O Casamento AUTORA: Késsia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net DISCLAIMER: Fox Mulder, Dana Scully, Walter Skinner, Diana Fowley entre outros pertencem aos respectivos atores que os representam e a Chris Carter e a Fox Network. Só os estou usando por diversão. Infelizmente não estou ganhando nada por isso. Quer dizer, só se vocês contarem o salário que recebo para trabalhar, mas que é usado para escrever essas histórias. SPOILERS: Piloto (algumas alusões) CATEGORIA: Shipper!!! NOTA DA AUTORA: Atendendo a pedidos, estou escrevendo uma história do casamento de Mulder e Scully. Essa é uma história shipper, como todas as minhas, e somente aqueles que vêem o relacionamento deles ir adiante (pós- término da série, não me entendam mal) devem ler!!! Já avisei, hein??? RESUMO: O título da história já diz tudo, não? O quintal estava lindo. O verde da grama estava brilhando com o reflexo dos raios solares. Uma árvore muito grande no fundo do jardim fazia sombra para cinco mesas. A brisa embaixo dela era refrescante como uma tarde de verão na praia. Dez mesas estavam embaixo de uma lona branca, somente para proteger do sol. Estavam cobertas com toalhas de cor pêssego e com um pequeno vaso de girassol em cada uma. A mesa principal, onde cabiam 10 pessoas, estava no centro de todas, mas na frente de nenhuma, na verdade. Era o centro das atenções. Entre as mesas se encontrava uma pequena pista de dança e ao lado da mesa principal estava o som. Um grande aparelho ia ser o responsável pelo som durante toda a festa que provavelmente duraria desde as duas horas da tarde até a madrugada. A ansiedade era enorme. Todos esperaram tantos anos por aquele momento. O casal estava suando o tempo inteiro de tanto nervosismo. Scully estava em sua casa se preparando. Não iria se casar na igreja como tanto sonhara. Mas iria se casar com o homem que sempre sonhara. Por ser uma mulher católica, não podia simplesmente colocar um véu e entrar na igreja como se fosse uma virgem de 21 anos. Não era possível. E por mais que desejasse se casar assim, não podia simplesmente ferir todo o seu conceito de vida. Outro motivo de não se casar nem na igreja nem no civil era a religião de Mulder e o trabalho. Poucas pessoas sabiam dos dois. De acordo com o regulamento do Bureau não era permitido que dois agentes se casassem e principalmente que continuassem a trabalhar na mesma sessão. Não era possível que se separassem. A vida de ambos era dos Arquivos X. Não podiam perder tudo assim. As únicas pessoas do Bureau que sabiam dos dois era o Assistente Diretor Skinner e um antigo colega de Quântico de Scully. Só. Não podiam se dar ao risco de saberem apesar de todos provavelmente terem certeza. Além do mais, mais cedo ou mais tarde a notícia se espalharia já que os dois estavam morando juntos agora. Assim, o endereço dos dois nos arquivos do FBI seria o mesmo. Ao decidirem morar juntos, Scully queria que achassem um lugar só dos dois. Não queria continuar morando no seu apartamento antigo e nem queria mais morar no de Mulder. Ambos os apartamentos tinham muitas lembranças ruins dos seis anos em que estiveram lá. Encontraram um apartamento que ficava a 15 minutos do antigo apartamento de Mulder. Era um lugar amplo, com dois quartos, mas com uma pequena varanda que se alguém estivesse ali, não podia outro entrar. A sala era bastante confortável e bem dividida. Cabiam perfeitamente os sofás de Mulder e Scully. Os sofás eram as únicas coisas que não queriam se desfazer. Especialmente o preto de couro de Mulder. Sentiam um apego especial pelos sofás. Não sabiam explicar porquê. O resto dos móveis do apartamento foram todos comprados novos. Nenhuma lembrança ruim queriam que os atormentassem na casa e vida novas. O ambiente da nova casa era claro e branco, bem diferente dos antigos lares. A noite anterior ao casamento, Scully passou na casa de sua mãe. Ouviu todos os tipos de conselho possíveis sobre o matrimônio. Seu irmão, Bill, quase não falava com ela. Nunca gostou de Mulder e provavelmente nunca iria gostar. No entanto, ela não se importava. A única pessoa que queria era Mulder e ninguém nem nada no mundo poderia fazer com que ela não seguisse adiante com aquele casamento. "Minha filha, esperei 36 anos por esse momento..." "36, mãe? A senhora esperava que me casasse assim que nascesse?" Ela perguntou rindo. "Você sabe o que quis dizer. Estou feliz que estejamos juntos nesse momento tão importante na sua vida. Quero dizer que eu não podia estar mais feliz, quer dizer, só uma pessoa falta nessa festa..." "Melissa." Scully completou. "Mas ela está aqui, mamãe. Tenho certeza. Ela sempre esteve conosco. Nos nossos corações." Scully sentia mesmo isso. Sua irmã estaria tão feliz com esse casamento. Seria ótimo que estivesse de corpo aqui. "Não vamos mais pensar em coisas tristes. Hoje é um dia importante e só temos do que agradecer." "Mãe?" "O quê, Dana?" "Será que vou ser uma boa esposa?" Scully se olhava no espelho e via na mulher que se tornara. Estava completa agora que estava com Mulder. Ele era a sua metade. A metade que ela tanto procurara mesmo inconscientemente durante tantos anos. Riu ao lembrar do início do relacionamento dos dois onde Mulder ainda achava que ela estava ali para espioná-lo. Era verdade, mas ela nunca deixou que isso interferisse no relacionamento dos dois. Prezava muito a parceria e amizade de Mulder. "Claro que sim, Dana." Sua mãe simplesmente respondeu. Mas no fundo sabia que aquela era uma dúvida que todas as mulheres tinham antes de se casar. --------xxx---------- Mulder estava sozinho em seu apartamento. Não tinha ninguém para compartilhar aquele momento tão importante da sua vida. A mulher com quem tanto sonhara estava disposta a passar o resto da vida com ele. Admitiu que estava com medo. Medo de não corresponder às expectativas dela. E se ela se decepcionasse? E se ela não quisesse mais nada com ele? O nervosismo se estampou em seu rosto. Ainda não estava vestido, faltavam cinco horas para o casamento. Precisava conversar com alguém. Mas quem? Caminhou até seu quarto e sentou na cama com colchão de água. Queria lembrar quando foi a primeira vez que percebeu amar Scully. A primeira imagem que veio à sua cabeça foi a primeira vez que se conheceram, em Março de 1992. Foi ali que ele começou a amar aquela mulher. Seu rosto naquele dia estava incrível. Foi a primeira e única vez que a viu com os cabelos mais longos e um pouco mais escuros do usual. Ela estava cheia de expectativas naquele dia e apesar de não acreditar em uma palavra do que ele dizia, aceitava e tentava explicar cientificamente o ocorrido, mesmo isso não sendo possível, pelo menos não no plano de atual conhecimento científico. Lembrou também quando ela foi desesperada até seu quarto mostrar marcas que acreditava ser as mesmas dos adolescentes abduzidos. Ela teve coragem de mostrar-lhe o corpo naquele dia. Já confiara nele desde aquele momento. E ele sentia a mesma coisa. Confiara nela sempre, mesmo sabendo que ela não acreditava no que ele dizia. Só por aceitá-lo do jeito que ele era, ela já o conquistou. Mulder sorria para si mesmo, quer dizer, para o espelho no teto do seu quarto. Queria muito lembrar quando colocou aquilo ali. Já era hora do banho. O tão esperado casamento estava chegando e ele mais nervoso do que nunca. No banho lembrou de como havia pedido Scully em casamento. Estavam abaixados no meio de um tiroteio com um assassino de animais no zoológico de Nova Iorque. Scully tinha levado um tiro de raspão no braço e estava sentada atrás de um carro. Mulder sentiu que poderia tê-la perdido ali mesmo e não queria mais perder tempo. Chegou perto dela agachado e a beijou suavemente nos lábios. Pelo seu rosto, ele sabia que ela tinha gostado, mas o seu olhar perguntava o que era aquilo. Ele decidiu responder com uma pergunta: "Quer casar comigo, Scully?" Ele estava disposto a levar um soco no rosto, mas qual não foi sua surpresa ao vê-la sorrir e dizer: "Pensei que você nunca fosse perguntar." Mulder sentiu suas pernas tremerem. Teve que sentar. Ela passou a mão pelo seu rosto e ainda perguntou. "Você tem certeza do que está me pedindo, Mulder?" "Claro que sim. Estou emocionado. Esperei tanto tempo, Scully. Você nem imagina. Você não sabe o que estou sentindo. Saber que você está disposta a me agüentar por muitos anos." "Estou disposta a agüentar você e seus homenzinhos verdes para o resto da vida, Mulder." Ele não se conteve e derramou algumas lágrimas que foram enxugadas por sua futura esposa. Futura esposa. Faltavam menos de cinco horas para o casamento. Scully iria ser dele. Para sempre. Saber disso o deixou com medo novamente. Mesmo depois de tudo o que ela lhe falou nas duas semanas que separaram o pedido de casamento do dia do casamento, ele ainda tinha medo de não corresponder às expectativas dela. --------xxx---------- Os convidados começavam a chegar e Scully já estava preocupada porque Mulder ainda não estava lá. Como não era um casamento como outro qualquer não precisavam de toda aquela tradição como entrar e o noivo estar esperando. O juiz já estava lá aguardando os noivos e convidados. Skinner foi um dos primeiros a chegar à casa. Ficou admirado com a beleza do local. Encontrou Scully no caminho para o quintal. "Agente Scully. Está ótima." Disse Skinner, sempre muito polido e respeitador. "Obrigada, senhor. Estou muito feliz que tenha vindo. Fique à vontade." "Não perderia esse casamento por nada." Ambos sorriram e Scully dirigiu-se à cozinha para ver os preparativos. Estava vestida com uma saia na altura dos joelhos e blusa decotada em U cor de pérola. Seus sapatos sempre muito altos, para alcançar Mulder, eram pretos. Mulder viria de calça cinza escuro e blusa azul marinho. Gostava dessa combinação nele. A preocupação novamente voltou à sua mente ao ver sua mãe correndo de um lado para o outro na cozinha. "Onde está ele, Dana?" "Não sei, mãe. E se ele desistiu de tudo?" Ela, por fim, perguntou. "Não desisti e nem vou desistir de nada!" Scully ficou aliviada e feliz ao ouvi-lo. Virou-se e viu Mulder mais bonito que nunca. Estava feliz. Podia dizer pelo sorriso estampado claramente em seu rosto. "Scully, se até hoje não desisti de todas as coisas pelas quais passamos nos Arquivos X, por que desistiria de você?" Cada vez que ouvia sua voz se apaixonava novamente por ele. Ao vê-lo ali, esperando por ela. Casando com ela, arrepiou-se. Tinha vontade de chorar de felicidade, mas temia que não a entendessem. "Não sei. Talvez não tenha gostado dos meus cabelos quando acordo." Os dois riram e dirigiram-se ao local da festa para falar com os convidados. Mulder foi logo ao encontro de Skinner e Scully para o seu colega de Quântico que havia acabado de chegar. Ficaram um tempo separados conversando alegremente. As coisas agora nunca mais seriam as mesmas. Estavam casando. Não que já não fossem casados antes de oficializarem. Mulder disse-lhe uma vez que desde o início, desde o primeiro aperto de mão, desde o primeiro momento eles já estavam casados. Os homens do sindicato foram os juízes de paz. E eles nem imaginavam o que estavam fazendo. Scully sempre imaginou que eles devem se arrepender até hoje de tê-los colocados juntos. Num momento de reflexão, Scully imaginou que ela foi a única pessoa até hoje a conseguir ficar com Mulder por tanto tempo. Nem seus familiares agüentaram tanto tempo. Só ela. E era só com ele que ela se imaginava para o resto da vida. Dirigiu seu rosto para o de Mulder e percebeu que ele estava olhando para ela. Não sabia se era a magia do casamento, mas nunca vira Mulder tão bonito quanto naquele dia. E apostava que ele também sentia a mesma coisa somente por seu olhar de admiração. Scully era a mulher mais bonita, mais inteligente e mais forte que Mulder conhecera em toda sua vida. Foi por isso que se apaixonou por ela. Além do mais, ela foi a única a permanecer com ele por tanto tempo, mesmo sabendo das suas manias, convicções e teorias. Ela chegou perto dele, segurou sua mão. Ele apertou a dela com força, como quem declara mais uma vez seu amor. "Scully, eu..." Ele hesitou por um momento. Gostava de vê-la intrigada e com olhar questionador. "Eu não sei se você sabe como me sinto, mas..." "Eu sei como se sente, Mulder. Eu também me sinto assim." "Não. Estamos juntos há pouco tempo, mas nunca te disse." "Não precisa, Mulder. Não precisa mesmo. Eu sei." Ela pausou. "Não quero que diga. Quero que me mostre. Quero que haja de acordo com o que sente como sempre agiu. A única diferença é que agora estamos juntos de verdade e nada nem ninguém pode nos separar." Ele afastou um pouco seu rosto do dela para olhá-la mais profundamente. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ele sorriu. O mais belo sorriso que podia dar a sua futura esposa. -------- the end --------- E aí??? Será que ficou do jeito que o pessoal imaginou??? Feedback, por favor!!! Essa história não foi uma das melhores que escrevi, sei disso, mas uma super shipper, a Ana Lúcia gostou e achou que eu devia colocá-la na rede, então, aqui está!!! (Ela pediu inclusive uma continuação, que já está agendada...)