Título: A Cabana Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Classificação: MSR. NC-17. Se você tem menos de 18 anos é melhor não ler. Se sua mãe brigar com você não venha me culpar, ok? Sumário: Mulder e Scully se perdem numa floresta escura no meio de uma tempestade. Até que encontram uma cabana... O céu está coberto por grossas nuvens escuras. Logo cairá uma tempestade. Scully e eu estamos correndo através de uma trilha na floresta. Acabamos de resolver mais um caso. Um lunático dizendo ser a encarnação do xerife de Notinghan - aquele mesmo, que botou a cabeça de Robin Hood a prêmio - matou três pessoas que deviam dinheiro a ele com uma espada que pertencera a seu avô militar. Depois de descoberto e capturado ele disse que havia enterrado os corpos na floresta perto da cidade de Monroe, onde os crimes aconteceram. Porem, apenas dois corpos foram encontrados. A policia local consiste em apenas três homens - Monroe é uma cidade muito pequena - e Scully e eu resolvemos ajudá-los a procurar o corpo desaparecido. Martin Jones, o assassino, disse que havia enterrado o terceiro corpo no meio da floresta, perto de um pequeno lago. Scully e eu já estamos andando há aproximadamente três horas e não vimos nenhum sinal do lago. As nuvens estão cada vez mais baixas. Parece que o céu irá desabar a qualquer momento. Scully não agüenta mais. "Mulder, por favor, vamos parar um pouco." Eu me viro e olho pra ela. Mesmo com a aparência cansada ela consegue ser bonita. Eu olho o relógio e percebo que não dá mais pra continuar. "Scully, já são 5:15. Logo vai escurecer. E olhe só essas nuvens. Vai cair uma tempestade daquelas. Acho que é melhor voltarmos." Ela concorda com a idéia na hora. "Tem toda razão, Mulder. Estou muito cansada. E precisando de banho e cama." Ouvir as palavras banho e cama sairem da boca de Scully provocam um estremecimento no meu corpo. Há muito tempo eu não a vejo apenas como uma parceira, uma amiga. Eu realmente a amo, eu quero vê-la sempre feliz. E a desejo mais que tudo. Eu sonho com ela dia e noite e não sei por quanto tempo mais conseguirei esconder meus sentimentos. Ela provoca reações involuntárias no meu corpo. Cada gesto dela, cada olhar, cada sorriso me faz sentir vontade de tomá-la em meus braços, beijar sua boca deliciosa e colar seu corpo ao meu. "...Mulder," Scully grita, "Mulder, já lhe chamei três vezes, você está bem?" "Desculpe, Scully, eu me distraí. O que você falou?" "Eu disse para andarmos logo se vamos mesmo desistir de procurar o corpo. Você acha que o Jones falou a verdade sobre o local?" "Creio que sim, Scully, afinal ele não tem mais nada a perder." De repente, ouvimos o som de um trovão. Olhamos para cima automaticamente. O céu está cada vez mais escuro. Scully se volta pra mim. "Vamos embora, Mulder, antes que essa chuva caia de uma vez." Como se tivesse ouvido as palavras de Scully, a chuva cai pesada sobre nós. Começamos a correr de volta pela trilha. O caminho é cheio de pedras e mato e está escorregadio por causa da chuva. Corremos durante uns quinze minutos. O céu está completamente escuro agora e eu só tenho uma lanterna de bolso. De repente, eu me dou conta que estamos perdidos. Eu me volto pra Scully. "Scully, você sabe pra que lado fica a cidade?" Eu ilumino o rosto dela com a lanterna. Ela parece não acreditar no que acaba de ouvir. "Mulder, você não sabe o caminho de volta?!" "Scully, como eu ia adivinhar que iria escurecer tão rápido e ainda por cima cairia uma chuva dessa?" "Mulder, não é possível! Como vamos voltar?" "Não sei, Scully. Mas já que nem eu nem você sabemos o caminho, só nos resta uma saída: procurar." Eu volto a iluminar a trilha e começo a andar. Scully solta um suspiro desanimado e, por fim, me segue. Nós dois já estamos completamente ensopados. Os trovões ribombam cada vez mais alto. A floresta é iluminada por raios que caem cada vez mais fortes. Eu começo a ficar preocupado com nossa segurança. Há muitas árvores por aqui e árvores são chamarizes de raios. "Scully, temos que achar um lugar pra ficar, ao menos até a chuva passar. Está cada vez mais perigoso ficar por aqui." "Concordo, Mulder, mas onde? Será que conseguiremos achar uma gruta ou algo assim? Eu estou morta de cansaço." Ela se encosta numa grande rocha. "Não sei, Scully, mas temos que procurar. Por favor, agüente firme. Nós não podemos ficar simplesmente parados aqui na chuva. Vamos, eu ajudo você. Segure minha mão." Eu tomo a mão dela na minha. As nossas mãos estão frias por causa da chuva, mas o contato entre elas é eletrizante. Um calor passa pelo meu corpo. Eu tento deixar meus pensamentos de lado e recomeçamos a andar. A chuva continua a cair. Mais e mais forte. Mas, apesar do frio e do cansaço, eu me sinto segura. Mulder está comigo. E segurando a minha mão. Chego quase a querer que não achemos a cidade, só pra poder ficar assim com ele. Porem, a noite caiu e, apesar de estarmos com as nossas armas, isso aqui é uma floresta. Já passamos a noite uma vez numa floresta. Mas não tinha chuva, deu pra fazer uma pequena fogueira. De vez em quando a mata é iluminada pelo clarão dos raios. Mulder está na frente segurando a lanterna. Apesar de estar me ajudando é bem mais fácil pra ele andar por essa trilha. Ele não está usando sapatos com salto 10. Eu não consigo agüentar mais e o puxo pela mão. "Mulder, não dá mais. Não consigo dar mais um passo." Eu ainda tento me desculpar. "Meu sapato é muito alto e não foi feito pra andar por essas trilhas cheias de pedras." Ele olha pra mim cheio de compreensão e ternura. Ternura? Pare com isso, Scully. Ele é apenas seu amigo. Mas como eu gostaria que fosse muito mais. Meu amor, meu companheiro, meu amante. Eu tento prestar atenção no que ele fala. Meus pensamentos estão tomando um rumo perigoso. "Scully, se o sapato não tivesse salto seria melhor?" "Com certeza, Mulder, bem melhor." Ele não pensa duas vezes. Se abaixa, pega na minha perna, segura meu pé e quebra o salto do meu sapato. Depois faz o mesmo com o outro pé. Eu olho pra ele incrédula. "Mulder, você sabe quanto custou esse sapato?" "Prometo que quando voltarmos pra Washington compro outro pra você. Vamos." Ele pega minha mão novamente e voltamos a andar. Andando, ele se volta pra mim. "Está melhor agora?" Não posso deixar de sorrir. "Muito melhor, Mulder, obrigada." Ele sorri de volta. "De nada, amor." Quando a última palavra é dita ele já não está mais olhando pra mim. Com o barulho dos trovões, da chuva e do vento nas árvores eu imagino que só posso estar ouvindo coisas. Andamos por mais alguns minutos quando, de repente eu escorrego e caio. E arrasto Mulder comigo. Eu caio deitada de costas pro chão. Ele cai por cima de mim. Nossos rostos estão tão próximos que posso sentir a respiração dele contra meu rosto. Ele me olha intensamente como se fosse falar alguma coisa. Eu tenho a impressão que ele vai me beijar. Quase chego a fechar os olhos quando ele, tão rapidamente quanto caiu, sai de cima de mim. Ele parece estar constrangido, não olha diretamente pra mim quando pergunta. "Você se machucou, Scully? Pode se levantar?" Eu estou um pouco frustrada mas consigo disfarçar. "Não sei, Mulder, meu pé está doendo." Eu falo isso e começo a massagear meu pé. Ele se abaixa e, delicadamente pega meu pé e começa ele próprio a massageá-lo. As mãos dele, fortes e delicadas ao mesmo tempo, despertam sensações deliciosas em mim. Eu devo estar maluca. Estamos no meio de uma chuva torrencial, numa mata escura e tudo que eu consigo pensar é que as mãos dele deveriam subir do meu pé para o resto do meu corpo. Meus pensamentos são interrompidos pela voz de Mulder. "Temos que continuar, Scully. Seu pé não parece estar quebrado. Será que você consegue andar?" "Acho que posso tentar, Mulder." Ele se levanta e me ajuda a fazer o mesmo. Apesar da dor eu consigo ficar de pé. Eu me apoio em Mulder. Ele me abraça pela cintura. Nós voltamos a andar, mas dessa vez está mais difícil. Meu pé dói, eu estou mancando, a trilha está cada vez mais escorregadia, estamos molhados até os ossos, cansados e com fome. A única coisa boa nisso tudo é ter Mulder ao meu lado, sentir a mão dele colada na minha cintura. A chuva continua a cair, porem os trovões e os raios começam a cessar. Com isso, a mata está bem mais escura. Apenas a luz tênue da lanterna ilumina nosso caminho. Meu pé parece estar piorando, mas eu tento me manter firme. Afinal, temos que sair daqui. De repente, a trilha acaba. Mas não é o caminho da cidade que encontramos e sim uma pequena clareira. Do outro lado da clareira parece haver uma pequena estrada ou talvez, uma outra trilha. Mulder está preocupado. "Não viemos por aqui, Scully. Eu não me lembro dessa clareira e a trilha acaba aqui." Ele ilumina meu rosto e vê que estou apertando meus lábios de dor. "Você está bem, Scully?" "Estou bem, Mulder, não se preocupe." Ele se aborrece comigo. "Você está sempre bem, não é, Scully? Você nunca sente dor, ou tristeza, ou raiva...Será que é tão difícil admitir que você não está bem? Que seu pé está doendo ou seja lá o que for?" Eu sinto vontade de chorar mas não o faço. Então grito com ele. "OK, Mulder, eu admito. Eu não estou bem. Meu pé está doendo muito, eu estou cansada, com fome e com frio. Pronto. Era isso que você queria?" "Não, Scully," ele fala com delicadeza, "por mim você estaria seca, confortável, sem sentir dor nenhuma e fazendo exatamente o que você quisesse fazer. Olhe, nós temos que sair daqui. Vamos seguir por aquela outra trilha e ver onde ela vai dar." Ao dizer isso eu acho que ele vai me pegar pela mão novamente ou me ajudar a andar me segurando pela cintura. Mas, ao invés disso, ele me pega no colo como se eu fosse uma criança e começa a andar. Essa atitude me desarma e eu não consigo conter as lágrimas. Eu tento disfarçar escondendo a cabeça no peito dele, porem ele percebe. Ele para no meio da clareira, se abaixa comigo e me senta no chão. Depois segura meu rosto delicadamente. "Dana, nós vamos sair daqui, eu prometo. Nós vamos encontrar algum lugar para passar a noite. Não tenha medo, eu não vou deixar nada lhe acontecer." Dana. Adoro quando ele me chama pelo meu primeiro nome. Timidamente, eu tiro uma mecha de cabelo molhado da testa dele. "Eu sei, Mulder. Eu estou envergonhada por ter estourado com você." Ele sorri. "Tudo bem, eu também fui um pouco estourado." Nós nos olhamos por alguns segundos. Mulder então dá um longo suspiro, se levanta e me pega novamente no colo. "Vamos, Scully. Vamos sair daqui." Eu sorrio pra ele enquanto entramos na outra trilha. Andamos por um bom tempo. Apesar de Scully ser levinha e dessa outra trilha ter bem menos pedras, eu estou muito cansado. Eu pergunto as horas a Scully, já que fica difícil pra mim olhar no meu próprio relógio com ela no colo. "São quase 8:00, Mulder. Você deve estar bem cansado. Me deixe andar ou, ao menos, pare pra descansar um pouco." Eu paro e coloco ela no chão, apoiada em mim. "Não se preocupe, Scully. Ainda dá pra lhe carregar um bom tempo. Eu estou preocupado é em passar a noite inteira sem um abrigo. Sei lá quanto tempo ainda vai chover e quanto tempo ainda a pilha da lanterna vai agüentar." Mal eu acabo de falar um raio mais forte corta a escuridão e nós podemos vislumbrar uma clareira, maior que a primeira, a uns duzentos metros de distância. E com algum tipo de construção nela. Scully se anima. "Você viu, Mulder? Parece ter alguma coisa naquela clareira. Pode ser uma cabana de lenhador." "Ou ao menos uma gruta. Vamos." Eu pego ela novamente no colo e ando até a clareira. Mais rápido que antes, agora. Eu e Scully estamos mais animados. Parece que finalmente iremos descansar. Quando chegamos perto vemos que é realmente uma cabana. Scully tem razão. Parece mesmo uma cabana de lenhador. Deve estar abandonada. Não está na época de ter lenhador por aqui. Há quatro árvores bem grandes em volta da casa. Com a escuridão, não dá pra ver que tipo de árvore é mas tenho certeza que é frutífera. Scully está aliviada. "Meu Deus, que bom, Mulder. Vamos poder descansar. Olhe só essa casa. Não parece ter saído de um conto de fadas?" Eu me divirto com a pergunta dela. "Bom, dessa vez o príncipe chegou junto com a princesa. Será que os sete anões vão achar ruim?" Eu me arrependo na hora de ter falado isso. Será que Scully vai ficar embaraçada? Ela, porem, parece não ligar . "Eu espero que eles tenham deixado comida pronta. A princesa aqui não está com a mínima vontade de cozinhar." Nós sorrimos um pro outro e eu bato na porta. Como eu esperava ninguém atende. Eu giro a maçaneta. Está aberta. Nós entramos mas não conseguimos enxergar absolutamente nada. A casa está um breu. Eu passeio a lanterna em volta do recinto. Parece um pouco bagunçado, mas limpo. E finalmente, acho o que estava procurando. Uma lareira. Graças a Deus há madeira seca nela. Eu coloco Scully no chão, perto da lareira. "Scully, você já fez isso uma vez. Será que você consegue acender esse fogo com a pólvora de sua munição?" "Acho que sim, Mulder." Mais rápido que da primeira vez, Scully consegue tirar a pólvora da bala e acender a fogueira. Eu sinto vontade de abraçá-la, mas me contento em lhe dar os parabéns. "Muito bem, Scully. Você conseguiu de novo. Agora vamos poder finalmente descansar." Há um tapete macio no meio da sala, daqueles bem felpudos. Eu puxo o tapete para perto da lareira para que Scully e eu possamos ficar mais confortáveis. Eu tiro meu blazer, Scully tira o dela. Vê-la desse jeito, com a blusa branca molhada, colada ao corpo faz meu corpo reagir involuntariamente de novo. Ela está linda, mesmo com o cabelo todo ensopado. A luz do fogo a deixa com uma aura de mistério. Me faz lembrar o nosso primeiro caso juntos, quando ela entrou no meu quarto e, sob a luz da vela, eu pude ver seu corpo quase nú. Foi a primeira vez que senti desejo por ela. Ainda bem que o abraço que ela me deu na ocasião não durou muito. Se tivesse demorado mais um pouco teria sido constrangedor pra mim. Agora, depois de sete anos, eu sinto o mesmo desejo. O desejo de tê-la em meus braços e fazer amor com ela. Talvez eu nunca sacie esse desejo, mas vê-la assim, com a roupa molhada, os bicos dos seios arrepiados pelo frio, os olhos azuis iluminados pela luz do fogo...Meu Deus, eu não consigo parar de olhar pra ela. Ela está falando alguma coisa e eu tento prestar atenção ao que ela diz. "Mulder, será que tem por aqui alguma coisa pra comer? Estou morrendo de fome." "Eu também, Scully. Vou dar uma olhada." Eu me levanto e vou procurar alguma coisa na cozinha. Antes, porem, tiro minha camisa. Não há nada na cozinha e me lembro das árvores do lado de fora. Eu pego a lanterna e saio da cabana. Por que ele tinha que tirar a camisa? Será que já não é o bastante ele ficar diante de mim com a camisa molhada? Meu Deus, meus pensamentos estão tomando um rumo perigoso novamente. Já seria bastante difícil eu conseguir dormir ao lado dele nesse tapete, ao lado dessa lareira. Ele sem camisa vai ser impossível. E se ele resolve tirar a calça? Eu tento pensar em outra coisa mas não consigo. Ele entra, mais molhado que nunca, chamando meu nome. Parece entusiasmado. "Scully, veja só o que achei. Você conhece essas frutas?" Vejo as frutas nas mãos dele. Apesar de nunca ter comido sei que são mangas. Nunca tinha visto uma mangueira antes. Só vejo essas frutas em supermercados e elas nunca parecem apetitosas como essas nas mãos de Mulder. Eu respondo a ele. "São mangas, não são?" "Sim, você já comeu?" "Nunca, e você?" Ele sorri. "Já. Meu pai adorava manga. Ele não comprava em supermercados mas nós tínhamos um vizinho que tinha uma mangueira no quintal da casa dele. E ele sempre nos presenteava com as frutas." "Parecem deliciosas, Mulder." Eu olho pra ele e sorrio. "São mesmo, você vai adorar. Fico contente que seja eu a lhe dar esse prazer." Ele diz isso e vai procurar alguma coisa pra descascar as frutas. Eu fico pensando no que ele fala e meus pensamentos voam novamente. Eu penso em outro tipo de prazer que poderia ter com ele. Ele volta com uma faca e uma espécie de prato e senta ao meu lado. Antes de começar a descascar as mangas ele olha pra mim e, meio sem graça, sugere. "Não é por nada não, Scully, mas acho que você vai apanhar um resfriado se continuar com essa blusa molhada." Ele diz isso e olha para meus seios. Depois, como se tivesse se arrependido, desvia o olhar. Mas basta esse tímido olhar para meus seios ficarem arrepiados e dessa vez não é de frio. Eu gaguejo. "Hã...estou bem, quer dizer, não estou com...muito frio. Eu...tudo bem, Mulder. Prefiro ficar assim." "Como quiser." Ele fala em voz baixa e começa a descascar as frutas. Depois que eu tiro a casca da primeira manga eu ofereço-a imediatamente pra Scully. Ela porem, recusa. "Vou esperar você descascar todas primeiro, Mulder, depois a gente come junto." Eu ainda estou meio sem jeito de ter sugerido que ela tirasse a blusa. Ela parece ter ficado um pouco constrangida. Mas é melhor assim. Já está difícil me segurar ela estando com a blusa molhada, se tirar então, eu perco a cabeça de vez. Eu descasco a última manga e coloco um pedaço bem grande na minha boca. Depois ofereço novamente a ela. Dessa vez ela não recusa. "Você me empresta a faca, Mulder?" "Pra quê, Scully? Comer com as mãos é mais gostoso." "Mas assim eu vou ficar toda melada." Eu dou uma risada e aponto pra fora. "Água é que não falta por aqui, Scully." Finalmente ela aceita, meio resignada. "OK, você venceu. Passe essa manga pra cá." Eu dou a manga a ela. Ela coloca um bom pedaço na boca e saboreia com prazer. "Nossa, que delícia, Mulder, nunca pensei que fosse tão bom." Ela morde outro pedaço, o suco da manga escorre pelo queixo dela. "Sujou o queixo, Scully." Ela passa a mão. "Limpou?" Não limpou completamente. A visão de Scully com a roupa colada no corpo e o queixo sujo de manga me deixa alucinado. "Não, deixe que eu limpo pra você." Eu estendo minha mão pra limpar o queixo dela, passo o dedo suavemente sobre o lugar sujo. Eu a sinto estremecer. Ela fala baixinho, "e agora, limpou?" "Ainda tem um pouquinho." Eu respondo com suavidade. E não consigo resistir mais. Eu me aproximo do rosto dela e passo a minha língua no seu queixo. Eu sinto o gosto da fruta e a suavidade da pele dela. O hálito dela é quente e o cheiro é doce. Minha língua passeia do queixo dela até a boca que está entreaberta. Eu sinto a respiração dela ficar ofegante, a minha já está há muito tempo. Eu colo minha boca na dela e sinto que há reciprocidade. Então eu a beijo com sofreguidão, como se esse beijo fosse vital para mim. Ela corresponde calorosamente. As nossas línguas estão travando uma deliciosa batalha. Eu me ajoelho e a puxo pra perto de mim. Ficamos os dois ajoelhados no tapete, nos beijando, praticamente colados um no outro. Peito com peito, coxa com coxa. Eu a seguro pela cintura com um braço enquanto o outro passeia pelas costas dela. Ela fica mais ousada. Começa a deslizar suas mãos nas minhas costas nuas provocando em mim arrepios deliciosos de prazer. Minha boca vai para o pescoço dela e começo a beijá-lo e mordiscá-lo ao mesmo tempo. Scully geme de prazer. Minhas mãos sobem da cintura para os seios dela. Meu Deus, há quanto tempo eu quero os seios dela nas minhas mãos. Eu sinto os seios dela ficarem rijos a cada toque meu. Meu desejo é arrancar a blusa dela. Ela olha pra mim e fala com a voz entrecortada. "Mulder, acho melhor eu tirar essa blusa molhada ou posso apanhar um resfriado." "Tem razão, Scully." Eu falo num sussurro e rapidamente, começo a desabotoar a blusa. Eu praticamente arranco a blusa dela. Depois tento desabotoar o sutiã. Porem minhas mãos estão tremendo e não obedecem meus comandos. Eu arrebento o fecho do sutiã e o jogo junto da blusa. Nossos peitos estão colados agora. Nunca em minha vida senti uma sensação tão deliciosa. Nós mal conseguimos respirar. Eu olho para os seios dela. Nunca pensei que fossem tão lindos. Eu os toco delicadamente, quase com reverência, depois não resisto mais. Eu me abaixo e sugo os seios dela com sofreguidão. Ele geme chamando meu nome. Isso me deixa mais excitado. Eu desço dos seios e passo minha língua pela barriga dela e mordo sua cintura. Nós nos desequilibramos e rolamos pro chão. Eu estou em cima dela mas dessa vez não há constrangimento ou embaraço. Eu falo com ela com um sorriso malicioso. "Você pode sentir, Scully, o que você provoca em mim?" Ela sorri, um sorriso ao mesmo tempo ingênuo e brincalhão e, com as mãos na minha bunda, me aperta contra o corpo dela. Eu posso sentir o desejo dele. Quanto tempo eu esperei por isso e agora, finalmente, está acontecendo. Mulder me dá outro beijo. Longo, molhado, apaixonado. As mãos dele continuam passeando pelo meu corpo. Eu arranho as costas dele com as minhas unhas. Num rápido movimento eu consigo inverter nossas posições. Mulder agora está deitado de costas pro chão. Eu me sento em cima dele e começo a passar as mãos pelo peito dele. Ele olha pra mim maravilhado. Minhas coxas estão completamente a mostra. A saia está quase no meu quadril. Mulder passa as mãos dele nas minhas pernas. Eu me abaixo e começo a morder o peito e os ombros dele enquanto ele geme baixinho. A parte de trás do ombro dele está suja de manga. Aliás, nós dois estamos com os corpos parcialmente sujos de manga. Nós nos esquecemos das frutas quando nos deitamos por cima delas. Eu passo a língua no ombro dele e sinto que ele fica arrepiado. Ele passa as mãos pelas minhas costas e lambe meus seios. Eu sempre me imaginei fazendo amor com Mulder, mas nem em meus sonhos mais loucos eu senti algo assim. Eu me sinto poderosa assim, em cima dele, e isso me faz ficar mais ousada. Eu me sento novamente e começo a abrir a calça dele. E coloco minha mão por dentro da calça. Mulder está gemendo ofegante. "Scully, pelo amor de Deus, você quer acabar comigo?" "Não, Mulder, eu quero você dentro de mim. Agora." Ele não se faz de rogado. Se levanta e puxa minha saia pra baixo. Eu faço o mesmo com a calça dele. Depois, num único movimento, arranco o boxer dele. Ele tira minha calcinha rapidamente e ficamos juntos, colados um no outro, nús. Mulder olha pra mim com desejo, amor, ternura. Eu sinto meus olhos se encherem de lágrimas. Depois sorrio e ele sorri de volta. Ele me penetra e nós ofegamos com a sensação. Por um momento nos olhamos profundamente sem nos mover. Depois começamos a nos movimentar ao mesmo tempo. E nos beijamos, nos mordemos, nos arranhamos. Eu sinto que vou chegar ao clímax e me agarro com mais força a ele. E grito seu nome em êxtase. Eu sinto ele gozar dentro de mim enquanto também grita meu nome. Nós ficamos abraçados por um longo tempo, enquanto nossas respirações voltam ao normal. Minha cabeça está recostada no peito dele e eu sinto sua mão alisar o meu cabelo. Eu olho pra ele e ele está sorrindo. O sorriso mais lindo que já vi em minha vida. Ele me fala com carinho. "Você é a mulher mais linda do mundo, Scully. Eu já lhe disse uma vez, mas você não acreditou. Espero que agora acredite. Eu amo você, Scully." Eu sorrio pra ele. "Eu também amo você, Mulder. E você é o homem mais lindo do mundo." Ele pega uma mecha do meu cabelo. "Por que você não acreditou em mim quando eu disse que lhe amava?" "Eu queria acreditar, Mulder. Mas você estava sob o efeito de drogas. Os médicos haviam sedado você. Eu pensei que você estava delirando." Ele me olha com amor. "E agora, você acredita?" "Mais que tudo no mundo, Mulder. Você é maravilhoso." "E você é a melhor coisa que aconteceu em minha vida." Nós nos olhamos longamente e sentimos o desejo crescer dentro de nós novamente. Eu me aproximo do rosto dele e o beijo. Um beijo cheio de amor e desejo que ele corresponde com a mesma intensidade. Enquanto lá fora está frio e chuvoso, aqui dentro o calor do fogo, dos nossos corpos suados e do nosso amor, aquece a pequena cabana. FIM E então, gostaram? Feedback, please. Um beijo e até a próxima. .