Autora: Rafaelly Regis Categoria: monstro da semana Classificação: livre Disclaimer: Os personagens de Arquivo X não pertencem a mim(é lógico), e sim a Chris Carter, 1013, Fox. Resumo: Nossos agentes tem que investigar algumas mortes estranhas ocorridas em Maryland, onde a causa das mortes foi aparentemente um ataque cardíaco. Mais tarde, eles descobre que nem tudo é o que parece ser. Nota da autora: É minha segunda fic. Resolvi colocar a Monica Reyes e o John Doggett, que são personagens que eu adoro. Espero que vocês gostem. E não se esqueçam do pagamento: mandem feedback por favor. Meu e-mail é jamiebuchman@ig.com.br Quero dedicar essa fic à MiMulder, que a betou e me deu sugestões maravilhosas, além de ter sido a primeira pessoa a me mandar feedback sobre minha primeira fic. Valeu miguinha!!! Assassinato em Maryland Universidade de Maryland 8:27 pm Restavam ainda alguns alunos na universidade, aguardando sua última aula. Um grupo de mais ou menos quatro pessoas conversava na porta do vestiário masculino. Uma sombra os observava atrás de uma pilastra. De repente, um dos alunos começou a tremer. Seus colegas ficaram muito assustados e sem saber o que fazer, gritaram. Mas, foi em vão. Neste momento caía inerte o corpo do rapaz. FBI Quatro dias depois 9:37 am Doggett já havia chegado ao Bureau a uns quarenta minutos. Queria chegar antes de Monica, para lhe preparar uma surpresa, pois era aniversário dela. Ele tinha comprado um buquê de flores. Doggett não era o homem mais sensível do mundo, mas sabia como agradar uma mulher. Logo que conheceu Scully, sentiu algo diferente. Sentiu-se atraído pela mulher forte que ela era. Mas, percebeu que essa força foi adquirida com muito sofrimento, e que estava sendo usada naquele momento, em toda a sua plenitude, para encontrar o homem que amava, o pai do filho que esperava, e que nada no mundo destruiria esse sentimento dentro dela. Depois que Mulder voltou, as coisas ficaram mais claras para ele e ainda houve tempo de transformar o amor que começava a nascer, em amizade. Uma amizade sincera que se fortaleceu com o tempo e fez com que Doggett se sentisse responsável por Scully. Um sentimento de proteção, quase paternal. Seu relacionamento com Monica era diferente. Eles já se conheciam e ela esteve envolvida na investigação da morte de seu filho. Era mais pessoal. Para ele, ao contrário de Scully, Monica não precisava de proteção e sabia cuidar de si, portanto em alguns momentos parecia um tanto desatencioso com sua parceira de trabalho. A rotina nos Arquivos X fez com que essa atitude mudasse, e assim ele viu que além da Monica independente e sorridente também havia a Monica mulher que necessitava de atenção tanto quanto Scully. Perdido em seus pensamentos, não percebeu quando sua parceira chegou. "Um milhão de dólares por seus pensamentos, agente Doggett..." falou com seu sorriso característico. "Esses pensamentos não tem preço, agente Reyes..." devolvendo o sorriso e aceitando a brincadeira. "Posso saber o motivo de tanto bom humor logo de manhã?" "Só estou feliz por ter sobrevivido a mais um dia nos Arquivos X." Monica estava achando o comportamento dele muito estranho, então, resolveu começar a trabalhar. Mas, ao chegar até sua cadeira viu que tinha um buquê de flores e um cartão sobre ela. Doggett a observava encostado em sua mesa. "É seu?" perguntou surpresa. "Meu não! Seu! De mim pra você. Enfim, seu." brincou Doggett. "Obrigada. São lindas, John...Não pensei que fosse lembrar." "Claro que lembrei. Feliz aniversário!" "Obrigada..." falou, trocando um olhar com seu parceiro, para em seguida ler o cartão que dizia: "SAIBA QUE VOCÊ TEM UM AMIGO PRA VIDA INTEIRA. FELIZ ANIVERSÁRIO JOHN" Ela não pôde deixar que transparecesse uma certa decepção em suas palavras. "Amigo...Obrigada. E eu digo o mesmo pra você. Pra você e por você...Sempre que precisar." "Eu sei. Mas, o que pretende fazer para comemorar a data?" "Não tenho nada planejado, ainda..." "Então o que acha de jantarmos juntos? Não agüento mais comida congelada." "Pensei que não fosse me convidar, John. Às oito está bom pra você?" disse sorridente sem deixar de encará- lo. "Claro..." Ele já estava acostumado, mas tinha vezes em que ele se surpreendia com a sinceridade de Monica. Ela queria sair com ele e não escondia isso. Quântico 10:43 a.m Scully estava em sala de aula, quando foi chamada na sala dela. "Oi Scully!" dizia um Mulder animado e com William em seus braços. "O que está fazendo aqui, Mulder?...E com ele...?" pegando o bebê do colo dele enquanto arqueava as sobrancelhas. "Não precisa fazer essa cara. Como estou desempregado mesmo, resolvi pegar o Will na casa da sua mãe e passar o dia com ele." "Vou matar a minha mãe. Você não sabe cuidar nem de si mesmo ainda mais de um bebê..."falou, não conseguindo conter um sorriso. "Ei...espera aí! Eu sou o pai. Meu Deus, que mau humor logo de manhã." "Não é mau humor. Sei que você é o pai, mas a verdade é que você não sabe cuidar dele." "Acabou de ser reprovada no meu teste de confiança. Na verdade, eu só fui pegá-lo pra vir até aqui. Depois vou levá-lo de volta pra sogrinha." disse entre risadas. "Pelo amor de Deus, cresce, Mulder..." dando um leve beijo nele. "Posso dormir na sua casa hoje?" fazendo sua típica carinha de cachorro pidão. "Se você prometer que não vai desligar o despertador pra fazer eu perder a hora...pode. Falando em hora, viu o emprego que eu te falei?" "Não sei não...Trabalhar como psicólogo...não sei se ainda é a minha praia. Acho que fiquei paranóico demais pra essa profissão." "Tenta, Mulder. De repente é uma coisa boa." "Vou ver, mas acho que prefiro ser sustentado por você." falou irônico. "Mas, voltando ao assunto, tenho um Arquivo X pra você." "Arquivo X? Não faço mais parte, lembra? Tem que falar com o agente Doggett ou a agente Reyes." "Eu sei, querida...mas, queria que você falasse com eles. Quero ajudar, e preciso de você pra verificar a veracidade de uma autópsia." "Quer ajudar? Pelo o que eu sei você não é mais do FBI..." "E daí? Sempre presa às convenções, né Scully? Um rapaz, Lyle Danton, morreu de ataque cardíaco na Universidade de Maryland ontem à noite." "E o que é estranho nisso?" "Ele começou a tremer e de repente...Estava parado e começou a passar mal, sendo que durante o dia estava completamente normal. Caiu no chão e morreu. A autópsia disse que o rapaz morreu de ataque cardíaco, mas testemunhas que o conheciam disseram que ele nunca teve problemas no coração. É estranho ou não é?" "Pra mim não tem nada estranho. Milhares de pessoas morrem de ataque cardíaco pelo mundo afora e..." "Mas, nenhum deles tem manchas vermelhas na altura do peito, que apareceram após o suposto ataque." interrompeu Mulder. "Ele já devia ter essas manchas, porém ninguém sabia." "Não. O pai dele disse que ele não tinha nenhuma mancha. E olha que coisa curiosa...Dois outros rapazes, um deles morava em Chicago, mas estava passando as férias em Maryland, morreram do mesmo modo. E olha lá as manchas de novo..."disse com aquele jeito de quem sabe mais do que diz, enquanto mostrava as fotos das duas vítimas. "O que mais você sabe, Mulder...?"perguntou Scully, arqueando as sobrancelhas. "Basicamente isso. Talvez nossos amigos do FBI possam saber mais...Não sei...É só um palpite." finalizou, irônico. Scully sabia o que ele estava fazendo. E ela odiava isso. Ele sempre fazia isso quando queria ajuda em algum caso e ela não mostrava muito interesse. Ele despertava a curiosidade dela e esperava...Como um bom pescador que joga sua isca e espera que os peixes mordam. Por fim ela concordou em falar com Doggett e Reyes, e disse que iria conferir a autópsia que foi feita na vítima, para ver se nada havia escapado aos olhos do legista ou, se o legista não teria visto demais. Só avisou a Mulder que não queria que ele se envolvesse nisso. Ele disse pra ela ficar tranqüila, mas ela sabia que ele iria se intrometer sim. E muito. FBI 11:54 a.m Monica estava mexendo em alguns papéis quando o telefone tocou. Era Scully. Ela contou tudo sobre o tal caso e para sua surpresa, Monica já sabia. Ela também estava acompanhando as investigações à distância e se mostrou bastante empolgada com o caso. "Ás vezes, acho que você e Mulder formariam um belo par. Por um acaso não está escondendo nada de mim assim como ele, não é?" "Em primeiro lugar, Mulder não faz o meu tipo. E em segundo, eu só sei o que leio pelos jornais e o que pergunto a alguns colegas aqui do Bureau. Mas, tenho que admitir que ele me telefonou dia desses para perguntar algumas coisas sobre esse caso. E por um acaso, eu disse a ele as mesmas coisas que acaba de me contar..." falou dando um leve sorriso. "Quer dizer que eu sou a única que não sei de nada por aqui...Está trabalhando como informante para o Mulder? Ele não é mais do FBI. Sabe que está infringindo o regulamento, não é?" "Não estou trabalhando pra ele. Apenas lhe dei uma informação. E quanto ao regulamento, só estarei infringindo alguma coisa se você contar pra alguém..." "Está bem, Monica...Ele pediu que nos encontrássemos no meu apartamento às oito da noite para conversarmos sobre esse caso. Pode ir lá?" "Às oito?... Não podemos deixar pra amanhã?" lembrando-se do seu compromisso com Doggett. "Por que?" "É que John e eu havíamos marcado de jantar hoje a noite." "Oh! Que progresso, hein? Alguma data especial ou é um encontro?" "Está curiosa hoje, Dana...Na verdade as duas coisas. Hoje é meu aniversário e espero que até a hora da sobremesa já tenha se transformado em um encontro." "Ah! Feliz aniversário. Estou torcendo por vocês...Podemos então nos encontrar mais cedo...Não é por mim, acredite. É o Mulder. Ele não vai agüentar até amanhã..." "Ok...Três da tarde está bom?" "Ótimo. Tchau" "Tchau" Apartamento de Dana Scully 2:54 p.m Scully havia tomado um banho e resolveu sentar no sofá e descansar um pouco enquanto os outros não chegavam. William dormia no carrinho ao seu lado. Mas, antes que pudesse sentar, a campainha tocou. Eram Doggett e Monica. "Olá Dana...Monica me contou sobre o caso. Tive a mesma reação que você" "Não achei que fosse pensar ao contrário. Só que somos voto vencido. Como o Mulder disse certa vez, estamos na América. Só porque tem mais votos não significa que ganhou. Entrem." falou abrindo caminho. "Admita, Dana... O caso é intrigante. Só não concordo com o fato do Mulder se meter nisso." ponderou, Monica. "Falando em Mulder, cadê ele?" perguntou Doggett. "Não sei. Ele disse que estaria aqui antes de vocês chegarem..." neste momento tocou o celular de Scully. Era Mulder. "Aonde você está, Mulder?" perguntou assustada. "Sempre essa pergunta...Estou indo para Maryland." falou irônico. "Maryland? Por que está indo pra lá?" "Mudei de idéia. Eu estava indo pra sua casa, mas foi aí que pensei: Pra que? O crime não aconteceu aí...Então resolvi ir pra Maryland e olhar com meus próprios olhos. Estou esperando vocês no aeroporto." "Antes de qualquer coisa, de que crime você está falando? E como vamos encontrar passagens pra Maryland assim de repente, Mulder? Você enlouqueceu?" "Quero ver se você vai continuar perguntando de que crime estamos falando quando eu descobrir a sujeira que está escondida debaixo do tapete. Quanto as passagens, não precisa se preocupar. Eu previ o futuro e pedi para o Pistoleiros arranjarem isso pra mim. Deixei as passagens para os três em cima da sua cama." "Quando eu te encontrar você é um homem morto." Scully já estava irritada com essas brincadeiras. "Até já. Reservei três quartos lá. A não ser que o agente Doggett e a agente Reyes, queiram poupar despesas desnecessárias e resolvam dividir o quarto." ironizou Mulder, desligando o telefone logo em seguida. "Ele está em Maryland e quer que a gente vá para lá." "Maryland? Não podemos ir pra lá." Doggett ficou irritado com a atitude de Mulder. "Desculpe, Monica. Não quero estragar seus planos. Eu vou sozinha." virando-se para Monica. "Deixa pra lá. Vamos para Maryland. Afinal, lá é praticamente a Hollywood de tudo o que é bizarro." tentando disfarçar seu desapontamento. Scully foi arrumar as coisas de seu filho para leva- lo até a casa da mãe dela, e depois foi arrumar uma pequena mala para ela levar. Doggett e Reyes foram para suas casas fazerem o mesmo. Iriam se encontrar no aeroporto. Mas, antes que Monica saísse do carro, John se virou para ela e disse: "O jantar ainda está de pé...Podemos fazer alguma coisa quando voltarmos dessa bendita viagem..." "É... podemos...Porém, eu estou com vontade de fazer uma coisa antes de entrar naquele avião..." disse abrindo um sorriso e olhando nos olhos de Doggett. "E o que é?" "Beijar você...."falou determinada. "Estou ao seu dispor, agente Reyes." Ele aproximou seu rosto do dela e a beijou. Um beijo intenso... que foi interrompido pelo celular de Doggett. "Doggett..." atendeu um tanto contrariado. "É o Mulder. Como vai, agente Doggett?" "Bem, até este celular tocar. O que você quer?" "O que está havendo com vocês?...Parece que de repente todo mundo me odeia...Quando chegar em Maryland, me encontre, está bem? Preciso da sua ajuda com uns suspeitos." "Está bem." e desligou o telefone. "Terminamos outro dia, John..."disse Monica enquanto saía do carro. "Espera aí...."disse fazendo uma carinha de cachorro pidão digna de Mulder. "Calma...Tempo é o que não falta." e saiu do carro se divertindo com a expressão que ele fez. Aeroporto de Maryland 8:47 p.m Scully, Doggett e Reyes haviam chegado naquele momento e sem que pudessem dizer olá, Mulder despejou suas ordens, que não foram muito bem aceitas por Doggett. "Vocês demoraram, hein? Agente Doggett, eu vou me juntar a você e nós vamos falar com o reitor da universidade e com alguns suspeitos. A agente Reyes e Scully vão falar com o legista. Amanhã, é claro." "Eu achei tudo muito bonito, mas você não é mais agente, Mulder. Se o Kersh descobre isso, você, a agente Reyes e eu, estamos ferrados. Isso sem falar na Scully e nos próprios Arquivos X. Além do mais isso é um absurdo. A não ser que você ache que os ataques cardíacos são obras de alienígenas..." afirmou Doggett, já impaciente. "Estou disposto a arriscar minha cabeça pela segurança dos cidadãos dos Estados Unidos da América...Você não? " Mulder ironizou. "Não se trata disso e você sabe muito bem..." "Eu nunca prejudicaria a Scully...nunca...então, se quiser continuar nisso vem comigo. Se não, volte para Washington e destrua a confiança que eu começava a ter em você. " "Isso é chantagem emocional...Está bem, Mulder. Mas, esteja avisado." "Eu sabia que podia contar com você... Agora vamos." Mulder ficou tão eufórico que até abraçou Doggett. "Eu ainda acho que você não deveria estar aqui." afirmou Scully. "E perder o melhor da festa? Nem pensar." Mulder se despediu de Scully e foi juntamente com Doggett para a universidade. Reyes e Scully foram para o hotel, até porque não poderiam falar com o legista a essa hora. Universidade de Maryland 9:34 p.m Mulder foi diretamente à sala do reitor, enquanto que Doggett foi conversar com alguns alunos que estavam lá naquele dia. "Alguém por aqui estava com Lyle Danton no dia de sua morte?" "Quem é você?" perguntou um aluno. "Agente John Doggett, FBI. Pode responder a pergunta, por favor?" "Eu estava." ele respondeu. "E por um acaso você viu alguém estranho por aqui naquela noite?" "Acho que vi alguém, sim...Não tenho muita certeza. Foi logo depois que o Lyle caiu no chão. A pessoa saiu detrás de uma pilastra e foi para o lado contrário ao que nós estávamos..." "Poderia descrever essa pessoa?" "Não. Só vi que estava de camiseta preta...e tinha algo escuro nos braços. Talvez uma tatuagem...não sei...Escuta aqui, cara...eu não quero me envolver nisso tá legal?" "Lyle já teve esses ataques alguma vez?" "Eu nunca vi. Mas o Lyle era meio esquisitão." "Entendo. E vocês se conheciam bem?" "Não muito." "Tem idéia de alguém que pudesse querer matá-lo?" "Matar Lyle? Acho que não. Ele não era muito popular. Sabe como é...Todo mundo encarnava nele e tal, mas não a ponto de querer matá-lo." "Obrigado pelas informações. Se lembrar de alguma coisa me liga nesse telefone, tá?" falou entregando seu cartão ao rapaz. Ao virar as costas, Doggett não percebeu que estava sendo observado. O rapaz levantou a manga da blusa discretamente e olhou sua tatuagem para em seguida voltar seu olhos para Doggett, que já estava no final do corredor, e dar um sorriso. Hotel Dramin 10:02 p.m Scully estava deitada na cama do hotel que por um acaso era bastante confortável, tentando descansar um pouco. Batidas na porta a fizeram levantar. "Quem é?" perguntou. "Monica..." "Pensei que fosse o Mulder. Entra..." "Não está conseguindo dormir também?" "Não." "Estou exausta...meus olhos querem fechar mas meu cérebro não deixa." "Pensei que tivesse vindo aqui para me matar..." brincou Scully. "Por que?" "Porque destrui seu encontro com o John..." "Eu vou matar é o Mulder...Brincadeira. Na verdade John e eu já estamos engatilhados. Depois que voltarmos pra casa é só dar o tiro de misericórdia." "Já está assim, é?" "Não sou de rodeios, Dana. Se eu gosto, eu falo e ponto final." "Isso não foi uma indireta, foi?" esboçando um sorriso. "Não...que é isso...Eu apenas estou dizendo que gosto dele. E vou apostar todas as minhas fichas nesse sentimento." "Gostaria de ter feito isso com Mulder...Eu tenho tanto medo de admitir o que sinto...Estamos juntos de verdade, ou seja, contando a partir do nascimento do William, há sete meses, e ainda não disse que o amo." "Como já te disse eu sinto coisas...E embora você não acredite nisso, eu sinto algo muito forte quando os vejo juntos. Você já sofreu tanto...Vocês se amam. Qualquer um pode ver. E eu sei que ele terá paciência para esperar o momento em que você estiver pronta pra dizer as três palavrinhas mágicas." apoiou, Monica. "Espero que esteja certa...Eu andei pensando em algumas coisas ultimamente. Aproveitei que ele tem aparecido pouco lá em casa, e...pensei numas maluquices..." ela falava pausadamente, como se tivesse medo de suas palavras. "Que coisas andou pensando?" "Em união...Dividir as escovas de dentes..." falou achando graça de si mesma. "Casamento?" "Não precisa ser tanto...Só se ele quiser, é claro...Eu ficaria feliz só em morar junto com ele. Isso já estava bom..." "Fala com ele, Dana. Ele só pode dizer sim ou não. Embora, eu acredite que será uma resposta positiva." "E quais são seus planos em relação ao John?" "São os mais pervertidos possíveis. Gosto muito dele...Muito mesmo...Mas, perversão e casamento não combinam, então não penso nisso...por enquanto..." brincou. "Desejo muita sorte pra você." "Idem. Mas, vamos parar com essa conversa de comadres, porque somos agentes do FBI e temos que ser duronas. Além do mais, estou com sono." brincou, fazendo cara de má. "Dorme aqui. Tem duas camas. E o Mulder não vai chegar tão cedo..." "Então tá. Também não estou com vontade de ficar lá sozinha." Monica foi dormir, mas Scully ficou lendo um livro. Já estava preocupada com a demora dos dois. Universidade de Maryland Sala do reitor 10:11 p.m "Boa noite. Sou o agente Alvin Kersh, FBI." "Oh...Boa noite agente Kersh. Estava aguardando sua visita. Só não entendo seu interesse na morte de Lyle. Foi uma morte absolutamente natural." "Não é o que eu acho senhor...Como era a pessoa Lyle Danton?" "Era um aluno muito..." "Como era a pessoa Lyle Danton?" insistiu Mulder, enfatizando a palavra pessoa. "Lyle era bom, mas muito tímido. Não tinha muitos amigos. Mas havia uma pessoa que não gostava muito dele: Jimmy Parker. Lyle havia espalhado que alguém lhe mandou um bilhete ameaçador e que estava nervoso, mas ninguém acreditou." "E quem é Jimmy Parker?" "Lyle era irmão de Jimmy. A mãe de Jimmy teve um caso com Phil Danton, e Lyle nasceu...Ninguém sabia desse filho bastardo dela. E as coisas pioraram quando ela morreu afogada na piscina da própria casa. A mãe deles era muito rica e deixou uma herança enorme. Lyle era o herdeiro de tudo. Dias antes dela morrer, essa história veio à tona. Provavelmente ela teria ficado com pena do garoto cujo pai perdeu todo o dinheiro que tinha. O pai de Jimmy é rico, ele não precisava. Dias depois ela se matou e depois foi o garoto, de ataque cardíaco." "E onde eu posso encontrar o Jimmy?" "Ele estuda aqui." "Sério?...Que mundo pequeno não é? Por um acaso o senhor poderia me levar até ele?" "Ele não está aqui agora, mas terá aulas aqui, amanhã à noite." Ao sair da sala, Mulder encontrou Doggett. "Estava indo procurar você." "Descobriu alguma coisa...?" "Algumas..." ele contou tudo o que havia descoberto e ficaram trocando informações durante algum tempo, mas não chegaram a uma solução. "Temos que procurar por alguém que tenha uma tatuagem?" "É. E se esse tal de Jimmy tiver alguma, as coisas ficam muito mais fáceis...Mas, gostaria de checar a morte da mãe de Lyle." "Com certeza...Só podemos checar isso amanhã, então vamos dormir." finalizou Doggett. "Não sei quanto a você, mas eu não estou pensando em dormir, não...Afinal tenho uma mocinha me esperando." "Bom pra você, seu conquistador barato..." falou Doggett, rindo. Hotel Dramim. 12:03 a.m Doggett foi na direção de seu quarto e Mulder foi para o quarto de Scully. Ele abriu a porta com cuidado para não assustá-la no caso de ela estar dormindo, porém ela estava lendo uns papéis sentada em uma cadeira. "Sabe que horas são, Mulder?" "Não faço idéia, mamãe..." ironizou. "Fica de graça, fica...Olha que eu te boto de castigo." "Eu estava na universidade falando com o reitor, mas deixa isso para amanhã. Agora eu quero falar de outra coisa..." Ele segurou as mãos de Scully, e a puxou pra perto dele. Quando foi beijá-la, ela se afastou. "Nem pense nisso. A Monica está dormindo ali naquela cama." "Por que ela está aqui? Eu reservei um quarto pra ela." ele se virou vendo a mulher deitada em uma das camas, o que até agora, não tinha percebido. "Estávamos conversando e ela adormeceu. Dorme no quarto dela. Amanhã a gente conversa." "Ela dorme e eu que fico na mão?" "Não se chateie. De repente você trouxe um dos seus vídeos educativos na mala." "Não trouxe não. Pensei que seria uma viagem romântica." "Assassinato combina com romance, por um acaso?" falou enquanto empurrava ele pra fora do quarto. "De onde você acha que veio o nome: romance policial?" falou sarcástico. "Essa foi muito ruim..." "Eu sei. Mas, me deixa ficar...Você não tem pena não?" falou enquanto Scully fechava a porta na sua cara. Da porta de seu quarto, Doggett observava Mulder. "Não vou dormir não...tenho uma mocinha me esperando..." falou imitando Mulder. "Ha ha ha. E sua mãe vai bem, agente Doggett?" disse contrariado. Manhã seguinte Necrotério de Maryland 8:23 a.m Scully e Reyes foram até o necrotério falar com o legista. "Dr. Edwards? Sou Dana Scully e essa é a agente Monica Reyes, FBI." perguntou mostrando suas credenciais ao legista. "Sim. O que desejam?" "Viemos saber sobre a morte de Lyle Danton. Foi o senhor que realizou as autópsias, não foi? perguntou Monica. "Não quero falar sobre isso. Já fiz a autópsia e entreguei os resultados. Tudo o que sei está lá." "Achamos que deve ter escapado alguma coisa nessa autópsia. A agente Scully é médica e achou estranho os resultados que o senhor apresentou, então, ela gostaria de dar uma olhada no corpo. Se for possível, é claro." "Não. Não é possível. Foi muito doloroso ter que realizar uma autópsia no meu próprio filho, e não vou reabrir essa ferida." falou irritado. "Seu filho?" Scully se assustou. "Isso mesmo. Meu nome é Phil Edwards Danton, se quiserem checar." "Mas, então quer dizer que fez a autópsia em seu próprio filho? O senhor não omitiria nada em seu relatórios, Dr. Edwards, não é mesmo?" perguntou Monica, desconfiada. "Só vou responder alguma coisa se vocês me apresentarem uma ordem judicial. Do contrário, deixem- me em paz." disse, enquanto saía da sala. "É impressão minha ou ele está mentindo? perguntou Scully. "Ele está mentindo. Vamos voltar aqui mais tarde e olhar o corpo." afirmou Monica. "Vamos, é?" "Vamos. Você tem que dar uma olhada no corpo. E eu vou tentar saber mais sobre as outras mortes." As agentes estavam entrando no elevador, e não perceberam que o Dr. Edwards tinha ouvido sua conversa. Pegou o celular e fez um telefonema. "Alô Jimmy." "O que é, doutor?" "Elas virão aqui olhar o corpo mais tarde." "Bom trabalho, doutor. Deixe que elas o vejam." "Não as machuque, por favor..." "Isso não lhe diz respeito. Preocupe-se com o seu outro filho. Se elas descobrirem alguma coisa sobre mim eu o mato. Por enquanto eu as quero vivas para brincar um pouco." desligou o telefone, deixando o doutor apreensivo do outro lado da linha. Hotel Dramin 1:35 p.m Monica estava fazendo ligações desde que chegou ao hotel, mas não havia descoberto nada. Jimmy parecia não existir. Resolveu ligar para a polícia de Maryland. "Alô! Policial Harris?" "Sim. Quem está falando?" "Agente federal Monica Reyes. Queria informações sobre a morte de dois jovens chamados Thomas Peterson e Lyle Danton." "Olá agente Reyes! Só um minuto." O homem foi checar no computador. Enquanto esperava, Reyes notou algo nos relatórios médicos. Olhando as fotos das vítimas pôde notar que as manchas vermelhas poderiam ter sido feitas por dedos. "Agente Reyes?" "Sim, desculpe. Pode falar." "Os rapazes morreram por ataque cardíaco e foram encontradas manchas na altura do peito. Só abrimos investigação por pedido do senhor Danton, pai de Lyle, mas ele mesmo pediu o fim das investigações, dois dia depois." "Eles tem alguma ligação?" "Thomas era filho do advogado da mãe de Lyle." "Esse advogado foi o mesmo que fez o testamento da Sra. Parker?" perguntou Monica. "Isso eu não sei." "Por um acaso foram encontradas digitais nas vítimas?" "Não." "Quem investigou o caso?" "Foi o policial Ted Burns de Chicago." "Pode me dar o endereço dele?" "Gostaria de poder ajudá-la, mas ele morreu." "Morreu? Quando?" "No dia seguinte a morte de Lyle, na sua casa de férias em Maryland, de ataque cardíaco." "Que coincidência, não?" "Também achamos estranho. Mas, prefiro pensar que Deus preferiu assim. Era um bom homem e estava empenhado no caso." Casa da família Peterson 4:43 p.m Monica contou a Scully tudo o que descobriu e a chamou para irem até a casa de Adam Peterson, advogado de Evelyn Parker, mãe de Lyle. "O Mulder não erra nunca...Acho que vou passar a acreditar nas histórias dele. O que temos que descobrir agora é se Jimmy também está ligado à esses outros assassinatos." disse Scully. Bateram na porta que demorou para ser atendida. O homem desconfiado, observou as visitantes pelo olho mágico e abriu a porta rapidamente. "Entrem, rápido!" disse puxando-as para dentro de casa. "Adam Peterson?" perguntou Scully. "Sim..." "Eu sou Dana Scully e essa é Monica Reyes. Somos do FBI e..." "FBI? Ótimo. Preciso que me protejam." disse o homem, que parecia estar com medo de alguma coisa. "O senhor está bem? Aconteceu alguma coisa?" perguntou Scully. "Jimmy? Está com medo de Jimmy?" perguntou Monica, certa da resposta. "Jimmy matou meu filho, e vai matar mais gente." "Por que ele matou seu filho?" perguntou Scully. "Eu convenci a mãe dele a deixar a herança para Lyle...Eu sou amigo do pai dele e sei que ele precisava muito mais do dinheiro...Como advogado, sei que a partilha de bens sem um testamento não dá certo, ainda mais pelo fato de Lyle ser um filho bastardo. Certamente Jimmy ficaria com tudo. Ele falou para eu fazer com que Evelyn desistisse dessa idéia, e eu não concordei, então ele ameaçou matar meu filho. Diante disso, tentei convencê-la novamente, só que desta vez para que anulasse o testamento. Mas, cheguei tarde demais. O pai de Jimmy havia descoberto a traição da esposa e o filho que ela teve com outro homem...Eles haviam brigado e ela se matou. Se jogou na piscina...Só a descobri ali cinco horas depois. Jimmy ficou com muita raiva, mas não culpou o pai. Ele não estava nem ligando para a morte da mãe...só queria saber da herança que não iria receber. Então matou meu filho para me punir." "E o senhor não contou isso para a polícia?" perguntou Monica. "É claro que não. Ele iria me matar." "Mas precisa contar..." falou Monica. "Não vou testemunhar contra ele.Se quiserem pegá-lo, que achem provas suficientes pra isso. Não vou arriscar minha vida. E se fossem espertas não arriscariam as suas também." "E como Jimmy poderia matar Lyle, se ele nem estava lá na hora do crime?" perguntou Scully. "Isso, apenas o demônio pode lhe responder, agente Scully. Escute-me! Esse rapaz é mau...ele não irá hesitar em matar aquele que se meter em seu caminho. Como, eu não sei." "E eu lhe digo que vamos pegar Jimmy Parker, senhor Peterson. Com ou sem demônios..." afirmou Scully, diante da expressão apavorada de Adam. Elas saíram da casa de Adam Peterson e foram direto para o necrotério. Necrotério de Maryland 7:04 O doutor Phil Danton não estava mais lá, então elas puderam entrar sem maiores problemas. "Espero que esses corpos nos dêem digitais desse Jimmy..." resmungou Monica. "FBI. Queremos ver os corpos de Lyle Danton e de Thomas Peterson." disse Scully. "Tem autorização?" perguntou a atendente com cara de poucos amigos. "Autorização? Somos agentes federais. É claro que temos autorização. Não está desconfiando desta identificação, está?" perguntou Monica mostrando a credencial pra mulher. "Não senhora. Desculpe. É que o doutor Phil deu ordens para que ninguém visse o corpo." "E nós somos ninguém, por acaso?" ironizou Scully, ante o olhar surpreso de Monica. "Não senhora, desculpe novamente. Podem entrar. Assinem aqui por favor." Respondeu a mulher que a essa hora já estava suando de tão nervosa. "Obrigada" disse Scully, enquanto ia em direção a sala onde estavam os corpos, seguida por Monica. "A agente Scully mentindo? Belo progresso." "Foram anos de aprendizagem com o Mulder. Mas, você é que está me surpreendendo cada vez mais. Vocês dois são praticamente almas gêmeas..." respondeu Scully, não resistindo a um sorriso que foi prontamente retribuído por Monica. Entraram na sala e Scully começou a examinar os corpos a procura de alguma evidência. O celular de Monica tocou. Era Doggett. "Monica, aonde você está? E a agente Scully? "Estamos no necrotério. Ela está dando uma olhada em uns corpos." Ela contou tudo o que haviam descoberto para Doggett. Scully achou digitais e percebeu uma pequena queimadura perto das manchas. "Agente Reyes, essas manchas foram realmente feitas por dedos." "Dedos de Jimmy?" "Só pode ser. Temos que mandar identificá-las.Quanto as manchas, parece que foi uma pequena descarga elétrica ou algo assim...Tem uma pequena queimadura no corpo de Thomas." "Impossível. Jimmy liberou uma descarga elétrica que matou essas pessoas? Mas, ele não estava lá quando Lyle morreu." "Talvez seja ativada por alguma coisa..." "John? Ainda está aí?" perguntou Monica. "Sim. Pensei que tivesse me esquecido aqui." "A agente Scully acha que Jimmy liberou uma descarga elétrica que matou essas pessoas. Através dos dedos. Só que teria que ser ativada por alguma coisa, já que ele não estava lá quando Lyle morreu." "Vocês estão brincando, não é?" perguntou Doggett, incrédulo. "John, não seja cético agora. Tem alguma idéia do que pode ativar isso?" "Talvez seja como a Medusa..." "Quem?" "A Medusa. É de um caso que investigamos. Uma pessoa morreu dentro de um vagão de metrô, em Boston. As descargas elétricas eram ativadas pelo suor. Pergunte para a agente Scully." "Ele está falando sobre uma tal de Medusa...Mortes em um vagão de metrô em Boston..." "É claro...Eram ativadas pelo suor. Talvez essas sejam também. Ou não...Pergunte para o agente Doggett se Lyle tinha brigado antes de morrer..." "Lyle brigou com alguém antes de morrer?" "Não sei...Mulder só me contou que ele estava assustado com umas ameaças que estavam fazendo a ele..." "Fizeram algumas ameaças a ele..." disse Monica para Scully. "Medo...Então é isso! Jimmy pode liberar descargas elétricas através de seus dedos, que são ativadas pelo medo. Foi o que aconteceu com Lyle e com Thomas..." "John?" "O que?" "Mulder está aí com você?" Monica perguntou assustada. "Ele foi para a Universidade para encontrar esse Jimmy...Por que?" "Não o deixe entrar lá de maneira nenhuma...Jimmy vai matá-lo." "Mulder é grandinho, sabe se defender. O que Scully descobriu?" "As descargas são ativadas pelo medo...Ele só precisa tocá-lo antes." "Mas Mulder não foi tocado pelo garoto." "Ainda...Mas, Mulder não o conhece. Ache-o . Scully e eu vamos para a Universidade. Universidade de Maryland 10:02 p.m Mulder foi até a universidade procurar Jimmy. Um alvoroço em frente ao portão principal, chamou a atenção dele. Era o alarme de incêndio que estava tocando. "O que está havendo por aqui?" perguntou Mulder a um aluno. "A universidade está pegando fogo!" disse o aluno enquanto corria. "Não estou vendo fogo nenhum." constatou Mulder, desconfiado. "Mulder! Não entre aí. Espere a agente Scully e a agente Reyes. Elas descobriram coisas." Doggett contou tudo para Mulder. "Puxa vida! Hoje elas vão brilhar mais que eu, a não ser que eu arrisque minha vida entrando aí..." falou, sarcástico. "Ei, agente Kersh!" gritou o reitor. "Agente Kersh? Ficou doido Mulder?" perguntou Doggett. "Não comece com isso, agente Doggett. O que é um nome quando se está investigando um assassinato?" ironizou Mulder, enquanto o reitor se aproximava. "Ainda bem que encontrei o senhor. Eu recebi uma carta em que o assassino de Lyle manda evacuar a universidade, senão ele mataria mais alguém." "Então foi o senhor que apertou o alarme de incêndio?" perguntou Doggett. "Foi sim. Não sei o que ele pretende com isso, mas..." "Ele quer que nós entremos lá." deduziu Mulder. "Acha que ele está lá dentro?" "Acho, agente Doggett. E meus palpites são quentes..." disse enquanto caminhava para a universidade seguido por Doggett. A porta estava aberta. Eles entraram e pegaram suas armas. Doggett deu ordens para que o reitor chamasse a polícia local para que cercar a universidade e que ninguém poderia entrar. Estava tudo muito silencioso. Eles percorreram um corredor que os levaram até uma escada. Subiram essa escada chegando ao segundo andar, mas um barulho vindo do andar debaixo chamou a atenção deles. "Você ouviu isso?" perguntou Doggett. "Silêncio! Estou ouvindo passos." disse Mulder. Engatilharam suas armas e se prepararam ...Os passos foram ficando cada vez mais próximos... "Um...dois...três...já!" e apontaram suas armas na direção das figuras que se apresentavam agora claramente, mas se surpreenderam ao ver Monica e Scully. "Meus Deus, vocês são loucas? Como conseguiram entrar aqui? Deixamos ordens com o reitor para..." perguntou Mulder, assustado. "Pela porta, assim como você." interrompeu Monica, irônica. Neste momento, um vulto passou em um corredor atrás deles. Doggett achou um papel no chão com algo escrito. "O que é isso?" perguntou Scully. "Nosso Hannibal Lecter diz que matou mais alguém." respondeu Doggett. "Ele está jogando conosco." disse Mulder. "Eu vou ligar para o reitor e tentar descobrir se Jimmy Parker foi visto saindo daqui" disse Doggett. Eles continuaram andando pelo corredor, até que ouviram uma voz. Mulder e Monica foram ver o que era. Scully e Doggett continuaram por ali. "O que houve?" perguntou Monica vendo um aluno caído no chão. " Não... consigo... respirar. Sinto uma dor no peito...Parece que levei um choque." falou com muita dificuldade. "Viu alguém por aqui?" perguntou Mulder. "Jimmy... Foi ele...Por favor me ajudem..." "Chame a Scully, agente Reyes. Pra onde ele foi?" "Para o vestiário..." falou apontando para uma porta à esquerda. Monica ligou para o celular de Scully, que achou melhor chamar os paramédicos. "Vou até aí com o agente Doggett. Vai atrás do Mulder." falou Scully. Mulder entrou no vestiário. Andava calmamente, tomando cuidado para não ser surpreendido, até que ouviu uma voz. "Agente Fox Mulder...não acha que vai conseguir me pegar acha?" "Acho, sim. Onde você está?" "Atrás de você!" ele falava de um modo assustadoramente calmo. Mulder se virou e viu o jovem de cabelos escuros. "Vocês, homens e mulheres da lei se metem em tudo, não é? Não me entenda mal agente Mulder...Eu não queria matar Ted Burns, mas assim como você ele se meteu demais e descobriu minhas digitais nos corpos...Espero não ter que fazer o mesmo com você...Você sabe que eu posso te matar, não sabe?" "Só se tocar em mim. Coisa que você não fez." "É mesmo...Bem observado. Mas ainda assim posso te matar..." falou dando um sorrisinho irônico. Jimmy pegou o revólver. Mulder ouviu barulhos de passos apressados que desviaram sua atenção. Aproveitando-se disso, Jimmy atirou. Mulder levou as mãos a barriga e foi caindo lentamente. Jimmy estava encarando Mulder com um sorriso e um olhar diabólico. Estava pronto para atirar novamente. Mulder já estava desmaiando, quando ouviu um tiro e pôde ver Jimmy caindo no chão, e sendo imobilizado por um policial. Ainda pôde ouvir Monica dizendo para o policial não deixar que Jimmy o tocasse, colocando sua arma no coldre e vindo em sua direção. Depois, tudo ficou escuro. Hospital de Maryland 6:36 a.m Mulder abriu os olhos e viu Scully na beira de sua cama. "O que eu estou fazendo aqui?" perguntou um pouco zonzo. "Você quase morreu...mas não fui eu que te salvei dessa vez." disse Scully enquanto beijava suas mãos. "Foi a agente Reyes, não foi?" "Foi sim." respondeu Scully. Monica e Doggett entravam no quarto naquele momento. "Como está, Mulder?" perguntou Monica. "Bem. Obrigado por me salvar." "Não sei se eu agradeço a ela ou se a mato. Vou ter que continuar te aturando." "Você reclama, reclama, mas me ama, não é mesmo agente Doggett? O que aconteceu ao Jimmy?" disse Mulder, sarcástico. "Ele está preso e com as mãos imobilizadas em uma cela especial...Nunca mais colocará os dedinhos elétricos dele em ninguém. E pensar que eu falei com ele e nem sabia..." respondeu Doggett. "Kersh quer falar com você. Ele descobriu tudo o que você fez e mandou que fosse falar com ele assim que saísse do hospital." comunicou Scully. "Agora me conta uma novidade. Como se eu não soubesse que ele ia fazer isso. Como eu disse ao agente Doggett, estou disposto a me sacrificar pelo bem dos cidadãos americanos, embora eu saiba que eu vou me livrar dessa, como sempre." disse dando um sorrisinho sarcástico. "Agora vai nos deixar cuidar dos Arquivos X em paz ou vai continuar se intrometendo?" perguntou Monica, sorrindo. "Ocasionalmente, sim." respondeu sob o olhar de reprovação de Scully. "Ei, agente Reyes! Feliz aniversário atrasado! Foram dias animados, não pode negar." disse Mulder à Monica que preferiu ser educada e não responder a observação cretina de Mulder. Monica e Doggett saíram do quarto, mas Scully ficou a pedido de Mulder. "O que foi? Algum problema?" "Não. Só queria ficar a sós com você para lhe entregar uma coisa." "Entregar o que?" perguntou Scully assustada. "Pegue meu casaco, por favor." Scully pegou o casaco que estava sobre a cadeira e entregou a Mulder, que pegou algo dentro do bolso. "Eu queria te entregar isso." E entregou uma caixinha à Scully, que a abriu curiosa, embora já desconfiasse o que era. "Um anel? O que significa isso, Mulder?" "Não é um anel. É uma aliança...Acho que já enrolamos bastante, não é? Temos um filho, estamos juntos há um tempo...Enfim...O que eu quero perguntar é se...se..." "Se eu quero me casar com você?" interrompeu Scully. "Bem... eu é que devia perguntar isso, mas...é isso mesmo. Quer casar comigo, Scully?" "Quero. Quero muito...mas antes, eu preciso te dizer uma coisa." disse enquanto uma lágrima escorria de seus olhos. "O que?" " Eu te amo, Mulder" "Eu sei, não precisa dizer isso..." "Precisa sim...Precisa, porque eu quero que você saiba." Então Mulder a abraçou e ficaram ali durante muito tempo, e se dependesse deles, para o resto da vida. Enquanto isso, Doggett e Reyes conversavam em frente ao carro. "Eu estava pensando. Nosso jantar não deu muito certo...e eu estou com fome." falou Doggett. " Ainda dá tempo para o café da manhã. Se você quiser, é claro." completou Monica. "Quero sim. E depois..." "Depois...a gente vê. Sem pressa." interrompeu Monica, enquanto Doggett lhe dava um beijo. E assim esse quarteto continuou suas vidas. Uns deram um passo a frente e outros, iniciaram uma caminhada. Mas, no final todos estarão sempre juntos em sua cruzada pela justiça. xxxxxxxxxxxxxxxx Fim Espero que tenham gostado. Lembre-se galera! Feedback, please!!!