Blinded by White Light Parte 3 POR FAVOR !!! se você não tem 18 anos não leia essa fic. Feedback!!!! (agentkaren@arquivo-x.com) Essa é pra delirar!!! XXXXXXXXXXXXXXX "Bem-vindos ao Metro Taxi" o carro os saldou quando entraram na parte de trás "Por favor, diga o seu destino." Mulder virou-se para ela e disse baixinho "Onde?" Opções passavam pela mente dela. Onde é o melhor lugar para se cometer adultério? Não no meu apartamento, nem no dele. Ela disse ao carro "Cascade Falls Hotel". Ela passara por esse hotel várias vezes quando corria e foi o primeiro que despontou na sua cabeça. "Excelente, a corrida é 28 créditos" Mulder pressionou sua mão na placa de metal do painel de instrumentos e ouviu um zumbido enquanto escaneava o pagamento. "Obrigado. Encoste-se e aproveite a viagem com o Metro Taxi" dana encostou-se, agora eles estavam em movimento em direção ao hotel. Parecia tão real, o futuro estava aqui e ela fez sua escolha no parque. Ela e Mulder não saíram para conversar ou para levar as crianças para brincar. Eles estavam num taxi que passava por edifícios de apartamentos indo para um hotel fazer amor. Ele apertou a mão dela e ela sentiu o tremor dos dedos dele. Ele sussurrou "Nós não precisamos fazer isso" como se o carro os ouvisse e entendesse. "Eu quero" ela sussurrou de volta. Ele aproximou-se que sua respiração estava quente próximo ao ouvido dela "Eu estou com medo" Isso a fez sorrir um pouquinho. Que homem estranho e maravilhoso era Mulder, tão diferente dos outros homens que ela conhecia. Ele estava próximo de revelar seus sentimentos, de entregar-se para ela e mesmo assim terminava sendo um pouco bobo. "Eu estou com medo também" ela disse acariciando a mão dele com a ponta dos dedos. Ela inclinou-se para beijá-lo novamente. Enquanto o beijava, a culpa e a dúvida desapareciam, restando apenas a torrente de amor que sentia por ele. Sim, ela pensou elevando sua mão para emaranhar o cabelo dele, eu o amo. É um amor totalmente diferente do que sento por John, mas é amor. Eu sei. Ela não estava certa se deveria sentir-se afortunada ou não. Mulder gemeu quando ela dava pequenos beijos nas sua pálpebras, no queixo, no sinal a direita do seus lábios "Meu Deus, o que você faz comigo, não tenho palavras..." "Eu sei" ela deixou escapar. Ela se sentiu selvagem por desejá-lo assim. Em vez de fechar os olhos e aceitar placidamente o toque dele, ela sentia-se agressiva, querendo descobrir cada centímetro do corpo dele, lambê-lo e toma-lo para si. Deus, o que você faz comigo.... Ela sentia o cheiro da grama do parque e da pele masculina dele, o gosto da maçã na língua dele tocando a sua durante o beijo intenso. Eu queria que fosse simples e barato, sem importância e errado e eu pudesse deixá-lo e voltar para o lugar certo como a esposa leal. Mas está além da atração, do sexo e da infidelidade. O que eu e Mulder temos é algo raro. Mulder afastou os cabelos que caíam sobre a testa dela e a olhava. "O que foi?" ela perguntou impossibilitada de ler a expressão dele no escuro. "E u não acredito que seja verdade. Eu quase quero que não seja, mas é." Ele pegou a mão dela e levou ao seu coração, ela sentiu o ritmo apressado das batidas. "Estar com você é como encontrar as respostas para todas as perguntas que não me imaginaria fazer um dia. " Você diz coisas tão melhores que eu." Ela sussurrou e beijou-o novamente. Se ela não poderia dizer, ela mostraria para ele. Eles separaram-se quando o carro estacionou. Dana viu que estavam na frente de um pequeno hotel todo branco, apenas um quarteirão do rio onde ela e Mulder correram dias atrás. " Chegamos ao seu destino" disse o carro enquanto as portas abriam-se automaticamente. Ela saiu do carro seguido dele. " Tenham uma noite agradável e obrigado por escolher a Metro Táxi" Lado a , Dana e Mulder entraram no lobby que possuía apenas um sofá e um painel iluminado que mostrava os vários tipos de quartos disponíveis. "Você escolhe" ela disse" Eu nunca fiz isso antes". "E eu já?" ele tocou o painel em um quarto de casal com vista para o rio. "Cascade Falls Hotel agradece a sua escolha" disse o painel "O preço do quarto é 325 créditos" Mulder pagou. "Você precisa de serviço para bagagens?" "Não" disse Dana pensando como ela viera parar num hotel sem bagagem e com um homem que conhecia apenas a três semanas. Em seguida, o painel apitou e uma chave de cartão saiu pela abertura. "Seu quarto é o 724. Tenha uma ótima estada no nosso hotel. Para serviço de quarto disque 333." Eles ficaram em silêncio no elevador olhando os números dos andares piscarem. Andar pelo corredor parecia uma eternidade. Quando chegaram a porta, suas mãos tremiam tanto que mal conseguiu colocar o cartão de acesso na fechadura. Com um click, a porta abriu-se. Por um segundo ela desejou estar entrando no seu apartamento com John sentado no sofá assistindo a liga de baseball japonesa e Julia construindo torres com seus blocos no chão. Em vez disso, eles entraram num pequeno quarto de hotel com as paredes na cor creme, tapetes verde escuros e uma cama grande com uma colcha que combinava com as paredes do quarto. As cortinas verdes estavam abertas revelando a vista iluminada ao longo do rio. O vidro era na verdade, uma porta de correr que dava para uma pequena varanda com duas cadeiras e uma mesinha redonda entre elas. Dana sentou-se e tirou os sapatos. Pegou controle do telescreen e entrou no serviço de mensagens "Eu tenho que checar minhas mensagens, Ter certeza que está tudo bem com a Julia." ela digitou seu código de acesso. "Não há mensagens para Dana Scully" o serviço disse. Ele foi até o mini bar e tirou uma garrafa de água, abriu e tomou um longo gole. "Você quer alguma coisa? Água, vinho." Ela perguntou. Mulder sacudiu a cabeça, continuava parado na porta. Ele está apavorado, ela pensou, isso a encorajava. Ela mordeu o lábio e baixou a cabeça "Você pode ir embora" "Não" ele respondeu. "Venha cá" ela disse e num instante ele estava em seus braços. XXXXXXXXXXXX Eles permaneceram no meio do quarto por um bom tempo apenas abraçando um ao outro. Mulder tinha seus braços envoltos na costa dela, Dana pressionava seu rosto na camisa dele sentindo-se inteiramente segura no calor do abraço dele. Um arrepio percorreu a espinha dela, este é o meu lugar. As mãos dele acariciando os seus cabelos. Parece o meu sonho. Que estranho. Ela afastou-se dele um pouco e olhou o seu rosto. Ele tinha uma expressão enfeitiçada, mas ela continuava vendo o amor naqueles olhos cinza esverdeados. "Eu quero de conhecer" ela disse. Ele tocou seu rosto correndo os dedos do começo a ponta do nariz dela "Você me conhece, Dana. Apesar de nos conhecermos por um tempo bem curto, você já me conhece melhor do que qualquer pessoa no mundo." Ela concordou "É trágico, Mulder , que não conseguimos o que mais precisamos dos que amamos..." "Antes" ele sussurrou "Você me deu o Antes" "Sim, mas isso nos leva a pergunta- somos afortunados por Ter encontrado um ao outro assim não temos que lidar com a necessidade do passado sozinho ou estamos condenados a querer um passado que nunca poderemos Ter novamente?" ele balançou a cabeça "Eu não sei. Um pouco de cada, eu suponho." Ela sorriu "Tudo que sei é por mais errado que seja o que estamos fazendo, eu sinto que tenho sorte por estar aqui com você." Mulder beijou a cabeça dela, sua testa e por último seus lábios "Eu quero ficar com você" disse tão suavemente que ela quase não ouviu. "Você está" e puxou-o para si a fim de beijá-lo novamente. Após a junção das suas bocas, Dana procurou pela gravata dele desfazendo o nó. Em seguida, começou a desabotoar a camisa dele, desesperada por ver ele por completo agora, conhecer tudo sobre Mulder. O cotton da blusa abriu-se em suas mãos quando ela desabotoou o último botão e ela a tirou e deu um passo para trás para olhar melhor o corpo dele. A parte superior do corpo dele era bem parecida com o que ela havia fantasiado na outra noite. Na luz, a pele dele parecia dourada e as costelas sobressaiam no peito dele. Do mesmo modo como ela fez na outra noite, ela contou-as com seus dedos. Ela elevou o olhar até os ombros dele e viu uma pequena cicatriz um pouco abaixo da clavícula. "Ë uma cicatriz de tiro." Ela disse tocando-a . "Excelente diagnóstico, Doutora. Eu tenho outra na minha coxa." "Ferido no cumprimento do dever?" "Acho que sim, eu devo Ter vivido uma vida perigosa. É difícil imaginar agora, já que a minha vida é tão simples." A vida do antes deve Ter sido extremamente perigosa já que ela mesma tinha uma cicatriz de bala. Ela não mencionou isso para Mulder, ele iria ver logo logo. Como um cega explorando uma face desconhecida, ela tocou cada centímetro do peito dele, desde os escassos cabelos castanhos até a profundidade do umbigo dele. Mulder era passivo nesse momento permitindo a ela completar sua exploração. Finalmente, ela chegou ao botão da calça marinho dele "Posso?" ela sussurrou, de repente sentindo-se tímida tendo plena consciência de que ela estava prestes a tê-lo nu a sua frente. Ele concordou. Ela abriu o fecho ecler e deslizou a calça até os pés dele tirando a mesma. Mulder estava agora apenas usando um boxer azul. Dana reparou que ela estava completamente vestida enquanto ele estava praticamente nu. Sentiu-se poderosa mas pareceu também mais desigual do que ela queria. Afinal, eles estavam nisso juntos. Dana começou a tirar o suéter mas ele a impediu "Não" disse ao seu ouvido "Eu venho imaginando isso desde que te conheci" Então eu não era a única a Ter fantasias, ela pensou dando uma pequena risada "O que mais nós fazíamos quando você pensava sobre nós?" "Que tal se eu mostrar a você?" ele disse. Mulder tirou o suéter dela e subitamente o ar frio do quarto a fez tremer. Ela olhou para a pele arrepiada desejando estar usando algo melhor do que o conjunto comum de calcinha e sutiã branco. Claro, ela nunca esperava que Mulder fosse vê-los hoje à noite. Dana tirou a calça jeans e ficou na frente dele. Agora estavam quase iguais, ela de calcinha e sutiã e ele só com o boxer. Quase nus. Sem volta, ela pensou. Mulder corria os olhos pelo corpo dela, ela lembrou-se do olhar extenso e observador que ele tinha sobre ela na cozinha do apartamento no dia da festa. Ela conhecia o verdadeiro propósito daquele olhar. "Você é linda" ele disse "Linda mas pequena. Tenho medo de te machucar." Ela revirou os olhos "Nos seus sonhos. Eu sou mais forte do que aparento" Como se para provar ela ficou na ponta dos pés para beijá-lo e puxou-o para si e sentir o calor da pele dele contra a dela. A pele dele era tão suave, quase tão macia quanto a de uma mulher ou de uma criança e sentiu a luxúria tomando conta dela enquanto acariciava as costas dele. Eles seguiram para a cama caindo sobre ela. Uma mistura de membros e pele, jamais quebrando o beijo. Ele estava sobre ela agora, assustadoramente largo e lindo e sentiu a respiração presa na garganta ao perceber o que estavam prestes a fazer, era inevitável. Ele rolou-os colocando-os de lado. Não pense, ela silenciosamente disse a ele, senão eu começarei a pensar... Mas ele não parou. Com um único movimento desabotoou o sutiã e removeu-o calmamente e jogou no chão. Ele começou a tocar os seios dela tão gentilmente como no parque ela curvou-se nas mãos dele sentindo ele acariciar seus mamilos. A mão dele deslizou até a barriga dela encontrando a cicatriz abdominal "Falando em cicatriz, onde conseguiu essa?" "É uma cicatriz cirúrgica, aparentemente de um tiro." "Devia haver uma galeria de tiros no Antes" ela não poderia imaginar um tempo tão perigoso. Não existem armas hoje só as pistolas dos guardiões. Mas alguém, em algum lugar atirou nela no abdômen. Ela sangrou mas sobreviveu ficando com uma pequena cicatriz para lembrar do que aconteceu mesmo sem saber o que foi. Mulder desceu um pouco para beijar a cicatriz e dar voltas sobre ela com sua língua. Ela achou isso surpreendentemente prazeroso apesar do local da cicatriz. "Vire-se" ele sussurrou. "Por quê?" por alguma razão seus músculos ficaram tensos. A boca dele continuava explorando a barriga dela e ela queria que ele descesse mais para lambe-la onde ela estava começando a vibrar de excitação. Mulder levantou a cabeça "Eu quero te ver por completo." Dana obedientemente virou-se e ouviu a dificuldade dele de respirar ela sabia que era por causa da tatuagem da cobra na sua costa. Ele passou os dedos sobre ela "Você não parece do tipo que tem uma tatuagem, Dana" Ela sorriu "Eu também fiquei surpresa ao ver pela primeira vez. Eu suponho que tenha sido uma indiscrição da juventude." "É linda- todos esses verdes, azuis e vermelhos e super sexy. É um bom local para uma tatuagem, ninguém pode ver a menos que você esteja nua. é como uma surpresa secreta para um homem sortudo o bastante para chegar tão perto assim de você." Contra a sua vontade, ela lembrou-se da primeira vez que ela e John fizeram amor, a noite há anos atrás no antigo apartamento dele. John viu e chamou-a "Dana minha pequena marinheira" ela não entendera e ele disse que os marinheiros eram conhecidos por Ter o corpo coberto de tatuagens. Pare, eu não vou trazer o John agora para cá. Ela virou-se olhando para Mulder. "Agora você conhece meu segredinho sujo." Ela sussurrou. "Eu quero conhecer todos" ele disse. Como em resposta, Dana tirou sua calcinha e jogou no chão "Você também" ela disse aproximando para tirar o seu boxer. E então estavam finalmente nus aos olhos de cada um. Dana correu seus olhos pelo corpo inteiro dele, os músculos da barriga, as coxas fortes cobertas por cabelos castanhos e ,oh, o seu pênis, estando orgulhosamente ereto como se esperando pelo toque. Ela não podia resistir a tentação e o tocou deslizando as pontas dos dedos do começo até a ponta e voltando, era longo e fino e Mulder soltou um gemido ao sentir o toque dela. Mulder beijou-a, a língua dele movendo-se para dentro e para fora do modo como ela queria que o pênis dele fizesse dentro dela. Ela estava ficando molhada pronta para tê-lo dentro dela. Enquanto ela acariciava o pênis dele, Mulder começou a toca- la. Seus cabelos finos abrindo os lábios. Ela soltou um gemido quando ele estava tocando-a . Mulder acariciou-a do mesmo modo que ela se tocava para Ter prazer, do mesmo modo que ela pedira para John tocá-la dois dedos levemente circulando seu clitóris mas não tocando exatamente. como ele sabe fazer isso? ela vagava com o prazer se intensificando. Como ele lia o meu corpo tão bem? Quando ela começou a acariciar os seus testículos, ele jogou a cabeça para trás e fez um barulho surpreendente "Oh, Scully isso é tão bom..." Ela congelou, uma mão agarrada ao redor do pênis dele, seus olhos se arregalaram. Ele chamou-a de Scully. "Do que você me chamou?" ele olhou-a confuso "eu te chamei de Dana" ele disse com tanta convicção que ela pensou que a sua mente estava lhe pregando peças. Só mais desejo que realidade. Ela afastou-se dele e quase riu quando viu o olhar alarmado no rosto dele "Eu não vou a lugar nenhum" ela disse "Eu só quero estar mais perto de você agora." "Você quer dizer?" um sorriso encantador formou-se no rosto dele. "Sim, por favor Mulder eu quero você dentro de mim." O sorriso de Mulder aumentou enquanto gentilmente a colocava de costas "Tudo bem se for desse jeito?" Ela parou para beijar o ombro dele sobre a cicatriz "Você é quase uns 30 centímetros mais alto que eu mas não vai me machucar." John tinha a mesma altura de Mulder e uns 5 quilos mais pesado. Não John, agora não. Não isso é diferente, eu o amo, eu amo Mulder. Mulder moveu-se entre as pernas dela e ela o sentiu duro contra o seu estômago. Ele olhou para ela como se esperasse por algo. Ele precisava ser tranqüilizado. Ela não tinha dito como se sentia, não com palavras. Ela sabia que Mulder era um homem honrado mesmo se estivesse traindo sua mulher. Ele só faria isso por amor. Dana tocou seu rosto, lágrimas indesejadas formavam-se nos seus olhos "Mulder" ela disse levantando suas pernas para coloca-las ao redor das costas dele "eu te amo". Era tão fácil dizer isso. Ele abaixou-se para beijá-la. Tão intimamente que só a fazia querer estar mais com ele." Dana, eu também te amo" ele falou ao seu ouvido. Ela sentiu a ponta do seu pênis roçando na sua abertura. Mulder parou ainda não havia penetrado nela "Um, Dana nós não falamos sobre prevenção." "Tudo bem, eu só fico grávida com interferência médica. Não precisamos de nada." Ele suspirou em alívio e ela envolveu seu braços ao redor do pescoço dele "Por favor, agora" eles estavam tão próximos. Com um pequeno movimento de quadris ele penetrou nela. Ela fez um murmúrio leve ao senti-lo dentro dela. Ela forçou para que seus olhos permanecessem abertos para observar o rosto lindo dele mudar com o prazer. Dana estava super sensível a todas as sensações enquanto faziam amor- o suor escorrendo pelas costas dele, seu cabelo na testa, o sentimento por estar completa, enquanto ele a preenchia continuamente. Isso define tudo o que eu conheço e acredito. Ela surpreendeu-se fazendo barulhos, murmurando na boca faminta dele. Ela não era do tipo que mostrava seus sentimentos e desejos para o outro. Mas estava suspirando, murmurando e gemendo com o crescimento do prazer. Ele a acompanhava enquanto movia-se dentro dela. "Isto...isto é incrível" ele arfou. Ela balançou a cabeça concordando. Sem aviso ela chegava ao ápice, agora gemia cada vez mais alto, os sentidos sendo perdidos com a sensação provocada pelo orgasmo, o aumento do calor a cegara ela parecia flutuar acima da cama. Dana não percebera que fechara os olhos diante do orgasmo e quando os abriu viu o olhar maravilhado de Mulder. "Essa foi a coisa mais linda que eu já vi" ele disse com a voz tensa. "Eu quero ver você também" ela sussurrou. Ele pareceu perder o resto do controle, penetrou nela com tanta urgência que quase a feriu. Mas era gratificante ver a face dele mudar com seu corpo e músculos vibrando de prazer até que não agüentou e explodiu dentro dela. E agora o único som no quarto era eles enrolando-se juntos. Depois de um longo período a respiração deles diminuiu. Ela queria sentir-se culpada por trair seu marido, chorar intensamente por isso, mas tudo o que sentia era o amor por aquele homem deitado ao seu lado e preso ao seu corpo por suor e secreções, o homem que começara a beijá-la. Ela sorriu e beijou o peito dele inalando o perfume do amor e do sexo. "Não importa o que aconteça, Dana" ele aproximou-se para abraçá-la "Eu sempre me lembrarei disso" "Eu também" e eles permaneceram abraçados por um bom tempo absorvendo a intimidade que compartilharam. Teriam outra oportunidade para sentirem-se culpados. XXXXXXXXX De alguma maneira, eles separaram-se entre os lençóis. "Nós sujamos toda a colcha" Dana disse sentindo o calor de Mulder na suas costas. "É por isso que eles tem uma lavanderia, aliás serve de exemplo por escolherem creme para as colchas que usam." Ela fez um som baixo, surpreso ao perceber que ele estava empurrando o seu cabelo para beijar sua nuca. Oh, sim, ela pensou, esse é o meu ponto fraco. E o sentimento se intensificava com os beijos dele deslizando pela sua coluna, vértebra a vértebra. Novamente, ela estava morrendo de desejo. Suada e fraca depois de fazer amor com ele, ela ansiava por acabar com o vazio que sentia, queria Mulder dentro dela. Ela encolhia os dedos e sua respiração aumentou quando ele tocava com a língua a tatuagem dela. Mulder distanciou-se dela na cama e ela fez um som de desapontamento. "Shh...nós temos a noite toda. Não precisamos nos apressar." Dana permitiu-se relaxar nos braços dele, sentia que estava flutuando na água calma. "Dana" Mulder sussurrou "você nunca me contou" ela levantou a cabeça do travesseiro "Contar o quê?" Mulder acariciava os cabelos dela o que a lembrou de quando ela acalmava Julia depois de um pesadelo "Você nunca me contou o que você lembra do Antes?" Ela abriu a boca "Oh" John não conversará sobre isso. Ela tentou mas ele sempre a fez calar era como se ele não quisesse conhecê-la ou que ela não o conhecesse. Mulder queria ouvir. E talvez essa fosse a diferença crucial. Ela deitou a cabeça sobre o travesseiro "Ok, eu contarei a você ". Ela começou com as coisas simples, fragmentos da infância- às vezes que apagara velas no seu aniversário, brincadeiras na rua onde todas as casas eram iguais, deitada na cama tremendo por causa dos trovões. Mulder estava em silêncio apenas ouvindo ela falar e acariciando seus cabelos. A voz dela parecia interrompida quando falava das memórias adultas. "Eu sonho com ele" ela disse "Sempre o mesmo homem, mas quando acordo não consigo me lembrar como ele é ou do som da voz dele. Eu só me lembro como é ser abraçada e amada por ele. Quando estou com ele nos meus sonhos, eu me sinto tão.... eu sinto como se tivesse tudo que preciso no mundo" dana fez uma pausa mordendo seu lábio incerta se deveria contar o resto dos seus pensamentos. "O que é ?" Mulder disse colocando o seu braço sobre a cintura dela. Ela respirou fundo "quando sonho com esse homem, eu me sinto do mesmo jeito que me sinto quando estou com você, Mulder" Ele tocava o pescoço dela com o seu nariz "Dana, e se...?" E se..? Não. Ela sorriu, mesmo sabendo que ele não poderia ver seu rosto no escuro "Eu gostaria, mesmo sabendo que não tem como isso ser verdade" Ela sentiu o peito dele elevar-se num suspiro. "Eu sei. Mas e se nós brincarmos de fingir por um minuto?" "Você quer brincar de fingir? Porque eu não vou vestir-me de empregada francesa de jeito nenhum." "Não provoque, imagine isso – eu sou um agente do FBI e você a linda doutora na cena do crime, olhando para um cadáver sem cabeça..." ela sacudia-se de tanto rir e ele acabou juntando-se a ela. "Você é tão romântico, Mulder" ela disse entre risadas. Seus dedos circulavam um dos seus mamilos "Isso eu sou" ele disse ao seu ouvido e pegou o lóbulo da orelha dela e chupando-o. "De novo?" ela disse ao sentir seu pênis endurecendo contra a sua espinha "Você parece um adolescente, Mulder" ele sorriu "Nunca subestime o poder do exercício, vitaminas e a presença de uma mulher linda e nua na cama comigo." O calor lhe subiu a face e aumentou também entre as suas pernas "Qualquer mulher?" Ele balançou a cabeça "Não. Só você, Dana" E a Sarah? Ela pensou. Você faz amor com ela com a mesma paixão avassaladora? Você a faz sentir-se como eu me sinto? Você a faz gozar como faz a mim? Ela o faz gozar como eu? Dana obrigou sua mente a calar-se. Não havia tempo naquele quarto de hotel. John e Sarah não existia por agora. Mulder procurava por entre suas coxas e encontrou seu clitóris. "Podemos?" ele perguntou com uma voz hesitante. Ela respondeu quase rindo "Precisa perguntar?" A única palavra para descrever isso era completo. Mas sendo tão maravilhoso Ter Mulder dentro dela, ela precisava de mais. Dana distanciou-se e o pênis dele saiu de dentro dela. "O que você está fazendo?" ele murmurou. Ela virou-se para encara-lo e encostou seus lábios contra os dele. "Eu preciso ver seu rosto, Mulder" ela suspirou. Eu preciso Ter certeza de que é realmente você ela pensou ao acender o abajur. Eu preciso estar pronta para me lembrar de cada detalhe dessa noite. Os dedos dela seguraram a ereção dele e ela apertou vendo o tremor em resposta espalhar-se inteiramente pelo corpo dele. "Por favor" ele disse encolhendo os dedos. Era difícil retardar o prazer deles, ela não pode esperar mais. Cada célula do corpo dela precisava ser preenchida por ele. Ela movia-se para cima e para baixo, deslizando sobre ele e deixando sua respiração fluir mesmo que ofegante. Ela inclinou para o rosto dele, suas mãos apertavam o travesseiro dele nos dois lados. A língua dela molhava os lábios. Tanto ritmo, ela pensou, nós nos encaixamos tão bem mesmo com a nossa diferença de tamanho. Claro que havia a eletricidade de novos amantes, mas ela sentia-se tão confortável como se fizesse isso a anos. Não era a empolgação e o embaraço da primeira noite juntos não, "Isso está bom?". De alguma forma, parecia que seus movimentos eram cronometrados, tão suave era o prazer. As mãos de Mulder sobre os ombros dela a equilibravam enquanto ela o fazia penetrá-la com profundos golpes. A boca dele abriu como se quisesse dizer alguma coisa, mas não tinha forças ou palavras. Eu sei, ela pensou, você não tem palavras para descrever isso também. Ela aproximou-se mais dele e ele colocou sua boca em um mamilo lambendo-o com a língua. Ela ofegou ao sentir e pressionou seus quadris mais fortemente contra ele. Mulder estava totalmente dentro dela, ela queria mais mesmo que impossível, não sabia dizer onde Mulder começava e onde ela terminava. Queria ficar assim para sempre. As coxas de Dana começaram a tremer com a chegada ao orgasmo. Eu nunca atingi o orgasmo duas vezes numa noite mas Mulder o que você está fazendo comigo? Desta vez, o prazer era lento e doce, corria-lhe a espinha e descia novamente até as coxas, ela tentava respirar suavemente. Mulder gemeu "Isso, ... Dana, isso..." É isso, pensou, era assim que queria me sentir a muito tempo, viva, completa. Dana viu o orgasmo de Mulder crescer sua boca abrindo em busca de ar. Ela o viu gemer como um animal quando chegou ao clímax. Os olhos dele abriram-se e ele a viu cair sobre o seu peito. Ele envolveu seus braços nas costas dela e disse "O que eu farei se você me deixar aleijado?" "Você sobreviverá, Mulder" ela disse beijando-lhe a sobrancelha. "Estou ficando velho para isso..." ele murmurou, mas o risinho no rosto dele o contradizia. "Eu acho que você acabou de provar que não está tão velho" e ela o beijou novamente. Eles deitaram cada um de um lado da cama olhando-se. Mulder pegou as mãos de Dana e disse "Eu nunca amei ninguém assim" Ela perguntou "Nem a Sarah?" Ele suspirou fundo e não falou por um tempo "Nem a Sarah, mas eu a amo, Dana. Eu não deixei de amá-la" Dana deixou as lágrimas fluírem "Eu sei. Eu amo o John também" "Eu não quero magoá-la, eu não posso magoá-la. Ela tem sido tão boa comigo" Dessa vez, ela já não conseguia controlar as lágrimas que rolavam pelo seu rosto quando ela pensava em John e Sarah que não tinham a mínima idéia de que seus cônjuges haviam se apaixonado por outra pessoa. Pare, ele não pode vê-la assim, você é mais forte que isso. Mas era inútil, não conseguia fingir para Mulder, não quando estava nua na cama nos braços dele. "Não chore" ele disse removendo as lágrimas com seu polegar "Vai ficar tudo bem" "Não. Não vai" ela disse, sua mão tremia. Ela sentia-se como um animal preso a uma jaula, sem poder escapar. De um lado, seu amor avassalador por Mulder, do outro o compromisso com John. Eles não tinham para onde ir. Não havia como solucionar isso sem que ambas as partes saíssem machucadas. "Não se arrependa disso" Mulder disse "Eu nunca estarei pronto para conviver comigo mesmo se você...." "Eu não me arrependo. Eu te amo de um jeito que nunca pensei amar outra pessoa, mas..." "Mas?" a voz dele era suave. "Mas depois do que aconteceu hoje, nós não podemos continuar juntos assim. Nós temos que ir para casa e tentar voltar a nossa vida normal do jeito que era." Ele virou de costas e colocou um braço sobre o seu rosto. Dana pensou se ele poderia estar tentando esconder as próprias lágrimas. "Eu sei" ele suspirou "É a coisa certa a fazer" "Não é fácil para mim, você sabe" ela afagava o cabelo dele "Mas temos famílias. Temos votos a honrar" Mulder virou-se para ela e esboçou um sorriso triste "Nós temos votos a honrar" ele repetiu. Eles ficaram em silencio apenas abraçados sabendo que essa noite era a única que tinham para estarem tão próximos assim. A respiração de Mulder diminuiu e ela percebeu que ele adormecera. Eu não quero dormir, pensou, quero ficar acordada a noite toda para guardar cada momento. Porém, o cansaço a venceu e ela apagou. Ela não teve nenhum sonho essa noite. XXXXXXXXXXX Dana acordou antes de amanhecer. O relógio marcava 5 a.m. e ela assustou-se ao notar que estava num quarto de hotel com Mulder enrolado a ela. O que foi que eu fiz. Dana levantou-se da cama dirigindo-se para o banheiro. Ela piscou ao sentir a claridade nos olhos mesmo após se acostumar ela não se olhava no espelho enquanto escovava os dentes. Ela ainda tinha o cheiro de Mulder na sua pele, a melhor experiência que teve em fazer amor. Ela queria carregar o perfume de Mulder para sempre consigo mas ligou o chuveiro. O banho era o lugar onde ela sempre se permitia chorar. A água quente cobria seu corpo e a fazia relaxar, as lágrimas formavam-se no seu peito. Ela deixava as emoções se libertarem. Foi assim com as duas enxaquecas que ela teve. Gostava de deixar a água e o shampoo lavar toda a dor e a raiva que a dominavam. Depois, sabia que tinha de voltar a ser a médica e pesquisadora racional e uma boa esposa para John. A única vez que John a viu chorar foi quando ele entrou no seu quarto da maternidade segurando aquela criatura tão pequenina que era Julia. Ambos choraram diante do sonho realizado. Agora, ela chorava pela descoberta de que ela estava totalmente apaixonada pelo único homem que ela não poderia Ter. antes de Mulder, ela não sabia que isso era possível. Tudo que John a oferecesse não seria o bastante. Mas ela prometeu a John sua lealdade, sua fidelidade, até que a morte os separe e ela nunca quebra suas promessas. E honrará essa também. A noite passada com Mulder foi o limite porém ela não podia romper os vínculos do seu casamento. Pela primeira vez ela ponderara o significado negativo de vínculo. É a decisão certa a tomar ela pensou. Sentiu-se forte ante sua resolução. Desligou o chuveiro e puxou uma toalha e enrolou no corpo. Mulder estava em pé, nu escovando os dentes na pia. Ele sorriu. Tocando seu ombro nu ele disse "Você acordou cedo" "Eu não pude dormir" "Nem eu, sem você do meu lado" Dana balançou a cabeça "Eu tenho que ir para casa me arrumar para o trabalho" ela evitava olhar para ele seria mais difícil ir se o fizesse. Se olhasse ela ficaria perdida novamente. Mas Mulder se aproximou e tomou seu rosto nas mãos "Fique um pouco mais, Dana. Nós temos tempo" "Se eu ficar, nunca irei me recuperar disso" ela elevou seus olhos até os dele. "É tarde demais" ele disse e a beijou. Ele está certo, nós nunca nos recuperaremos disso e saíram do banheiro direto para os lençóis na cama. Mulder aproveitou o tempo para explorar o corpo dela com sua boca, seus seios, mamilos, seu pescoço ela gemia ante aos beijos e o toque da língua dele. Finalmente, ele chegou no local que ela ansiava por ser tocada. Sentia fluir a umidade entre suas pernas. Ela choramingava devido o toque dos dedos dele. Ele levantou a cabeça para beijá-la "Finalmente eu vou descobrir qual é o seu gosto" "Por favor, Mulder" ela gemeu. Agora a cabeça dele estava entre suas pernas. A língua quente passeava dentro dela e ela gritou devido a sensação. Ele parou e molhou seu lábio inferior "Você é tão doce" e voltou a toca-la. A língua dele pressionando o clitóris dela. Era quase doloroso como o coração dela batia de excitação. Ela acompanhava o ritmo com as mãos embora Mulder não precisasse da sua ajuda. Ele sabia instintivamente o que ela precisava e quando. Embora sendo normalmente contra a idéia, ela brevemente considerou a possibilidade de poderes psíquicos. Ela sentiu o começo do seu clímax, e ele colocou dois dedos dentro dela. Ela quase sentou devido o poder do toque e murmurava inconscientemente "simsimsimsim" assim que o orgasmo a atingiu. Seu corpo tremia e ele moveu-se e a abraçou beijando-lhe todo o rosto "Você é tão...linda" "É, certo" não eram 6 da manhã, seu cabelo ainda estava molhado e emaranhado. Ela não tinha uma maquiagem no rosto. Mulder tocou-a um pouco acima do lábio superior "Porque você esconde isso?" "Eu não gosto do modo que é." "Eu gosto" ele disse e a beijou. Dana quase chorou quando ele a penetrou novamente, sabendo que essa era a última vez que ficariam juntos. Era um pouco doloroso e ela chorou na noite anterior. Mas era incrível tê-lo dentro dela. "Nunca" ele falou "Eu nunca esquecerei isso" onde ela ouvira isso, ela imaginava mas não era hora de pensar. Sua coxas doeram ao enrola-las nas costas dele, mas era uma dor boa. Ela tinha medo de fechar os olhos e perder algo. O resto da sua vida seria sustentada pelas memórias do êxtase que dividira com Mulder ao fazer amor. Sim, as memórias certamente a assombrariam com a culpa, mas também a lembraria da noite que ela descobriu como deveria ser o amor. Por que eu te amo tanto? Ela imaginava, quem é você? Beijando todo o rosto dele. Ele fez um barulho sufocante quando gozou e empurrou sua cabeça no ombro dela. Ele a penetrou tão forte que as lágrimas formaram-se nos olhos dela e ela sorriu. "Oh" ele suspirou "Desculpe, foi muito...rápido" "Você não tem que se desculpar" "Você não...eu queria que fosse perfeito dessa vez" ela entendia o que ele não disse. Era a última vez que estavam juntos. "Shh.." ela suspirou beijando o pescoço dele "Foi maravilhoso, lindo" ele saiu de cima dela "Eu devo estar te esmagando" na verdade, ela adorava o peso do corpo dele sobre ela, os músculos abaixo das mãos dela, o perfume dele a rodeando por inteiro. Dana não queria mas checou o relógio, próximo das 6:30 quase a hora de ir. Quando enrolou-se nos braços dele, percebeu que era a última. Quando beijavam- se suas línguas encontravam-se pela última vez. eles jamais beijariam assim de novo. Ela jamais sentiria o gosto dele novamente. "eu gostaria que houvessem realidades alternativas" ele disse pressionando seu supercílios contra a bochecha dela. "Por quê?" "Eu poderia ser dois homens. Um que deixaria esse hotel e voltaria para a minha vida com Sarah feliz sem suspeitar que você existia Dana e outro que construiria uma nova vida com você. Todo o dia retornaríamos para casa do trabalho, falaríamos sobre o nosso dia enquanto fazíamos o jantar. Eu iria para cama com você toda noite, fazia amor com você e acordava com você ao meu lado." Era uma imagem que ela não queria vislumbrar "A emoção iria diminuir. É sempre assim. O calor e a intensidade do início, depois de um tempo continua bom mas você conhece a rotina. Você nos conhece tão bem que acabaria perdendo o verdadeiro excitação." A voz dele era dura "Não. Não com você. Eu sei que estamos juntos apenas por uma noite, mas sempre seria maravilhoso com você. Eu nunca me cansaria de você Dana" Ela piscou rapidamente "Não diga isso. Você vai me fazer chorar de novo" "Eu sei, mas não posso deixar de Ter esses pensamentos" ela sentou-se "Mulder, eu tenho que ir agora" ele tocou as costas dela "Eu não acho que seria assim tão difícil" "Eu sei" ela levantou-se e seguiu para o banheiro sem olhar para ele. Cinco minutos depois, ela retornou do banheiro completamente vestida. Ele havia vestido seus boxers suas mãos na cabeça. Com dificuldade ela controlou a voz "Eu não acho que posso agüentar uma cena grande de adeus" Sem olhar para ela , ele concordou. Ela andou até ele e colocou suas mãos sobre as dele. Eu amo essas mãos, pensou. Tão grandes e fortes mas infinitamente gentis. Ele continuava não olhando para ela. "Por favor, diga que estamos fazendo a coisa certa." Ela sussurrou. Ele por fim olhou para ela, seus olhos acinzentados brilhantes devido as lágrimas "Nós estamos fazendo a coisa certa" "Eu te amo" ela disse. Ele levantou e a beijou lentamente que ela sentiu que segurava a respiração. "Eu também, esse é o problema" ela apertou a mão dele mais uma vez. Procurou sua força, virou-se e saiu pela porta. Dana passou o dia com café e cheia de força de vontade. Mergulhou seu pensamento em combinações de DNA e estruturas celulares. Ela saiu do trabalho mais cedo direto para pegar Julia na creche. Sua filha estava sentada numa das mesinhas vermelhas brincando com massinhas. "Mamãe Mamãe Mamãe Mamãe Mamãe!" Julia gritou e correu ao encontro dela jogando-se nos seus braços. Ela respirou profundamente o perfume de suco de maçã e baunilha de Julia. Ela estava aonde ela pertencia. XXXXXXXXXX Ë engraçado, quanto mais você finge que sua vida é normal, mais normal ela parece. Em casa, Dana fez a refeição favorita de Julia, sanduíche de queijo assado e sopa de tomate. Ela nem se preocupou com a bagunça que a filha fazia na mesa. Julia estava tão excitada por estar perto da mão de novo que não parava de contar como havia sido todo o seu dia mesmo ao mastigar o seu sanduíche. "Jerry e a espaçonave azul" bateu o recorde de leitura, foram cinco vezes e a cada uma delas Julia dava uma palmada no livro pedindo bis. Dana pensava ouvir o telefone várias vezes, querendo que John ligasse, mas o telefone permaneceu mudo. O único barulho no apartamento era sua própria voz lendo a história e a vibração de Julia além de som quase imperceptíveis vindos de uma apresentação de balé no telescreen. Ela não pensou em Mulder, não realmente. Precisava de uma força de vontade muito forte que fazia doer até seu maxilar. Julia deixou seu colo e sentou-se numa mesinha onde brincava com lápis de cera. Dana encostou-se no sofá e ficou a observar o pequeno rosto de Julia concentrado enquanto cantarolava. Ela lutou tanto para Ter sua filha. A vontade de ser mãe transformou-se em raiva e horror quando ela descobriu, após meses de tentativas que era estéril. Apesar de saber que ser incapaz de conceber uma criança não a tornava menos mulher, o fracasso do seu corpo foi um golpe para ela mesmo assim. Julia não imaginava que ela era um milagre. Ela foi o 16o bebê a nascer através da terapia de regeneração celular dada pelos Outros. Quase todo o dinheiro de John e Dana se foram e também o casamento deles, tudo pela busca de conceber uma criança. Por fim, Julia veio, era uma menina curiosa, inteligente e simplesmente adorável. Ela tem a curiosidade de Dana e a bondade de John. Ela era deles, uma mistura do material genético deles, seu último legado para o mundo. Ela não podia deixar sua família por Mulder, mesmo que ele estivesse disposto a deixar a dele. Ela não submeteria sua filha ao drama de famílias separadas, forçando-a a ir e vir entre apartamentos feito lançadeira. Ela sabia o quanto era difícil não Ter uma família para se apoiar e não queria isso para ela. Mas uma pequena voz perguntava no fundo da sua mente é certo sua filha crescer numa família onde a mãe está verdadeiramente infeliz? A situação era que ela não sabia se estaria infeliz nos anos que estão por vir. Agora, ela sabia estar certa sobre a infelicidade. Talvez, com o tempo ela poderia ser capaz de esquecer a noite extraordinária que passou com Mulder. Agora a dor estava viva e constante porém depois curará, certo? De todo o coração, Dana esperava que sim. Dana estava pronta para colocar suas emoções em cheque essa noite mantendo-as à distância até que perguntou "O que você está desenhando, querida?" de onde estava ela podia visualizar uma figura humana em azul e algo redondo e marrom. Julia levantando o desenho a fim de iluminá-lo disse "Isso é uma moça" e apontando para o outro "e isso é uma batata" Por alguma razão, isso fez Dana se debulhar em lágrimas. Alarmada, Julia correu e sentou –se no colo da mãe. Com suas mãozinhas no rosto de Dana "Não chore" tentando consola-la do mesmo jeito que ela fazia com a filha "Não chore mamãe". A voz da sua filha só a fez chorar mais. Finalmente ela abraçou a filha e beijou-lhe na cabeça "Eu estou bem" disse sorrindo e limpando as lágrimas "algumas vezes as mamães precisam chorar". Ela tirou Julia do seu colo e foi cuidar do banho dela. Ao pôr-do-sol eles pararam de trabalhar e foram até a praia com umas cervejas. O cão do vizinho ao avistá-los saiu correndo até alcançar a água. A brisa estava fria e a fez tremer mesmo com o suéter. Eles caminhavam pela areia lado a lado deixando as marcas dos pés. Um grande e outro bem menor. Eles chegaram até a beira da água e olhavam as ondas. Mesmo que ela tenha passado a maior parte da sua vida perto de um oceano ou de outro, ela sempre se surpreendia com os diferentes tons de cinza do Atlântico. A alta estação já acabara no Vineyard e a praia estava deserta e de alguma forma parecia abandonada. O cachorro saiu da água respingando gotas quando ele tirava seu casaco felpudo vermelho. Ela virou-se para o homem ao seu lado e observou o vento emaranhar seus cabelos. Ele o mantinha curto por um ano e isso lhe dava um ar mais vulnerável. "Isso é maravilhoso" ela disse alongando as costas. Ele sorriu "Parece um daqueles momentos do General Food International Coffee " Ela riu lembrando do slogan 'celebre os momentos da sua vida' na sua mente, ótimo agora vou me lembrar disso o dia todo. Virando-se para ela, colocou sua mão sobre o braço dela" Esse fim de semana pareceu como se estivéssemos vivendo a vida normal que você sempre quis, Scully" "É sempre bom sair da cidade" "Eu agradeço por você passar todo o seu final de semana fazendo jardinagem comigo" ela aproximou-se dele e pode sentir o suor dele "Para isso servem os amigos" Ele fez uma cara curiosa e rapidamente apertou a mão dela e largou assim que estabeleceu contato. Ele murmurou algo que ela não ouviu devido a quebra de uma onda. "O que você disse?" ela perguntou. Ele pareceu um pouco acanhado "Você é minha melhor amiga, Scully" Ela concordou "Você é meu melhor amigo, também" "Foi um ano difícil para nós, mas eu espero que você ainda saiba disso" "eu sei" Sem pensar sobre as possíveis implicações disso, ela elevou- se na ponta dos pés e pressionou um pequeno beijo nos lábios fechados dele. Ele recuou e passou a mão pelos cabelos. Ela estava com medo de Ter arruinado tudo. Todo o delicado equilíbrio existente durante todos esses anos que passaram juntos. Olhando para ela "O que isso significa, Scully?" Esse era o problema dela, suas intenções eram sempre difíceis para os outros, até para ele, entender. Ela decidiu tomar coragem e ir direto ao problema "Negócios não concluídos" "Você está se referindo ao acontecido no corredor do meu prédio?" o beijo que nunca aconteceu e que para ela era como um sonho quase consciente. Ela balançou a cabeça afirmativamente. "Eu não tinha....Eu não pensei....Eu pensei ser muito tarde para nós......tantos anos...."ele balbuciou. "Eu não acho que seja tarde para nada" ela disse sabendo que estava sorrindo "especialmente para nós. Só precisamos saber se estamos prontos." A expressão de espanto no rosto dele não tinha preso. Ela queria Ter uma camera ali. Porém, como se recobrasse os sentidos, ela mudava para uma expressão doce quase meiga "Nunca é tarde" e ele aproximou-se dela. O beijo foi diferente dessa vez. Longo, molhado, intenso. Ela sentiu o gosto dele e a sensação de estar completa. Eles conseguiram enfim. Quando pararam para respirar, ela não conseguia deixar de rir. Ele tocou os lábios dela "O que é tão engraçado?" "Nós definitivamente estamos prontos, Mulder" Um choro a acordou, mas não era o dela. Era o de Julia. Ela sentou-se e sacudiu a cabeça ainda presa ao sonho. O quarto estava escuro mas ela pode perceber o brilho do suor sobre o seu corpo. A praia, o beijo, as ondas, Mulder. Mulder? Que droga de sonho foi esse? Ela levantou-se e foi até o quarto de Julia. Sentou-se na beira da cama onde Julia enrolada no lençol chorava. "Você estava sonhando, docinho?" ela passou a mão pelo rosto da filha. Então, somos duas. "Cadê o papai?" ela perguntou abrindo os olhos com uma vozinha de dar pena. Ela aproximou-se e beijou Julia aproveitando para checar se a cama estava seca. E estava, graças a Deus. "Ele vai estar em casa logo" ela respondeu. "Eu preciso do papai" "Logo. Logo" e beijou Julia novamente. Ela levantou a garota e percebeu o quanto estava pesada. Não era a melhor coisa acostumar Julia a dormir na cama dos pais, mas ela não estava disposta a usar a psicologia infantil agora. Sua filha estava tendo sonhos ruins por causa do descontrole emocional que viu hoje. Ela precisava de conforto, e eu também. Na cama grande, Julia dormiu agarrada a mãe. Lutando contra o sono, Dana pensou como o subconsciente era algo estranho. Seu sonho tinha momentos do Antes. O mesmo homem que aparecera nos outros sonhos. Mas ele havia sido Mulder também. E a praia parecia demais com a praia do Netscape do Mulder. Ela havia tido sonhos assim antes. Quando trabalhava no laboratório que ficava no sótão do seu apartamento e John era seu parceiro, não Meghan. Os sonhos eram misturados, distorcidos. Mas....e se? Não. Não podia ser. Seu subconsciente estava procurando por uma desculpa para o que ela e Mulder fizeram. Ela não podia, nem iria, confiar numa confusa lembrança de um sonho. Não era o tipo de prova que ela precisava. Ela virou-se de bruços para tentar dormir. Ela procurou lembrar de como era sentir o corpo de Mulder sólido e suado abraçado a ela. Porém, ela estava perdendo a habilidade de imaginá-lo em três dimensões. Talvez fosse uma benção, afinal. John estaria em casa em poucos dias e ela precisava esquecer aquela noite para sobreviver. Ela fechou os olhos tentando não pensar em Mulder e acabou adormecendo. "O que você quer comer? Podemos pedir uma pizza ou você quer..." Dana e Julia estavam entrando no apartamento, mais tarde que o normal devido a uma passada para compras numa loja para crianças. Dana parou no meio da frase e bem na porta. As luzes da sala estavam acesas e o ar cheirava a alho e tomate. Julia entendera antes de Dana. Ela abriu os braços e correu gritando "Papai!" John estava em casa. XXXXXXXXX O coração de Dana começou a bater irregularmente. Oh, Deus. John está em casa. Ele veio da cozinha vestindo uma calça jeans velha e uma blusa azul. Ele inclinou-se para pegar a filha nos braços. Deu um beijo na cabeça de Julia e disse "Oh, Jules eu senti tanto a sua falta" Que cena linda, Dana pensou olhando com uma estranha imparcialidade. Que família adorável formamos- um marido e pai lindo, uma mãe e esposa devotada e uma graciosa e precoce garotinha. O que está errado nesse quadro? Eu estou errada nesse quadro. John colocou Julia no chão e andou até Dana.com impaciência, seus olhos brilhantes de emoção "Dana" ele galou "Deus, é bom vê-la de novo" Dana respirou fundo quando ele colocava os braços ao redor dela. É tempo de recomeçar, pensou. Este é seu marido e você o ama. Ele inclinou a cabeça dela para beijá-la. Os lábios dele tinham gosto de molho de tomate. Julia rodopiava ao redor deles cantando "Papai está em casa, la la la, papai está em casa..." John olhou para Dana com um olhar de indagação. Ela imaginou se ele podia de alguma forma, perceber tudo o que aconteceu através dos olhos dela. Mas ele apenas disse "Como você está? Você parece cansada." Ela forçou um sorriso brilhante "Eu não dormir muito bem enquanto você estava fora." Não era exatamente uma mentira. "Desculpe não Ter ligado quando cheguei. Foi ao meio-dia, tirei um cochilo e decidi surpreendê-la com o jantar." "E conseguiu". Isso definitivamente não era uma mentira. Ele beijou-a novamente e puxou-a pela mão "A massa deve estar pronta. Venha, vamos comer." Depois do jantar, os três permaneceram na mesa da cozinha comendo sorvete de chocolate. John contava as novidades sobre São Paulo. Uma cidade construída pelos Outros assim como a que eles viviam mas que procurava desenvolver-se através das tecnologias aprendidas. Ele falou sobre o calor e os mosquitos. Coisas que Dana não se lembrava como era. Era de alguma forma triste saber que sua filha não sentiria frio ou a chuva. Dana sentia falta da chuva. Ela lembrava do frio que sentia quando andava pelas calçadas com um guarda chuva e das gotas que respingavam no seu rosto. A cabeça de Julia estava prestes a desabar no colo do pai quando ele terminou de contar as novidades e foi só ele olhar para baixo e ver que ela estava quase adormecendo. Com uma face carinhosa ele disse "É hora de colocar a mocinha na cama" Ela levantou a cabeça "Cama não" ela disse confiante. John e Dana trocaram olhares. "Eu vou ler uma história para você" Nenhum dos dois queria ser subornado pela filha. "Jerry?" ela perguntou. "Temos que comprar outro livro para ela" Dana disse. John levantou-se e colocou Julia nos ombros "Nós leremos Jerry mas primeiro você precisa de um banho. Tem mais macarrão e sorvete no corpo do que no estômago." Ele deu um tapinha no bumbum dela e ela riu. É por isso que não posso ficar com o Mulder, ela pensou. Levantando e colocando os pratos sujos na máquina de lavar. Esse calor e companheirismo de família é raro e precioso. É amor verdadeiro. Eu não quero ser tão egoísta. Julia correu até a cozinha já nua e agarrou-se as pernas de Dana "Banho não, banho não". John apareceu segurando o vidro de shampoo "Vamos, Julia. Sem banho, sem Jerry" Julia largou das pernas de Dana e caminhou até o pai "Está bem, vamos tomar banho" "Eu tentarei me apressar" ele disse agora sorrindo "Você e eu temos algumas coisinhas para acertar." Foram quase três semanas e ela sabia que John provavelmente queria ir para a cama e fazer amor com a esposa. Ela esperava que ele não estivesse tão ansioso por isso e esperava que ele não visse o temor que a tomava agora. Ela terminou de arruar a cozinha e foi para o quarto trocar seu pijama. Se fosse em outra época ela colocaria uma lingerie preta ou iria sem nada para cama, mas não hoje. Quando deitou na cama pode ouvir a voz de John lendo para a filha. Será que Sarah já retornou de Boston? Estaria Mulder passando pela mesma situação que ela com a esposa? Será que ele estava com medo também? Chega de Mulder. Você tem que aprender a esquece-lo. Era um estranho paradoxo que Dana estava sentindo agora como se estivesse prestes a trair Mulder quando deveria ser o contrário. Ela ouvia a porta do quarto de Julia se fechar e os passos de John no corredor em direção ao quarto. Ele tirou a roupa e colocou por cima da cadeira e não abriu a gaveta para tirar uma camiseta e calças. Isso significava que ele vinha para cama esperando fazer amor. E ele não tinha esse direito? Afinal, ela era sua esposa e eles estiveram separados por um bom tempo. Ela pensou escapar fingindo estar dormindo, mas ela não podia. John deitou-se na cama por debaixo das cobertas e moveu-se contra as costas dela. Ela podia sentir a ereção dele sob a cueca. Este é seu marido, ela disse a si mesma. Você o ama. "Dana" ele sussurrou no ouvido dela "Eu estou tão feliz por estar em casa." Ela virou-se para encará-lo, com os dedos tracejava as formas familiares do seu rosto. Ela prometera a esse homem sua vida inteira, seu corpo e sua alma. Eles começaram a se beijar e mesmo não tendo vontade, a excitação parecia começar a tomar conta dela. Que vadia eu sou, parece que qualquer homem pode me excitar a qualquer hora. John tinha um sorriso radiante "Eu sonhava com isso quando estava fora" ele dizia enquanto tocava os seios dela com as mãos "Eu quase mandei o pessoal se ferrar e tomei o próximo avião para voltar" Eu queria que tivesse feito assim não estaríamos nessa confusão. Ela gemeu de prazer quando ele circulava sua língua nos seus mamilos e sua mão deslizava para o meio das pernas dela. Ela sentou-se um pouco para tirar a cueca dele e tocar a ereção dele com as suas mãos. Ele já se preparava para penetrá-la quando ouviu "Não" "Não?" ele piscou confuso. Ela saiu com dificuldade debaixo dele e ficou de quatro. "Dana, o que deu em você?" ele perguntou. Nem ela sabia. Eles nunca haviam feito dessa maneira antes em todos esses anos. Nem havia lhe ocorrido até essa noite. "Você é impressionante" ele murmurou. Ela agarrou os lençóis com os dedos esperando por ele. E então a boca de John estava nela, lambendo-a como se fosse uma fruta exótica. As costas dela curvaram-se até que sua testa tocasse o lençol. Ela fazia sons sem sentido devido a sensação da língua dele nela. John nunca fora muito adepto do sexo oral mas com o tempo ele aprendera a dar prazer a ela. Mas sua mente traiçoeira a colocou numa fantasia de como seria se as coisa fossem diferentes. ....eles chegaram a porta do apartamento ao mesmo tempo, ambos vestidos em seus ternos vindo do trabalho. Assim que entraram, Mulder deu-lhe um rápido beijo "Eu pensei em você o dia todo". Eles seguiram para o quarto. Ela tirou sua jaqueta e começou a desabotoar a blusa. "Não há tempo para isso" ele disse removendo a saia dela expondo a calcinha. Ele retirou a calcinha e ela desabotoou a calça cinza dele deixando-o apenas com sua ereção livre no seu boxer. Ele a colocou na cama e virou-a de costas, suas pernas tremiam ansiando por ele Não havia preliminares, trocas de carinho apenas o desejo de tê-lo a penetrando. Ele estava dentro dela agora. Eu te amo ,ela pensou, eu amo eu amo eu amo você. Seus dedos procuravam pelo clitóris dela e um som escapou da garganta dela. "Mais" ela murmurou "Me dê mais" quando ela atingiu o orgasmo, os sons que fazia eram tão violentos quanto a sensação que percorriam todo o corpo dela.... e então ela estava de volta a sua própria cama surpresa, sentindo ainda o clímax ela dizia "amo, amo,amo você" "Eu também" John disse penetrando-a mais forte. Quando ele atingiu o orgasmo, deixou-se cair sobre Dana. A cabeça dele a altura do pescoço dela. Quando Dana levantou a cabeça do colchão e percebeu que este estava molhado pelas lágrimas dela. A vergonha que sentira por pensar em Mulder enquanto fazia amor com John a fez chorar sem controle. Mas tinha que parar, controlar- se. Eles estavam deitados lado a lado beijando-a suavemente Isso foi incrível " ele disse ainda respirando forte "Eu nunca a vi tão...selvagem antes. Você deve Ter sentido muito a minha falta, hum?" Ela balançou a cabeça afirmativamente. John estava certo. Na cama com ele, ela sempre era passiva deixando que ele assumisse o controle. Ele nunca reclamara, mas agora ela imaginava se ele não preferia ela totalmente desinibida. "Você é cheia de surpresas, Dana. Logo quando eu pensava Ter controle sobre você..." Eu poderia surpreende-lo a ponto de assustá-lo, mas não agora, nem nunca. Como sempre john adormeceu quase imediatamente. Mas ela não podia, sua mente estava ocupada com os pensamentos de culpa. Ela libertou-se dos braços de John que continuava a dormir cansado da viagem e do sexo violento. No banheiro, ela tomou um banho quente, vestiu o robe e foi para a sala. Não era nem meia-noite. Com uma xícara de chá verde, ela conectou-se ao computador. Ela nem sabia porque estava checando seu serviço de mensagem, pois sabia que não encontraria nenhuma mensagem de Mulder. Eles definitivamente tinham se despedido aquela manhã. Ainda assim, ficou decepcionada por não encontrar nenhuma mensagem dele. Sentindo como se estivesse fora do seu corpo observando a si mesma, ela digitava o caminho para o Netscape do Mulder. O serviço a avisou que ele não estavas na rede. Mesmo assim, ela permaneceu em frente a porta imaginando se o software a deixaria entrar. um pouco depois, ela foi puxada para dentro da praia. Desta vez, a praia estava muito escura. A única luz era a vinda da lua e de algumas estrelas. Dana olhou ao redor impressionada. Era realmente a mesma praia que ela estivera no seu sonho na noite passada. Como eram estranhos os sonhos ... Dana tirou seus sapatos e meias virtuais e começou a andar pela areia úmida, a água tocando seus pés. Depois de um tempo, ela começou a chorar. Ela imaginava como seriam as lágrimas verdadeiras no ciberespaço. Quando ela finalmente se desconectou, viu-se na sua sala, seu rosto molhado. XXXXXXXXXXXXXX Quando a manhã virava tarde, Dana estava no seu pequeno escritório presa a um discurso que precisava fazer para o Simpósio que seria em Março. Elas não gostava muito de falar para grupos grandes de pessoas mas ela estava pensando na viagem com Meghan até Londres para a conferência. Ela queria conhecer algumas partes da cidade que fora destruída e reconstruída como o Palácio de Buckinghan. Ela inclusive já tinha alguns guias da cidade no seu palmtop. Ela estava pensando numa piada para abrir o discurso quando ouviu um pequena batida na porta "Entre" ela disse. Meghan entrou "Dana, Fred eu e Jenny vamos até a cafeteria almoçar. Quer vir conosco? " Ela balançou a cabeça negativamente "É a única oportunidade que tenho para terminar esse discurso essa semana." "Você tem certeza? Nós não conversamos a dias." "Apenas muito trabalho para fazer" ela disse tirando os óculos e esfregando os olhos. "Ok, não esqueça dos últimos resultados que o Fred vai nos dar às três." "Eu estarei lá." Mais café, ela pensou quando Meghan saiu, enchendo a caneca novamente. O sono teimava em vencê-la e só a cafeína a deixava concentrada no trabalho. Ela chegou a fantasiar sobre estar sozinha num quarto de hotel longe dos seus problemas e conflitos apenas assistindo a vários filmes no telescreen e dormindo numa cama confortável. Mas isso não iria acontecer, havia muito por fazer. Outra batida na porta "Meghan" disse numa risada curta "Eu te disse que tenho que trabalhar no meu discurso" "Ë uma hora ruim, Dana?" o sangue minguou da sua face e ela pensou que iria desmaiar. Mulder, que diabos você está fazendo aqui? Ele entrou e fechou a porta. Ela o observava, segurando sua pasta uma expressão nervosa no rosto dele. "Desculpe aparecer assim, mas eu tinha uma reunião do outro lado da rua" ele colocou a pasta próxima a mesa dela e abriu "Você esqueceu seu presente de aniversário quando saiu" ela fechou os olhos por um momento e pôs a mão sobre a bochecha "Eu não acredito que esqueci" ela levantou-se e pegou o livro de couro preto das mãos dele. Com um pequeno toque das suas mãos na dele, ela tremeu. "Eu queria que ficasse com isso" ele virou-se para sair e viu um porta retrato sobre a estante. Era uma foto dela , John e Julia no segundo aniversário da filha. Dana estava acendendo as velas do bolo enquanto John segurava Julia. Outras crianças riam e tentavam apagar as velas. Ele encarou a fotografia por um longo momento "Então, esse é John." Ela balançou a cabeça afirmativamente. Está certo. Mulder e John não se conhecia. Era bom Mulder saber quem era o homem na vida dela e que era real, como Sarah era real para Dana. Ele virou-se para ela, seus olhos infinitamente tristes "Como você está, Dana?" Ela encolheu os ombros "Estou bem" Ele deu alguns passos para aproximar-se dela. Estavam próximos a ponto de Dana sentir o cheiro dele, ou imaginar que sentia "Eu não estou" ele disse "Eu não estou indo muito bem". Ela deu dois passos na direção dele, olhando para aquele rosto tão bonito. "Vai levar algum tempo" Ele segurou suas mãos nas deles. Suas mãos eram quentes como o corpo dele no meio da noite "Eu não sei se conseguirei te esquecer, e nem se quero." "Mas nós temos que esquecer" ela disse tentando parecer convincente mas seu corpo a traíra quando ela o beijou. Nada mudara nesses dias. O beijo era tão intenso e completo como antes. Beijar Mulder era tudo, fazia cada beijo que ela dividira com John parecer superficial e desanimador. A boca dela abriu-se para ele e ambos suspiraram quando sua línguas encontraram-se. Ela puxou seu corpo para junto do dela, sentindo o calor dele. Sua ereção pressionada contra a sua barriga. Ela se pegou pensando em fechar a porta brevemente e deixar-se amar Mulder mais uma vez. Melhor, ela queria passar a tarde toda no Cascade Falls entre os lençóis e agarrada a ele dividindo seus segredos. Eu não amo John, ela pensou, não desse jeito. Eu o amo pela história que compartilhamos, pela responsabilidade, pela sua imensa bondade. Mas eu nunca o amarei totalmente como amo o Mulder. Ele largou os lábios dela limpando os seus com as costas da mão. "Eu não posso fazer isso" ele disse "Nós não podemos nos esconder. Não é assim que eu quero." Ela baixou a cabeça envergonhada "Me desculpe. Está claro que não podemos ficar sozinhos. " "Eu não sei o que fazer" ele disse. Esse não era o refrão constante na relação deles? "Nós temos que dar uma chance ao John e Sarah. Nós devemos isso a eles." Ele concordou. Bem que podiam ser menos honrados e simplesmente esquecer seus votos e ficar juntos. "Espero que nós consigamos." Ele disse limpando as lágrimas. "Eu também" ele pegou a sua pasta e saiu sem dizer mais nada. Dana sentou-se novamente, as mãos tremiam no seu colo. Ela não tinha tempo para chorar, tinha um discurso para fazer. Tomando outro gole do café, voltou ao trabalho. XXXXXXXXXXXXXXX