Autora: dy duchovny Feedback: dyduchovny@bol.com.br Disclaimer: Essa fanfic não visa fundos lucrativos. Eu não sou dona do Fox (quem me dera) e muito menos da Scully eles pertencem ao Tio Chris e a 1013. Também não sou dona dos personagens de roswell. Classificação: Eu acho que uns 10 anos tá bom. (shipper) Sinopse: Não vou falar se não perde a graça, só digo que é Crossower entre AX e Roswell Quem não assiste a Roswell pode ter algumas dúvidas, mas eu tentei explicar o melhor possível. Divirtam-se e por favor não achem minha história muito ruim ( é minha primeira) aguardem próximas fanfics. Feedback sempre eu preciso saber o que vocês acharam. ENTRE O AMOR E A VERDADE Ao pararem o carro Scully saiu furiosa e não conseguiu mais controlar sua raiva. Ela havia se controlado por toda a viagem até Roswell, mas não conseguiu se conter ao chegarem. Eu sabia que você ia fazer isso! ---- exclamou ela Isso o quê? --- perguntou Mulder com a intenção de provocar ainda mais sua parceira ---- Não sei do que você está falando. Mulder adorava vê-la irritada, achava que o rosto dela ficava com um brilho especial quando estava com raiva. Não Sabe? ---- disse ela com irritação --- Pois eu sei Mulder, você arranjou um caso perto das redondezas de Roswell só para vir a essa convenção idiota sobre Ovnis que supostamente caíram por aqui. Não é nada disso Scully, eu não arranjei caso algum. Foi uma coincidência ele ser aqui por perto. Foi é? --- provocou Scully ---- Pois eu não acho. Scully estava muito irritada, sabia que seu parceiro ia fazer aquilo, tentou impedi-lo de leva-la, mas não conseguiu. Mulder conseguiu persuadi-la. Ela achava incrível como ele conseguiu impor aquela idéia maluca. Ainda se lembrava das palavras dele, ditas há alguns dias atrás. " Vamos Scully precisamos investigar esse caso, é importante pra mim. Por favor" Ele disse essa frase com a cara de cachorrinho sem dono que tanto a tocava, e ela concordou em ir junto com ele. Agora Scully se sentia muito mal por ter aceitado ir com ele, se achava uma tola por ter caído na do parceiro com tanta facilidade, mas algo naquela cara fazia ela perder a razão. Scully por favor são só mais três dias. --- continuou Mulder --- O que custa ficarmos mais um pouco? Mulder eu estou cansada quero ir para casa será que você não entende --- ela tentava convencê-lo, mas sabia que ia ser difícil ele aceitar ir embora. Scully por favor, se você for não vai ter graça nenhuma eu ficar aqui, mas também não quero ir embora. Por favor. Novamente Mulder fez a cara de cãozinho sem dono, Scully começou a achar que ele sabia que fazendo aquela cara conseguia convencê-la de qualquer coisa. Por favor Scully. --- repetiu ele. Tudo bem Mulder. --- finalmente concordou ela --- Mas só três dias heim. Obrigado Scully, eu sabia que você não ia me deixar aqui sozinho eu te... adoro. --- disse Mulder dando um beijo no rosto dela Mulder vamos logo para um hotel porque eu estou cozinhando nesse sol. --- disse Scully tentando disfarçar o rubor que estava em seu rosto depois de receber o beijo. Vamos Scully. --- concordou. --- E mais uma vez obrigado. Chegando ao hotel Mulder e Scully logo notaram como os Ovnis eram importantes para a cidade de Roswel, o hotel era uma prova pois as pessoas que trabalhavam ali usavam fantasias de Ovnis, com antena e tudo, e o saguão do hotel era decorado de forma a parecer que os hóspedes estivessem em um disco voador. Gostei desse hotel. --- disse Mulder baixinho. Os dois se dirigiram ao balcão de onde apareceu uma mulher vestindo um uniforme verde e usando uma tiara que sustentava duas antenas. Bom dia terráqueos, em que posso ser útil? --- disse a mulher. Bem... nós gostaríamos de dois quartos para passarmos três dias. --- disse Mulder tentando segurar o riso. Infelizmente senhor nós só temos um quarto disponível. Oh! É mesmo? --- lamentou Mulder olhando para Scully como se pedindo para que ela aceitasse ficar no mesmo quarto que ele. Scully podia até imaginar o que ele ia dizer para tentar convencê-la "Vamos Scully só três dias, minha companhia não é tão ruim assim." Tudo bem Mulder. --- resolveu dizer ela antes que ele dissesse o que ela já imaginara. --- Nós ficamos em um só quarto. Mulder agradeceu com um enorme sorriso e virou-se para a balconista. Tudo bem nós ficamos com o quarto. Quanto vai custar? --- disse ele. Scully o observava atentamente, e se perdeu em pensamentos que ela mesma considerava impróprios e que não deveria se atrever a ter, mas não conseguia evita-los. Vamos Scully.......,Scully você está me ouvindo? --- disse Mulder tirando-a de seus pensamentos. Ahn... o que você disse Mulder? O que foi Scully você não quer ficar é isso? --- perguntou ele estranhando o fato dela estar "fora do ar". Não Mulder, eu só estou cansada. --- desculpou-se. Um rapaz que também estava fantasiado como os outros funcionários do hotel os levou até o quarto. É aqui. --- disse ele --- Tenham uma boa estada e aproveitem a convenção. Mulder pegou a chave da mão do rapaz e deu-lhe uma gorjeta. O rapaz agradeceu e foi embora. Nossa! --- Mulder deixou escapar assim que entrou no quarto. O quarto era inteiramente verde e trazia figuras de Ovnis em toda a parte, a cama parecia-se com um disco voador assim como a televisão e o abajur. Você chegou ao paraíso. --- brincou Scully. Cheguei mesmo, olha só essa cama Scully. Será que tem pra vender? Mulder estava maravilhado com o quarto, seus olhos brilhavam intensamente e Scully adorava aquele brilho no olhar dele. Mulder que horas começa essa convenção? --- disse ela tentando não prestar atenção no olhar dele. Já deve ter começado, é melhor tomarmos um banho e corrermos para lá, não quero perder nada dessa convenção. Se você quiser pode ir tomar banho primeiro. Vá você primeiro Mulder, eu tenho que arrumar minhas roupas que devem estar todas amassadas nessa mala. Tudo bem. --- disse ele--- Meu Deus! Scully você tem que ver esse banheiro! -- - gritou ele ao entrar no banheiro. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxx Max Evans estava sentado em uma mesa da lanchonete Crashdown, junto com sua irmã Isabel e com seu amigo Michael Guerin, os três tinham um segredo que podia mudar toda a história do mistério envolvendo a nave que caiu em Roswell. E então Max como é que estão as coisas na convenção?--- perguntou Michael acabando com o silêncio que havia permanecido alguns minutos entre os três. A maior loucura Michael, nunca vi tanta gente em uma convenção aqui em Roswell, meu chefe não me dá descanso. E a Liz, Max? --- perguntou Isabel ao irmão. Eu amo a Liz, Isabel e você sabe disso. Max e Liz Parker já haviam enfrentado muitas dificuldades para se manterem longe um do outro, e agora eles resolveram não mais resistir ao amor que sentiam. Mas você sabe que não pode. --- continuou Isabel. Eu sei, mas é muito difícil, eu não consigo me afastar dela. Eu sei como é Max. --- disse Michael se referindo a sua relação com Maria De Luca. Michael já tinha tentado se afastar de Maria várias vezes, mas sempre alguma coisa fazia com que os dois se aproximassem novamente. Ele não sabia se o que sentia por Maria era amor, mas sabia que era muito forte para não permitir que os dois se afastassem. Vocês dois estão loucos. --- disse Isabel com irritação. --- Sabem que nós somos diferentes e não devemos nos envolver com ninguém, mas parecem não se importar. Você não entende Isabel. --- disse Max. --- É mais forte que nós, não é Michael? É, eu concordo com o Max. --- disse Michael. Eu desisto de falar com vocês. --- disse Isabel irritada. Eu já vou ter que ir, meu horário de almoço já terminou, só vou me despedir da Liz --- disse Max olhando para o relógio. Maria cadê a Liz? --- perguntou ele se aproximando do balcão onde estava Maria. Lá atrás no depósito arrumando a dispensa. Tudo bem, eu vou lá. --- disse ele dirigindo-se para o depósito. Oi Liz .--- disse ele ao avista-la. --- como você está? Max! ---- exclamou ela. --- Você me assustou. Desculpa eu não queria assustar você, eu só queria te ver antes de voltar ao trabalho. Max não fique assim, está tudo bem --- disse ela segurando a mão dele. É eu sei. --- disse ele abraçando-a --- Eu te amo Liz e estou disposto a enfrentar tudo por você. Eu também amo você Max, e você sabe que eu também estou disposta a enfrentar tudo por você. --- disse ela emocionada, beijando-o em seguida. Eu tenho que ir. – disse Max. --- Posso ver você à noite? Claro, aqui mesmo está bem? Tudo bem então, te vejo assim que sair do trabalho, tchau. -- - disse ele despedindo-se dela com um rápido beijo. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx Scully que acabara de sair do banho viu Mulder sem camisa andando de um lado para o outro no quarto. O que foi ? --- perguntou ela ruborizada. A visão dele sem camisa era maravilhosa e ela não conseguia disfarçar que concordava com isso. Ao ouvir sua pergunta é que Mulder percebeu que ela já havia saído do banho. Nossa foi tão rápido --- disse ele. --- Eu pareci que demorei duas horas para tomar o meu banho, e você eu nem percebi o tempo passar. Você está meio desligado Mulder, por que ainda não está pronto? É porque eu não acho minha camisa cinza, você a viu? "Como Mulder gosta dessa camisa." pensou ela, não era preciso reparar muito nele para perceber que aquela camisa era a sua preferida. Não, não vi. Não está na sua mala? Não eu já procurei, será que esqueci no outro hotel que nós ficamos? Acho que não porque não vi você usar ela lá. É verdade eu nem a usei, eu vou ver a mala de novo, posso não ter procurado direito. Enquanto Mulder procurava por sua camisa na mala Scully penteava os cabelos sem deixar de observa-lo. Achei! --- exclamou Mulder com alegria. Já podemos ir. --- disse ele depois de vesti-se. Então vamos de uma vez. --- respondeu ela pouco animada. Ânimo Scully, não é tão ruim quanto parece. --- disse Mulder percebendo o desanimo da parceira. Vamos ver Mulder, vamos ver. Não é maravilhoso Scully? Vamos primeiro ao museu, onde estão todas as informações sobre casos de Ovnis aqui em Roswell. --- disse Mulder puxando-a para a direção do museu. Scully olha só essa foto. --- disse ele maravilhado. --- É a original, eu só tinha visto a cópia. Mulder parecia uma criança que estava maravilhada com o parque de diversões e com todos os brinquedos que tinham ali. Não é sensacional? --- continuou ele. É incrível Mulder. --- disse ela tentando esconder a falta de interesse no assunto para não magoa-lo. Vem Scully, quero ver o que eles tem sobre a nave que caiu aqui em 47. Mulder... Eu sei Scully, eu sei, que supostamente caiu aqui em Roswell. --- disse ele ironicamente não deixando que ela terminasse de falar. --- Quando é que você vai acreditar? "Como ela continua tão cética?" ele perguntou a si mesmo. Scully, você sabe pra que lado fica a área da queda da nave em 47? Não, mas vamos perguntar para aquele garoto que esta arrumando o letreiro. Mulder e Scully se dirigiram ao garoto, e Mulder tocou em seu ombro para faze- lo olhar para eles. O garoto olhou de relance para Mulder e virou-se para continuar o que fazia. Agora não Michael, estou trabalhando nos falamos depois. --- disse o garoto. Mulder e Scully entreolharam-se sem entender nada do que estava acontecendo, o garoto então virou-se novamente e percebeu o erro que havia cometido. Desculpem, eu me confundi. Pensei que o senhor fosse um amigo meu, vocês são muito parecidos, desculpe. Ao olhar para o garoto Mulder teve uma estranha sensação de que devia prestar muita atenção nele. Tudo bem. --- disse Scully ao garoto. Meu nome é Max Evans, e eu trabalho aqui, em que posso ajuda- los. Bem nós gostaríamos de saber onde fica a área que trata da queda da nave em 47. --- disse Mulder deixando para pensar na sensação que tinha sentido mais tarde. Tudo bem eu levo vocês até lá. Obrigada. --- agradeceu Scully. É bem ali. --- disse Max apontando para o local após os três andarem por alguns minutos. Max ia falar algo quando percebeu sua irmã correndo na direção em que ele se encontrava. Max! --- disse ela nervosa. --- estamos com problemas. Isabel pareceu não perceber a presença de Mulder e Scully ali ao lado de seu irmão. Mulder mais uma vez teve a mesma sensação que sentiu ao olhar para Max. Por favor Max vem comigo, é o Michael. --- continuou Isabel. Tudo bem vamos. --- disse Max, já angustiado. --- Desculpem mais uma vez, preciso ver o que aconteceu. Mulder e Scully assistiram os dois saírem correndo sem entender o que havia ocorrido ali. Você entendeu alguma coisa? --- perguntou Mulder. Pra ser sincera, quase nada. --- respondeu Scully. --- Mas vamos deixar isso de lado, e vamos ver logo o que você queria tanto. Vamos. --- concordou ele olhando para a direção em que foram Max e Isabel. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxx O que houve Isabel? --- perguntou Max entrando no carro e ligando a ignição. O Michael recebeu um bilhete do "outro" , e saiu correndo para marcar um local para nos encontrarmos com ele. Max, Isabel e Michael tinham descoberto que existia outro deles há pouco tempo, e ficaram bastante surpresos ao saberem disso. O que esse bilhete dizia Isabel? Dizia que ele quer muito conversar conosco e que quando quisermos falar com ele devemos ir até onde você e a Liz acharam aquela pedra, e marcamos a hora e o local. Como ele foi pra lá? Acho que ele foi a pé Max. O Michael foi pra lá a pé e não me contou nada sobre isso? Foi Max, eu tentei impedi-lo, mas você sabe como ele é. Eu sei Isabel, infelizmente eu sei. --- disse Max pisando com mais força no acelerador. Max e Isabel conseguiram alcançar Michael em poucos minutos. Michael por favor pare. --- disse Max parando o carro no acostamento. Por que Max? Agora que ele sabe que nós sobrevivemos temos logo que marcar um encontro para podermos conversar com ele. Max pulou do carro e saiu correndo par alcançar Michael que não tinha parado de andar. Você não entende Michael? Não sabemos quem ele é, nem o que pretende, temos que pensar muito antes de marcamos um encontro com ele. Não Max, não temos que pensar nada. --- disse Michael furioso. Ele estava cansado de esperar e de pensar para resolver algo, queria resolver aquilo naquele momento. O Max está certo Michael, precisamos conversar sobre isso primeiro. --- disse Isabel que corria para alcançar os dois. Além disso ele pode ser o assassino de todas aquelas pessoas que o xerife Valenti disse para Liz. --- acrescentou Max. Não! Ele não é assassino! --- gritou Michael parando de andar. Você não pode ter essa certeza Michael. --- disse Isabel finalmente alcançando os dois. Vocês não vêem que isso é mentira do xerife. --- disse Michael tentando recuperar a calma. Não é mentira dele, a Liz viu as fotos dos mortos, todos os mortos tinham a marca de uma mão, como a que ficou nela quando eu a curei. -- - disse Max. E se não foi a gente só pode ter sido ele. --- falou Isabel. Não temos certeza disso também Isabel. --- Max a repreendeu. Tudo bem Max. --- concordou ela. Michael, por favor, vamos voltar para a cidade e discutir sobre isso, tente ser menos impulsivo pelo menos uma vez. --- disse Max. Está bem Max vamos voltar. --- concordou Michael finalmente. Os três se dirigiram para o carro indo de volta em direção a Roswell. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxx Mulder e Scully já estavam no museu da convenção cerca de duas horas, e Mulder nem mostrava sinais de cansaço. Mulder vamos para o hotel, eu estou exausta. --- disse Scully. Mas já Scully, nós ficamos tão pouco tempo. --- lamentou Mulder. Você é que acha que nós ficamos pouco tempo, estamos aqui a mais de duas horas Mulder. Nossa, tanto tempo assim. --- espantou-se. Mulder nem tinha percebido o tempo passar, ele estava muito feliz por estar com Scully naquela convenção, e estava mais ainda por poder ficar com ela no mesmo quarto. Pensando nisso Mulder começou a se preocupar, não sabia se ia agüentar ficar com ela no mesmo quarto por muito tempo, pois já era difícil para ele esconder seus sentimentos por ela. Mulder e então vamos para o hotel? --- perguntou Scully. Vamos Scully, mas antes vamos comer, o que você acha? Tudo bem, estou faminta mesmo. --- disse ela. --- Onde vamos comer? Eu vi uma lanchonete aqui perto, se não me engano o nome era Crashdown ou alguma coisa assim. Para mim está ótimo Mulder. Então vamos. --- disse ele dirigindo-se a saída do museu. Os dois escolheram uma mesa ao lado de uma janela que permitia que eles vissem o local onde estava se realizando a convenção. O que vão querer? --- disse a garçonete. O que você recomenda? --- disse Mulde.r Bem, nosso prato do dia é hambúrguer espacial com fritas marcianas e refrigerante estrelar. O que você acha Scully? Fritas Marcianas parecem interessantes para você? --- brincou Mulder com um sorriso nos lábios. Pra mim tudo bem. --- respondeu ela. Então me veja dois do prato do dia. --- disse ele a garçonete. Vocês vão querer pra viagem? Não, vamos comer aqui mesmo. --- disse Scully. Tudo bem ent... Liz se distraiu ao ver Max entrando junto com Isabel. Ahn... desculpem é só isso que querem? --- perguntou ela voltando-se para os dois É sim. --- disse Mulder. Como as pessoas daqui são distraídas não acha. --- disse Scully. É, distraídas até demais. --- disse Mulder seguindo Liz com os olhos. --- Hei, não é o garoto que nos atendeu lá no museu? É sim. --- disse Scully. --- O nome dele é Max Evans eu acho. É ele mesmo, e olhe a garota que o chamou está com ele. --- disse Mulder desconfiado da sensação que se repetiu ao ver os dois. O que foi Mulder? O que eles tem de mais? --- perguntou Scully intrigada por Mulder estar interessado nos dois garotos. Não sei Scully, quando vejo os dois tenho uma sensação esquisita sabe. Sei lá, como se tivesse algo estranho com eles, não sei ao certo. Mulder você está meio cansado hoje, não está? É verdade Scully. Não sei o que é, mas sei que tenho que ficar de olho nesses dois. Mulder por favor... isso é cansaço. É pode ser. --- conformou-se ele vendo a garçonete trazer os pratos que eles haviam pedido. Ao se dirigirem para saída Mulder e Scully foram surpreendidos por um garoto que entrou rapidamente, esbarrando em Mulder com tanta força que fez ele cair no chão. Desculpe. --- disse o garoto se levantando. --- Não vi você. Ao olharem para o garoto, Mulder e Scully espantaram-se com a semelhança que o garoto tinha com Mulder. O garoto também ficou espantado com o que viu. Nossa! --- exclamou ele. Nós somos bem parecidos. --- disse Mulder que novamente teve a estranha sensação. Michael, tudo bem. --- disse Max que viu toda a cena e foi ajudar o amigo junto com Isabel. Tudo bem Max. --- respondeu Michael. Hei, vocês não estavam no museu hoje de manhã? --- disse Max reconhecendo os dois. Sim éramos nós. --- afirmou Scully. Se você permite que eu pergunte, o que houve para você sair correndo daquela maneira? --- perguntou Mulder que começou a se interessar pelo fato de estar sentindo algo estranho vindo daqueles três garotos. Ah... foi... é... houve um problema com um amigo nosso não é Isabel? --- disse Max, que se espantou com a pergunta e teve que inventar algo rapidamente. É foi isso. --- disse Isabel também surpresa com a pergunta feita por aquele homem que ela sequer conhecia. Mulder percebendo o nervosismo dos três resolveu "investir" mais no assunto. Que tipo de problema? Podemos ajudar? Não é nenhum problema grave, eram coisas da escola vocês não precisam se preocupar. --- disse Max tentando manter a expressão de frieza em seu rosto. Scully não entendia por que Mulder estava tão interessado no problema daqueles três jovens, por que ele estava fazendo aquelas perguntas. Mulder já é tarde vamos embora. --- disse ela tentando se afastar dos três jovens para poder perguntar a Mulder o que ele pretendia com aquelas perguntas. Vamos Scully, se vocês precisarem de ajuda podem nos chamar. --- disse ele virando as costas e indo em direção a saída. Não gostei desse cara, ele é muito intrometido. --- disse Michael. Tudo bem, ele só estava preocupado conosco, só isso. --- Max disse tentando acalmar o amigo. Eu acho que ele está desconfiado de alguma coisa Max. --- continuou Michael. Não acho que seja isso Michael. --- disse Isabel. --- Quando fui falar com Max estava muito nervosa por isso esse homem deve ter se preocupado. É pode ser... --- disse Michael. O que você estava fazendo Mulder? --- perguntou Scully assim que os dois entraram no carro. Eu só fiquei curioso com o problema deles Scully, só isso. Você não achou estranho que um problema na escola tenha feito aquela menina ficar tão nervosa? O que eu achei estranho foi esse seu súbito interesse nesses garotos Mulder. Eu tive aquela sensação de novo Scully. Mulder, eu não acredito que você esteja interessado em investigar esses garotos só por causa de uma sensação. Assim que eu olhei para aquele garoto que esbarrou comigo senti a mesma sensação, e ela ficou muito mais forte quando Max Evans e Isabel chegaram. Scully eu não quero investigar esses três, vim aqui para me divertir, só vou prestar mais atenção neles, pois tenho quase certeza que eles tem um grande segredo. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxxxxx Mulder entrou no quarto jogando sua jaqueta preta em cima do sofá, tirou os sapatos e as meias e caiu com todo seu peso em cima da cama. Estou um caco. --- disse ele vendo Scully entrar no banheiro. Mulder então pegou um dos travesseiros da cama oval e um lençol na gaveta que havia na mesma, ele tirou sua jaqueta e colocou as coisas que havia pegado sobre o sofá. Mulder, você vai dormir no sofá? --- perguntou Scully, que ao sair do banheiro já preparada para dormir viu o lençol e o travesseiro no sofá. Mulder se sentiu tentado a perguntar "Por que você quer que eu durma com você?", mas se conteve e ficou calado. É melhor eu ficar no sofá Mulder. Ele é muito pequeno pra você. De jeito nenhum Scully, você fica com a cama, eu não vou deixar você ficar com esse sofá super confortável. --- brincou ele. Sério Mulder, é melhor eu ficar no sofá. Scully, eu não me importo, eu fico no sofá e ponto final. Scully sabia que de nada ia adiantar tentar convencê-lo do contrário e concordou com ele. Boa noite Mulder. --- disse ela já deitada na cama. Boa noite. --- respondeu ele que estava arrumando o sofá para poder se deitar. Ao deitar no sofá ele não conseguiu conter um gemido de desconforto, o sofá era muito pequeno para o porte atlético de Mulder, e era muito duro. Mulder você não pode dormir aí. --- disse Scully percebendo que ele estava desconfortável ali. Tudo bem Scully, eu estou ótimo aqui. Mulder... --- disse ela tomando coragem --- Essa cama é bem espaçosa e dá muito bem para nós dois. Os olhos de Mulder brilharam no escuro. Scully estava dizendo para ele dormir ao lado dela, na mesma cama, aquilo era um sonho se tornando realidade, mas logo ele voltou a si e viu que ela só estava preocupada com o bem estar dele, e não tinha mais nenhuma outra intenção para convida-lo a dormir na mesma cama que ela. Você tem certeza? --- perguntou ele. Tenho. --- disse ela relutante, sabia no que estava se metendo e sabia que teria de ser muito forte para resistir a apenas dormir ao lado do homem que ama. Mulder então se levantou do sofá e foi para a cama. Scully pode sentir o corpo quente de Mulder deitar ao seu lado, e teve que lutar para se manter parada e fria. Nenhum dos dois conseguia dormir, Mulder já estava nervoso e pensou até em voltar ao sofá, mas desistiu da idéia. Ele estava achando muito difícil ficar ao lado de Scully e conseguir dormir. Dormir era o que ele menos queria fazer na mesma cama que ela. Depois de algum tempo os dois conseguiram pegar no sono. Ao acordar Scully viu que não estava na posição que tinha adormecido, ela e Mulder estavam cara a cara, a uma distância mínima, ela podia sentir a respiração calma dele. Ela viu ele abrir os olhos lentamente, uma onda de calor invadiu seu corpo naquele momento e ela pensou que iria derreter ali, os olhos dele brilhavam com a luz que entrava no quarto. Bom dia Dana. --- disse ele. Ela se sentiu maravilhosa, adorava ouvir Mulder chama-la por seu primeiro nome. Bom dia. --- respondeu ela. Nesse momento Mulder percebeu o quanto seus corpos estavam próximos, seus rostos quase se tocavam, ele desejava muito beija-la, mas se conteve e se sentou na cama. Scully agradeceu a Deus por Mulder ter sentado, mais alguns instantes com ele ali bem perto dela e ela faria uma loucura. Vamos nos apressar Scully, porque não quero perder nenhuma parte da convenção. --- disse ele se levantando da cama. Naquele instante Scully percebeu que a camisa que Mulder dormira estava toda molhada de suor, grudando assim no corpo dele. Mulder você está todo suado. --- disse ela. É mesmo Scully. Essa noite foi muito quente. --- disse ele que em seguida simplesmente tirou a camisa. O peito nu de Mulder totalmente suado brilhava com a luz do sol que entrava pela janela, Scully sentiu seu coração disparar naquele momento, era a visão mais bonita que ela já tivera. Seus olhos não conseguiam desviar do peito de Mulder, eles não a obedeciam. Eu vou tomar um bom banho Scully. – disse Mulder passando a mão sobre o tórax suado. Não, deixa eu ir primeiro Mulder, eu tomo banho mais rápido que você. Scully na verdade queria era sair daquele quarto que para ela tinha virado uma sauna com mais de 40º . Tudo bem Scully pode ir na frente. --- disse ele. Após já estarem prontos Mulder e Scully pegaram o carro e foram em direção ao UFO Center, onde era realizada a convenção. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Max Evans teve sérias dificuldades para dormir, tinha ficado bastante preocupado com o interesse daquele homem que se parecia muito com o Michael. Max não sabia o nome do homem, mas estava bastante preocupado com o que ele estava querendo saber sobre a vida dele. Por causa da noite mal dormida Max estava tendo várias dificuldades para trabalhar, mas assim que viu aquele conhecido casal se despertou no mesmo instante. Mulder também já tinha avistado Max, e foi na direção dele. Olá Sr. Evans. --- disse ele. Olá Senhor, no que posso ajuda-los? Onde estão se realizando as palestras, o Senhor parece que não dormiu muito bem não é?--- perguntou Mulder, que tinha notado a expressão de cansaço que o jovem Max Evans tinha na face. Max se espantou com a observação daquele homem. Por que estaria tão interessado na aparência dele? Você sofre de insônia? --- continuou Mulder. Aquela pergunta surpreendeu Max ainda mais. Não, não tenho insônia. Então por que parece tão cansado? Mulder queria tirar algo comprometedor daquele rapaz, e estava pelo menos percebendo que Max estava nervoso de mais. Olha moço, eu nem sei o seu nome, o que você pretende me perguntando isso? Max já estava nervoso, e não conseguiu mais se segurar. Por que aquele homem estava tão interessado nele afinal? Desculpe, meu nome é Fox Mulder e eu só estava preocupado com você. Você é tão jovem e já está com essa aparência de cansado. Mas o senhor não precisa se preocupar Sr Mulder, eu não preciso da sua preocupação. --- respondeu Max rispidamente. Mulder sorriu abertamente para Max, já havia conseguido o que queria. Max Evans tinha um grande medo que as pessoas descobrissem algo sobre sua vida, só faltava Mulder descobrir o que era. Scully tinha observado o diálogo dos dois calada, ela achou melhor não se intrometer, mas já estava achando que Mulder havia exagerado. As palestras se realizarão no salão 14. --- disse Max botando um ponto final na conversa. Obrigado. --- disse Mulder com um enorme sorriso no rosto. Aquele sorriso fez com que Max estremecesse. Mulder o que você pretende perguntando sobre a vida daquele garoto assim descaradamente? --- perguntou Scully que já estava perplexa com a atitude que Mulder tomara. O que eu pretendia Scully, pretendia. --- disse Mulder com um sorriso ainda maior que o último. E o que você pretendia Mulder? Bem, eu queria descobrir algo interessante sobre Max Evans. E o que você descobriu? --- perguntou Scully curiosa. Que Max Evans, está escondendo algo sobre sua vida e não quer que ninguém descubra. Mas você vai descobrir não é Mulder? --- disse Scully irônica. Não Scully, NÓS vamos descobrir. Scully ficou sem saber o que dizer, tinha seus pensamentos confusos. Não posso mais trabalhar sem você ao meu lado. --- disse Mulder. Aquelas palavras atordoaram Scully ainda mais, aquilo seria um elogio para ela ou para seu modo de trabalhar? Ela ficaria sem resposta. Os dois sentaram-se para esperar que a palestra começasse. Scully ainda estava pensando no que Mulder havia dito. Scully você sabe quem vai dar essa palestra? Quem Mulder? --- disse ela deixando seus pensamentos de lado. Arthur Jurh especialista em aparições de Ovnis. Nunca ouvi falar nele Mulder. Mas você vai gostar dele Scully, ele é como você, acredita que todo o ponto luminoso que aparece no céu é um ET. --- brincou Mulder. Ele é bem parecido comigo mesmo. --- Scully entrou na brincadeira. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx x Liz Parker estava conversando com Maria De Luca no balcão da lanchonete Crashdown, pois o movimento naquele horário estava fraco e dava tempo para elas botarem o assunto em dia. Maria você sabia do bilhete que o Max recebeu? Fiquei sabendo ontem pelo Michael. Eles vão se encontrar com "ele" em breve. O Max me disse que eles ainda tem que conversar a respeito. Mas o Michael não está muito disposto a esperar Liz. É eu sei como o Michael é, ele é muito impulsivo. E você vem dizer isso pra mim Liz, como se eu não soubesse. Liz e você e o Max vão bem? Nós resolvemos que nada mais vai nos separar. Assim que Liz termina a frase Max, Michael e Isabel entram apressados no Crashdown. O que houve? --- perguntou Maria. Aquele homem com quem eu esbarrei está muito curioso sobre a vida do Max. --- disse Michael. Como assim? --- perguntou Liz. Ele me fez muitas perguntas hoje, sobre o por que de eu estar com cara de cansado, e se eu tinha insônia. Acho que ele está desconfiado de algo, mas não sei como. Você não está exagerando Max? --- disse Isabel. Não Isabel, ele está interessado demais na nossa vida e isso não é normal nem mesmo para turistas. --- disse Max. Max vamos logo encontrar o "outro". --- disse Michael. Não Michael, temos primeiro que descobrir quem é esse tal de Fox Mulder, e por que ele está interessado em nós. Acho melhor você e Maria tomarem cuidado. --- disse Isabel para Liz. Tudo bem nós tomaremos. --- disse Maria. Eu vou voltar para o trabalho antes que meu chefe sinta minha falta, falo com vocês no almoço. --- disse Max saindo do Crashdown. Eu vou passar por essa convenção. E vou ficar de olho nesse Fox Mulder. --- disse Michael seguindo o mesmo caminho de Max. Isabel saiu sem dizer nada, deixando Liz e Maria com seus pensamentos. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxxxx xxx Scully estava entediada com a palestra, na opinião dela Arthur Jurh só dizia bobagens. Mas para Mulder ela percebeu que o que Jurh dizia era muito interessante, pois ele estava muito concentrado no que Jurh falava. Mulder eu vou ao banheiro. --- disse ela. Tudo bem. --- disse ele sem desviar o olhar. Mulder estava mesmo muito interessado na palestra, tão interessado que nem percebeu que Michael Guerin tinha sentado ao seu lado. Michael tinha observado Mulder de longe por alguns minutos, então decidiu que era melhor sentar-se ao lado dele para poder observa-lo melhor e até falar com ele. O que ela é para você? --- perguntou Michael querendo fazer com que Mulder se sentisse como Max se sentiu. Mulder se assustou ao perceber que Michael estava sentado ao seu lado, e se assustou ainda mais com a pergunta feita por ele. Ela é sua esposa? --- continuou Michael, que viu na cara de espanto de Mulder um bom modo de vingar-se com o que ele fez Max passar. Por que você quer saber? --- disse Mulder recuperando-se do espanto inicial. Por que se ela não for nada sua eu vou convida-la para sair. --- provocou Michael que já tinha percebido que o ponto fraco de Fox Mulder era aquela ruiva. Mulder fez um esforço enorme para não pular no pescoço daquele garoto, quem ele pensava que era para falar na cara dele que queria sair com a mulher que ele amava. Você não se acha muito novo para ela? --- limitou-se a perguntar. Tenho certeza que ela deve preferir alguém novo, do que um idoso como você. Mulder se ofendeu gravemente com o que Michael disse, e virou-se para encara- lo nos olhos. Quem você pensa que é? --- disse ele irritado. Alguém com muito mais "taco" que você. --- provocou Michael. Ora seu... Mulder pegou Michael pela camisa e o sacudiu, mas logo controlou-se e o soltou. Não sei por que você está irritado, ela não é nada sua não é verdade? Mulder não respondeu, apenas fitou Michael nos olhos. Não é verdade? --- perguntou Michael mais uma vez. Escuta aqui, você não passa de um fedelho metido a machão, não me faça perder a paciência com você e saia daqui agora. --- decidiu ele falar. Michael estava impressionado. Fox Mulder era parecido com ele não apenas fisicamente, mas também psicologicamente. Mulder também era levado por seus impulsos. "Não é engraçado como somos tão parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes." pensou Michael. Mulder viu a figura de Scully se aproximando e ficou mais nervoso ainda, pegou Michael pelo braço e o puxou para fora da sala onde a palestra se realizava. Scully viu sem entender Mulder puxando o garoto para fora. Ele parecia estar bastante nervoso enquanto o garoto tinha um enorme sorriso formado em seus lábios. Decidiu ir atrás dos dois. Já fora da sala Mulder jogou Michael contra a parede e o prendeu com toda sua força. Eu sei que vocês tem um grande segredo, e eu vou descobrir qual é. --- disse Mulder com ódio. Você está assim só por causa daquela ruiva. --- provocou Michael ainda mais. Fica longe da Scully entendeu. --- ameaçou Mulder. Então o nome dela é Scully. Isso não parece nome de mulher. Mulder perdeu totalmente o controle. Levantou o braço com o punho fechado e ia investir um bom soco em Michael se Scully não tivesse interrompido. Mulder o que você está fazendo? --- disse ela alarmada. Mulder olhou para ela, e depois para Michael. Se sentiu tentado a bater no garoto mas abaixou o braço e o libertou da parede. Não passe mais na minha frente garoto. --- ameaçou Mulder com raiva no olhar. Mulder! --- disse Scully. Ela estava abismada com a atitude dele. Atacando um adolescente, o que ele pretendia com isso? Vamos para o hotel Scully, meu dia acabou. Tchau amigo. --- disse Michael como última provocação. Mulder tremeu de raiva mas conteve-se quando Scully segurou sua mão. Vamos Mulder. --- disse ela. Mulder e Scully estavam se dirigindo a saída. Ele não tinha coragem de dizer nada. Afinal ela devia estar pensando que ele era um louco que saia atacando adolescentes em palestras sobre Ovnis. Scully eu preciso ir ao banheiro. --- disse ele. Mulder jogou água no rosto e se olhou no espelho. Ainda não tinha recuperado toda sua calma. Aquele garoto o tinha irritado muito. Ele ouviu um discussão e reconheceu imediatamente as duas vozes. Elas estavam cada vez mais próximas. Mulder então se escondeu. Você não devia ter feito isso Michael --- disse Max --- Provocar aquele homem não foi uma boa idéia. E você acha que eu ia deixar que ele fizesse isso com você e não levasse o troco Max? Mulder ouvia atentamente a que os dois falavam. Max você tem que entender que nós não somos normais, e nunca vamos ser iguais aos outros. Você tem que ver de uma vez por todas esse fato Max. Nós somos alienígenas e não há nada que possamos fazer para mudar esse fato. --- sussurrou Michael. Mulder se esforçou para tentar escutar o que Michael dizia e conseguiu. Seus olhos brilharam intensamente. Ele estava certo, havia algo de errado naqueles adolescentes. Ele só não esperava que os jovens fossem alienígenas. Mulder estava muito perto da verdade que passou anos procurando. Eu sei disso Michael. --- respondeu Max --- Preciso voltar ao trabalho. Os dois garotos saíram em silêncio, nada mais tinham a dizer um para o outro. Mulder esperou alguns minutos para ter certeza que não encontraria Max e Michael na porta do banheiro, e então saiu em disparada. Scully! --- disse ele ao avista-la sentada em um banco. O que foi Mulder? --- disse ela percebendo a agitação dele. Eu descobri! Descobriu o que Mulder? Sobre Max Evans. Mulder você vai entrar de novo nesse assunto, eu ... Eles são alienígenas, Scully. --- disse ele sem deixa-la terminar de completar sua frase Scully olhou descrente para Mulder, não acreditava no que tinha ouvido dele. Eles não parecem alienígenas para mim Mulder. --- brincou. Não brinque Scully, é sério. Eu ouvi tudo. Eles estavam discutindo no banheiro, e eu me escondi e consegui ouvir tudo. Mulder eu não acredito nisso. Você ouviu eles dizendo que eram aliens? Ouvi Scully. Acredite em mim por favor. Mulder sabia que Scully teria essa reação. Ele precisava encontrar um jeito de provar para ela que o que ouviu era verdade. Scully vem comigo. --- disse ele puxando-a pelo braço na direção de Max Evans. Sr Evans. --- disse ele. --- Podemos conversar em particular? Por que? --- disse Max. Eu quero lhe fazer algumas perguntas. --- continuou Mulder. Eu não sou obrigado a responder. É sim Sr Evans. --- disse Mulder mostrando seu distintivo de agente do FBI . Você é do FBI? --- perguntou Max abismado. Sim eu sou o Agente Especial Fox Mulder e essa é minha parceira Dana Scully. Por favor nos acompanhe. Scully assistia tudo sem saber o que fazer. Achou melhor ver onde Mulder queria chegar. Eu fiz algo errado? --- disse Max. Max, eu sei de tudo. --- disse Mulder com um pouco de irritação na voz. Max congelou de medo. Tudo o que? --- fez-se de ingênuo. Eu gravei toda sua conversa com seu amigo no banheiro. --- blefou Mulder--- Venha comigo Sr. Evans. Max não teve outra opção a não ser seguir os dois agentes. Ao chegar no quarto de hotel onde estava hospedado, Mulder começou seu interrogatório. De onde você é Sr Evans? Eu ... sou daqui de Roswell mesmo. --- disse Max muito nervoso. Não brinque Sr Evans. De onde você é? Max percebeu que não poderia enganar o agente a sua frente, que Fox Mulder tinha descoberto o seu segredo. Eu não sei. --- disse ele. Está brincando de novo Sr. Evans. --- Mulder já estava impaciente. Não estou brincando! Eu não sei de onde eu vim! Só sei que cheguei aqui com a queda da nave de 47. Scully não acreditava no que estava ouvindo. Um adolescente afirmando ser um alien, era contra todos os seus princípios. Como você ficou com a forma de humano? --- Mulder continuou com as perguntas. Nós saímos das incubadoras com essa forma. Que incubadora era essa? --- disse Scully finalmente resolvendo entrar na discussão. Não lembro muito bem. Minhas lembranças daquele tempo são muito poucas. Sua irmã também é alienígena? --- perguntou Mulder. Sim ela também, assim como Michael. Então vocês são três apenas. --- concluiu Scully. Na verdade, há mais um de nós. --- disse Max receoso. --- Mas não sabemos nada dele, apenas que pode ser um assassino. Como você pode ter certeza que há outro de vocês, e que ele é um assassino? -- - perguntou Mulder. O xerife Valenti mostrou os arquivos que ele tem sobre esse caso para uma amiga. Todos os mortos foram encontrados com a marca de uma mão. A mesma marca que ficou em Liz Parker. --- disse Mulder. --- Eu andei me informando sobre os acontecimentos. Scully olhou espantada para Mulder. Então ele já estava investigando, mas como poderia ter tomado conhecimento dessas informações. Ela ficou remoendo esse pensamento em sua cabeça. Isso mesmo. --- afirmou Max. Max que espécie de poderes você tem? --- perguntou Mulder. Posso alterar a matéria. Me mostre. --- disse Mulder. Max pegou um copo com água que estava em cima da mesa, se concentrou, colocou o dedo indicador na água e transformou-a em um líquido preto com gás. É refrigerante, alguém quer? --- disse Max. Scully não acreditava nos próprios olhos. Ela pegou o copo para confirmar que tudo o que viu era verdade. É refrigerante mesmo. --- ela afirmou estarrecida --- Isso não é possível. É possível sim Scully, você mesma viu. --- disse Mulder com um sorriso nos lábios --- Max eu preciso que você me conte tudo entendeu, tudo. Max não tinha mais como reverter aquela situação, então concordou com o agente. Onde está esse "outro" ? Não sabemos, mas ele quer falar conosco em breve. Como? Ele já entrou em contato com vocês? --- perguntou Mulder curioso. Bem... ele mandou um bilhete dizendo que quando quisermos falar com ele que fossemos a um lugar e ... Onde?! --- interrompeu Mulder. Foi em um lugar onde eu e a Liz encontramos um estranho objeto, que pode ter há ver com o meu passado. Vocês estão com esse objeto? Ele é alienígena? --- disse Mulder. Mulder começou a se agitar com a possibilidade de ter um objeto alienígena nas mãos. Sim está conosco guardado em um lugar seguro. --- disse Max. Quem mais sabe que vocês são diferentes? --- perguntou Scully ainda não aceitando a idéia de que Max era um Alien. Mais três pessoas, Liz Parker, Maria De Luca e Alex Whitman. Mas o xerife desconfia de vocês não é? --- perguntou Mulder. Sim ele está na nossa cola desde o acidente com a Liz. Max nós temos que saber se o estranho que mandou um bilhete para vocês é mesmo um assassino. --- disse Scully. Como? --- perguntou Max. Você vai marcar um encontro com ele, você vai estar com um gravador e vai tentar tirar uma confissão dele. Se ele confessar nós o prenderemos em seguida. --- continuou ela. Não sei se posso fazer isso. Você pode Max, temos que saber se foi ele que matou todas aquelas pessoas. --- disse Mulder. Tudo bem. Quando eu marco o encontro? Nós conversamos sobre isso daqui a uma hora no Crashdown. Chame sua irmã e seu amigo. --- disse Mulder. --- E não tente fugir Max. Tudo bem. --- disse Max saindo do quarto de hotel. Tudo que ele não queria fazer agora era fugir, ele queria enfrentar os fatos de uma vez por todas. Então Scully o que você acha? --- perguntou Mulder assim que Max saiu. Não sei o que pensar Mulder, mas acho que esses garotos não são aliens. Scully você viu o que ele fez com a água, ouviu a história dele, e ainda não acredita. --- Mulder estava perplexo. Eu acho que eles devem ter algum poder paranormal e devido a assistirem muitos filmes acham que vieram do espaço. Ora Mulder são só adolescentes. Eu não acredito nisso Scully! --- disse Mulder com raiva. Mulder o importante é nós descobrirmos se esse homem é um assassino. Isso é importante, mas o que importa mais é pegarmos ele para vermos se ele também é um alien. Mulder! --- protestou ela --- Você está obcecado com isso, eles não tem a verdade que você procura. Quem garante que eles não tenham? Você? Scully resolveu não discutir com ele, não queria brigar com Mulder nesse momento em que ele estava frágil pelo que descobriu. Ela queria conforta-lo e ajuda-lo a enfrentar o que descobriu. Scully eles podem saber muita coisa sobre a verdade que procuro! Mulder... --- ela não queria continuar com aquela conversa -- - Você não entende. Não entendo o que Scully? --- ele já estava irritado. Vamos nos preocupar primeiro com o possível assassino. --- disse ela. Mulder não disse nada, apenas afirmou com a cabeça. Eles estavam tão nervosos que não perceberam o estranho que os observava atentamente pela janela. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxxx xxx Max entrou apressadamente no quarto de Isabel, assustando-a. Max! O que foi, você está nervoso. --- disse ela percebendo a preocupação nos olhos dele. Isabel, descobriram tudo sobre nós, tudo! O que Max? --- disse ela assustada --- Quem? Dois agentes do FBI. Eles eram aquele casal que nos fez estranhas perguntas. Meu Deus! E agora o que vamos fazer? Eu não sei estou muito nervoso com tudo isso, precisamos falar com o Michael. Não precisa, eu já ouvi tudo. --- disse Michael que estava na janela ouvindo tudo. --- Vinha falar com vocês e olha só o que eu acabei escutando. Como ele descobriu? Ele ouviu nossa conversa no banheiro e gravou tudo o que nós dissemos. Desgraçado! Ele me paga. --- disse Michael. Não é hora para isso Michael, eles querem conversar conosco no Crashdown daqui a pouco. --- disse Max Sobre o que? --- Perguntou Isabel. Sobre o "outro". --- respondeu Max. O que eles querem saber sobre ele? Max você contou para eles sobre o bilhete? --- Michael estava visivelmente nervoso. Tive que contar, e eles já sabiam do que aconteceu com a Liz. Nossa! O que vamos fazer? --- disse Isabel. Vamos fugir. --- disse Michael. Não Michael! Fugir só vai piorar as coisas, nós temos que encarar o fato, afinal sabíamos que isso ia acontecer um dia. --- disse Max. Eles querem o que da gente? --- perguntou Isabel. Primeiro eles querem saber se o "outro" é ou não o assassino de todas aquelas pessoas. Não Max! Ele não é assassino! --- gritou Michael. Calma Michael, calma. --- disse Isabel. Nós vamos marcar um encontro com ele e eu vou estar com um gravador, vamos tentar fazer ele confessar os assassinatos, se ele disser que foi o assassino os agentes pegam ele. Não Max, não podemos fazer isso. Estaríamos traindo ele. Nós não estaríamos traindo ninguém Michael. Isso pode ajudar a melhorar a nossa situação temos que fazer isso. O Max está certo. --- disse Isabel. Vamos para o Crashdown, está quase na hora. --- disse Max. Chegando ao Crashdown os três foram até Liz e Maria. As duas já haviam percebido o quanto nervosos eles estavam. O que houve? --- perguntou Maria. Descobriram tudo sobre nós. --- disse Michael friamente. O que! Quem? --- perguntou Liz atônita. Dois agentes do FBI, eles vieram comer aqui algumas vezes. -- - disse Max. Aquele homem que o Michael esbarrou e a mulher que estava com ele. --- disse Isabel. O nome dele é Fox Mulder e o dela é Dana Scully --- terminou Max. E o que eles vão fazer? --- perguntou Maria preocupada. Por enquanto eles querem saber se o outro de nós é o autor dos assassinatos. - -- disse Max E vocês vão se encontrar com ele? --- perguntou Liz. Não temos outra opção. --- disse Isabel. Mulder e Scully chegaram ao Crashdown e logo viram os cinco adolescentes conversando. Eles chegaram. --- disse Maria. Michael encarou Mulder nos olhos, seu olhar era de ódio e o mesmo vinha de Mulder, que ainda não havia se recuperado da briga que tivera com o garoto pela manhã. Então, o que temos que fazer? --- perguntou Michael. Bem, nós decidimos que vocês vão marcar o encontro no mesmo local que acharam aquele objeto. O encontro será para amanhã, exatamente as onze da noite. --- disse Mulder sem deixar de encarar Michael. Mas não sabemos se ele vai aceitar logo para amanhã. --- disse Max nervoso. Ele tem de aceitar. --- respondeu Mulder secamente. Scully não estava mais reconhecendo Mulder, ele estava tão obcecado em descobrir a verdade que esqueceu de tudo a seu redor, esqueceu que aqueles garotos também tinham sentimentos e que o sofrimento e o medo estava estampado na cara deles. Vocês vão mandar o recado para ele hoje mesmo entenderam. --- continuou Mulder. Mas ... Isabel não conseguiu terminar, o agente a sua frente a interrompeu rispidamente. Não tem mas, vocês vão marcar com ele hoje mesmo! Amanhã acertamos os detalhes. Mulder virou-se e foi em direção a saída sem ao menos esperar Scully que teve que acelerar o passo para alcança-lo. Eles ficaram calados por toda a volta ao hotel, Mulder se concentrava na direção enquanto Scully estava tentando colocar os pensamentos em ordem. Chegando ao quarto Mulder pegou o aparelho de gravação e começou a verificar se estava tudo perfeito nele. Não podemos nos arriscar. --- disse ele. Mulder! O que está acontecendo com você? Calma Scully, o que eu fiz? O que você fez. Você está completamente obcecado em descobrir a verdade, que não percebeu que esses pobres garotos não a têm, e que eles estão desesperados com o que está acontecendo. Scully é claro que eles sabem a verdade. E o outro deles deve saber mais ainda, temos que pega-lo. Mulder eu não acredito que você só quer pegar esse homem para descobrir se ele sabe algo sobre a verdade que você tanto procura. Eu tenho certeza que ele sabe algo. Mulder você está cego. O que você descobriu aqui te cegou e você não consegue enxergar o óbvio. Que ninguém aqui tem a verdade que você quer. Para Scully! Se você não quer me ajudar cai fora! --- Mulder não media mais as palavras, e só depois foi se dar conta do erro que cometera ao dizer aquilo. É isso que eu vou fazer Mulder. --- Scully já não tinha mais como convencê- lo, Mulder estava totalmente cego. Ela não queria vê-lo daquela maneira. Scully eu ... --- ele tentou concertar seu erro, mas ela não permitiu Você está certo, eu vou embora. E quando a sua cegueira passar você me avise pois eu vou estar te esperando. Eu não posso mais te ajudar, só você pode agora. Mulder foi consumido pela raiva, Scully a mulher que ele amava estava o abandonando, ele não queria que ela fosse mas seu ego ferido falou mais alto. Então vá! Eu não preciso de você aqui, e eu não estou cego. Você é que se recusa a acreditar, mas quando eu tiver as provas você vai me dar razão. Vá, vá embora daqui! As palavras dele foram como uma faca para Scully, mas ela se conteve. Pegou sua mala e colocou sua roupas dentro sem se preocupar se elas iam amassar, ela estava muito nervosa. Pegou sua mala e foi em direção a porta, mas Mulder a pegou pelo braço, sua força era muito grande e ela não conseguiu se soltar dos braços dele. Scully você está cometendo um erro. --- disse ele encarando- a .Queria que ela ficasse estava a ponto de implorar mas não se permitiu. As mãos de Mulder começavam a machucar Scully ela lutava para se soltar, mas ele tinha muita força nos braços. Você é que está cometendo um erro Mulder, não comigo, mas com esses garotos que não tem nada há ver com a verdade que você procura. Mulder deixou ela se livrar de seus braços e a viu indo em direção a porta. Scully. --- disse ele vendo-a abrir a porta para ir embora Ao ouvi-lo dizer seu nome ela teve vontade de ficar e se entregar a loucura de Mulder, mas sabia que não devia fazer isso, para o bem dele, ela tinha que tentar faze-lo voltar a razão. Continuou forte e saiu do quarto. Mulder não conseguiu conter as lágrimas, ele queria que ela ficasse com ele, queria o apoio dela. Viu Scully entrando no carro e dando a partida, sentiu seu coração apertado ao vê-la partindo. Pensou em correr atrás do carro, mas já era tarde, Scully tinha ido embora. A única coisa que podia fazer naquele momento era se empenhar ainda mais em descobrir a verdade. Scully sentia dificuldade em se concentrar na direção, depois de alguns minutos dirigindo seu rosto estava coberto de lágrimas ela se sentia como uma traidora. Tinha abandonado Mulder quando ele mais precisava dela, mas não queria vê-lo daquele jeito, obcecado e cego, preferiu ir embora e não podia mais voltar atrás. Ou podia? Scully foi tirada de seus pensamentos por uma figura humana parada no meio da estrada. Ela teve que freiar bruscamente. Ao olhar para a estrada não viu ninguém, será que estava ficando maluca e vendo coisas. Procurou pelo que tinha avistado mas não encontrou nenhum sinal de vida. Scully foi surpreendida pelo vidro do carro quebrando. Sem ter como reagir sentiu uma mão extremamente forte empurrando sua cabeça contra o volante do carro, sentiu uma dor muito forte e perdeu os sentidos. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxx xxx O estranho homem abriu a porta do carro e carregou o corpo inconsciente de Scully até sua Van que se encontrava a poucos metros dali. Ele estava esperando que ela aparecesse, já tinha previsto aquele momento. Abriu o porta malas e jogou-a dentro sem muito cuidado, junto com o corpo de Liz Parker e Maria De Luca, ambas também inconscientes. Agora sim estava pronto para se encontrar com os outros de sua raça. Ligou o carro e foi em direção ao local do encontro. Tinha um enigmático sorriso nos lábios, um sorriso de alguém que já sabia o que ia acontecer. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxx xx Max já estava ficando aflito com a demora do "outro", já fazia meia hora que eles se encontravam ali e nenhum sinal do estranho homem. Ele não vem. --- disse Isabel. Ele vem sim, é só termos paciência. --- disse Michael. Paciência, olha só quem está dizendo isso. ---- disse Isabel. Calma vocês dois. Ele tem que vir, senão nossa situação vai ficar ainda pior. Os três interromperam a discussão quando viram a silhueta de um homem se aproximando. É ele. --- disse Michael ansioso para vê-lo. Calma agora pessoal. --- disse Max. --- Quem é você? Vocês me chamaram, não queriam falar comigo? --- disse o homem que ainda não podia ser visto na escuridão onde se encontrava. É você. --- disse Isabel. Sim, meu nome é Benjamin, mas me chamem de Ben por favor. --- disse o homem indo para a luz. Ben era alto, tinha uma fisionomia dura e seu rosto era bastante marcado, seus cabelos eram meio longos, mas não se podia saber ao certo a cor por causa do chapéu que usava. É muito bom saber que vocês estão vivos. --- continuou ele. Como você soube de nós? --- perguntou Max. Soube da estória do acidente na lanchonete e logo vi que haviam outros iguais a mim. Como chegamos aqui? --- perguntou Michael que parecia estar cheio de perguntas para fazer. Vocês chegaram aqui em 1947 junto comigo e outros de nós. Nossa nave teve um problema e caímos aqui em Roswell. Vocês estavam em incubadoras e não devem se lembrar do que aconteceu. O que aconteceu? --- perguntou instintivamente Michael. Os militares foram até nossa nave e massacraram nossa tripulação. Eles não quiseram nem saber de nada já vieram atirando, tentamos conversar mas eles não nos entendiam e estavam apavorados com nossa aparência. - -- Ben dizia com ódio nos olhos. ---- Eles fizeram um massacre, todas as vidas que perdemos ali, vidas inocentes. Desgraçados! Como você conseguiu escapar? --- perguntou Isabel bastante emocionada com o relato que Ben fazia. Eu consegui me afastar da nave e sai correndo, mas um soldado me parou e eu fiz a única coisa certa a fazer, acabei com o desgraçado. Mas sabia que com aquela forma não conseguiria ir longe, então tomei a forma do soldado. Como você fez isso? --- disse Max. Você não sabe? Tudo bem, vocês não devem saber usar todos os poderes ainda. Bem eu simplesmente toquei na pele dele, e fiquei sabendo de tudo o que aconteceu na vida dele. Assim que fiquei com a forma de humano sai em disparada, não podia ajudar meus amigos sabia que eles já deveriam estar mortos. Esses humanos desgraçados devem morrer todos! --- o tom de Ben mostrava todo ódio que ele tinha guardado. Não é assim Ben. --- disse Max. Claro que é! Por isso quando fugi decidi que ia me vingar de todos esse humanos, não vou descansar enquanto não eliminar essa maldita raça. O xerife disse que existe um assassino que deixa a marca de uma mão nas suas vítimas, e que essa marca some depois de algum tempo, é você Ben? Sim, eu matei muitas pessoas, e pretendo matar mais. Então você matou todas aquelas pessoas. --- disse Michael. É, matei e não me arrependo, quando conseguir me comunicar com nosso povo vou pedir para arrasarem esse planeta maldito. Não! Você não pode fazer isso! --- disse Max. Max estava muito nervoso, viu que Ben estava totalmente louco, ele precisava ser detido. Por que não? Essa raça só sabe causar destruição, em todas as pessoas que matei não vi nada que pudesse me convencer de que os humanos mereçam viver. Você é um louco assassino. --- disse Michael --- Eu estava errado a seu respeito desgraçado, você merece ir para cadeia por tudo que fez. Michael tinha ódio no olhar, percebeu que Ben não era como ele imaginara, não era a família que ele queria, Ben era um assassino e Michael se sentia muito pior por ter certeza disso, ter certeza de que sempre esteve enganado. Agora eu vou embora, vejo que vocês estão muito nervosos, se quiserem falar comigo mais uma vez é só fazerem do mesmo jeito. Até breve. - -- disse Ben virando as costas e indo embora. Michael e Max se entreolharam, depois voltaram seu olhar para Ben que já estava bem afastado de onde eles estavam. Você gravou tudo? --- perguntou Isabel ansiosa. Acho que sim. --- respondeu Max ---- Precisamos entregar essa fita aos agentes. Esse homem tem que pagar pelo que fez. ---- disse Michael. Ben entrou em sua Van que estava estacionada a alguns metros de onde se encontrou com os três. Tinha um estranho sorriso no rosto, ele havia feito tudo certo, jogou a isca e ela foi mordida, agora era só seguir com seu plano. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxx xx Mulder estava ansioso para saber o que tinha acontecido no encontro, andava de um lado para o outro no quarto, mas também estava preocupado com Scully não conseguia tira-la da cabeça. Ele via o rosto dela dizendo para ele ir com ela, e como ele queria estar junto dela naquele momento. Ele já havia decidido, quando tudo aquilo terminasse ele voltaria para Washington e diria tudo o que sente por ela. Ele ouviu batidas na porta e correu para atender com o coração na mão. O que aconteceu lá? --- perguntou ele. Ele confessou tudo, disse que era o assassino está tudo gravado. --- disse Max. Então estamos muito perto de pega-lo. ---- disse Mulder. Onde está sua parceira agente Mulder? --- perguntou Michael estranhando ver o agente sem a companhia de Scully, já que sempre o vira com ela. Ela teve que resolver uns problemas em Washington, mas eu ainda estou nesse caso. --- disse Mulder com uma ponta de ciúme. Mulder escutou a fita atentamente, prestando muita atenção no que Ben dizia, ao terminar de ouvir a fita ele estava indignado com tudo que tinha ouvido-o dizer. Temos que pega-lo logo, esse cara é maluco. --- disse ele. O que nós podemos fazer? --- perguntou Isabel. Vocês tem que marcar outro encontro, lá nós prendemos ele. Ele não vai desconfiar? --- perguntou Max. Pelo que eu ouvi na fita ele não desconfia de nada e quer ver vocês de novo, então nosso plano tem tudo para dar certo. Mas, para você pegar ele vai precisar da ajuda da polícia. -- - disse Michael. É, não posso agir sem ter a ajuda deles. E o que você vai falar para o xerife? --- perguntou Isabel. Não se preocupem só contarei o necessário. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxx xx Scully acordou com uma imensa dor de cabeça, o lugar onde estava era úmido e muito escuro, mesmo com a escuridão ela pode identificar que o lugar parecia um quarto e era todo fechado só havendo uma porta de aço. Ela acordou. --- disse uma voz no outro estremo do quarto. Quem está ai? --- perguntou Scully que ao procurar pela sua arma percebeu que já não estava com ela. Calma nós também fomos seqüestradas. --- disse Liz Parker indo para perto de Scully para que ela pudesse enxerga-la. Atrás de Liz veio Maria que estava muito assustada. Só se lembrava que estava saindo de casa quando sentiu uma dor imensa na cabeça, depois acordou ali naquele lugar. Vocês são garçonetes do Crashdown não é. --- disse Scully Sim, nós somos, e você é a agente do FBI que quer acabar com nossos amigos. -- - disse Maria sem medir as palavras. Eu não quero acabar com ninguém, estava indo embora quando fui atacada. Ainda não entendo por que isso aconteceu. --- disse Liz --- Roswell é uma cidade pacata nada acontece aqui, não sei por que fomos seqüestradas. Você tem certeza que isso é um seqüestro normal. --- disse Scully. Claro que é. O que mais seria? --- disse Maria ainda muito nervosa. Scully não respondeu estava mais interessada em procurar algo com o qual pudesse tentar fugir dali. Liz porque você não tenta avisar o Max. Vocês são tão ligados. --- disse Maria. Se você está falando daquelas visões que tive quando eu estava (beijava) com ele, isso nunca mais aconteceu. E o Max não é um telepata. -- - disse Liz Não custa tentar, você não acha. --- Maria continuou a insistir. Tá bom Maria, eu vou tentar. Scully ouvia a tudo sem entender nada, começou a achar que não sairia daquele quarto sã. Liz fechou os olhos e se concentrou o máximo que pode, em seu pensamento ela tentava se comunicar com Max. "Max estamos em perigo." "Max nos ajude.". Max Evans estava deitado em sua cama pensando em tudo que havia acontecido com ele nos últimos dias. Seus pensamentos foram interrompidos por um estranho barulho que começou a encher sua cabeça. Ele não conseguia mais se orientar, estava totalmente confuso, o barulho o estava atordoando, então ele ouviu a voz de Liz muito fraca, parecendo vir de muito longe. "Max .... tamos..... pe...igo" "..samos ....aju...qüestradas." . Ele não estava conseguindo entender, era como uma mensagem de rádio com falhas. Liz eu não entendo. --- disse ele baixinho se esforçando para ouvir algo mais. "Max ... mos....perigo. Nos aju...de" Ele consegui entender melhor e saiu correndo rumo a casa de Liz. "Liz agüente, estou indo" pensou, rezando para que ela também o escutasse. Ele me ouviu. --- disse Liz --- Eu acho. Você acha? --- disse Maria desapontada. Não tenho certeza absoluta Maria, mas acho que ouvi sua voz, muito distante dizendo para que eu agüentasse. Vocês podiam tentar me ajudar a achar algo que nos ajude a fugir, e não tentar telepatia. --- disse Scully irritada, não acreditava que aquela garota pudesse se comunicar com Max Evans por pensamento, isso era impossível a seu ver. Para seu governo senhora agente do FBI nós vasculhamos todo esse quarto enquanto a senhora estava desacordada e não encontramos nada que nos ajudasse a fugir. ---- disse Maria irritada --- A ligação da Liz com o Max é a nossa única chance de sairmos daqui. Scully desistiu de tentar argumentar com Maria, sabia que ela deveria estar muito nervosa com tudo que lhe acontecera e tentou entender o lado dela. Max batia freneticamente na porta da residência dos Parker estava muito preocupado com Liz. Demorou alguns minutos para que a Sra Parker viesse abrir a porta. O que houve Max? --- perguntou ela. A Liz está Sra? --- Max estava muito nervoso e quase não conseguiu formar as palavras. Não ela não aparece desde ontem, estamos muito preocupados, e Maria também sumiu. Você tem algo com isso Max? Não senhora, também estou procurando pela Liz, qualquer coisa que souber sobre ela por favor me avise. Está bem Max. Eu aviso. Max saiu em disparada em direção a sua casam, precisava contar para Michael e Isabel tudo o que tinha acontecido. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx Mulder chegou a delegacia decidido a contar só o necessário para obter a ajuda do xerife Valenti. Posso falar com o xerife? Sou o agente Fox Mulder do FBI, e disse que vinha vê-lo hoje. --- disse ele a um policial que estava no balcão É claro, o agente do FBI. Pode vir por aqui. --- disse o policial. O xerife estava sentado em sua mesa distraído com alguns papeis, ouviu o barulho de passos e voltou sua atenção a porta. Olá Xerife, sou o agente Fox Mulder, disse que vinha vê-lo hoje. --- disse Mulder ao entrar na sala. Eu me lembro agente Mulder. O que o senhor quer comigo? Ele estava intrigado com o repentino telefonema do agente solicitando ajuda da polícia. Desde que Topolski tinha ido embora ele nunca mais tinha visto agentes do FBI por Roswell. Como já lhe disse na nossa conversa anterior preciso de ajuda da força policial daqui. Para que agente? Para prender o assassino que deixa a marca de uma mão em suas vítimas. As mesmas marcas que somem algumas horas depois. O xerife se espantou com o que sabia o agente na sua frente. Aquela era uma informação bastante sigilosa. Como sabe sobre isso? --- perguntou instintivamente. É uma longa história que explicarei mais tarde. Eu tenho uma fita gravada com a confissão do assassino que na verdade se chama Benjamin. Preciso da ajuda da polícia para fazer um cerco e pega-lo. Onde está essa fita? Como conseguiu acha-lo? Calma xerife suas perguntas serão respondidas. Bem agente Mulder, vamos ajuda-lo sim. É muito estranho como agentes do FBI tem aparecido por aqui sabe. Hoje mesmo encontramos um carro na estrada que pertencia a um agente. Ao ouvir as palavras do xerife Mulder sentiu um aperto imenso no coração, só conseguia pensar que Scully tinha ido embora no dia anterior, de carro. Quem é esse agente xerife? --- perguntou angustiado. Bem, descobrimos que esse carro foi alugado pela agente Dana Scully. Mulder não conteve mais o desespero, havia acontecido alguma coisa com Scully e tudo por culpa dele. Tinha de ser tão estúpido e manda-la embora. O que aconteceu? --- perguntou ele. O carro estava com o vidro da porta do motorista quebrado, e havia sangue no volante. Presumimos que a agente foi obrigada a parar por algum motivo e foi atacada por alguém. Há algumas digitais na porta, mas elas simplesmente não combinam com nenhuma nos dados do governo, é muito estranho. Mulder começou a entender o que tinha acontecido, tudo foi uma armadilha, Ben sabia que eles estavam a sua procura e agora ele tinha pego Scully para garantir sua segurança. "Se algo acontecer a ela eu nunca vou me perdoar." Pensou ele aflito. Mulder então se levantou da cadeira onde estava e saiu em disparada rumo a porta. Desculpe xerife depois nos falamos. --- disse ele saindo apressadamente. Mulder só conseguia pensar em Scully e não iria descansar até encontra-la. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxx xx Agente Mulder! --- disse Max que decidiu primeiro falar com o agente quando o viu sair da delegacia. --- Preciso falar com o senhor. Max eu acho que fomos enganados pelo Benjamin. --- disse Mulder ---- Eu acho que ele raptou minha parceira. Como é? Sua parceira também sumiu. O que você quer dizer? Há mais alguém desaparecido? --- Mulder começava a encaixar todas as peças daquele quebra-cabeça. E enquanto tudo ia ficando mais claro ele percebeu o quanto tolo tinha sido. A Liz e a Maria estão sumidas faz um dia. A família delas está muito preocupada. É claro, foi tudo uma armadilha Max. E nós caímos direitinho. Ben fez com que voltássemos nossa atenção para ele, e agora raptou elas para estar seguro. Pois ele sabe que não podemos fazer nada contra ele enquanto ele estiver com elas. Meu Deus! --- exclamou Max --- Eu vou avisar o Michael e a Isabel. Tudo bem. Me encontrem daqui a uma hora no hotel. --- disse Mulder indo em direção ao novo carro que tinha alugado. Max demorou um pouco para conseguir achar Michael e Isabel. Quando os achou foi direto ao assunto. Escutem eu e o agente Mulder achamos que a Liz, a Maria e a Agente Scully foram seqüestradas pelo Ben. O que? --- Michael não conseguiu aceitar aquilo. Calma Michael. Não temos certeza. --- disse Max. --- Mas eu ouvi a Liz. E ela me disse que estava em perigo. Como é Max, você ouviu a Liz? --- perguntou Isabel. Eu estava em casa quando eu comecei a ouvir a voz dela, era bem fraca mas conseguir entender. Eu acho que ela estava tentando se comunicar comigo. Não sabia que você tinha esse poder Max. --- disse Michael. Nem eu Michael. --- admitiu Max --- O agente Mulder pediu para nos encontrarmos com ele no hotel, é melhor irmos logo. Se o Ben fez algo a Maria eu vou mata-lo. --- disse Michael, que não queria nem pensar que Maria podia estar machucada. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx Mulder já estava nervoso pela demora de Max com os outros, não conseguia parar de pensar em Scully. "Foi minha culpa. Eu mandei ela embora." Pensou ele. Desculpe a demora agente. --- disse Max entrando no quarto junto com Michael e Isabel. Isso não importa agora, temos que descobrir onde elas estão. --- disse Mulder. --- Max ainda não entendi como você soube que elas estava em perigo. Isso é uma longa história Agente Mulder. --- disse Max. --- Por incrível que pareça a Liz conseguiu se comunicar comigo por telepatia. Isso é mesmo incrível. --- disse ele. --- O que ela lhe disse? Eu não consegui ouvir muito bem, mas entendi que elas estavam em perigo. Elas estavam pedindo ajuda. Elas falaram onde estavam? -- perguntou Mulder ansioso pela resposta. Não. Não falaram. --- disse Max triste. Nossa única chance de salva-las é sabermos onde elas estão. - -- disse Mulder. Max e se você tentasse falar com a Liz, assim como ela falou com você. --- disse Michael. Posso tentar, mas nunca fiz isso antes. Então tente Max. --- disse Isabel. Max fechou os olhos, ele imaginou Liz a sua frente, podia até vê-la ali, tão viva e bonita. "Meu Deus como eu te amo Liz." Pensou ele "Se algo te acontecer eu nunca vou me perdoar". Tentou se concentrar mais "Liz onde você está? Onde ele levou vocês? Nós precisamos saber. Onde vocês estão?" Liz estava já sem qualquer esperança de que Max a tivesse escutado. Eu acho que não deu certo Maria. --- disse ela. E agora como vamos sair daqui? --- Maria estava aflita. Scully já não ligava para a paranóia das duas garotas, e também tinha desistido de procurar uma saída daquele maldito quarto. "Mulder onde você está?" pensou ela. Haaaaaaaaaaaaaa Scully foi tirada de seus pensamentos pelo grito de Liz. O que foi? --- perguntou ela Não sei, nós estávamos conversando quando ela começou a gritar. --- disse Maria. Liz estava no chão com as mãos na cabeça, tinha sentido uma pontada na nuca e logo depois foi invadida por uma dor terrível, mas no meio daquela dor ela ouviu a voz de Max. "Meu Deus como eu te amo Liz" por alguns segundos ela ficou sem ouvir nada, mas a voz de Max logo voltou muito mais alta e mais próxima. Era como se ele estivesse na sua frente gritando para ela. "Onde você está? .... Onde ele levou vocês? Nós precisamos saber...." a dor sumiu rapidamente como veio e Liz sentou-se ainda com as mãos na cabeça. Tudo bem com você? --- perguntou Scully. Onde nós estamos? --- perguntou Liz apressada. Presas aqui você não se lembra. --- disse Maria. Claro que eu lembro Maria, quero saber o local. Scully olhou para seu relógio que continha uma pequena bússola, ela sabia que aquele relógio ia ser útil algum dia. Estamos ao Norte. É tudo que sei. --- disse ela. Tudo bem ao Norte. --- disse Liz fechando os olhos "Max estamos ao norte, ao norte. É tudo que sabemos. Eu também te amo muito." Ela se esforçava para manter seu pensamento voltado só para aquelas palavras. Norte! --- gritou Max --- Elas estão ao norte daqui, é tudo que sabem. Eu vou procurar um mapa pra vermos as rodovias que vão para o norte. --- disse Michael. Eu vou com você. --- disse Isabel o seguindo. Mulder olhava para o chão sem saber o que dizer ou o que fazer, resolveu esperar pelo mapa que Michael e Isabel tinham ido buscar. Você gosta muito dela, não é. --- disse Max que percebia a aflição que tinha o homem a sua frente Eu a amo. Mais do que tudo nessa vida. --- disse ele. Mulder não sabia por que estava falando aquilo para alguém que se quer sabia algo sobre sua vida amorosa, mas sentia a necessidade de desabafar e falar o que sentia para alguém. Ele se sentia melhor. Eu sei como você deve estar se sentindo. Eu também estou assim. --- Max sentia uma certa pena do agente que lutava para não chorar na frente dele. Mas ela pelo menos sabe que você a ama. --- Mulder lamentou- se não queria perder Scully, não queria perde-la sem que ela soubesse que ele a amava com todas as suas forças. Eu vou ver como estão os outros com o mapa. --- disse Max que achou mais prudente deixar Mulder sozinho com sua dor. Scully eu vou te encontrar eu juro. --- sussurrou Mulder baixinho ainda tendo sua visão voltada para o chão. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxx Liz o que houve? ---- Perguntou Maria. Eu ouvi o Max. Ele perguntava aonde estávamos. Sério? Então a telepatia funcionou. Ainda temos uma chance. - -- Maria estava bem mais esperançosa com a notícia que acabara de receber. Vocês não deviam estar muito alegres. Mesmo que essa telepatia tenha dado certo, quantas casas existem ao norte. Eles vão demorar muito para nos acharem. --- disse Scully que ainda duvidava de que Liz conseguia se comunicar por pensamento. Não acabe com nossas esperanças. Você também devia estar esperançosa. --- protestou Maria. Só acho que devíamos achar outro jeito de sair daqui, não ficarmos nos prendendo a possibilidade da telepatia ter ou não dado certo. Ela tem razão Maria. Temos que achar outro modo de sair daqui. Tem muitas casas ao norte eles nunca vão achar a gente tão rápido. --- disse Liz --- Nós devíamos ... Ela foi interrompida pelo clarão que surgiu quando a porta de aço foi aberta. Elas conseguiram ver ao sombra de um homem em frente a porta, mas devido a luz intensa não conseguiam ver as feições dele. Quem é você? --- perguntou Scully instintivamente. Acho que vocês sabem. --- disse o homem. --- Sou um parente distante de seus amigos do espaço. Meu Deus é o outro. --- disse Maria. O que você quer de nós? --- perguntou Liz. Vocês são minha garantia de segurança. Claro, enquanto ele estiver conosco não vão poder prende-lo. --- disse Scully. Você é bem esperta Agente. --- disse o homem que colocou uma bandeja com comida no chão e a empurrou com o pé. Não quero que vocês passem fome. Por enquanto. --- disse ele em um tom sarcástico fechando a porta em seguida. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxx xx Michael, Isabel e Max entraram no quarto apressados, tirando Mulder de seus pensamentos. Achamos um mapa. --- disse Michael abrindo o mesmo em cima da mesinha de centro. Aqui está a estrada que leva ao norte. --- disse Max apontando para uma linha vermelha no mapa. Deve ter muitas casas por lá. Como vamos acha-las? --- disse Isabel Ele quer algo abandonado, que não chame muita atenção. Temos que procurar por casas, fábricas abandonadas nessa área. --- disse Mulder. Então o que estamos esperando. Vamos logo. --- disse Michael. Vamos nos separar. Vai ser bem mais rápido. --- sugeriu Max. Eu gostaria de ir sozinho. --- disse Mulder. Tudo bem então. Qualquer coisa você liga pra gente, ou nós te ligamos, certo. --- disse Isabel. Ok --- disse Mulder pegando a jaqueta e saindo do quarto rumo ao carro. Já haviam passado muito tempo e Mulder começava a ficar desesperado por não ter encontrado nenhuma pista sobre o paradeiro de Scully. "Onde você está Scully?" pensou mantendo a atenção na estrada, nesse momento ele avistou um galpão aparentemente abandonado. Freiou bruscamente o carro e saiu correndo em direção ao galpão. Mulder tentou abrir a porta e viu que estava trancada, então arrombou-a . Eu estava esperando por você agente Mulder. --- disse Ben que estava sentado em uma cadeira no outro extremo do galpão, ao lado de uma porta de aço. Onde elas estão seu desgraçado? --- perguntou Mulder furioso. Elas? Elas quem? Você não brinca comigo! --- disse ele apontando a arma para Ben. Calma agente. Não vai adiantar nada apontar essa arma pra mim. Só vai piorar as coisas. Cadê elas porra! --- Mulder se aproximou de Ben, seu olhar mostrava todo o ódio que carregava dentro de si. Se você não estivesse tão exaltado já teria percebido que sua amada parceira está ali. --- disse Ben apontando para o lado esquerdo da sala principal do galpão. Scully estava inconsciente, caída no chão, podia se ver alguns ferimentos em sua face. Scully! --- disse Mulder correndo até onde ela estava. --- Fale comigo Scully. Mulder tirou a mordaça, e acariciou de leve o rosto de sua parceira. Desgraçado, o que fez com ela? --- perguntou dominado pelo ódio. Eu não fiz nada, como pode ver ela ainda está viva. --- disse Ben, ainda mantendo o tom sereno em sua voz. Eu te mato! --- disse Mulder correndo para a direção de Ben. Ben levantou-se bruscamente da cadeira, e ergueu o braço para Mulder, usando seus poderes para joga-lo contra a parede. Mulder sentiu uma dor imensa na costas quando atingiu a parede, mas se levantou o mais rápido que pode e apontou a arma para Ben Ben com outro movimento destruiu a arma de Mulder, e jogou-o mais uma vez contra a parede. Scully acordou lentamente com uma dor na nuca, lembrava-se de que Ben a tinha tirado do quarto dizendo que logo Mulder ia chegar, e que ela iria morrer com o parceiro. Percebeu então o que estava se passando naquele galpão. Mulder! --- disse ela vendo Mulder, caído gemendo de dor. --- Você está bem? Acordou em tempo de ver seu parceiro morrer agente Scully. -- - disse Ben com um sorriso nos lábios. Eu não vou ser morto por você. --- disse Mulder se levantando. Confesso que você é persistente agente Mulder, mas minha paciência chegou ao fim. Está na hora de morrer. Pare! O que você pretende com tudo isso? --- Scully queria ganhar tempo para que Mulder se recuperasse. Eu quero acabar com essa raça odiosa que é a humana. E acho que vou começar com você. --- disse Ben dado um soco na cara de Scully, fazendo-a quase perder os sentidos. Não! --- gritou Mulder avançando sobre Ben. Mulder tentava atingi-lo, mas Ben era incrivelmente rápido. Seu tempo acabou agente Mulder. --- disse ele, colocando a mão sobre o peito de Mulder. Mulder sentiu uma dor imensa no peito, achou que seu coração iria explodir e caiu no chão gritando de dor. Mulder! -- gritou Scully que não podia fazer nada além de ver o sofrimento dele. Como é sentir o coração parando lentamente agente? Deve estar sentindo muita dor. Pois é para sentir mesmo. Mulder não conseguia se mexer, a dor era insuportável, ele sabia que não tinha chance de sobreviver. Michael onde estamos? --- perguntou Isabel. Não sei bem. --- disse ele tentando localiza-los no mapa. Hei! Aquele é o carro do Agente Mulder. --- disse Max parando o carro no acostamento. Ele deve estar naquele galpão. --- disse Isabel. Vamos até lá. --- disse Michael, que não esperou a resposta dos amigos e saiu do carro correndo em direção ao galpão. Michael espere. --- disse Max --- Isabel eu vou atrás do Michael, por favor chame a polícia,. Max o meu celular não funciona. --- disse Isabel. Então tome a chave do carro e vá chamar o xerife. Rápido, o agente Mulder pode estar em perigo. --- disse ele correndo atrás de Michael. Mulder começava a perder os sentidos, já não conseguia ordenar seus pensamentos, a dor o consumia. Sentiu uma pontada em seu peito, sua visão ficou turva, sangue começava a escorrer de sua boca. Meu Deus! --- disse Scully vendo o sangue ---- Me solte seu desgraçado, ele vai morrer! Esse é o objetivo agente, você vai vê-lo morrer, e em seguida se juntará a ele no inferno. Scully começava a entrar em desespero, não podia fazer nada para ajudar Mulder, e sabia que ele não tinha muito tempo. Michael entrou rapidamente no galpão, estava muito preocupado com Maria, Max veio logo em seguida. Solte-as Ben. --- disse Max ao avista-lo do outro lado da sala do galpão Chegou um pouco atrasado Max, você perdeu o início do sofrimento do agente Mulder. Agora está quase acabando. --- disse Ben com um sorriso nos lábios. Agente Mulder! O que você fez com ele? --- disse Michael ao avistar o agente. O coração dele vai parar lentamente. Como eu disse, está quase no fim. Ora seu desgraçado. --- disse Michael partindo para cima de Ben. Ben usou seus poderes para jogar Michael longe, que bateu a cabeça contra a parede e caiu desacordado. Michael! Você vai pagar por isso! --- disse Max vendo que o amigo tinha perdido os sentidos. Max puxou uma arma da cintura e apontou-a para Ben. Ele tinha pegado a arma do quarto de Mulder, achando que poderia precisar dela, e agora sabia que estava certo. Você vai atirar em mim? --- perguntou Ben sorrindo. Vou. --- respondeu, e atirou em Ben. O tiro acertou a coxa de Ben. Ben colocou a mão sobre o ferimento e o mesmo sumiu completamente. Você sabe que não pode me ferir. --- disse ele Max sentiu um frio na barriga, atirou novamente, o tiro acertou o estômago de Ben. Você não aprende não é. --- disse Ben. --- Eu ... Max não esperou que Ben continuasse a falar, e atirou mais três vezes. O primeiro tiro acertou o ombro, o segundo o pulmão direito e o terceiro foi fatal acertando o coração. Ben caiu para trás gemendo de dor. O tiro o acertou em cheio, ele não tinha forças para usar seus poderes. Sua hora havia chegado. Max por favor me solte. Mulder precisa de ajuda. --- disse Scully desesperada com a situação do parceiro. Max correu para soltar Scully, cortou a corda que amarrava os pulsos de Scully com um caco de vidro que estava no chão. Scully assim que ficou livre das cordas correu para onde estava Mulder. Mulder sentia muita dificuldade para respirar, seu corpo estava dormente, só sentia a dor em seu peito aumentando cada vez mais, tudo ao seu redor começou a escurecer. Mulder. Por favor agüente firme. --- disse Scully no chão ao seu lado Mulder queria falar, queria dizer a Scully que a amava, mas as palavras não saíam, ele ia ficando mais fraco, a voz de Scully ia ficando cada vez mais distante para ele. Mulder escute, você tem que resistir, não se entregue a morte, por mim. --- disse Scully com lágrimas nos olhos, ela sabia que Mulder não tinha nenhuma chance, mas rezava com todas as suas forças para que Deus fizesse alguma coisa por ele. "Por favor Deus, não o tire de mim" pensou ela. Michael você está bem? --- disse Max vendo o amigo acordar. Max ajude ele. --- disse Michael. Não sei se eu consigo Michael, curar um ferimento a bala é uma coisa, fazer um coração voltar a bater é outra. --- disse Max amedrontado. Para ele era uma responsabilidade imensa tentar salvar a vida do agente. E se ele não conseguisse. Nunca iria se perdoar. Eu sei que você pode. --- disse Michael o encorajando. Por favor Max, se você pode fazer alguma coisa pelo Mulder faça logo. Ele não tem mais tempo. --- disse Scully que já não segurava as lágrimas. Mulder se contorceu com a dor que aumentara imensamente. Tudo escureceu para ele, ele sabia que estava morrendo. Não! Mulder não morra por favor! Fique comigo, eu preciso de você. Eu... eu te amo Mulder. --- disse Scully o abraçando. Eu vou tentar salva-lo. --- disse Max Ele colocou a mão sobre o peito do agente sentia muito medo do que podia acontecer, mas sabia que ia se sentir pior se não fizesse nada. Max foi invadido por dezenas de imagens, que ele julgou serem da vida do agente. Agora sabia o motivo de Mulder querer tanto saber sobre os alienígenas, agora Max entendia tudo. Viu o amor imenso que Mulder sentia por sua parceira, que chorava também por amor a ele. Max agora se sentia fortalecido, e deu tudo de si para salvar o agente. O coração de Mulder voltou a bater normalmente. Mulder estava desmaiado, mas vivo. Max conseguira salva-lo. Obrigada. --- disse Scully olhando agradecida para Max. --- Você salvou a minha vida. Mulder abriu os olhos lentamente, a luz o incomodava um pouco. Ele estava confuso, a última coisa que se lembrava era de Scully dizendo que o amava, mas ele não sabia se o que ouvira foi real ou tinha sido uma alucinação por causa da dor. Scully. --- foi a única coisa que conseguiu dizer. Tudo bem Mulder. Tudo está bem agora. --- disse Scully o acalmando. Max correu até a porta de aço, ela estava trancada. Max usou seus poderes para abri-la. Ele estava ansioso para ver se Liz estava bem, se Ben não tinha feito nada a ela ou a Maria. Max! Eu sabia que você viria. --- disse Liz assim que o viu. Está tudo bem com vocês? --- perguntou ele Sim, onde está o Michael? --- disse Maria Ele está lá fora. Está meio machucado, mas está bem. --- disse Max Maria correu para a sala do galpão, tinha que ver como Michael estava. Michael você está bem? --- perguntou ela ao vê-lo Estou ótimo, só um pouco tonto. --- disse ele abraçando-a --- Que bom que você voltou pra mim, já não conseguia ficar sem você Maria. Eu também Michael. --- disse ela beijando-o Como vocês conseguiram dete-lo? --- perguntou Liz, ao ver Ben morto no chão. Foi sorte eu acho. --- disse Max. Mulder foi carregado por Max e Michael até o jeep, ele ainda estava fraco, Scully sentou-se ao seu lado, não queria ficar longe dele nem por um segundo. Pronto, agora vocês vão pra casa. --- disse Max E você Max? --- perguntou Liz Eu tenho que ficar para esperar a Isabel e o xerife, mas não se preocupe eu vou ficar bem. Tudo bem Max, eu confio em você. --- disse ela dando-lhe um beijo de despedida. Michael ligou a ignição e partiu em direção a Roswell. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx Mulder deite-se ai. --- disse Scully ajudando-o a deitar na cama Eu estou bem Scully, não se preocupe. Tá bom, eu vou tomar um banho se comporta viu. Tá mãe, vou me comportar direitinho. ---- brincou Mulder. Mulder observou Scully entrar no banheiro, ainda pensava no que tinha ouvido. Tinha que tomar uma decisão, não podia mais ficar adiando aquele momento. Não depois de quase morrer sem dizer que a amava. Ele esperou ansioso a saída dela do banheiro. Finalmente quando ela saiu, ele sentiu um arrepio no corpo todo com a visão dela, esquecera-se do que iria falar, começou a ficar nervoso. Scully estava com o roupão do hotel e enxugava os cabelos molhados com uma pequena toalha, apenas aquela imagem fez com que Mulder sentisse seu corpo queimar. Eu esqueci de pegar as minhas roupas. --- disse Scully Scully eu preciso te perguntar um coisa. --- disse ele tentando se controlar O que foi Mulder? --- perguntou Scully sentando na cama ao lado de Mulder Scully quando eu estava quase a beira da morte eu.... eu .... --- Mulder não conseguia continuar. Ele podia sentir o cheiro de Scully ali perto dele, aquilo o deixava louco, ele já não estava agüentando, não iria resistir. Tinha que falar logo. Você o que Mulder? --- perguntou Scully Bem, eu ouvi uma coisa,...eu ouvi..... , bem eu queria dizer que o que eu ouvi mesmo tendo sido real ou não, isso me deu coragem para o que eu vou te dizer agora. Mulder você está me deixando preocupada. --- disse ela Scully eu queria dizer que eu ... eu... ---- novamente as palavras não queriam sair --- Como isso pode ser tão difícil? O que você quer me falar Mulder? Scully eu não sei desde quando, mas um dia eu percebi que você significava muito pra mim, mais do que eu podia imaginar. Eu percebi que não conseguia mais viver sem você, sem ouvir sua voz, sem sua presença ao meu lado. Scully o que eu quero dizer é que você é tudo pra mim, o ar que eu respiro, minha alma inteira, sem você eu não sou nada e nem quero ser alguma coisa. Mulder eu... --- Scully tentou falar Não. Espera eu terminar. Depois você diz alguma coisa. Me escute bem Dana Scully, pois isso está sendo muito difícil pra mim. Eu te amo. Me ouviu? Eu amo você Scully, não como irmã ou como amiga, mas como a mulher maravilhosa que você é. Eu te desejo a cada segundo do meu dia, você imagina como é difícil pra mim estar ao seu lado sem poder tocar você, sentir você? Ë uma tortura estar agora ao seu lado e não poder fazer o que eu mais desejo nesse mundo. Que é amar você. Scully estava com lágrimas nos olhos. Tudo que sonhara escutar vindo daquela boca ela escutara. Era um sonho que se tornou real. Mulder eu também te amo. --- foi a única coisa que conseguiu dizer, antes dele puxa-la para junto de si e beija-la apaixonadamente. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx x Max estava muito cansado. Teve que esperar sua irmã Isabel e o xerife. Para ele foi muito cansativo explicar para o xerife sobre Ben, sem ter que mencionar que ele era o famoso assassino que Valenti tanto procurava. Max preferiu deixar esse tipo de explicações para os agentes. Se os dois quisessem falar algo, que falassem, mas ele rezava para que Mulder e Scully mantivessem o seu segredo. Max você está bem? --- perguntou Isabel estranhando o silêncio do irmão Hã ... ah estou bem Isabel. Só estava pensando... Em que Max? Se os agentes do FBI resolverem contar o que sabem, nós estamos perdidos. Eles não vão contar nada Max. Você não salvou a vida do agente Mulder? Salvei. --- respondeu Max Então. Eles estão em dívida conosco. Não acho que contarão a verdade. Tomara Isabel, tomara... ---- disse Max voltando a prestar atenção somente na estrada Vejam eles chegaram! --- disse Maria ao avistar Max e Isabel entrando no Crashdown Max! --- disse Liz correndo para abraça-lo --- Tudo bem com você? Está tudo bem Liz . Eu resolvi tudo com o xerife. Você contou alguma coisa Max? ---- perguntou Michael Claro que não. Só falei que Liz e Maria tinham sido seqüestradas junto com a agente Scully,. pelo Ben, e que nós descobrimos onde ele estava e fomos lá junto com o agente Mulder. E ele não perguntou por que o Ben estava morto? --- perguntou Liz Sim, eu disse que tive que atirar nele por legítima defesa. O que não é mentira. Max se fizerem uma autópsia no corpo dele vão descobrir que ele é um Alien. -- - falou Michael Eu sei, mas não tenho como impedir que eles façam isso. Não posso chegar e dizer para o xerife que não veja o corpo porque eu quero. Você não pode, mas o agente Mulder pode. --- disse Michael O que você quer dizer? --- perguntou Liz intrigada. Ele é do FBI, pode impedir que vejam o corpo. ---- continuou Michael E se ele não quiser nos ajudar? ---- perguntou Maria Nós o ajudamos uma vez, ele está nos devendo uma, tem que nos ajudar. Não sei Michael, quando eu o curei vi a obsessão que ele tem por aliens, a irmã dele foi abduzida, e por isso ele procura desesperadamente por ETs . Essa obsessão pode ser maior que o seu censo de justiça. ---- disse Max Ele tem que nos ajudar, ou estamos perdidos. --- disse Isabel rezando para que tudo desse certo. Já está tarde precisamos voltar pra nossas casas. Amanhã falamos com os agentes. --- disse Max ---- Michael eu te levo pra sua casa. Não precisa Max eu vou levar Maria até a casa dela primeiro, nós precisamos conversar um pouco. Tudo bem Michael, então até amanhã. --- despediu-se Max Tchau Max --- disse Maria Tchau Maria. ---- respondeu ele Precisamos conversar é? ---- perguntou ela curiosa É, eu preciso falar umas coisas pra você. Vem, vamos indo. -- -- disse Michael saindo do crashdown de mãos dadas com Maria Na porta do crashdown estavam Max e Liz se despedindo. Liz como eu senti sua falta --- disse ele a abraçando Eu também Max, pensei que não nos veríamos nunca mais. Graças a Deus tudo deu certo e você ainda esta comigo. Eu te amo. Eu também te amo Max. ---- disse ela beijando-o Max retribuiu ardentemente o beijo de Liz, se separaram sem fôlego. É melhor eu ir. --- disse Max ---- Até amanhã Até amanhã Max. --- disse ela Quando chegaram próximos a casa de Maria, Michael parou e a abraçou bem forte. Michael o que você tem? ---- perguntou Maria ---- O que é que nós temos para conversar? Ela estava estranhando o jeito dele. Michael estava diferente do habitual. Maria eu sei que já devia ter dito isso pra você bem antes. E sei como você quer que nossa relação se pareça com a do Max e da Liz.. Michael eu não estou te exigindo nada. --- disse Maria Eu sei, mas eu sinto como se estivesse. Me escute Maria, nossa relação não pode ser igual a deles porque nós somos pessoas totalmente diferentes. Eu não sou igual ao Max e você não é igual a Liz, está entendendo? Acho que sim .--- respondeu ela Mas eu quero que você saiba que mesmo eu não sabendo demonstrar isso da maneira certa, eu te amo, tanto ou mais do que o Max ama a Liz.. Acho que foi preciso você ser raptada para que eu me desse conta que precisava demonstrar tudo o que sinto por você. Michael.... --- Maria não sabia o que dizer aquilo foi muito inesperado para ela. Então não pense que só porque eu não demonstro muito bem o amor que eu sinto por você, que eu não ame você o suficientemente, ou pior que eu não ame você. Eu nunca pensei isso Michael. Eu queira sim uma relação igual a do Max e da Liz, mas isso foi antes, agora eu sei como você é, e só o que eu quero é ficar ao seu lado. --- disse Maria com lágrimas nos olhos Vem cá. --- disse Michael beijando-a ---- Vamos, sua mãe deve estar preocupada. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx Mulder acordou lentamente com a luz da manhã que entrava pela janela do quarto. Se sentia no paraíso, na verdade aquele quarto havia se tornado seu paraíso já faziam horas. Ele estava cansado, mas se sentia o homem mais feliz do mundo, Scully o fez sentir-se assim. Virou-se de lado na cama para olhar para Scully, sua parceira, amiga, a mulher que ama e que o ama. Ela estava dormindo, sua respiração era calma e suave. Ele a abraçou com todo cuidado para não acorda-la, e colocou seu rosto próximo ao dela. Eu te amo. ---- sussurrou ele Scully virou-se e fitou Mulder nos olhos. Eu também te amo --- disse ela Ficaram alguns minutos em silêncio, apenas sentindo o calor um do outro, perdidos em seus pensamentos. Mulder precisamos voltar para Washington, o Skinner vai nos matar. --- disse Scully Se dependesse de mim nunca mais nós sairíamos dessa cama, não existiria nada além de nós. --- disse Mulder Seria ótimo, mas não é assim, temos que nos levantar. --- disse ela saindo da cama. Ainda não --- disse Mulder puxando-a de volta. --- Nós ainda podemos ficar aqui mais algum tempo. Mulder temos que ir, o Skinner deve estar furioso. --- disse Scully que não queria mais sair dali. Então vamos. --- disse ele carregando-a nos braços Mulder o que você está fazendo? Nós temos que tomar um banho primeiro Scully. --- disse Mulder carregando-a para o banheiro com um sorriso malicioso nos lábios. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxx xxxxx Max não conseguiu dormir, tinha tantas preocupações. Decidiu então ir ver Liz, mesmo sabendo que era cedo demais e ela deveria estar dormindo naquela hora da manhã. Não queria que o vissem, então subiu pela varanda do quarto dela, percebeu que ela estava dormindo profundamente e não quis se atrever a acorda-la. Só queria estar junto dela, sentir sua presença. Sentou-se em uma cadeira e ficou a observa-la. Max começava a sentir o cansaço, "Eu te amo Liz" pensou ele antes de pegar no sono. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxx x Scully eu vou falar com o xerife sobre o corpo de Ben, depois nós voltamos para Washington. --- disse Mulder vestindo a camisa. O que você vai fazer? --- perguntou Scully que ainda estava de roupão e secava os cabelos. Vou tentar tirar o corpo de lá, senão o xerife descobre tudo. Você não pretende mais investigar Max Evans e seus amigos? Não Scully, eu vou deixa-los em paz, eu percebi que eles não tem a verdade que eu procuro. E eles são tão humanos quanto nós. Além disso Max salvou minha vida, vou ser sempre grato por ele ter me salvado. Então eu vou arrumar nossas coisas e me encontro com você lá. --- disse ela Scully.... --- disse Mulder abraçando-a e abrindo seu roupão --- ...eu quero ficar mais um pouco. Mulder deu pequenos beijos no pescoço dela e colocou sua mão dentro do roupão aberto. Mulder...por favor... eu preciso arrumar nossas coisas. --- disse Scully já sem vontade de deixa-lo ir embora. Scully...você me deixa louco... --- disse ele beijando-a apaixonadamente. Mulder.... nós já estamos aqui quase o dia todo.... já são quase 11 horas. --- disse ela quase sem resistir. Tá bom Scully, você venceu, te encontro lá então. Mas vamos terminar "nosso assunto" depois, tchau. ---- disse Mulder dando-lhe um beijo de despedida. Scully observou Mulder sair do quarto, depois deu um longo suspiro, se ele tivesse insistido mais um pouco ela deixaria o trabalho e tudo mais, e se entregaria a ele mais uma vez. Mulder saiu do quarto um pouco decepcionado, mas sabia que Scully estava certa. Resolveu pensar em como convenceria o xerife a entregar-lhe o corpo. Chegando a porta da delegacia Mulder avistou Max e Michael, adivinhou o motivo pelo qual eles estavam ali. Tudo bem agente Mulder? --- perguntou Max Sim Max, eu estou ótimo, e graças a você. Muito obrigado por salvar a minha vida, mesmo eu ameaçando revelar o seu segredo você me salvou, isso foi muito nobre. Não foi nada agente. --- disse Max Você vai revelar nosso segredo? --- perguntou Michael diretamente. Mulder sorriu e encarou Michael profundamente, sentia-se engraçado na frente daquele garoto, pois sabia que era muito parecido com ele. Não, não vou falar nada a ninguém, vou esquecer tudo o que aconteceu aqui. --- disse Mulder ainda com o sorriso nos lábios. --- Mas para que ninguém saiba do segredo de vocês preciso tirar o corpo daqui. Nós sabemos disso. --- disse Michael um pouco irritado com o sorriso que Mulder tinha nos lábios, que Michael pensava ser para provoca-lo. Vou falar com o xerife, depois encontro com vocês no crashdown. --- disse Mulder entrando na delegacia. Mulder avistou o xerife ao entrar na sala, Valenti estava distraído com alguns papéis que estavam sobre sua mesa. Xerife podemos conversar? --- perguntou Mulder Agente Mulder, eu ia mesmo procurar o senhor. --- disse Valenti. ---- Não fui ontem mesmo porque soube que o senhor se machucou. É, mas agora estou bem. Eu preciso saber o que aconteceu naquele depósito agente Mulder. --- disse o xerife. --- Preciso saber se o senhor confirma a versão que Max Evans me contou. Eu fui ao depósito com eles, fomos resgatar minha parceira, Liz Parker e Maria DeLuca. Porque o senhor não me avisou? --- perguntou o xerife Eu não podia arriscar a vida delas, tinha que ser algo rápido para que o seqüestrador não descobrisse. Max Evans atirou no seqüestrador por legítima defesa? --- perguntou Valenti que ainda tinha suas dúvidas. Sim, o seqüestrador me golpeou, então partiu para cima do Max, eu joguei minha arma para ele poder se defender. --- Mulder se viu obrigado a mentir sobre a arma. Tudo bem agente Mulder, não tenho mais perguntas. Então, o que o senhor quer conversar comigo? Eu vim informar que Quântico está interessada no corpo do seqüestrador, e pede para que ele seja levado para lá. O corpo não está mais aqui agente. --- disse o xerife surpreso. Como? Para onde o levaram? --- perguntou Mulder com medo da resposta do xerife. Ontem mesmo um grupo de homens vieram aqui dizendo que eram do governo e que precisavam levar o corpo. Eu desconfiei, mas eles me mostraram um documento autêntico, e eu tive que deixa-los levarem o corpo. Mulder não sabia o que dizer, foi surpreendido com o que o xerife disse. Quem poderia ter levado o corpo? Essa pergunta não saia de sua cabeça. Tudo bem xerife. --- disfarçou Mulder. --- Eu vou informar Quântico que o corpo está com o governo. Até mais. Mulder saiu apressado, tinha que avisar os outros. Viu Scully entrando, e correu até ela. Scully aconteceu uma coisa muito séria. --- disse ele Mulder o que foi? --- perguntou Scully. O corpo não está mais aqui. Alguém dizendo que era do governo o levou. Mas como? Quem? --- perguntou Scully nervosa. Calma Scully, temos que avisar os outros. --- disse Mulder. Mulder e Scully chegaram rapidamente ao crashdown, e foram em direção a Max e os outros. E então agente, conseguiu? --- perguntou Isabel ansiosa. O corpo não está mais lá, ele foi levado. --- disse Mulder O que!? Não pode ser, o xerife descobriu tudo? --- perguntou Michael nervoso. Calma, ele não descobriu nada, acho que o corpo foi levado justamente para que ele não soubesse de nada. –disse Mulder. Mas por quem? E que interesse teriam com isso? --- perguntou Max Não sabemos, mas pelo menos não querem que descubram sobre vocês. --- disse Scully. E o que nós devemos fazer? --- perguntou Liz. Nada, vocês devem continuar a vida de vocês. --- disse Mulder. --- Não adianta ficar esperando algo de ruim acontecer, Scully está certa quem quer que tenha levado o corpo de Ben, não queria que ninguém descobrisse sobre vocês. Então vocês não devem se preocupar. Você está certo. --- disse Isabel Vocês já vão embora daqui de Roswell? --- perguntou Michael Sim, nós estamos partindo daqui a pouco. --- disse Scully Espero que vocês cumpram o que nos disseram. E não contem nada a ninguém sobre nós. --- disse Michael. Não vamos falar nada a ninguém. --- disse Mulder. Mulder eu vou buscar o carro. --- disse Scully. Tudo bem Scully, eu espero você aqui. Scully foi em direção onde estacionado o carro. Estava com medo de voltar para Washington, pois sabia que as coisas iriam mudar. Talvez Mulder e ela não dessem mais certo como parceiros do FBI. Isso a deixava apreensiva. Adeus agente Mulder. Apersar de tudo foi um prazer conhece- lo. --- disse Max apertando a mão de Mulder Igualmente Max, e mais uma vez obrigado por ter salvo a minha vida. --- disse Mulder Adeus agente. --- disse Isabel Já vai tarde Agente Mulder. --- disse Michael sorrindo, aquela brincadeira entre os dois o havia agradado. Tchau Michael. Espero poder encontrar você de novo, para resolvermos alguns assuntos pendentes. --- provocou Mulder que também tinha gostado. Adeus, espero voltar algum dia, adorei esta cidade. --- disse Mulder entrando no carro. Scully saiu para se despedir dos três, Mulder assumiu a direção. Já estavam na estrada algum tempo, os dois perdidos em seus pensamentos. Mulder as coisas vão mudar. --- disse Scully repentinamente. Eu sei Scully. --- respondeu ele. Você não sente medo de que nós não consigamos mais trabalhar juntos. E que talvez isso acabe com nossa relação. Não, não tenho medo. Porque eu sei que vai dar tudo certo Scully. Eu não vou perder você por nada nesse mundo, e muito menos deixar que algo nos separe. -- - disse ele parando o carro no acostamento. Scully as coisas vão mudar sim, mas para melhor. Disso eu tenho certeza. Eu esperei tanto tempo para poder mostrar meus sentimentos para você e agora que estamos juntos nada vai nos separar. Eu sei que nem tudo serão flores, mas nós podemos passar pelas dificuldades numa boa. ---- disse ele acariciando seu rosto. --- Eu te amo tanto Scully. Você está certo Mulder. Mas tenho medo de que, agora que finalmente tudo o que eu mais desejava na vida aconteceu, algo possa estragar tudo isso. --- disse Scully Nada vai acontecer Scully. --- disse ele abraçando-a . Eu amo você Mulder, você é a minha vida. --- disse ela dando-lhe um beijo apaixonado. Vamos pra casa? --- perguntou ele. Sim, vamos pra casa. --- disse Scully XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxx x Eles já foram embora Max? --- perguntou Liz. Sim Liz. Não se preocupe, eles não vão falar nada a ninguém. E você confia neles Max? --- perguntou Michael. Pare Michael. Por que você não gosta do agente Mulder? --- disse Isabel E quem disse que eu não gosto dele. Só a sua despedida, diz muita coisa. --- continuou Isabel Não se preocupe Isabel, aquilo é uma brincadeira entre nós dois. Não é nada de mais. --- disse Michael abrindo um sorriso. Desde quando você ficou brincalhão Michael? --- perguntou Max O Michael tem uma surpresa preparada para cada dia da semana. --- disse Maria. Estou tentando ser mais surpreendente possível querida. --- brincou Michael. Eu sei disso Michael. --- disse Maria o abraçando. Ei olhem. Não é o Alex? --- perguntou Isabel vendo alguém entrar no crashdown. É sim. --- disse Max Tudo bem gente? --- perguntou Alex, que tinha viajado com seus pais, e estava morrendo de saudades de Isabel. Tudo. --- respondeu Michael, ainda abraçado com Maria. E aí, algumas novidades? --- perguntou Alex. Você nem sabe quantas Alex. --- disse Liz. O que aconteceu gente? --- perguntou preocupado. É uma longa história. --- disse Maria. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxx x Em uma estrada no meio do deserto do Novo México, um caminhão andava em alta velocidade. No interior do caminhão havia uma espécie de laboratório. No meio do lugar havia uma mesa onde jazia um corpo, que estava sendo examinado por um homem. Ao terminar de examinar o corpo, o homem, o cobriu com um lençol e virou-se para falar com outro homem que estava no canto do laboratório, escondido pelas sombras, só se podia ver a chamar de seu cigarro aceso. Devemos eliminar o corpo do Ben? --- perguntou o homem que havia examinado o corpo. Não. Ele pode nos ser útil algum dia. --- respondeu o Canceroso saindo das sombras, dando uma tragada em seu cigarro. FIM. Oi. Parabéns a todos que chegaram ao final (vocês devem ter tido uma enorme paciência). Espero que tenham gostado, é a minha primeira fanfiction, então não sei se exagerei um pouco na história. Por isso me mandem muitos feedbacks please. Esperem por mais fanfics, shippers é claro. Thanks.