Disclaimer: Essa fic não visa fundos lucrativos, não sou dona dos personagens desta, eles pertence ao tio CC e 1013 Autora: Lora Mulder Classificação: 10,2 anos/ SHIPPER Feedback: loramulder@bol.com.br E Agora, Meu Amor? "Minhas esperanças estão acabando, acho que nunca vou acordar ao seu lado, dormir na mesma cama, te olhar, te sentir de novo. Eu preciso de você. Não sei como consegui continuar sem você, acho que foi por ele, nosso filho. Toda vez que olho para ele eu vejo você, e isso me dá forças para continuar vivendo."--Scully estava no sofá vendo TV, pensando em Mulder e no seu exaustivo dia de trabalho Era mais um dia à procura de Mulder que fora em vão. E então, o telefone tocou: Scully. --- disse ela Oi, Scully, é o Doggett - Era aquela voz que ela não queria ouvir naquele momento. Oi, estava quase dormindo, o que você quer? É que eu estive pensando. E não sei, se talvez, você quer sair comigo hoje? Scully pensou em negar, mas estava querendo dar uma volta. Claro que não era com Doggett que ela queria sair, mas a companhia dele não era tão mal. Tudo bem, eu aceito.. – disse ela Daqui a meia hora eu passo para te buscar XXX Doggett, levou Scully a um restaurante, onde jantaram e o assunto, não podia ser outro : Mulder. Eu acho que não temos chance de encontrá-lo. Afinal já se passaram 5 anos. - Falou Doggett, percebendo que ela estava deprimida devido à mais uma busca fracassada Também não precisa exagerar - Corrigiu Scully, irritada - Ele pode aparecer a qualquer momento. Doggett achou melhor não provocar, com Mulder ausente ele podia aproveitar para conquistar Scully. Pois depois de 5 anos de convívio Dogget estava perdidamente apaixonado por ela. Já está tarde e estou cansada, gostaria de ir embora - disse Scully com ar cansado Claro, vamos. - disse Dogget Enquanto caminhavam em direção ao carro, Doggett perguntou: Scully, você ficou chateada por eu ter dito aquilo sobre Mulder? Não, sei que vou encontrá-lo. – disse Scully. Mas até ela tinha dúvidas se realmente encontraria Mulder. Doggett sentiu-se péssimo em ouvir aquilo. Afinal, nem queria mesmo encontrá-lo, pois sabia que Mulder iria atrapalhar tudo entre ele e Scully. Como ela podia ter tanta certeza de que ele voltaria? Depois de tanto tempo Mulder já devia estar morto. Dogget encarou Scully, tomou coragem e então finalmente disse o que sentia. Scully, eu estou apaixonado por você, eu sinto muito pelo seu parceiro e sei o que exatamente você sentia por ele, mas por favor me entenda eu te amo, sei que é muito cedo pra dizer isso, mas não consigo evitar. Doggett eu…- Scully ficou surpresa, não sabia o que dizer. Chegaram na casa dela e Doggett se despediu meio sem graça, afinal Scully não mostrou nenhuma reação que ele esperava. Não ficou ofendida, nem muito ficou lisonjeada. Foi uma noite maravilhosa – disse ele Foi sim. -- respondeu Scully ainda confusa. Scully entrou em casa, foi até o quarto onde viu seu filho dormindo calmamente. Nancy, pode ir dormir. --- disse ela para a babá que estava sentada ao lado da cama onde o menino dormia. Como foi o passeio? -- perguntou Nancy se levantando Surpreendente. – disse Scully enigmática. Nancy despediu-se dela e foi dormir. Scully deitou-se na cama e ficou pensando em Doggett, como ele a amava realmente. Seu olhar fixou-se em seu filho, a dádiva que ela recebeu. Scully sabia como William precisava de uma figura paterna, mesmo sabendo quem era seu pai e que este estava desaparecido, e talvez, ela pensou, Dogget pudesse ser esse pai para seu filho. Afinal os dois se adoravam, e ela precisava esquecer Mulder e continuar sua vida. XXX Scully chegou a sala dos arquivos x e viu uma movimentação fora do normal O que está acontecendo aqui? - perguntou ela para Doggett Acho que o encontraram - respondeu ele seriamente. Mulder?! Onde ele está? - disse ela nervosa.. Não sei, mas só estávamos esperando você chegar. Se tivessem me avisado antes ele já estaria até aqui. - respondeu Scully correndo em direção ao carro com Skinner. Cuidado com o que pode encontrar, não é certeza de que é ele. - disse Doggett. Ao chegarem na metade do caminho, Doggett é informado de que não foi Mulder quem encontraram. Doggett e Scully voltaram no mesmo carro, e ele não quis mais perder tempo, aproveitou o momento: Posso te fazer uma pergunta, Scully? Claro. - respondeu ela sem saber que a simples pergunta que Doggett ia fazer iria mudar sua vida. Quer casar comigo? Você tem o tempo que quiser para responder, acho que você ainda não esqueceu o Mulder. Já percebi que você o amava Doggett eu não amava Mulder…- Desistiu de negar os sentimentos, afinal Mulder era o que ela mais queria na vida - EU AMO O MULDER. Eu te faço esquecê-lo, por favor Scully, nunca amei ninguém como eu te amo Scully tinha que esquecer Mulder, não queria deixar os sentimentos de lado, mas alguma coisa lhe dizia que ela deveria esquecê-lo. E se Mulder nunca mais voltasse, agora ela tinha um filho, que precisava de um pai. Scully não podia ficar esperando que Mulder voltasse o resto de sua vida, ela precisava seguir em frente. Aceito me casar com você Doggett. - respondeu ela meio receosa. Você vai ser a mulher mais feliz do mundo. - Disse ele beijando-a. XXX No dia seguinte, Scully estava na sala dos ''arquivos x'', olhando à sua volta e lembrando de quando conheceu Mulder, e de tudo o que aconteceu depois. Jamais pensaria que fosse se acostumar com as suas estranhas teorias e menos ainda que um dia as usaria para convencer qualquer pessoa incrédula como ela foi um dia. Estava lembrando de tudo o que passou ao seu lado, tudo o que viu, e agora era ela que lutava no lugar de Mulder, seguindo as mesmas pistas que ele seguia para encontrar sua irmã, mas dessa vez o procurado era ele. Com licença - Skinner disse já entrando na sala. Sr. eu preciso lhe contar uma coisa - confessou Scully com uma expressão preocupada Pode falar. - disse Skinner Eu estou noiva do Doggett Skinner ficou paralisado, não sabia o que dizer Ag. Scully, me desculpe ,não é por nada, mas você tem certeza do que está fazendo? Na verdade não, eu aceitei, mas não é isso o que eu quero, o meu verdadeiro desejo está longe de acontecer, é ficar com Mulder. Eu quase não tenho esperanças de que ele volte, afinal já se passou tanto tempo. Não posso dizer que ele vai aparecer por aquela porta a qualquer momento, mas acho que você não devia perder as esperanças Dana, afinal você já lutou tanto. --- disse Skinner Scully não disse nada ficou pensando nas palavras de Skinner. XXX Um grupo de amigos estava voltando de um festa que se realizara no campo, a estrada pela qual voltavam estava completamente deserta, eles conversavam alegremente. O carro de repente deu uma freiada brusca e o silêncio predominou no local. Eles haviam visto um homem caído na estrada, e se não tivessem freiado o teriam atropelado. Meu Deus! Ele parece estar bastante ferido. --- disse um dos passageiros do carro Eu acho melhor levarmos ele para um hospital. --- disse o homem que estava dirigindo. Não sei não, e se ele for um maluco psicótico. Não podemos deixa-lo aqui, temos que leva-lo para um hospital, ele precisa de ajuda. Vamos gente, se ele ficar aqui pode morrer. Eu não gostaria de ser responsável, mesmo que indiretamente pela morte de um homem. Todos concordaram, carregaram o homem até o carro e saíram em disparada rumo ao hospital mais próximo. XXX Mulder abriu os olhos lentamente, a luz que entrava pela janela do quarto ofuscava sua vista. Não fazia a mínima idéia de onde estava, só lembrava dos testes e do sofrimento que passou. Então você decidiu acordar. – disse a enfermeira que estava ao lado da cama de Mulder. Onde eu estou? -- perguntou Mulder confuso. Você está na cidade de Belefleur. Estávamos preocupados com você, faz um bom tempo que está desacordado. O que eu estou fazendo aqui? Se você não sabe, imagine eu. Você foi encontrado em uma estrada e seu estado era muito grave, se não tivessem te trazido para cá, com certeza agora você estaria tocando harpa no céu. – disse a enfermeira Mulder estava confuso, precisava colocar os pensamentos em ordem. Ele tinha sido devolvido, não sabia porque, mas sabia que tinha voltado. Qual é o seu nome? --- perguntou a enfermeira Meu nome é Fox Mulder. --- disse ele O que aconteceu com você Fox? Por favor me chame de Mulder, não gosto muito do meu primeiro nome. Eu fui raptado digamos. Raptado por quem? --- perguntou a enfermeira curiosa. Você não vai acreditar, é melhor ficar sem saber. Eu tenho direito a um telefonema não tenho? --- disse Mulder Isso aqui não é uma prisão Mulder, é claro que você pode telefonar. Venha comigo, acho que seria bom para você dar uma caminhada, assim você aproveita e dá o seu telefonema. Mulder se levantou com um pouco de dificuldade e saiu do quarto ajudado pela enfermeira. Qual o seu nome? --- perguntou ele enquanto caminhavam pelos corredores do hospital. Joan. – respondeu ela – Aqui está o telefone. Espero você bem ali. Mulder discou apressado o número de Scully, seu coração estava acelerado. Não via a hora de ouvir a voz dela. Mas não ouviu a voz que esperava, do outro lado da linha uma voz masculina atendeu. Alô? Alô, quer falar com quem? Não vai falar é? Mulder desligou. XXX Quem era Tio John? --- perguntou o pequeno William Não sei, desligaram. – disse Dogget que tinha ido jantar na casa de Scully a pedido de William. Não falaram nada? Estranho. – disse Scully voltando da cozinha. Mãe posso ir com o Tio John no zoológico amanhã? --- perguntou William Filho, eu e o John temos que trabalhar. Não vai dar para você ir ao Zoo com ele amanhã. Vá com a Nancy. – disse Scully Vamos outro dia amigão. --- disse Dogget "Os dois se entendem tão bem, vai ser melhor assim. Minha decisão está certa." Pensou Scully olhando para Dogget e William que estava jogando batalha naval. Ela tentava se convencer de que tinha tomado a decisão certa. Mãe, você quer jogar? Mãe! --- disse William tirando Scully de seus pensamentos. Hã, desculpe filho. O que você disse? XXX Mulder estava olhando para o telefone, talvez tivesse ligado errado, talvez aquele não fosse mais o número de Scully. Mesmo pensando assim, Mulder não teve coragem de ligar de novo. Decidiu então ligar para outra pessoa. Alô. --- disse uma voz sonolenta do outro lado da linha Langly, é você? --- disse Mulder Quem está falando? --- perguntou Langly esfregando os olhos, tinha ficado horas em frete ao computador, estava muito cansado. Desligue o gravador Langly. --- disse Mulder Ora, quem você é para dizer .... --- Langly parou de falar, reconheceu então quem estava do outro lado da linha. --- Mulder?! É você cara? Sim sou eu. Escuta Langly eu fui devolvido, preciso da ajuda de vocês. Byers e Frohike que escutaram os gritos de Langly correram para onde ele estava. Você disse Muder? --- perguntou Byers nervoso É ele Byers, é o Mulder. Ele voltou! Não acredito. --- disse Frohike atônito Ei pessoal, eu ainda estou aqui. --- disse Mulder --- Vocês poderiam vir me buscar, estou no hospital de Belefleur. É claro que nós vamos aí. --- disse Langly enquanto Byers e Frohike foram correndo trocar de roupa. Langly, você sabe se a Scully trocou de telefone? --- Mulder precisava perguntar, aquela dúvida o estava angustiando. Langly ficou sério e disse: É melhor falarmos sobre isso quando chegarmos aí. Mulder tentou argumentar, mas seu amigo tinha desligado, o deixando ainda mais angustiado do que já estava. XXXX Mulder você está bem? -- perguntou Byers assim que avistou Mulder no hospital. Estou ótimo, minha recuperação segundo os médicos foi espantosa – disse Mulder cumprimentando o amigo Sentimos sua falta chapa. --- disse Frohike abraçando Mulder Você não ia ficar livre de mim assim. – disse Mulder sorrindo E então, pronto para ir pra casa? -- perguntou Langly Mais do que nunca. --- respondeu Mulder Enquanto se dirigiam para a saída do hospital Mulder contou que não conseguia se lembrar de muita coisa do que tinha acontecido, e de que não sabia como tinha voltado. Quando acordei estava no hospital, não sabia o que estava fazendo aqui e nem quanto tempo tinha se passado.--- disse ele Os pistoleiros ficaram em silêncio, ouvindo atentamente o que Mulder dizia. Depois de alguns minutos Mulder não agüentou e perguntou: Como está a Scully? Os pistoleiros se entreolharam. Ela está bem. --- disse Langly Antes que Mulder pudesse dizer algo, Frohike falou: Muitas coisas aconteceram enquanto você estava em poder deles, coisas que envolvem você e a Scully, mas só ela pode explicar isso para você. Mulder encarou os amigos, estava tentando entender o que se passava, mas sabia que os pistoleiros não diriam mais nada sobre o assunto. Tudo isso fazia com que ele cada vez mais quisesse ver Scully. XXX Você tem certeza de que quer vê-la agora? --- perguntou Byers para Mulder A viagem tinha sido cansativa, mas assim que chegaram Mulder insistiu em ir ver Scully. Estavam os quatro, naquele momento, em frente ao prédio dela. Sim, eu preciso vê-la. – disse Mulder dirigindo-se para a entrada do prédio. Mulder, entenda os motivos dela. --- disse Frohike repentinamente Mulder continuou seu caminho sem olhar para trás, mas o que Frohike tinha dito o deixou ainda mais confuso. "Afinal, o que está acontecendo? " pensou ele Ao chegar em frente a porta do apartamento de Scully o coração de Mulder estava aos pulos. Mas as batidas na porta foram firmes e decididas. S que estava vendo TV se assustou com as batidas sem sua porta. Ao abrir a porta ela ficou estática. Mulder estava ali, encarando-a com seus profundos olhos verdes, olhos que Scully já tinha perdido as esperanças de ver mais uma vez. Meus Deus! -- foi tudo que conseguiu dizer antes de abraça-lo com lágrimas nos olhos. Você não sabe como eu sonhei com isso --- sussurrou Mulder para ela. Scully não conseguia falar, ainda chorava. Não acreditava no que estava vendo, era muito bom para ser verdade, ela pensava. Eu já tinha perdido as esperanças. --- disse ela finalmente Mas eu estou aqui, Scully, de carne e osso, todinho seu. --- disse ele sorrindo Scully o encarou, começava a perceber o que significava tudo aquilo. Mulder estava de volta, e ela estava noiva de Dogget, que ela não amava. Nós precisamos conversar. --- disse ela seriamente --- Vamos entrar. Mulder foi em direção a sala., percebeu que o apartamento tinha mudado um pouco, vendo que havia brinquedos no chão ele disse: Você agora deu para brincar com quebra-cabeças Scully? --- e apontou para o quebra-cabeça no chão Scully tinha uma expressão preocupada no rosto. Os pistoleiros disseram que nós tínhamos que conversar sobre algo. --- disse Mulder sério. --- Vamos Scully, não me faça adivinhar sobre o que é. Scully respirou fundo e disse: Mulder, assim que você desapareceu, muitas coisas aconteceram. Eu descobri que estava grávida... O quê?!! --- interrompeu Mulder se levantando do sofá bruscamente. – Como?! Mulder por favor, deixe eu terminar. Não sei como pude engravidar, foi um milagre. Quando eu descobri estava muito feliz, mas ao mesmo tempo arrasada, porque sabia que o pai do meu filho não estava comigo naquele momento. Mulder franziu a testa. Você está dizendo que eu... É claro que você é o pai Mulder. Quem mais seria? O Skinner? --- disse ela --- Voc6e é pai de um menino lindo, que é a sua cara. Menino esse que está dormindo e vai acordar se você ficar gritando. Mulder sorriu, o que há muito tempo não fazia. Estava radiante de felicidade, abraçou Scully e beijo-a apaixonadamente. Eu amo você. --- disse ele Scully não disse nada, sabia que o pior ainda estava por vir. Eu queria vê-lo, Scully. Scully segurou a mão de Mulder e guiou-o até o quarto de William, que dormia tranqüilamente. O nome dele é William. --- disse ela baixinho Ficaram ali observando o filho por algum tempo antes de voltarem para a sala. Então era disso que os pistoleiros falavam. Mas porque Frohike me pediu para entender os seus motivos. --- perguntou Mulder para ela Porque eu ainda não te disse tudo. TO BE CONTINUED E aí o que acharam? Se gostaram ou não me mandem um feed, ok.