TÍTULO: A Verdade Vem do Além AUTORA: Karen Scully CLASSIFICAÇÃO: Mitológica e shipper RESUMO: Scully precisa ajudar Mulder. Mal sabe ela com o que os dois estão lidando, e quais serão as conseqüências por se envolverem com as pessoas erradas... Verdades antes nunca reveladas vêm à tona e algo inesperado acontece... DISCLAIMER: Os personagens citados ao longo da história não pertencem a mim, mas a Chris Carter e seus colaboradores. NOTA DA AUTORA: Essa é minha terceira fic, mas é a primeira que publico aqui. Por favor, feedback é necessário, para que eu possa continuar escrevendo! Espero que gostem! E-MAIL: karen.biotec@zipmail.com.br SEDE DO FBI, 18:57 PM. Scully está sentada em sua mesa terminando o relatório de mais um arquivo X que ela e Mulder investigaram. É uma sexta-feira, quase 19:00 e o que ela mais quer é terminar logo para poder ir para casa descansar. A semana foi muito agitada e ela está visivelmente cansada. Ela desvia o olhar para observar seu parceiro. Ele também está redigindo seu relatório, mas ao contrário dela, não aparenta sinal nenhum de cansaço. Está com aquele ar maroto e infantil de sempre. - Terminei! – exclama Scully depois de uma boa espreguiçada. – Finalmente posso ir para casa, tomar um bom banho, deitar em minha cama e esquecer que o mundo existe! Você já vai também, Mulder? – Pergunta Scully já se levantando e apanhando as chaves do carro. - Ainda não terminei, Scully, mas estou quase. Fique mais um pouco, estou gostando da companhia. – Suspira Mulder. Será que Mulder estava sendo apenas sarcástico como de costume? Ou estava realmente gostando que Scully lhe fizesse companhia? Scully estava imersa em muitos pensamentos. Desde que começaram a trabalhar juntos ela espera ouvir algo doce e gentil de seu parceiro, mas isso nunca havia ocorrido antes. Ela o ama com todas as forças, mas não consegue admitir isso a si mesma, muito menos a ele. Tanto que acaba por dizer que está muito cansada e gostaria mesmo de ir para casa. Eles se despedem e Scully vai para casa. Ela fica pensando no parceiro durante todo o trajeto até sua casa. Ela gostou de ouvir que ele estava apreciando de sua companhia, porém não sabia se isso realmente significava alguma coisa pra ele... Mulder não é o tipo de pessoa que costuma demonstrar abertamente seus sentimentos. "Esqueça, Dana... Viva sua vida e pare de sonhar... Mas como? Eu amo esse homem mais que tudo no mundo! Seria capaz de dar a minha vida por ele!" Scully foi bruscamente interrompida de seus pensamentos por um barulho infernal de buzinas. O sinal estava aberto e ela, por estar imersa em pensamentos, não havia percebido. Chegando em casa preparou um banho bem quente e colocou um CD para tocar. Ficou ali por horas... Refletindo o ocorrido daquela noite... Pensou até em ligar para ele, mas já estava tarde e resolveu dormir... No dia seguinte, sábado de manhã, ele provavelmente a chamaria no escritório dizendo ter algum caso "interessante". Mulder também estava em casa, na cama, mas não conseguia dormir. Ele percebeu que seu comentário causara uma reação positiva na parceira, mas ele não tinha como saber se isso era mesmo real ou apenas uma de suas fantasias se manifestando. Ele estava completamente apaixonado por ela, mas Scully nunca lhe dera muita abertura para que pudesse expor seus reais sentimentos. De repente, seu telefone toca, retirando-o de suas reflexões. - Mulder – Ele atende. - Fox... Preciso muito falar com você! – Diz uma voz feminina do outro lado da linha. Mulder ficou sem fala por alguns minutos. Somente duas pessoas o chamavam de Fox: sua mãe e Diana Fowley. Só que ambas estavam mortas! - Quem está falando? – Pergunta Mulder confuso. - Você já se esqueceu de mim, Fox? Meu amor... Por favor, preciso muito falar com você... Encontre-me no Sears Bar, em 20 minutos. Estarei esperando, por favor, é muito importante! - Mas... Espere! – Grita Mulder em vão. A mulher misteriosa havia desligado. Resolveu atender ao pedido da mulher misteriosa. Afinal, era um agente federal, e estaria armado, portanto não devia temer. Pensou em avisar Scully, mas achou que ela poderia estar dormindo, pois já estava bem tarde. SEARS BAR, WASHINGTON DC. 23:27 PM. Mulder estaciona o carro em frente ao bar, e dá uma espiada no movimento. Poucas pessoas a esta hora. Não seria difícil localizar a mulher que o ligou. Ele finalmente entra, e observa uma mulher sentada no balcão, com uma taça de Martini a sua frente. Mulder fica sem ação... "É Diana!!! Mas como? Ela está morta! Foi assassinada!!!" Ele recusa-se a acreditar no que está vendo. Até que ela se aproxima dele, convidando-o a sentar-se do seu lado. - O que foi, Fox? Surpreso ao me ver? – Pergunta Diana sarcástica. - Digamos apenas que eu não estou muito acostumado a ver assombrações a esta altura da minha vida. – Responde Mulder, não menos sarcástico. - É isso que sou para você, Fox? Uma assombração? - Considerando o fato de que você está morta, eu diria que sim, não? – Diz Mulder, sem ao menos olhar para a mulher a sua frente. - Fox... – Diz Diana com ternura. – Eu forjei minha própria morte para te proteger! Eu estou viva! Não vê? Não é um sonho. – Diana dá um leve beliscão no braço de Mulder. - Como posso acreditar em você? Você já me enganou tantas vezes! Como pode dizer isso? Que forjou a própria morte para me proteger? – Mulder está confuso. - Você sabe, Fox... Eu sei de muitas coisas que você não sabe, mas que daria a vida para saber. Se eles nos vissem juntos, no FBI, poderiam tentar matá-lo, por estar querendo saber demais. Não entende? Era você ou eu! Fiz com que acreditassem que eu estava morta, assim não teriam mais motivos para continuarem perseguindo você. - Eles quem, Diana? Eles quem? – Grita Fox, nervoso. - Você sabe quem, Fox. Os mesmos que te fizeram acreditar que sua parceira havia sido abduzida por alienígenas. Que a deixaram doente... Você estava indo muito a fundo na sua busca pela verdade, e eles estavam pensando em eliminar sua parceira, para que você parasse com as investigações pessoais. - O que? Você está me dizendo que Scully não foi abduzida? Que fizeram tudo isso com ela aqui? – Esbraveja Mulder furioso. - Acalme-se, Fox! Eu não disse nada disso! Entenda como quiser! Mas saiba que ela corre perigo se você não parar com essa busca pela verdade! - Se alguém chegar perto dela eu juro que te mato de verdade! E desta vez vai ser pra valer, você não vai mais voltar para o mundo dos vivos para me atormentar! Eu mato qualquer um que se aproxime dela, entendeu? – Grita Mulder, levantando-se. - Fox... Você está apaixonado por ela? – Diz Diana, segurando-o pelo braço. – Já me esqueceu? – Ela o beija inesperadamente. Mulder a empurra e sai batendo a porta. Entra no carro e sai cantando pneus, dirigindo-se ao apartamento de Scully, para checar se ela está bem, pois sabe que se aquela era mesmo Diana, ela poderia estar tramando alguma coisa. Ele para o carro na frente do prédio de Scully. Mulder tem uma chave, que Scully lhe dera para situações de emergência, e no momento em que abria a porta da frente, foi atingido na nuca por algum objeto forte, e caiu no chão. Antes de perder a consciência ainda pode ver Diana em pé, com uma barra de metal nas mãos. Como ela havia chegado lá antes dele? Não havia tempo para obter respostas para perguntas como esta. Mulder ficara inconsciente, e Diana o carregou até seu carro, levando-o para longe dali. APARTAMENTO DE SCULLY, GEORGETOWN. SÁBADO, 9:32 AM. Dana acorda e olha para o relógio. "A esta altura Mulder já deveria ter ligado..." Pensou Scully ao sentar-se na cama. - Talvez ele deva ter percebido que fins de semana foram feitos para se descansar! – Brincou Scully antes de se levantar. Tomou um café e resolveu sair para correr um pouco. Afinal, precisava se manter em forma, pois seu trabalho exigia muito fôlego. Ao descer, viu o carro do parceiro parado bem na frente do seu prédio. Perguntou ao vigia se ele tinha visto Mulder ali naquela manhã. - Não, não o vi hoje. Eu o vi ontem, tarde da noite, quando chegou e parou o carro aí. Pensei que ia ver vocês dois descendo juntos esta manhã! – Brincou o homem. Scully ficou visivelmente aborrecida com o comentário de mau gosto do vigia. Mas nem deu tanta importância, o que importava no momento era saber onde Mulder estava. Resolveu ligar para ele. Em casa, a secretária eletrônica indicava que ele não estava lá, e também não atendia o celular. Scully começou a ficar preocupada. Observou o interior do carro, seu casaco estava jogado no banco do passageiro, e havia um bilhete no banco do motorista, com um endereço anotado. "250, Lakeshore Road". Dana decidiu então seguir seu coração. Algo lhe dizia que Mulder poderia estar naquele endereço, apesar de que a pista estava óbvia demais. Pegou seu carro e saiu correndo para o local, portando sua arma, sem nem ao menos trocar seu agasalho de corrida. 250, LAKESHORE ROAD. Não havia nada além de um enorme galpão na extensa rodovia. Mulder estava lá dentro, ainda desacordado, amarrado em uma cadeira velha de madeira. - O que vamos fazer com ele? – Pergunta Diana a um homem que fumava um cigarro. - Ainda não sei. – Respondeu o homem depois de uma tragada. – Mas temos que agir rápido, antes que a ruivinha apareça e estrague nossos planos. - E quais seriam esses planos? – Pergunta Diana. - Temos que dar um jeito de mantê-lo quieto até que Krycek apareça dizendo que o caminho está livre. Aí sim poderemos dar início à operação. - Hmmm... Operação? Que operação? Onde estou? – Mulder acorda atordoado em função da forte pancada que recebera, porém ouvira toda a conversa dos dois. - Ora, ora... A bela adormecida resolveu acordar. – Diz o Canceroso. - Onde eu estou? Maldito... Diana! Como pode fazer isso comigo? – Pergunta Mulder furioso. - Quieto Fox! Ou será pior para você! – Diz Diana aproximando-se de Mulder. - O que vocês vão fazer comigo? Scully... Onde está a Scully? O que vocês fizeram com ela? Se vocês tocarem em um só fio do cabelo dela... – Diz Mulder debatendo-se, tentando se soltar das grossas cordas que o mantém preso à cadeira. - Sem ameaças, senhor FBI. – Diz o Canceroso tranqüilamente. – Sua baixinha está bem. Pelo menos enquanto não tentar interferir com nossos planos. - O que querem de mim? – Pergunta Mulder. - No momento certo você saberá, meu caro. – Responde o Canceroso, enquanto acende mais um cigarro. Scully se aproxima do endereço que encontrou no carro de Mulder. Ela avista um velho galpão e para a uma certa distância, na tentativa de não chamar a atenção. Ela engatilha sua arma e sai do carro devagar, tomando o máximo de cuidado para não ser vista. Ela começa a seguir até algum lugar que possa entrar, andando encostada à parede, atenta ao menor movimento. Estava preocupada com Mulder. Geralmente era ele que a salvava de situações perigosas, mas hoje os papéis foram invertidos. Estava passando por um turbilhão de sentimentos. Não sabia o que realmente a tinha levado ali, se um sentimento de dever, pois ele sempre cuidou dela, ou se por medo de perder o grande amor da sua vida. - De repente alguém abre a porta do galpão. Scully fica na espreita. Era o Canceroso! - Eu sabia! – Murmura Scully. Ela espera que ele saia e chega mais perto da porta. Parece haver mais alguém lá dentro. Ela ouve uma voz feminina. Decide entrar de vez. - Parada! FBI! – Grita Scully, mas logo toma um susto ao ver Diana em pé na sua frente! - Olá, agente Scully. – Cumprimenta sarcástica. - Diabos! Quem é você? Você não pode ser Diana Fowley, ela está morta! – Grita Scully de arma em punho. Scully nunca gostou de Diana. Vários fatores contribuíram para essa antipatia: ela nunca inspirou confiança, sempre escondeu seu passado, mas o principal motivo era seu envolvimento amoroso com Mulder. E o pior de tudo é que Mulder sempre confiou nela, apesar de ela ter sempre feito de tudo para acabar com os dois e com os arquivos X. Scully sabia disso e tentou alertar o parceiro, mas ele preferia confiar em Diana, e isso sempre a magoou muito. - Mulder! Você está bem? Saia de perto dele, ou eu vou atirar! – Diz Scully. - Scully! Como me achou aqui? – Pergunta Mulder aliviado por ver sua amada sã e salva na sua frente. - Simples, meu amor... – Diz Diana. – Eu deixei uma pista para que ela seguisse, antes de te trazer pra cá. Eu sabia que ela ia acabar seguindo, por mais óbvia que fosse. Caiu como um patinho na nossa armadilha. - Armadilha? Do que você está falando? – Pergunta Scully confusa. - Hahaha! – Ri Diana, enquanto muda sua forma diante dos olhares atônitos dos agentes. - Caçador de alienígenas! – Exclama Mulder. - Exato, caro agente. – Diz o homem tranqüilamente. - O que você quer com ele? – Pergunta Scully, nervosa, mas ainda com a arma empunhada. - Correção: o que eu quero com vocês dois! Você, minha cara agente intrometida, foi submetida a vários testes no passado. Em um deles, removemos todos os seus óvulos, para nosso projeto para criar híbridos humano-alienígena. Infelizmente nossos testes têm fracassado até agora. Nossa última tentativa será fertilizá-los com células reprodutivas de um híbrido. - Mas... Se todos os seus testes fracassaram, vocês não tem nenhum híbrido para realizar a fertilização. – Pergunta Mulder confuso. - Aí que você se engana, Fox. Você é um híbrido! Não sabemos porque isso aconteceu, mas quando você foi contaminado com o vírus do óleo negro, você desenvolveu uma resistência incrível, incorporando o DNA viral em seu próprio DNA, tornando-se assim um híbrido. Scully e Mulder não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo. - Sendo assim, precisamos realizar todo o processo de fertilização logo, não podemos perder mais tempo, ou os óvulos vão se tornar inviáveis. Em apenas alguns minutos vocês dois vão se tornar parte de um projeto muito importante! Você, ruivinha – disse o homem aproximando-se de Scully – carregará em seu ventre uma criança muito especial. - Mas... – Scully está com os olhos cheios de lágrimas. – Mulder encontrou meus óvulos, tentamos fertilizá-los, mas não foi possível. – Scully não conseguiu conter o pranto. - Achei que você fosse mais esperta, agente Scully. Aquilo foi tudo armado. Os arquivos, as fichas, os óvulos. Nada daquilo era real. Foi apenas para ganharmos tempo até conseguirmos bolar todo o projeto. – Disse o homem, aproveitando-se da fragilidade de Scully para tomar sua arma e conseguir amarrá-la junto ao parceiro. Faltava pouco agora. ESTAÇÃO DE TRENS GOLDEN EYE, WHASHINGTON DC. 1:48 PM. Um vagão estava preparado para o procedimento da fertilização. O local isolado facilitava a operação, pois nada nem ninguém poderiam atrapalhar os planos àquela altura. Um carro preto trazia os dois agentes sedados, que foram transportados para dentro do vagão por homens usando roupas anticontaminação. O Canceroso ficou observando, enquanto o Caçador de alienígenas dava início ao procedimento. Com os dois agentes deitados sobre as macas, células reprodutivas foram removidas do corpo de Mulder, e rapidamente colocadas em contato com um dos óvulos de Scully, que estavam conservados numa câmara contendo nitrogênio líquido. Realizada a fecundação, o pequeno embrião foi implantado no útero de Scully. Um dos homens aplicou, em seguida, um líquido verde em sua corrente sanguínea, para impedir que o organismo humano de Scully rejeitasse aquele embrião que era parte alienígena. Depois disso tudo, ainda foi injetado na corrente sanguínea dos agentes, um tipo de soro, para que não pudessem se lembrar do acontecido. Os agentes foram cuidadosamente levados de volta para seus apartamentos, para que ninguém suspeitasse de nada. Tudo fora meticulosamente planejado. O amor evidente entre os dois agentes iria fazer com que eles acreditassem que essa criança foi concebida por meios naturais, pois a esterilidade de Scully também era uma estratégia para que ela não tentasse uma gravidez normal, o que poderia interferir no projeto. APARTAMENTO DE MULDER, VIRGINIA. 2:14 PM. Mulder acorda em seu sofá, sentindo uma dor de cabeça horrível e confuso devido ao horário que acordou. - Puxa... O que será que aconteceu? Parece que fui atropelado por um trem! Ah, agora me lembro... Eu fui a um bar ontem à noite... Devo ter exagerado na bebida. Mas... O que eu fui fazer num bar? Bom... Chega de pensar. É melhor tomar um banho e um analgésico. – Murmura Mulder. APARTAMENTO DE SCULLY, GEORGETOWN. 2:23 PM. Scully também acorda em seu sofá, confusa e tonta. - Que horas são? Meu Deus! O que estou fazendo dormindo a essa hora? E no sofá? – Scully estava bastante confusa, mas acreditou ter dormido depois da corrida, pois ainda estava vestindo seu agasalho. - Bem, vou tomar um banho e ver o que o Mulder anda fazendo. Ele ainda não deu sinal de vida. Não foi preciso ir atrás de Mulder. Assim que Scully saiu do banho ele estava batendo a sua porta. Ela foi atender ainda de roupão, secando os cabelos com uma toalha. - Olá, Mulder! Entre! – Convida Scully. – Fique a vontade, vou só colocar uma roupa e já volto. - Tudo bem, Scully. – Disse Mulder, olhando profundamente em seus olhos azuis, deixando-a meio sem jeito. Ela pensou muito a noite toda, e decidiu que era hora de abrir seu coração para ele, e dizer o que realmente sente, o que sempre sentiu desde que se conheceram. Não estava se importando muito com a reação dele, mas ela tinha que dizer de uma vez por todas que o ama, para poder ter uma resposta para suas dúvidas, mesmo que essa resposta a fizesse sofrer. Mulder também queria dizer a Scully o quanto a amava. E queria fazer isso agora. Não podia esperar mais, já havia esperado 7 anos. Colocou uma música suave para tocar enquanto esperava ansiosamente por Scully. - Nossa, Mulder! Não conhecia esse seu lado! Nunca te imaginei ouvindo músicas assim! – Debocha Scully. - A debochada dama me concede o prazer desta dança? – Mulder também não perde a oportunidade de fazer uma de suas piadinhas. Scully aceitou e os dois começaram a dançar no meio da sala, porém não estavam muito próximos. - Scully... – Suspira Mulder. – Músicas assim exigem uma proximidade maior, não acha? – Disse Mulder apertando o pequeno corpo de sua parceira junto ao seu, sem dar muito tempo de Scully reagir contra. Scully gostou da atitude de Mulder. Era bom estar assim, abraçada ao homem que ela sempre amou. Podendo ouvir seu coração batendo, sentindo sua respiração pesada. Fechou os olhos e se deixou levar pela bela melodia da música escolhida por seu amado. - Mulder, eu... - Shhh... – Aproveite o momento, Scully. – Mulder a silenciou colocando os dedos sobre seus lábios. Houve uma intensa troca de olhares. Não era preciso palavras para explicar o que os dois estavam sentindo naquele momento único. Corações acelerados, mentes em um só objetivo, que foi alcançado finalmente. Lentamente os lábios se tocaram. Levemente, de início, mas logo se transformou em um beijo quente e apaixonado. Depois, com a respiração bastante ofegante, eles trocaram olhares e um largo sorriso. Mulder olha com um ar maroto para Scully, que prontamente entendeu o recado e o conduziu até seu quarto, onde assumiram de vez o amor há tanto tempo reprimido pelos dois. Mal sabiam eles que uma criança já havia sido concebida, fortalecendo ainda mais os laços amorosos entre os dois agentes...