TÍTULO: BOLA DE NEVE RESUMO: Um momento muito descontraído entre nossos agentes (Nota da autora: esta fic garante um grande sorriso do começo ao fim. Divirta-se!) SPOILERS: NENHUM NOTA DA AUTORA: É a minha décima-primeira fic. Tomara que vcs gostem. Caso queiram ler as outras, eu mando por e-mail pra vc. DISCLAIMERS: Esta fic não resultará em lucro, é apenas para diversão dos fãs da série Arquivo X, que a propósito, pertence a Chris Carter e Twenty Century Fox. BOLA DE NEVE Mulder estava desanimado. O tempo também não estava ajudando, pois começava a nevar e estava um frio danado. O caso em que eles estavam não era o Arquivo X que ele esperava. Tudo não passava de um simples caso de embuste. Iriam acusar o suspeito de charlatanismo e concluiriam aquilo. Ele estava mais desanimado ainda porque há muito tempo não aparecia nada para incita-lo, motiva-lo e desafia-lo. E Scully não ajudava muito. Desde o começo deste caso ela dizia que este não era um arquivo X, que eles estavam perdendo tempo, e blá-blá-blá; e quando ela estava certa, era pior ainda: ela não comentava nada, mas era como se estivesse falando: " – Eu te disse Mulder; você nunca me escuta! Da próxima vez eu não vou!" Mas sempre ela ia; ela nunca o deixava sozinho; e ele a amava por isso. Mas ele estava desanimado. Estavam procurando o suspeito, e nada. Mulder batia na porta e ninguém atendia. " Bata novamente, Mulder, eu vou ver pela janela do outro lado ". Mulder bateu mais forte na porta de madeira enquanto Scully fazia o pretendido. " Ele não está em casa, Scully, vamos pra casa. A polícia daqui pode cuidar disso, e eu estou muito cansado." "Quer esperar por ele? Nós poderíamos esperar no carro algum tempo." Scully estava preocupada. Já tinha percebido que o parceiro não estava em seus melhores dias. Preocupava-a saber o motivo. Ele parecia alheio a tudo, sem motivação, sem aquele brilho nos olhos. Teve uma idéia. Parecia meio fora de propósito, mas ela ia tentar. Mulder balançou os ombros, como que dizendo "por mim... tanto faz" e andou até o carro. Estava com fome. O lanche servido no avião pela manhã foi um bolinho muito mixuruca, e já eram cinco horas da tarde e não tinha almoçado. A mente dele o levou até um prato quente e gostoso de sopa, como a que Scully fez pra ele quando ela ficou lá no apartamento dele uma noite. "Vamos esperar somente quinze minutos", Mulder disse concordando e caminhou para o carro. Se virou para a porta e procurou as chaves distraidamente nos bolsos. Realmente estava alheio as coisas ao seu redor. "Se ele não chegar dentro --" Mulder não terminou a frase. Uma bola de neve gelada e molhada bateu no seu pescoço, lançando lama e gelo no seu cabelo e na sua roupa. "Mas o que—" Ele se virou com um olhar surpreso e viu Scully. Scully olhou para ele igualmente surpresa. E culpada. Ela elevou as mãos, já retrocedendo e se desculpando. "Desculpe... eu realmente não esperava te acertar, Mulder, eu..." "É mesmo, Senhorita Nunca-Erra-Um-Alvo-Na-Academia?" "Isso é diferente! Só acontece quando estou com a arma." Tendo limpado a maior parte da neve derretida do pescoço dele, Mulder marchou para ela. A vingança brilhava em seus olhos e um sorriso inclinado pousou nos lábios dele. Scully olhou e entendeu o que ia acontecer. " Não, Mulder. Espera. Foi um acidente. Eu não fiz de propósito!" " Um acidente! Você está me dizendo que não estava apontando para a minha cabeça?" " Bem..." " Onde você estava querendo me acertar, Scully ?" " Bem... " Ela continuou retrocedendo. Olhando ao redor e por cima do ombro, ela tentou medir o terreno, enquanto procurava uma possível rota de fuga. No momento em que os olhos dela deixaram de fita-lo, Mulder se lançou sobre ela. "Você não pode correr mais do que eu, Scully" ele gritou, enquanto andava pela neve, diminuindo a distancia entre eles. Ela riu (risada de Gillian), correu e se virou para o lado, mas ele antecipou o movimento dela e a alcançou. Ela gritou quando os braços dele se fecharam em sua cintura e a ergueu do chão. "Você está frita, Scully!"ele sussurrou na orelha dela. "Ou melhor, vai ficar congelada." " Não, Mulder, espera..." Ela lutou contra o abraço de urso dele e conseguiu deslizar um pouco de neve escondida em sua mão pelo já frio pescoço do parceiro. Ele uivou ao frio chocante e quase a soltou. Ele se desequilibrou e caiu ao chão, levando Scully com ele. Rolou pela neve, e rolou até que Scully ficasse por baixo dele. "E agora, Scully??" A voz dele vibrou no tórax dela, e ele sorriu quando levou a palma da mão acima da cabeça dela, voltando-a cheia de neve, mostrando pra ela. "Você não se atreveria" ela desafiou. "Não? Por que não? Me dê uma boa razão para não lavar o seu rosto." Ela respondeu o sorriso dele com um lindo sorriso e uma boa gargalhada. Mulder adorou isso. A respiração quente dela contra as bochechas frias dele. "Porque você é uma pessoa melhor do que eu?" "Acho que não." " Porque sua mãe te ensinou a não perturbar as meninas?" " Você é agente do FBI, Scully ". " Porque ...uh, porque..." "Hmmm?" Ele segurou a neve mais alto, pronto para o golpe final. " Porque eu realmente, realmente estou arrependida?" ela tentou mais uma vez. "Você está?" "Não." Ela gargalhou Ele tomou pontaria. " Espere!" ela pediu com outra risada. Ele parou com a mão, perto do rosto de Scully, pronto pra esfregar a neve. "Você não teria algo menos frio do que isso pra me dar?" Ela sorriu docemente e curvou uma sobrancelha. " Você está me paquerando , Agente Scully "? Ele abaixou a mão para longe dela. "Você está deitado em cima de mim, Agente Mulder?" "Estou sim" Ele deixou a neve passar lentamente pelos dedos dele e a beijou na ponta do nariz. Tirou o cabelo molhado de seu rosto com a luva, se preparando para beija-la. Ambos se beijaram, e desfrutaram o momento. Quando se separaram, Scully sorria para ele, que não tinha mais aquele olhar desanimado. "Mulder..." ela disse suavemente "O que é Scully?" ele disse bem baixinho na orelha dela. "Desculpe quebrar o momento, mas acho que vou pegar um resfriado." Mulder olhou para ela e a levantou do chão. As roupas dela estavam geladas e molhadas, e ele se sentiu culpado. "Vamos pra casa." Ele a ajudou a se levantar. Juntos saíram e andaram até o carro, prontos para mais uma noite juntos. ************************* Gostaram? Se quiser ler as outras fics, e-mail-me que eu mando pra vocês... Um abraço Edna Barros