Título: Conflitos Parte 1 Autora: Déia Mulder e-mail: deiamulder@ig.com.br Disclaimer: Pertencem ao tio malvado CC e a Fox. Categoria: Shipper Classificação: Livre. Resumo: É aniversário da mãe da Scully. O Mulder é convidado prá festa só que Bill não curte muito a idéia. O que ele seria capaz de fazer? Ele é doido, tenho certeza!!!! Nota da Autora: Como o DD é lindo, não?!?! O Mulder também, hehehehe!!!! Ofereço esta fic aos meus pais que me ouvem pacientemente, enquanto eu não paro de falar as novidades sobre Arquivo X. Beijão bem grande!!!! E a todos vocês que lerem essa fic, muito obrigada mesmo!!!!! Ah! Claro já ia esquecendo, FEEDBACK, PLEEEEASE!!!!! "Eu amo você!" Residência de Margareth Scully, Sábado; 16:41pm. Tudo estava sendo preparado. A mesa estava linda com arranjos de flores e velas brancas. Scully terminava os últimos retoques, enquanto Maggie e Tara cuidavam dos comes e bebes. Tudo estava quase pronto pro aniversário de Maggie, mas Scully sentia que faltava algo, ou melhor alguém. Alguém que dia e noite povoava sua mente, sua alma, seu coração. Alguém que ela não sabia por que, mas que fazia uma falta enorme em sua vida quando não estava presente. Parou por alguns instantes em frente a mesa arrumada, com um prato na mão. Olhar distante, pensamento distante. Seus lábios formaram um leve sorriso ao lembrar do rosto expressivo do parceiro. Os lábios grossos, os olhos verdes, os cabelos lisos e castanhos, a mente brilhante, aquele corpo perfeito, muito bem torneado, o abdômen lisinho (AI! CHEGA, SE NÃO EU ENLOUQUEÇO E ENLOUQUEÇO VOCÊS TAMBÉM, NÉ! MAS EU DISSE QUE ELE É LINDO, NÃO DISSE). MAGGIE (APROXIMANDO-SE DA FILHA): Pensando em que, filha? SCULLY (DESPERTANDO DE UM SONHO): Em nada, mãe. MAGGIE (DEBOCHADA, SEM OLHAR PRÁ FILHA): Esse nada por acaso chama-se, Fox Mulder? SCULLY (ASSUSTADA): Mãe!!! É claro que não. Eu já disse prá senhora que nós somos apenas colegas de trabalho. Nada mais! (COLEGAS, NÉ. SEI!) MAGGIE (PIGARREANDO, DESCONFIADA): Tá bom. Não está mais aqui quem falou. Só espero, então que você não fique chateada, pois eu o convidei prá festa. SCULLY (ARREGALANDO OS OLHOS): Convidou?!?! (TENTANDO SE RECOMPOR) Tudo bem, mãe! MAGGIE: Ótimo! Maggie saiu da sala de jantar e Scully acompanhou a mãe com os olhos. Pensou consigo o que a mãe queria ter dito com "ótimo". Sabia que não podia enganar a mãe. Tinha certeza que ela sabia o que se passava em sua cabeça com relação ao parceiro. Estava escrito em seus olhos. Puxou uma cadeira e se sentou. Fechou os olhos, apoiou o cotovelo na mesa e a cabeça na mão. Ficou ali perdida em seus pensamentos. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx Residência de Margareth Scully, Sábado; 20:11pm. Os convidados iam chegando aos poucos. A sala tinha várias pessoas que bebiam e conversavam umas com as outras. Bill conversava com um dos amigos da família e Tara conversava com Maggie. Scully desce as escadas elegantemente vestida em um vestido longo preto de alças finas com um generoso decote nas costas que ia até a cintura, os cabelos presos atrás da cabeça com leves fios lhe caindo no rosto. Ela cumprimenta os convidados sorrindo. A campainha toca. SCULLY: Eu atendo, mãe. Pode deixar! Scully se aproxima da porta e abre. Arregala os olhos olhando a pessoa parada atrás da porta. O cabelo levemente molhado, o rosto lindo e o corpo exuberante dentro de um smoking preto o deixavam ainda mais belo. SCULLY (AFASTANDO DA PORTA PRÁ QUE ELE ENTRASSE): Entra, Mulder! MULDER (SORRINDO): Obrigado! Enquanto Scully fechava a porta ele a olhou de cima a baixo. O corpo pequeno, as curvas bem feitas. Como ele a amava. Amava tanto que chegava a doer. Doer por não ter coragem de dizer o que sentia, doer por não saber se ela sentia o mesmo por ele. Ela se virou e seus olhos encontraram os dele. Sorriu. MULDER (ABOBADO): Você está linda, Scully! Eu nunca vi nada mais lindo em toda a minha vida! SCULLY (SEM JEITO, OLHANDO PRÁ BAIXO): Obrigada, Mulder. Você também está lindo. Mulder sorriu. Já era um começo. Ela achava que ele estava lindo. Mas isso não quer dizer necessariamente que esteja apaixonada, pensou ele. Os dois voltaram caminharam juntos até a festa. SCULLY (SE APROXIMANDO DE MAGGIE): Mãe, olha quem chegou! MAGGIE (SORRINDO): Fox!!!! Que bom que veio!!!! MULDER (ENVERGONHADO): Parabéns, Maggie. Muitas felicidades! Os dois se abraçaram sorrindo. Maggie olhou prá Scully e em seguida olhou prá Mulder dando uma piscadinha como quem diz "vai em frente". Mulder sorriu sem graça. Scully olhou reprovando a atitude da mãe. SCULLY: Bebe alguma coisa, Mulder? MULDER: Por enquanto não, obrigado. BILL (DEBOCHADO, SE APROXIMANDO DOS DOIS): Olha só quem está aqui, o estranho caçador de homenzinhos verdes. MULDER (MAIS DEBOCHADO AINDA): Verdes não, cinzas. A pele dos reticulinos é na verdade cinza. BILL (GRITANDO PRÁ QUEM QUEISESSE OUVIR): Ei pessoal, venham todos aqui. O estranho aqui vai dar aulas grátis sobre Marte e homenzinhos verdes. Ah! Desculpe, cinzas! Todos pararam suas conversas e olharam prá Mulder. A sala ficou no mais puro silêncio. Mulder não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha. SCULLY (IRRITADA): Bill pare já com isso! Eu não tolero que você fale assim dos meus amigos! BILL (IRRITADO): Quem foi que convidou esse cara prá festa, heim? MAGGIE (SE APROXIMANDO): Fui eu quem convidou. Eu também não admito que você destrate meus convidados, além do mais o Mulder é quase da família! SCULLY (ENVERGONHADA): Mãe, pare com isso! MULDER: Pode deixar, eu já estou acostumado com isso. Não vai ser a primeira vez nem será a última que alguém tenta me ridicularizar em público. (SORRINDO TRISTE) Eu não ligo! Scully se sentiu mal com aquela situação. Todos os presentes ali olhando prá Mulder como se ele fosse um monstro. (DE MONSTRO ALI NÃO TEM NADA.) Viu quando Mulder saiu da sala e foi pro jardim. Sentiu vontade de ir atrás dele, mas seus pés pareciam que estavam colados ao chão. Fechou os olhos com uma expressão de quem toma uma decisão. Resolveu ir atrás dele, mas não antes de olhar prá Bill, o fuzilando com o olhar. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx Mulder estava sentado em um banco do jardim. Olhava prá lua, pras estrelas como pedindo apoio. Algumas lágrimas caiam de seus olhos involuntariamente. Scully aproximou-se dele. Ficou alguns instantes parada ao seu lado o observando. Ele nem notou sua presença, estava tão perdido em seus pensamentos. Scully observou as lágrimas teimosas caindo por sus face. Queria poder fazer qualquer coisa prá ajudá-lo, qualquer coisa por seu amado. Tão sofrido, tão desprezado, tão humilhado. Sentou- se ao seu lado e pegou em sua mão. Só então ele percebeu a presença dela ali. Olhou prá ela assustado e enxugou as lágrimas. Scully estava tão comovida com o sofrimento dele que não conseguiu se controlar e algumas lágrimas rolaram por seu rosto, sendo enxugadas por Mulder, que delicadamente limpou o rosto dela com o polegar. Scully fechou os olhos, sentindo o leve toque das mãos dele. MULDER (SÉRIO): Não chore por mim, Scully. Eu não mereço suas lágrimas. Seu irmão está certo em me querer longe de você, eu só trago desgraça prá sua vida. Tudo que você já sofreu, foi tudo culpa minha. (CHORANDO) Eu e minha maldita crença, minha maldita busca pela verdade e sempre carregando pessoas inocentes que não tem nada a ver com isso comigo! Scully aquela vez que você disse que ia desistir, eu deveria ter deixado, mas não o meu egoísmo falou mais alto, como sempre, te obriguei a ficar mais uma vez ao meu lado. Me deixa Scully, me deixa enquanto é tempo! Eu sou mesmo um desgraçado. SCULLY (CHORANDO): Eu não posso, Mulder. Não posso te deixar. Nós chegamos até aqui juntos e é assim que vai continuar. Eu não troco a vida que eu tenho hoje por nada nesse mundo. Eu conheci você que é a pessoa mais maravilhosa desse mundo. A pessoa mais humana e mais companheira que já conheci. Mulder se você me pedir prá ir embora porque não quer mais trabalhar comigo, tudo bem, eu vou. Mas se você me pede isso por causa dessa bobagem que aconteceu hoje, esquece porque você não vai se livrar de mim, Fox Willian Mulder. Mulder sorri entre lágrimas e se abraça a ela. SCULLY (AINDA ABRAÇADA A ELE): E tem mais.... para com essa bobagem de dizer que é um desgraçado. Eu não vou deixar você se anular assim, Mulder. Pelo menos não na minha frente. Ele se solta dos seus braços e coloca as mãos no rosto dela, acariciando com o polegar. MULDER (SORRINDO): O que eu fiz prá merecer sua amizade, Scully? Me diz, se eu mereço tanto? SCULLY (SORRINDO): Você pensa que eu sou santa, Mulder? Se eu começar a te contar meus podres, você vai se sentir um anjo! MULDER (RINDO): Anjo é você, Scully. Meu anjo! Às vezes eu acho que Deus te colocou no mundo prá tomar conta de mim. SCULLY (SORRI EMOCIONADA): E eu estou tomando conta direitinho? MULDER (SORRINDO): Está. Melhor impossível! Os dois riem. Logo o sorriso vai desaparecendo, dando lugar a seriedade. Mulder inclina a cabeça e encosta sua testa na testa de Scully. Ela fecha os olhos, sentindo a respiração quente dele em seu rosto. Mulder levanta a cabeça e olha nos olhos dela. Aproxima seus lábios dos dela, vagarosamente. Scully permanece imóvel, a espera dos lábios tão almejados por ela. O beijo acontece calmo e delicadamente. Mulder solta os lábios dela e a olha. Scully permanece com os olhos fechados sorrindo. Abre-os lentamente como se estivesse sonhando. Olha prá ele que sorri apaixonado. Voltam a se beijar, dessa vez mais intensamente. O beijo acontece por longos minutos. Soltam os lábios ofegantes. Sorriem. Somente as estrelas como testemunha. Isso é o que eles pensavam. Na porta dos fundos que dá pro jardim, Bill espia irritadíssimo a cena. Residência de Margareth Scully, Domingo; 24:03am. Os convidados já haviam ido embora e a festa já havia terminado. Mulder havia se oferecido prá ajudar a arrumar a bagunça. Maggie pediu que ele a ajudasse com algumas caixas de papelão. Os dois saíram pro jardim. Scully, já vestida com uma camisola e um robe combinando por cima, estava na sala, sentada no sofá, pensando no beijo que trocara com seu parceiro. Tudo foi perfeito, o clima do momento, a lua, as estrelas, tudo. Absolutamente tudo. Bill desce as escadas. Para no meio do caminho olhando a irmã. Ela de olhos fechados, nem percebe que ele se aproxima. BILL (CÍNICO): Estava bom o amasso!!!! SCULLY (ASSUSTADA, ABRINDO OS OLHOS): Como? Eu não entendi. BILL (IRRITADO, PARADO NA FRENTE DELA): Vai se fazer de desentendida, agora. Pensa que eu não vi. SCULLY (INDIGNADA): Você estava me espionando, Bill. Que coisa mais feia. Eu tenho direito a privacidade. BILL (DEBOCHADO): Que privacidade, heim irmãzinha! O que você ia fazer depois? Deixar que ele te levasse pro quarto? Ou quem sabe ali no jardim mesmo! SCULLY (LEVANTANDO-SE, NERVOSA): Olha aqui eu não admito que você fale assim comigo, entendeu! Você pensa que eu sou o que, Bill? (GRITANDO) Heim, você pensa que eu sou o que? BILL (GRITANDO): Eu não penso nada. Só acho que você podia se dar mais ao respeito! SCULLY (IRRITADA): Me dar ao respeito?!?! Você é que devia se dar ao respeito e não invadir a privacidade dos outros! (OLHANDO PRÁ ELE EM TOM DE DESAFIO) E quer saber, só não aconteceu porque o Mulder me respeita o suficiente, caso contrário teria acontecido, sim. Scully não conseguiu dizer mais nada. Foi calada com um tapa no rosto desferido por seu irmão. Bill, ainda não contente, empurrou a irmã no sofá e estando por cima dela desferiu mais vários golpes em seu rosto, em seu corpo. Scully gritava desesperada, chorando, pedindo ajuda, enquanto tentava se livrar dos braços e dos golpes do irmão. SCULLY (GRITANDO DESESPERADA): Pára, Bill!!!!! Você está me machucando!!!!!!! Pára!!!!!!! Bill parecia em transe. Continuava batendo na irmã como louco. (EU DISSE, ESSE CARA ALÉM DE CHATO É PSICÓTICO). Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx Enquanto isso no jardim.... Mulder e Maggie estavam amontoando as caixas de papelão. Ouviram os gritos desesperados de Scully e saíram correndo. Chegando na sala, viram Bill em cima de Scully açoitando-a e esta gritando e chorando, pedindo ajuda. Mulder foi prá cima dele e o agarrou, jogando-o ao chão. Scully abraçou-se nele chorando e soluçando convulsivamente. Seus lábios estavam cortados e seu rosto marcado. Num acesso de ódio, Mulder soltou Scully e foi prá cima de Bill que já havia se levantado. Agarrou-o pela camisa e deu um murro em sua cara, derrubando-o no chão. MULDER (GRITANDO): Covarde!!!!! Desgraçado covarde!!!!! Scully levantou-se e foi até Mulder. SCULLY (CHORANDO): Deixa, Mulder. Me leva embora daqui, por favor. Mulder olhou compadecido prá ela, que implorava com o olhar prá ir embora. Maggie ficou sem reação. Assistiu toda a cena sem dizer ou fazer nada. Bill tinha ódio no olhar. Tentou ir prá cima de Mulder, mas foi impedido por Maggie, que o segurou pelo braço. Mulder olhou prá ele soltando faíscas pelos olhos. Em seguida olhou prá Scully com ternura, acarinhou seu rosto com as mãos e a conduziu prá fora. Dentro do carro, Mulder olhou os ferimentos no rosto dela. Preocupou-se com o corte que ela tinha nos lábios, parecia sangrar bastante. SCULLY: Eu estou bem, Mulder. Não se preocupe. MULDER: O que houve, Scully? SCULLY (COM A CABEÇA BAIXA): Ele me viu beijando você no jardim. Me acusou de um monte de coisas e começou a me bater. MULDER (IRRITADO): Canalha!!!! Maldito canalha!!!! SCULLY (IMPLORANDO): Mulder me leva daqui, por favor! MULDER: Está bem! Vamos. Mulder ligou o carro e levou Scully embora dali. Apartamento do Mulder, Domingo; 1:22am. Scully estava sentada na cama recostada nos travesseiros. Mulder limpava delicadamente os ferimentos no rosto dela. SCULLY (MANHOSA): Ai, Mulder! Isso dói! MULDER: Desculpe, Scully. Mulder continuou sua tarefa, enquanto Scully gemia de dor. MULDER (SORRINDO, OLHANDO NOS OLHOS DELA): Pronto! Serviço completo! SCULLY (SORRINDO, AGRADECIDA): Obrigada, Mulder! Por tudo! Você disse que eu sou o seu anjo, mas acho que você é que é o meu. Hoje, por exemplo, você foi o meu anjo. Mulder pega as mãos dela e beija demoradamente fechando os olhos. Scully acaricia os lábios de Mulder com os polegares. Mulder aproxima seus lábios e beija os cabelos dela, acariciando-o com os lábios entreabertos. Aspira o perfume suave que exala deles, enebriado. Scully fecha os olhos sentindo os lábios dele se aproximarem dos seus. Mulder encosta seus lábios nos dela em um beijo suave, apaixonado. Os dois sentiram novamente a mesma sensação de algumas horas atrás. O chão parecia faltar. Se existia realmente um paraíso, ele era ali. SCULLY (INTERROMPENDO O BEIJO E FAZENDO CARA DE DOR): Ai! MULDER (PREOCUPADO): O que foi? SCULLY (RINDO): Minha boca, Mulder. Está machucada, lembra? Mulder riu também, sem tirar as mãos do rosto dela. MULDER (SÉRIO E APAIXONADO): Eu amo você, Dana! Como jamais amei alguém em toda a minha vida. SCULLY (SORRINDO EMOCIONADA): Também amo você, Fox. Como jamais amei alguém em toda a minha vida. Os dois se abraçaram apaixonadamente. Com certeza o amor que sentiam um pelo outro era maior que tudo e que todos. TO BE CONTINUED..... Obs.: Eu sempre quis ver o Mulder dando um murro no Bill. Aí eu fiquei pensando, o que o Bill poderia fazer prá irritar Mulder a tal ponto de esquecer que ele era o irmão da Scully, deixando-o cego de ódio? Pensei, mexeu com a Scully, mexeu com o Mulder. Daí tive a idéia de fazer o Bill espancar a Scully pro Mulder ver e acertar a cara dele! Eu disse, ele é psicótico, chato e feio!