Título: Ciúmes Autora: Thaís Nascimento. Disclaimer: Os personagens Fox Mulder e Dana Scully pertencem ao titio Cris e a Fox etc, etc, etc... Resumo: O ciúmes podem acabar com um relacionamento, Mas as vezes ele pode ser pivô de algo maravilhoso. Classificação: NC-17 Agradecimentos: À minha amiga Déia que me ajudou muito nessa fic, Se não fosse por ela acho que essa fic não tinha nem saído. - Déia você é super! Obrigado pelas sugestões e por ter revisado meu texto. E principalmente por ter me ajudado com a parte NC-17. Nunca pensei que fosse tão difícil escrever essa parte, é muito mais divertido ler.hehehe Um super beijo pra ti, Miga!!! Ciúmes =Apartamento de Mulder.= Scully: - Mulder, dessa vez eu não vou! Não vê que isso não passa de sandices de um velho louco. Mulder: - Scully, isso pode ter algum fundamento. Você sabe que grande parte das aparições de ÓVNIS acontecem no deserto? Scully: - Eu sei disso, você sabe disso até meu sobrinho Mathew sabe disso. Mulder ele falou tudo que você queria ouvir, não acha isso estranho? Está tudo certinho demais. Pelo Amor de Deus Mulder, isso é um erro. Mulder: - E a morte dos animais? Tem explicação pra isso? Scully: - Mulder esse velho é louco, quem me garante que ele não matou aqueles animais, pra dar credibilidade a sua história. Mulder: - Scully, por que é tão difícil pra você acreditar no que esta na sua cara? Scully: - E por que é tão fácil pra você acredita? - Ou me dá uma prova plausível ou não vou pro Novo México. Mulder: - Chega!! Não vou mais perder tempo discutindo com você. Não quer ir, então não vá!! Scully: - É, Mulder eu não vou!! Boa viagem!!" Scully saiu batendo a porta e Mulder foi pro quarto terminar de arrumar suas coisas. Ambos estavam bastante alterados. Mulder ficou só com os seus pensamentos. Mulder: Droga, Scully! Por que você sempre tem que ser assim? – Ou me dá prova plausível ou não vou pro Novo México. Falou imitando a voz dela, num tom de profundo descontentamento. Por que tudo tem que ser provado? Será que é tão desagradável assim ficar comigo? – Se eu não te amasse tanto já teria desistido de você, sua baixinha cética e folgada! Porque é isso que você é Scully! Uma baixinha folgada! Gritou Mulder como se ela ainda estivesse ali para ouvir. Ainda tomo coragem e digo tudo que sinto na sua cara. E eu quero ver se vai me pedir provas cientificas dos meus sentimentos. – Porque se quiser provas, vou te dar provas! - Ouviu Scully? Vou te provar de uma maneira que você que nunca vai esquecer, vou te dar provas contundentes. Ele deu um sorrisinho malicioso, pegou sua mochila e saiu. = Algum lugar de Washington = Scully dirigia visivelmente aborrecida. Mulder você é irritante. Dizia em pensamentos. Você tem o dom de me tirar do serio. - Queria não me preocupar com você. Falou em voz alta como se quisesse convencer a si mesma. Por que você não sai da minha cabeça? – Que droga Mulder você é um vicio. É o meu primeiro pensamento na manhã e o último do dia. – Dana, você é uma mulher adulta. Pode controlar suas emoções, não pode estar apaixonada por um louco que vive correndo atrás de homenzinhos verdes. Dizia ainda tentando se enganar. Estou perdida, eu amo esse homem. Esse crédulo infantil! Claro que ele é um crianção lindo e inteligente. Mas tem que viver correndo atrás da verdade? Será que ele não percebe que a maior das verdades esta do lado dele o tempo todo? – Droga!! Não tem uma explicação lógica pro que vou fazer. Scully deu um cavalo de pau. – Não pense que vou atrás de você porque me preocupo, vou atrás de você porque... É... Porque é o meu trabalho!! É isso vou atrás de você porque é o meu trabalho. – E são essas as palavras que vai ouvir da minha boca, Mulder. Nesse instante o carro apagou no que parecia uma pane elétrica. Scully socou o volante com raiva. –Acho bom ainda estar em casa, Mulder! Falou enquanto discava para casa de Mulder. Uma semana depois... =Sede do FBI= Mulder entrou no elevador e enquanto se dirigia ao porão ia pensando."Droga, o que eu vou dizer pra ela? Ela estava certa, o velho era mesmo louco e só estava tentando chamar atenção. Ela vai fazer aquela cara de 'eu não disse'. Mas mesmo assim vai ser bom revela, senti tanta falta dela. Do jeito dela ajeitar o cabelo, enquanto presta atenção no que digo. Estou morrendo de saudades!" Assim que ele entra na sala, se depara com uma cena que nunca teria imaginado. Scully conversa animadamente com um homem que ele nunca viu. O homem estava recostado sobre a mesa de Mulder e Scully extremamente próxima a ele, enquanto suas mãos percorriam a gravata dele e ele gentilmente retira uma mecha de cabelos que lhe cobrem os olhos. Se ele tivesse visto um ET ou um fantasma se espantaria muito menos. Ele ficou ali parado em choque completamente paralisado diante do que vira. Scully desviou olhar por um instante e viu Mulder ali parado na porta. Scully: - Mulder, já de volta? Mulder: - Sim, cheguei hoje cedo. Respondeu num tom baixo, como que por puro reflexo. Ele não conseguia tirar os olhos daquele estranho, que invadira seu território. Scully, percebendo olhar de Mulder se apressou em fazer as apresentações. Scully: - Que distraída que eu sou. Vocês não se conhecem. - Mulder, esse é Phillipe Muller. - Phill, esse é fox Mulder. Phillipe era um homem muito atraente, Devia ter 1,90m. Possuía lindos olhos azuis, seus cabelos eram pretos, e não eram curtos como o da maioria dos agentes, eram na altura do nariz, levemente jogados pra traz. Ele não perdia para nenhum top model internacional. Ele estendeu a mão, para cumprimentar Mulder, que retribuiu o gesto visivelmente atordoado. Phillipe: - Então você é o famoso Fox Mulder? Dana fala muito em você, é um prazer conhece-lo. Mulder apenas balançou a cabeça concordando sem dizer uma só palavra. - Bem já vou indo. Nos vemos no almoço Dana? Scully: - Claro, Phill. Até mais tarde. Mulder: - Quem é esse Cara?"Perguntou Mulder assim que Phill deixou a sala". Scully: - Também senti sua falta. E o caso o que descobriu?" Respondeu Scully com ironia". Mulder: - Você estava certa. Falou abaixando a cabeça para não ver o olhar de 'eu não disse'.- Mas você não respondeu a minha pergunta. Quem é esse cara? Scully: - Já te falei Phillipe Muller, Ele trabalha aqui na sessão de homicídios. Mulder: - Dá onde ele saiu? Scully: - Mulder, há algo errado com você? Parece que não esta ouvindo o que estou dizendo. Ele trabalha aqui na sessão de homicídio. Mulder: - Não é isso. Como você o conheceu? Scully: - Que interrogatório é esse? Voltou de mau humor, ou não consegue mais controlar seu lado desagradável? Mulder: - Quer dizer que agora sou desagradável? Chego de viagem e encontro um estranho totalmente à-vontade na minha sala, sentado sobre a minha mesa. E não tenho o direito de saber quem é ele? Scully: - Eu já falei duas vezes, mas parece que não esta ouvindo uma palavra do que eu digo!! Falou indignada. Mulder: - Só quero saber quem é esse abusado! E muito mal educado também. Será que seu amiguinho, não sabe que lugar de se sentar é a cadeira. Scully: - Olha só que fala! Até parece que nunca fez isso! E o Phill não é mal educado, muito pelo contrario ele é um perfeito cavalheiro. Mulder: - E eu sou o que? Agora quero saber! Já falou que sou desagradável! Não tem mais nenhum adjetivo pra mim, Scully? Falou sarcástico. Scully balançou a cabeça negativamente e respirou fundo. Scully: - E não falei que você é desagradável Mulder, só disse que estava de mau humor. Falou num tom baixo tentado controlar a situação que já estava ficando difícil. Mulder: - E não é pra ficar de bom humor? Fiquei uma semana fora investigando um caso que não deu em nada. E não venha me dizer que me avisou, porque ao contrario do que pensa escuto você sim. Chego na minha sala e vejo um total desconhecido, sentado na minha mesa e ainda cheio de intimidade com a minha... Com a minha... Scully: - Minha o que, Mulder? Quero entender direitinho o que sou pra você? Mulder: - Minha...amiga. Me preocupo com você. Sabe que seus últimos casos não foram muito normais. Scully: - Quem é você pra julgar minha vida? Mulder: - Seu amigo, droga!!! Scully: - Tudo bem, Mulder. Se for pra te deixar mais tranqüilo. Eu te conto, mas não agora. Essa é uma história muito comprida, outra hora eu te conto. Scully falou mais calma, pois sabia se ela não controlasse a situação, Mulder certamente não o faria. Ele estava se mordendo de ciúmes e isso até a divertia. Mulder: - Eu tenho todo tempo do mundo, quero ouvi-la agora! Scully: - Ta bom, já que está tão interessado. É uma história muito interessante, você que adora coincidências. Vai adora- la. Como ela podia pensar que eu ia gostar da estória de como ela conheceu aquele idiota. Pensou Mulder. Mulder: - Com certeza. Respondeu com um sorriso amarelo. Scully: - No dia que você foi pro Novo México, sai da sua casa um pouco chateada. Comecei a dirigir se direção, de repente estava num lugar horrível que nunca havia estado antes. Sabe, era sujo e deserto e as pessoas eram mau encaradas, o carro morreu e não queria pegar mais. Tentei ligar pra você, mas já tinha saído. Como não tinha o telefone de nenhum reboque. Comecei a me preocupar, quando já estava me desesperando, o Phillipe apareceu. meu príncipe num cavalo branco. Pra falar a verdade era um Porsh Preto.Ele estava investigando um crime daquele lado da cidade. Mas o importante é que ele me ajudou, chamou um reboque e me ofereceu um carona, que obviamente recusei, apesar de lindo e gentil eu não sabia quem ele era, Ele se apresentou e disse que não precisava ter medo, me mostrou a insígnia do FBI. ele disse que não seria nenhum incomodo me levar já que ele também morava em Georgetown. É ai que está a segunda coincidência. Você acredita que ele mora a mais de um ano no apartamento acima do meu! A mais de um ano e eu nunca o tinha visto? Mulder: – É? Mulder não acreditava no que estava ouvindo. Será que ela não via o sofrimento dele. Falando toda animadinha daquele almofadinha, Babaca... (e mais alguns impropérios) Scully: - Pois é verdade. Talvez se você não tivesse ido pro Novo México eu nunca teria conhecido o Phill. - Já que se, tivesse ficado em casa aquela noite, você teria me ajudado. - Não são estranhas as peças que o destino nos prega? Mulder: - É. "Eu seria o príncipe no cavalo branco."Pensou Mulder. Nesse momento Phillipe, entrou na sala. Chamando-a para o almoço. Pillipe: - Vamos Dana? Scully: - Claro, Você quer vir conosco Mulder? Mulder: - Não, eu ainda não terminei o relatório que preciso entregar para o Skinner. Scully: - Então, até mais tarde. Mulder: - Até. Eles saíram deixando Mulder com seus pensamentos. "Como isso aconteceu? Eu perdi o controle da minha vida. Em apenas uma semana tudo mudou, Scully está totalmente deslumbrada com aquele idiota. Nós nunca tivemos nada além daquele beijo no ano novo, que fingimos que não aconteceu. Esse foi meu erro eu devia ter conversado com ela, mas no fundo achava que não precisava, achava que ela também me amava. Será que me enganei, será que confundi carinho e admiração com amor. Não eu juro que durante aquele breve momento que nos beijamos, eu senti que ela me amava. Dificilmente me engano. E de repente na mesma dois strike outs, só pode ser um pesadelo." Mulder: - É um pesadelo. Ele repetia pra si mesmo, enquanto dava leves batidas com a testa na mesa. =Apartamento de Scully= Scully: - Oi Mulder. O que esta fazendo aqui? Mulder: - Estou te atrapalhando? Scully: - Não, você nunca me atrapalha. Entra. Phillipe: - Dana, acabou o gattorede!! Phillipe chegou na porta da cozinha apenas de short e tênis.- Oi Mulder, tudo bem? Mulder: - Oi Muller. Respondeu Mulder com um sorriso pra lá de amarelo. Quem esse idiota pensa que é pra ficar desfilando pelo apartamento da Scully desse jeito? Imbecil!!! Pensou Mulder. Scully: - Você tomou a última hoje de manhã, depois da corrida matinal. Você prometeu que ia comprar quando voltasse da academia, lembra? Ele esteve aqui antes? É um pesadelo. Esse cara só pode ser um pesadelo. Pensou Mulder. Phillipe: - Não tem problema e bebo suco. Amanhã eu juro que compro. A geladeira do meu apartamento está um deserto."Ele se dirigiu pra cozinha e parecia muito à-vontade. Mulder: - Estou vendo que estou atrapalhando. Eu volto outra hora. Mulder saiu batendo a porta deixando Scully no meio da sala, não acreditando na atitude dele. Ele está com ciúmes. Tenho certeza!! Pensou Scully enquanto dava um sorrisinho de satisfação. Mulder saiu com o carro cantando pneus. Não acredito no que vi!! Aquele almofadinha, idiota agindo como se fosse o dono da casa. Eu nunca fiquei desfilando sem camisa pela casa dela, nem a geladeira eu abro!! E esse babaca, só a conhece há uma semana e já vai agindo desse jeito. E ela deixa, o pior é que ela deixa! Ele é um abusado! É isso que ele é um abusado narcisista metido a esportista. –Ele é um perfeito cavalheiro Mulder. Falou imitando a voz dela. Eu sou um cavalheiro! Respeito a casa dela. Vê lá se eu fico abrindo a geladeira dela e desfilando sem camisa. Eu também tenho um físico bonito. Pensou, enquanto passava a mão pelo abdômen. – Será que estou fora de forma? Falou se olhado no espelho do carro com uma cara de pânico. Não, a Scully não liga para essas coisas. Ela se importa com o que as pessoas pensam não com as aparências. - Será que ela acha que só penso em OVINIS e Conspirações. Falou com uma cara de pânico maio ainda. Não. Calma Mulder, ela te conhece bem. Sabe que você não é só isso. – Droga, o que ele tem que eu não tenho? Falou enquanto batia a cabeça no volante, visivelmente apavorado. Uma Semana Depois... A semana percorreu arrastada para Mulder, a todo instante ou Phillipe estava na sala deles, ou ficava horas falando com Scully pelo telefone, ou Scully ficava falando dele: Phill isso, Phill aquilo. Mulder estava a ponto de explodir ele tenha vontade de socar aquele idiota. Scully acabara de deixar a sala e dessa vez sozinha, para sorte de Mulder. Ele ficou observando ela ir e ficou perdido em seus pensamentos. " Droga esse cara não deu uma folga a semana inteira. Me dói só de pensar na Scully com aquele almofadinha. Dana vamos almoçar, Dana que tal um programinha depois do expediente, Esse cara não deve trabalhar. Ele não sai daqui e quando não esta, ele liga. É um babaca, Sr. Terno Armani. A vida dele e aquele carro idiota. Eu corro 10 km todos os dias ..., porque eu malho 2:00 h por dia... , Ele deve se achar o esportista. O que ela viu naquele palhaço. Eu tenho que fazer alguma coisa. Estou perdendo a mulher da minha vida. Não posso perde-la , sem ela não sou ninguém, ela é meu ar, meu tudo, minha vida." mulder levantou num rompante, pegou o casaco e saiu apressado. =Apartamento de Scully.= Scully: - Oi Mulder, entre. Mulder: - Oi Scully, está sozinha? Scully: - Sim, por que? Aconteceu alguma coisa? Mulder: - Não, cadê o Muller? Scully: - Ele não mora aqui Mulder. Deve estar na casa dele? O que foi? Você esta estranho? Ele se sentou na mesa de frente para Scully. Ficou em silêncio e depois de algum tempo ele começou a desabafar. Mulder: - Antes de começar, eu só quero que saiba que você é muito importante pra mim, por isso, prometa que depois de tudo que eu disser você nunca vai deixar de ser minha amiga. Scully: - Mulder, você está me assustando. Mas se for pra te tranqüilizar, eu prometo. Mulder: - Scully, Você é minha parceira, minha melhor amiga e a única família que eu tenho. Sabe, depois que minha mãe morreu e que eu descobri toda verdade sobre minha irmã, pensei em largar tudo. E sabe a única coisa que me fez continuar?" Scully balançou a cabeça negativamente.- Você. Por você não posso parar, não até descobrir quem fez todas aquelas coisas horríveis com você. Seu câncer, Emily ... Lagrimas caiam de seus olhos e dos de Scully também. - Você é meu forte, minha alma, minha vida. Eu..., Eu te amo. Ele agora chorava como uma criança buscando forças pra continuar. - Não quero que se sinta obrigada a corresponder ou sinta pena. Eu só quero que continue sendo minha amiga, meu forte, minha família. Ele não consegui mais se controlar e desabou em prantos. Scully segurou o queixo dele e ergueu a sua cabeça, enxugando as lagrimas de seu rosto. Scully: - Agora é a sua vez de escutar. Você também é importante pra mim, não estou com pena ou me sentindo forçada a nada. Eu te amo, te amo como parceiro, como amigo, como homem. Você é minha vida, minha alma, meu tudo. Mulder foi se aproximando lentamente, passou o dedo no canto dos olhos enxugando as lagrimas que teimavam em cair. Olhou dentro daqueles lindos olhos azuis, aproximou-se do rosto dela ao ponto de sentir a respiração dela, suas mãos percorreram os contornos do rosto dela como se tentasse com cada sentido explorar aquilo que é o seu objeto de maior desejo. Mulder aproximou seus lábios dos dela, devagar, roçando-os de leve. Scully fechou os olhos e sentiu a boca dele iniciando um beijo delicado, respeitoso, que em poucos segundos, transformou-se em um beijo intenso e exigente. Não um beijo como o do ano novo, foi um beijo intenso, onde todos os sentimentos aprisionado durante tantos anos explodiram. Mulder abraçou com força trazendo o corpo dela pra junto de si. Ele a tomou nos braços e levou pro quarto e a depositou cuidadosamente na cama. Mulder: - Scully, se achar que estamos indo rápido demais... Scully: - Não, acho que já esperamos muito. Sete anos é muito tempo. "Mulder sorriu e beijou-a novamente, com paixão. Scully sentiu suas forças e sua racionalidade, esvaindo-se. A sensação de Mulder percorrendo seu corpo, era maravilhosa. Da boca dela, Mulder passou para seu rosto, beijando cada ponto.... seus olhos, suas bochechas, seu nariz.... desceu para seu queixo e mordiscou-o de leve. Algumas mechas dos cabelos dele, rebeldemente, lhe caíam sobre a testa e roçavam o rosto de Scully, fazendo com que ela sentisse o agradável perfume, que emanava deles. Mulder deslizava seus lábios molhados pelo pescoço dela, beijando e mordiscando, deixando um rastro molhado por onde passava. Scully arqueou seu corpo prá trás, entregando-se à ele com paixão. Suas mãos apertando os músculos fortes das costas dele e suas unhas cravando-se em sua pele, levemente bronzeada. Mulder soltou um suspiro involuntário e desceu seu corpo mais um pouco, sempre beijando-a. Voltou para cima e envolveu suas mãos nos cabelos dela, acariciando-a. Scully lhe sorriu e Mulder retribuiu o sorriso, lhe dando beijos rápidos, por todos os cantos da boca dela. Scully sentiu as mão grandes e suaves de Mulder tomarem seus seios, lentamente ele percorria seus mamilos com movimentos circulares que lhe provocaram um arrepio que lhe percorria o corpo inteiro, fazendo-a soltar um gemido baixo. Mulder aproximou sua boca do seios dela, sugando-os com urgência, enquanto suas mãos percorriam todo corpo dela explorando-o, ávido por conhecer cada contorno daquele corpo, que por anos havia desejado. Mulder foi subindo, beijando cada centímetro, chegou a sua orelha dando uma pequena mordida no lóbulo, fazendo-a deseja-lo cada vez mais. Mulder: - Como eu te amo, Scully. Murmurou Scully: - Também te amo Mulder. Não me torture mais, quero senti-lo dentro de mim. Falou Scully num tom baixo, quase uma suplica. Ela o sentiu penetrando-a devagar, como se quisesse prolongar aquele momento, mais e mais. Agora, Mulder movimentava-se contra o corpo dela e Scully murmurava palavras desconexas, sentindo uma onda de calor, percorrer- lhe todo o corpo. Os movimentos foram se intensificando, sentiam como se o mundo tivesse parado por um instante. Mulder procurou as mãos de Scully enlaçando-as e assim chegaram ao êxtase final, juntos. Seus corpos suados e cansados, suas respirações ofegantes. Mulder saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado, puxando o corpo dela para cima do seu. Scully beijou o peito dele e Mulder deslizou seus lábios, pelos cabelos dela. Permaneceram assim, apenas sentindo um ao outro. Algum tempo depois... (pra falar a verdade muito tempo depois... Sete anos reprimindo sentimentos, já pensaram? ) Mulder estava abraçado a Scully, com a cabeça depositada em seu ventre enquanto ela delicadamente passava as mão em seus cabelos."- Scully, posso fazer um pergunta?" " - Deixa eu pensar. Humm ... Tá, mas só uma." Falou brincalhona. " - E o Muller?" " - Eu não tenho nada com o Phill. Ele é só um bom amigo." " - Intímo?" " - Sim, mas não com o tipo de intimidade que nós temos." Ela falou sorrindo. " - Mas vocês pareciam namorados, apesar de eu nunca ter visto vocês se beijando. Não gosto nem de pensar na possibilidade." " - Agora é a sua vez de prometer que não vai se zangar." " - Palavra de escoteiro." Falou colocando três dedos na testa. " - Sabe, quando você foi pro Novo México, eu estava muito, muito brava. Você foi mesmo depois de eu dizer que não devia. Mas não foi isso que me magoou, afinal não foi a primeira nem a ultima vez que você corre atrás dos seus homenzinhos cinzas.O que me deixou realmente triste, foi você ter me deixado sem noticias por uma semana." " Eu quis te deixar preocupada. sabe, você não viajou comigo. queria te castigar." " - É? Então você vai entender." " - Entender o que?" " - Bem, quando eu vi você na porta, percebi que estava com ciúmes." " - Não estava tão na cara assim, estava?" " - Mulder, você parecia ter visto um fantasma. Então eu resolvi dar uma enfeitadinha no jeito que conheci o Phill, e quando percebi que tinha dado certo e você ficou bravo eu combinei com o Phill de fingirmos..., você sabe? " - Mas ele parece realmente gostar de você." " - E ele realmente gosta, gosta muito. Só que não é do jeito que você acha." " - Como você pode ter tanta certeza. E se ele tirou proveito da situação e aproveitou pra tirar uma casquinha." " - Phill, não faria isso. Ele é uma das pessoas mais sinceras que conheci." Mulder a olhou com uma pontinha de ciúme." - Ele pareceu muito interessado em você. a maneira que ele tocava seu cabelo..." " - Bem, é que... sabe ... ele é Gay." Mulder caiu na gargalhada. " - Eu não acredito!!" " - Mulder, isso não pode sair daqui." " - Quer dizer que o Sr. Porsh é mocinha..." e ria compulsivamente." - Só não entendo o jeito que vocês estavam quando cheguei." Ria sem parar. " - o Sr.'Eu malho duas horas por dia', boneca..." " - Mulder, no dia que você chegou ele estava me mostrando a gravata italiana que o namorado dele trouxe.E ele adora meu cabelo ele só queria saber com que tintura se consegue esta cor." " - Namorado?! Ela tem namorado?" " - É, ele é da marinha. Não deboche dele, eu adoro o Phill." " - Tudo bem, Se ele é seu amigo eu vou respeita-lo. Principalmente porque ele não oferece perigo." Disse Mulder brincando. " - Seu bobo. Ele é Maravilhoso tá." " - Tudo bem." Falou, só que dessa vez serio. " - Você ficou bravo?" " - Sabe, Scully se você não tivesse feito isso, talvez eu nunca tivesse tomado a decisão de dizer tudo que eu sentia. - Não são estranhas as peças que o destino nos prega?" Ele repetiu as palavras dela num tom zombeteiro. " - Não está zangado mesmo?" " - Pra falar a verdade estou um pouco decepcionado. E por isso você merece um castigo." " - Castigo?!" Ele se virou soprando a barriga dela e fazendo cócegas nela. Logo a brincadeira deu lugar à seriedade e ele parou à olhou nos olhos e a beijou apaixonadamente. E assim eles continuaram a primeira de muitas noites de amor. Fim. Seu feedback é muito importante para nós. Digam se gostaram ou se odiaram. E-mail: thais.rj@mailbr.com.br