TITULO: DUAS VIDAS E UM DESTINO... E-MAIL : kitaty@aol.com DISCLAIMER: Os personagens desta estória pertencem aos seus criadores e divulgadores, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo. CLASSIFICAÇÃO: Suspense/Drama / Shipper/ NC - 17 SINOPSE: Mortes inexplicáveis levam os agentes Mulder e Scully a Kansas City, um desejo de ambos muda todo o rumo da estória dos Arquivos X, mas será que Mulder e Scully serão capazes de viver um sem o outro? Mulder pedindo Diana Fowlen em casamento? Scully decidida a casar-se com Ethan? Mulder sente falta de alguém para desacredita-lo, Scully sente falta de teorias malucas, mas como se nunca ouve alguém que descordassem deles? Um encontro e a vida de ambos mudando completamente... OBS.: Por favor aguardo feedback, seja criticando ou elogiando, eles nos dão animo para continuar e melhorar as fic... ? "PALAVRAS DITAS AO VENTO COM IRA SERÃO REVOGADAS QUANDO CONFESSARES O VERDADEIRO AMOR" ... Scully chorava compulsivamente de raiva e magoa. A IRA lhe toma conta e ela esbraveja: _ Quase morri, inúmeras vezes por sua busca insana, sua busca Mulder, não minha, perdi o direito, o sonho de ser mãe por sua culpa, graças a você tenho um chip que a qualquer momento pode me matar, perdi minha única filha por experiências, Mulder eu te odeio, te odeio,como queria não ter te conhecido, nunca deveria ter te seguido, como daria tudo pra voltar atrás e NUNCA ter te conhecido. Ele levanta e diz com raiva olhando nos olhos dela: _ Então somos dois Scully! Uma luz invade o quarto, há uma explosão e segundos depois tudo se acalma,a escuridão toma conta do lugar. DOIS DIAS ANTES ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA KANSAS CITY 15H Passos apressados são ouvidos no corredor, uma batida na porta quebra o silêncio da sala: _ Entre! - diz um senhor calvo, ele está bem mau humorado. Uma moça morena de lindos olhos verdes acinzentados entra e diz: _ Desculpe-me pelo atraso senhor, não fiz por mau, mas é que... ele a interrompe bruscamente : _ Novamente com desculpas Senhorita Andry, não assim não vai dar, já é a terceira vez está semana, vou acabar te despedindo, sabes muito bem que o escritório não pode ficar sozinho! - diz aos berros o homem. Desculpe-me senhor Francis, mas não o fiz por mau, prometo que não vai acontecer de novo. _ Você sempre diz isso Andry e já é a terceira vez só essa semana, vamos, vamos deixe de moleza e comece a trabalhar... diz ele autoritariamente. A moça dirigiu-se para sua sala sem nada dizer, sentou-se atrás de sua pequena mesa, porém repleta de papéis, mau se acomodou seu chefe gritou, estava completamente irritado : _ Andry venha já aqui!! Ela foi apressada para lá, mas estava totalmente alterada, tremia, tensa, hoje ele estava mais alterado do que o normal e isto a estava deixando assustada. _ Sim Srº, em que posso ajudar?? - ela disse com a voz tremula. _ Já digitou aqueles contratos que lhe entreguei ontem?? _ Sim Srº, estão em cima da sua mesa naquela pasta azul ali! - ela apontou pra pasta. _ E aquela carta que te entreguei sexta-feira já a digitou também? - ele pega a pasta na mão e começa a folhear. Ela engole seco ele não havia lhe passado nenhuma carta ao menos que ela se se lembra e disse bem receosa: _ Que carta Srº? _ Como que carta?? Ficou maluca garota, não venha me dizer que ainda não digitou aquela carta, não acredito que tenha se esquecido! - ele gritava descontrolado. Ela disse se afastando um pouco imaginando a reação dele: _ Não sei de que carta o Srº está falando, não me mandou digitar nenhuma carta! _ Como não mandei? Está me chamando de mentiroso? - ele grita enraivecido _ Não senhor, mas não me mandou digitar nada na sexta. - disse confiante no que afirmava. _ Claro que mandei! - e passa a mão sobre a mesa derrubando todos os papéis que havia em cima desta. Ela dá mais um passo para trás com medo, ele continua gritando e indo à direção dela. _ Claro que mandei, mandei que digitasse a carta para o Srº John, revive sua memória que tenho certeza que irá se lembrar. - o olhar dele era ameaçador e ele continuou: _ Ande diga onde você a colocou? - ela dá mais um passo para trás, mas está sem saída, pois o armário está a sua costa ele vem se aproximando, olha para os papéis no chão e algo lhe chama a atenção, ele se aproxima mais dela, está amedrontada seu joelho tremem, ele se abaixa perto do dela e recolhe um papel do chão, olha-o fixamente, passa os olhos sobre ele e diz meio sem graça : _ Aqui está, digite-a para mim agora preciso enviá-la ainda hoje! - entregou a carta na mão e nem fez menção de quem tinha a intenção de pedir-lhe desculpas pelo mau entendido ela por sua vez disse: _ Como queira Senhor! - disse em tom de desprezo. Ao sair da sala murmurou: _ Adoraria que morresse velho desgraçado! - seu semblante se modificou ao terminar de pronunciar a frase e seus olhos brilharam intensamente na sua face doce apareceu um sorriso macabro. ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA KANSAS CITY 18H45M John está sozinho revendo alguns papéis antes de ir embora para sua casa, ver sua família, ouve um ruído, para o que está fazendo e presta atenção de onde vem o ruído, ele percebe que vem da sala ao lado, ele grita: _ Srtª Andry é você??? Não obtém resposta, ele faz que vai levantar-se, mas para ao ver uma luz que emana da janela de seu escritório, fica estático, não consegue se mover nem gritar, tenta pedir socorro mas a voz não saí, a luz avança, o envolve e a única coisa que se ouve e uma voz rouca dizendo baixinho : _ Ela não merecia isso!!!! O silêncio paira, a luz desaparece e a escuridão toma conta do lugar. DIA SEGUINTE ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA KANSAS CITY 8H00 Andry entra sorridente na sua sala e vai de encontro a seu chefe, abre a porta, está feliz, porém ao olhar em direção a mesa de seu chefe as suas feições mudam, ela grita e logo em seguida desmaia, devido ao grito estridente sua colega vem ao seu socorro e se depara com o cadáver de John, um esqueleto, mas os ossos são estranhos parece serem cobertos por um cristal brilhosos, no chão há cinzas provavelmente do pobre homem, a mulher saí correndo e telefona para o 911 chamando por ajuda....... PORÃO DO FBI WASHINGTON, DC 18H00 Mulder está visivelmente entediado, não há nada para fazer a mais de dois dias, ele está com os pés sobre a mesa jogando lápis no teto, com a camisa semi-aberta e com a gravata desafrouxada. Scully entra olhando uma pasta, olha para Mulder assustada e com ar de reprovação diz: _ Que isso Mulder???? Arrume-se!!! _ Poxa Scully isso aqui está quente demais se colocar um ovo aqui em cima da mesa frita! – ele fez carinha de cachorro sem dono. Ela desvia o olhar e diz : _ Nem adianta fazer essa cara, anda se arruma! – e empurra os pés dele de cima da mesa e se senta n lugar. Bem contrariado ele diz: _ Está bem! - e começa a se recompor. _ Onde estava Scully? _ Com Skinner, ele nos deu um caso muito interessante Mulder. – ela olha para ele e retorna a olhar para os papéis com ar de intrigada. _ Scully? Você está se sentindo bem? - - ele diz com tom de ironismo Ela faz uma careta pra ele e reponde: _ Claro que sim, não acredita então olhe você mesmo! – e passa a pasta para as mãos de Mulder, ela mostra a foto do esqueleto e Mulder entusiasmado diz: _ Quem era esse cara, onde aconteceu e quando? _ Este é, ou melhor, era o Srº John Cristh, a sua secretária o encontrou assim hoje de manhã, ela estava completamente assustada, disse que havia pedido que ele morresse porque ele sempre estava brigando com ela por nada então hoje pela manhã ela o encontra assim, está apavorada a pobre coitada. Mulder balança a cabeça afirmativamente e pergunta: _ Tem certeza que e esse tal de John? _ Sim a arcaria dentária confere, o mais estupendo é que o esqueleto está revestido por um tipo de cristal nunca visto antes. _ Ta, ta mas onde aconteceu isso?? Onde está o Arquivo X neste caso Scully não o estou vendo, não sei porque nos deram esse caso? – ele diz ironicamente Ela olha pra ele abismada ele sorri ironicamente, ela responde: _ No ponto em que já é a terceira pessoa a que morre em Kansas City, fora duas outras que continuam desaparecidas e esse cristal misterioso está em todos os casos, seja na caso ou nos ossos das pessoas. E em todos os casos sem exceção um amigo, parente ou outra pessoa diz que quer que essa pessoa desapareça de sua vida ou morra. _ Uhhhhh, então quer dizer que se eu desejar que você desapareça, no dia seguinte já não tenho você do meu lado Scully? – ele solta uma piadinha Ela balança a cabeça e diz: _ Negativo Mulder, você está errado, se você proclamar no meio da IRA, raiva, que me odeia e que não quer mais me ver na sua frente, aí sim, essas pessoas disseram isso sem pensar, no meio da raiva, de uma discussão mórbida, com ira da outra pessoa, é como se a cólera tomasse conta de suas palavras e estas se concretizassem! _ Essa estória ta me parecendo àqueles livros de literatura grega onde os deuses dos Olímpio se vingam dos humanos se apossando de suas próprias palavras.- ele sorri. _ Ta Mulder deixa de gracinhas e vamos embora, já passa das sete e temos que nos arrumar, amanhã embarcamos pra Kansas City às 7h. – dizendo isso ela passa pega seu casaco sobre a cadeira e o espera na porta. _ Como quizer Drª! – ele dá uma pisca pra Dana e retribui com um sorriso tímido, ele coloca o casaco e saí! KANSAS CITY PARQUE FLORESTAL 20H31M Duas pessoas são vista ao longe debaixo de uma arvore, namorando, descontraídas, uma sombra se aproxima vagarosamente, sem fazer barulho ao chegar bem perto dos dois ela grita aos soluços: _ Não posso acreditar nisso, Antony??? – o rapaz se afasta assustado e ela continua chorando compulsivamente: _ Não, não é possível, eu não esperava isso de você, nunca Antony nunca pq? _ Anna não é o que você está pensando! – o rapaz se afasta da outra garota que prefere fica na pernumba. _ Está me chamando de idiota Antony como se já não me basta se isso! Vai querer negar o que vi com os meus próprios olhos Antony, não foi ninguém que viu fui eu mesma que presenciei tudo..... _ Ao menos me deixe explicar Anna.... _ Não tem o que explicar Antony, eu vi, e te ódio Antony, ódio-o por tudo que um dia imaginei poder ter com você, te odeio Antony. – ela as correndo na direção da saída do parque ele corre atrás dela esquecendo-se da outra garota que ficará embaixo da arvore olhando tudo sem dizer nada. _ Anna espere, por favor Anna deixe-me te explicar..... grita o rapaz Ela se vira e grita: _ TE ODEIO Antony espero que morra, ou melhor eu desejo que você morra da pior maneira possível e que se culpe para sempre por isto......seus olhos brilham ao terminar a frase e ela volta a correr em direção a saída, ele porem já não agüenta mais e prefere também que a raiva dela passe, volta- se e vai em direção ao centro do parque. Anna para embaixo de uma arvore já não agüenta mais, tanta dor e angustia misturado com o cansaço, senta no chão encolhe as pernas perto do seu peito e chora compulsivamente a dor a invade... Antony ia caminhando em direção aonde tudo tinha começado precisava se explicar com Tereza também, pois havia a enganado, as duas para ser sincero, ao chegar próximo a uma curva ficou estático, não conseguia se mover e uma luz invadiu o lugar, tentou gritar, pedir ajuda, mas não conseguiu a luz o envolveu por completo e uma voz rouca e misteriosa disse: _ Ela não merecia isto!!!! Anna que não estava muito longe dali percebeu o clarão que vinha na direção de onde Antony estava e correu, mas ao chegar ao local a luz já não existia apenas uma forma ao longe, chegou mais perto e quase desmaiou, viu a caveira de Antony ali em pé ,ela o reconheceu devido ao medalhão de ouro que lhe dera de presente, ela grita desesperada: _Ou não Antony, não!!! Não pode ser!!!! Ela chora compulsivamente e percebe que um vulto aparece entre as arvore, ela sente um arrepio subir pela espinha, olha assustada para as arvores, a sombra vem se aproximando dela, ela corre olhado pra trás a todo instante acaba por tropeçar o vulto negro está perto dela, quando alguém por trás a ajuda a levantar, ela grita: _ NNNAAAAAOOOOOOOO!!!! _ Acalme-se só vim ajudar! Ela vira-se e olha apara a face da garota que estava com Antony, a garota diz: _ Vamos sair daqui rápido! Ambas saem correndo juntas por entre as arvores ouvem uma voz rouca, abafada dizendo: _ Vocês não sabem o que querem!!! APARTAMENTO DE SCULLY 0H01 Scully estava deitada, não conseguia dormir apesar do sono a estar rondando, porém pensava em algo que descobriu a pouco e que a vinha lhe encomando a desde de então, o telefone toca, ela olha para o relógio na cabeceira da cama: 0h02m, pensa: "Deve ser o Mulder" Atende com a voz meio sonolenta: _ Diga Mulder o que houve? _ Mais uma pessoa...... como sabia que era eu Scully? – ele franze a testa intrigado Ela responde com um sorriso nos lábios: _ Só você é quem me liga nestes horários malucos Mulder! Continue sim..... _ Ahhhh, só eu, ta....deixa pra lá..mas então Scully mais uma pessoa acabou de morrer, desta vez no Parque Florestal da cidade, a namorada disse que eles brigaram, ela viu um clarão e correu até lá, quando chegou ele estava no mesmo estado que o Srº John com uma única diferença desta vez a namorada da vítima disse ter ouvido uma voz dizendo: "Vocês não sabem o que querem!" _ Credo Mulder isso ta me parecendo filme de terror misturado com ficção barata! Mulder sorri e responde: _É Drª céptica, mas há cadáveres no meio, gente real morrendo.... Ela ficou quieta por uns instantes refletindo e disse: _ É tem razão Mulder, mas é só isso Mulder? _ Está me dispensando Scully ou é impressão minha! _ Não Mulder, não é impressão sua estou te dispensando sim, estou morrendo de sono, não consegui dormir ainda e daqui a pouco eu, ou melhor, nós temos que levantar pra ir trabalhar, depois conversamos melhor no escritório tem mais alguma coisa que queira dizer antes de desligar? _ Sim que TE AMO... ele diz apreensivo a resposta. Ela sorri, balança a cabeça e diz: _ Boa noite Mulder! _ Até mais Scully! – ela desliga o telefone. Ele olha para o telefone e murmura: _Porque você nunca acredita Scully? Ela vira-se para o lado coloca o telefone no gancho e diz: _ Como queria que fosse verdade isso que me disse Mulder, não somente uma brincadeira sua, se soubesse... – ela balança a cabeça negativamente e aconchega-se na cama. AEROPORTO DE WASHINGTON 6H00 Eles chegaram praticamente juntos no aeroporto, Scully é quem ironiza: _ Caiu da cama Mulder? _ Não, apenas não consegui dormir direito está noite. _ Porque? Já sei nem precisa responder estava pensando no caso!- ela diz com um sorriso entre os lábios. _ Pode ser... _ Como assim pode ser Mulder, em que pensava além do caso ? _ Em muitas coisas! _ Enumere essas tais coisas.... – ela disse intrigada Ele diz debochado: _ Tá curiosa Scully? – ele sorri continuou: _ Pois bem vai continuar. _ Não Mulder e me desculpe não queria invadir sua privacidade. – ela diz com ressentimento na voz e vai andando. _ Ei Scully eu tava só brincando. _ Não precisa se justificar Mulder, não me deve satisfações, vamos indo nosso voou saí daqui a pouco. – ela está realmente chateada. _ Vai ficar ressentida por tão pouco? Scully não responde e vai em direção ao embarque . Ele a puxa pelo braço e olha fixamente para os olhos celestiais dela, e diz: _ Pensava em você! Porque você nunca acredita quando digo que a amo? Porque Scully? Ela desvia o olhar e nada responde, está abobada com aquela revelação, ela não quer acreditar: É tudo um sonho! Não pode estar acontecendo! Não é real! -Ela diz pra si mesma. Ele a puxa mais pra si levanta o rosto dela e diz suavemente olhando em seus olhos: _ Quem saber agora você acredite! – e dá um beijo nela no meio do saguão do aeroporto, todos ao redor que viram a pequena discussão aplaudem, ela coloca o braço em volta do pescoço dele retribuindo o beijo, quando eles param ela olha pra ele timidamente e diz ao seu ouvido: _ Agora eu acredito! – e sorri ULTIMA CHAMADA PARA O VÔO 42, EMBARQUE PELO PORTÃO 3 _É o nosso vôo, vamos! Mulder pega na mão dela e a conduz até a porta e embarque. Scully está completamente embriagada de tanta felicidade. Eles transpiram felicidade. Nada dizem durante o vôo, apenas ficam se contemplando sem restrições, permanecem de mão dadas e trocam olhares apaixonados. KANSAS CITY PLAZA COW HOTEL RECEPÇÃO Desembarcaram, foram alugar um carro para seguirem para o Necrotério da cidade, mas antes decidiram por passar no hotel pra deixarem as malas. Mulder se aproxima da recepcionista e pede dois quartos. _ Desculpe-me Srº ?? _ Fox Mulder _ Fox Mulder, bonito nome! – ela sorriu sedutoramente para ele. Scully percebeu e não gostou nem um pouco da estória. _ Obrigada Srta! _ Emma Tuny! Desculpe-me Srº Fox, posso chamá-lo assim? _ Claro que pode. –Mulder sorriu. Os olhos de Scully saiam faíscas. _ Então Fox estamos lotados e só há um quarto de casal no hotel, se importa de ficar com ele? – ela lhe lança outro olhar sedutor. Scully é quem responda e sua voz soa com raiva: _ Ficamos com o quarto sim Srtª, pode fazer as papeladas.- Mulder olha admirado pra Scully enquanto que ela lhe lança um olhar metralhador. Mulder nada diz. A recepcionista vai entregar os papéis e a chave para Mulder, mas Scully se adianta pega as chaves das mãos da recepcionista e assina os papéis, pega na mão e Mulder e diz: _ Vamos Mulder! – eles subiram as escadas, quando chegou no corredor Scully começa a discussão, larga da mão e diz com a voz alterada: _ Eu não posso acreditar nisso Mulder? _ Acreditar em que Scully? – ele fez a car mais inocente que pode. _ Não se faça de inocente Mulderrrrr, sabe muito bem do que estou falando!- ela disse entrando no quarto. Ele a seguiu e disse rindo : _ Não Scully, eu não acredito, vai me dizer que.... ela o interrompe com a voz alterada: _ Não se faça de cínico, seu, seu hipócrita, não acredito Mulder, como você pode ser tão cínico, manipulador, à algumas horas atrás disse que me amava, me fez acreditar nisso! _ Mas é verdade Scully , Eu Te amo e não sei viver sem você! – ele foi se aproximando dela com a tão famosa carinha de cachorrinho sem dono. _ Fique bem onde está Mulder, é me ama tanto que na primeira chance que tem e pior na minha frente dá em cima daquela.....daquela...daquelazinha lá em baixo..... _ Eu não estava não Scully. Ele se senta na cama. Ela anda de um lado para o outro _ Imagina se estivesse então: " Posso te chamar de Fox?" " Claro que pode" – ela faz cara de deboche. _ Seu cínico! – Scully estava realmente muito zangada e alterada. _ Não acredito que esteja fazendo esse aue todo só porque a deixei me chamar de FOX! _ O caso MULDER – ela entona a voz o pronunciar o nome dele – é que qualquer uma pode te chamar de FOX menos eu! Lembra-se de que você praticamente me proibiu de chamá-lo de FOX . Mas a detetive Pheabi podia, a Diana podia te chamar assim também você até sorria quando ela he chamava pelo primeiro nome agora eu não tem que ser Mulder. – ela disse totalmente irritada _ Não coloca a Diana no meio Scully, ela não tem nada a ver com isso. – Mulder alterou a voz, já estava começando a se irritar com a atitude de Scully. _ Ela ainda é seu chodó não é Mulder. Ainda a defende depois de tudo, não é mesmo!? _ Pare Scully a Diana não vem ao caso. _ Porque não Mulder? Sempre a defendeu, sempre acreditou nela, porque? _ Por que ela nunca me deu motivos para desconfiar dela. E além do mais ela sempre confiou em mim! – ele estava extremamente irritado e alterado. _ E eu algum dia te dei motivo AGENTE MULDER? Eu lhe dei motivos? – ela estava gritando com ele e os olhos repletos de lágrimas _ Pare Scully isto não vai nos levar a nada! _ Não me respondeu Mulder, algum dia eu te dei motivos, sempre o segui sem nem mesmo acreditar nas suas teorias malucas, nas coisas absurdas que você me dizia, deixei minha vida pra te seguir. Deixei tudo, TUDO, pra trás por você, pela sua busca e você o que me deu em troca NADA, nunca confiou em mim, sempre escondeu tudo de mim sempre. – Scully chorava compulsivamente de raiva e magoa. A IRA lhe toma conta e ela esbraveja: _ Quase morri, inúmeras vezes por sua busca insana, sua busca Mulder não minha, perdi o direito, o sonho de ser mãe por sua culpa, graças a você tenho um chip que a qualquer momento pode me matar, perdi minha única filha por experiências, Mulder eu te odeio, te odeio,como queria não ter te conhecido, nunca deveria ter te seguido, como daria tudo pra voltar atrás e NUNCA ter te conhecido. Ele levanta e diz com raiva olhando nos olhos dela: _ Então somos dois Scully! Uma luz invade o quarto, há uma explosão e segundos depois tudo se acalma, a escuridão toma conta do lugar. . QUANTICO 1.992 8H Uma mulher ruiva, de olhos azuis celestiais fascinantes, estava em pé observando um cadáver, o corpo pálido de um rapazinho. O rosto da agente não mostrava emoção alguma era como se olhasse para uma berinjela; afinal aquilo era seu trabalho, sem emoções. Scully era uma linda moça, porém não era pela sua beleza que havia conseguido entrar para o FBI, mas por causa de seu cérebro. Era o tipo de agente que o Buerau queria, viva e sem medo de mostrar sua perspicácia. Sua tarefa mais recente no Bureau tinha sido instrutora na Academia de Treinamento, estava usando um cadáver para que as pessoas pudessem descobrir uma provável vitima de eletrocussão. Falava de um modo bastante claro e dominava o tema com total desenvoltura, usando os termos técnicos pertinentes. Se os alunos não conseguissem azar o deles, acabariam por não se tornar bons agentes do FBI. _ A eletrocussão interrompe as batidas cardíacas e a maior parte dos sistemas motores. A morte ocorre por danos aos tecidos, no próprio coração e na cavidade do nariz, assim como nos nós arterioventriculares. Todos temos a capacidade de conduzir eletricidade em diferentes graus; assim, por exemplo, eu talvez possa sobreviver a um raio enquanto outras pessoas podem não resistir ao choque que levam ao colocar o dedo em uma tomada elétrica. Durante a investigação vocês devem procurar por um ferimento arredondado e avermelhado... Scully fez uma pausa, enquanto outro agente entrava na sala. Ela franziu a testa, porque não gostava de interrupções em suas aulas. Mas esqueceu disso quando leu a nota que o agente lhe entregara. " Sua presença é exigida em Washington, às 15horas em ponto. Entre em contato com o agente especial Jones." Scully era uma mulher bastante independente. Mas sabia obedecer ordens, o que era outra coisa que a transformava no tipo de agente que o FBI apreciava bastante. Scully havia combinado de almoçar com Ethan, ele havia ligado dizendo que precisava falar com ela urgente, haviam combinado de almoçar em um restaurante que ficava perto da sede do FBI em Washington, assim poderiam conversar e Scully não se atrasaria para a reunião. Scully ficou receosa pensando em mil coisas que Ethan poderia lhe dizer Scully chegou ao restaurante e Ethan já a esperava ansioso. Eles pedem e Scully decide por fim aquela angustia: _ O que queria dizer me Ethan? Ethan enfia a mão no bolso do casaco e retira uma caixinha azul, ele a estende até a Scully , abre-a e pergunta com um lindo sorriso nos lábios: _ Saber se aceita casar-se comigo Dana? – Scully olha dentro da caixinha e podemos ver um lindo anel de noivado. Scully fica sem ação tamanha a emoção, nada diz apenas olha carinhosamente para Ethan que insiste na pergunta: _ E então Dana aceita casar-se comigo? _ Sim! - ela diz com emoção na voz e sorri Ethan pega delicadamente a mão de Scully e coloca a mão no dedo dela e levanta-se e dá um beijo nela que retribui apaixonadamente. Cerca de duas mesas a frente podemos ver outro casal que se olha apaixonadamente, ele conversam animada mente, vemos um homem alto, bonito cabelos castanhos e lindos olhos verdes amazônicos, ele olha para a mulher a sua frente e diz com a voz carinhosa: _ Diana que se casar comigo? – ele apresenta a ela um lindo anel de noivado. Diana sorridente responde: _ Oh FOX não sabe como esperei por isto, sim aceito. Ele dá a volta na mesa, coloca o anel no dedo dela e lhe dá um beijo suave. SEDE DO FBI WASHINGTON,DC 15H20M Scully entra e pergunta a recepcionista onde fica a sala de reuniões, a recepcionista lhe mostra a direção, Scully está tão absorta em seus pensamentos que nem se dá conta de que ao entrar no elevador apertou o botão que lhe dá acesso direto ao porão, só percebeu quando a porta deste abriu. Scully franziu a testa, onde estaria, olha para o lugar parece-lhe familiar, saí do elevador e caminha em direção a uma porta que está semi- aberta, fica lhe perguntando que lugar seria aquele, não resiste e vai até a porta, bate e obtém uma resposta que lhe arranca um sorriso dos lábios: _ Não tem ninguém aqui só os menos procurados pelo FBI. Ela abre a porta e depara-se com Mulder de costas olhando algumas fotos sobre uma mesa de luz, devido ao barulho da porta Mulder vira-se, ambos ficam se olhando mas não se pronunciam, é como se já se conhecessem, aqueles lindos olhos verdes lhe chamavam a atenção, eram brilhantes, tinham um brilho diferente, um brilho que ela parecia conhecer bem, mas de onde? Mulder a contempla por alguns instantes, a beleza de Scully lhe chama a atenção de imediato e ele se vê perdido dentro daquele azul celestial, esse olhar de onde a conheço.... Scully meio sem jeito é quem quebra o silêncio: _ Desculpe-me, estava procurando a sala de reuniões e não sei como vim para aqui, onde fica a sala de reuniões, sabe me informar? _ Tem uma reunião com os chefões é? Você está bem longe dela aqui é o porão do FBI e ela fica no terceiro andar, Srtª? _ Dana Scully! – Scully lhe estende a mão e Mulder logo nota o anel em seu dedo, intuitivamente olha para o seu são idênticos, ele estende a mão e diz: _ Fox Mulder, prazer! Eles apertaram as mãos e o silêncio foi cúmplice de seus pensamentos: "Essas mãos tão pequenas, delicadas, esse toque, me faz sentir algo estranho, não sei explicar, é como se já a conhecesse..." " Esse toque é tão familiar, e esse olhar magnífico, penetrante, ,me faz sentir algo estranho, controle Dana você é uma mulher comprometia" Scully completamente sem jeito quebra o silêncio: _ Fica no terceiro andar não é, obrigada, tenho que ir! – aquela situação a incomodava. _ Espere! Mulder lhe segura pela mão, não sabia o porque, mas não queria que ela fosse embora e continua: _ Você é Dana Scully, aquela que refez a teoria de Aunsten? _ Sim, porque? – ela franze a testa. _ Está muito atrasada para sua reunião? _ Pra lhe ser sincera não estou bem adiantada. _ Se importante de ver umas fotos de uns crimes que estou investigando, gostaria que visse se conhece uma substancia orgânica que encontrei nos corpos – antes que Scully respondesse ele apagou a luz e começou a passar os slides, ele levantou-se dando lugar para ela sentar, ela o fez sem questionar,não sabia o porque mas algo dentro dela clamava, implorava que ela ficasse ao lado daquele homem, eles olharam os slides, conversaram bastante sobre os casos, cada um colocando o seu ponto de vista, Mulder sempre com suas teorias malucas e Scully o contra pondo, até que Dana olhou de relance no relógio, já estava começando a se atrasar, ela disse em meio ao assunto: _ Tenho que ir! _ Mas já? Como o tempo voou não? _ Concordo com você! Tchau Mulder – ela disse já da porta _ Até mais Scully, boa sorte com os chefões! _ Obrigado! – Ela sorriu e sai para o corredor não sabia o porque de tê- lo chamado de Mulder, mas sabia que era o certo. SALA DE REUNIÕES WASHINGTON, DC. 16H01M Scully já começara a ser interrogada. _ Conhece o agente Fox Mulder? _ O conhecia apenas por nome, mas por ventura hoje o conheci pessoalmente me perdi e acabei parando no porão em frente à sala dele. Os integrantes do Sindicato se entre olham. O mais velho pergunta-lhe: _ E o que achou dele? _ Parece ser uma boa pessoa, simpático, não achei que a fama que ele tem de ser estranho lhe faça jus. – Dana apenas se limitava a responde o que lhe era perguntado, mas aquele homem no porão havia lhe impressionado, mexido com algo dentro de si ,a muito esquecido por ela, com seus sentimentos, seu coração, coisa que nenhum outro conseguiu fazer. Os homens se entre olham novamente e o que está encostado no armário fumando, fala soltando uma baforada: _ Agente Scully você será promovida, vai auxiliar o agente Patrick Doggett, na cessão de crimes violentos. – a voz daquele homem lhe ocasionou um calafrio que subiu pela espinha, causando-lhe arrepios e desconforto. _ Obrigado senhor! – ela disse receosa e sem olhar para aquela criatura. _ Pode retirar-se e pegar o cargo hoje mesmo. _ Está bem senhor. – ela se retira, estava feliz com o nov cargo, porém aquele homem lá dentro lhe causara uma sensação estranha, hoje seus sentidos estavam estranhos, e ela nunca fora de segui-los, mas hoje não sabia o porque, mas tudo lhe parecia comum, como um dejavu, a lembrança de Mulder no porão lhe vinha a mente a cada instante, ela sorriu ao lembrar do sorriso dele, era lindo, maroto e cativante e aquele olhar brilhante, meu Deus o que está havendo comigo... Scully tentou esquecer Mulder e caminhou em direção a sessão de Crimes Violentos. SALA DE REUNIÕES MINUTOS DEPOIS _ Nós havíamos combinado de que ela iria trabalhar com o agente Mulder. – disse o homem enraivadecido. _Sim, mas este encontro casual e a simpatia dela por ele não me agradaram nem um pouco! – disse o homem encostado no armário soltando uma bafora e continuou: _ Me pareceu uma ameaça essa simpatia por ele, então decidi por coloca-la com o agente Dogget lá ela também será bem útil e ele saberá muito bem como lidar com ela.- terminou de dizer soltou uma baforada e saiu deixando todos sem entender nada. SESSÃO DE CRIMES VIOLENTOS Scully conhece Dogget, logo de cara não simpatizou com ele, pareceu-lhe um homem aleivoso, cheio de brincadeiras nada agradáveis, e por fim um belo folgado, mau ela chegou mandará fazer um monte de relatórios que estavam abarrotados sobre a mesa há semanas pelo que ela pode ver. Ela fez mas bem contrariada. Mulder continuava no porão, quer dizer o corpo, porque a mente estava em Scully, ela havia mexido com seus sentimentos, com seu coração de uma forma que nenhuma outra mulher fez, nem mesmo Diana. Ele sorriu ao lembrar-se do sorriso delicado dela, daquelas mãos tão pequeninas que lhe causaram uma sensação tão maravilhosa a um pequeno toque, aquele rosto angelical, realmente Dana havia mexido com seu coração, mas infelizmente era tarde para ambos, eram noivos e Dana lhe pareceu uma mulher determinada, que não voltava atrás em uma decisão, procurou voltar para seu trabalho, mas sabia que aquele sorriso, aquele rosto angelical não lhe sairia da mente nunca mais. Os dias foram se arrastando, já se passara um mês após o encontro de ambos no porão e este encontro mexera por demais com eles tanto que se sentiam diferentes, como se algo lhes falta – se na vida. Mulder e Diana continuaram a trabalhar juntos nos Arquivos X. Mulder sempre gostou que Diana aceitasse suas teorias nada ortodoxias, mas de uns dias pra cá sentia falta de alguém para lhe contra por, de alguém que discorda se de suas teorias e lhe desse pontos científicos,sentia de algo que nunca tivera e isso o estava incomodando. Do mesmo modo estava Dana, confusa, sentia que aquele não era seu lugar, detestava trabalhar com Dogget, mesmo sabendo que ela era noiva vivia a insitir que ela fosse jantar com ele, a lhe dar investidas ousadas, Scully sentia falta de alguém que fosse próximas, mas não intimo, alguém que lhe entendesse, mesmo sem ela pronuncia uma única palavra, que lhe contrariasse, mas que sempre lhe ajudasse quando ela precisava, alguém que ela sabia que poderia contar sempre, que lhe desse teorias diferentes de um caso que lhe parecia tão normal, não sabia o por que de estar sentindo falta de algo que nunca teve mas isto estava lhe causando um vazio e provocando-lhe uma tristeza sem igual. APARTAMENTO DE MULDER 21H45M Podemos ver dois corpos sobe a cama, envolvidos no lençol, um homem deslizando seus lábios sobre um corpo feminino, esta por sua vez geme intensamente, ele sente prazer ao ouvi-la gemer e pronuncia seu nome baixinho: _ Dana?! _ Do que me chamou FOX? – Diana se levanta quase o derrubando da cama. Mulder engoliu em seco,aquelas noites de sonho com Dana estavam surtindo efeitos na vida real, ele faz a cara mais inocente do mundo e diz: _ De Diana! Diana estava furiosa estava pegando suas roupas do chão e gritou: _ Você me chamou de Dana, FOX! Dana, quem é Dana? Mulder engoliu em seco novamente e não respondeu. Diana irritou-se e se dirigiu pra fora do quarto, Mulder gritou de lá: _ Aonde vai Diana? _ Pra minha casa, fique aí só, ou melhor, chame a tal DANA pra ficar com você!- ela saiu batendo à porta. Ele disse pra si mesmo : _ Bem que eu gostaria! Ele levantou-se, se arrumou e foi andar para espairecer, como Dana havia mexido com ele, ele sentia a falta de algo que nunca tivera, sentia falta dela, mas como é possível se só havia falado com ela uma única vez. Estava tão confuso e distraído que ao virar uma esquina trombou com uma mulher, está estava tão ou mais distraída que ele, eles se olharam par pedir desculpas, ele a segurava pela cintura com o impacto para que ela não caísse, tamanha foi a surpresa de ambos que não falaram nada, ficaram apenas a se olharem intensamente, os seus rostos foram se aproximando até que inevitável aconteceu. Eles se beijaram apaixonadamente, seus corpos se estremeceram, como se a anos estivessem esperando por este momento, Mulder a puxou mais para perto de si, Scully por sua vez colocou os braços em volta do pescoço dele e começou a acariciar seus cabelos, passando as pontas dos dedos pela nuca dele, provocando-lhe arrepios pelo corpo , ele pensou intrigado: " Como ela sabe que gosto disso?" Ao término do beijo eles se afastaram e Scully ficou cabisbaixa, Mulder ia dizer que havia adorado aquele beijo, mas antes que pudesse abrir a boca Scully começou a dizer: _ O que fizemos foi errado Mulder, não deveríamos ter feito isso! – a voz dela estava tremula, ela permaneceu cabisbaixa. _ Mas Scully ... ele levantou a cabeça dela, os olhos dela estavam repletos de lágrimas e ele continuou olhando fixamente naqueles olhos azuis que tanto o fascinará - ... não consigo parar de pensar em você e ... ela o interrompeu dizendo: _ Não Mulder, não podemos nos aproximar mais, isto já foi longe demais, ambos somos comprometidos e devemos nos comportar com tal. _ Mas.. _ Nada de mas Mulder, vai ser melhor para nós dois. É melhor assim, adeus e não me procure mais por favor. – ela saiu caminhando rapidamente sem olhar para trás, não sabia o porque mas estava tomada por uma tristeza, às lágrimas lhe cobriam seu belo rosto, sentia como se estivesse terminando um relacionamento de anos a fio, ela pensa: "Como meu Deus, como posso amar este homem se nem ao menos o conheço?" Mulder fico ali paralisado pelas palavras de Scully, ficou olhando a mulher que ele amava ir embora, sem nem ao menos deixa-lo dizer que a amava, mesmo sem conhecê-la, que ela fazia parte dele, que ele precisava dela, seus olhos encheram de lágrimas, ele chorava deito uma criança, chorava por aquele amor que nunca se concretizaria, chorava por aquele linda agente ruiva que adentrará em seu coração sem pedir autorização por aquela mulher que seria sua única fonte de vida. – ele caminhava e murmurou em meio aos soluços: _ Por que Scully? Porque fazes isto comigo, como posso te amar sem te conhecer? Porque meu amor, porque tem que ir para o lado racional das coisas ao invés de fazer o que pedes o seu coração, pois sei que me amas se não, não teria retribuído aquele beijo e me pedido para me afastar de ti. Sei que será impossível deixar de te amar pois já fazia parte de mim antes mesmo de te conhecer, já habitava em meu coração, mas com dor neste irei me fazer o que pede, só quero que consiga ser feliz meu amor! Só espero que consiga ser feliz! A dor no peito de Mulder era enorme ele sentia como se tivessem tirado um pedaço de si, mas iria fazer isso por ela. Os meses foram se arrastando, ambos resistiam a tentação de procurar um ao outro, mas parecia que o destino os queria unidos, estavam sempre se encontrando ou se esbarrando pelos cantos do FBI, hora na sala de rastreamento, hora no corredor, no elevador, constantemente e aqueles encontros casuais ao deixavam constrangidos, aflitos, com uma angustia sem igual, eles não sabiam o que fazer ou dizer quando se encontravam. Tentavam disfarçar ao máximo mas as vezes era impossível. Scully havia terminado seu noivado com Ethan, não conseguia ficar com ele, achava que o estava traindo pois toda vez que estava com ele sempre pensava em Mulder, uma vez até sussurrou o nome de Mulder mas Ethan não ouvirá e ela dera graças a Deus por isso. Ela estava só porém seu coração estava com Mulder. Sempre se questionava como poderia amar alguém sem nem mesmo conhece-lo? Ela se atirou no trabalho para poder esquece-lo, preencher o vazio que aquela paixão lhe trazia. Porém Scully não deixou de usar a aliança de noivado pois não era por que havia destruído sua vida que destruiria a de Mulder, esperava que ele fosse feliz com sua noiva, desejava ao homem que mais amava que ele fosse feliz mesmo que fosse ao lado de outra. Mulder por sua vez ainda estava com Diana, não sabia bem o porque mas continuava com ela, seu relacionamento vivia aos trancos e barrancos, sempre brigando pro qualquer motivo bobo. Talvez fosse pelo fato de Scully permanecer noiva, pelo fato de saber que nunca a teria, seu coração batia por ela, toda vez que a encontrava ou apenas ouvia ao longe sua voz ele só faltava saltar garganta a fora. Seu coração batia por ela, clamava por ela, mas não poderia destruir a vida da sua amada, desejava que ela fosse feliz nem que fosse ao lado de outro. Nos momentos íntimos com Diana desejava que fosse Scully que estivesse ali. Mulder não agüentava mais aquela situação, resolveu que acabaria tudo com Diana e tentaria de todas as formas conquistar o coração de sua amada. Naquela tarde de outono iria terminar tudo com Diana, porém o destino resolveu brincar com ele. Skinner os chamara para pedir que fossem ajudar o pessoal da Seção de Crimes Violentos a pegar alguns terroristas que estavam ameaçando pessoas inocentes num prédio empresarial a duas quadras dali. Prontamente eles foram, ao chegarem no local já estava quase tudo acertado, o bando havia resolvido soltar os reféns, iam se entregar, chegaram até a porta do prédio mas resolveram atirar contra os policiais, Mulder viu que Scully estava no meio do tiroteio, perdida, não pensou duas vezes foi ao encontro dela , jogou a no chão protegendo- a contra as balas que não cessavam. Olhou a procura de Diana para alerta- la mais foi em vão, ela receberá um tiro no estômago, caindo no chão totalmente ensangüentada, Mulder e Scully se arrastaram até ela, Scully estancou o ferimento como pode e Mulder a segurava em seu colo, alisando-lhe sua face, dizendo que iria ficar tudo bem. Aquela cena cortou o coração de Scully e ela pode ver em seus olhos o quanto ele a amava. Agora ela tinha certeza que o perderá para sempre. HOSPITAL GERAL DE WASHINGTON 3 DIAS DEPOIS Scully tomara coragem e fora visitar Diana, que já passava bem. Ao entrar deparou-se com Mulder sentado ao lado de Diana segurando-lhe a mão. Ela dormia tranqüilamente. Mulder sorriu ao ver Scully parada na porta, levantou-se e foi em direção a ela, sorridente, os olhos brilhando de felicidade por ver aquele anjo novamente. Scully por sua vez estava imóvel, sentia o coração pulsar cada vez mais forte. Ele se aproximou dela, pegou lhe pelo braço delicadamente e a conduziu para o corredor dizendo: _ Oi Dana, vamos conversar no corredor que é melhor, como você está? _ Estou bem obrigada e ela? _ Instável mais vai sair logo, agradeço a tenha vindo vê-la. _ Fico feliz por vocês dois! – ela disse tentando demonstrar firmeza no que dizia. Mulder olhou fixamente nos olhos de Scully e disse suavemente: _ Será que ainda não percebeu que é a você que amo Dana?! Scully ficou sem ação, não esperava aquela resposta de Mulder, tentou se livrar da situação da melhor maneira possível dizendo: _ Não Mulder, você há ama! – aquilo lhe partiu o coração mas era como ela via as coisas, ela continuou tentando conter as lágrimas : _ Você a ama, pude ver em seus olhos quando a viu morrendo em seus braços. Você está confuso, mas a ama Fox,a ama sim! _ Não Scully, eu não a amo, fiquei daquele jeito por que ela é uma amiga, uma amiga e companheira de muitos anos, o que sinto por ela é carinho e compaixão, nada mais que isso, mas o que sinto por você é algo diferente, não sei explicar, muito menos entender o porque disso, mas confio em você, sinto algo forte, não consigo te esquecer Dana, desde aquele dia no porão, não sei se foi destino ou mera coincidência, só sei que daquele dia em diante tudo mudou na minha vida, passei a sentir falta de algo que nunca tive, que nunca existiu, sinto falta da sua presença naquela sala, sinto falta de você todas as manhãs, não sei explicar Dana mas você mudou meu mundo, não me importava com ninguém mas agora me importo com você, não quero que sofra, nem que nada de mau te aconteça. Não sei viver sem sua presença, sem seu carinho, não agüento mais Dana, não consigo negar o que sinto por você. Eu TE AMO e sempre vou te amar, não importa o que aconteça. Scully nada disse, ficou a observá-lo, absorta em seus pensamentos, ao voltar a si ela disse: _ Não Fox, vocês se amam, é o melhor a fazer, me esqueça, eu sou apenas um objeto de desejo seu, nada mais que isso! – ela sabia que suas palavras eram meras mentiras, tentava convencer a sai mesma que aquilo era o melhor a fazer, mas sabia que estava mentindo pois sentira o mesmo quando o viu naquele porão, mas não podia acabar com um relacionamento de anos, mesmo que aquilo a destruí-se por dentro, mas era o correto a fazer o mais sensato. Mulder a puxou para si, acariciou seu rosto, ela estremeceu ao toque e olhando fixamente naqueles olhos celestiais ele disse: _ Me diga que não você não sente o mesmo por mim, me diga olhando nos meus olhos Scully, diga que não me ama! Ela reuniu todas as suas forças e disse olhando fixamente em seus olhos: _ Não Mulder, não o amo ! Senti sim algo por você no começo, mas já passou! – os olhos dela transpareceram sinceridade. _ É verdade o que você diz, é realmente o que sente Scully? – ele continuou a olhar fixamente para ela, teve receio pela resposta. _ Sim é verdade! E com licença, preciso ir embora, já vi que Diana está bem então não tem mais nada pra fazer aqui, adeus Fox! – ela disse saindo de perto dele, e sumindo pelo corredor sem olhar para trás , as lágrimas lhe cobriam toda a face, ela implorava em seus pensamentos: " Senhor não é justo, isso não é justo, porque tem que ser assim? Porque senhor? Porque tenho que amá-lo?" Mulder ficou a olhá-la, desamparado, novamente seu amor escorria-lhe pelas mãos, não era justo, não era justo. Algo dentro dele lhe dizia que ela mentia, mas estava decidido, mais do que nunca, iria terminar com Diana, assim que ela melhorasse e saísse do hospital. Ele faria de tudo para conquistar Dana, nem que se preciso fosse perder sua vida. Estava determinado a conquistar aquela bela ruiva, de olhos penetrantes que tanto lhe diziam, aquela ruiva que tanto mexera com seu intimo. O destino encarregou-se de presenteá-lo com algo que nem mesmo ele imaginara poder acontecer. SALA DE REUNIÕES 13H05M Uma batia suave é ouvida, um homem calvo e sério ordena: _ Entre. _ Mandou chamar-me senhor? – diz Scully com a voz suave e entrando delicadamente. _ Sim agente Scully, por favor, sente-se preciso lhe falar ! Scully fez o que ele ordenou. _ Sabe das condições físicas da agente Fowlen não é? _ Sim senhor, estava lá quando aconteceu. _ Bom não irei enrolar surgiu um caso em Kansas City e preciso que acompanhe o agente Mulder nesta missão. – diz o srº calvo autoritariamente. _ Mas porque eu Srº? – ela se espanta com o pedido, sente um medo crescer dentro do seu ser. Por que é a única que tem os requisitos necessários que precisamos para este caso, aqui estão as passagens, suas e do agente Mulder, peço que desça até o porão e converse sobre o caso com o agente Mulder, sabe onde fica não é mesmo e também já conhece o agente Mulder, assim fica mais fácil para trabalharem melhor neste caso! _ Sim senhor conheço o agente Mulder e sei onde fica sua sala. _ Aqui está a pasta do caso e pode ir, as passagens são para hoje mesmo, vocês estão dispensados. _ Obrigado senhor! – Scully levanta-se e saí da sala, aflita aquilo só poderia ser um pesadelo. Vai em direção ao elevador, entra aperta o botão que leva ao porão e fica repetindo para si mesma: " Isso não pode estar acontecendo, justo comigo, porque??" Chegando ao seu destino, ela desce do elevador e caminha em direção a porta da sala, o coração parece que vai saltar pela boca, para em frente a porta, respira fundo para tomar coragem, como esse homem mexia com seu corpo, com sua mente, respirou fundo novamente e levou a mão até a maçaneta da porta porém a mesma abre-se sozinha e a silhueta de Mulder aparece, ele está surpreso por vê-la porém feliz e sem perceber ele esboça um sorriso magnífico. _ Oi, o que faz por aqui perdida novamente? – ele sorri, tendo em troca um sorriso tímido. _ Não, me designaram para trabalhar com você, posso saber aonde vai ? _ _ Que ótimo vai ser bom tê-la como parceira! – ele diz isso lançando um olhar sedutor pra ela e pensa: " É tudo que eu precisava, a chance que tanto esperei!" _ Vai sair? – ela pergunta fingindo não perceber o olhar e desviando o mesmo. _ Sim, vou até a lanchonete, vem comigo?! _ Não obrigada, aqui está sua passagem e a pasta do caso, preciso ir para casa arrumar as mas, partiremos hoje mesmo as 8 h PM – ela disse lhe entregando tudo. Ela já ia saindo quando ele segurou uma de suas mãos e disse suave fazendo uma carinha de cachorrinho sem dono: _ Vem comigo, assim poderemos discutir o caso juntos, há muito tempo para arrumarmos as malas, de lá poderemos ir embora ! Ela ainda tentou argumentar: _ Não obrigada mesmo mas... ele a interrompeu _ Por favor vem... Ela sorriu, sabia que ele iria insistir mais ainda, ela disse: _ Está bem mas não posso me demorar estou sem carro hoje! _ Sem problema te dou uma carona. –ele disse com um sorriso de orelha a orelha. _ Não precisa se incomodar o Bill vem me pegar! Ele fez uma car de surpreso e não conseguiu conter a curiosidade e perguntou: _ Quem é Bill? E o Ethan? Scully ficou sem graça perante a pergunta de Mulder, não sabia o que responder, decidiu por contar-lhe a verdade, não sabia o porque mas não conseguia esconder nada daquele homem, e isto a estava incomodando e muito, ela já estava intrigada co tudo isso, disse em fim: _ Eu e Ethan, bem nós terminamos, não ia dar certo, Bill é meu irmão mais velho, vai passar aqui pra me pegar, vai ficar uns tempos em casa, por isso você não precisa.... o celular dela toca, ela pede licença e o atende: _ Scully! _ Oi Bill! _ Porque não vai poder vir me buscar? – ela faz uma pausa para ouvi-lo _ Mas você disse que viria me buscar! O que houve? – ela ouve a resposta _ Está bem, problemas de última hora fazer o que né ... ela faz cara de brava... _ Não Bill tudo bem, não tem problema, não eu me viro pode deixar.... _ Tchau Bill... ela desliga o telefone Mulder olha para ela sorridente e diz: _ Minha carona ainda continua de pé?! Ela sorri e reponde: _ Creio que terei que aceita-la! _ Então vamos até a lanchonete porque não sei você mas eu estou morrendo de fome! Depois te deixo na sua casa. _ Tudo bem! LANCHONETE DO FBI 14h45m Ele estavam à mais de uma hora olhando a pasta que tinham em mãos, o caso era realmente estranho, o tipo de cristal que aparecia no esqueleto da vítimas era diferente de tudo que Scully já vira, até mesmo Mulder nunca viu nada parecido com aquilo. A forma como as vítimas morriam eram bem parecidas, no contexto geral, por brigarem e seus parentes, namorados ou amigos dizerem no momento de ira que as odiavam, que queriam que elas desaparecessem ou morressem para deixa-los em paz. De imediato o ceticismo de Scully a impediu de ver os fatos obscuros deste caso, como sempre Mulder leva as coisas para o lado sobrenatural, disse que quem estivesse fazendo isso não estava fazendo com maldade e sim uma forma de realizar um desejo da pessoa, para fazer lhe um bem, ou poderia ser os Deuses do Olímpio brincando com os humanos... ele disse isso no seu tão conhecido sarcasmo. Mas mal sabia Mulder que sua teoria poderia estar certa. Scully balançou a cabeça negativamente, não acreditava no que acabou de ouvir e disse: _ Vamos Mulder precisamos nos arrumar, depois conversamos melhor sobre isso. _ Sim vamos. Ele pagou a conta e ambos saíram, Mulder abriu a porta do carro pra Scully entrar estava todo cavaleiro hoje. Scully notou que Mulder estava sem aliança uma pergunta começou a ecoar pela sua mente: " Será que ele terminou com ela?" Scully acabou por se conter, não deveria perguntar.Se ele quisesse falaria a ela. Ambos foram calados, submersos em seus próprios devaneios, estavam tão distraídos que nenhum dos dois percebeu que Mulder conduzia o carro como se já conhecesse o caminho. Foi Scully quem reparou quando Mulder parou no farol perto de sua casa, assustada ela perguntou: _ Mulder como sabe onde moro?? _ Não sei explicar Scully, apenas sabia o caminho como se o realizasse há muito tempo! – ele estaciona o carro na garagem do prédio. Ela olha pra ele inquisitóra, querendo, necessitando de uma resposta mais plausível. _ É verdade Scully, não estou mentindo, não sei como mas sabia onde você morava, cada curva que deveria fazer, não sei explicar mas estou dizendo a verdade. Ele olhou fixamente para ela, e ela pode enchegarnos olhos dele a sinceridade de suas palavras. Ela lhe retribuiu um olhar abismado e ele disse suavemente: _ Scully há muitas coisas estranhas no nosso relacionamento não acha? _ Como assim Mulder? _ Deixa pra lá, deve ser besteira minha! _ Não diga por favor, agora estou curiosa! - ela o fintou atento ao que ele iria dizer. _ Agimos como se nos conhecêssemos a nos, num simples olhar sabemos o que um ou o outro está pensando ou querendo dizer, sei onde você mora.... ele a fitou demoradamente e depois disse: _ Pegue o volante ! – ele saiu do carro e passou para o lado do passageiro. _ Como assim Mulder onde vamos?! – ela perguntou receosa _ Vamos, me leve pra casa, quero tirar uma dúvida... _ Mas Mulder não sei onde você mora?! – ela disse na dúvida _ Vamos saber agora Scully, vamos anda, deixa seu instinto tomar conta de você ao menos uma vez, ao menos uma vez deixe de ser racional, tentei vai... Ela deu partida no carro meio que contrariada, não sabia onde ele morava, ela tinha plena convicção disso, porém algo a mandava segui- lo, confiar nele, não entendia o porque mas confiava nele como nunca confiou em ninguém, nem na sua própria mãe. Alguns minutos depois estava para em frente ao prédio e Mulder, sem ele dizer uma curva que ela tivesse que fazer ou até mesmo uma rua errada, nada. Ele desceu do carro maravilhado com a situação, ele a olhava com aquela expressão de criança levada. Seus olhos brilhavam de tanta alegria, ela reconheceu muito bem aquele olhar, enfim ele disse: _ Scully você não errou nada, nem uma curva, nada, isso é magnífico. _ Não Mulder, não é, é assustar isso sim. _ Vem Scully vamos ver se sabe mesmo onde moro. – ele estende a mão pra ela, ela recusa puxando-o de volta e dizendo: _ Não Mulder, não vou. Estou com medo, pela primeira vez na vida assumo que estou morrendo de medo de algo. – ela olha pra ele assustada. _ Calma Scully, calma. – ele a abraça e continua dizendo: _ Não tenha medo, estou aqui com você, nenhum mau a de te acontecer! Ele levanta a cabeça dela, os olhos dela estão cheios de lágrimas e ele fala ternamente: _ Você confia em mim? Ela balança a cabeça afirmativamente. Ele continua olhando nos olhos dela: _ Então vamos tirar essa dúvida certo? – ela afirma novamente com a cabeça, ele pega na mão dela e os dois vão em direção a porta do prédio, eles chegam na porta do elevador, ela aperta o botão e olha pra ele, tendo como reposta um belo sorriso. O elevador chega , eles entram Scully aperta o andar, está trêmula, Mulder a enlaça pela cintura, ela se aproxima dele e se sente segura naquele abraço. A porta do elevador abre Scully é quem sai primeiro, vai caminhando em direção a porta dele para em frente ao nº 42 e diz: _ É este aqui, não é? – ela diz meio nervoso e ansiosa pela resposta. _ Sim é. – ele abre um sorriso incrivelmente lindo. _ Mulder o que está acontecendo aqui! – ela diz com um tom de pavor na voz. Ele abre a porta e a puxa para dentro do apto e diz com um brilho nos olhos: _ Não sei Scully, ainda não sei. Scully anda de um lado pra o outro com a mão na cintura: _ Mulder como posso saber onde você mora, se nunca vim a sua casa, se te vi apenas uma vez, isso é... ela gesticula com a mão... _ Inexplicável Scully, inexplicável, isso é incrível estamos vivenciando o nosso próprio Arquivo X, não é demais? _ Não Mulder, não é, é assustador demais, não te conheço mas sinto que te conheço, ajo como se o conhecesse melhor que você mesmo, sei o que cada olhar seu quer dizer, sei o que pensa devido ao modo de expressão do seu rosto, o que cada gesto seu significa, como agir com você, sinto sua falta sendo que nunca estive à sós com você, sinto como se o amasse a tantos anos, cada toque seu faz o meu corpo estremecer, é como se meu corpo ansiasse por cada um deles, não entendo Mulder, estou confusa, assustada com tudo o que está acontecendo. Ela termina a frase aos prantos. Ele a abraça e diz ternamente: Calma Scully, calma, sei que é assustador pra você, pois pra mim também é, mas temos que manter a calma, pensar no que está acontecendo, o porque disso tudo! Vem... ele levantou a cabeça dela, enxugou as lágrimas delicadamente, ficaram se olhando por um longo tempo, sem nada dizerem. Mulder foi se aproximando de vagar dos lábios dela, Scully fechou os olhos e se entregou ao momento, ao beijo tão esperado, sem culpa, sem medo, foi uma beijo doce, termo, porém cheio de emoções, aos poucos foi criando forma, línguas se misturando, explorando minuciosamente a boca um do outro, mãos percorriam pelos corpos, descobrindo caminhos, deslizando suave, causando-lhes arrepios e gemidos, eles se esqueceram de tudo a sua volta, de tudo que estavam passando e se entregaram ao momento, ao desejo, se entregaram de corpo e de alma, como se aquele momento fosse algo esperado por ambos a muitos anos. Mulder a carregou no colo para o seu quarto,depositando-a delicadamente sobre a cama, deu mais um beijo doce, tranqüilo nos lábios dela e começou a desabotoar a camisa dela delicadamente, ficou a contemplar por alguns instante aquele corpo alvo, lindo, ela por sua vez retirou a camisa dele, contemplando aquele tórax maravilhoso, bem definido, cheio de músculos e contornos, passou a mão delicadamente pelas costas dele, provocando-lhe arrepios e gemidos involuntários. Ele beijou-lhe os seios, a barriga, o abdômen provocando-lhe sensações maravilhosas pelo corpo, sensações estas que ela nunca havia sentindo com outro homem, tirou-lhe a calça delicadamente, deixando –a apenas de calcinha e sutien de renda preto, retirou a sua própria, ansioso pelo momento, parecia um adolescente descobrindo a magia do amor. Ele debruçou-se em cima dela, beijando-lhe todo o corpo perfeito e bem definido da mulher que ele tanto amava, ela gemia a cada toque, isso o excitava ainda mais, em meio aos beijos e murmúrios ele sussurrava seu nome como que a contemplando: _ Scully! _ Ah Scully.... _ Mulder – aquele nome se tornara intimo, o mais intimo dos nomes.... _ Mulder.. _ Scully... Ele já não agüentava mais de tanto desejo e retirou sua última peça íntima, parou para contemplar a beleza daquela mulher, daquela linda mulher, ali com ele, parecia-lhe um sonho! (OFF) _ Ahhhh, ela era tão linda, parece uma Deusa, não, não um anjo, o meu anjo.... meu anjo Scully... Ela fez sua última súplica a ele ; _ Mulder... disse suave....beijando-o ardentemente Ele a penetrou num longo e lento golpe, ela abafou o gemido, ele começou de vagar, lento, queria experimentar cada sensação, a beijava com doçura, as mãos dela passeavam pelo seu corpo fazendo-lhe estremecer de prazer, ele aumentou o ritmo de tanto desejo que sentia por aquele anjo, ela começou a gemer alto, isso o excitava ainda mais, em meios aos sussurros e gemidos ela murmurou em seu ouvido: _ Te amo!!! _ Eu também! – ele a beijou, já estavam próximo ao clímax total de prazer, ela gemia cada vez mais alto deixando o louco de prazer. Eles gritavam juntos ao alcançarem o orgasmo, ele caiu exausto por cima dela, o corpo fervia, demoraram alguns segundos para se recuperarem, ele virou e a colocou sobre o seu peito abraçando-a e beijando lhe toda a face. Ela sorriu. Ele disse: _ Eu te amo, como nunca amei a ninguém. _ Eu também, te amo muito. – ela o beijou. Eles ficaram assim envolvidos por um longo tempo, nada disseram, ela ficou brincando com os poucos pelos do peito dele e ele ficou a contempla-la, pensando em tudo o que havia acontecido até aquele momento, ela o observava, não resistiu e perguntou curiosa: _ Em que está pensando? _ Em tudo o que nos aconteceu! _ E chegou a alguma conclusão? _ Não, ainda não, só sei que adorei fazer amor com você, foi maravilhoso. – ele a beijou suavemente e continuou: _ Mas...- ele relutou em falar e ela insistiu dizendo: _ Mas??? _ Mas gostaria de saber o que realmente aconteceu, como nos conhecemos tão bem?? _ Eu também Mulder, eu também! – ela se recostou no tórax dele. Quando uma luz intensa invade o quarto e uma voz rouca é ouvida ao fundo: _ Vocês humanos não sabem o que querem mesmo! QUARTO DO HOTEL KANSAS CITY Scully chorava compulsivamente de raiva e magoa. A IRA lhe toma conta e ela esbraveja: _ Quase morri, inúmeras vezes por sua busca insana, sua busca Mulder não minha, perdi o direito, o sonho de ser mãe por sua culpa, graças a você tenho um chip que a qualquer momento pode me matar, perdi minha única filha por experiências, Mulder eu te odeio, te odeio,como queria não ter te conhecido, nunca deveria ter te seguido, como daria tudo pra voltar atrás e NUNCA ter te conhecido. Ele levanta e diz com raiva olhando nos olhos dela: _ Então somos dois Scully! Scully joga-se na cama, chora compulsivamente deitada de costas pra Mulder. Diz em meio aos soluços: _ Eu te odeio Mulder, nunca queria ter te conhecido. Ele se aproxima da cama, senta-se ao lado dela, afaga-lhe os cabelos e diz suavemente: _ Eu não... ele a faz olhar pra ele.. pois sem você meu mundo é vazio, sem você não teria chegado até aqui, sem você não teria forças para lutar, estaria perdido, sem rumo, porque você é, foi e sempre será meu alicerce, minha pedra fundamental, sem você não sou nada... ele diz com os olhos cheios de lágrimas e apaixonadamente. Aquelas palavras penetraram fundo no coração de Scully e ela se sentiu lisonjeada com o que ele acabara de lhe dizer. Ela se senta ao lado dele secando as lágrimas que teimavam em cair... e lê continuou docemente: _ Você é minha vida, é por você que vivo, é por você que acordo todas as manhãs na certeza de que vou te encontrar, você é meu tudo, tudo que tenho de mais precioso nesta vida, sem você eu morreria, seria um nada, me perdoa? Prometo que não te provoco mais! – ele sorriu e fez carinha de quem quer colo. Scully acaba não resistindo e o abraça dizendo: _ Você consegue me tira do sério Mulder! – ela disse meio brava _ Eu sei . – ele sorri e a beija nos lábios e na bochecha e completa..... _ Desculpa meu amor!!! _ Mas que não aconteça de novo !!! - ela o adverte séria _ Certo Sargento! – ele brinca levantando e batendo continência. _ Estou falando sério Mulder! _ Eu sei e sinceramente tive medo de te perder, de nunca mais tê-la assim em meus braços! Ele a puxa para si, a envolve pela cintura para lhe dar um beijo quando algo atrás dela lhe chama a atenção. Um homem vestido de preto está em pé perto da porta que está fechada, devido a expressão de Mulder Scully se vira assustada, Mulder a segura pela cintura e furioso indaga ao homem: _ Quem é você? O que quer?? Como entrou aqui??? A única resposta que obtém é: _ Vocês humanos são tão complicados, não sabem o que querem!!! Este abre a porta e saí andando em direção ao corredor, Mulder saí atrás dele para questiona-lo porém ao chegar na porta o homem havia desaparecido Scully e Mulder se olham espantados, entram e Scully sente um calafrio percorrer suas costas é quem questiona: _ Para onde ele foi Mulder??? _ Não sei Sc... o telefone dele toca ele atende _ Mulder! Ele faz uma pausa pra ouvir _ Como senhor?? - ele pergunta confuso. Pausa para a reposta _Como assim não há caso algum aqui?! Pausa para resposta _ Não senhor tudo bem, amanhã estaremos aí!! – ele desliga o celular e diz a Scully com voz de indignado: _ Que droga, nos fizeram de trouxa Scully! _ O que ouve Mulder _ Skinner disse que não há caso algum aqui, que foi tudo uma fraude, uma mentira armada pra nós, mandou que voltássemos amanhã. _ Mas e as fotos, as autopsias, as pessoas desaparecidas??? _ Tudo mentira, farsa, tudo falsificado pra chamar nossa atenção, nada concreto.... ao termino da frase de Mulder um vento gélido entrou no quarto e ambos sentiram um calafrio percorrer a espinha. Scully disse assustada: _ Quer saber Mulder eu vou embora hoje mesmo, agora. _ Concordo com você Scully. Eles começam afazer as malas. O homem está em frente a janela do quarto de Mulder observando-os, uma luz o envolve e ele desaparece deixando apenas a escuridão da noite. I WANT TO BELIEVE E AÍ GOSTARAM??? AGUARDO UM FEDDBACK