Disclaimer: Arquivo x e seus respectivos personagens são propriedade do canal Fox e de Chris Carter,esta fanfiction é totalmente sem fins lucrativos. Feedback: Sugestões,comentários e críticas para : Kirsten-anderson@bol.com.br Espero ansiosa pelos feedbacks!!!!!! Classificação: shipper,drama Censura: Livre Spoilers: "A salvação do mundo" (En ami) Resumo: Nada é para sempre, os milagres estão acabando; pessoas antes curadas,estão morrendo de doenças fatais.O Canceroso quer se redimir, Mulder e Scully irão perdoá-lo? Santana, Loderdale Maurrice havia acordado de bom humor naquela manhã ensolarada.Preparava o café da manhã enquanto assobiava a "Tarantela", uma de suas canções preferidas que o fazia recordar-se de sua amada pátria européia, a Itália. Sentia o delicioso aroma do pão que assava no forno,as mãos fortes ocupadas em coar o café . Sentou-se em uma das quatro cadeiras que compunham a mesa da cozinha e perdeu-se em velhos pensamentos. Lembrou-se de quando chegara aos Estados unidos cerca de cinco anos atrás, sozinho,sem dinheiro e o que era pior sem saber pronunciar uma palavra do idioma americano. Aos vinte e dois anos deixara a fazenda pobre do pai em busca de melhores condições de vida em outro país. Viu-se fazendo"bicos" ganhado uma miséria e dependendo da bondade alheia até para se alimentar. Uma tarde,desesperado debaixo de um temporal,sem ter para onde ir, Maurrice sentou-se na escadaria de uma antiga igreja e ficou ali sem saber o que fazer. Até que uma jovem professora de inglês, que visitava a igreja naquela tarde o viu,estendeu-lhe a mão e o acolheu. Apaixonaram-se, casaram-se e mudaram-se para a pacata cidade de Santana em Loderdale, onde viveram quatro longos anos muito felizes. Maurrice acreditava que nada poderia destruir-lhes a felicidade. Mas, com o passar do tempo, Isabella começou a queixar-se para o marido dizendo-lhe que gostaria muito de ter um filho, de início Maurrice concordou e tentaram sempre fracassando no final. Ele então pediu à esposa que desistissem da idéia,pois tinham um ao outro e nada mais importava. Mas Isabella ficara obcecada de tal forma, que já não se alimentava direito e faltava com frequência a escola onde dava aulas. Aborrecido com aquela situação, Maurrice em uma noite chuvosa pegou o carro e saiu a esmo pela estrada, quando foi parado por um estranho em um carro preto. Um homem de cabelos grisalhos, fumando um cigarro desceu do carro e propôs a cura para todos os males que afligiam Maurrice, que sem pensar duas vezes aceitou a oferta do fumante. Exatos dez meses depois, Isabella deu á luz uma linda garotinha saudável, a quem chamaram de Loretta. Apesar das coisas estarem dando certo outra vez, em seu íntimo, Maurrice sabia que um dia teria de pagar o preço pela sua felicidade, mas esquecia-se das preocupações cada vez que via isabella sorrir com a pequena Loretta. Um barulho vindo dos quartos despertou-lhe de seus devaneios, Isabella surgiu na cozinha de camisola e segurando um cesto de roupas sujas,a expressão indicando que acabara de acordar e os cabelos negros presos para cima com um broche. Ao vê-la, Maurrice sorriu: _ Bongiorno, Bella! _ Bom dia, querido- ela respondeu, também sorrindo. _ O café está quase pronto, eco? _ Eco!- disse ela, arremedando o marido, que nunca perdera os trejeitos de italiano- _ Vou ver se a bambina já está acordada,capicci? _ Capicci!- exclamou, Maurrice enquanto tirava o pão do forno. Três minutos depois , Maurrice ouviu um barulho de coisas se quebrando no quarto de Loretta, assustado correu para lá. Encontrou a esposa caída no chão com o cesto de roupas e vidros de perfumes quebrados e espalhados perto dela. Loretta chorava em pé em seu berço fitando a cena com expressão de quem não entendia nada. Temeroso, Maurrice agachou-se rapidamente ao lado da esposa e levantou seus longos cabelos para ver o fio de sangue que escorria de sua nuca misturando-se aos perfumes quebrados e manchando as peças de roupas espalhadas. Soluçando, Maurrice manchou suas mãos no sangue da esposa e abraçou a filha, com a certeza de que sua vida havia terminado naquele instante. ARQUIVO X ; ATIVIDADE PARANORMAL; O GOVERNO NEGA TER CONHECIMENTO: "... Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..." CAUSA MORTIS Kirsten Anderson Estava escuro, muito escuro. Ela corria pelo pântano lamacento sem saber para onde ir, apenas a lua lhe guiava. Tinha que enfrentar uma realidade, havia sido traída pela pessoa em quem ela mais confiava. Lágrimas de sofrimento, encharcavam sua face pálida enquanto ela se lembrava dos motivos que a troxeram aquele lugar. Tudo não passara de uma cilada, desde o pricípio, armada pelos mesmos homens que a atormentavam há sete anos, só que desta vez havia um elemento novo, nunca esperara isso dele. Mas ele estava lá, unido com aquele homem perverso para destruí-la. Precisava fugir, fugir para bem longe!!! _ Trimmmmmmm!!!!! O ruído estridente do telefone despertou a agente especial Dana Scully de seu terrível pesadelo. Ela espreguiçou-se rapidamente na cama, e com certa dificuldade retirou o fone do gancho antes que a secretária eletrônica atendesse. _ Diga Mulder! - falou ela, esperando ouvir a voz do parceiro do outro lado da linha. _ Agente Scully?- disse a voz. Então ela pôde constatar que não era seu parceiro e sim seu superior, o diretor-assistente Walter Skinner. _ Senhor? O que deseja?- perguntou ela,pois não costumava receber telefonemas do diretor com frequência, ainda mais as sete da manhã.Quando isso acontecia era sinal de que havia algo errado. _ Scully, tenho um caso muito importante para vocês. Um homicídio ocorrido em Loderdale, não consegui encontrar o Mulder, por isso telefonei pra você. Preciso que o encontre o quanto antes e venham urgente para o FBI. _ Sim, senhor!- disse Scully,já desligando o telefone. Ao repousar o aparelho novamente sobre o gancho, Dana deu um suspiro de tristeza e pensou por alguns minutos no parceiro. Ele estava chateado, ela sabia. Sentia-se traído pro ela ter confiado no homem que ele mais odeia na face da Terra. O homem que destruiu sua vida. Mas ele parecia tão sincero, querendo apenas mais uma chance, para poder provar que seu coração não era de pedra. Mas ela enganou-se, ele a usou para ferir Mulder e conseguiu. Ela pegou novamente o fone do gancho e discou o número do parceiro, ao ouvir o som da secretária eletrônica, desligou e discou outro número. - Alô? Frohike? Sou eu. Ele está aí? Desligou rapidamente e dirigiu-se para o banho. Proximidades da Filadélfia... Ele fumava em silêncio recostado em uma confortável cadeira na varanda, enquanto ouvia o cantar dos pássaros. Marjorie aproximou- se e o repreendeu: _ Oh, Ben! Quando é que vai largar o cigarro? Já te disse que isso faz mal. _ Desculpe, mãe!- disse ele, sorrindo e apagando o cigarro. Ela pousou gentilmente sua mão sobre o ombro do filho e disse: _ Escute, vá dar uma volta enquanto eu termino de preparar o bolo, está bem? Ben limitou-se a balançar a cabeça e saiu caminhando pelo jardim. Lembrou-se de uma noite ocorrida há cerca de muitos anos, quando ele era um jovem em busca de poder. Conhecera Tina naquela época,linda de cabelos tão negros quanto o ébano,de face rosada e olhos azuis expressivos,audácia e ambição a transformavam numa mulher delicada por fora e forte como uma rocha por dentro. Naquela noite ele a amou como nunca havia amado uma mulher em toda a sua vida, e entregou nas mãos dela um pouco do poder que ele havia conquistado, e ela nunca o traiu, mesmo com o passar dos anos. Mas isso estava acabado agora, ela se suicidara pela culpa e ele estava com os dias contados, não tinha mais nada a perder e antes de morrer havia decidido que faria algo para que sempre lembrassem dele. Caminhou de volta para casa, e apressou o passo quando sentiu o cheiro de bolo queimado. Sua mãe estava mesmo muito idosa e caducando.Rodeou a casa e entrou pela porta dos fundos. Qual não foi sua desagradável surpresa ao ver marjorie caída com um fio de sangue descendo por sua nuca. Pistoleiros solitários, local desconhecido _ Vamos, abram!- eu sei que ele está aqui!- esbravejava Scully enfurecida enquanto Langly destrancava uma por uma as trancas da porta com segurança máxima. Quando ela finalmente entrou, encontrou Mulder sentado no sofá com o olhar perdido, aproximou-se dele e perguntou num tom de raiva, sem cumprimentar os pistoleiros. _ Mulder, o que está acontecendo? Por que está me evitando, se escondedndo assim? Só então, ele voltou-se para ela para responder: _ Não tenho nada para falar com você, se não for assunto profissional por favor vá embora. _ Covarde!- gritou ela, a plenos pulmões! Langly segurou-se em Byers ,assustado com a raiva dela. Mulder se levantou, ficando de frente para ela, olhando para baixo. A diferença de tamanho entre os dois estava mais do que explícita. Ela baixou um pouco o tom de voz: _ Mulder, sei que está magoado, mas entenda que eu precisei seguir minha intuição. Mulder fez cara de deboche, e disse: _ Intuição? Agora eu me pergunto, o que ele fez pra você confiar com tanta facilidade nele? Nossa ! Eu não quero nem pensar! Ofendida, Scully deu-lhe uma bofetada no rosto de Mulder, que gemeu de dor em resposta. _ Você não confia mais em mim, é isso? Acha que eu seria capaz?- perguntou ela. Mulder a fitava sem dizer uma só palavra. Ela respirou fundo e voltou-se para os pistoleiros, esbravejando: - E vocês, não vão dizer nada? _ Nós achamos que...- começou Frohike, mas foi interrompido por Mulder. _ Não se metam, isto é entre eu e ela. _ Não grite com eles! _ Ah, tá Scully! E o que vai fazer pra me impedir? Os três estavam refugiados atrás dos computadores, no meio do fogo cruzado. Scully estava bufando de ódio, quando de repente Mulder a agarrou e começou a beijá-la selvagemente. Os pistoleiros ficaram de boca aberta e foram saindo de fininho. Langly brincou: _ Isso é que é discussão! Sede do FBI, Washington Capital O diretor-assistente Walter Skinner já estava impaciente quando sua secretária anunciou que os agentes Mulder e Scully já tinham chegado. Ambos adentraram a sala de Skinner com os semblantes sérios, e Skinner sabia que seus dois agentes não estavam se entendendo muito bem por causa dos fatos ocorridos na semana passada e era justamente sobre um desses fatos que ele queria falar. _ Agentes, sentem-se.- pediu Skinner, enquanto abria uma pasta de documentos que estava sobre sua mesa. _ Poderia nos explicar sobre o tal homicídio que iremos investigar em Loderdale?- pediu Scully, enquanto Mulder permanecia em silêncio. Skinner começou: _ Jason Macpeacky, o garoto curado milagrosamente está morto. Assim como outras sete pessoas. Scully fez uma expressão de espanto, e perguntou: Todos morreram de câncer? _ Aí é que está, agente Scully, mesmo no caso do menino Jason foi impossível determinar a Causa Mortis, a única coisa que liga os crimes é a cena do mesmo. Todas as vítimas foram encontradas de bruços com sangue em abundância oriundo de um ferimento na nuca. Ao ouvir aquilo Mulder estremeceu, e apertou a mão da parceira em sinal de apoio. Skinner, percebendo esse gesto sorriu discretamente. _ Todos os outros casos já foram fechados, este em Loderdale é o mais recente, uma professora de inglês foi encontrada nas mesmas condições pelo marido, que agora está sendo acusado de homicídio e correndo o risco de perder a guarda de sua única filha. A família da falecida entrou com um pedido no FBI para que o caso fosse investigado e provada a inocência do marido. Dizendo isso, ele entregou duas passagens de avião para os agentes , e sorriu: _ Boa sorte, e espero que encontrem algumas das respostas que estão procurando. Proximidades da Filadélfia... O sol estava começando a se pôr, era um belo entardecer. Ben trabalhava diligentemente com a pá enquanto sentia seus braços doerem decorrente do esforço que estava fazendo, mas precisava terminar aquela árdua tarefa, não podia deixar o corpo da mãe no chão frio da cozinha, ela precisava descansar. Enterrou o corpo no jardim mesmo, da casa onde crescera e fôra feliz até o dia em que sua ambição pelo poder destruira sua vida, trouxera muitas conquistas é verdade, mas a destruição esteve sempre presente e agora Deus o estava castigando por ele ter tentado ser mais poderoso que o criador. Após terminar de enterrar o corpo, ele colocou sobre o monte de terra uma símbolica flor amarela, disse sussurrando: _ Não se preocupe mãe, não voltarei a fumar. Saiu caminhando devagar para a casa, enquanto a escuridão vinha acompanhada de uma brisa que embalaria os seus sonhos naquela noite. Penitenciária de Santana, Loderdale Enquanto esperavam o suspeito chegar á sala de interrogatório, Scully observava atentamente o lugar onde se encontravam. Parecia que tinham voltado no tempo, tudo na cidade lembrava a época medieval, até mesmo a penitenciária, que parecia ter sido construída há muitos séculos atrás. Finalmente trouxeram o suspeito, Maurrice Berdinazzi. Scully fitou os olhos marcados de lágrimas daquele homem, e algo lhe disse naquele instante que ele era um inocente e estava sendo injustiçado. _ Boa tarde, sr. Berdinazzi- cumprimentou Mulder. - _ Somos os agentes Mulder e scully do FBI e temos algumas perguntas para fazer ao senhor. Maurrice balançou a cabeça, concordando. _ Senhor, quando foi a última vez que viu sua esposa, Isabella Sanderson Berdinazzi?- perguntou Mulder, dando início ao interrogatório. _ Há dois dias atrás pela manhã, eu estava na cozinha preparando o café quando ela passou por mim dizendo que ia ver nossa bambina.Depois ouvi um barulho e fui ao quarto de minha filha, encontrei a Isabella caída de bruços no chão ensanguentada. _ Então, o senhor chamou a polícia? _ Se duvidar, senhor Mulder,chamei até a sétima cavalaria, pois Isabella era tudo pra mim, e agora querem tirar minha pequena Loretta,isso é um absurdo! Eu não matei a Bella! Foi a vez de Scully perguntar: _ Sr. Berdinazzi, o senhor faz idéia de quem possa ter feito isso com sua esposa? Ele pensou um pouco e disse: _ Quer saber mesmo o que eu acho, senhorita? Acredito que tudo nesse mundo tem um preço e que agora eu estou pagando. _ Pagando pelo quê? _ Não se pode ter tudo senhorita Scully, e se Dio me tirar dessa cadeia, io vou sair daqui e viver minha vida em paz com Loretta. _ Sr. Berdinazzi, por acaso Loretta tem algo a ver com a morte de Isabella? Scully lançou para Mulder um olhar de incredulidade pela pergunta tão absurda dele. _ Desculpe, senhor Mulder, mas não posso responder sua pergunta. O importante é que um dia descobrirá por si mesmo sobre o que estou falando. Scully pigarreou e disse: _ Sr. Berdinnazzi, pelo que pude constatar não há provas que possam incriminá-lo, portanto pedirei um mandado para que o senhor seja liberado.Emitirei um documento também para que sua filha lhe seja ntregue, alegando que o senhor não representa perigo nenhum para ela. Mulder e Scully já iam se retirando da sala, quando Maurrice os chamou e disse: _ muito cuidado com suas escolhas! Após encaminharem todo o protocolo referente ao caso para as autoridades competentes e o Juizado de menores, os agentes pegaram um táxi para o aeroporto pois retornariam para Washington no mesmo dia. _ Ei Scully, o que está achando de tudo isso?- perguntou Mulder. _ Eu preciso de respostas, ela limitou-se a dizer. Ele suspirou e disse: _Sabe, uma vez me disseram que existem verdades que não são para nós... Scully voltou-se para ele e fitou-o demoradamente. Não foram preciso palavras, ele havia entendido. Sede do FBI. Washington Capital A secretária anunciou a Skinner que Scully desejava falar com ele, mal ela entrou, foi logo perguntando: _ Diga como eu posso encontrá-lo? _ Encontrar quem? Agente Scully, quando retornaram?- perguntou ele,surpreso. _ Ontem á noite mesmo, o caso está resolvido. Mas ainda não tenho minhas respostas. _ Acostume-se com isso, agente Scully, nem tudo é como queremos, quem sabe da próxima vez... Ela o interrompeu bruscamente: _ Não haverá próxima vez, diga como eu o encontro. _ Eu tentei encontrá-lo Scully, mas ninguém sabe dele. Acho que ele está morto. Scully retirou-se da sala dele pisando duro, ele não podia ter morrido. Não sem desvendar o que ela precisava com urgência descobrir, algo que excedia os limites da ciência. Ao apertar o botão do elevador sentiu seu braço ser puxado e sua boca tapada por uma mão masculina. Com violência foi jogada dentro de uma sala escura. _ Quem é você? O que quer?- gritou ela , enquanto seu coração batia descompassadamente com o susto. _ Calminha aí, agente Scully! Quer saber onde ele está, não é? Eu sei. _ Alex Krycek- exclamou Scully, reconhecendo o timbre daquela voz. _ Eu te direi onde ele está!- Krycek afirmou. _ E o que quer em troca?- perguntou ela.- _ Tudo tem um preço, não? _ Garota esperta!-debochou ele- _ Mas falaremos de pagamento depois, aceite a minha oferta e terá suas respostas. Proximidades da Filadélfia... Ela ainda se lembrava do caminho, desde que estivera ali com C.G.B Spender, e se Krycek garantira mesmo que ele estava ali, talvez estivesse mesmo. Avistou o jardim e o pômar de Marjorie, reconhecendo cada recanto. Estacionou o carro, e subiu os degrais da varanda. _ Marjorie, você está aí? Sou eu, Dana.Lembra-se de mim? Uma amiga de seu filho. Scully bateu na porta três vezes e então decidiu entrar ainda chamando por Marjorie.Até que ouviu uma voz cansada vinda do quarto que dizia: _ Ela não está mais entre nós, estou pagando o meu preço. Reconhecendo o dono da voz, ela dirigiu-se rapidamente para o quarto e o encontrou agonizante na cama. _ O que você fez com ela?- indagou Scully, séria. Ele riu com as últimas forças que lhe restavam, e falou: _ Acha que eu faria mal a minha própria mãe? Não Scully, eu não sou tão cruel assim. Eu apenas estava aqui pensando na vida, na morte, em todos os crimes que cometi. Scully mantinha-se de pé diante da porta, percebendo isso, o Canceroso pediu: _ Por favor Dana, sente-se aqui ao pé do meu leito de morte, eu agora já não posso mais fazer mal a ninguém. Ela sentou-se timidamente, e ele continuou: _ Quando eu era jovem nunca pensei que fosse pagar tanto pelos meus atos, como estou pagando agora. Cada lágrima que provoquei está vindo em dobro para mim, sou um homem solitário, perdido no mundo. Eu não tenho mais salvação. E digo á você que seja menos dura consigo mesma, ame intensamente como eu um dia pude amar, viva plenamente.Posso dizer-lhe com muita convicção que em breve seu sonho será realizado, mas não se esqueça de que terá de pagar o preço. _ Acho melhor eu ir agora- disse ela, já se levantando. _ Pode ir, agente Scully, mas não se esqueça de minhas palavras. Ela fitou-o com olhar de pena, fez o sinal da cruz e disse: _ Rezarei por sua alma. _ E´uma mulher piedosa, Scully, eu sempre soube disso. Ela voltou para o carro e seguiu seu caminho. Alexandria Scully passou a tarde toda dirigindo, sentia- se cansada, deprimida. De alguma forma ela havia entendido o que o Canceroso tinha dito sobre pagar preços, ao longo de sua busca com Fox Mulder ela passara por muitas siuações ruins e perdera muitos entes queridos. Mas precisava continuar lutando, até que a verdade fosse revelada e todos os culpados punidos. Ela estava no elevador, sentindo-se fragilizada e naquele momento só queria poder disfrutar um pouco da companhia inseparável do parceiro. Bateu na porta do apartamento de número 42 e ele apareceu solícito, entendendo que ela só queria atenção. Ele a abraçou bem forte, carregando-a para dentro e sentou-se com ela em seu colo no sofá. Dana deixou que as lágrimas viessem e levassem sua tristeza, ela tinha Mulder e nada a separaria dele. Estrada, 071 Bar "Orquestra" Alex Krycek bebia em um bar de estrada conversando animadamente com uma garçonete loira e bem feita de corpo. _ Então, Sônia, você a viu aqui no bar? _ Sim, ela perguntou sobre uma senhora que morava nas proximidades da Filadélfia. Você é alguma coisa pra ela, Alex, tipo namorado?-perguntou a loira mascando um chiclete. _ Não, Sônia. Eu e a Dana somos primos, e ela é um tanto rebelde desde a adolescência, é filha de um deputado que me paga pra vigiá- la. _ Ah,ok! _ Sônia, por favor,um maço de cigarros.Mas eu ... _ Já sei, seu pai só fuma Morley, sei disso! _ Desse jeito ele vai acabar se matando,mas fazer o quê se ele gosta tanto de fumar- debochou Krycek dando um tapinha no traseiro volumoso de Sônia enquanto sua outra mão segurava uma pistola carregada. Em seu rosto formou-se um sorriso maléfico, enquanto ele pensava: " Chegou a hora de pagar o meu preço!" EXECUTIVE PRODUCERS KIRSTEN ANDERSON Dedico esta fic para minhas grandes amigas Janaína e Jussiary, para Késsia Nina que sempre me apoiou para que eu continuasse escrevendo. A Sílvia Penhalbel,que foi a primeira pessoa a ler uma das minhas fics.Para minha mãe que pacientemente lê todos os meus textos e para o meu primo George, que apesar de ter dois anos já é um excer. Obrigada a todos.