TÍTULO= O CELEIRO AUTORA= JUJUBA SCULLY DATA= COMECEI NO 23/08/00 TERMINEI 09/09/00. CATEGORIA= SHIPPER! CLASSIFICAÇÃO= 14 ( SE VOCÊ TEM A CABEÇA NO LUGAR) SINOPSE= IMAGINE UMA CHUVA INCESSANTE, IMAGINE UM LUGAR SEM CONFORTO ALGUM. AGORA IMAGINE OS AGENTES MOLHADINHOS NESTE LUGAR, LOUCOS DE PAIXÃO. IMAGINOU? DISCLAIMER= FOX, CRIS CARTER E SE TIVER ALGUÉM MAIS ... NOTA DA AUTORA= AVISEM-ME CASO TENHAM GOSTADO OU NÃO, ISSO É MUITO IMPORTANTE PRA QUEM ESCREVE. OFEREÇO ESTA FIC A MINHA AMIGA NADILE QUE GRITA, ESPERNEIA, PULA, JOGA PIPOCA NA TELA DA TV QUANDO A FOWLEY APARECE... AMIGA, UM DIA SEREMOS INTERNADAS! E-MAIL= juliana@nortecnet.com.br Os cavalos se agitam a cada trovoada. A chuva é forte. Os relâmpagos iluminam o celeiro de 20 em 20 segundos. O vento assobia assustadoramente. De repente a galha de uma árvore, em frente ao local, parte-se ao meio. O forte estrondo assusta Scully que até o momento estava encolhida num canto. _ Mulder! Onde você está? _ Calma, Scully. Estou aqui em cima. _ Encontrou alguma coisa? _ Ainda nada. Só palhas secas de milho, alguns instrumentos de agricultura, sacos de adubo e mais nada. _ E agora? Bem, que aquela senhora avisou que viria chuva. Se você não tivesse me convencido. _ Espera aí. Não coloque a culpa toda em cima de mim. Você estava louca para andar à cavalo. Scully levanta e vai até ao pé da escada de madeira encostada ali dando acesso a andar de cima do celeiro. _ Mas foi você que resolveu sair em disparada atrás daquele vulto. Agora estamos muito longe da fazenda. _ Pare de reclamar, Scully. Tivemos sorte em encontrar este estábulo. _ Celeiro. _ Seja o que for. Você vai ver que logo a chuva passa e se não passar o jeito e esperar. Ou menos estamos secos. _ Secos? Olhe o meu estado. Estou toda molhada. Scully treme. As botas estão cheias de água. A camisa branca se tornara transparente, colada ao corpo. Mulder revira as palhas na esperança de encontrar algo para se aquecer. Ele havia tirado a camisa. Também esta molhado. _ Encontrei. Ele murmura pra si próprio e depois grita: _ Scully! _ O quê? Mulder tira de uma caixa de papelão, escondida em um canto, duas colchas velhas e meio manchadas, mas que parecem limpas. _ Suba aqui! _ Eu? _ Claro! Quem mais? Ela obedece. Sobe cautelosamente até chegar no topo. Logo tem uma perfeita visão do lugar que fica a poucos metros do telhado. Palhas espalhadas por todos os lados. Instrumentos velhos num canto e sacos sujos cheios de alguma coisa. Mulder estende uma colcha no chão. _ Você está pensando em dormir aqui? _ Vou esperar deitado aqui. Tome! Pegue esta e seque-se. Scully apara a colcha e a olha desprezadamente. _ Nossa! Prefiro ficar molhada a me enxugar com isto. _ Tomara que não fique resfriada. _ Que cheiro é este? _ Deve ser algum veneno que aplicaram para que nenhum rato chegasse perto. Scully arregala os olhos. Só a palavra rato a deixa nervosa. Mulder senta para tirar as botas. Depois Scully faz o mesmo enquanto que o observa , sem camisa. Era a Segunda vez naquele dia que sentiu um arrepio de desejo por Mulder. A primeira foi logo no fim da tarde quando ele a ajudou a subir no cavalo colocando as suas mão em sua cintura. Mas logo repreende-se quando algo malicioso passa por sua cabeça. Mulder, do outro lado, evita voltar os olhos para Scully pois ela esta tão sexy. Com aquela camisa molhada, deixando a mostra o sutiã de renda branca. Assustada com algo que move do lado da sua mão, Scully de um pulo põe-se em pé. _ O que foi? Mulder vem até ela. _ Não sei... Vi alguma coisa se movendo ali. _ Onde? _ Ali, debaixo da colcha, eu acho. Mulder levanta e sacode a colcha. De repente um rato enorme sai em disparada na direção deles. Scully gruda em Mulder apavorada. Os braços dela enlaçam o pescoço dele. Mulder fica paralisado ao sentir a pele de Scully. O rato passa bem perto dos pés dela e logo depois se esconde entre umas palhas. Scully respira aliviada, mas logo sente um frio na barriga ao voltar seus olhos para Mulder e notar o jeito como ele a olha. Ele a observa de um jeito estranho. Olhar de desejo. Algo dentro de Mulder diz não, mas como resistir ao convite daqueles enormes olhos azuis? Os corpos tão juntos, os lábios quase se tocando. Scully respira ofegante, ainda com os braços em volta do pescoço dele. Uma forte onda de calor. Ele então a beija, com sofreguidão. A surpresa a deixa rígida por um momento; logo porém, começa a corresponder e sente-se embriagada. Eles estavam em um lugar sem conforto algum. Mas sentem-se flutuar num lindo campo com flores silvestres perfumadas. O beijo transforma-se. Agora, mais suave, faz a paixão explodir. Mulder nada diz quando o beijo termina, e ela não é capaz de falar quando ele começa a desabotoar sua camisa. Mãos trêmulas. Ela sente aqueles dedos cheios de ansiedade acariciar sua pele. As mãos dele vão deslizando para baixo; ele desce o zíper de seu jeans, que abre e revela a pele macia de sua barriga e a calcinha de renda branca. _ Mulder! O que... estamos fazendo? Mulder abaixa para retirar o jeans e beija sua barriga até que Scully sente-se relaxar e murmura de prazer. As carícias se intensificam. O sangue corre rapidamente em suas veias. _ Estamos sendo irracionais, Scully. Não podemos evitar isso. Scully não sabe o que quer. Não sabe se pede que ele pare com esta tortura ou se implora para que ele vá até as últimas conseqüências. _ `` Oh, Mulder!`` Ela pronuncia mentalmente. Mulder ergue-se, volta a olhá-la com paixão e logo em seguida deposita uma seqüência de beijos em seu pescoço. Cuidadosamente, sem interromper os beijos, ele a leva em direção à colcha estendida. Lentamente ele a deita. Por um momento, Mulder fica observando seu corpo e, então, com movimentos calmas e precisos, ele remove sua calcinha de renda. Ele nota que Scully fica um pouco constrangida, totalmente nua diante dele. O fogo da paixão arde, queima... Ambos só falam depois de muito tempo, quando ele já está estendido com o braço em volta dela. Sua voz é rouca e ele alisa seus cabelos, agora, já totalmente secos: _ ... O que acontece agora? _ ... Eu não sei. _ A chuva já passou e logo vai sair o sol. _ E o que acontece depois? _ Eu não sei. Por alguns segundos reina o silêncio. _ Scully... Vire pra cá, deixe- me ver seus olhos. Ela o obedece, e logo o azul dos seus olhos esquenta a alma de Mulder. Juntinhos, abraçados, ele a acaricia. _ Olhando assim pra você, eu não sinto medo nenhum do ``de agora em diante``. _ Eu... _ Como você é linda. Eu tenho que te dizer que... _ Mulder... _ Não, por favor. _ Delicadamente ele coloca os dedos em seu lábios. _ Deixe eu terminar. O fato é que... Oh, céus! Eu quero você mais do que qualquer outra coisa. E dizer te amo é pouco perto do que eu sinto por você. _ Mulder, só abrace-me com força e prometa que eu nunca vou te perder. Ele a abraça. _ Você nunca vai me perder, eu juro. Com Scully, Mulder experimentou aquela noite algo muito diferente; pela primeira vez soube que um homem e uma mulher podem ser um, uma só alma, um só pensamento, um só ser. Ele diz a si mesmo que aquela noite é a noite mais feliz de sua vida. E naquele momento Scully diz: _ Esta é a noite mais feliz da minha vida. FIM! P.S. Comecei com uma idéia e terminei com uma totalmente diferente. O meu lado romântico falou mais alto por isso não ficou muito pro n-17. Esperem que tenham gostado. Hei!!! Não vai se esquecer de enviar feedback, vai? XOXO Juliana Soares