Título: A Verdade Nome do Autor: Giu Scully E-mail: susini@terra.com.br Disclaimer: Olha, eles são meus e pronto!!! Depois de toda a grana q eu gastei gravando os episodios do AX eu acho q eu tenho o direito de ter eles p mim e fazer o q kiser com eles!!! :P Tow brincando, eles pertencem ao Surfista Prateado e sua gangue batizada de Ten Thirteen, mas q ele cuida muito mal do Mulder, Scully e compania cuidam!!! ;P Classificação: eu acho q PG-13, por falta de coragem... :P Resumo da História: Acontece antes do ep "Biogênesis". Uma revelação de Diana Fowley traz uma mudança enorme p Mulder, Scully e os planos do Canceroso... Spoilers: Eu acho q deve ter um monte ae, mas os mais evidentes devem ser dos eps em q a Diana apareceu... Esses eps também foram muito traumáticos p mim :( e eu ODEIO a Diana Fowley, apesar de ainda acreditar q ela tá viva... Essa história q ela morreu do nada, sem mostrarem o corpo e tal eu naum engoli... Só acredito vendo!!! :P ///////////////////////////////////////////////////////////// /////////////////// ////////////////////////// Já eram quase oito e meia da manhã, quando Mulder levanta-se no susto vendo q estava atrasado mais uma vez. E ainda hoje q tinha prometido a Scully em revisar o relatório q entregariam a Skinner naquela mesma tarde. "Xiii... prepare-se p mais uma bronca, Mr. Spooky..." Levanta-se da cama, e quando está indo do quarto p cozinha, depara-se com uma figura triste e desconsolada de Diana Fowley. Sua primeira reação foi: "O q ela está fazendo aqui?" - O q aconteceu, Diana? - Fox, eu não agüento mais te enganar, te prejudicar... - Mas o q você tá fazendo aqui? O q aconteceu? - Eles querem me usar p te destruir, mas eu não consigo mais... Fox, eu te amo, eu não posso fazer isso com você... - Diana... sente-se... e me conte o q aconteceu... FBI Headquarters 9:30am Mulder chega mais atrasado do que nunca, e encontra uma Scully sem paciência em sua sala no porão obscuro do prédio do FBI. - Eu já sei, Scully... Atrasado de novo... Mas desta vez, tenho uma desculpa boa... - O q aconteceu, Mulder? - A Diana, ela está no meu apartamento e ... - Diana, Mulder??? Você está cansado de saber que esta mulher não presta, ela sempre te enganou... - Mas ela me explicou sua situação... eles a estão usando p me destruir... e ela não agüenta mais isso... - Ah, sim... você agora me diz q depois de tanto tempo te enganando e te fazendo sofrer, ela decidiu te contar tudo??? - Ela me contou tudo, Scully... De repente, Mulder olha nos olhos de Scully, e os vê já marejados... "Seria pela ira? Por pensar q eu tenha caído nas armadilhas da Agente Fowley? TPM? Ou seria apenas medo de me perder? Mulder, você e suas teorias...", pensava ele... Scully já não conseguia segurar mais seus sentimentos em relação a Mulder, aquietou-se em seu solitário silêncio, apenas com seus olhos fixos nos dele... "Fox Mulder, será q vc não enxerga q ela está só te usando??? E não enxerga também que eu não quero te perder???", pensou também consigo a agente, q decidida sai da pequena sala dos Arquivos X... Ele tenta alcançá-la, enquanto ela aperta insistentemente o botão do elevador: - Scully, o q está acontecendo??? Você não quer ouvir o q tenho p contar??? - Mais mentiras??? Não, Mulder... Scully entra no elevador deixando Mulder confuso no corredor mal iluminado. Antes das portas se fecharem, Scully lança um olhar furioso contra Mulder, q somente a encara por segundos, e logo após desvia seus olhos. "Meu Deus, eu tenho tantas teorias q acabo me confundindo com todas elas...", fala consigo mesmo com ironia, tentando camuflar mais uma ferida aberta no seu coração. Scully entra em seu carro e derrama-se em lágrimas. Começa a pensar em tudo que viveu até aquele instante... Pensava nos seus seis anos junto com Mulder nos AX, e percebeu como sua vida mudou... Como abandonou a carreira na Medicina para se dedicar ao FBI, quando encontrou Mulder pela primeira vez... Sua abdução, a morte de Melissa, seu câncer, Emily, a contaminação pelo vírus... Constatou q tudo o q aconteceu acabava ligando-se numa figura central: Fox William Mulder... Ele era tudo q ela tinha na vida, seu refúgio, sua fonte de força, uma mente destinada pela busca incessante da verdade... Não podia perdê- lo por causa de mentiras... Agora tinha certeza... Ela o amava... E seguiu seu instinto, q guardava-se intacto devido à sua cética personalidade, indo p o apartamento de Mulder... Chegando lá, fez questão de checar se o carro de Mulder estava no lugar de costume. Não estava lá. "Muito bem, Mulder... Vamos fazer uma surpresinha para a Srta. Diana Fowley..." Entrou no prédio com fúria, chegando ao elevador em poucos segundos. Enquanto esperava, ia pensando no que falaria com Fowley. "Estaria ela lá mesmo??? Bem, só vendo..." Scully chega em seu destino e respira fundo antes de bater na porta. Ao quase bater, reluta-se... "Será q estou fazendo o mais correto??? Ou estou agindo sem pensar??? Onde está a lucidez quando se precisa dela..." Em fração de segundos, a porta se abre, onde via-se Fowley de saída. Ela assusta-se com a presença de Scully ali - Agente Scully... Você quase me deu um susto... Está procurando o Mulder? Ele me disse q precisava falar com você... - Eu já estou sabendo, Agente Fowley... - Quer dizer q Mulder lhe contou sobre... - Ele não precisou contar nada. Eu não quero mais saber de suas mentiras... Qual é a sua intenção em iludir Mulder??? Por q o usa desse jeito??? - Ora, ora... parece q alguém aqui está com ciúmes... - Sua... Quando repentinamente, ouvem-se passos no corredor... Scully olha assustada e seus olhos arregalam-se observando uma figura sombria se aproximando delas duas. Primeiramente, vê-se só fumaça, e a face do homem misterioso surge no meio da cortina esfumaçada. Sim, era ele... - O q...? - diz Scully - Vamos, Diana... Temos muito o q conversar... - Eu sabia... - murmura Scully E sem pensar, dá um tapa no rosto da Agente Fowley. A fúria é claramente percebida nos olhos de Scully. Fowley levanta seu olhar contra ela... Aproxima sua mão na parte atingida do rosto, e volta seus olhos à figura escura do Canceroso. Ele apenas agarra seu antebraço e a puxa para perto de si. - Você fez uma coisa muito errada hoje, Agente Fowley... - Não... eu fiz o certo... estou cansada de tudo isso... - Vamos... - Não, eu não vou com você!!! - Vamos! - disse ele a puxando mais vigorosamente em sua direção - como já disse, temos muito o q conversar hoje... Ela rende-se àquele homem misterioso, e decide ir com ele. Scully, chocada por sua ação irracional, só observou o diálogo entre os dois. Estática, parada. Não sabia mais o q pensar. O q falar... Só aquela cena da agressão à Diana. Quando deu-se por si, os dois já tinham ido embora. Nisso, sua mente racional voltou enquanto tentava estabelecer o q tinha acontecido ali. Primeiramente, "o q aquele homem fazia aqui? Por q veio buscar a Agente Fowley? Por q a relutância dela em o acompanhar?" Mas mesmo depois de tantas perguntas, ela teve certeza de uma coisa: ela estava certa. Coloca a mão em sua testa e olha a seu redor..."Sabia q aquele fumacinha estava por trás da Fowley. Mulder... como ele não consegue acreditar nisso??????" Mulder, chegando quase em frente a seu prédio, engasga com suas sementes de girassol. "O q Diana faz junto com o Canceroso???" - Diana!!! Diana, volte aqui... - ele grita de dentro do carro - o q você está fazendo??????? Nisso, o Canceroso, vendo a aproximação de Mulder, apressa-se em colocar a agente dentro do carro, enquanto ela apenas avista Mulder, e abaixa sua cabeça. Scully abre violentamente a porta de entrada do prédio e só consegue ver os dois fugindo num carro com a placa do governo. Quando ela olha p o outro lado, vê Mulder tentando sem sucesso alcançar o carro, gritando o nome de Diana. Certamente, aquela visão não estava nas suas melhores do dia... Quando ele percebe q não pode alcançar o carro, já longe e virando a esquina, abaixa-se, colocando as mãos em seu joelhos, e falando um palavrão censurado por esta q está lhe contando a estória... - Mulder... - Scully... o q faz aqui??? O q aconteceu??? Meu Deus... - Você viu com seus próprios olhos, Mulder... Ela está te enganando... - Como eu pude??? De repente, Scully observa o desespero crescer em seu parceiro... Ele também não sabe mais o q fazer, o q pensar... Ela apenas o abraça, reconfortando seu amigo, e reconfortando-se também... - Vamos, Mulder... vamos subir... Ele apenas a acompanha, totalmente transtornado com o q acabara de ver. Como pôde acreditar em Diana? No caminho, começa a perceber como Scully o reconforta. "Ela sempre esteve comigo, me ajudando, apoiando... Nunca me decepcionou... Esteve ao meu lado mesmo nas horas mais difíceis de nossas vidas... Não... nossa vida... Scully é a única pessoa em quem eu posso confiar... é a única... única..." Chegando em seu apartamento, vai direto ao seu confortável sofá e deita-se. Scully dirige-se à cozinha. - Mulder, você nunca tem nada nessa geladeira a não ser água e hummm... e um suco fazendo aniversário aqui??? Acho q vou fazer um café... tudo bem??? - O café está no... - No armário da direita, prateleira de baixo... e o açúcar do lado... Mulder senta-se e observa Scully na sua cozinha... "Deus, ela sabe até onde as coisas estão nessa casa... Espero q ainda não tenha encontrado as revistas debaixo da cama..." E por um momento, esquece o q aconteceu, esboçando um sorriso vendo Scully fazer o café. Vem então em sua cabeça q ela é a única pessoa q o entendia, q o agüentava... Nem sua mãe tinha essa qualidade... a única de novo... Acabou percebendo que sua vida, além de girar em torno da procura de sua irmã e da verdade... Scully também estava lá... Do seu lado como sempre... Não conseguia imaginar sua vida agora sem ela. Sim... ele a amava... - Mulder... Mulder? - Ah... obrigado, Scully. - Veja se está bom de açúcar... é q no meu... - Eu sei... você gosta com creme... Achou o creme??? - Lógico... foi eu quem arrumou o armário da última vez... - Err... é... hummm... tá na medida, Scully... - Depois de tanto tempo, tinha q saber como você gosta, né Mulder??? Quando ele pára por um instante, lembra-se do q aconteceu... A Diana... O Canceroso... Gentilmente coloca a xícara na mesinha e apoia a cabeça em suas mãos... "Eu não me conformo..." Scully, vendo o estado de seu parceiro, levanta- se com cuidado e aproxima-se dele. Senta ao seu lado, ajeitando lentamente os cabelos castanhos de Mulder. - Mulder... não fique assim... Você já devia saber q ela estava te usando... Quantas vezes eu... - Eu sei, Scully... Eu apenas pensava q depois do q eu e Diana tivemos no passado fizesse com q ela fosse honesta comigo. Só queria honestidade... e confiança... Mas mais uma vez percebi q só posso confiar em você... - Só honestidade, Mulder? - Como assim...? - Eu pensava q... - Scully... o q aconteceu entre eu e Diana foi há sete anos atrás. Ela diz q ainda me ama, mas eu não sinto mais nada por ela... não sentia mais nada... nada... antes de conhecer você... Scully, q estava tomando um gole de seu café enquanto escutava Mulder falar, parou repentinamente. Quando olhou, ele estava fitando-a com seus lindos olhos verdes, q conseguiam transparecer todos os sentimentos de Mulder. O tempo parou. Os olhos se encontraram... Ele apenas a olhava, dentro de seus também lindos olhos azuis, querendo q o mundo acabasse ali. O maior e mais maravilhoso silêncio do mundo foi interceptado pelo barulhento e vibrante tocar do telefone de Mulder. Ele desvia seu olhar timidamente dos de Scully e levanta-se p atender. - Sim... sim, senhor... Estamos indo já... Sim, ela está aqui... ok... até breve. Scully acomoda-se discretamente no sofá, voltando sua atenção à xícara de café. Depois de um rápido gole, pergunta à Mulder, com a voz meio trêmula, quem era no telefone. - Era Skinner. Ele apenas tinha ligado para confirmar a reunião às duas. Bem, Scully, já são quase meio dia e a gente tomando café... - diz Mulder tentando disfarçar o momento passado - vamos almoçar??? Scully estranhou. Era a primeira vez (q ela se lembra) de Mulder a convidar para almoçar. Apesar de serem parceiros há muito tempo, acostumaram a terem seus próprios horários de almoço. Seria um... encontro??? "Ah, Scully, q besteira... você está com fome mesmo..." - Ahnnn... sim, sim... nem percebemos q estávamos com os celulares desligados, e q não estávamos na sua sala... - tenta Scully também camuflar seu rubor - Nossa sala, Scully... E eles saíram para almoçar. Decidiram ir a uma cantina italiana q ficava na esquina da rua de Mulder. Ele sempre quando passava ali na frente, sentia o cheiro gostoso de macarrão com molho de calabresa (talvez seria por este ser seu prato favorito...). No caminho não trocam sequer uma palavra. Chegando lá, acomodam-se em uma mesa e logo são atendidos por um alegre senhor. - Boa tarde... aqui está o cardápio... - Obrigada - diz Scully - Mulder, o q vai querer? - O q você quiser... eu estou com fome... - Hum, q cavalheiro... vocês são casados, namorados...? - Amigos - diz prontamente uma duvidosa Scully, olhando Mulder no canto do olho - É... amigos, parceiros de trabalho... - confirma um também duvidoso Mulder - Poxa, não parece... vocês fazem um belo casal... Scully abaixa sua cabeça, tentando esconder um certo e insistente rubor, enquanto Mulder fica sem saber o q falar. Como um estalo, ele pergunta: - Qual é o prato do dia? - Macarrão com molho de pimentão e calabresa... A especialidade da casa... - Olha, Scully... conseguiram misturar nossos gostos... - vira-se para o senhor - ok... - Alguma coisa p acompanhar? - Bem, já q vamos aproveitar, um belo vinho tinto seria perfeito, Mulder... - Boa escolha, senhorita... eu já vou fazer o pedido... Durante o almoço, ficaram relembrando suas aventuras ao longo de suas vidas, e acabaram se divertindo muito. Até q veio à tona o primeiro caso oficial da volta deles aos Arquivos X, onde tiveram que se disfarçar de marido e mulher... - Scully, foi muito engraçado ver o modo como você dorme... - Oras, Mulder... só porque sou uma Agente Especial não posso me cuidar de vez em quando? Ele adorava mexer com Scully. Sabia q ela não gostava quando ele brincava ironicamente com ela... Mas não pode resistir ao lembrar-se da cena... - Você com aquela meleca toda na cara me assustou... Apesar q eu acho q você não precisa disso... - disse ele tocando levemente o rosto de Scully - Mulder... acho q você exagerou um pouco na bebida - e lá estava ela de novo, olhando para os olhos dele... e também percebeu q ele a observava delicadamente - Não, Scully... estou completamente são... nunca estive tão são em toda minha vida... Nisso, Mulder passou a mão indo até a nuca de Scully, sentindo a delicada pele q ali se encontrava. Ela, sentindo a mão de seu parceiro num lugar tão íntimo, não conteve-se e fechou os olhos. Ele só pode contemplar a mais linda visão q já tinha presenciado. Seus olhos azuis fechados, sua pele alva e macia, seus cabelos ruivos perfeitamente arrumados, seus lábios rosados... Inconscientemente, ele se aproxima dela, sentindo o calor que excedia de sua face. Scully, q não sentia mais nada, só a mão de Mulder em sua nuca, começou a perceber a respiração de Mulder q tornava-se cada vez mais próxima. "Céus, isso não pode estar acontecendo... daqui a pouco acordo e nada disso aconteceu..." Ela lentamente abre seus olhos, quando observa q nunca teve ele tão perto como está agora. O beijo aconteceu como resultado de um emaranhado de sensações e sentimentos, q os dois podiam sentir um do outro. Nada mais complementava... não eram necessárias respostas, explicações... Somente o beijo, q transformou-se de um delicado toque de lábios num ardente e apaixonado encontro de amantes q não se viam há anos. Era só o q faltava na relação de Mulder e Scully. Faltava a quebra de protocolo, a transposição de barreiras. O elo foi estabelecido. A verdade foi finalmente encontrada. - Mulder, eu... - Não, Scully... não precisa falar nada... E Mulder cala Scully com mais um beijo, dessa vez, mais apaixonado que nunca. E ele também percebe que a resposta foi a mesma. Parece que os dois se conhecem há muito tempo, mais do que podiam imaginar. A união era perfeita, uma coisa tão certa de se acontecer. Os minutos que ali se passaram valiam como infinitas horas. Continuaram se olhando. Palavras não eram necessárias naquele momento. Mesmo assim, Scully arriscou-se. - Mulder, eu não sei o que dizer... - Eu sei, Scully... Hoje de manhã, com tudo o que aconteceu, acabei percebendo que você é a única pessoa que me entende, que eu entendo, que eu confio... e agora, que eu amo... É difícil... - Aconteceram muitas coisas com você hoje, Mulder... Eu sei que você se sente pressionado a dizer algo sobre isso... Mas não precisa dizer a primeira coisa que lhe vier na cabeça... - Não, Scully... Eu... eu tenho certeza do que estou falando... Posso Ter arruinado tudo que existe entre a gente, nossa amizade, parceria e confiança... Mas hoje tive certeza do que sinto por você. É difícil pra mim, mas... eu... eu te amo... mais do que tudo... e gostaria de ouvir o que você acha e sente também... se você quiser falar, é claro... - Eu também... quer dizer... eu também pensei em todo esse tempo que nós estamos juntos... Como parceiros... e percebi que tudo o que aconteceu comigo, ... tudo... leva a você... Mulder, você é a única pessoa hoje a me entender, estando sempre ali... e acabei numa conclusão: você é o único, Mulder... eu prefiro sofrer a te ver sofrer... eu... eu te amo também... Mulder lançou um sorriso maroto à Scully, e num tímido movimento, desviou seu olhar e abaixou sua cabeça... Levou a mão a seus olhos... Scully, como estava muito perto dele, percebeu as lágrimas escorrendo por suas mãos... Quando sentiu que elas escorriam de seus olhos também. Enxugou suas lágrimas, e abraçou Mulder. Ele fez o mesmo, sentindo Scully trêmula. Ela se sentia protegida agora. O desabafo de seus sentimentos a fizeram sentir exposta, aberta a qualquer tipo de coisa. Percebeu que Mulder sentia-se da mesma forma. Mas agora não mais... Os dois se sentiam protegidos, juntos... Nada mais podia atingi- los... - Por que será que tiveram que acontecer todas essas coisas para percebermos o que estávamos sentindo? Era tudo tão óbvio, mas tornou-se recluso... - diz Mulder ainda abraçado com Scully, falando bem perto de sue ouvido - Não sei, Mulder... talvez precisávamos de um acontecimento que nos fizesse pensar sobre nossa relação... Mas essa não é a hora de explicações - e com um olhar involuntário, checa o relógio - Mulder, são quase duas horas... - Temos a reunião com Skinner... - O que vamos fazer depois disso??? - Isso compete apenas a nós, Scully... Ninguém tem nada a ver com isso... - procura sua carteira atrapalhadamente em seu paletó e coloca o pagamento da conta sobre a mesa - vamos, Scully? Ele oferece sua mão à ela, com outro de seus sorrisos marotos. Scully apenas responde com outro sorriso e um olhar que Mulder nunca tinha visto antes. Seus olhos azuis pareciam estar com outro brilho, um brilho diferente. Colocou seu braço envolta dela, e a sentiu só dele. Parecia que seus corpos pertenciam um ao outro. Scully fez o mesmo, e sentiu uma coisa que nunca sentiu... Uma mistura de união, confiança, proteção... e amor... Era perfeito... Chegando ao prédio do FBI, não perceberam o olhar do segurança do prédio sobre eles ali, abraçados. Ele sabia que existia alguma coisa entre os dois sérios agentes, apesar de que quando fazia brincadeiras com Dana, ela teimava em dizer que não havia nada entre ela e Mulder. Mas agora teve a prova. Só de observar como um olhava o outro, teve certeza... Os dois esperavam o elevador pacientemente. - Mulder, eu vou indo encontrar com Skinner, e você vai buscar o relatório. Está em cima da mesa. - Tudo bem... - diz Mulder entrando no elevador Chegando no andar de destino de Scully, ela dá um passo a frente, e percebe que está de mãos dadas com Mulder. Ela olha para trás, sem soltar sua mão. - Não demore, Mulder. Ele apenas responde com um olhar, e sorri de novo. Mulder não é um homem que sorri com facilidade. Devido às coisas que aconteceram na sua vida, ele não tinha muitos motivos para sorrir. Mas agora ele tinha... Apenas observa as portas do elevador se fecharem, deixando a imagem de Scully, com aquele mesmo brilho diferente nos olhos. Parecia sonho... Ele até se beliscou para ver se aquilo estava acontecendo mesmo. "Putz, eu não estou sonhando... Ainda bem..." Scully chega na sala de Skinner, encontrando-se com sua secretária. - Agente Scully... onde está o Agente Mulder??? Atrasado, de novo??? Skinner os está esperando... - Eu sei... Obrigada. Mulder já está vindo, ele só foi buscar o relatório que deixamos em cima da mesa. - nisso, abre-se a porta da sala do Diretor-Assistente Skinner, e ele observa uma diferente Scully - Boa tarde, Agente Scully... onde está o Agente Mulder??? - Ele deve estar chegando... Apenas foi buscar o relatório, senhor. - Ok, vamos entrando então... Ao entrar, Scully percebe um forte cheiro de cigarro no interior da sala de Skinner. Observa a sua volta, e não encontra ninguém. Desconfiada, senta-se numa das cadeiras à frente da mesa dele. - Alguém fumou aqui, senhor? - Ahn... não, Agente Scully - responde um assustado Skinner, tentando achar uma resposta convincente à pergunta da agente - talvez por Ter deixado a porta aberta durante o almoço. O Diretor de frente à minha sala, o... Cameron... fuma durante o almoço... - Ahh, sim... - ainda desconfiada - Você sabe que eu não gosto que fumem na minha sala, Agente... Quando Skinner termina sua frase, surge na porta Mulder ofegante, trazendo o relatório em suas mãos. Scully vira-se para ver quem é, e debate-se com Mulder. Skinner apenas observa Scully. E percebe um ar diferente em seu rosto. - Boa tarde, senhor... - diz Mulder, de uma maneira quase alegre - Boa tarde, Agente Mulder... - responde Skinner, percebendo também a diferença no olhar de Mulder - Parece que vocês dois estão bem depois de terem voltado ao Arquivo X... Mas acho estranho essa alegria ainda transparecer depois do último caso... Vocês passaram maus bocados... - relata Skinner, recebendo os papéis da mão de Mulder - Imagina, senhor... - observa Scully, tentando esconder uma leve timidez - Bem, essa é uma das poucas vezes que vocês concordam, tendo a mesma conclusão num relatório. - Senhor, - completa Mulder - esse caso passado foi realmente... digamos... diferente. Não é todo dia que somos pegos de surpresa por uma colônia enorme de fungos, tragados por ela... Realmente tivemos uma experiência estranha. Sem falar nas alucinações... Eram no mínimo, quase reais... não é, Scully? - Ahn? - por um momento sentiu-se longe olhando para Mulder, ele e suas teorias... Achava ruim, mas adorava ouvi-las - Sim, sim, Mulder... passamos por maus bocados mesmo... Depois do nosso resgate, tivemos que rastrear a área em mais de dez quilômetros, para ver qual era a dimensão da colônia de fungos. - Mas graças a Deus, Agentes, vocês estão bem. Fizeram um bom trabalho... Muitas outras pessoas poderiam cair naquela armadilha da natureza. Muito bem, era só isso... - Obrigado, senhor - dizem os dois, já levantando e indo em direção à porta - Ah, Mulder... Uma pessoa telefonou pra cá, querendo falar com você. Disse que ninguém atendia na sua sala. Apenas disse para avisá-lo... Você sabe quem é??? - Posso desconfiar, senhor... Mas se essa pessoa queria falar comigo, ela com certeza encontrará um jeito de fazê-lo... Scully apenas observou a calma de Mulder a responder a pergunta de Skinner. Ela sabia quem era... Ele sabia quem era... Mas percebeu que Mulder não se importou com a situação, apenas se dirigindo à porta, em direção ao corredor. - Scully? - ... ahh... vamos, Mulder... Estavam caminhando, indo até o elevador, voltando para a sala do subsolo, a sala "deles"... Enquanto esperavam, Scully pegou na mão de Mulder, um ato corajoso em pleno corredor onde eram já conhecidos. - Mulder, você não ficou preocupado com o que Skinner disse? - Eu sei quem era, Scully... E não dou a mínima mais... Não vou mais me preocupar com pessoas em quem eu não posso confiar. Hoje eu descobri qual é a única pessoa que eu realmente me preocupo, me importo... - disse isso olhando profundamente nos olhos azuis de Scully. Eles o acalmavam... Chegando em sua sala, abrem a porta e deparam-se com uma coisa inimaginável naquele momento. Mulder não sabe o que falar. Scully apenas observa a situação e lança um olhar a Mulder, que parece inconformado com aquilo. - Olá, Fox... Boa tarde, Agente Scully... - Diana... o que você está fazendo aqui??? - percebeu que já tinha falado isso antes naquela manhã, e sentiu-se gelado - Eu quero falar com você, Fox - diz Fowley olhando para Scully - Agente Fowley, com que coragem você vem aqui procurar Mulder??? Nós vimos você com aquele homem, e tive certeza também que antes de irmos falar com Skinner, ele esteve lá também... Por que tanta insistência em enganar Mulder??? - Agente Scully... eu confesso que tive que me entregar a esse homem, mas foi para proteger Fox. Eu não podia discordar, nem não fazer. Era aceitar, ou aceitar... Vocês estão chegando muito perto de descobrir toda a situação. Perto demais... E fui forçada a impedir isso... Mas... eu não posso mais continuar... Eu... eu ainda amo você - desabafa Diana Fowley, olhando para Mulder Scully não acredita no que ouviu. Naquele momento, onde tudo estava perfeito entre ela e Mulder... Scully olha em seus olhos, e ele continua parado no mesmo lugar, ainda assimilando o que estava acontecendo. Repentinamente, Mulder vai até Fowley, e busca suas mãos. - Diana - fala Mulder olhando para ela com olhos de compreensão - você me enganou esse tempo todo... Eu esperava que tudo que aconteceu com a gente sete anos atrás fizesse com que a honestidade ainda restasse entre nós... - Mas, Fox... - Eu entendo, Diana... Obrigado por Ter feito isso por mim, se o que você está falando é verdade... Mas... eu não sinto mais nada por você... desculpe... - Tudo... tudo bem... eu esperava isso de você... só queria que você soubesse que eu não queria estar fazendo isso tudo com você... estava correndo riscos... ainda estou correndo riscos... ainda mais por Ter te contado tudo... Scully apenas observava aquela situação que ali ocorria. Mas agora estava mais tranqüila... Mulder finalmente provou que não existia mais nada entre ele e Diana Fowley. Mas ela parecia triste... Era um desabafo. Ela não tinha culpa de amar Fox Mulder. Fowley sentiu que não tinha mais nada a ser acrescentado naquele momento, e decidiu sair. - Diana, onde você vai? - pergunta Mulder - Eu não tenho mais nada pra fazer aqui, Fox... - ela sabia o que estava acontecendo. Percebeu nos olhos de Mulder uma emoção diferente. Ele e Scully... - Vou para casa... Então Mulder e Scully apenas observam ela saindo da sala, cabisbaixa... Ele caminha até sua mesa, e senta pensativo. Scully se aproxima e passa seus dedos entre algumas mechas de cabelo de Mulder que repousavam em sua testa. Ela olha para ele, dentro de seus olhos verdes, e percebe que nunca tinha visto essa expressão em seu rosto. - Mulder, você está bem??? - Acho que sim, Scully... Depois de Ter resolvido a minha vida em menos de doze horas, pelo estado que estou, tenho que afirmar que nunca me senti tão bem. Pela primeira vez, assumi meus sentimentos... Scully o entende... E sentiu que ele precisava só dela naquele momento. Ela o abraça forte, mais uma vez o reconfortando... Mas dessa vez, não era só seu parceiro, e sim a pessoa com quem ela desejava passar o resto de seus dias. Mulder levanta sua cabeça, para poder olhar novamente aquele brilho diferente que agora reconhecia nos olhos azuis de Scully. O que ele vê é um brilho bem maior que o visto antes. Ele sente a necessidade dela. E sente a sua também. Inconscientemente, Scully senta-se no colo de Mulder, levando-a a uma distância quase nula do corpo dele. Mais uma vez, o beijo acontece. Mais apaixonado que nunca... E os dois esquecem que existe um mundo lá fora. Nesse momento, só os dois existiam. As mãos de Mulder agora deslizavam pelo corpo de Scully, sem fronteiras. Ela sentia o desejo crescer, assim como o dele também. Nada mais importava. Apenas sentia a mão vigorosa de Mulder nela, abraçando-o cada vez mais forte, podendo também sentir os contornos dos músculos agora nas costas de Mulder. Suas roupas não eram mais que obstáculos para Mulder e Scully. As diferenças entre eles foram deixadas para trás. O que aconteceu ali naquela sala do subsolo do FBI não pôde ser descrito. >>> PAUSA PARA UMA PEQUENA OBSERVAÇÃQ DA AUTORA (eu!!!) Além da união dos dois ser uma coisa tão intensa, tão indescritível, eu não posso me empolgar muito. Senão, como minha imaginação é fértil e minha parte hentai é muito intensa também, a coisa pode ir longe demais. Além do mais, NÃO VOU COLOCAR CENSURA NA MINHA FANFIC!!! Assim, qualquer pessoa que seja shipper, de qualquer idade, e principalmente fã do AX possa ler. Thanx... Após o amor Ter sido consumado, os dois descansam quase nus sentados na bagunçada mesa de Mulder. Que agora estava mais bagunçada que nunca. Ele acariciava os cabelos ruivos de Scully, que estavam meio despenteados. - Scully, nunca te vi tão linda como você está agora... - Bobagem, Mulder... - Então, depois de tudo que aconteceu aqui e hoje, você ainda não acredita em OVNIs??? - diz um irônico Mulder, esboçando um sorriso - Mas você não tem jeito mesmo... talvez possa até acreditar! - responde Scully à ironia de Mulder, soltando uma gostosa gargalhada - Puxa... você já viu que horas são? - Hummmm... hora de voltar pra casa, Mulder... mas,... - Vamos... vamos para casa... - Mulder levanta e começa a se arrumar, enquanto Scully o olha com uma cara espantada - Vamos, Scully... se troque... Ela levanta-se também e começa a se recompor, ainda não acreditando no que aconteceu. Mulder, quase pronto, pára por um instante e apenas contempla-se com a visão proporcionada... Era ela, só dele... só pra ele... Mais uma vez, o tempo parou na sua concepção. Só percebeu que Scully estava pronta quando ela se aproximou e tocou seu braço. Ele a pegou pela mão dirigindo- se à saída. Chegando no estacionamento, ela tenta inconscientemente ir até seu carro, mas é interceptada por Mulder. - Não, você vem comigo... - diz Mulder, ainda com seu ar de menino levado Os dois vão até o carro do lado do dela. Como de costume, estacionam seus carros um do lado do outro. Ele abre a porta de seu carro para ela, que delicadamente entra e acomoda-se no banco de passageiro. Mulder entra logo após e dá mais um sorriso daqueles. - Vamos pegar algo pra gente comer e vamos pra casa depois... - Casa, Mulder??? Ele liga o motor do carro e sai lentamente do prédio do FBI. Scully parecia pensativa, mas aquele dia tinha sido com certeza o melhor de sua vida. Mulder pensava da mesma maneira, enquanto tentava dividir a atenção entre o trânsito e a mulher mais importante da sua vida a seu lado. Param em frente a um delivery. Mulder murmura um "volto já" descompromissado, enquanto Scully apenas o segue com seus olhos. Ela nunca tinha o visto tão feliz e com paz de espírito como naquele instante. Ela também se sentia assim. Depois de alguns minutos, chega Mulder todo atrapalhado com a comida num saco enorme de papel. - Dá uma ajuda aqui, Scully. Achei uma boa pedida para hoje à noite. Comida chinesa. Eu adoro macarrão chinês. E você??? Peguei alguns molhos também... - Tudo bem, Mulder... Desse jeito meu regime foi para o espaço... - diz Scully ajudando Mulder com o pacote, enquanto ele se ajeitava dentro do carro - Que regime??? Você está ótima, Scully... - e dá um beijo em seu rosto - Mulder... - desvia seus olhos novamente com timidez Mulder ri novamente. Estava leve, feliz... Liga o motor do carro de novo. Scully tenta se equilibrar com aquele pacote, que logo o coloca em seu colo. Pelo caminho que Mulder estava fazendo, ela percebe que estão indo para o apartamento dele. "Casa... devia Ter desconfiado..." Chegando lá, Mulder rapidamente sai do carro, indo abrir a porta para Scully. Ajudando-a com o pacote, pega-o de seus braços e oferece sua mão enquanto ela sai do carro. Ela o aceita, e abraçam-se novamente. Já no apartamento, Scully toma o pacote das mãos de Mulder e dirige- se para a cozinha. - Scully... hummm... se você quiser ficar mais confortável, sabe onde é meu guarda-roupa... - Claro, Mulder... - responde uma calma Scully - você não sugere que eu durma com essa roupa toda... - e sorri para ele - Lógico que não - ri assustado, e vai logo trocar de roupa. Ele também queria se sentir à vontade. Após algum tempo, Scully já tinha deixado tudo preparado na mesinha de centro da sala de Mulder. Quando depara-se com Mulder bem à vontade. Com sua camiseta cinza colada ao corpo como sempre, e uma calça jeans. "Será que o guarda-roupa inteiro dele é composto só de paletós, camisas sociais, gravatas e uma coleção de calças jeans e camisetas cinzas???" - Bem, Mulder... - tentando disfarçar o riso - já está tudo arrumado. Eu vou tirar essa roupa aqui... Se quiser, pode se servir... - Não, eu te espero... Scully caminha calmamente até a porta do quarto de Mulder, quando o telefone toca. Ele, assustado, já com uma leve sensação de problemas no ar, atende o telefone. Scully aproxima-se com curiosidade, e percebe Mulder ficar pálido de repente. - Diana??? Calma... calma... fale devagar... Ir pra aí??? Agora??? Calma, calma... ok, estamos indo... - Quem era, Mulder? - pergunta Scully, já sabendo a resposta - Era Diana, Scully... Estou preocupado. Ela não parecia bem... Disse que eles estavam vindo atrás dela. Acho melhor a gente ir até lá... - Mulder... agora??? - É, vamos... por favor... por mim... Scully só balança a cabeça, olhando-o atentamente. Também percebeu preocupação em seus olhos. Ela pensa "Será q é mais uma daquela Diana Fowley??? Não sei... Ele quase nunca erra em suas intuições... quase..." Os dois saem com uma certa pressa. Scully, antes de fechar a porta, observa o jantar ainda intacto sobre a mesinha. "Lá se vai nossa comida..." Chegando no quarteirão anterior ao condomínio o qual residia a Agente Fowley, Mulder e Scully percebem a movimentação e o trânsito quase caótico que tomava conta daquela região. Resolvem parar o carro e andar até lá, pois tempo era uma coisa para não ser perdida naquele momento. Ao chegarem perto do condomínio, percebem que eles está envolto de carros do governo. A área está toda bloqueada. Com esforço, eles conseguem entrar lá. "O que um distintivo do FBI não faz", pensa consigo Mulder. Entram no elevador com um homem que por seu crachá dizia- se legista, que deve Ter sido chamado para o ocorrido. Scully, ao lançar um pequeno olhar a Mulder, percebe sua face assustada. - Mulder, o que foi??? Você não vai apertar o botão??? - Ele já fez isso por mim, Scully... - Ele está indo... - Sim... Ao chegarem no andar, observam a movimentação contínua nos corredores. Se dirigem ao apartamento de Fowley. Ao chegarem, outra área bloqueada. - O que está acontecendo aqui??? - pergunta Mulder furioso - Sua insígnia, filho... - pede um velho policial, já checando a insígnia de Mulder e Scully, permitindo a entrada deles - O que aconteceu aqui, senhor??? - questiona Scully, já avistando um corpo que parecia humano carbonizado no meio da sala - Recebemos uma ligação urgente de uma tal Agente Especial Fowley pedindo socorro. Você sabe... igual a vocês... E viemos pra cá. O que vocês estão vendo foi o que nós encontramos... - Alguma pista??? Algum suspeito??? - diz perplexo Mulder, aproximando-se do corpo - Não, nada... ahhh... só um bêbado que disse Ter visto dois homens sem face saírem do prédio... Não deu pra acreditar, né??? Se eles tivessem face ainda... - observa com um riso o policial - Mulder, já vimos isso antes... Mulder... você está bem??? - Scully, eu... eu não sei... - levanta-se e sai, num ato quase inconsciente - Mulder... Scully vai atrás dele, mas só consegue alcançá-lo quando o agarra pelo braço. Ele pára por um instante, e repentinamente vira-se para Scully. Ela observa um Mulder confuso, assustado... perplexo. - Mulder, você está bem??? - Não sei, Scully... não sei... - Ainda não fizeram teste para saber se era realmente a Diana Fowley que... - E nem vão fazer... Nos casos passados, os corpos foram tão queimados que não foi possível o teste... Scully, o que está acontecendo??? Por que mataram ela??? - Mulder, foi queima de arquivo... ela sabia demais... E nem sabemos se é ela mesmo... - Não, não, Scully... Não sei... desculpe... estou meio... - Mulder, vamos pra casa... - Não, vamos para o FBI... eu quero ver algumas coisas... - Agora, Mulder??? São 21:30!!! E o nosso jantar??? - A gente come alguma coisa lá... Por favor... eu acho que podemos descobrir algo... Mulder pega na mão de Scully, que aceita em ir com ele. "Tenho outra alternativa?", ela pensa. Ao descerem, percebem que o movimento diminui. Mas Mulder observa que não existem mais ambulâncias barulhentas nem carros de polícia piscando. Apenas uma ambulância silenciosa onde o corpo estava sendo colocado e dois carros do governo acompanhando a situação. Mulder presta atenção em um dos carros, onde constata uma leve fumaça saindo da janela quase fechada do banco de trás. Ele tenta se aproximar mais do carro, mas como a operação ali estava completa, os carros já estavam se dirigindo para a saída do condomínio. Ele procura o tal bêbado do qual o policial havia mencionado, mas não encontra mais ninguém. Scully apenas acompanhou com os olhos o movimento de Mulder e dos carros ao sair. - O que foi, Mulder??? - Nada, Scully... Vamos pegar o carro... Eles caminham num ritmo rápido liderado por Mulder, onde Scully só o acompanha. Eles entram no carro e partem direto para o prédio do FBI. Ao virarem a esquina, talvez por causa da pressa, ou pela ansiedade dos dois, não percebem que um outro carro com as lanternas apagadas o seguem. Chegando no FBI, Mulder e Scully entram com tanta pressa que mal vêem o segurança do prédio que os chama. - Por favor, suas insígnias... - diz o segurança já reconhecendo o casal de agentes - Mas você nos conhece, Sr. Starr. - fala Scully - Regulamento... têm que assinar aqui também... Os dois... Estão fora do horário de trabalho, Dana... - Você o conhece, Scully??? - pergunta um apreensivo Mulder - Sim, Mulder... depois te conto... Assina logo e vamos indo... - Pronto, ... Os pombinhos já podem ir... Mulder olha para a cara do segurança, que disse isso com um sorriso sarcástico no rosto. Scully apenas dá um sorriso quase imperceptível, e chama o elevador. "Será que está tão na cara assim???", ela pensa consigo, lembrando das brincadeiras que ele sempre fazia com ela quase todos os dias em que chegava no prédio. Quando Mulder observa que o elevador está parado no quinto andar, toma uma decisão. - Vamos pelas escadas, Scully... iremos mais rápido... - Escada, Mulder??? - diz Scully, com um olhar de cansada - É, vamos... - afirma Mulder, já pegando em sua mão em direção às escadas. "Fazer o que???", pensa Scully, novamente o seguindo num agora escuro prédio do FBI. Até que as escadas eram bem iluminadas, mas ao chegarem no subsolo, já percebem a diferença de luminosidade. Ali estavam eles, novamente, na sala escura dos Arquivos X. Mulder rapidamente acende as luzes, enquanto Scully vai à procura dos arquivos que diziam respeito às pessoas que foram queimadas. Facilmente encontra os casos que aconteceram no Vale..., no... e num galpão da Força Militar em... Todos com a mesma aparência encontrada no apartamento da Agente Fowley. Do primeiro caso Scully lembra-se muito bem. Ela estava lá, com Cassandra Spender. A viu ser abduzida... e viu também muitas pessoas serem carbonizadas... por homens sem face!!! - Mulder, lembra-se do caso em que Cassandra Spender foi abduzida, onde tiveram várias pessoas carbonizadas, e... - No Vale..., você estava lá, Scully... - Então... temos a mesma coisa, Mulder... Pessoas carbonizadas... Do mesmo jeito em que encontramos aquele corpo no apartamento da Agente Fowley... - E também houve aquele incidente em..., onde encontraram Cassandra como única sobrevivente... - Sim, Mulder... e não é só isso... Naquele galpão do exército para onde iríamos encontrar Cassandra também... E tem outra coisa... - O que, Scully??? - Na hipnose, lembro-me de que as pessoas eram queimadas por homens sem face... Que logo após o ataque também foram queimados... ou entraram em combustão... - O policial disse que um bêbado os viu saindo do prédio... Mas o que eles queriam com a Diana??? - pergunta Mulder já nervoso com toda aquela situação - Calma, Mulder... Nós podemos ir lá de novo se você quiser procurar o homem bêbado que... - Scully, quando saímos do prédio da Diana, você não percebeu que já não estava mais aquele movimento que vimos antes de entrar??? - Sim, Mulder, mas isso é explicável... O que tinha que ser fazer ali já tinha sido feito... - Não... as ambulâncias e os carros da polícia que piscavam já não estavam mais ali... Só havia uma ambulância silenciosa e mais dois carros do governo atrás dela... E... - E o que, Mulder??? - Não sei se foi imaginação minha ou loucura, sendo que essas alternativas anteriores podem ser possíveis... Mas eu vi uma fumaça saindo da janela traseira de um dos carros... E também olhei à minha volta e não vi bêbado nenhum... - Mulder, você já devia saber que a Diana Fowley tinha alguma coisa com aquele homem. Não seria surpresa ver ele ali... E acho também que não podemos fazer mais nada... Já devem Ter limpado qualquer prova que nos mostrasse algo... algo que ligaria o caso ao que estamos pensando... - Eu sei, Scully... Infelizmente tenho que concordar com você... Scully apenas aproxima-se de Mulder, e o abraça. Os dois estavam certos. Se existisse alguma prova no apartamento da Agente Fowley ou alguma testemunha que tenha visto alguma coisa, todos esses itens já teriam desaparecido. Na maioria das vezes, era sempre isso que acontecia, pensou Mulder. Ele já sabia de toda conspiração, de todo o plano para a colonização. "O que eles tinham mais para esconder???", questionava-se Mulder. Mas ele sabia que agora, sobre quaisquer circunstâncias, teria uma pessoa em quem confiar, que o ajudaria... Que o amaria... Ele retribuiu o gesto de Scully, abraçando-a ainda mais forte. Levantou-se de sua cadeira, onde encontrou-se face a face com ela. Lhe deu um beijo e a abraçou novamente. - Vamos pra casa, Mulder... Não comemos nada até agora... E você está cansado também... - É... acho que estou com fome... Vamos... - Mas eu dirijo... Scully guarda os arquivos com os quais estava em mãos no armário, e Mulder a aguarda. Dessa vez, é Scully quem pega na mão de Mulder, enquanto ele apenas apaga as luzes da sala. Ao chegarem no térreo, iam se esquecendo novamente do segurança do prédio, indo calmamente abraçados em direção da porta de saída. - Ei... esqueceram de novo de assinar aqui!!! - diz sorridente o segurança - Tudo ok agora, senhor??? - pergunta Mulder sorridente após Ter assinado, dando a caneta a Scully, que também estava acabando de assinar - Podem ir, Agentes... E juízo, Dana... - Pode deixar, Sr. Starr... - sorri novamente Scully, já saindo com Mulder do prédio do FBI - Como ele te conhece, Scully??? - Ele sempre brinca comigo todas as manhãs... Pergunta como passei a noite, de você... - De mim??? - É, ele sempre fala sobre a gente... - Fala sobre o que da gente??? - Ah... você sabe... Mulder, a chave... - diz Scully, dando uma tímida risada - Ahhh... ah! Está aqui... Scully pega a chave das mãos de Mulder e abre as portas do carro, permitindo-o entrar do lado do passageiro. Scully liga o carro, tomando o caminho do apartamento de Mulder. Enquanto estava dirigindo, percebe que Mulder está silencioso, e quando olha para seu lado, o vê dormindo. Scully o observa atentamente durante um sinal fechado nas ruas de Washington DC, já quase chegando em Alexandria. "Não sei onde estava com a cabeça pra fazer com que tudo isso que houve entre nós acontecer antes... Parece que tudo isso tinha que acontecer sob certas circunstâncias...", pensa ela relembrando tudo o que tinha acontecido naquele dia, que não havia acabado ainda. Chegando no prédio de Mulder, Scully reluta-se em acordar-lo, pois ele parecia estar num sono tão calmo... Ela ia se aproximando para despertá-lo, quando ele repentinamente abre os olhos... - Já chegamos, Scully??? - a pergunta num leve bocejo - acabei dormindo aqui. Mas senti o carro parar e... - Vamos subir, Mulder... Antes de você ir dormir, tem que comer alguma coisa antes... Já no apartamento, ela encontra a comida em cima da mesinha, assim como deixou quando saíram às pressas por causa da Agente Fowley. Scully recolhe a comida, vai à cozinha e esquenta-a, enquanto Mulder senta-se em seu sofá e liga a TV. Após alguns minutos, ela chega com tudo quentinho e coloca na mesinha em frente à Mulder. - Ai, estou com fome, Scully... Até perdi o sono... - Pronto, Mulder... Vamos comer... Quando acabam de comer, Scully pega o que sobrou e leva à cozinha. Joga as caixinhas de macarrão no lixo e faz uma rápida limpeza na pia da cozinha. Após tudo pronto, ela pega seu casaco. - Onde você vai, Scully??? - Onde eu vou, Mulder... Vou pra minha casa... - Scully... - Mulder levanta-se - Não... fica aqui comigo hoje... - Você... você tem certeza, Mulder? - Sim... por favor... - ele se aproxima dela, tirando seu casaco e a beijando levemente Ele esboça um sorriso, olhando fixamente nos olhos de Scully. Ela retribui o olhar com um outro sorriso. Mulder joga o casaco dela no sofá, a beijando novamente e indo em direção ao seu quarto. >>> MAIS UMA PAUSA PARA OUTRA PEQUENA OBSERVAÇÃO DA AUTORA (eu sei... eu de novo...) Novamente, sou barrada pela censura... Acho que vocês já sabem o que eu quis dizer com isso... Se aconteceu outra vez??? Sim, caros leitores... Mais uma vez, essa parte eu deixo a cargo de suas imaginações. Mulder acorda no meio da noite. Descobre Scully ainda em seus braços, com o rosto apoiado em seu peito, dormindo profundamente... Do mesmo jeito em que adormeceram após o ato mais uma vez consumado. Novamente observa a beleza de Scully, acariciando seu rosto e afastando uma mecha de cabelo que cobria seu rosto. Olha para sua esquerda, procurando seu relógio digital que costuma ficar sob o criado-mudo ao lado da cama. "03:21... tá de madrugada ainda... deixa eu ir ao banheiro...", e levanta vagarosamente, tentando com todo o cuidado não acordar Scully. "Tá frio... é melhor eu cobrir a Scully e vestir alguma coisa..." Pega a calça de pijama que estava sob uma cadeira que estava do lado direito da cama e a veste. Acha uma boa coberta em seu guarda-roupa e cobre Scully cuidadosamente. Voltando do banheiro, resolve passar na cozinha para beber algo. Ao passar pela sala... - Agente Mulder... dormiu bem??? - Você... o que você está fazendo aqui?????? - pergunta Mulder quase gritando - Calma, Agente Mulder... Você não quer que a Agente Scully acorde, não é? - O que você faz aqui??? O que fez com Diana??? - Eu só vim aqui para te alertar, Agente Mulder... Você está chegando perto demais dos limites estabelecidos... - Eu só quero a verdade!!! - Você já sabe demais, Mulder... Você e a Agente Scully... Nunca se esqueça dela... Se você não quiser perdê-la... - Como assim??? O que você vai fazer??? - Até agora nada, Mulder... Mas lembre-se... Ainda temos como controlar a vida da Agente Scully... Então, por favor... não ultrapasse certos limites... Eu não estou aqui para destruir o que há entre vocês... Mas se necessário... Bem, já disse o que precisava... Até outra hora, Agente Mulder... - Mas... volte aqui...!!! Espere... - fala agora mais baixo Mulder, tentando sem sucesso chamar o Canceroso Mulder tenta ir pelas escadas, pois ele estava indo embora pelo elevador. Mas ao chegar à porta do prédio, o vê entrar no mesmo carro que tinha visto anteriormente no condomínio da Agente Fowley. - Tenha cuidado, Mulder... E pense muito bem nas suas ações... Ele fecha a porta do carro, podendo ser perfeitamente observado o sinal que ele deu ao motorista, enquanto este atendia seu pedido ao sair com o carro de frente do prédio de Mulder. Mulder, por sua vez, pôde apenas seguir com os olhos o movimento do carro indo embora. Abaixa sua cabeça esboçando um semblante de fracasso em seu rosto. Mulder sobe até seu apartamento, onde entra e fecha a porta calmamente. Vai ainda até a cozinha e toma um gole de água gelada na frente da geladeira. A voltar ao quarto, ainda encontra Scully dormindo tranqüilamente. Ele deita a seu lado e começa a pensar no que aquele homem no mínimo misterioso o disse. Num movimento rápido, Scully vira-se ainda adormecida pondo à mostra suas costas nuas para Mulder. Quando ele avista a marca do chip na nuca dela... - O chip... o chip!!! Como eu não tinha pensado nisso an... - Hummm... - boceja levemente Scully - Mulder??? O que foi??? - Na... nada, Scully... Nada... Vamos dormir... E num abraço carinhoso que Scully dá a Mulder, ele fecha seus olhos com força, pensando mais uma vez em tudo o que tinha acontecido... Ele e Scully, Diana, o Canceroso... E as palavras daquele homem continuam ecoando em sua cabeça. Ao sentir Scully, ele percebe agora que não pode mais ficar sem ela... E decide voltar a dormir... se conseguir... FIM Obs: Essa é a minha primeira fanfic, então se não estiver boa... A culpa não é minha, tá??? Só queria deixar uma observação... Essa estória se passa antes do episódio "Biogênesis" do sexto ano de temporada. Seria ótimo se Chris Carter lesse essa estória... Quem sabe ele não poderia mudar de idéia em relação a Mulder e Scully??? Eu escrevi essa historia há um tempo atrás, mas como o pessoal da facul falou q estava muito boa, eu resolvi compartilhar... Mas eu JURO q ainda escrevo outra... Estou esperando o ep "All Things" ou até mesmo o final de sétima temporada ("Requiem") p escrever... Apesar de já saber o q acontece, eu prefiro ver com meus próprios olhos o q realmente acontece...