09/00 Arquivos X Casal Por: Ðånå danna_ax@yahoo.com.br Disclaimer – as personagens pertencem unicamente à Chris Carter e FOX. Classificação: Shipper Casal ........................... O que estaria por trás das mortes de moradores de um bairro em Ohio? O que Mulder e Scully podem descobrir de tão aterrador? As aparências realmente enganam. ................................................. Comentário: Olá para vocês, shippers! É provável que achem o título convidativo, não? Hêhê... Mas leiam antes de pensar bobagens! ? Ðånå ................................................. Mulder está no banheiro de uma suíte, apoia as mãos na pia e escova os dentes. Está sem camisa, com as calças do pijama e descalço. Ele ergue a cabeça, encara seu reflexo no espelho, volta a escovar os dentes. Scully entra no quarto e larga algumas toalhas sobre a cama, olhando para a porta do banheiro que está aberta. Percebe que o parceiro escova os dentes, ela sorri, sarcástica. ? Aqui estão as toalhas para os "recém-casados", assim, talvez, o "marido" faça o favor de não sujar a casa toda com pasta dental e a "dedicada e carinhosa 'esposa'" não precisará limpar. ? diz ela, irônica. Mulder sai do banheiro, ainda escovando os dentes, com pasta dental até no queixo. ? Eu ouvi isso, Scully. ? diz ele. ? Mulder! Como pode andar por aí desse jeito? Mulder olha para si mesmo, de cima a baixo e depois para ela, debochado. ? Somos 'casados' agora, Scully. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - X Brown Hills 10:02 a.m. Mulder e Scully descem do carro e observam a casa à frente, Mulder caminha pelo jardim na direção da mesma, prestando atenção em cada detalhe. Scully colocou as mãos nos quadris e ergueu a cabeça respirando o ar. ? É tudo tão tranqüilo. ? ela comentou. ? Nem parece com Washington. ? falou Mulder. Scully tirou do carro uma caixa, aparentemente pesada embora fosse pequena. Virou-se e acabou por esbarrar em um homem alto, forte, louro e bastante atraente que lhe sorriu amavelmente. Scully retribuiu o sorriso, embaraçada. ? Quer que eu a ajude? ? ofereceu-se o rapaz sorridente. ? Não é necessário. ? replicou a agente. ? Traz logo essa caixa pra cá, Scully. ? disse Mulder, ainda olhando fixamente para a casa, ignorando a presença do outro. O homem abriu um sorriso para Scully, que ficou ainda mais sem graça. Ele tomou-lhe a caixa das mãos e a carregou até a casa. ? Mora aqui perto? ? indagou Scully. ? Sim. ? respondeu ele ? Naquela casa. ? apontou para a casa onde morava. Mulder virou-se naquele momento e deu de cara com o estranho, que olhava sorridente para Scully. ? Me dá essa caixa aqui, Scully. ? disse ele, fechando a cara emburrado. Mulder tomou a caixa das mãos do "novo vizinho" e a levou para dentro. Mulder entrou e se jogou na cama da suíte, fazendo o macio colchão saltar. Scully se aproximou da cômoda e verificou os pertences de algumas gavetas, de costas para o parceiro. ? Vai ser bom "morar" aqui. ? comentou Mulder. ? É. A vizinhança também me pareceu agradável. ? disse Scully. ? Você viu como aquele cara olhou pra você, Scully? ? Pare com essa implicância, Mulder! ? repreendeu Scully, ainda de costas para Mulder. Mulder levantou-se e se aproximou dela por trás, segurou-a pelos quadris e a beijou. ? Mulder, quer parar? ? Hum… só se você me fizer um favor. ? impôs ele. ? O que é agora? ? quis saber ela. ? Ai, Scully! ? falou ele, fazendo beicinho ? Eu tô com fome… 06:00 p.m. Scully olha pela janela da sala a rua. Está anoitecendo, estrelas brilhantes já podem ser vistas e o ruído dos grilos são ouvidos com mais intensidade. ? Realmente, tudo aqui é mesmo muito tranqüilo. ? diz ela. Mulder está sentado no sofá, comendo um sanduíche e assistindo à televisão. ? Afinal, Mulder, o que estamos fazendo aqui? ? pergunta Scully, voltando-se para ele à espera de uma resposta. ? Investigando. ? responde ele, de boca cheia. ? Investigando o quê? ? Scully, essa calmaria toda está escondendo alguma coisa. ? diz Mulder ? Duas mulheres já foram assassinadas. ? E o motivo? ? Quem sabe? ? "rebateu" Mulder. Scully descruzou os braços e foi até a porta. ? Acho que vou dar uma volta. Acho que você está ficando paranóico, Mulder. ? diz ela. ? Está armada? ? ele fala, sem tirar os olhos da televisão. Ela sai sem responder, fecha a porta atrás de si. Mulder solta um sorrisinho. Scully passa pela garagem do vizinho à esquerda, observa algumas manchas vermelhas próximas ao canteiro de flores. Ela se aproxima e se abaixa para verificar do que se trata, mas uma voz, tão rude quanto o homem à seu lado, ela se ergue, rapidamente. ? Que está fazendo aqui? ? pergunta o homem. ? Sr. Hondert? ? Scully se compõe do susto. ? Sim, sou eu. O que estava fazendo aí? ? Eu… ? ela procura o que dizer ? Um rato! ? exclama por fim ? Juro que vi um rato correr por aqueles canteiros. O homem a olha desconfiado, depois volta a ficar inexpressivo, fala antes de ir embora: ? Cuidado com ratos. Além de repugnantes, são perigosos. ? e se virou, voltando para casa. Scully estremeceu com o modo como ele falou e já virava-se para continuar sua caminhada, quando esbarrou no rapaz sorridente novamente. ? Olá! ? saudou ele. ? Boa noite. ? disse Scully, se recuperando de mais este susto ? Sr… ? Dwane. Mas, prefiro que me chame de Ryan. ? ele sorriu. ? Dana, Dana Scully. ? Estava conversando com Hondert? ? perguntou Ryan Dwane. ? Eu… só o cumprimentei, mas acho que ele não gostou muito. ? justificou-se Scully. ? Não se preocupe. Ele é assim mesmo. Sempre foi indiferente. Quando aconteceram aqueles crimes ele foi o único que não se mostrou preocupado. Nunca foi muito solidário, sabe? Eles continuaram caminhando pela calçada e conversando. Residência de Mulder e Scully 08:45 p.m. Scully estava no banheiro, massageava o rosto de frente ao espelho com a máscara de creme. Conversava com Mulder, que estava deitado na cama de pijamas. ? Não é estranho, Mulder? ? indaga Scully. ? Era sangue? ? ele quer saber. ? Não sei. Ryan apareceu na hora que… ? Ryan? "Ryan"? ? O Sr. Dwane ? explica Scully, encabulada. ? Ah, mas que intimidade, não é, Scully? ? fala Mulder, provocativo e enciumado. Scully vem para o quarto, vestindo um robe branco. ? Mulder, o que está fazendo aí? ? Vou dormir, ué. ? E eu? Onde vou dormir? ? Bem, tem um lugar aqui. ? diz ele, debochado, dando tapinhas na cama. ? Mulder! Scully puxa as cobertas, fazendo-o quase cair da cama. ? Puxa, Scully… ? fala Mulder, fingindo-se de magoado. ? Se quer dormir, vá dormir no sofá! ? diz ela, irritada. ? Scully, o que é quem tem? ? Eu disse que iríamos com calma, Mulder. ? Tá… Ele pega um cobertor e um travesseiro e sai. Logo coloca a cabeça para dentro do quarto e diz, debochado: ? Não se esqueça de que somos 'casados' agora, Scully. Ela atira um travesseiro na direção dele, que se esquiva com dificuldade. 08:00 a.m. Mulder está numa espécie de cozinha americana, segurando uma frigideira numa mão e tentando afastá-la o máximo possível de seu rosto, faz os ovos saltarem dentro. Scully entra, ainda vestindo o robe, os cabelos desgrenhados, sonolenta. Boceja e olha pra Mulder. ? Scully, o que é que eu faço com o ovo agora? ? pergunta Mulder, parecendo perdido e desesperado... dentro de uma cozinha. ? Meu Deus, Mulder! Que desastre você fez agora? ? pergunta ela, com as mãos na cabeça. Mulder olha pra ela, confuso, ainda segurando a frigideira um pouco acima da baixa chama que salta do fogão. Scully toma-a das mãos dele. ? Isso prova mais uma teoria minha: a maioria dos representantes da espécie "macho" humano causa um efeito pior do que uma bomba de núcleo dentro de uma cozinha. ? ela diz, com um sorriso sarcástico nos lábios. A campainha toca. Scully desliga o fogo e larga a frigideira no balcão, Mulder olha para os ovos e faz uma careta, vai atrás dela atender a porta. Laura Müller , a vizinha da frente, estava na porta. Devia Ter por volta de quarenta anos, uma fisionomia inexpressiva, não parava de olhar para Mulder. ? Pois não? ? diz Scully. ? Eu só vim cumprimentá-los. Afinal, serão nossos novos vizinhos. ? disse Laura, ainda olhando fixamente para Mulder. ? Ah, obrigado... ? Scully já ia falando, quando Mulder a interrompeu. ? Nós estamos gostando muito daqui ? se intrometeu ele ? A vizinhança é perfeita… ? Mulder, ontem mesmo você disse que… ? Scully. ? Esqueça o que eu disse, Scully. ? Mulder fitava Laura, provocando Scully. ? Bom, se precisarem, eu moro aqui em frente. ? falou a vizinha ? Bom dia. ? Bom dia. ? disse Scully, aborrecida, fechando a porta. Depois, ela voltou-se para o parceiro, irritada. ? Mulder? ? Oi? ? Mulder respondeu, cínico. ? Alguém já te disse que você é atraente, sexy e irresistível? ? perguntou Scully, encarando-o. ? Puxa, Scully! ? diz ele, impressionado e contente ? Recentemente não. ? Então o que lhe deu essa idéia agora há pouco? ? ela cruza os braços. Ela sorri, debochada e sentindo-se vingada. Mulder fecha a cara. 02:05 p.m. Scully está sentada na cama, com os óculos, digitando alguma coisa no lap top. Ela ergue a cabeça, com a presença do parceiro. ? Onde estava? ? ela perguntou. ? Conhecendo melhor os vizinhos. ? respondeu ele. ? Ah, claro! Conhecendo melhor a Sra. Müller, não? ? ela diz, sem conseguir esconder os ciúmes. ? Credo, Scully! Era só uma brincadeirinha… além disso, ela já é casada ? ele sorri, debochado ? Assim como nós. ? Mulder, ? ela volta-se para o lap top novamente ? poupe-me do seu repertório cínico de piadinhas fora de hora e se concentre no caso. ? O que descobriu? ? Eu tentei verificar a mancha hoje, mas não estava mais lá. ? Acha que Hondert limpou? ? supõe Mulder ? Digo, durante a noite? ? É uma possibilidade. ? concorda Scully. ? Mas por que faria isso? ? Ora, está claro, Mulder. Não queria que eu visse as manchas. Não queria que ninguém as visse. ? disse Scully. ? Eu quero dizer, por que só agora faria isso? O crime aconteceu há uma semana. Por que só agora iria limpar o local? ? Talvez só houvesse visto agora. ? Improvável, Scully, improvável. ? diz Mulder ? Temos que descobrir isso. 07:00 p.m. Scully abre a porta para uma outra vizinha. Dessa vez era uma mulher baixa, idosa, usando óculos. Ela piscava bastante, mudava de posição, para conseguir ver Scully direito. ? Boa noite. ? diz a Sra. Robinson. ? Boa noite. ? diz Scully, sorrindo para a doce velhinha. Mulder se aproxima, também sorrindo amavelmente. ? Eu só queria pedir um favorzinho, sabe? ? disse a Sra. Robinson. ? Viu só? Já começaram os "favorzinhos" ? Mulder cochichou à Scully, imitando a pobre mulher. ? Claro, Sra... Robinson, não é? ? Scully, sorridente. ? É. Que boa memória a sua, filha. Bem, eu vou fazer uma viagem para a casa de uma sobrinha e queria que olhassem minha casa, sabe? ? Tudo bem. ? Eu sempre deixo a luz acesa a noite, para o caso de haver ladrões, sabem? ? explicou a Sra. Robinson. ? Bobagem. Eles devem Ter lanternas de bolso. ? cochichou Mulder à parceira, mais uma vez, irônico. ? Fique tranqüila, Sra. Robinson. E faça uma boa viagem. ? disse Scully. Ela fechou a porta assim que a velhinha saiu. Olhou para Mulder e o cutucou, irritada. A campainha tocou novamente, Scully voltou-se para atender, Mulder suspirou. ? De novo... ? murmurou. Scully abriu a porta, era o rapaz sorridente, Ryan Dwaner. Ela também lhe sorriu, Mulder olhava para os dois, ciumento. ? Olá! ? disse Ryan ? Eu só vim para avisar-lhes da festa que haverá amanhã à noite na casa dos Müller. Mulder sorriu, irônico. Scully fez um beiço. ? Ah, na casa dos Müller! ? disse ela, aborrecida. ? Sim. Para dar-lhes as boas-vindas. ? Ah, pode contar que iremos! ? disse Scully, debochada. Residência dos Honderts 09:01 p.m. O Sr. Hondert deixou sua casa e fechou a porta, olhando para a rua. Trazia uma sacola e, como sempre, resmungava alguma coisa. Se aproximou de uma lata de lixo na frente da casa e despejou o conteúdo da sacola, ainda resmungando. Um gato negro saltou de dentro da lata, fazendo um tremendo barulho. ? Gatos! ? resmungou o velho Hondert ? estão sempre por aí, nos pregando esses sustos! Voltou para dentro, o gato já havia se afastado para longe, para outras calçadas ou qualquer lugar onde pudesse ficar sossegado. Mas, ao lado da lata de lixo, podia-se ver pequenas manchas vermelhas. Sangue. Residência de Mulder e Scully 08:30 p.m. (Dia da Festa de Boas-Vindas) Scully usava um vestido com estampa florida, avermelhado, Mulder vestia uma camisa cor-da-pele e calças de linho. ? Scully, temos mesmo que ir? ? perguntou Mulder, mexendo-se a todo minuto, sentindo-se incomodado com a calça. ? Sim, Mulder. Temos de agir como pessoas normais, lembra-se? ? respondeu Scully, terminando o penteado. ? Eu já vi isso em algum lugar... ? disse ele, depois parou, pensativo ? Estamos repassando a mesma cena? ? E depois, ? continuou Scully ? será uma ótima maneira de conhecer os vizinhos. Confirmará todas as suspeitas. ? Acha mesmo? ? Não sei o que achar, Mulder. O que conseguimos descobrir até agora é insuficiente para tirar qualquer conclusão, especialmente precipitada. Mulder abriu a porta e Scully saiu, ele trancou tudo e depois a seguiu. Já estavam no jardim, quando ela parou. ? O que foi? ? Mulder, acho melhor guardar aquelas armas melhor. É perigoso deixá- las assim, podem descobrir nossas identidades reais. ? disse ela. ? Me dê as chaves. Mulder tirou um molho de chaves do bolso e entregou para ela. Suspirou. ? Ah, Scully, e quem iria entrar lá? ? Eu insisto em escondê-las, Mulder. Vá na frente. Eu vou depois. Mulder suspirou e assim o fez. Scully voltou para dentro da casa. Residência dos Müller 08:40 p.m. Mulder chegou à casa dos Müller, estava sentado no sofá, irritado em meio à tantos risos e conversas sem conteúdo. Levantou-se, pensando em servir-se de alguma bebida, quando, sem querer, esbarrou em uma mulher. ? Me desculpe. ? disse. ? Não foi nada. ? disse a mulher ? Sabe que você é a cara do meu terceiro marido? ? É mesmo? ? disse Mulder, olhando para a porta, depois voltou-se para ela novamente ? E quantas vezes se casou? ? indagou, curioso. ? Duas. ? ela respondeu, sorrindo. Mulder ergueu as sobrancelhas e arregalou os olhos, em pânico. ? Acalme-se ? riu a mulher ? sei que é casado, Sr... Mulder, não é? ? Sim. ? ele voltou a olhar para a porta. ? E, a propósito, onde está sua esposa? ? Ela disse que já vinha. Sabe, foi fazer os últimos retoques. Vou ver por que está demorando. ? Mulder se aliviou com o álibi para ir embora ? Com licença. Residência dos Hondert 09:00 p.m. O Sr. Hondert saiu de casa, como fazia sempre àquela hora da noite, resmungando sem parar. Trazia o lixo para fora todos os dias, ainda reclamando que lhe causavam fortes dores na coluna. Ergueu a cabeça e olhou para a casa em frente à sua, a casa dos Mulher. As luzes estavam acesas e podia-se ouvir certa animação. ? Maldita barulheira! ? resmungou. Abriu a lixeira e jogou a sacola preta lá. Voltou, foi quando percebeu uma mancha negra na lata, e mais uma curta e estranha trilha com duas ou três manchas que seguiam até sua garagem. Ele franziu a testa, confuso. Abriu a garagem e arregalou os olhos, sentiu uma pancada forte na cabeça, desferido o golpe por trás, caiu, desacordado. Residência de Mulder e Scully 09:05 p.m. Scully empurrou uma caixa para baixo da cama e ergueu- se, olhou pela janela para a casa dos Müller. Saiu do quarto. Já na sala, pensou em ir para a festa, antes que se atrasasse mais. Lembrou-se de trancar a porta dos fundos, foi o que fez. Sentiu uma mão tapar- lhe a boca, ela tentou gritar, mas quase sufocou. A mão era forte e pesada, masculina, certamente. Ela virou-se lentamente arregalou os olhos, ergueu as sobrancelhas, pensando que iria desmaiar. Ryan Dwaner olhou para ela, mas seu rosto já não era o mesmo. Seus olhos eram totalmente azuis, a todo o globo ocular, ele já não mais possuía cabelos e seu rosto era pálido, esbranquiçado. Scully finalmente desmaiou e ele tomou-a em seus braços. 09:15 p.m. Mulder e todos os outros convidados da festa estavam na frente da casa do senhor Hondert. As mulheres olhavam horrorizadas para o pobre homem, cuja cabeça parecia haver sido espancada, sangrando muito. Porém, ele ainda estava vivo. ? Chamem uma ambulância! ? gritou Mulder. ? Ai... ? disse Hondert, colocando a mão sobre a cabeça forçando-se para levantar. Mulder ajudou-o a sentar-se. ? me bateram. ? Quem fez isso? O que aconteceu? ? perguntou Mulder. ? Ele... o extraterrestre. ? respondeu o velho, para logo depois ser levado por paramédicos. Mulder olhou para a janela da sala de 'sua casa'. Ergueu-se e correu para lá, temendo o pior. Mulder tentou abrir a porta da frente, mas lembrou-se de que já não tinha mais a chave, a dera para Scully. ? Merda. ? murmurou. Forçou a porta para abrir, mas não podia. Pensou em arrombá-la, mas imaginou que a porta dos fundos da casa estaria aberta. 09:22 p.m. Scully estava deitada no sofá, ainda desmaiada. Uma sombra cobriu seu rosto quando o de Dwaner ficou sobre ela. Scully abriu os olhos e ergueu-se de um pulo, assustada. Agora recordava o que havia acontecido, mas não conseguia pensar, não podia sequer falar. Seu coração batia acelerado, sua respiração era ofegante, estava transpirando cada vez mais. Ryan se aproximava lentamente, Scully continuava se afastando à medida que ele avançava em sua direção. O olhar confuso e azulado dele a assustava. Scully sentiu a parede fria de encontro à suas costas e seus braços, não havia mais por onde fugir. Mulder forçou para abrir a porta, mas não conseguia. Decidiu arrombá-la e foi o que fez. Naquele instante a porta se abriu bruscamente, quando Mulder entrou, armado. Ryan voltou-se para ele, grunhindo. Scully sentiu um alívio percorrer- lhe a espinha, mas ainda estava amedrontada. ? Scully! ? gritou Mulder. Ryan Dwaner, que já não era o mesmo, avançou na direção de Mulder, investindo contra ele. ? Mulder. ? chamou Scully. ? Scully, eu vi. Você também viu. Mulder estava sentado no sofá, as mãos sobre o rosto. Era uma manhã linda aquela, a primavera florira os jardins. ? Era um Arquivo X? ? perguntou ela. ? ... ? Por que não em disse, Mulder? ? Iria acreditar? ? ... ? ela não respondeu. Mulder ergueu-se e saiu, Scully olhou mais uma vez para a casa e depois o seguiu, em silêncio. THE END Feedback, please!