Título: Clube 7 Resumo: Mulder e Scully são designados para resolver um caso um pouco fora dos padrões. OS PERSONAGENS DESTA FIC PERTENCEM A SEUS CRIADORES. AUTORAS: Maria das Graças P. A RJ, An@ Lúci@, Bellefleur X PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Sky ( obrigada pelo seu toque de midas) ARADECIMENTOS: A Dany_SC DATA: 08-11-2000 CATEGORIA: SHIPPER Obs.: Gente, toda série no estilo policial que se preze onde os protagonistas são um homem e uma mulher, pelo menos as que eu já vi, tem sempre um caso onde a protagonista se veste ou de prostituta ou de stripper. Achamos que já está na hora de AX ter a sua versão... CLUBE 7 Sede do FBI – 8:40 AM Skinner convoca Mulder e Scully para uma reunião. - Esta noite mais um corpo de mulher foi encontrado, já são 6 no total. Todos os corpos foram encontrados perto de casas noturnas de striptease de terceira categoria. Todas as vítimas eram dançarinas em alguma destas casas. Mulder interrompe Skinner. - Isso me parece um típico caso de serial killer. Não tem nada para arquivo X. - Deixe-me terminar, agente Mulder. - retruca Skinner. - Também pensava desta maneira, até que, em volta de um dos corpos, foi encontrada uma substância verde como a que vocês já relataram em alguns casos. Os dedos da vítima estavam parcialmente corroídos. - Compreendo... – diz Mulder. - Todas as vítimas tinham cortes pelo corpo e todas tiveram os seus ovários removidos. - Hum... Já vi esse filme antes... – suspira Scully. - Gostaria que Scully desse uma olhada no corpo da última vítima e me entregasse um relatório o mais rápido possível. - Sim, senhor. – responde Scully prontamente. Skinner continua: - Após isso, estou designando você para trabalhar sob disfarce em um dos clubes. Scully e Mulder, com ar de espanto, interrompem juntos: - O quê? – Ela não pode. É arriscado de mais, senhor! – continua Mulder. - Acredito que seria ideal ter um agente infiltrado nesses clubes, e por ser mulher, seria mais fácil encaixar a agente Scully num dos clubes. – reage Skinner. - Além disso, ela já teve contato com essa substância, saberá como agir se houver algum contágio, seus conhecimentos médicos poderão ser úteis. Ora, agente Scully, acha que não é capaz de realizar esse trabalho? - Skinner se dirige a ela desafiador, sabendo o quanto o profissionalismo é importante em suas decisões. Scully, nervosa, ainda tenta argumentar: – Não tenho a mínima idéia do que fazer. Isso é ridículo! – É claro que você sabe! Você, acima de tudo, é mulher e toda mulher sabe o que fazer numa situação dessas - ironiza. - Só terá que mostrar isso! Além do mais, o agente Mulder estará lá para lhe dar cobertura. Scully fica muda e vermelha como um pimentão. Mulder arregala os olhos para Skinner, como se não acreditasse no que está ouvindo. Pára por um instante, depois olha para Scully com um sorriso maroto e fala: – Sabe? Até que não vai ser uma má idéia. Vou adorar ver alguém dançando, senhor. – Definitivamente não posso fazer isso, senhor. – Scully fuzila Mulder com o olhar. Volta-se para Skinner, implorando: - Escolha outra pessoa, por favor. – Como já disse, agente Scully, – continua Skinner duramente - Seus conhecimentos são imprescindíveis nesse caso e não há mais ninguém disponível. Além disso, estou sendo muito pressionado quanto a este caso. Você começa esta noite no Clube 7. Mulder, você vai se passar por um cliente com muito dinheiro para tentar arrancar informações das pessoas que tiveram contato com as vítimas, inclusive dos outros clubes. Ao trabalho! Necrotério do FBI - 1:10 PM Scully termina a necrópsia. Constata que a vítima, uma mulher de cerca de 30 anos, foi primeiramente estrangulada até a morte e posteriormente, teve os ovários e o útero cirurgicamente removidos. Os cortes feitos com essa finalidade eram bastante precisos, o que levava a pensar que foram executados por alguém com algum conhecimento médico. Somente depois de passado algum tempo, é que os demais cortes pelo corpo foram efetuados. Tudo levava a crer que o assassino realmente queria encobrir algo. Scully havia constatado também que a substância nos dedos da vítima era a mesma que já havia sido encontrada antes em outros casos. O que sugeria que existisse um possível envolvimento de alienígenas. Rua dos Clubes de Strip tease - 1:20 PM Mulder está em um dos clubes. Pela hora, ele havia imaginado que esse tipo de lugar deveria estar vazio. No entanto, um número considerável de freqüentadores se espalha pelo salão enfumaçado. Sentado olhando para uma bela mulher que se exibe à sua frente seminua, Mulder bebe uma cerveja. O telefone celular toca, ele o atende. Pede um momento ao interlocutor e vai até um canto mais calmo. É Scully, informando o resultado da necropsia. - Parece-me que conforme você previa, há envolvimento alienígena. – relata Scully - Enviei uma amostra da substância verde para análise apenas para constar no relatório oficial. Mas não tenho dúvidas de sua procedência. E você? – pergunta ela ouvindo a música alta ao fundo. – Está se divertindo? - Até que poderia, mas trabalho é trabalho... – responde irônico. - Estou no Clube GoGo Girl, onde a duas primeiras vítimas trabalhavam. E, tirando a azeitona do martini que o camarada sentado na mesa na minha frente, está bebendo e até agora não percebi nada suspeito. Continua contando que conversou com as colegas de trabalho das vítimas e com alguns dos freqüentadores e nada. Encerra a conversa dizendo: - Como já assisti todos os shows aqui, vou para a Boite Flórida onde a terceira vítima trabalhava e, de lá, para o Clube 7 encontrar-me com você. Até mais tarde! - Desliga o telefone e segue para o próximo clube. Boite Flórida – 2:00 PM Mulder está entrando na boite, quando um homem sai apressado e esbarra nele. Continua andando, com o queixo enterrado no peito, sem ao menos pedir desculpas. Mulder entra no clube e olha em volta. O mesmo ambiente enfumaçado, espelhos manchados, um globo espelhado no teto e aquelas mulheres rebolando e se contorcendo agarradas às indefectíveis barras metálicas que vão do teto ao chão sobre o palco. Percebe, afinal, todos os clubes de strippers são iguais. Caminha lentamente até a bar, observando os poucos homens espalhados pelo salão. Senta-se num canto e pede uma cerveja. - Vai demorar um pouquinho, me desculpe. – retruca o barman atrapalhado, preparando um drink. – É que estou sozinho hoje. Esse maldito do Clube 7 me roubou o ajudante. "Clube 7!?", pensa Mulder. E responde: - Não há problema. Por acaso, esse ajudante de que você está falando é um grosseirão de camisa amarela que saiu daqui ainda agora? Ele esbarrou em mim na porta e não foi capaz nem de pedir desculpas! – Sim, é ele mesmo, Fred Strubt. É só um ajudante extra. Trabalha para nós e para os outros clubes aqui da rua no turno da noite. De acordo com o movimento dos clubes, sabe? Ele é um dos nossos melhores extras e, com certeza, também costuma ser o mais educado... - É? Quem sabe estava com pressa, não é? O tempo passa. As musiquinhas melosas vão se seguindo uma após a outra. As mulheres dançam para alguns freqüentadores que inserem notas enroladas em seus decotes e calcinhas. Mulder acaba com sua cerveja, olha para o relógio e se levanta. – Bem, minha hora de almoço acabou. – Joga o dinheiro no balcão para o barman. – Obrigado e até outro dia. Mulder sai do clube, entra no carro e liga para o FBI, pedindo que investiguem o nome de Fred Strubt, o ajudante de barman. A seguir, liga para Scully. - Scully, onde você está? – Indo para o Clube 7. Vou tentar a vaga de garçonete. – Preste atenção no barman extra desta noite, um tal de Fred Strubt. Já mandei levantar sua ficha. Até agora, ele é o único elo de ligação entre os bares dessa rua. Ao que parece, ele faz bicos ocasionais em todos. - Isso não é muito, não é mesmo, Mulder? - Mas é o que temos. Estou indo para a sede agora, para dar mais uma checada nos arquivos e, em seguida, vou para o Clube 7. Scully suspira desalentada do outro lado da linha. - Aliás, - continua Mulder com a voz carregada de ironia - mal posso esperar para te ver vestida de garçonete. O que dirá, então, fazendo um striptease... – Mulder imagina a expressão furiosa da parceira ao ouvir suas palavras e sorri. Então muda o tom de voz e aconselha: - Tome cuidado! Já temos alguns agentes de prontidão para dar cobertura se você precisar, não se preocupe. – Fácil falar... – diz Scully irritada, desligando o telefone na cara de Mulder. Estacionamento na rua dos clubes de striptease – 3:20 PM Scully pára o carro em um estacionamento longe do Clube 7, para não levantar suspeitas. O rádio do carro toca "Man, I fell like a woman", enquanto ela salta do carro, ajeitando a saia curta vermelha muito justa e a camisa de renda branca semitransparente que veste. As botas até os joelhos, também vermelhas, tem saltos muito mais altos do que ela normalmente costuma usar. Passa a mão pelos cabelos naturalmente enrolados, enquanto dá uma última ajeitada no cordão de miçangas coloridas e nos brincos combinando. Mastiga furiosamente um chiclete. Apalpa a bolsa a tiracolo escandalosamente colorida e sente- se mais segura ao perceber o volume da arma que carrega ali. Vai se afastando do carro, meio desengonçada, puxando para baixo a maldita saia que teima em subir demais a cada passo que dá. A música continua martelando sua cabeça. Vai pensando e resmungando... - O que eu estou fazendo aqui? Com certeza foi um momento de insanidade temporária. Só espero não ter que tirar a roupa na frente daquele bando de homens babões... Ah, eu mato o Skinner... o Mulder... e quem mais estiver por perto... Eu juro! Alguns caras que estão encostados em um carro, assobiam para ela e dizem gracinhas de baixo nível. Scully cora e aperta mais uma vez a arma dentro da bolsa. Com esse gesto recupera seu autocontrole e continua andando, sem olhar para eles. Com o canto do olho, espia os homens escolhendo em quem ela irá atirar primeiro! Clube 7 – 3:28 PM Scully alcança a porta dos fundos do Clube 7. Fecha os olhos e respira fundo, tentando readquirir o autocontrole que foi perdido há dois passos dali. Erguendo a cabeça e jogando os cabelos para trás com determinação, entra. Algumas garotas em trajes mínimos e esquisitíssimos estão fumando no corredor. – Boa tarde! – dirige-se a elas. - Onde fica o departamento de recursos humanos? As "meninas" fazem cara de espanto e desatam a rir. Scully percebe, na mesma hora, que usou um termo não muito adequado, tenta corrigir. – Onde fica a sala do todo poderoso, o chefe, o responsável por novas aquisições? Uma das meninas responde: – Ah! Bruce? Segunda sala à esquerda. Cuidado, mocinha! Ele costuma se empolgar quando tem carne nova no pedaço! – Obrigada! – responde. Scully dirige-se à sala do tal Bruce e bate na porta. Uma voz rouca pede para que entre. Ela abre a porta com cuidado e dá de cara com um sujeito bonito, alto, cabelos pretos, os grossos pelos encaracolados de seu peito podem ser entrevistos pelos botões abertos da camisa branca. Está surpreendentemente bem vestido e, a princípio, parece bem educado. – Oi, meu nome é Dina! – Já sei! – ele responde baixando os olhos para um pedaço de papel rabiscado sobre a mesa. - É a tal que o... Sr. John indicou para trabalhar como garçonete e stripper. – Levanta os olhos avaliadores para ela. - Dê uma voltinha, por favor. Scully, meio sem jeito e com um sorriso amarelo, dá uma volta no lugar como ele pediu. Bruce a observa atentamente, examinando Scully de cima a baixo repetidas vezes. Ela fica agoniada, sente como se ele a estivesse despindo. De repente, começa a imaginar como deve se sentir um micróbio em um microscópio. Sorri ligeiramente com a idéia. – O Sr. John me falou que você trabalhava em Las Vegas, mas você parece meio tímida, não? - ele diz, ainda a examinando. Scully ruboriza e ele continua: - Eu gosto disto nas mulheres. Dá um ar de ingenuidade que os homens adoram... Ok! Você começa agora mesmo! O salário fixo é de US$ 250 por semana mais as gorjetas que você conseguir e US$ 60 quando eu indicar algum cliente! Você pode receber um extra também pelos shows, se agradar. Temos um médico que atende, no caso de precisar de algum tipo de cuidado. É que alguns clientes às vezes ficam animadinhos demais, você sabe o que quero dizer, não é? Mais tarde, eu volto a falar com você para nos conhecermos melhor. Passe no vestiário e procure por Milla. Ela vai providenciar tudo de que precisa. Tome US$ 100 para alugar um quarto do Hotel Blues, ali na esquina. É onde as novatas costumam ficar. Boa sorte! Bruce abaixa a cabeça e recomeça a mexer nos papéis sobre a mesa. – Obrigada. - diz Scully, saindo da sala o mais rápido que pode. Pensa: "Foi mais fácil do que eu esperava. Até que o cara não é tão mal assim. De qualquer forma, ainda mato o Skinner por isso..." Sai pelo corredor procurando pelo vestiário. Chegando lá, há uma mulher de meia idade, fumando um cigarro. – Boa tarde! Eu procuro por Milla! – Sou eu, querida! Você é a garota nova, não é mesmo? – diz a mulher. Scully acena com a cabeça, timidamente. – Não precisa ficar preocupada, minha lindinha! É muito bom trabalhar com o Bruce. Ele é um cara legal! É só você ficar pianinho e obedecer. E lembre- se: você não ouve, fala ou vê nada que ele não autorize primeiro. Fácil, não? Como você se chama mesmo, menina? – Scu... Dina, senhora! – responde titubeante. Mas a outra mulher nem repara em seu quase erro. Procura algo nos cabides que se amontoam pelas laterais do cômodo. – Você não é muito de falar, não é, meu bem? Você é tímida mesmo ou é só gênero? Por que você está aqui, afinal? – continua a mulher enquanto remexe nos cabides cheios de fantasias. Scully não sabe o que responder a esse verdadeiro fuzilamento de perguntas de Milla. Felizmente, neste momento, ela encontra o que procurava. - Está vai ser sua roupa para o show. Era da Kelly, uma garota que trabalhou aqui e era do mesmo tamanho que você. Entrega dois cabides com roupas para Scully que as examina. No primeiro, o que deveria ser seu uniforme como garçonete: um short preto muito curto, meia calça arrastão preta e um colete branco de gola preta coberta de lantejoulas. No outro, o traje para o show: uma roupa preta de tira, com boné, cacetete, algemas e cinto. – Quando você acabar de se vestir, vou apresentá-la para ao pessoal! - Está bem! - limita-se a dizer. Scully engole em seco, levanta as sobrancelhas e pensa: "O que vou fazer agora? Não consigo sequer responder direito ao que essa gente me pergunta. Droga! Como vou vestir isso? Ah, eu só queria que um determinado indivíduo careca passasse na minha frente agora para ele ver uma coisa..." Mas, relembrando o treinamento que recebeu na academia, engole a ira e começa a se aprontar para sua grande batalha. Sim, porque essa será talvez a maior batalha que já enfrentou em sua carreira. Enfim, Scully está pronta em seu sensual uniforme. Nesse momento, Milla volta ao vestiário. - Vejo que já está pronta, meu bem. Está na hora. Mas antes, vou apresentá-la às outras garotas. Milla apresenta Scully às garotas que estão no corredor. Entrando no salão do clube a apresenta, também, ao barman Tom, um tipo grandalhão mas simpático. É ele quem a apresenta ao barman extra, Fred, que conversa com uma das garotas na ponta do balcão. Scully não compreende porque Mulder pediu-lhe que ficasse de olho em Fred. Ele parece uma pessoa bastante afável e todas as garotas parecem adorá-lo. O movimento do salão começa a aumentar e Scully inicia seu trabalho servindo as mesas do setor que lhe foi designado. O público é essencialmente masculino. Seu serviço, além de servir drinks, ainda inclui ser gentil com aqueles homens que fazem propostas indecorosas, passam as mãos por suas pernas e tudo o mais que uma garçonete desse tipo de pardieiro tem que aturar... Clube 7 - 8:15 PM Scully está cansada, mas conformada... Suas pernas doem de tanto se equilibrar de um lado para o outro nos saltos altíssimos, carregando bandejas de bebidas e desviando-se das mãos bobas dos clientes mais atrevidos. Subitamente, para seu alívio, ela ouve uma voz conhecida. - Uma cerveja, por favor, gatinha! – pede o homem sem olhar para ela. Seus olhos estão fixos na dançarina que dança sobre o palco e ele não repara na mulher de cabelos vermelhos, presos num coque improvisado, nem o olhar fuzilante com que ela o encara. - Um momento, senhor. - Ela segue até o bar onde pega a cerveja e volta para a mesa. - Aqui está a sua cerveja, senhor. Mais alguma coisa? Ao ouvir a voz dela, Mulder se vira automaticamente e é impossível disfarçar a expressão de espanto a vê-la. Arregala os olhos e fica com os lábios entreabertos, completamente pasmo, enquanto fixa na memória, todos os detalhes daquele corpo seminu que ele apenas imaginava conhecer. É um momento especial para Scully vê-lo impressionado com sua aparência e ela não pode deixar de aproveitar a situação para debochar dele. - Senhor? - diz arqueando levemente a sobrancelha - Parece que seu queixo correu para debaixo da mesa. Será que precisa de ajuda para colocá-lo no lugar? Mulder fecha a boca embaraçado, mas logo recupera o autocontrole, murmurando irônico. - Moça! Você realmente está linda! Ela inclina-se sobre a mesa como se a estivesse limpando e sussurra baixinho: - Mulder, preciso falar com você! Me encontre no reservado 3, daqui a 5 minutos. – Estarei lá, gostosa! – diz, enquanto aplica um beliscão na perna dela. Scully volta ao bar e pede a chave do reservado 3. Quando está se dirigindo para lá, é parada no corredor por Bruce. – Muito bem, vejo que já conseguiu um cliente logo no primeiro dia... Não cobre menos de US$ 200. É esse o preço por aqui. Se ele fizer algo de que não goste, é só falar comigo. E seja rápida. Você tem apenas uma hora, antes de começar o show... Scully entra no quarto, um cubículo 3x4 com uma cama de casal, uma cadeira bamba, um abajur e um pequeno lavabo. Há cortinas por toda parte, cobrindo as paredes encardidas. Observando mais atentamente, ela percebe que há uma câmera entre as cortinas. Senta-se, então, na cama, em uma pose bem sexy, e espera por Mulder que bate na porta, antes de entrar. – Entre! Mulder entra e é surpreendido pela pose sexy de Scully. Fica meio atordoado a princípio, sem entender muito bem o que está acontecendo. Scully olha para ele e, discretamente, acena a cabeça em direção à câmera. Mulder compreende e resolve entrar no jogo. Afrouxa a gravata e pergunta. – Qual o seu nome, gatinha? - Primeiro deve pagar, senhor. Normas da casa. - ela fala. Mulder não diz nada, apenas tira algumas notas da carteira e coloca sobre a mesa, aproximando-se dela. – Dina! - Scully fala rapidamente. - É o meu nome e o seu? – Fox! – Mas que nome é esse? - ela não resiste em provocá-lo, mas arrepende- se ao ver o olhar dele. – Não importa. Eu quero ver o que você sabe fazer, gatinha! – Diz ele com aquele típico olhar de "vem cá, minha nega!", cheio de quintas intenções. Mulder se aproxima da cama e passa as mãos pela nuca de Scully. Puxa suavemente até que ela se levante. Beija sua nuca e sussurra em seu ouvido: – O suspeito é Fred, o barman. Está sendo vigiado por quatro agentes lá fora. Scully está meio ofegante pela sensualidade da ocasião. Sussurra também: – Está bem, Fox! Tudo o que você quiser. – diz ela, sentindo a sua barba pinicante, roçando em sua nuca. Mulder continua a beijar seus ombros, enquanto passa as mãos por suas pernas. - O que vai fazer? – pergunta Scully. - Não se preocupe, baby. – ele responde, roçando os lábios suavemente nos dela. Eles se fitam intensamente por um segundo. Então, ambos se entregam ao beijo mais ardente e longo de suas vidas. Scully interrompe e fala sem pensar: – Mulder, eu... Mulder sorri e sufoca suas palavras com um novo beijo, tão ardente quanto o anterior. Ambos esquecem da câmera e até mesmo do caso por alguns minutos. Todo o universo deixa de existir durante o infinito tempo em que suas bocas estão unidas. Do outro lado, Bruce olha atentamente o monitor onde são exibidas as imagens captadas pelas câmeras dos reservados. Ele percebe quando Scully chama Mulder de Mulder. É impossível, também, deixar de notar o clima que tomou conta do quarto. Os dois não parecem ter acabado de se conhecer. Bruce pega a arma na gaveta e segue para o quarto. No meio do caminho, reflete e resolve guardar a arma. - Vai ver é um cliente antigo dela. Vou esperar para ver o que acontece. Ainda assim, ele bate na porta, interrompendo o casal. - Hora do show, Dina! Scully e Mulder tomam um susto com a batida na porta. É como se estivessem em órbita. E, de fato, estiveram por alguns instantes. Mulder fala para Scully sem a liberar do abraço. – Temos que ir! – Sim. – diz ela com a voz lânguida. Depois, recobrando a postura: - Então vamos. Mais tarde, conversamos sobre o que houve, Mulder! Ela ajeita a saia, ele, a gravata. - Você realmente vai fazer esse show? – sussurra Mulder de costas para a câmara. – Não tenho opção - responde ela. E em voz baixa, acrescenta: - Bruce já deve estar desconfiado! – Vou ficar de olho em você! – diz Mulder em voz alta. E sussurra: - ...e no Fred! Scully sorri e diz: – Vocês homens são todos iguais mesmo! Deixam o reservado e seguem em direção do salão. Scully pára no meio do caminho e entra no vestiário para trocar de roupa. Mulder continua a caminho do salão. No vestiário, Scully está se vestindo, quando a porta é aberta com violência. É Bruce. Scully puxa a farda contra o peito, cobrindo-se, e pergunta: – O que é isso? Não está vendo que estou me vestindo? – Quem é aquele cara? Ouvi você chamá-lo de Mulder! Você parece conhecê-lo muito bem! – É um ex-cliente de Las Vegas, só isso! Ele me seguiu até aqui! Não pude evitar. Isso não vai mais acontecer, prometo! O homem se aproxima, mudando de expressão subitamente. Passa a mão pelos cabelos dela e a puxa pela nuca, sem dar atenção ao pânico em sua fisionomia. O toque dos lábios dele é exigente, não rude, mas muito, muito intenso. Ele segura as mãos dela e a roupa vai ao chão. É um momento particularmente difícil para Scully, sobretudo porque não está exatamente odiando o que se passa. Milla entra, falando com um homem e pára abruptamente ao ver a cena. - Oh! Desculpe! ...É que esse homem... Bruce permanece em frente a Scully, protegendo-lhe a nudez, enquanto estende o braço para alcançar um robe pendurado no cabide. Cobre-a antes de se virar e Scully agradece infinitamente por esse gesto gentil, principalmente quando vê quem é o homem que acompanha Milla. - É que esse cliente queria lhe falar e... - diz a mulher sem jeito Bruce conduz Mulder para outra sala e Scully ainda pode sentir o olhar que o parceiro lhe dirige, misto de censura e surpresa. Eles saem, deixando Scully nervosa e trêmula. Ela respira fundo e termina de se vestir. As outras garotas que estão no vestiário perguntam se ela está bem. -Sim. – responde, enquanto com as mãos trêmulas tenta finalizar a maquiagem. Milla, percebendo sua dificuldade, toma os pincéis de suas mãos e a ajuda. - Pronto! – diz ela, dando os retoques finais. – Está prontinha para o show, querida. Boa sorte! Vendo, porém, o semblante assustado dela, Milla vai até um armário e pega uma garrafa de whisky, oferecendo a ela. - Tome isso. Vai ajudar a lhe dar a coragem necessária. Scully reluta, mas, por fim, acaba aceitando e virando a garrafa nos lábios, tomando vários goles e apertando os olhos quando o líquido passa queimando pela garganta. Scully está pronta em sua fantasia de policial em cetim preto. A saia muito curta e apertada deixa à mostra muito mais do que esconde. Seus seios parecem querer saltar para fora do decote da blusa também apertada. O quepe preto e a maquiagem berrante dos olhos realçam o tom vermelho de seus cabelos. Ela deve agora enfrentar os leões que estão a sua espera! Nada de familiar e "light" como os extra-terrestres, demônios e serial killers a que está acostumada. Respira fundo várias vezes, tentando se acalmar, enquanto tenta imaginar o que está para acontecer dentro de poucos minutos no salão. Em seu devaneios, Scully acaba por pensar: "Até que esse uniforme é bem diferente das roupas que costumo usar! Espero que agrade ao público e, principalmente, ao Mulder. Ah, Mulder... Só assim você verá do que eu sou capaz." Sorri com a idéia, imaginando que tudo aquilo pode até ser divertido, afinal. Clube 7 – 9:30 PM Mulder está sentado em uma mesa perto do bar, para poder vigiar o barman. O show da garota anterior termina e Mulder percebe que Fred fica agitado. Instantes depois, o apresentador sobe ao palco e anuncia: - E agora com vocês, diretamente do palcos de Vegas para Clube 7, Dina, a policial mais eficiente de Washington D.C.! Todos aplaudem e a música começa a tocar. Scully surge no palco em seu traje de policial, com óculos escuros, batendo levemente com o cacetete na mão. Começa a fazer poses mais sensuais, balançando suavemente os quadris para um lado e para o outro, para frente e para trás ao ritmo da música, enquanto desliza a ponta da língua pelos lábios. Mulder assiste a tudo tão embasbacado que esquece, por um segundo, de vigiar o barman. Quando se vira novamente para o bar, percebe que Fred sumiu. Levanta-se correndo e sai atrás dele. Vê quando Fred sai pela porta dos fundos e o segue. A porta dá para um beco cheio de latas de lixo. Quando Mulder chega do lado de fora, o barman desapareceu. Ele caminha até uma esquina e não há nada lá. Vai, então, até a esquina contrária e encontra, também, uma rua deserta. Entretanto, algo chama sua atenção e, quando ele caminha naquela direção, encontra, atrás de um container de lixo, um corpo se decompondo envolto pela substância verde. Mulder fica sem ação. Ele conhece muito bem aquilo! Do celular, liga para a policia e relata que há um corpo no beco, próximo ao Clube 7, pedindo que eles isolem a área e procurem o suspeito. Subitamente, Mulder lembra-se do show de Scully e volta rápido ao clube. Ele, ao mesmo tempo em que não quer deixá-la sem cobertura, também não deseja por nada perder a apresentação de Scully. Quando ele chega ao salão, Scully está saindo do palco envolta em um robe preto. O público bate palmas em delírio. Ele perdeu o show! Minutos mais tarde, Mulder observa quando ela ressurge no salão já vestida como garçonete e é parada por uma das garotas que a agarra pelo braço e a conduz até uma mesa em um dos cantos do salão. Mulder a perde de vista por alguns minutos, quando um bando de estudantes bêbados inicia uma confusão no meio do salão. Dois seguranças enormes rapidamente apartam a briga, bem a tempo de Mulder ver que Scully está quase saindo do salão com um brutamontes imenso que a leva a força pelo braço. É visível que ela não quer ir e tenta soltar o braço, ao que o homem reage, apertando com mais violência ainda. Mulder assistindo àquilo tudo, fica desesperado e corre para interceptá-los. - Ei, você aí! Deixe a garota em paz! - E quem é você para me dizer isso? Eu paguei pelos serviços da gostosona. Tenho direito! - Bem, é como eu já falei. Deixe ela em paz! Ela é minha! - Mas eu paguei para tê-la e não abro mão. - Mas não vai ficar com ela, não, meu chapa. Eu já paguei adiantado e ela me pertence essa noite, ok? A confusão está formada. O brutamontes larga o braço de Scully e vai partir para cima de Mulder, quando Bruce intervém e pergunta o que está havendo. Scully se refugia atrás dele, pensando porque diabos havia deixado sua arma na bolsa. - Eu paguei pela moça e esse almofadinha aí está dizendo que ela já está aos seus cuidados! Mas eu a quero, caramba! - Preste atenção, cara! – diz Mulder ao homem. – Quanto foi que você pagou por ela? Eu te dou o dinheiro de volta. - Não quero o seu dinheiro. Quero a boazuda! – responde o homem. Bruce intervém. - Vamos fazer o seguinte: a moça decide com quem quer ficar e o clube reembolsa o perdedor, ok? Dina, você decide. Scully, com o típico olhar de "vem cá, meu nego", olha para Mulder que sorri satisfeito e, depois, para o outro homem. Volta novamente a olhar para um e para outro, dessa vez com ar de dúvida. A expressão de Mulder torna-se, então, sombreada pela preocupação. Ela resolve, então, saborear aquela situação. "Ele pensa que pode me ter assim fácil. Pois vai ver.", pensa ela, continuando sempre a olhar para um e para outro, examinando cada um dos concorrentes cuidadosamente. - Não sei... – ela diz. – Como estou me sentindo hoje? – suspira. - Acho que meio selvagem, sei lá... – ela fala, demorando o olhar sobre o brutamontes, enquanto umedece os lábios com a língua. "Scully enlouqueceu!", pensa Mulder, desesperado. "Essa estória de stripper subiu à sua cabeça... De um salto, ele pula sobre ela e lhe aplica o beijo mais selvagem que consegue, pleno de línguas que invadem e exploram cada canto escondido das bocas e dentes que mordiscam lábios e línguas. Para seu espanto, ela retribui com igual ardor. É tanta a fúria desse embate que, ao separarem-se as bocas, ambos têm os lábios sangrando. Scully ofegante e incrédula fala, finalmente: - Já decidi: vou com ele. O outro homem, furioso, parte para cima dos dois não aceitando de modo algum a situação e tentando esmurrar Mulder. Este, então, enfia a mão no bolso do casaco e puxa a insígnia. O agressor estaca, paralisado, e recua murmurando desculpas e xingamentos desconexos. Mulder, já esquecido do outro homem, olha com ar de censura para Scully, enquanto a segura pelo braço, encaminhando-se para a porta. A área está cercada. Skinner se junta à equipe, tentando disfarçar, assim como todos os outros agentes, a expressão de surpresa e interesse por ver Scully naqueles trajes. Seu semblante enche-se, porém, de preocupação ao reparar o sangue nos lábios dela. - O que aconteceu lá dentro? – pergunta apontando-lhe a boca machucada. – Você está bem, agente Scully? - Apenas... é... mordi o lábio... é... enquanto falava. – responde hesitante limpando a boca, enquanto Mulder vira-se para o lado, fingindo examinar algo, e limpa também a boca com as costas da mão. Um policial chama a atenção dos outros e eles invadem um prédio de dois andares que mostrava manchas verdes na entrada. Encontram um laboratório improvisado, frascos com substâncias estranhas e, ao que parece, fetos e ovários em recipientes refrigerados. Não há sinal do homem. Após alguns minutos, uma equipe do Centro de Controle de Doenças chega ao local e isola a área. Os policiais e agentes são obrigados a se retirar. Mulder fica possesso, só se acalmando quando Scully se altera com ele e pede que a siga. Mesmo contrariado com o caso, não passa despercebida para Mulder a maneira como os outros homens fitam Scully e ele retira o blazer, colocando sobre os ombros dela. Scully, que não vê mais necessidade de continuar ali, pede para se afastar e vai embora em seu carro. Chega em casa exausta. Desfaz-se da roupa. Sente a cabeça dolorida, talvez em consequência da bebida. Toma um banho demorado, cobre-se com o roupão e vai até a cozinha preparar um chá. Ouve o toque na porta e suspira contrariada. - Mulder, queira descansar... - resmunga abaixando a cabeça. - Vão sumir com tudo, Scully! - ele diz, entrando e ignorando o comentário dela. - Encontraram o corpo de Fred num container. Estava corroído, os olhos queimados, como já vimos antes. Só que ele está morto há, pelo menos, três semanas. Não poderia ter cometido os crimes... - Mas... então... - Acho que alguém assumiu a identidade dele. Alguém que queria fazer experiências particulares, tentando desenvolver um híbrido. Por isso, precisava dos óvulos e achou que ninguém se importaria com aquelas mulheres. Mas não poderemos mais investigar. - disse com raiva. - Esquece, Mulder! - ela diz, subitamente se levantando. Não quer relembrar aquele tempo em que Mulder havia reencontrado o clone da irmã e o quanto eles haviam sofrido com isso. - Quer um chá? – ela oferece. Ele respira fundo, fechando os olhos. Fica em silêncio por alguns minutos. Também está cansado e não deseja trazer de volta as dolorosas recordações daquele período. Quando volta a fitá-la, seu semblante está modificado. E uma lembrança empresta-lhe um brilho irônico aos olhos. - Isso me faz lembrar algo, Scully... - O quê? – ela pergunta inocente. - Que eu deixei 400 dólares naquele quarto da boate. Scully arregala os olhos. - 400 dólares, Mulder? - ela sorri - Não olhe para mim, não ficaram comigo. Terá que pedir reembolso ao FBI, se quiser de volta. Antes que ela termine de falar, ele está junto a ela. - Não estava pensando no dinheiro. - ele diz sorridente. - Prefiro o pagamento em espécie. - Eu não sou uma daquelas mulheres, Mulder - ela responde, assustada com a proximidade. - Eu sei. E é exatamente por isso que eu gostaria de saber como terminaria aquele encontro – ele fala, enquanto envolve o pescoço dela e a puxa para si. Scully não sabe dizer se ainda está sob o efeito da bebida. A dor de cabeça desapareceu completamente e ela quase não aguenta esperar que os lábios dele se unam, com urgência, aos dela. F I M Qualquer comentário. gracap@bol.com.br, analuciaferreira@uol.com.br, bellefleur_x@hotmail.com Beijos Graça, An@ e Bellefleur X Segue a letra da Musica. Man! I Feel Like A Woman! Shania Twain Cara! Eu Me Sinto Como Uma Mulher! Shania Twain I'm going out tonight-I'm feelin' alright Gonna let it all hang out Wanna make some noise-really raise my voice Yeah, I wanna scream and shout No inhibitions-make no conditions Get a little outta line I ain't gonna act politically correct I only wanna have a good time The best thing about being a woman Is the prerogative to have a little fun and... CHORUS: Oh, oh, oh, go totally crazy-forget I'm a lady Men's shirts-short skirts Oh, oh, oh, really go wild-yeah, doin' it in style Oh, oh, oh, get in the action-feel the attraction Color my hair-do what I dare Oh, oh, oh, I wanna be free-yeah, to feel the way I feel Man! I feel like a woman! The girls need a break-tonight we're gonna take The chance to get out on the town We don't need romance-we only wanna dance We're gonna let our hair hang down The best thing about being a woman Is the prerogative to have a little fun and... (Chorus) The best thing about being a woman Is the prerogative to have a little fun and... (Chorus) I get totally crazy Can you feel it Come, come, come on baby I feel like a woman Eu vou sair esta noite - estou me sentindo bem, Vou ficar totalmente relaxada, Quero fazer um pouco de barulho - realmente levantar minha voz, Sim, eu quero gritar e berrar. Sem inibições - não faço condições, Saio um pouquinho fora da linha, Eu não vou agir politicamente correta, Eu só quero me divertir... * A melhor coisa a respeito de ser uma mulher É a prerrogativa de ter um pouquinho de diversão e... REFRÃO: Enlouquecer totalmente - esquecer que sou uma dama, Camisa de homem - saias curtas, Realmente ficar desvairada - sim, fazendo isso com estilo, Entrar na ação - sentir a atração, Colorir meu cabelo - fazer aquilo que eu ousar. Eu quero ser livre - sim, para me sentir do jeito como me sinto: Cara! Eu me sinto como uma mulher! As garotas precisam de um tempo - esta noite vamos aproveitar A oportunidade de sair na cidade. Nós não precisamos de romance - nós só queremos dançar, Nós vamos deixar nosso cabelo balançar... A melhor coisa a respeito de ser uma mulher É a prerrogativa de ter um pouquinho de diversão e... (Refrão) A melhor coisa a respeito de ser uma mulher É a prerrogativa de ter um pouquinho de diversão e... (Refrão) Eu fico completamente louca, Você consegue sentir isso? Venha, venha, vamos lá, baby, Eu me sinto como uma mulher!