Título: DECLARAÇÃO DE AMOR Autora: An@ Lúci@ e Selma ( Sky ) E-mail: analuciaferreira@uol.com.br E-mail: pisosul@uol.com.br Disclaimer: Os autores não me pertencem e sim a Chris Carter, Fox Network e a 1013 Productions... blá, blá, blá..... Classificação: SHIPPER. Resumo:... Mulder recebe um telefonema de Skinner para investigar um caso junto com Scully; mas...Eles terão uma surpresa!!!... Participação Especial e Beta-leitora : Sky Obrigada amiga Selma, por você me ajudar nessa Fic q ficou D+, ok!! DECLARAÇÃO DE AMOR Mulder estava assistindo TV, com ar melancólico. Não tinha nada melhor pra fazer. O telefone começou a tocar e seu semblante desanuviou-se. Pensou imediatamente na parceira que tinha o dom de saber quando ele estava precisando de companhia. Mas...bem...ele sempre estava precisando da presença dela, não era preciso um sexto sentido para saber disso. Atendeu prontamente. _ Alô, Mulder! _ Oi _ uma voz masculina respondeu. _ Quem fala? _ perguntou Mulder intrigado. _ Desculpe-me por ter ligado há uma hora dessa Agente Mulder. Aqui é o Skinner. _ Ah ?! _ ele respondeu meio decepcionado _ Diga senhor, o que deseja? _ É que você e a Agente scully terão que viajar para investigar um caso_ Skinner respondeu evasivo. _ E que caso é esse senhor? _ perguntou, começando a se empolgar. _ Bom agente, nem eu sei ao certo que caso é esse! Só sei que recebi um comunicado e estou passando para você. Vocês terão que estar no aeroporto às nove horas. Lá vocês receberão as passagens e algumas informações de como proceder. Entendeu Agente Mulder?! _ Não senhor, não entendi. Como assim não sabe sobre o quê é o caso ? _ São ordens superiores, Mulder. Provavelmente irão se encontrar com outro diretor do FBI e ele irá passar as informações. _ Estranho _ ele respondeu. _ Não é com isso que vocês trabalham, agente Mulder...Coisas, casos e pessoas estranhas ? Mulder sorriu. _ Bom, estejam no aeroporto no horário, avise a agente Scully e não coloque tudo a perder. _ Pode deixar senhor, eu ligarei para ela . _ Ah ! Mulder...Boa Declaração, digo...bom caso! Mulder estava curioso. O que Skinner queria dizer com "boa declaração". Isso não cheirava bem, mas...qualquer coisa seria melhor do que ficar trancado no escritório, como vinha acontecendo com eles nos últimos dias. Apartamento de Scully 3:45hs AM Scully estava em seu quarto. O semblante sereno, aliado à pele alva e aveludada, davam-lhe um ar de boneca. O telefone tocou e ela, sonolenta, virou-se para atendê-lo. _ Alô, Scully!... _ Oi Scully, desculpe por eu ter te acordado_ Mulder disse cauteloso, tentando não enfurecer a ruiva por ter sido acordada durante a madrugada. _ Fala Mulder ! _ ela resmungou _ Diz o que é pra você me acordar à uma hora dessas. _É que o Skinner me ligou agora a pouco e nos deu um caso para ser investigado. _E que caso é esse Mulder que não pode esperar pra ser visto no Bureau? _Bom Scully, ele me disse que também não sabe como é esse caso. Ele só quer que a gente esteja no aeroporto às 9hs, para pegarmos as passagens e para receber algumas orientações. _ Não disse mais nada ? Mulder o que você está aprontando ? _ ela perguntou arqueando a sobrancelha. _ Eu ? _ ele respondeu surpreso. _ É Mulder. Ou isso é só porque você não consegue dormir e quer companhia? Ele sorriu do outro lado da linha. _ Realmente eu não estava dormindo. Quanto à companhia, tenho um monte de amigas aqui comigo _ provocou. _ Mas nenhuma delas fala, não é ? _ ela riu. _ Não_ ele respondeu desapontado _ São muito planas pro meu gosto. Mas as vezes é melhor quando elas ficam caladas, sabia ? _ resmungou. _ Ok, Mulder. Tente dormir e guarde essas revistas pra quando não tiver mais idade para conseguir alguma companhia. _ Eu já estou nessa fase, Scully _ respondeu carente. _ Mulder, me deixa dormir. Eu te encontro amanhã no aeroporto e se você não fizer sujeira no carpete eu coço as suas orelhas, ok ? _ ela brincou. _ Chata ! _ Mulder respondeu mal humorado _ E eu vou cobrar isso de você. _ Boa noite, John Boy. _ Boa noite Mary Anne. Scully voltou a dormir, enquanto Mulder recolocava o fone no gancho com um sorriso terno nos lábios. Aeroporto, 8:45hs AM Mulder, pela primeira vez, chegou antes do horário marcado e esperava pela parceira que, pelo que conhecia dela, deveria estar chegando. Sorriu ao constatar que estava certo, vendo-a caminhando pelo longo corredor. Apenas uma simples mala de viagem nas mãos. Isso era algo que ela aprendera com ele, pensava. Manter as mãos livres. No começo, ela vivia as voltas com pastas e bolsas, mas a medida em que o tempo passava, ela ia abandonando esses hábitos para incorporar alguns muito comuns para ele. Como o sobretudo ou a capa que sempre a acompanhavam. _ Oi _ ela cumprimentou franzindo a testa _ Madrugou hoje Mulder? _ Oi Scully _ Mulder respondeu com ar malicioso _Como pode ver cheguei antes de você e meu apartamento ficou na mais perfeita ordem. Ela riu, lembrando-se da brincadeira da noite anterior. Bem que gostaria de fazer-lhe uma carícia. Mas imaginava que Mulder riria dela. Ele sempre brincava com tudo, porém, não acharia graça de vê-lo debochando de seus sentimentos. _ Pois é Mulder _ ela comentou simplesmente _ Isso é raro, os dois casos. Mulder lamentou que ela fosse tão reservada. Ardia de desejo de sentir- lhe as mãos sobre o corpo sem que estivesse ferido ou infeliz. Mas mudou de assunto. _ Sim _ disse simplesmente _ Mas vamos pegar as passagens e ver quais são as informações que receberemos. Ela assentiu e seguiu-o até o balcão. A recepcionista lhes entregou as passagens e , junto com elas, dois envelopes endereçados aos agentes. Eles trocaram um olhar e seguiram para a área de embarque. As passagens eram para Roma, na Itália e Scully olhou para o parceiro, surpresa. _ Roma ? _ ela repetiu. _ Bom _ Mulder encolheu os ombros _ Só espero que tenha um cartão de crédito nesse envelope. Vamos arrasar os cofres do FBI. _ Mulder eu não vou pra Itália. Que loucura é essa ? Skinner não disse nada ? _ Abra seu envelope, Scully. Talvez haja alguma explicação. Ela rasgou o papel e meneou a cabeça. Virou-se para o parceiro com olhar intrigado. São as reservas do hotel, Mulder. Só isso. Cinco dias na Piazza Navona – Hotel Enamorata . E o seu ? _ ela perguntou. _ Diz que o gerente irá passar o caso pra nós. Apenas isso. _ Vou ligar para o Skinner _ Scully falou, pegando o celular. _ Scully _ Mulder a interrompeu _ Já esteve em Roma ? _ Uma vez quando estava no colégio, por que ? _ O que achou de lá ? _ Maravilhosa. _ Então porque não podemos aproveitar pra tirar umas férias ? _ Porque pode ser uma armadilha, Mulder... Ele a interrompeu. _ Depois o paranóico sou eu. Vamos lá Scully. Skinner não nos meteria em nenhuma confusão. Na pior das hipóteses, teremos que investigar algum maníaco que pensa que é o Nero e quer por fogo no circo. Vamos lá... Ela desistiu. Seria bom estar com ele, naquela maravilhosa cidade. Balançou a cabeça e seguiu com ele para o portão de embarque. Minutos depois, Mulder e Scully estavam dentro do avião com destino à Itália; país dos encontros e amores HOTEL ENAMORATA. Piazza Navona – Roma – Itália. Eles caminharam até a recepção e lá foram apresentados ao gerente do hotel. _Obrigado por terem vindo. Eu entrei em contato como FBI e eles me disseram que vocês poderiam desvendar esse misterioso caso. _Que caso misterioso é esse? _ Mulder perguntou _Bom.. _ ele continuou reticente _ Não querem se instalar primeiro ? Eu...nós podemos conversar depois e... _ Senhor, viemos de Washington até aqui sem saber exatamente porque fomos chamados. Isso sim é realmente estranho _ Scully interrompeu mau humorada. _ Ok _ o homem começou _ Faz algum tempo, aqui nesse Hotel, um casal fez um pacto de amor e morte. Suicidaram-se após passarem a primeira noite juntos, após alguns anos de convivência...Eles estavam hospedados na suíte da cobertura...nós só os encontramos dois dias depois. _ E o que isso tem demais que a policia local não possa resolver ? _ Bom...nós queríamos discrição no caso e... _ Isso foi há dois anos senhor _ Mulder interrompeu. _ Sim, mas..._ O homem parecia encabulado. Uma recepcionista veio em seu socorro. _ Com licença _ ele respondeu aliviado _ Tenho que atender a um hóspede. Marisa, por favor, acompanhe-os e instale-os . Mulder olhou para a parceira com ar de dúvida e ambos seguiram pelo corredor com a garota. Enquanto o gerente fazia uma ligação. _ Eles perguntam demais _ o homem explicava ao telefone para a pessoa do outro lado _ Sei...vou tentar...Você disse que seria apenas pra dar um empurrão...Ok, vou ver se consigo ...Não...não vou estragar tudo, pode deixar...Se você não fosse meu amigo...Até mais. Scully mudou de idéia quando chegaram ao final do corredor. _ Poderia nos levar à suíte na cobertura ? _ Scully pediu. _ Eu..._ a moça começou constrangida. _ Somos agentes de polícia, estamos investigando um caso _ Mulder explicou. A moça os levou até lá, abrindo a porta para deixar entrever um quarto amplo, arejado e iluminado. A decoração era toda feita em tons claros e os tecidos, quadros e móveis davam ao lugar um ar de suave e confortável. O local havia sido limpo e já utilizado por vários outros hóspedes, não havia sentido procurar por pistas ali. _ Acho melhor levá-los até seus quartos _ a moça interrompeu a vistoria deles. Cada um foi para o seu quarto. A viagem havia sido cansativa e ambos só pensavam num bom banho e algum descanso, antes que o gerente pudesse atendê-los novamente para dizer o que esperava que eles descobrissem. O telefone tocou no quarto de Scully. _ Agente Scully ? _ disse uma voz masculina _ Aqui é Giovanni Mancini, o gerente do hotel. Seu parceiro saiu e pediu que a senhora o encontrasse na Praça do Coliseu assim que acordasse. _ Como ? Porque ele não me ligou ? _ ela perguntou desconfiada. _ Ele disse que não queria acordá-la. _ O senhor passou alguma informação para ele ? O que esse local tem a ver com o caso que estamos investigando ? _ Eu...desculpe senhora, estão me chamando _ ele concluiu apressado _ Seu parceiro deixou um bilhete aqui na recepção. Pode ser que tenha explicado nele. Scully trocou de roupa e desceu até a recepção onde entregaram-lhe um envelope. _ Seu parceiro pediu que levasse esse envelope e entregasse ao homem lá no Coliseu. _ Que homem ? O que está acontecendo aqui ? _ ela interrompeu irritada. _ Desculpe, não sei informar. Ele apenas deixou e disse que a senhora confiaria nele. Ao ouvir isso, Scully relaxou. Devia ser mais alguma das atitudes estranhas do parceiro. Pegou o envelope e colocou no bolso do casaco, saindo em direção ao táxi que havia pedido. As ruas estavam lotadas, como era costume naquela cidade. Monumentos antigos, patrimônios históricos misturavam-se à balburdia cotidiana. O carro entrou por uma rua estreita e os olhos de Scully foram surpreendidos pela paisagem que descortinou-se à sua frente. Destacando- se no final da rua estava a imponente construção do Coliseu. As paredes amareladas, as marcas do tempo, das lutas e dos saques gravadas em cada pedaço da obra monumental. A teatro finalizava um extenso corredor que começava nas ruínas do antigo Fórum romano que adquiria uma beleza de tirar o fôlego, quando banhado pela luz melancólica do final da tarde. As pessoas já abandonavam o local. Em alguns minutos as portas seriam fechadas à visitação. Ela apressou-se, comprou o bilhete, mesmo após ser avisada de que não teria muito tempo e entrou no lugar. Havia pouca gente andando por ali. Ela correu os olhos à procura do parceiro. Circulou o local admirando a arquitetura, sentindo o ar do passado preenchendo cada recanto no desolado ambiente do Circo Romano. Scully tinha certeza de que,no silêncio que reinava ali, se fechasse os olhos, poderia voltar no tempo e ouvir o alarido dos expectadores ensandecidos pelo desejo de sangue e diversão.O som das armas estalando em duelos cujo principal objetivo era a morte dolorosa sob o sol inclemente, embaixo dos aplausos clamorosos da turba. O farfalhar dos tecidos vistosos e metais reluzentes, tudo parecia retornar à vida, ali, naquele por de sol que se infiltrava manso pelas colunas arqueadas de paredes nuas. Ouviu o som de passos se aproximando e virou-se para fitar o parceiro que caminhava em sua direção com um sorriso intrigado nos lábios. _ Vista de longe você parecia uma das virgens que eram imoladas em lugares como esse, amarradas a touros e soltas em meio as feras. Ela franziu a testa. _ Que imagem animadora você tem pra mim, Mulder. O que estamos fazendo aqui ? _ O que estamos fazendo aqui ? _ ele perguntou surpreso _ Esperava que você me dissesse. Quase tive que bater no cara lá fora pra me deixar entrar. _ Você disse pra eu encontra-lo aqui,Mulder. _ Não, você me pediu pra vir. _ O que está acontecendo ? _ ela resmungou caminhando para a saída, com ele a segui-la_ Me disseram no hotel que você pediu que o encontrasse aqui e trouxesse um envelope para ser entregue ao nosso informante. _ Disseram-me a mesma coisa sobre você e... Eles ouviram o som de ferros correndo e o barulho de passos sumindo. _ Mulder ! _ Scully murmurou assustada_ Estão fechando o lugar e nos deixando presos aqui _ terminou correndo para uma das colunas. _ Scully ! _ ele chamou puxando o envelope do bolso e rasgando para tirar a carta _ O que há no seu envelope ? Ela parou e voltou devagar até onde ele estava. Pegou o papel no bolso e fez o mesmo que ele que não desgrudava os olhos do papel em suas mãos. Ela o imitou. Ergueu o papel e seu ar fugiu de supetão. Seus olhos abriram-se mais e ela sentiu a boca seca, enquanto a pulsação de seu coração aumentava em proporções alarmantes. Quando terminou de ler, ainda permaneceu alguns instantes com a cabeça baixa, sem saber que atitude tomar. Lentamente, ergueu os olhos e fitou o parceiro que a encarava com um brilho indefinido no olhar, aproximando-se cada vez mais dela, até parar a alguns centímetros de distância. _ Leia pra mim _ ele pediu. Ela corou, sua voz estava baixa e trêmula quando voltou os olhos para o papel. Scully – "Como as flores se abrem ao amanhecer, eu gostaria que você também abrisse o seu coração ao receber essa minha 'DECLARAÇÃO DE AMOR'". Ele a interrompeu, postando-se atrás dela, inclinando a cabeça sobre seu ombro para continuar de onde ela havia parado. Mulder – Amo demais para viver sem o seu amor, sabendo que vou amar só pra sofrer. E eles começaram a ler juntos, Mulder envolvendo os braços em torno dela e afundando o queixo sobre seus cabelos. Scully – Pois você é a criatura mais linda na face da terra. Mulder – O amor é uma palavra bonita, mas difícil de se compreender. Scully – A gente ama, mas às vezes pensa que não é amada. Mulder – Às vezes as minhas lágrimas banham em meu rosto. Scully – E só me consola quando vejo você. Mulder – O amor não é pecado, é uma ação que penetra na nossa vida. Scully – O amor acontece no silêncio. Mulder – O mundo não tem vida sem o amor. Scully & Mulder – Por isso quando você estiver me amando, me procure na tua janela que eu serei como o sol que penetra no seu quarto, procure-me no mar que eu serei a onda que virá ao teu encontro só pra dizer: EU TE AMO" Ele a abraçou com força, virando-a para seu peito e buscando os lábios dela para toca-los com os dedos, descendo para encaixar o rosto dela entre as mãos e trazer-lhe os lábios de encontro aos seus. _ Obrigado pela surpresa _ ele murmurou antes de beija-la. _ Você fez isso, Mulder _ ela corrigiu. _ Eu não _ ele negou Scully franziu a testa. _ E quem foi então ? _ Acho que, no momento, isso não tem a menor importância _ ele concluiu calando-a com os lábios. QG dos Pistoleiros. Frohike andava de um lado para o outro com um certo mau humor. _ Fhohike, fique calmo ! _ pediu Byers _ Eles vão se entender. _ Mulder vai nos matar quando voltar _ ele replicou irritado _ A agente Scully nunca mais vai confiar em nós. Vocês não deviam ter feito isso. _ Relaxe, baixinho _ disse o homem que, tranqüilamente tirava os óculos de aros redondos para limpar as lentes com a ponta da gravata_ Me custou uma pequena fortuna arranjar para que eles se encontrassem ali. Tive que subornar meia Roma para juntar aqueles dois e, juro por Deus, se eles não se entenderem por lá, vou pessoalmente cuidar para que sejam exonerados do FBI. Agora, deixe o ciúme de lado e nos traga aquela garrafa de whisky que você esconde embaixo da cama _ ele concluiu com ar desdenhoso, enquanto os outros riam do embaraço do companheiro. O sol derramou seus últimos raios sobre o casal que, sem se preocupar com o lugar, deixava-se envolver pelo terno sentimento que ambos escondiam com tanto cuidado e aquela era a única cena que sobrepujava a beleza daquela paisagem que encantava os olhos das pessoas há centenas de anos. FIM