TÍTULO= SEGUNDA OPÇÃO AUTORA= JULIANA SOARES ( JU SCULLY) CATÉGORIA= SHIPPER CLASSIFICAÇÃO= LIVRE RESUMO= MULDER VÊ SCULLY BEIJANDO OUTRO HOMEM E FICA MORDIDO DE CIÚMES. DISCLAIMER= É DO CHRIS CARTER, DA FOX E DE MAIS NINGUÉM. NOTA DO AUTOR= É A MINHA PRIMEIRA FANFIC. DESCULPE OS GAFES E ERROS GRAMATICAIS. DEDICO À ALGEL SCULLY QUE TEVE UMA SUPER PACIÊNCIA COMIGO. VALEU MESMO! QUANDO EU CASAR A GENTE DIVIDE O MARIDO. ? E-MAIL= juliana@nortecnet.com.br Entre muitas pessoas, que estavam ou praticando esportes ou lendo ou só passeando, um homem corria, com o corpo já banhado pelo suor. Já devia estar correndo a um bom tempo. Era Mulder, que corria pensativo. Não corria rápido, mas simplesmente não notava nada a sua volta. Apenas ouvia sua respiração e sentia naquele momento a gota de suor que descia pela testa, entrava entre as sobrancelhas, escalava o nariz e dali dava um salto, pingando e desfazendo na camiseta. Mulder pensava na noite passada. Na noite em que ele, pela primeira vez, notou que não viveria sem Scully por que naquela noite o mundo desabou quando viu Scully beijando outro homem. Ele tinha acabado de sair do elevador, deu alguns passos e ao erguer a cabeça viu os dois. O homem apertava Scully contra si. O homem a beijava e não era um beijo qualquer, era um beijo apaixonado. Mulder quis correr até lá e dá alguns socos na cara daquele patife mas ele apenas virou-se e foi embora. Estava decepcionado, sentia-se arrasado. ``Não sonhei em te ver em outros braços que não fossem os meus, Scully. Nunca sonhei beijando outros lábios que não fossem os meus. Claro que você teve outros namorados, mas não depois de tantos anos juntos. Aprendemos a nos conhecer. Eu chorei no seu ombro e você no meu. Você viu o quanto eu precisava de você quando aquele câncer esteve em nosso caminho.'' Era isso que estava à preencher a cabeça de Mulder aquela manhã. Ele nem mesmo conseguiu pegar no sono. Passou a madrugada toda dizendo a si mesmo que aquilo não tinha acontecido. Depois de correr, Mulder voltou para o seu apartamento para tomar uma ducha. Quando saia do banheiro o telefone tocou. Ele sabia que era ela. Com certeza iria perguntar por que ele não foi ao apartamento dela. Ele respirou fundo e atendeu. _ Pronto. _ Sou eu. _ Fala Scully. _ Algum problema? _ Por que? _ Está de mau humor? _ Não. Os dois ficaram mudos por alguns instantes. Scully sabia que ele estava nervoso, ela o conhecia muito bem. _ Então, o que você quer? _ Bem, você não apareceu ontem. Lembra quando me ligou dizendo que tinha algo muito importante para me mostrar e disse que viria ao meu apartamento? _ É, realmente. Mas não era nada muito importante. Só algumas fotos de uns corpos encontrados no último Sábado. _ Nada importante? _ Então achei melhor não te incomodar. Já era tarde. _ Era só isso mesmo? _ Era. Novamente uma pausa. _ O que você pretende fazer hoje já que é feriado. _ Nada de especial. Vou ficar em casa, talvez alugue umas porcarias que você com certeza não gosta. É só isso? _ É... _ Tchau. _ ... tchau, Mulder. Desligaram os telefones. Scully sabia que ele estava mentindo. `` Será que ele viu?`` Ela pensou. ``Droga!`` Enquanto isso Mulder vestia uma calça do pijama. Tentou esquecer aquela cena, tentou concentrar-se na TV, mas era inútil. Estava furioso e mordido de ciúmes. 2 horas já tinham ido embora. Alguém bate na porta. Mulder levanta meio que impaciente para atender. _ Quem é? _ Joana D'arc! Era Scully. ``Droga!`` pensou ele. ``Que diabos ela veio fazer aqui? Deve estar com aquela carinha de quem não teve novidades na noite passada.`` _ E então? Vai abrir ou não? Ele abriu. Ela estava radiante, como sempre. O perfume dela logo tomou conta do lugar. Usava uma leve maquiagem, batom claro. E os olhos dela sorriam. _ Nossa! É assim que vai passar o feriado. Ela disse já entrando. _ Não se surpreenda. É assim que eu quero ficar hoje. Ele fechou a porta sabendo que ela não sairia tão logo. _ Mulder! Ora essa, não vai inventar algo interessante para fazer hoje. Talvez caçar uns Ets, por exemplo. _ Como vê, nada de interessante hoje, nem ontem. Ao contrário de você que deve Ter feito muita coisa... interessante. _ Por que diz isso? _ Por nada. Mas você é uma mulher jovem, bonita. Não me diga que não gosta de sair. _ Você sabe que não saio muito. _ Talvez um namorado? Mulder voltou para o sofá onde estava sentado e pregou os olhos na TV. Scully o seguiu, ficou na frente da TV impedindo que Mulder visse alguma coisa. Cruzou os braços e perguntou: _ Você foi no meu apartamento ontem, não foi? _ Não, não fui. Por que? Perdi alguma coisa. _ Não, claro que você esteve lá e viu que tinha alguém comigo. _ Alguém com você! Quem? _ Para com isso Mulder. Diz logo! _ Dizer o quê? _ Esquece, Já vi que não dá para conversar com você. Isso. Fica aí vendo desenhos animados. Quem sabe você aprende alguma coisa. Scully saiu em direção à porta quando Mulder se levantou: _ Quem era ele, Scully? Seu namorado? Scully voltou-se nervosa para Mulder. _ Então você viu. Se fosse, Mulder? Mulder ficou incerto no que ia dizer. _ Se fosse eu gostaria de saber. _ Mesmo? Gostaria de saber também que eu não gosto dele, que era na verdade só o um amigo? _ E o beijo? Aquilo não foi um beijo de amigos. Ele pensou: `` Eu nunca te beijei assim.`` _ Beijo? Aquela discussão ficava cada vez mais intensa e eles nem mesmo percebiam isso. _ Vi vocês se beijando. _ Ele me beijou a força. _ A força? _ É. Não acredita em mim? Acha que eu gostei? Mulder parou um pouco e percebeu a sinceridade dela, chegou perto e perguntou em tom mais baixo: _ Não gostou!? Scully recuou um pouco. E disse também em tom mais baixo: _ Não. _ Porque? Ele chegou mais perto. Ela afastou-se novamente. _ Bem, primeiro por que eu não gosto dele. _ Segundo... Mulder chegava mais perto, os rostos estavam à um palmo de distância. Scully tentou ir mais pra trás mas agora o corpo dela já encostava na parede. _ Ele não beija bem. _ Beijar bem é muito importante. Terceiro? _ Eu... eu não gosto que me beijem a força. Mulder colocou as mãos na parede impedindo que ela saísse. Scully estremeceu. _ Mulder, o que você está fazendo? Mulder podia sentir o hálito quente dela. Ela estava tensa. Ele sussurrou: _ Estou te dando uma Segunda opção. Scully estava com a boca semi aberta, os olhos dela iam se fechando lentamente, enquanto que ele encostava calmamente os lábios. A respiração ficou suspensa neste momento. Scully já não sentia as pernas. Iniciava agora a dança romântica de lábios. Os corações disparavam. Os corpos grudados. Era possível ela sentir .. . Devia estar sem nada além daquela calça de tecido fino. As mãos dele passeavam pelas costas dela, puxando para junto de si. Scully começou acompanhar meio tímida. O ritmo agora acelerava. Não era mais só lábios. Os coadjuvantes entravam em cena. Línguas já se encontravam. Um beijo doce, longo, apaixonado. O relógio parou naquele momento. O mundo parou... Saliva... Um beijo que já estava cansado de esperar para sair. Mas o beijo aconteceu e garanto que não foi só isso que veio a acontecer. Mas isso já fica à critério dos leitores. Usem a imaginação. Eita!