Título: Conexão Autora: Alice J. Foster (Fe) Classificação: Shipper, ScullyAngst Censura: Livre !!!!!!!!!!SPOILERS DE REQUIEM!!!!!!!!!! Notas da autora: Gente, por favor, dêem sua opinião, me alertem para qualquer erro, seja de português ou quaisquer outros. A fic é escrita do ponto de vista da Scully. Disclaimer: Todos os personagens aqui citados são de propriedade de CC, 1013, FOX, etc... Eu não sou dona deles e não estou ganhando nada com essa história, exceto feedback, eu espero... ************************************************************* * Eu ouço a voz dele. Na minha cabeça. Não são simplesmente memórias. É como se ele estivesse se comunicando comigo. A voz dele me conforta. Não são apenas palavras. São sentimentos. Uma espécie de telepatia. Eu me lembro do que Gibson disse quando nós o encontramos da primeira vez. Eu agora me sinto como se fosse um rádio. Muita estática, mas de vez em quando eu consigo escutar. Mas diferente de Gibson, eu não quero parar e desligar para ver TV. Não, eu quero mais. Eu quero ouvir mais. Eu quero me concentrar mais. Novamente eu ouço algo. Ou sinto. Não sei explicar. Desisti de tentar explicar tudo quando recebi a notícia de minha gravidez. Sinto um golpe forte que se origina em meu abdômen. Acho que minha filha compreende que penso nela. Ou no pai dela. Ela anda muito inquieta nos últimos dias. Minha mãe começou a dizer que são as garotas Scully, mas ultimamente eu não presto atenção em nada que qualquer um diga. Só nessa "ligação" que me permite alguma comunicação com Mulder. É tudo que importa. Ele e nossa filha. Os dois. Ou melhor, ele e o que nós criamos. Juntos. Nossa perfeita criação. Novamente afirmo que desisti de tentar explicar tudo cientificamente quando recebi a notícia de minha gravidez. Eu sei que é impossível. Mas ao mesmo tempo não é. Ao mesmo tempo, tem uma vida crescendo em mim. Uma vida que possui um código genético meu e de Mulder. Eu não preciso dos testes que os Pistoleiros Solitários fizeram para me dizer que essa filha é dele. Eu sinto. Ultimamente eu tenho "sentido" muito ao invés de pensar, racionalizar. Se eu posso me comunicar com Mulder, é o suficiente. Não quero saber o porquê e nem o como. Minha mente racional ainda tenta se manifestar e dizer que é apenas uma ilusão do meu subconsciente, da minha necessidade de estar com ele cada segundo da minha vida. Mas isso não importa. Os últimos meses não foram fáceis. Enfrentar tudo sem ele. Manter os Arquivos X. Passar pelos árduos meses de gravidez. Viver apenas com a memória dele. E a memória é forte. As lembranças insistem em aparecer em minha mente nos momentos mais impróprios. Durante um caso. Em nosso escritório em frente à Doggett. Na sala do Skinner. Entrar em um carro me faz lembrar dele. Guarda-chuvas me fazem lembrar dele. Palavras e gestos me ligam à memória dele. Isso não é fácil. Não quero viver apenas com a memória. Qualquer ligação é importante. Por isso eu não tento racionalizar sobre essa "conexão". Porque eu tenho medo que se eu perder isso, eu posso perder minha compostura, e junto dela, minha sanidade, que diminuiu significantemente nos últimos anos. A voz dele, os sentimentos dele, ficam cada vez mais perceptíveis. Cada vez mais fáceis de ouvir e sentir. Eu espero que ele esteja mais próximo. Literal e figurativamente. Novamente nossa filha se manifesta. E eu espero. O telefone toca. E não pela primeira vez, eu espero que sejam notícias dele. Não pela primeira vez, eu rezo para um Deus que eu não mais confio na existência. Eu atendo. Mas não presto atenção às palavras que são ditas do outro lado da linha. As únicas palavras que eu ouço são as que vêm da minha mente. **Estou voltando, Scully.** E nada mais importa.