Título: Conto no elevador Autora: Lady Angelina (ladyangelina@bol.com.br) apesar de todos saberem quem eu sou, prefiro usar esse pseudônimo para histórias deste tipo. Classificação: Sexo, puro smut Faixa etária: NC-17, o mais explícito que eu já escrevi. Spoiler: nenhum Sumário: Mulder e Scully não conseguem segurar seus hormônios quando ficam presos em um elevador, no prédio do FBI (vcs já repararam como aqueles elevadores são grandes?!) Feedback: Adoraria saber sua opinião sincera, mesmo se você achar essa fic uma porcaria, me manda um e-mail, ok? Distribuição: Por favor, me avise onde estão minhas histórias, pra eu poder indicar o site pra todo mundo ;) Disclaimers: Mulder e Scully não me pertencem, são propriedade de Chris Carter e da Twentieth century Fox, nunca tive a intenção de violar seus direitos. Notas da autora: Esta é minha segunda versão desta história. Fiz alguns 'acertos' pra torná-la mais apropriada e mais convincente. Esta fic NÃO tem a intenção de ser um romance! Fiquem avisados, Romos de plantão! Conto no elevador No meio do silêncio dos corredores do prédio do FBI ouviam-se passos. Todos os funcionários já haviam saído menos Mulder e Scully. Mais um daqueles casos misteriosos os prendera no serviço até mais tarde, como sempre. Mulder de fato não se importava e Scully já havia se acostumado com as loucuras do parceiro, mas era constrangedor ouvir os outros agentes chamando-os Sr e Sra Estranho pelas costas. Ele lidava bem com isso, não se importando nem um pouco, mais ela... Scully ainda sentia vontade de pular no pescoço daqueles irônicos. Ele achava graça ao ver a parceira tão irritada por tão pouco. Caminharam até o elevador e Mulder apertou o botão, enquanto Scully folheava o fichário. "Acha mesmo que esta estória tem alguma credibilidade?" "Acho sim. A questão é saber se irão dar o crédito necessário." Ela olhou-o de seu modo habitual. Ele encarava com naturalidade quase infantil esses casos absurdos. Entraram no elevador e aguardaram enquanto ele descia devagar. De repente parou e as luzes se apagaram. "Que foi isso?" disse Scully, procurando as luzes de emergência. "Parece que faltou luz. Que falta de sorte..." Ela que o diga. Estava exausta e ansiosa para r para casa, dormir um pouco. "Acha que vai demorar, Mulder?" "Espero que não..." Scully achou um botão que fez acender uma luz fraca, mas ela podia ver bem o rosto de seu parceiro. Ele a olhava intrigado. Ficaram em silêncio por uns segundos até que ele disse. "Posso te fazer uma pergunta pessoal ?" "Acho que sim" disse, um pouco temerosa pelo o que ele poderia perguntar. "Não me leve a mal, mas é que acho que temos um certo grau de intimidade para que eu fale sobre isso com você." "Você está me assustando, Mulder!" Ele pareceu estar com medo e hesitou. "Bem, é que... Você já fez sexo em um elevador?" Os olhos dela se arregalaram. Nunca esperava ouvir isto de Mulder e pensou no que dizer antes de responder. Acabou falando a verdade. "Não." Ele pareceu mais a vontade com a tímida reação de sua parceira e continuou falando, se aproximando dela. "Qual o lugar mais estranho onde você já fez amor?" Ela se afastou um pouco, tentando fugir dele. "Está tudo bem? Porque isso agora?" Ele parecia estranho. Grande coisa, Mulder era estranho! Encostou-se do outro lado do elevador e fitou-a, com um olhar sensual. "Não sei, de repente me deu vontade de saber mais sobre você. Porque não me responde?" Scully respirou fundo e fechou os olhos enquanto falava. "Foi no banheiro de um cinema, com um namorado." Mulder deu uma risada. "É tudo o que eu posso esperar de você, Scully? Você é certinha até para isso?" Scully se irritou com ele. Se aproximou, disposta a discutir e sussurrou perto dele. "E você, o que tem a me dizer?" Ele olhou-a nos olhos com um sorriso nos lábios. Conseguiu o que queria, tinha provocado-a, e ela estava brava com ele. Mulder gostava de mulheres bravas, que foram feridas em seu ponto fraco. Sabia que seria fácil provocá-la mais ainda. "Alguém já disse que você tem uma boca linda, Scully?" Ela arqueou as sobrancelhas, sem entender onde ele queria chegar. Não parecia Mulder, estava atrevido e descarado, falando o que não devia. "Não estou entendendo o que você está querendo..." "Não mesmo? É que me cansei de assistir vídeos eróticos e resolvi agir como um homem normal." "O que?!" "Cansei desse sexo cerebral com você, Scully, quero algo mais palpável... Quero você..." "Mulder, eu..." Ele empurrou-a na direção da parede e prendeu-a. Sua respiração estava ofegante enquanto ele beijava seu pescoço. "Vai me dizer que você não gosta quando um homem te beija assim" disse, com o rosto escondido entre seus seios, beijando-os. Scully sorriu. Um sorriso tímido...Envolveu-o com os braços pelas costas e apertou-o junto a si. "Mulder..." ela tentava falar. Foi impedida pela boca de Mulder que veio rápida e molhada sobre seus lábios. Beijaram-se longamente, sentindo o gosto um do outro, sentindo o cheiro um do outro. Mulder se afastou dela com um sorriso vitorioso nos lábios. Sua mão descia até suas coxas, sobre sua saia enquanto a outra acariciava seu seio. Scully puxou-o pela gravata e afrouxou devagar. "Quer fazer sexo no elevador, Mulder?" Ela abriu os botões da camisa dele e jogou-a no chão. Beijou seu peito, descendo sua língua quente e úmida sobre ele até sua barriga, ajoelhando-se em frente a ele. Mulder sorriu, tirando seu cinto e abrindo a braguilha da calça, libertando seu membro. Ela sorriu, segurando-o pela bunda. "Nossa, Mulder... Quem iria imaginar..." Mulder estava excitado, totalmente excitado e a imagem de Scully inclinando-se sobre ele e chupando o seu membro o fez delirar. Ele sabia que Scully também estava excitada. Sua boca era quente e úmida, sua língua rápida e muito eficiente. Seus dedos estavam perdidos entre os cabelos ruivos dela, enquanto sua cabeça tombava um pouco para trás. "Scully... Ah..." gemeu, pressionando-a contra si. Os movimentos dela, cada vez mais rápidos, eram como um presente dos céus. Nunca em sua vida ele poderia imaginar sua parceira praticando sexo oral com ele, mas era gratificante. Scully levantou-se e parou em frente a ele, com um sorriso felino nos lábios. "E então, Mulder? Quer continuar ou já teve emoções demais por um dia?" Sem pensar duas vezes, ele puxou-a para si e desabotoou a blusa dela, deixando seu sutiã à mostra. Era preto e sexy, parecia um sonho, um prazer para seus olhos. Mais ainda foi vê-la despindo-se, jogando a saia longe, e ver sua lingerie sobre a pele pálida de seu corpo. As formas que ele nunca vira antes eram melhores do que ele imaginara, o seu pequeno Mulder estava ansioso para sentir o calor entre aquelas coxas que ele se apressou em tocar. Scully fechou os olhos e deixou-se acariciar pelas mãos quentes de Mulder, que tiravam seu sutiã e sua calcinha. Seus olhos fixaram-se nos pêlos embaixo da barriga de Scully. "Scully... Isso é loucura..." "Então vamos terminar essa loucura. Já somos os agentes mais estranhos do FBI, pro inferno a reputação." Ele se afastou dela um pouco. Pareceu arrependido do que fizera. "Acho melhor pararmos, Scully. Não devíamos, somos parceiros..." "Nem pense em parar agora, Mulder. Você me provocou. Somos parceiros, então seremos parceiros em tudo." Ela puxou-o para si e beijou-o de novo. Foi o que bastou para que Mulder se lembrasse do quanto estava bom e que não queria parar. Empurrou Scully no chão, fazendo-a deitar-se e beijou seu pescoço, sobre ela. Desceu os lábios sobre seus seios, beijando-os com vontade, fazendo-a gemer suavemente. Aquela voz aveludada gemia baixinho em seu ouvido, deixando-o cada vez mais ansioso para penetrá-la e senti-la por dentro. Seus lábios desciam pela barriga dela, sua pele era macia e perfumada, cheirava a ... Scully, um cheiro que ele jamais sentira antes e que jamais esqueceria do quanto era bom. Chegou até suas coxas e mordeu-a levemente, fazendo Scully soltar pequenos gritos de prazer. Sua língua procurou aquela macia pele entre suas coxas até que achou. Scully contorceu-se quando sentiu-a úmida e quente dentro dela, pressionando-a para dentro e para fora, acariciando-a, num movimento contínuo e ritmado. Procurou com as suas as mãos de Mulder até achá-las, "Mulder... Não... Ah, pare..." ela soluçava, num tom de voz que implorava para que ele continuasse. Mulder parou um instante e olhou-a, levantando a cabeça. Scully sentou-se e empurrou-o no chão fazendo-o deitar-se e subindo sobre ele. "Agora é minha vez de brincar... " sussurrou ao seu ouvido. Ela beijou seu queixo e pairou os lábios sobre os dele uns instantes, observando o olhar sensual que ele lançou sobre ela. Sorrindo, ela acomodou-se sobre ele, encaixando seus corpos. Ambos gemeram ao sentirem um ao outro e Scully começou a mexer-se sobre ele, devagar, aumentando de intensidade. Com as duas mãos, ele segurou a cintura dela, puxando-a para si o máximo que pode. Era uma sensação maravilhosa, senti-la tão quente e úmida, entregando-se a ele daquele modo. Mulder estava feliz por ter descoberto, por ter acordado aquela pantera dentro de Scully, selvagem e felina, arranhando o peito dele com as unhas, enquanto mexia-se e gemia sobre ele. "Scully..." ele gemeu, sem conseguir continuar a frase. "O que é Mulder ?" ela sussurrou, ofegante. O movimento deles era tão intenso que sentiam o elevador tremendo e balançando. "E se a luz voltar e nos verem aqui?" "Não há ninguém aqui além de nós dois" ela disse, mais preocupada na sensação de prazer que a fez soltar um grito. "Espero mesmo" disse ele, preocupado com o barulho que ela fazia. Os movimentos tornaram-se mais rápidos e intensos, indicando que Mulder estava próximo ao auge. Scully não pareceu contente ao perceber. "Se você fizer isso agora... eu acabo com você" ela estava quase sem fôlego "Peraí, Scully, não mexa-se tanto!" "Mulder, me faça chegar lá! Por favor..." Ela inclinou a cabeça sobre ele. Seus cabelos ruivos escondiam parte do rosto dela, mas Mulder viu seus olhos azuis fitando-o. Ficaram se olhando nos olhos enquanto a sensação orgásmica tomava conta de ambos, que ainda gemiam de prazer. O rosto de Scully tinha uma expressão que misturava dor e prazer. Todos os músculos de seu corpo estavam contraídos e suas mãos tocaram os cabelos e a testa dele. De repente ela jogou-se sobre o peito dele, aliviada. Respirava ofegante, os dois estavam exaustos, realizados com a experiência completada. O barulho de sua respiração era sibilar, quase asmático. Ainda bem que ela não sofria de asma, senão eles teriam um problema. "Scully... isso foi... maravilhoso" Mulder passou a mão pelo cabelo dela. Ela ergueu-se e beijou-o nos lábios, deixando sua língua deslizar na dele, molhada e quente. Mulder estava todo quente, quase febril. Scully também ardia, mais por dentro, não estava totalmente saciada, mas estava exausta. Deitou-se sobre ele e acariciou seu rosto. "Mulder..." ela sussurrou "poderia ficar aqui para sempre, sentindo você em mim..." Seu tom de voz era macio e suave, parecia que a pantera dera lugar a um anjo. O barulho das máquinas do elevador os fez levantarem assustados. A energia havia voltado e logo eles estariam no térreo. Vestiram-se rapidamente e alinharam-se como puderam. Sorte deles que não havia mais ninguém no prédio e puderam sair calmamente do Bureau. Trocaram um último olhar e cada um seguiu para seu carro. Scully virou-se para olhar Mulder, que abria a porta do carro. Ela voltou e parou em frente a ele. "Só para eu me despedir..." e o beijou outra vez. Puxou a mão dele e colocou sobre seus seios, para que ele a sentisse de novo. Não era possível, Scully tinha uma libido incrível, se perguntou se teria que saciar a pantera outra vez. Talvez precisasse saciar ele mesmo, se Scully continuasse se esfregando contra ele desse jeito. Que delícia era aquele corpo quente, Scully não queria parar de beijá-lo nem de tocá-lo. As mãos desceram e pararam sobre aquele músculo involuntário de Mulder, que já estava pronto para mais uma rodada. Ela empurrou-o sobre o carro e subiu sobre ele, ainda beijando-o freneticamente, sugando seu lábio inferior, já abrindo o zíper da sua calça. Parou de beijar para levantar sua saia. "Scully, você não está cansada não?" "Você quer parar, Mulder ?" "Não" ele respondeu e continuou a beijá-la. Ela acomodou-se sobre ele, continuando o que eles não quiseram parar no elevador, ali na garagem mesmo, sobre o carro de Mulder que, coitado, estava embaixo deles, recebendo o impacto dos movimentos. De repente Scully acordou. Sentou-se na cama e viu que tudo fora um sonho, ela estava em sua cama, sozinha, em sua casa, sozinha, mas sentia os efeitos da experiência com Mulder, que ela percebera ser sonho. Passou a mão pelo o rosto e deitou-se de novo na cama, entre surpresa e feliz. Não acreditava que tivera um sonho desses com Mulder e ficou alguns minutos pensando sobre isso. Sabe que não é uma má idéia? FIM Por Lady Angelina ( ladyangelina@bol.com.br )