Título: Enquanto a chuva cai Autora: Nanda Starbuck e-mail: nandinha007@globo.com Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network Categoria: Shipper Classificação: 18 anos (se você tiver menos, sei que vai ler do mesmo jeito) Feedback: Por favor, eu ficaria muito feliz em receber algum. Sinopse: O carro de Mulder e Scully quebra no meio da estrada e eles são obrigados a passar a noite em um cabana, enquanto chove. ENQUANTO A CHUVA CAI A noite de New Jersey era realmente bela. A brisa era muito agradável e dava uma aconchegante sensação de liberdade. Como era bom sentir aquela ventinho gostoso bater em sua face após um exaustivo dia de trabalho. Scully, exausta, voltava com Mulder para a capital. Haviam sido chamados para investigar o assombroso caso do monstro do esgoto, numa pequena cidade de New Jersey, e que no final, não era nada além de um mendigo que vagava por entre as galerias. Após a perda de tempo, a única coisa que Scully queria era chegar em casa, tomar um bom banho e dormir. Ao contrário de Scully, Mulder não parecia nenhum pouco cansado, pelo contrário, tinha até se divertido com o caso, e resolveu tirar sarro da cara da parceira. "E aí, Scully? O que você faria se o monstro do esgoto aparecesse na sua frente?" "Mandaria ele te procurar!" respondeu grosseiramente. "Credo, Scully! O que aconteceu pra você estar desse jeito?" "O que aconteceu, Mulder? Que tal: perdi dois dias da minha vida, horas de sono, comi mal, corri todas as galerias de esgoto de Lakewood e estou em frangalhos. Fora isso, não aconteceu nada." Respondeu cinicamente. Mulder percebeu que era melhor se calar. O humor de Scully não estava dos melhores e qualquer coisa que ele dissesse poderia iritá-la ainda mais. Os dois continuaram seguindo a estrada deserta quando começou a chover. A chuva veio de repente e aumentou a sua intensidade em poucos segundos. Mal dava para enxergar uns cinco metros adiante, o que dificultava a direção de Mulder. Os dois ainda andaram por mais alguns minutos e o carro foi lentamente perdendo velocidade. Quando se deram conta, estavam parados no meio da estrada, no meio do nada e no meio da chuva. Mulder olhou assustado para Scully. O carro parecia perfeito e ele não tinha a mínima noção de mecânica para saber o que tinha acontecido. Agora estavam encrencados de verdade. "Maravilha. Perdida num imenso nada, debaixo de chuva em uma porcaria de carro quebrado. Isso era tudo que eu queria para o meu fim de noite!" exlamou Scully frustrada. "Calma, Scully. Vamos achar uma saída. Ou então, esperarmos que o dia amanheça e nossos celulares resolvam dar sinal de vida." Disse Mulder olhando para os lados e tentando enxergar algo ou alguém. Embora com a péssima visibilidade, Mulder pôde ver luzes acesas em uma pequena cabana, a alguns metros dali. Ele olhou para Scully e rapidamente expôs seus planos. "Que tal meu plano? Tomamos um pouco de chuva até a cabana, pedimos ajuda ao moradores e talvez possamos passar a noite em um lugar seguro, você topa?" Scully pensou por alguns instantes. "Nem pensar, Mulder. Não vou me molhar à toa." Após dizer isso, um estrondoso trovão a fez praticamente saltar do banco. "Pensando melhor, qualquer lugar é mais seguro que aqui." Mulder deu um riso de satisfação e preparou-se para sair do carro. Ele saiu rapidamente e Scully o seguiu. Ambos correram o mais rápido que conseguiram e finalmente chegaram a cabana. As luzes estavam acesas, mas nenhum barulho era ouvido. A casa era velha, rústica e com a madeira muito desgastada pela ação do tempo. Mulder olhou pelo vidro sujo da janela e viu que a luz vinha de uma lareira e de uma fileira de lampiões, organizados com precisão de desfile militar. Bateu à porta várias vezes e ninguém atendeu. Ele olhou para a parceira e viu que ela tremia de frio. Resolveu arrombar a porta. "Não, Mulder." Scully o interrompeu. "Isso é invasão de privacidade, não podemos fazer isso." De nada adiantou a ordem dela. Mulder destravou a fechadura com uma das chaves de seu canivete e a porta abriu- se facilmente. O interior da cabana não era menos rústico do que seu exterior. Havia poucos móveis, apenas uma velha cama e uma mesa com duas cadeiras. Os demais cantos eram preenchidos com tapetes de peles de animais e almofadas de couro. Aquela parecia ser uma cabana de caça, ou pelo menos era isso que sugeriam as cabeças de animais expostas na parede. Mesmo assim era um lugar seguro, e os donos provavelmente não voltariam lá enquanto a chuva não cessasse. Mulder procurou alguma coisa para aquecer sua parceira. Sobre a cama, viu uma colcha grossa de lã e a pegou. "Tire essa roupa molhada, Scully. Você vai acabar pegando um resfriado." Disse ele tirando seu paléto e sua camisa, ambos enxarcados. "Tirar a roupa aonde?", perguntou Scully observando que a cabana só tinha um cômodo. "Tira aqui mesmo. Eu juro que não vou olhar." Scully resolveu atender o pedido de Mulder. Realmente não podia ficar com aquelas roupas molhadas. E além do mais, ele já havia visto ela nua algumas vezes. Mulder tampou os olhos e Scully começou a se despir. Quando tirou a blusa, virou para trás e olhou para Mulder. Ver o seu dorso nu a excitava bastante. Aproveitou que ele estava com os olhos tampados e ficou a observá-lo. Seus peito musculoso, com poucos cabelos e contornos bem delineados, serviram de colírio para seus olhos. Reprimiu-se pela ação anterior e continuou a se despir. Tirou a calça, a meia e os sapatos, ficando apenas com as peças íntimas. Pegou o cobertor de lã sobre a cama e se enrolou nele. "Pode abrir os olhos, Mulder." ordenou. Ver os ombros desnudos da parceira já era o suficiente para ele. Agora era a vez dele acabar de se despir, afinal de contas, sua calça estava exarcada. "Se não quiser, não precisa fechar o olho." Ele disse para Scully. É claro que sua parceira não escutou o que ele disse e tampou os olhos. Mulder tirou a calça e ficou apenas com o boxer azul. Olhou para os lados e viu que não tinha nada para enxugá-lo. O único cobertor disponível estava com Scully. "Que legal, não tem nada para eu me aquecer." Scully abriu os olhos e olhou para Mulder. Ficou sem voz por um instante, enquanto o engolia com os olhos. Mulder, percebendo o que Scully fazia, brincou: "Não vai me processar por atentado ao pudor, vai?" Scully voltou a si e sua face ficou levemente corada, após se dar conta que Mulder havia percebido seu estado. No fundo, ela queria que ele percebesse e que ela, algum dia, pudesse admirá-lo a vontade. Foi aí que tomou uma atitude ousada para sua rotina extremamente recatada. "Vamos dividir o cobertor!" disse de supetão. Mulder olhou estupefato para a parceira. Será mesmo que Scully estava propondo aquilo ou seus ouvidos estavam lhe pregando uma peça? Não parecia o tipo de coisa que Scully diria ou... faria. Antes que ele pudesse responder, Scully já havia se levantado e caminhava em sua direção olhando diretamente em seus olhos. Scully se aproximou mais de Mulder, abriu o cobertor e enrolou-o em volta do seu corpo e do parceiro. Mulder mal teve tempo de reparar nos contornos do corpo da parceira. Ela o enlaçou com os braços e ele pode sentir o calor excitante do corpo de Scully. Timidamente, ela ajeitou seu corpo o mais próximo possível do dele. Mulder estava sem ação. A única coisa que fez foi conduzir a parceira até diante da lareira. "Acho que agora ficaremos aquecidos." disse Scully, sentando no chão e colando suas costas ao peito do parceiro. Mulder suspirou fundo e colocou os braços em volta do corpo dela. Por alguns instantes, nada foi dito. Apenas os pensamentos falavam. Era óbvio o quanto se amavam e a proximidade que estavam agora colocavam em xeque o futuro de sua relação. Como que por telepatia, os dois começaram a trocar carícias quase fraternas. Scully alisava as mãos de Mulder, que por sua vez, a abraça mais forte, fazendo-a grudar em seu corpo. Scully virou levemente o rosto para encarar Mulder. Seus olhos azuis se encontaram com os olhos verdes dele. Não era preciso dizer nada, nenhuma palavra sequer. O momento era mágico e propício para que os dois se amassem. Scully e Mulder se fitaram por alguns instantes e suas bocas foram instintivamente se aproximando. Finalmente seus lábios se tocaram após tantos anos juntos. O beijo, inicialmente terno, foi se tornando mais ardente e deixando à mostra a paixão que sentiam. Scully entreabiu os lábios dando passagem para a língua de Mulder, que conduziu o beijo até que se separassem. Ambos estavam ofegantes e tornaram a se encarrar. Scully colou seus lábios de volta no parceiro, querendo que não se separassem nunca mais. As mãos agora passeavam livremente para ir conhecendo seus corpos. Mulder cobria Scully de beijos e a fazia suspirar de desejo. Beijou- lhe os cabelos molhados, a nuca, a face alva e foi descendo pelo seu corpo até chegar de encontro ao seios. Delicadamente, e com a ajuda de Scully, livrou-se do sutien. Ficou a admirar os seios perfeitos da parceira e não se contentou em apenas olhá-los. Rodeou os mamilos com sua língua e depois começou a sugar um por um, dando pequenas mordidas, fazendo Scully delirar. Ela não perdeu tempo em fazer o mesmo. Ordenou que o parceiro se levantasse e fez sua língua percorrer todo o corpo molhado dele. Seus beijos quentes levavam Mulder a loucura e ele sentiu que não podia esperar mais para possuí-la por completo. "Agora, Scully! Eu preciso sentir você agora!" murmurava entre um gemido e outro. Scully desceu as mãos para o boxer de Mulder e o arrancou violentamente do corpo do parceiro, observando o membro agora totalmente ereto. Mulder estava totalmente nu, só pra ela, só dela. Scully deitou na velha cama e afastou levemente as pernas, convidando Mulder a conhecê-la. Ele não se fez de rogado. Ajoelhou se no colchão e começou a tirar a calcinha de Scully com os dentes. Scully sentia o corpo arder em chamas e dele perolavam gotas de suor. Também não podia esperar mais para sentir Mulder junto a si. Quando ele terminou de arrancar a última peça que lhe cobria a nudez, ela ajoelhou- se em cima dele. Começou os movimentos para que ele a penetrasse, no ínicio suavemente, para depois se unirem em um único golpe, violento e sensual. Scully mexia os quadris por cima de Mulder enquanto ele apertava com força seus seios. Os dois sincronizaram instintivamente o ritmo e, em poucos instantes, explodiram de prazer com a chegada do orgasmo. Seus corpos tremiam e a respiração de ambos estava ofegante. Eles se olharam maravilhados, apaixonados e felizes. Após se aquietarem e suas respirações voltarem ao normal, ficaram somente abraçados, trocando pequenas carícias. "Eu te amo." Disse Mulder. "Também te amo" respondeu Scully, aninhando-se nos braços do parceiro, fechando os olhos. Não era preciso dizer mais nada, fazer mais nada. Todo o amor deles já tinha se manifestado da forma mais sublime, completa e apaixonada possível. Enquanto a chuva cai, o mundo lá fora parava e só existiam os dois, junto com seu amor. FIM