Título: I'm Coming Back To You Autora: Mônica Almeida e-mails: kikaalmeida@hotmail.com e kika_almeida@yahoo.com.br Disclaimer: Fox Mulder, Dana Scully, Walter Skinner e os Pistoleiros Solitários pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Categoria: Shipper Sumário: Pós-Requiem. Mulder volta um ano após seu desaparecimento. Continuação de I'll Be Back To You. Dana Scully corre por uma floresta. Ela não sabe bem onde está, mas continua correndo. Ao longe, bem ao longe, ela vê Fox Mulder parado numa clareira. Ele está com uma das mãos estendida na direção dela. É para ele que ela corre. Para Mulder. Seu parceiro, seu amigo, seu amor. Porem, por mais que ela corra, não consegue alcançá-lo. Ele grita para ela. "Scully, não me deixe ir." Ela corre mais e mais. Uma luz branca surge no céu e pára acima de Mulder. A luz começa a levá-lo embora. Levá-lo para longe dela. Ela dá um grito. "Mulder, não vá. Fique comigo." Ela o ouve gritar pela última vez. "Sculleeeeeeeee." Scully acorda assustada. Ela sente seu corpo inteiro tremer. Fora tudo um sonho. Desde o desaparecimento de Mulder há um ano, não há um dia sequer em que ela não sonhe com ele. Não há um minuto em que não pense nele. Os gritos dele ainda ecoam nos ouvidos dela. Os gritos agora transformam-se em choro. Um choro infantil que ela conhece muito bem. "Ben." Ela levanta e corre até o quarto do seu filho. Seu filho com Mulder. Ela pega o bebê no colo e dá o seio a ele. Benjamim William Scully está com quase cinco meses. É uma criança saudável e bonita. Scully toca suavemente a bochecha do bebê enquanto o amamenta. Ela olha com amor o rostinho redondo do filho, tão parecido com o do pai. Os mesmos olhos verdes acinzentados, as mesmas sobrancelhas compridas, a boquinha carnuda, igualzinha a de Mulder. Ela olha o relógio. São 2:40 da manhã. Ela beija a cabecinha de Ben enquanto fala com ele. "Meu amor, mamãe precisa dormir agora. Amanhã tenho que trabalhar bem cedo." Ela o coloca no berço. Ben já está quase dormindo. Ela suspira enquanto o olha. "Seu pai adoraria lhe conhecer." Scully acorda assustada novamente. Só que dessa vez não fora um sonho que a despertara e sim o som estridente do telefone. Scully olha o relógio na cabeceira de sua cama. São quase cinco da manhã. Com o coração aos pulos, ela atende ao telefone. "Alô?" Do outro lado da linha, a voz grave de Walter Skinner responde. "Scully, é o Skinner. Preciso que você venha imediatamente ao Hospital Memorial de Washington. É melhor você saber logo. Mulder está aqui." Scully sente a boca seca, o coração gelar. "Ele está vivo, senhor?" "Sim, mas não sei se por muito tempo." "Estou indo." Scully se levanta e, correndo, coloca uma roupa por cima do pijama, pega sua bolsa e a sacola de Ben, sempre arrumada para qualquer eventualidade. Ele está dormindo. Ela o pega com cuidado e sai de casa. Hospital Memorial de Washington D.C. , 6:20 da manhã Scully entra apressadamente no hospital. Seu cabelo está assanhado e ela não usa nenhuma maquiagem. Ela vê Skinner e logo o alcança. "Onde ele está? Eu quero vê-lo." Ela vai entrando na U.T.I. mas Skinner a impede, segurando-a pelo braço. "Calma, Scully. Você não pode entrar aí. Os médicos o estão examinado." Com um safanão ela liberta seu braço. "Eu quero vê-lo já. Eu preciso vê-lo, Skinner." Ela abaixa o tom da voz, suplicando com o olhar. "Por favor." Antes que Skinner consiga responder qualquer coisa, os três Pistoleiros Solitários aparecem na frente deles falando ao mesmo tempo. "Como ele está?...Ele está bem?...Já voltou a si?...Ele vai sair dessa, Scully...Onde está Ben?" Scully fica meio atordoada com tantas perguntas. E resolve começar a responder pela última. "O bebê está com minha mãe. Hospital não é lugar de crianças." Frohike se dirige a ela. "Mulder vai querer conhecer o filho." Scully dá um sorriso triste. "Ele vai conhecê-lo, Frohike." O médico que está cuidando de Mulder aparece e todos fazem perguntas ao mesmo tempo. O médico pede calma e começa a explicar a situação. "Ele está muito fraco. Seus sinais vitais não estão normais, estão enfraquecendo a cada minuto. Ele foi encontrado na frente do hospital, nu e desacordado. Já estava em coma quando chegou aqui." Skinner é o mais calmo dos cinco. "Vocês não encontraram nada que pudesse explicar o que aconteceu?" O médico meneia a cabeça. "Nada. Não temos explicação, infelizmente." Scully se aproxima do médico. "Preciso vê-lo, doutor." O médico a acompanha até a unidade em que Mulder se encontra. Ele parece estar apenas dormindo. "Nós fizemos de tudo, senhorita. Agora só nos resta esperar e rezar para que um milagre aconteça." Ele se retira enquanto Scully, passando a mão no rosto de Mulder, responde baixinho. "Vai acontecer." Os dias se passam. Scully não vai mais ao trabalho. Ela passa os dias ao lado da cama de Mulder no hospital. Ela vai para casa só para amamentar o filho. A Sra. Scully mudara temporariamente para o apartamento da filha para cuidar do netinho. Está preocupada com o abatimento de Scully, mas não pode fazer nada. Os médicos já o desenganaram. Acham melhor desligar os aparelhos que o mantêm vivo. Scully não aceita. Quer esperar. Scully se senta ao lado da cama de Mulder, pega sua mão e começa a conversar com ele. "Mulder, por favor, me ajude. Você precisa me ouvir. Os médicos querem desligar os aparelhos. Eu pedi a eles mais 24 horas. Por favor, Mulder acorde. Volte para mim. Você pediu para eu esperar por você. Eu esperei, Mulder, eu esperei esse tempo todo sabendo que você voltaria. Eu fiz o que você me pediu. Agora sou eu que lhe peço. Acorde, Mulder. Volte pra mim. Eu preciso de você, agora mais do que nunca. Eu preciso do seu carinho, do seu amor, do seu sorriso, até das suas piadas sem graça. Quando você foi embora meu mundo desmoronou. Eu precisei de toda força do mundo porque você se foi, mas deixou comigo um pedaço de você. E esse pedacinho que você me deixou iria precisar totalmente de mim para sobreviver." Scully começa a chorar. "Mulder, nós temos um filho, um menino lindo que tem a sua cara. Ele é igualzinho a você. Foi ele quem me deu forças pra ficar sem você esse tempo todo. Quando eu fui abduzida e voltei em coma você conversou comigo. E eu ouvi você. Eu voltei por você. Então faz isso por mim, Mulder, por mim e por nosso filho. Volte. Não me deixe mais. Eu o amo tanto, Mulder, tanto que não consigo expressar em palavras. Volte, Mulder." Scully fica repetindo essas palavras até que adormece. Mulder abre os olhos lentamente. Tivera um sonho em que Scully falava pra ele que tinham um filho. Ele está totalmente desperto agora. Se vê em uma cama de hospital e não entende nada. Ele sente que alguém segura sua mão. Olha para o lado e, mesmo não vendo o rosto, sabe quem está ali com ele. Ele vê a cabeleira ruiva de Scully, ela está dormindo debruçada na cama dele. Mulder a chama com a voz fraca. "Scully..." Ela acorda na mesma hora. Por um momento pensa está sonhando. Depois percebe que não é sonho. Mulder está do seu lado, com os olhos abertos, sorrindo para ela. "Mulder, meu Deus, que bom, você acordou." Ela corre a chamar os médicos. Duas horas depois, Mulder está em um quarto, não mais na U.T.I. do hospital. Do seu lado, além de Scully, estão os Pistoleiros e Skinner. Todos estão felizes com a volta dele. Scully não sai de perto dele um minuto sequer. Depois de conversarem um pouco, Skinner faz um sinal para os Pistoleiros e os quatro saem do quarto, deixando Mulder e Scully sozinhos. Mulder estende sua mão para Scully e ela a segura com carinho. "Senti sua falta, Scully." "Eu também, Mulder...Você consegue se lembrar de alguma coisa?" Ele nega com a cabeça antes de responder. "Nada, Scully. Não consigo me lembrar de nada. A última coisa que me lembro é de estar naquela floresta em Bellefleur. Depois disso, só me lembro de sensações, de não ter você comigo e agora, de ter acordado no hospital com você dormindo sobre a cama." Ela dá um leve sorriso. "Então suas perguntas sobre sua irmã..." "...continuam sem resposta, Scully. Mas talvez eu consiga me lembrar depois. Você foi se lembrando aos poucos." "Eu não me lembrei de muita coisa, Mulder." Ele, pela primeira vez desde que acordara, dá um largo sorriso. "Você não tem memória fotográfica como eu.........Scully, me dá um beijo." Ela não se faz de rogada e o beija apaixonadamente. Quando se afastam ambos estão sorrindo. "Scully, um ano é muito tempo longe de você." Ele acaricia o rosto dela. "Eu sei, Mulder." "Não foi um sonho, foi?" Scully fica confusa. "Do que você está falando, Mulder?" "Eu ouvi você. Ouvi você conversando comigo. Entre outras coisa você me disse que tínhamos um filho." A voz dele está ansiosa quando repete. "Não foi um sonho, foi?" Scully tem lágrimas nos olhos. "Não, Mulder, não foi um sonho. Nós temos um filho. Ele acabou de fazer cinco meses e é um menino lindo." Mulder também tem lágrimas nos olhos. "Como ele se chama?" "Ben. Benjamim William Scully. Benjamim porque eu gosto do nome, William porque é seu nome e o nome dos nossos pais e Scully porque eu não pude colocar o seu sobrenome com você estando desaparecido." "Eu quero vê-lo." "Assim que sairmos daqui, Mulder." Eles se beijam novamente. Sabem que nada no mundo os irá separar agora. Três dias depois, Mulder recebe alta. Está ansioso para conhecer o filho. Ele vai direto com Scully para a casa dela. A Sra. Scully o recebe como a um filho. Depois vai para sua casa. Sabe que eles querem ficar sozinhos. Scully o pega pela mão e o guia até o quartinho de Ben. O quarto é todo azul e tem bichinhos de pelúcia por toda parte. No berço, junto ao bebê, há um pequeno alien de pelúcia. Ben está acordado. Ele ri ao ver a mãe. Ela o pega no colo e o entrega a Mulder. "Ben, esse é o papai. Ele voltou para nós e nunca mais irá nos deixar." Mulder segura o bebê no colo com carinho. Está encantado com o filho. "Scully, ele é lindo!" Ben sorri para ele como se o reconhecesse. Mulder abraça Scully emocionado. "Nunca mais, Scully, nunca mais eu irei embora." Ele olha para o filho. "Papai vai estar sempre com você e mamãe, Ben, eu prometo." Ben boceja, cansado. Com delicadeza, Mulder o coloca no berço e ele adormece logo. Ele se volta para Scully e pega suas mãos. "Você tem idéia do quanto você me fez feliz agora, Scully? Você é capaz de imaginar o quanto eu amo você?" "Será que na mesma intensidade que eu o amo, Mulder?" Eles se beijam e se abraçam. Ficaram muito tempo afastados. Precisam um do outro com urgência. Eles se abraçam e se beijam com desejo quando Mulder se afasta dela. "Preciso lhe perguntar um coisa, Scully." Ele fala sério. Scully fica um pouco assustada. "O que é, Mulder?" "Scully, você é a pessoa mais maravilhosa do mundo. Eu amo você mais do que tudo, eu preciso de você para viver, eu preciso ter você para ser feliz. Você é especial e única. Você e agora, Ben, são as minhas razões de viver. Scully, quer se casar comigo?" Scully sorri feliz. "Mulder, você também é minha razão de viver. Se não fosse por nosso filho eu não teria agüentado sua ausência por tanto tempo. Eu o amo demais, Mulder." "Você não respondeu minha pergunta, Scully. Eu quero casar com você. Quero que Ben tenha o meu nome também. Então, Scully, quer se casar comigo?" Ela o olha nos olhos e responde cheia de certeza. "Quero." Eles se beijam novamente. Mulder a pega no colo e a leva para o outro quarto. Quando eles saem, no meio do seu sono de bebê, Ben está sorrindo. FIM