TÍTULO: CONVICÇÃO Autora: Vancouver Categoria: Shipper Classificação: Livre Resumo: Um caso muito estranho leva Mulder a fazer uma escolha não tão estranha.. Disclaime: Os personagens não pertencem a mim, mas a Chris Carter, 1013, FOX. Essa fic é somente para diversão dos fãs Nota da autora: É minha quarta fic. Tomara que vocês continuem gostando. Eu gosto demais quando Mulder fica preocupado pela Scully, sempre... Ah, e se vc quiser ler as outras, pode procurar nessa página, onde sempre sou bem recebida, ou eu mando anexada pra vc. e-mail: ednabarros@uol.com.br Escritório dos Arquivos X, uma tarde qualquer: Scully estava extremamente cansada do último caso, e Mulder estava normalmente elétrico, e ela sabia que vinha coisa por aí: ___ Bem Scully... mais um caso para nós! Mulder estava alegre e saltitante... Como ele conseguia ficar sempre assim? Scully se perguntava... ___ Para você, quer dizer... Mulder, eu estou ficando cansada... será que não vamos ter uma folga? Toda semana nós temos um caso que nos arrasta para só Deus sabe para onde e para o quê... ___ Mas, Scully... é o nosso trabalho! Além do mais, tenho certeza que este caso é mais simples que todos os outros... ___ Como assim? ___ Uma série de mortes inexplicáveis... pessoas morrendo misteriosamente... não se sabe como nem porquê, e em circunstâncias que ninguém sabe explicar... é só você fazer a autópsia em dois corpos fresquinhos e, tenho certeza de que você vai achar algo... ___ Como essa caso veio para em suas mãos? Ela até tinha medo de perguntar, já sabendo a resposta... ___ Bem, na verdade ele não veio direto nas minhas mãos, eu o vi em cima da mesa do... ___ Mulder, pode parar por aí...Assim você nunca vai ser levado a sério... porque você não leva a sério os procedimentos... e se você for repreendido, eu também serei, como co-réu. ___ Mas, Scully, é aí que você entra... eu sei que enquanto eu vou até lá, você vai providenciar para que tudo corra conforme o protocolo... é só falar com o Skinner, ele te ouve... te pego no teu apartamento daqui a duas horas... dizendo isso, ele pegou seu paletó e bateu a porta... Scully olhou para porta e ficou pensando... ___ Porque eu sempre faço o que você quer, Mulder? Porque arrisco meu trabalho, minha carreira por você? Porque... Antes dela concluir seus pensamentos, o telefone toca... é o diretor- assistente Skinner. ___ Agente Scully? Quero falar com o Agente Mulder agora! Scully fechou os olhos, antevendo a situação que seu chefe não iria gostar nem um pouco... ___ Senhor, ele não está aqui e... ___ Agente Scully, por favor, dirigia-se até minha sala imediatamente. Scully levantou-se, só imaginando o que iria acontecer, e porque sempre as coisas sobravam para ela. ___ É porque eu deixo isso acontecer... Ah, mas o Mulder me paga, ah se me paga... Ao entrar na sala do diretor, ele a estava aguardando com um ar de preocupação e impaciência... ___ Agente Scully, um caso sumiu da mesa da minha secretária antes de eu tomar as providências necessárias... e eu acho que sei com quem ela está. ___ Senhor, não sei o que dizer. ___ Mas eu sei. O agente Mulder, como já o fizera antes, pegou o caso e deixou-a para resolver a situação que ele mesmo criou... porque você aguenta isso, agente Scully? Scully permaneceu em silêncio, aguardando o momento certo para falar. ___ Bem, não a chamei aqui para dar-lhe uma reprimenda, pois quem merece isso é o Mulder, mas para avisá-la de que o caso que está nas mãos dele não deve ser seguido por vocês, de maneira nenhuma. Entre em contato com o agente Mulder e peça para ele devolver a pasta com as informações imediatamente. Fui claro? ___ Cristalino, Senhor. Indo para o apartamento, Scully permaneceu absorta em seus pensamentos, que só tinham uma direção... Mulder. Pegou seu celular, discou para o parceiro pronta para dizer a ele tudo que pensava. ___ Mulder. ___ Mulder, sou eu. Skinner pediu para você entregar a pasta agora, neste momento, e não seguir com o caso. ___ Você está brincando Scully? Esse caso é um arquivo X, e então somos nós que temos que resolvê-lo. ___ Mas, Mulder... ___ Eu falo com você daqui a pouco... você está indo para o seu apartamento? ___ Sim, mas... ___ Te vejo lá. Scully nem pode se despedir , pois Mulder já havia desligado o telefone, interrompendo a conversa. Ela já estava cansada, achava que estava gripada, pois no último caso precisaram ficar de tocaia no sereno e seu corpo já não estava lá essas coisas, ela só não sabia de uma coisa: __ Como ele consegue agüentar esse ritmo de trabalho? Meu Deus, o homem é uma máquina! Ela falou alto, dentro do carro, surpresa com a disposição que Mulder sempre apresentava... enquanto ela... Deus, como estava cansada! Mal chegou em seu apartamento, a campainha tocou. Pensando ser Mulder, ela abriu a porta, mas entraram dois homens grandes e fortes, perguntando pela pasta de arquivos... ela disse que não sabia e o cara não acreditou: tentou pega-la e ela deu-lhe um golpe de caratê, fazendo com que ele caisse como uma árvore no chão de seu apartamento, mas o outro que estava com ele avançou sobre ela, que recebeu um soco bem dado no maxilar, que a pôs a nocaute. Mulder chegou exatamente naquela hora. Quando viu o brutamontes bater em Scully, viu tudo vermelho, e logo sacou sua arma, mas o segundo cara que estava caído já tinha se levantado e o empurrou e os dois saíram correndo do apartamento. Mulder virou-se para Scully, que ainda estava desacordada, e chegou mais perto dela: seu rosto estava machucado e isso o deixou mais enfurecido; pegou-a nos braços, colocou-a na cama e foi até a cozinha, onde preparou um compressa com gelo e voltou pro quarto. Ele gentilmente segurou seu rosto e colocou a compressa no seu rosto, só pensando na hora em que pegasse o maldito que fez aquilo, e pouco depois ela despertava: seus belos olhos azuis estavam primeiramente confusos, mas, assim que perceberam dois olhos verdes fixos em sua direção, com tanto amor e carinho, ela relaxou um pouco, não sem antes perguntar: __ Quem eram aqueles homens, Mulder? Mulder respondeu, entredentes: __ Eu não sei, mas na hora em que pegar o cavalo que fez isso com você, ele vai se arrepender; a raiva transparecia em cada palavra dita; Scully percebeu isso e ficou com pena do cara que a tinha machucado, porque não ia sobrar nada dele para contar a história; tentou então ir para outro lado: __ Eles perguntaram pela pasta, Mulder, a que está com você ... __ Eu não disse, Scully? O caso é quente, é um Arquivo X, com certeza, e... __ Mulder, o Skinner disse que precisamos devolver a pasta porque não devemos nos envolver e... __ Scully, você não vê? Tem alguma coisa aqui e é muito importante, para mandarem esses caras atrás de nós e... __ Mulder, eles vieram atrás da pasta... não de nós! Ai! Ela tentou falar um pouco mais alto e sentiu a dor do local machucado... Mulder viu que o machucado doía e não insistiu mais... deixaria ela descansar e depois conversaria com ela, mas não a deixaria sozinha. Faria vigília, e de manhã cedinho eles iriam até o local das investigações. __ Scully, você realmente precisa descansar. Escute, eu ficarei aqui no seu apartamento com você e amanhã nós iremos juntos até onde os corpos estão e pegaremos o caso, e então... __ Ok, eu concordo. Dessa vez eu não vou discutir com você. Tudo que Scully queria era uma cama para poder recostar e descansar... Ela virou de lado e fechou os olhos. Mulder sentou-se na poltrona que tinha no quarto dela e ficou velando seu sono. No meio da madrugada, ele percebeu que ela estava inquieta, então, decidiu deitar-se do seu lado, e para não acorda-la, cobriu-a com um lençol e ficou deitado, abraçado a ela, que logo se acalmou. Scully sentia uma sensação maravilhosa, de paz, de tranqüilidade, e ela sonhou que Mulder estava deitado com ela. No sonho, ela pensava que aquele momento único ela não ia deixar passar tão fácil; como quem não quer nada, ela virou- se de frente para ele, ainda com os olhos fechados, e sentiu logo sua reação: não era possível não sentir, mas ainda assim ela continuou sonhando e voltou a dormir em sono profundo; mas Mulder não: estava de olhos bem abertos, e prestando muita atenção, mas ainda assim procurou relaxar, pois ele percebeu que Scully estava dormindo como há muito não dormia, e quem seria ele para atrapalhar seu sono. Relaxou também e dormiu, abraçado à Scully. Quando acordou, não viu sua parceira, e logo se preocupou. Mas escutou uns barulhos na cozinha e relaxou. Ambos estavam descansados e contentes, Scully não se sentia assim há tempos, e não sabia o porquê, mas Mulder sabia: ah, como sabia! E estava logo com umas idéias na cabeça para tentar pelo menos dormir com ela novamente: pelo menos dormir, para ficar sempre junto dela. É tão bom! Todo o dia e à noite também: era tudo que ele precisava, ficara cada vez mais perto dela... quem sabe? Ele pensava contente. Ficou divagando até que se lembrou do caso em que estavam e precisava de sua atenção. Decidiu pensar, com certeza, nesse assunto depois. Ambos tomaram café (coisa que normalmente não fazem) e foram para investigar o caso. Ambos partiram para investigar o caso tão misterioso. Chegando ao local, Mulder foi para o local das duas mortes, enquanto Scully foi fazer a autópsia dos corpos. Mulder chegou ao local, e não achou nada de diferente. Todos as vítimas morreram de repente, quando uma doença se manifestou do nada e eles sucumbiram em 12 horas. Calafrios, dores de cabeça intensas e corpo enfraquecido foram os sintomas. Como se fosse uma simples gripe. Mas, morriam tão rapidamente, que ninguém tinha tempo de fazer algo por eles, e nenhum deles tinham qualquer relação entre si. Mulder estava ficando sem saída, e decidiu ligar para Scully. Nada. Celular desligado. Decidiu então ir até o necrotério saber o que Scully tinha achado nas autópsias. Chegou até lá, e descobriu que sua parceira, havia algumas horas, já tinha deixado o local. Ele não entendeu o porquê: geralmente ela ficava horas fazendo uma autópsia em um corpo, imagina em dois corpos. Rumou diretamente para o hotel, onde foi direto para o quarto da parceira. Bateu na porta, e como ninguém atendia, ele girou a maçaneta. A porta estava aberta, e o quarto, na penumbra; __ Scully? Você está aí? Ele entrou, e pegou sua arma, atento a qualquer ruído. Olhou para a cama e não tinha ninguém lá. Não havia ninguém naquele quarto. __ Oi Mulder. O que você está fazendo aqui? Disse Scully, meio que escorando na porta. Mulder virou-se rapidamente, apontando a arma para ela. Quando percebeu, já estava do seu lado. __ Onde você estava? Por que acabou a autópsia tão cedo? Por que não estava no seu quarto? Por que... __ Calma, Mulder, calma. Ela não entendia do que ele estava falando... sua gripe parecia que estava piorando, porque agora uma dor de cabeça estava se manifestando. __ Mas Scully, seu telefone estava desligado, e você terminou a autópsia mais cedo e... __ Mulder, por favor, uma coisa de cada vez. Ela foi andando pelo quarto e sentou-se na cama. Primeiro: eu fiz a autópsia dos corpos sim, mas não pude completa-las, porque fiquei com uma terrível dor de cabeça; Segundo: meu celular está com a bateria descarregada, por isso você não conseguiu me ligar; Terceiro: eu sabia que você viria para o hotel quando não me achasse no necrotério, então, não me preocupei em ligar para você; E último: estou vendo que isto aqui não vai dar em nada, por isso não estou preocupada com nada do que tem acontecido e... __ Como assim dor de cabeça? Quando foi que começou a dor de cabeça? Você sabia que esse é um dos primeiros sintomas da doença das vítimas? Mulder chegou perto dela e viu que realmente ela aparentava estar doente, mas ainda assim continuava linda... Ele ajoelhou-se em frente a ela e colocou a mão em seu rosto. Estava quente. __ Eu comecei a sentir pouco antes de terminar as autópsias, Mulder, os corpos não apresentavam nada demais, e realmente não podemos precisar o que aconteceu. Mandei fazer uns exames toxicológicos, mas os resultados só chegam amanhã, mesmo eu pedindo prioridade no caso; Ela estava adorando a mão do seu parceiro em seu rosto. Estava tão geladinha, e ela se sentia tão quente. A dor de cabeça estava piorando e ela queria deitar e descansar, mas precisava pegar umas anotações para mostrar a ele. Ela se levantou, e foi andando até a mesa. Mulder levantou-se também e ficou observando Scully ir até a mesa e pegar as anotações. Viu que foi com dificuldade que ela identificou as anotações que queria e, quando começou a voltar para falar com ele, ela o fitou, deixou as anotações caírem no chão e ele sabia o que ia acontecer: então, correu até ela. __ Scully! Ele a segurou antes que caísse no chão. Carregou-a até a cama. Ela ainda estava meio acordada, e ele fitava-a preocupado. __ Mulder, acho que é só uma gripe. Eu já estou assim há alguns dias e hoje talvez ela se manifeste com toda a força. Acho que vou ter uma noite difícil. Ele nada disse. Somente olhava para ela e pensava que os outros que morreram também tiveram uma simples gripe e morreram em 24 horas. __ Scully, o que você está sentindo? __ Calafrios, dor de cabeça e sensação de fraqueza. Mas para isso basta uma noite bem dormida e o remédio que eu peguei farão muito bem. Pela manhã estarei novinha. Ela dizia bem baixinho, porque a própria voz a estava incomodando. __ Scully, vamos imediatamente para o hospital. Você está morrendo! __ Mulder, eu sei que esses foram os sintomas das pessoas que morreram, mas pense bem, ela sucumbiram em 12 horas, e não tiveram tempo para socorre-las, mas no meu caso, tenho certeza que é uma gripe. Deixa eu dormir um pouco... dizendo isso, fechou os olhos, pois já estava bastante enfraquecida. __ Scully? Scully? Ele sacudiu-a levemente, mas ela não acordou. Estava com a testa franzida, como se estivesse com dor realmente forte, e sua pele estava quente, mas sua respiração estava suave. Aquilo pelo menos o tranqüilizou. Seu telefone tocou. Ele saiu de perto da cama, e atendeu: __ Mulder falando. __ Agente Mulder? Como está a agente Scully? __ Quem é você? O que quer? __ Você tem que aprender a não pegar as coisas dos outros, senão, outras pessoas vão pagar o preço... como sua amiga, por exemplo. __ O que vocês fizeram com a Scully? __ Nós, nada, ainda... Mas, se você não devolver a pasta do caso, ela com certeza, vai sofrer mais do que uma dor de cabeça. __ O que você quer? __ Deixe a pasta do arquivo na recepção do hotel, e volte para o seu quarto, agora. Senão, a agente Scully morre pela manhã. E desligou. Mulder sabia o que tinha que fazer. Nada valia a vida de sua parceira, de sua amiga, de seu amor. Nada mesmo. Sem hesitar, pegou a pasta e levou-a até a recepção. Voltou para o quarto, para junto de Scully, e deitou-se ao seu lado. Esperou a manhã chegar, mas sua parceira não acordou. A febre já tinha cedido, sua fronte estava tranqüila, mas ela não acordava. Ele então a beijou suavemente nos lábios, mas demoradamente, e quando olhou para ela, ela abriu seus lindos olhos azuis e o que viu nos olhos verdes, além de alívio, a deixou sem fôlego: uma promessa velada de que tinha mais coisas por aí. __ Scully? Você está bem? __ Estou ótima, Mulder. Ótima realmente. Claro, depois de ser acordada por um homem tão lindo e maravilhoso, claro que tinha que ficar ótima. __ A gripe já passou, ainda bem! Ele sorriu, aliviado. E então a abraçou e ficaram longamente deitados na cama, juntinhos. Seu corpo enorme abraçando aquele corpo tão pequeno, e que se encaixa perfeitamente em seus braços. Mulder então teve a certeza do que tinha que fazer. E você? tem certeza do que ele vai fazer? E continuaram deitados...