Título - Coincidência Perigosa Autora - « Mel X » E-mail - juliana@plisnet.com.br Disclaimer - Esses personagens pertencem a Fox produções, e ao genial Chris Carter. Spoilers - Nenhum. Desculpe se tiver, mas eu não sei. Resumo: Uma mulher comete crimes que abalam a cidade de Nova Iorque, e põe a polícia americana inteira atrás dela. Mas, conforme um retrato falado, a semelhança dela com Scully, pode colocar a agente em maus lençóis. Nova Iorque Segunda-feira 9:12 AM Uma mulher ruiva sai correndo de dentro de um carro, e pega um táxi na esquina seguinte. Um homem baixo, e gordo, vê aquela cena, e fica curioso para saber o que haveria dentro do carro, que teria feito a mulher sair correndo, e fugir. Ele caminhou até o automóvel, e abriu a porta. Viu um lençol, enrolando alguma coisa. Puxou o tecido, e mal pôde se conter, ao ver aquela imagem. Um homem estava deitado, com as vísceras completamente arrancadas. O homem gordo, saiu correndo e chamou a polícia. No telefone, é possível escutar a voz do diretor assistente Skinner, dizendo que vai enviar dois agentes para resolver o caso. Sede do FBI Washington DC 12:47 PM Scully está sentada na lanchonete, comendo um sanduíche natural, quando Mulder chega correndo, e sentando ao lado dela, começa a falar: _ Temos um caso. _ O que agora? _ Um homem foi encontrado morto dentro de um carro, com os órgãos internos arrancados. _ Nossa. _ O Skinner quer que nos apresentemos no escritório dele agora mesmo. _ Mas estou almoçando. Mulder pegou o lanche da mão dela, e jogou na lixeira dizendo: _ Depois eu pago outro. Os dois agentes saíram, em direção da sala do diretor. Mulder se aproximou de Kimberly, a secretária, e disse: _ Avise ao diretor que já estamos aqui. Kimberly pegou o telefone e discou. _ Skinner. - atendeu o diretor. _ Senhor, os agentes Mulder e Scully estão aqui. _ Mande-os entrar. _ Sim senhor. Ela desligou e olhou para os dois. _ Podem entrar. - sorriu ela. _ Obrigada. - respondeu Scully, puxando Mulder pela gravata, para ele andar mais rápido. Dentro do escritório, Skinner estendeu uma pasta para os dois agentes e disse: _ Não sei porque estou entregando esse caso pra vocês, mas não tinha nenhum outro agente especial disponível. _ É sobre o que? - perguntou Scully, tentando ignorar as informações dadas por Mulder. _ Um homem foi encontrado morto em Nova Iorque, com as vísceras arrancadas. _ Entendo. _ É um arquivo x? - perguntou Mulder. _ Não sei, tirem suas próprias conclusões. Mulder pegou a pasta, e saiu da sala, seguido por Scully. Nova Iorque Segunda-feira 19:36 PM Mulder e Scully tinham acabado de chegar na cidade. Mulder foi procurar um hotel para os dois passarem a noite, enquanto Scully lia uma revista sobre moda, que escondeu, logo que Mulder entrou no carro. _ Todos os quartos estão lotados. - disse ele. _ E agora? _ Não sei. Bom, tenho um tio que mora aqui em Nova Iorque. _ Então por que não pede para passarmos a noite na casa dele? _ Eu não visito ele há mais de vinte anos. _ Ótimo momento pra recomeçar. _ Mas... _ Mulder, eu não vou passar a noite dentro do carro. _ Está bem, vamos. Mulder deu a partida no carro, e eles seguiram em direção a casa de Robert Mulder, o tio por parte de pai de Mulder. Residência de Robert Mulder 20:11 PM Os dois agentes pararam o carro, e bateram na porta. Na frente deles, apareceu um homem já de idade, usando uma boina de soldado, e com uma espingarda na mão. _ Quem são vocês, e o que querem comigo? - gritou Robert, apontando a arma para eles. Mulder se inclinou, e cochichou no ouvido de Scully: _ Agora sabe porque não gosto de visitar ele. Depois, ele se virou para o tio e respondeu: _ Sou eu titio, o Fox. _ Não, você não é o Fox. A última vez que meu sobrinho esteve aqui, ele tinha... _ Dezoito anos. _ Como sabe? _ Porque sou eu tio Robert, o Fox Willian Mulder. _ Para me convencer, me responda, qual é a sua data de aniversário? _ 13 de outubro. Robert se emocionou, e deu um longo abraço em Mulder. _ Como vai filho? _ Bem tio, essa é minha parceira no FBI, Dana Scully. _ Muito prazer moça. _ Igualmente. - respondeu Scully. _ Bem tio, viemos pedir um favor. - continuou Mulder. _ Pode pedir a vontade. _ Podemos passar a noite aqui? É que viemos para uma investigação, mas todos os quartos da cidade estão lotados. _ Época de verão é assim mesmo. Podem ficar aqui, entrem. Mulder e Scully olharam a enorme sala do lado de fora da casa, e depois entraram. Sentaram no sofá, enquanto Robert ia até a cozinha, e voltava com duas garrafas de cerveja. _ Servido Fox? - perguntou ele a Mulder. _ Não, obrigado tio, eu não bebo. Scully se dobrou de rir ao ouvir a resposta de Mulder. _ O que foi? - perguntou ele envergonhado. _ Você Mulder, não gosta de beber? Que piada. _ Ela é sua namorada? - interrompeu Robert. _ Não, é minha parceira de trabalho. _ É uma bonita garota, tem sorte Fox. _ É, muita sorte. Scully se sentiu envergonhada com o que Mulder disse. Como assim "muita sorte"? Será que Mulder sentia algo mais por ela? Quer dizer, ela sempre fora apaixonada por ele, mas nunca imaginou que ele também fosse. _ Bom, querem deitar que horas? - perguntou Robert. _ Agora mesmo, se for possível. - respondeu Mulder. _ Sigam-me. Robert levou os dois agentes até um enorme quarto de hóspedes que ficava no fim de um corredor. _ Fiquem a vontade, e boa noite. - despediu-se Robert, se virando e indo embora. _ Mulder? - chamou Scully. _ O que? _ Só tem uma cama. _ E? _ Não vou dormir na mesma cama que você. _ Ah Scully, deixa de ser idiota. Não vou atacar você no meio da noite, não se preocupe. Ela não disse mais nada, e entrou no banheiro para tomar um banho. Ele nem se preocupou. Somente tirou a camisa, e deitou do lado esquerdo da cama. Quando ela saiu do banheiro, só de roupão, e topou com Mulder deitado, sem camisa, ela estremeceu. Deitou do lado dele, se virou para o lado de fora da cama, e fechou os olhos. Mulder fingia que estava dormindo, mas não estava. Ele se virou lentamente, e passou o braço através da cintura dela. Scully sentiu aquilo, mas nem ligou. Deixou o braço do parceiro ali, e se sentiu bem por aquilo estar acontecendo. Na manhã seguinte, Robert abriu a porta do quarto, e ao ver os dois abraçados, ele pensou que os dois tinham tido uma ótima noite, e não deveriam ser acordados tão cedo. Voltou para a sala, e ligou a televisão. No jornal da manhã, o apresentador falava a respeito do assassinato do homem, que tinha sido encontrado sem os órgãos internos, e notificou também, que uma testemunha tinha fornecido o retrato falado da vítima, e iria apresentá-lo, para aqueles que vissem o assassino, avisassem a polícia. Robert chegou a cuspir todo o café que tinha na boca, ao ver a foto que estava na televisão. Uma mulher ruiva, de olhos azuis, e pele bem clara, e rosada. Era a tal da Scully, que estavam junto com Fox, dormindo na casa dele. Na mesma hora, Robert pegou a arma, e foi até quarto dos dois. Chutou a porta e entrou gritando: _ Saiam da minha casa agora mesmo. Mulder levantou a cabeça assustado e perguntou: _ O que houve? _ Essa sua parceira é uma assassina. _ Como? - perguntou Scully. _ É isso mesmo, saiam da minha casa imediatamente. Intimidados pela arma, Mulder e Scully pegaram suas coisas, e saíram da casa de Robert, sem ao menos ousarem retrucar uma só palavra. Já do lado de fora, Mulder entrou juntamente com Scully no carro, e ao dar partida, notou que o automóvel estava quebrado. Eles deixaram as malas dentro do veículo, trancaram-no bem, e decidiram pedir ajuda num posto ali perto. No caminho, Scully foi rendida por um policial. _ Pare aí mesmo, e ponha as mãos na cabeça. - gritou o homem. _ O que está acontecendo, sou agente federal, Mulder, tire minha insígnia e mostre para ele. Mulder se aproximou de Scully para tirar a identidade dela do sobretudo, quando o policial apontou a arma pra ele e disse: _ Pare ai você também, e tire tudo o que tem dentro do seu bolso. _ O que esta acontecendo? _ Essa mulher foi quem matou aquele homem. _ Que homem? - perguntou Scully, já desconfiando de que se tratava do estranho assassinato ocorrido ali, há dois dias. _ O homem que foi encontrado sem as vísceras. O retrato falado combina com a sua face. _ Mas eu sou agente federal. - insistia Scully. _ Mas está presa por assassinato. _ Não vai levá-la a lugar nenhum. - disse Mulder, apontando a arma para o policial. _ Tem consciência do que está fazendo? Está me desacatando. _ Você é um policial qualquer, que está desacatando dois agentes federais. _ Nem ligo, essa mulher é a assassina, e eu vou prendê-la. _ Não se eu puder impedir. Nesse momento, um grupo de cinco policiais armados, cercaram Mulder, e o algemaram, assim como fizeram com Scully, logo depois. Delegacia de Nova Iorque 11:23 AM Mulder e Scully se encontravam sentados numa sala, e na frente deles, o delegado fazia mil e uma perguntas, e insistia em dizer que tinha sido Scully, quem matou o homem sem os órgãos. Nesse momento, Skinner entra na sala, aliviando a tensão dos dois agentes. _ Sou Walter Skinner, diretor assistente do FBI, e esses são dois dos meus agentes. - apresentou-se Skinner, olhando com ar de desprezo para Mulder e Scully. _ Senhor Skinner - disse o delegado - essa agente Scully, é igual ao retrato falado da assassina, daquele homem que foi encontrado sem os órgãos, Paul Clark, e ao rendermos ela na rua, esse agente Mulder, apontou uma arma para um dos nossos policiais, e ameaçou atirar nele, se não soltasse a parceira. Se não fosse o nosso grupo de vigia, o policial Ronald Marcateen, estaria morto um hora dessas. _ Conheço esses dois agentes muito bem, principalmente a Scully, e sei que ela nunca seria capaz de matar alguém. _ Então como me responde o fato, dela ser uma agente do FBI de Washington, e estar aqui em Nova Iorque? _ Eu mandei os dois aqui, para investigar o assassinato. _ Mas ela é idêntica a mulher que a testemunha descreveu. _ Pode ser uma coincidência. Scully? _ Sim. - respondeu ela. _ Você matou aquele homem? _ Pelo amor de Deus senhor, eu nunca faltei num dia de trabalho, e precisaria de pelo menos um dia inteiro para vir até aqui, e matar esse tal de Paul Clark, que eu nunca ouvi falar na minha vida. _ Scully é inocente. - interrompeu Mulder. _ Fique quieto aí Mulder - gritou Skinner - ainda tenho que falar com você a respeito desse negócio de desacatar um policial. _ Vou ser presa? - perguntou Scully. _ Não vai não - respondeu o delegado - você é inocente, foi somente um erro cometido pela nossa polícia, peço desculpas. _ Tudo bem, vamos Mulder? _ Vamos. - respondeu Mulder, mas ao se levantar, ele foi segurado por Skinner. _ Ainda não. - disse o diretor. _ Mas o que eu fiz? _ Desacatou um policial. _ Ora Skinner, ele estava puxando tanto o braço da Scully, que estava machucando ela, olhe os pulsos dela. Scully puxou a manga do blaser, e mostrou as marcas vermelhas que estavam em seus pulsos. _ Tudo bem, pode ir. - disse Skinner, soltando o braço de Mulder. Os dois agentes, saíram pela porta sem olhar para trás. _ O que vai fazer? - perguntou o delegado para Skinner - podem ocorrer mais enganos, e a agente Scully pode sair ferida, ou até mesmo morta dessa história. _ Temos que encontrar a verdadeira assassina, e rápido. Sede do FBI Washington DC 14:22 PM Mulder e Scully já estavam sentados no seu escritório, olhando as pastas sobre o caso. Tentavam o máximo possível, esquecer o acidente ocorrido em Nova Iorque, e por isso, nem se falavam. Scully se levantou e disse a Mulder: _ Vou na farmácia. _ Está passando mal? _ Não. Tenho que comprar Melhoral para o meu cachorro. _ Ele está doente? _ Está gripado. _ Não sabia que animais pegavam gripe. _ Ele está mais quente que o normal, está espirrando, e o nariz dele solta coriza toda hora, como você chama isso Mulder? _ Gripe? _ Bingo. Ela pegou o paletó e saiu. Mulder continuou olhando para a porta que já estava fechada, e pensando, em como seria bom de Scully gostasse tanto dele, quanto ele gostava dela. Farmácia Central de Washington 14:31 PM Scully entrou na farmácia e pediu ao farmacêutico: _ Uma cartela de Melhoral Infantil, por favor. Ela esperava seu pedido ser atendido, enquanto olhava para as pessoas que andavam dentro do recinto. De longe, ela repara numa mulher, que não tira os olhos dela, como se sua imagem a estivesse hipnotizando. _ Senhorita? Tudo bem? - diz o farmacêutico, entregando o remédio para Scully. _ Tudo bem, muito obrigada. Scully estende uma nota de cinco dólares, e nem espera o troco. Ela sai apressada, mas continua reparando na mulher, que a perseguia com o olhar. Apartamento da Scully Georgetown 14:38 PM Scully entra no seu apartamento e tranca a porta rapidamente. Tinha a leve impressão de que havia sido seguida, e aquela mulher na farmácia a tinha deixado muito preocupada. Seguiu até o terraço, onde estava o pequeno poodle que tinha ganhado de sua mãe, como presente de aniversário. O animal estava fraco, nem andava, e pouco abria os olhos. Ela dissolveu o comprimido numa tigela de leite, e estendeu para o cão beber, mas este deu uma ou duas lambidas, e voltou a deitar. Scully resolveu deixar a tigela ali, para quando o cachorro sentisse fome, tomaria o remédio junto com o leite. Ela saiu do apartamento, e olhou para todos os lados do corredor, antes de seguir para o elevador, e descer até o andar térreo. Atrás da escada, no andar térreo, a mesma mulher da farmácia observa Scully sair do prédio, e resolve segui-la até o Bureau. Sede do FBI Washington DC 14:45 PM Mulder estava olhando seus peixes dourados nadarem para lá e para cá, dentro do pequeno aquário sujo, quando Scully entrou no escritório apavorada. _ O que aconteceu? - perguntou ele. _ Estou preocupada. _ Com o que? Com o caso do assassino que parece com você? _ É. _ Por que? _ Uma mulher ficou me olhando de um jeito estranho na farmácia, e quando fui para o meu apartamento, tive a impressão de que ela tinha me seguido, mas não vi ninguém. _ Deve ser impressão sua. _ Espero que sim. Mulder virou para sua mesa, abriu uma gaveta, e tirou dois papéis. _ Chegou isso pra você - disse ele - parece que você tem que ir no banco. _ Droga. _ Quer que eu vá pra você? _ Não, eu quero aproveitar e passar no veterinário. _ Tá bom então. _ Volto já. _ Tchau. Scully saiu do prédio do FBI, e resolveu ir a pé para o banco, já que este ficava no fim da rua. A mesma mulher da farmácia, observava ela, por detrás de um poste, e resolveu que atacaria naquele momento. Scully andava calmamente pela rua, quando sentiu um puxão em seu braço. _ O que foi? - perguntou ela espantada, ao ver que se tratava da mulher da farmácia. _ Venha comigo! _ Sou agente federal. _ Venha comigo! A mulher puxou Scully até dentro de um carro, deu a partida, e sumiu da rua. Uma hora depois A estranha mulher parou o carro no meio de uma estrada escura. Scully desceu atordoada. A mulher sentou em cima do capo do carro, tentando causar uma boa impressão. _ Você sabe quem eu sou? - perguntou a mulher. _ Não. _ Meu nome é Joane Clark. _ Bonito nome. _ Não se faça de idiota, você matou meu marido. _ O que? _ Paul Clark. O homem que você matou era meu marido. _ Senhora, me desculpe, mas eu não sou quem a senhora está pensando. _ Claro que é, e vai pagar por isso. Joane tirou uma faca do bolso e começou a caminhar em direção de Scully. Dana começou a recuar, até não ter mais para onde ir. Tropeçou e caiu de costas no chão de terra. _ Sou agente federal! - gritava ela desesperada, mas Joane continuava andando na direção dela. Scully então, resolveu fechar os olhos, e torcer para que algum milagre acontecesse, pois a mulher não iria desistir facilmente. Sede do FBI 16:23 PM Mulder estava andando a agência toda atrás de Scully. Ela estava demorando demais para quem ia num banco. Ele foi até a agência bancária que ficava no final da rua, mas todos diziam que não tinha passado nenhuma Dana Scully por ali. Mulder então saiu pela rua desconsolado, quando ouviu alguém lhe chamar. _ O que foi? - perguntou ele espantado. _ Meu nome é Jeane Bonerez - disse uma estranha mulher ruiva, que tinha o rosto muito parecido com o de Scully - sei onde a agente Scully está. _ Onde? _ Siga-me. Mulder e Jeane saíram dentro de um carro preto, e dez minutos depois, já avistaram Scully, numa estrada deserta junto com uma mulher morena. _ O nome dela é Joane Clark. - disse Marita. _ Clark? É a esposa de Paul Clark? _ Sim. Ela pensa que a agente Scully é a assassina de Paul. _ E quem é a assassina? _ Eu. _ O que? _ Isso mesmo que você escutou, eu sou a assassina de Paul. _ Por que matou ele? _ Quer salvar sua parceira? _ Claro que sim. _ Então pare de fazer perguntas e desça do carro. Joane não tinha reparado no carro que havia parado ali, do lado dela, e continuava andando em direção a Scully. Mulder desceu rapidamente do veículo e já com a arma em punho, gritou: _ Pare Joane! Sou agente federal! Joane olhou para ele e riu. _ Não adianta Mulder - disse ela - a Scully vai morrer. _ Mas não foi ela quem matou seu marido. _ Quem foi então? _ Fui eu! - disse Jeane Bonerez, descendo do carro e indo em direção a Joane. _ Jeane? - surpreendeu-se Joane, com cara de quem já conhecia Bonerez - você era nossa melhor amiga. _ Me desculpe, ele queria abusar de mim. _ Sua desgraçada! Joane partiu para cima de Jeane, mas foi algemada a tempo por Scully. Mulder puxou o braço de Jeane, e também algemou-a, e logo em seguida, ligou para o FBI. Sede do FBI Washington DC Uma hora depois Mulder e Scully interrogavam Jeane numa sala, e na outra, Joane era interrogada pelo agente Petek. _ Por que fez isso? - perguntou Mulder a Jeane. _ Ele queria abusar de mim. _ Abusar como? _ Queria me estuprar! Está contente agora? _ Não, não estou. _ Não precisa continuar se não quiser. - disse Scully. _ Só tem que assinar sua confissão. - completou Mulder. _ Eu assino. - respondeu Jeane, enxugando as lágrimas. Mulder pegou o papel que o escrivão tinha acabado de datilografar, e entregou a Jeane. Esta, assinou todas as folhas corretamente, e em seguida, saiu em direção a sua cela. Escritório dos Arquivos X Uma semana depois Jeane Bonerez estava presa sob acusação de homicídio, por dez anos, e Joane também estava presa, acusada de tentativa de homicídio contra uma agente federal, também por dez anos. Mulder e Scully estavam sentados um na frente do outro, sem dizerem uma só palavra. Scully respirou fundo e resolveu começar: _ Mulder? _ O que? _ Tudo está resolvido? _ Sim. Jeane parece mesmo com você. _ Nunca vi tanta semelhança. _ Scully? _ O que? _ Você gostou de eu ter te braçado na noite que passamos na casa do meu tio? _ Hum, não sei. _ Gostou ou não? _ Bem... Scully ia responder, quando o telefone tocou, e Mulder atendeu. Do outro lado da linha, Skinner dizia a eles que teriam que sair para resolverem outro caso. Mulder olhou para Scully e deu um sorriso amarelo. A resposta definitiva para o amor dos dois, ficaria adiada por mais um tempo. FIM