pela rua. Assim que aterrissaram, saíram do helicóptero, foram dirigidos ao alojamento em que iriam permanecer durante a estadia na cidade. Puderam perceber que tudo estava deserto, exceto pela presença dos militares. O capitão havia explicado que estavam em estado de sítio. Algumas liberdades de locomoção estavam restritas, para evitar um risco de contágio maior. _ Dana, acho bom irmos ao laboratório de pesquisas biomédicas ainda hoje, acho que estamos sendo aguardados por lá. – Brian disse assim que chegaram aos alojamentos. _ Claro, Brian. E eu também gostaria de ver o corpo do vigia. _ E os paramédicos, Dr. Homerstein? _ Mulder intrometeu-se, já que estava próximo, ouvindo a conversa. _ Ainda não sei, agente Mulder. Acredito que nos informarão assim que chegarmos ao laboratório. _ ele falou a Mulder. _ Vamos, Dana, o restante da equipe nos espera. Scully assentiu, e disse que iria logo em seguida, pedindo que ele a aguardasse, enquanto ela conversava com Mulder. _ Mulder, você não precisa ir se não quiser... É arriscado... _ Scully, eu vim até aqui para ficar do seu lado e não é agora que eu vou te deixar sozinha. Ela sorriu e apertou a mão do parceiro. _ Está bem. Vamos pegar as roupas protetoras. Os agentes dirigiram-se para onde tinha ido o resto do grupo. Chegando lá, pegaram as roupas protetoras, que inclusive possuíam sistema de respiração própria, para evitar até mesmo uma possível contaminação pelo ar, e se vestiram. Depois, foram até os jipes do exército que os esperavam para levá-los ao laboratório. Laboratório 14h45 p.m. A equipe entrou no grande prédio do laboratório. No local, só transitavam pessoas devidamente vestidas para tal. Foram até a sala das cobaias, onde fora encontrado o corpo do vigia. _ Bom, o corpo foi encontrado aqui. _ disse uma mulher da equipe. Scully passou os olhos pelo local, havia inúmeras jaulas, todas vazias. Várias pessoas trabalhavam ali pegando amostras para exame de tudo o que encontravam, desde a comida dos animais, até pêlos no fundo das jaulas. _ Onde estão os animais? _ perguntou Mulder. _ Estão sendo examinados no laboratório que montamos perto daqui. _ respondeu Brian. _ O corpo do vigia está no necrotério da polícia, não quisemos deixá-lo no Hospital para evitar contaminação. Dana, querem que façamos a autópsia hoje, mas se você quiser posso tentar adiá-la para amanhã...Isto é, se estiver muito cansada da viagem... _ Vamos fazer isso o quanto antes. _ disse Scully. _ Depois ainda quero ir ao Hospital ver como estão os paramédicos. Necrotério da Polícia de Green River City 15h05 p.m. Brian entrou na frente dos agentes e foi falando com o encarregado do local. Ali também, como em toda a cidade, usavam-se roupas protetoras. O rapaz com quem Brian falou levantou-se, levou-os até a sala onde estava o corpo, destrancou a gaveta refrigerada e saiu rapidamente da sala. _ O que deu nele? _ perguntou Scully. _ Medo. _ respondeu simplesmente Brian. Brian e Scully abriram a gaveta e puxaram o corpo. _ Meu Deus! _ exclamou Scully. A visão era realmente assustadora. O corpo estava totalmente desfigurado. Mal se podia dizer de que aquilo fora uma pessoa. _ Vamos começar. _ disse Scully puxando a mesa de rodinhas sobre a qual estavam os instrumentos. Queria acabar com aquilo o quanto antes. Mulder sentou-se num canto e ficou observando. Não gostava nada de assistir autópsias, mas prometeu para si mesmo que se dependesse dele não sairia dali sem a Scully. Brian puxou o gravador e ajustou-o para Scully, que começou a narrar e fazer o exame superficial do corpo. Enquanto Brian preparava-se para abri-lo. _ Homem, aproximadamente 25 a 30 anos, 1m70, 80 quilos, estado de decomposição muito adiantado. Grande desfiguração. Extremidades do corpo estão necrosadas.... 17h00 Scully e Brian tinham acabado de finalizar a autópsia e, juntamente com Mulder estavam saindo do Necrotério caminhando em direção ao Hospital. Seus rostos estavam abatidos pelo cansaço. _ Brian, eu nunca vi nada parecido com isso... _ disse Scully. _ Essa liquefação dos órgãos... _ A única vez que eu vi algo assim foi numa aldeia na África, onde havia casos de uma doença desconhecida. _ E o que era? _ perguntou Mulder. _ Nunca soubemos, os exames dos corpos não nos indicaram nada e depois que a última pessoa infectada morreu_ das 12 infectadas na aldeia_ a doença simplesmente desapareceu. _ Será que estamos tratando da mesma coisa? _ perguntou Scully. _ Pode ser, pode ser... Hospital Geral de Green River City 17h10 p.m. Os três entraram no local e foram recebidos pelo médico responsável, que queria saber dos resultados da autópsia. Brian informou-o dos resultados preliminares e de que só saberia mais depois de fazerem os testes laboratoriais das amostras retiradas do corpo. Depois, perguntaram ao médico dos paramédicos. _ Eles não estão nada bem. Eu vou levar vocês para vê-los._ falou o médico guiando-os até o quarto totalmente isolado. Os dois homens estavam deitados em camas isoladas por plásticos. Pareciam muito mal e Scully pôde perceber que suas mãos estavam arroxeadas. _ Eles estão apresentando essa necrose nas extremidades há quanto tempo? _ Desde o final da manhã, Dra Scully. Mas parece que o vírus está demorando mais para se incubar no organismo deles do que demorou no vigia. _ Posso ver os testes sangüíneos? _ perguntou Brian. _ Claro. _ disse o médico, entregando uma prancheta. _ Dana, olha só esses níveis de hemoglobina! _ Minha nossa! _ falou Scully assustada. _ Estão altíssimos. _ O nível de hemoglobina está alto, mas está ocorrendo um extermínio das hemáceas deles pela ação do vírus. Isso está causando uma falência renal. _ explicou o médico. _ Quanto tempo você acha que eles vão agüentar? _ perguntou Mulder, que até agora se mantivera quieto. _ Eles não passam dessa noite. _ respondeu sério o médico. _ Estamos fazendo hemodiálise direto, mas não parece estar adiantando e é a única coisa que podemos fazer... _ Tínhamos que tentar alguma coisa... _ Scully falou, em um tom triste. _ Eu sei, Dana. Mas não sabemos o quê. Ninguém sabe como esse vírus age. Eu te contei sobre aquela epidemia na África. _ Brian argumentou _ Por enquanto o único que podemos fazer é tentarmos descobrir o que não conseguiram na outra oportunidade. _ Eu creio que o quadro desses homens não pode ser revertido. _ o médico disse sério. Scully e Brian assentiram. _ Acho melhor descansarmos, Dana. Não podemos fazer nada por enquanto. Amanhã quem sabe, conseguimos fazer mais algumas análises. Scully concordou, então os três partiram para os alojamentos. 19h30 Quando chegaram no local, Brian se separou um pouco para trocar algumas palavras com o capitão a respeito da autópsia que ele e Scully haviam realizado, e Mulder e Scully permaneceram sozinhos por alguns instantes. _ Eu gostaria de poder fazer algo por aqueles paramédicos, Mulder. E gostaria de saber o que aconteceu por aqui. _ Que tipo de pesquisas aquele laboratório fazia afinal? _ Mulder lembrou-se de que isso não havia sido mencionado _ Talvez se descobrir o que faziam no local possa ser de alguma ajuda... _ Talvez... _ Scully respondeu, pensativa _ Vou ver com alguém da equipe se posso ter acesso a alguma informação. _ Mesmo se não tiver, você sabe que conseguimos, não é? Quantas vezes conseguimos ter informações que não deveríamos? _ Tantas que eu nem posso contar... Venha, eu vou perguntar ao Brian como faço para saber sobre as pesquisas. _ ela falou, já saindo em direção ao ex-colega, mas Mulder a segurou pelo braço, impedindo-a de se afastar. _ Eu já te disse que você fica linda com essa roupa parecida com de astronauta? _ ele falou, debochado. _ Mulder! _ ela falou em reprimenda. Os dois aproximaram-se dos dois homens que estavam conversando, e Scully tomou a iniciativa. _ Com licença, capitão. Desculpe interromper, mas Mulder e eu estivemos pensando... Que tipo de pesquisas eram feitas nesse laboratório onde aconteceu o contágio do vigia? Isso poderia nos ajudar muito. _ A sala era apenas usada para acomodar as cobaias, Dana. _ Brian falou _ E não para pesquisas. _ Mas o vigia não foi atacado por um animal? _ Mulder intrometeu-se _ Se souberem que experiências o animal sofria, poderá ser de grande ajuda. _ Já pensamos nisso, agente Mulder. Todos os animais que estavam naquela sala foram removidos, e estão em um lugar onde não possam oferecer risco de contágio. _ Uma outra equipe sob o comando do coronel Watkinson está averiguando isso. _ o Capitão interveio. _ Eu gostaria de ter acesso a informações a respeito das pesquisas. _ Scully falou. _ Amanhã podemos voltar ao laboratório e tentar saber mais alguma coisa. _ Brian disse. Os dois anuíram, e despediram-se dos homens. 7h00 a.m. Todos já estavam de prontidão para as atividades do dia. Já tinham feito suas refeições, e uma das mulheres que fazia parte da equipe da qual Scully fazia parte, veio ter com ela. _ Já a informaram, Dra Scully? _ ela perguntou assim que se aproximou, e viu um meneio negativo de cabeça como resposta _ Durante a madrugada, os dois paramédicos não resistiram. Scully assentiu, triste. _ Fui informada de que você gostaria de saber mais sobre o laboratório. Dr. Homerstein a aguarda. Mulder e Scully encontraram-se com Brian, e partiram para o laboratório. Laboratório 7h30 a.m. _As pessoas que vimos aqui ontem já terminaram. _ Brian disse assim que entravam na sala das cobaias, e ao contrário do dia anterior, estava vazia. _ Eu vou tentar encontrar algum dos cientistas e conseguir saber o que você deseja, Dana. _ Nós vamos ficar por aqui, quem sabe não encontramos algo. – Mulder falou. _ Eu duvido. Muitas pessoas tentaram ontem, agente Mulder. _ Brian falou antes de sair. _ Sujeitinho arrogante. _ Mulder disse, um pouco irritado. – Quem ele pensa que é ao dizer que eu não vou encontrar nada. _ ele falou, olhando em volta. _ O que está procurando, Mulder? _ Scully perguntou, curiosa, observando o que ele ia fazer. _ Ainda não sei. Mas eu estive pensando... fomos informados que aqui existiam coelhos, ratos e macacos, e para um ataque no vigia não poderia ser um coelho nem um rato. _ Não como aconteceu. _ Scully concordou. _ Então tem que ter sido um macaco. E para ele fazer isso teria que ter fugido de algum modo. Portanto o macaco não está com aqueles animais que foram removidos daqui. Ele não voltaria para a jaula. _ Não vai encontrar esse macaco, Mulder. Muitas pessoas tiveram aqui, teriam-no encontrado. _ Não estou procurando o macaco, e sim por onde ele teria fugido. Aquelas pessoas eram cientistas não estavam procurando por isso. Mulder ficou olhando para todos os lados, procurando por algo que ele pudesse vistoriar. Olhou para cima, e pôde ver um duto de ventilação. _ Um macaco não poderia sair por aí, Mulder. É muito alto. _ Eu vou olhar, Scully. – Ele falou, procurando por alguma coisa para subir e olhar pelo duto. Ele empurrou uma mesa, subiu e se apoiou na beirada do duto. _ Alguma coisa passou por aqui, Scully, e não foi com muita facilidade, pois se machucou. _ ele falou assim que viu sangue. Mulder estava com a roupa protetora para evitar qualquer risco de contaminação, mas, ao apoiar a sua mão, sentiu uma pontada. Tirou a mão de onde estava e viu que o traje havia se rompido no local e sua mão sido atingida, fazendo-a sangrar. _ Droga! _ O que foi, Mulder? _ Cortei a mão. _ Meu Deus, Mulder. Venha aqui. _ disse Scully puxando-o para a pia que havia na sala. A agente abriu a torneira e esfregou o corte na mão do parceiro com sabão. Depois passou um antiséptico que estava sobre a pia. _ Mulder, havia sangue ali no duto, você pode ter se contaminado. Vamos ao laboratório ver se está tudo ok, tá? _ Scully, eu estou bem. Não se preocupe. _ Claro que eu me preocupo! Você veio até aqui por minha causa e eu não posso deixar que nada te aconteça. Eles saíram apressadamente do local após Scully ter pegado uma amostra do sangue que estava no duto. Laboratório do Hospital de Green River City 10h15 a.m. Mulder estava sentado em uma cadeira enquanto Scully colhia seu sangue. _ Pronto. _ disse ela enquanto retirava a seringa. _ Tem certeza de que está bem? O agente olhou em volta, e, vendo-se sozinho com ela, abraçou- a. _ Scully, está tudo bem. As pessoas infectadas começaram a passar mal logo após a contaminação e eu estou bem. _ Mulder, eu só vou ficar tranqüila depois de fazer esse exame. _ Eu sei. _ disse ele beijando a testa dela. Scully começou os testes apreensiva. Não queria nem pensar na possibilidade de Mulder ter sido infectado. _ Dana, Mulder, trouxe o resultado dos testes do sangue que vocês trouxeram do laboratório. _ disse Brian, que entrava no laboratório em que estavam os agentes nesse momento. _ E? _ perguntou Scully preocupada. _ Parece ser sangue de um macaco e apresenta sinais do vírus. Você já acabou os testes do sangue do Mulder? Scully olhou para o parceiro preocupada. _ Daqui alguns minutos terei os resultados. _ Eu estou bem. Não aconteceu nada. – Mulder tornou a repetir, para ver se conseguia acalmar Scully, que ele percebia estar muito nervosa. _ Será que não seria melhor removê-lo para uma área de isolamento? Se ele estiver infectado... _ Brian falou, mas foi interrompido por Scully. _ Ainda não sabemos! E ele não vai a lugar nenhum! _ Scully falou irritada. _ Calma, Scully. _ Mulder tratou de tentar amenizar a situação. _ Dana, acho melhor eu terminar esses exames, acho que sua proximidade com ele a está afetando. – Brian disse calmo, olhando as amostras de sangue de Mulder. Mulder e Scully entreolharam-se aguardando a resposta de Brian, enquanto ele olhava as amostras ao microscópio. Um tempo depois, ele ergueu os olhos, olhando para Scully. Ela compreendeu o que ele tinha para falar. E ficou pálida, sem saber o que fazer. Ao ver a cena, Mulder também conseguiu imaginar que estava infectado. Para não piorar a situação, ele tentou manter a calma. Levantou-se da cadeira em que estava sentado, e falou. _ Acho melhor eu ir para o isolamento antes que vocês corram o risco de se contaminar, afinal não sabemos como isso pode ser transmitido. – ele manteve a calma. _ Mulder... – foi o que ela conseguiu dizer. Estava com uma terrível vontade de chorar e abraçar-se nele. E saber que tinha que se conter por causa de Brian era ainda pior. _ Não saia daqui, Mulder. Eu vou providenciar o isolamento. – Brian falou saindo da sala. Scully aproximou-se de Mulder para abraçá-lo, mas ele se esquivou. _ É melhor não, Scully. Você pode ficar doente. _ O que vamos fazer, Mulder? Eu não quero nem pensar... – ela não conseguiu se conter e começou a chorar. Mulder não sabia o que falar, também estava com muito medo de morrer. E sabia que seria o provável em vista da situação. _ Eu disse que você não deveria ter vindo! Você veio por minha causa. Por medo que eu me machucasse e agora você é quem está doente! _ ela falou, desesperando-se. _ Talvez vocês consigam fazer alguma coisa... Não fique assim, por favor. _ Mulder falou, também já alterado. _ Eu não sei o que fazer! Nunca vi isso antes. Todo mundo que teve contato com isso morreu! E a única coisa que eu sei é que você também pode morrer! E eu amo tanto você que... _ Scully, você não pode deixar que as pessoas percebam... Tente ficar calma. _ Eu não quero ficar calma! Dane-se se alguém perceber alguma coisa! Nada mais importa. Eu só quero voltar para Washington com você vivo! Brian e mais alguns homens entraram novamente na sala, com roupas anticontaminação, e uma cápsula de isolamento para remover Mulder. Scully ficou parada num canto da sala de braços cruzados, assistindo a tudo, quieta, com lágrimas nos olhos. _ Nós vamos tentar fazer algo por ele, Dana. _ Brian falou, aproximando-se. _ A culpa é minha, Brian. – ela falou com a voz embargada _ Ele só veio até aqui por minha causa. Mulder entrou na cápsula, olhando para Scully, e acenou a cabeça como encorajamento. _ Você quer acompanhar tudo, Dana? _ Brian perguntou enquanto Mulder era levado. Scully passou as mãos nos olhos para enxugar as lágrimas e olhou para Brian. _ Sim, vá na frente que eu já estou indo para lá. _ Tudo bem. _ disse Brian já na porta. A agente foi ao banheiro e deixou sair o choro que estava segurando. Depois, lavou o rosto e foi ver o parceiro. Área de Isolamento 10h45 a.m. Scully, com uma expressão preocupada, entrou na Área de Isolamento usando as roupas de proteção. Procurou pelo parceiro com os olhos e não o viu. Sentiu o coração apertar. Várias pessoas estavam nas camas no lugar e Scully foi percorrendo todos os compartimentos em busca de Mulder. Até que ela ouviu a tão conhecida voz atrás de si. _ Scully? Ela olhou para trás e viu o parceiro deitado em uma cama envolta em plásticos. _ Mulder, como você está? _ Eu estou bem, Scully. Não estou sentindo nenhum dos sintomas. Mulder pôde ver através do material da roupa da parceira que o rosto dela ainda estava marcado por lágrimas. Ela havia chorado. O agente estendeu a mão para Scully, que a segurou. Estranhou não poder sentir o calor da mão da mulher, só sentia a superfície fria do material da roupa. Mas mesmo assim, sentia-se um pouco mais perto dela dessa forma. _ Mulder, eu vou para o laboratório agora. Daqui a pouco volto para ver como você está. Seja lá o que for essa doença eu vou descobrir uma cura para você. Eu te amo. _ Eu também te amo, Scully. Ela sorriu e saiu apressada em direção aos laboratórios. Laboratório 1h30 p.m. Scully, Brian e o resto da equipe estavam trabalhando incansavelmente na cura para a estranha doença. Tinham conseguido isolar o vírus, mas ainda tinham muito trabalho pela frente até conseguirem encontrar um soro. _ Venham ver isso._ disse um dos pesquisadores da equipe. _ O quê? _ perguntou Brian, que se aproximou com Scully e algumas outras pessoas. Todos olharam para a tela na qual era projetada a imagem do microscópio eletrônico para a qual o pesquisador estava apontando. _ Estão vendo isso aqui? _ disse o pesquisador com o dedo na tela. Todos assentiram. _ É o vírus se reproduzindo no interior de uma célula de uma das pessoas infectadas que apresentou os sintomas desde o início. Agora vejam isso aqui. _ disse ele trocando a imagem do microscópio. _ Isso é o vírus se reproduzindo numa célula de uma pessoa que foi infectada mas custou a apresentar os sintomas. Estão vendo como a configuração da cápsula é diferente? Acho que podemos ter uma mutação do vírus original que infectou o vigia. _ O vigia foi infectado pelo macaco, então recebeu o vírus original. _ disse Scully. _ Mas é um período muito curto para uma mutação. _ É._ disse o pesquisador. _ Isso me preocupa. Podemos estar lidando com algo novo em virologia aqui. Acho bom examinarmos o DNA viral das duas variedades apresentadas e ver se realmente trata-se de uma mutação. _ Sim. _ respondeu Brian. _ Vamos lá, pessoal. Temos muito o que fazer. Toda a equipe começou a preparar os exames de DNA. Scully avisou a Brian que ia passar para ver como Mulder estava e voltaria logo. Área de Isolamento 2h05p.m. Scully aproximou-se da cama do parceiro e viu que havia alguns médicos e enfermeiras em volta dele. Aproximou-se mais e viu que Mulder estava desacordado. _ O que aconteceu? _ perguntou Scully nervosa. _ Ele está com uma febre altíssima._ disse uma das enfermeiras. _ Há quanto tempo? _ Não mais do que meia hora. Antes disso ele estava muito bem. _ a enfermeira disse. _ Nós já aplicamos um anti-térmico nele, Dra. Scully. Acho que é a única coisa que temos para fazer por enquanto. _ um médico disse. _ Ele apenas estava com febre ou também apresentou outros sintomas? _ Scully perguntou, preocupada. _ Apenas febre. Mas os outros infectados também começaram com uma febre forte. _ Eu sei. Os outros sintomas surgem após isso. Mas as pessoas no laboratório já conseguiram progressos. Eu tenho esperanças que se ele agüentar por um tempo nós vamos conseguir. _ ela falou suspirando, e olhando para Mulder. Após fizerem o que podiam, os médicos se afastaram, e Scully ficou olhando para Mulder, pensando no que fazer. Colocou uma cadeira ao lado da cama dele, e sentou-se, acariciando seus cabelos, mas triste por não poder tocá-lo realmente. Ela não percebia que deixava lágrimas cair, quando o Coronel Watkinson se aproximou. _ Eu fiquei sabendo do que aconteceu. _ ele falou, chegando por trás dela, também vestindo um traje de proteção. Scully sobressaltou-se e virou para ver quem era. _ Boa tarde, coronel Watkinson. _ ela falou, limpando as lágrimas rapidamente. _ Ele está bem? _ Está com muita febre, mas ainda bem que é só isso. _ ela falou, voltando à postura profissional. _ Não precisa disfarçar perto de mim, filha. _ ele falou, em um tom paternal que a fez lembrar de Ahab _ Eu percebi que ele não é apenas seu parceiro no trabalho. Por isso consegui a autorização para ele vir junto com você. Vi que ele estava muito preocupado em ver você partir para um lugar onde tinha uma doença desconhecida, e que tinha mais ali do que amizade. Mas eu não imaginei que ele fosse fazer o que fez, e acabar se contaminando. Scully assentiu, sorrindo em agradecimento, e voltando a acariciar Mulder. _ Obrigada, senhor. Mas eu tenho certeza de que ele vai ficar bem. Todos estamos trabalhando para conseguir uma cura. Eu vou conseguir. _ ela falou. _ Sei que sim. _ o coronel falou, já preparado para sair _ Mas eu não deveria ter autorizado a vinda dele para essa cidade. _ Mulder é teimoso, senhor. _ Scully falou, vendo ele sair. Um tempo depois, percebeu que Mulder se movimentava e que estava acordando. _ Mulder? Você está bem? _ Oi, Scully. Peguei você... _ ele falou, baixinho. Ainda tinha febre. _ Eu vim ver como você estava, e dizer que estamos conseguindo fazer progressos. _ ela falou sorrindo com a piadinha, que a fazia lembrar de outra situação. _ Eu sei que vão conseguir. _ Eu não queria te deixar aqui sozinho, mas eu acho que será melhor eu tentar ajudar no laboratório. – ela falou, em seu tom carinhoso. _ Eu vou ficar bem. Não vou morrer enquanto você não voltar. Não vai se livrar tão fácil. _ ele falou tentando sorrir. _ Mais tarde eu volto para te ver, tá? Ela agradou um pouco mais os cabelos dele e saiu. Laboratório 3h30 p.m. Os testes de DNA tinham acabado de ficar prontos. Todos os membros da equipe estavam reunidos envolta de uma das bancadas do laboratório observando os resultados. _ Vejam! _ disse Brian._ Parece que realmente temos uma mutação! _ É , e seja lá qual for essa mutação esse novo vírus está está demorando mais para agir, retardando o aparecimento dos sintomas. _ constatou Scully. _ Concordo com você, Dra Scully. Se descobrirmos qual o gene que controla a forma de manifestação do vírus, nós poderemos estar no caminho certo. _ disse um dos pesquisadores. _ Sim, podemos desenvolver uma vacina baseada em terapia genética, que faça com que o vírus não se manifeste e os sintomas não apareçam. _ disse Brian. _ Mas... E os pacientes que já começaram a apresentar os sintomas? _ perguntou Scully. _ Bem, teremos que identificar algum gene letal do próprio vírus e fazer com que ele se manifeste, matando o vírus. _ respondeu o pesquisador._ E, adicionar esse elemento à vacina. Pessoal, teremos muito trabalho pela frente. _ Pois é, então vamos começar logo. _ disse Brian. Área de Isolamento 4h00 p.m. Scully estava sentada numa cadeira ao lado da cama de Mulder. Ele estava dormindo. Aparentemente a febre tinha cedido um pouco mas era quase certo que voltaria depois que passasse o efeito do anti-térmico. Ela agradou um pouco os cabelos dele e voltou ao laboratório. Voltaria mais tarde para contar os progressos que estavam fazendo. Laboratório 8h10 p.m. Scully e o resto da equipe trabalhavam sem parar. Todos sentiam-se um pouco frustrados por ainda não terem isolado o gene controlador da ação do vírus nem algum gene letal, que o destruísse. Tinham andado em círculos o dia inteiro. A agente trabalhava compenetrada num exame de DNA e não viu Brian aproximar-se. _ Dana? _ Ahn? _ Eu acabei de receber um telefonema da Área de Isolamento e eles pediram que você fosse imediatamente para lá. Scully sentiu como se seu coração fosse sair pela boca. Levantou correndo e saiu. Área de Isolamento 8h31p.m. A agente chegou e foi correndo em direção a cama do parceiro, que estava circundada por vários médicos e enfermeiras. _ O que aconteceu? _ perguntou. _ Dra Scully, seu parceiro está apresentando um aumento no nível de hemoglobina. Nós estamos preocupados com a possibilidade de uma falência renal a qualquer hora. _ respondeu o médico. _ Posso ver os exames? _ Claro._ disse o médico entregando-lhe um envelope. Scully olhou os exames e viu que realmente o estado do parceiro era preocupante. O médico afastou-se e ela sentou ao lado da cama dele. _ Mulder, eu vou fazer tudo que puder para ajudar você. Não se preocupe, vai dar tudo certo. _ disse ela pegando a mão dele. Mulder abriu os olhos lentamente. _ Scully? _ Sou eu, Mulder. Como você está se sentindo? _ Só um pouco fraco, mais nada. _ disse ele num tom de voz baixo. _ Tudo vai dar certo, tá? _ Eu sei. _ disse ele tentando fechando novamente os olhos. _ Eu tenho que voltar para o laboratório, ok? Volto logo para vê-lo. Ele assentiu com os olhos fechados e voltou a dormir. Laboratório 11h25 p.m. _ Acho que consegui! _ disse Scully para Brian entusiasmada. _ O que, Dana? _ falou Brian aproximando-se rapidamente. _ Acho que consegui isolar o gene! Nesse momento vários outros membros da equipe rodeavam Scully para saber o que ela tinha descoberto. _ Vamos fazer os testes para ver se realmente é esse o gene. _ disse Scully. Todos assentiram e começaram os testes. Um tempo depois o telefone tocou, e um dos presentes atendeu. Quando ouviu o telefone, Scully temeu a pior notícia. _ Era do hospital, não era? _ ela perguntou, tentando controlar o temor _ Meu parceiro está bem? Está vivo? – ela falou, já com vontade de chorar. _ Ele ainda está vivo, doutora. _ a mulher que atendera falou. _ Mas o médico notificou que a você deveria ir até lá, acham que ele não resiste por muito tempo, e... Scully sentou-se em uma cadeira próxima, e colocou a cabeça entre as mãos, tentando ficar calma, nem escutou o resto da frase que lhe era dita. Apenas assentiu com a cabeça, pensando no que fazer. Seu primeiro impulso era sair correndo e ir até Mulder. Brian aproximou-se, e falou, penalizado pelo que estava acontecendo. _ Vá ficar com ele, Dana. Sei que vocês são muito amigos. Eu não sei se ainda adianta você ficar aqui. _ Nós estamos conseguindo a cura, Brian. _ ela falou, levantando-se e tentando retomar o que estava fazendo. _ Vem, Dana. Vamos tomar um ar. _ ele disse, pegando no braço dela e a conduzindo até a porta. _ Eu tenh... _ ela tentou protestar, mas ele não a soltou. _ Apenas dois minutos. Os dois saíram, e ficaram no corredor adjacente a sala em que estavam anteriormente. _ Dana... _ ele falou, calmo _ Sem você nós não teríamos chegado aonde chegamos hoje. Seu trabalho foi imprescindível. É por isso que eu digo que o melhor seria você ir ficar com o seu parceiro agora. Não sabemos se você terá outra chance. _ Eu terei outra chance. Ele não vai morrer! _ ela falou, perdendo momentaneamente o controle _ Você está atrasando o nosso trabalho. _ disse, tentando voltar para o laboratório, mas foi impedia por Brian que segurou o seu braço. _ Os outros estão trabalhando... Você viu o recado do médico. Ele não agüenta muito tempo, e eu não sei se o que estamos fazendo aqui terá alguma serventia para ele. Scully ponderou por alguns instantes, não queria aceitar que tudo o que fizera foi em vão, mas queria estar junto de Mulder acima de tudo. Estava no dilema entre ficar para tentar encontrar a cura o mais rápido possível e correr o risco de nunca mais vê-lo e ir ficar com ele, e apenas segurar sua mão em um momento de aflição. _ Você é a mulher mais forte que eu conheço, Dana. Seu amigo estava naquela situação, mas mesmo assim você passou o dia inteiro aqui tentando encontrar uma maneira de ajuda-lo. Você fez o que pôde. _Você fala como se ele já estivesse morto... _ Scully falou derrubando algumas lágrimas _ Eu não posso deixar ele morrer, agora nós... _ não conseguiu completar, foi interrompida pelo choro que vinha contendo durante todo o dia. Brian a abraçou, consolando-a, enquanto o soluço não cessava. _ Eu vou vê-lo, mas eu volto em seguida. Tenho certeza de que ele vai conseguir agüentar mais algum tempo. Falta tão pouco... seria injusto com todos nós se ele... – ela falou, separando-se do abraço, e secando as lágrimas. _ Assim você fica mais calma e será de mais serventia. – Brian tentou passar confiança. _ Se a equipe conseguir alguma coisa, pode ter certeza de que nós a avisamos. Scully assentiu, e partiu ainda chorando para o hospital. Não queria perder tempo. Área de Isolamento 11h55p.m. Scully entrou após falar com o médico a respeito do que estava acontecendo, e foi diretamente para o leito de Mulder. O encontrou em coma. Por mais que soubesse o que iria encontrar, ela ficou abalada pelo que viu. Cada vez mais temia não falar mais com ele. _ Nós estamos conseguindo, Mulder. _ ela falou baixinho, enquanto passava as mãos pelos cabelos dele _ Você não vai me deixar aqui sozinha, não é? Eu vim ficar um pouco com você, me disseram que você chamou por mim delirando por causa da febre. Eu queria ver os seus olhos verdes que parecem que enxergam através de mim... Queria que você soubesse que eu estou aqui, e gostaria de ter estado quando você delirou. Eu sei que sou importante para você, e que sabe que é muito importante para mim. Por isso eu tenho certeza de que você vai ficar bom, porque sabe que se não ficar eu vou me culpar para o resto da minha vida. _ ela falou chorando _ E pela primeira vez em tantos anos vou culpar você também. Ela jogou um beijo no ar em direção a ele, e foi se afastando. _ Eu sei que você me ouviu, ou senão pelo menos sentiu que eu estava aqui. Nós estamos ligados. _ ela sorriu _ Eu vou voltar rápido para o laboratório, e juro que trago o que vai fazer você ficar bom. Eu te amo. Ela olhou mais uma vez para ele e saiu. Laboratório 2h03a.m. Os testes haviam acabado nesse momento. O gene que Scully tinha isolado era realmente o que precisavam. Brian havia isolado o gene letal por volta de uma hora da manhã e os testes também tinham sido favoráveis. Agora todos trabalhavam na produção da vacina. Faltava pouco para terem nas mãos a cura para a doença. Laboratório 3h00a.m. _ Dra Scully, telefone para você. _ disse um dos cientistas entregando o aparelho para Scully. _ Scully. _ Dra Scully, aqui é o Dr Rogers, da área de isolamento. A agente sentiu o seu coração disparar. _ O que aconteceu? _ Acho que você devia vir para cá o mais rápido possível. Os batimentos cardíacos do seu parceiro estão diminuindo e ele não tem muito tempo. _ Quanto tempo, doutor? _ perguntou Scully quase num sussurro. _ Uma hora no máximo. _ Dr, eu vou para aí com a vacina. _ Vocês já acabaram? _ Quase. Mulder não vai morrer, Dr. Após desligar o telefone, Scully apoiou-se na parede e respirou fundo. Iria ver seu parceiro com a cura nas mãos, ela iria cumprir o prometido. Ela precisava. Brian aproximou- se preocupado. _ Dana, você está bem? O que foi? _ Mulder... Eles deram uma hora no máximo... _ Oh, Dana... Sinto muito. _ Brian... você acha que podemos conseguir uma amostra da vacina em menos de uma hora? Brian aproximou-se da agente e levantou o rosto dela com as mãos, fazendo-a olhar diretamente para ele. _ Nós vamos conseguir, Dana. _ É, vamos. Os dois voltaram ao laboratório rapidamente. Laboratório 3h30a.m. Scully esperava enquanto a embalagem ia sendo cheia com a vacina. Era a primeira amostra. A agente tinha ligado para saber de Mulder e soube que ele estava se agüentando, embora seus batimentos cardíacos continuassem fracos. Era como se ele estivesse esperando por ela. Brian fechou a embalagem cuidadosamente e a entregou para Scully. _ Vai lá, Dana. Ela pegou a embalagem e correu para a área de isolamento. Estava segurando em suas mãos a cura, cumpriria o prometido. Agora tudo o que faria era administrar a vacina na veia do parceiro no lugar do soro e esperar, e rezar, para que tudo desse certo. Área de isolamento 3h40 Am Scully entrou correndo no quarto em que Mulder estava, sentia que ele ainda estava vivo mesmo antes de chegar. Pegou a seringa de dentro da embalagem e injetou na bolsa de soro. _ Por favor, meu Deus, faça dar certo. – falou enquanto aplicava. A única coisa que poderia fazer agora era esperar. Ela sentou-se na cadeira ao lado, e rezou para que tudo desse certo. 4h15 Am Mulder já tinha apresentado melhoras em seu estado clínico, mas ainda não tinha acordado. Scully estava radiante, ainda ao lado dele quando Brian entrou. Ela se aproximou e o abraçou. _ Conseguimos, Brian! – ela disse sorrindo. _ Ele está bem? _ Ainda está em coma, mas teve uma melhora considerável. Vai ficar bem, e sem seqüelas. _ ela fez uma pausa, se separou do abraço e suspirou _ Eu gostaria de agradecer todos vocês, pelo que fizeram para salvar Mulder. _ É nosso trabalho, Dana. Muitas vidas estavam em jogo, não só a dele. _ ele falou diplomático. _ Para mim a vida dele era o mais importava. _ Ele é muito importante para você, não é? _ Muito. – respondeu, olhando para Mulder em seu leito. Não queria entrar em detalhes. _ Eu só vim ver se havia dado certo. Fiquei preocupado. _Desculpe, eu ia ligar avisando, mas eu não quis deixar ele sozinho. Só agora tivemos certeza de que ele não corre mais perigo. _ Como você está? _ Brian perguntou. _ Aliviada. Nem imagina o quanto. _ Vamos para o alojamento? Estamos um trapo. Trabalhamos demais. _ Eu vou ficar aqui, Brian. Eu quero que Mulder me veja quando acordar. _ Você deveria descansar. Passou o dia todo sob pressão. Se eu estivesse no seu lugar não sei se agüentaria. _ Agora eu estou ótima. Pode ir. _ Tudo bem, eu vou descansar. Acho que nosso trabalho está cumprido por aqui. Não há mais risco de epidemia. _ Acho que não. _ ela falou, pensativa. Brian sorriu e saiu, deixando Scully sozinha. Logo em seguida ela tirou o traje anti-contaminação e tocou em Mulder carinhosamente, passou a mão por sua face e depositou um beijo em sua testa. 7h00 Am Mulder abriu os olhos, e viu a parceira recostada em uma cadeira, olhando para ele. Estava com uma aparência abatida, demonstrando seu cansaço. Ele sorriu, pela sensação de "Deja vu". Mas daquela vez era diferente, os dois estavam juntos. _ Quantas vezes já passamos por essa cena? _ ele falou baixinho, sorrindo. _ Muitas. _ ela falou sorrindo e se levantando da cadeira para um abraço _ Que bom que está bem. _ Tenho a minha médica, e ela é a melhor. Eu sabia que você conseguiria. _ Falou enquanto passava as mãos pelo cabelo dela, ainda abraçados _ É bom sentir você sem aquele traje, tocar você. _ Eu tive tanto medo. _ ela falou, contendo as lágrimas _ Você entrou em coma, e ficou muito mal. Estava prestes a morrer, chegaram a me avisar.... Ele a afastou do abraço e a beijou nos lábios suavemente. Base Aérea Washington-DC 3 dias depois Scully, Mulder e Brian desceram do helicóptero. Tinham enfim tido permissão para deixar a cidade já que a epidemia estava de fato contida. Mas não descobriram propriamente a sua causa. Era mais uma das coisas que ficaria inconclusiva. Mulder tinha saído do Hospital e precisaria apenas repousar para se recuperar totalmente. _ Bem, eu estou indo agora para o aeroporto. _ disse Brian pegando sua mochila._ Vou me despedindo de vocês por aqui. Tenho uma reunião em Atlanta às 5. _ Tchau, Brian. Foi bom revê-lo._ disse Scully abraçando-o. _ Obrigada por tudo. _ Imagine, Dana. Foi bom te ver também._ depois, Brian e Mulder cumprimentaram-se. _ Tchau, Mulder. _ Tchau, Brian. Obrigado. Brian saiu apressado em direção a saída. Deixando Mulder e Scully sozinhos. _ Ele percebeu tudo, né?_ perguntou Scully pensativa. _ Percebeu o quê? _ O que há entre a gente. _ Percebeu sim. Mas não acho que isso possa vir a ser um problema, o Brian mostrou ser um bom amigo. _ respondeu Mulder. _ É... Mulder olhou para a parceira com cara de cachorrinho abandonado. _ Scully, você sabe que eu vou ter que repousar, né? Não sei como vou fazer lá sozinho no meu apartamento... Scully riu. _ Você vai para o meu apartamento, Mulder. O agente deu um sorriso triunfante. _ Até que ficar doente tem suas vantagens... Ela deu um tapinha de brincadeira no braço dele. _ Depois do susto que você me deu, nem pense em ficar doente novamente! Eles riram e foram andando até que Mulder parou de repente. _ O que foi, Mulder? Ele ficou de frente para ela e a beijou. _ Mulder, alguém pode nos ver! _ Só estamos nós aqui agora, Scully. _ ele agradou o rosto dela. _ Sabe, todo o tempo eu pude sentir que você estava tentando me salvar, sabia? _ Eu também sentia que você queria ficar vivo. Foi o que me deu forças para continuar tentando. _ ela sorriu. _ Eu ainda não te agradeci. _ ele passou as mãos pelos cabelos dela _ Eu tenho tanto orgulho de você. Brian me falou que sem você dificilmente teriam conseguido. _ Vamos embora, pode me agradecer na minha casa. _ ela falou sorrindo, zombeteira _ Eu vou me lembrar de cobrar quando você não tiver mais que repousar. _ Quando quiser! – ele disse debochado. FIM XXXXX Obrigada por ler até aqui. Feedback, por favor.